Microeconomia esquematizado®, 1 ª edição

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esta obra, a autora procurou enfatizar temas e assuntos cobrados pelas bancas examinadoras dos principais concursos públicos, tanto na área fiscal como na carreira diplomática, não deixando de lado a sua importância para os acadêmicos de graduação e pós-graduação.
Cada capítulo é constituído por uma rica teoria e por diversas questões de provas, para que o leitor possa conhecer de que forma o assunto é cobrado e perceber os tópicos mais exigidos.
Como todo livro da Coleção Esquematizado®, essa obra apresenta esquemas e quadros para tornar o aprendizado mais ágil e agradável, além de outros recursos gráficos, que auxiliam o estudo e a fixação do assunto.

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1.1. DEFINIÇÃO DE ECONOMIA

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1

MICROECONOMIA: CONCEITOS FUNDAMENTAIS

JJ 1.1. 

DEFINIÇÃO DE ECONOMIA

Economia é a ciência que estuda a escassez e por isso se preocupa em alocar os recursos, orientando o que produzir, como produzir e para quem produzir com base em teorias e informações.

De acordo com Mankiw, a “Economia é o estudo de como a sociedade adminis‑ tra seus recursos escassos”1. Para Byrns & Stone: “A escassez ocorre porque as ne‑ cessidades humanas excedem a capacidade de produção possível dados o tempo e os recursos limitados disponíveis”2.

Como os recursos são escassos ou limitados, ou seja, não é possível produzir tudo que se deseja ou que se necessite, e as necessidades humanas são ilimitadas ou infinitas, ou seja, os agentes econômicos necessitam sempre de mais bens e serviços, surge, então, o problema econômico que consiste em responder a três per‑ guntas básicas:

JJ

JJ

JJ

O que produzir?

Como produzir?

Que consiste na decisão de como alocar a mão de obra (pessoas), a matéria‑

 

1.2. PRINCÍPIOS DA ECONOMIA

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1

Microeconomia: Conceitos Fundamentais

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econômicos agregados, e grande parte da macroeconomia é, na realidade, uma ex‑ tensão da análise microeconômica”5.

Mankiw resume a microeconomia como “o estudo de como as famílias e empre‑ sas tomam decisões e de como elas interagem em mercados específicos”6.

JJ 1.2. 

PRINCÍPIOS DA ECONOMIA

Segundo Mankiw7, há dez princípios da economia, ou seja:

1. As pessoas enfrentam trade-offs.

2. O custo de alguma coisa é aquilo de que você desiste para obtê-la.

3. As pessoas racionais pensam na margem.

4. As pessoas reagem a inventivos.

5. O comércio pode ser bom para todos.

6. Os mercados são geralmente uma boa maneira de organizar a atividade eco‑ nômica.

7. Às vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados.

8. O padrão de vida de um país depende de sua capacidade de produzir bens e serviços.

9. Os preços sobem quando o governo emite moeda demais.

 

1.3. CLASSIFICAÇÃO DOS BENS

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1

Microeconomia: Conceitos Fundamentais

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intuito de promover maior bem-estar social, interferindo, assim, no mercado, tem se mostrado com pouco sucesso na atividade econômica.

O sétimo princípio (Às vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados) afirma que a presença do governo é importante numa economia de merca‑ do para garantir o direito de propriedade, ou seja, garantir que a safra do agricultor não seja saqueada, que a indústria não tenha seus produtos plagiados etc. Sua presença faz-se necessária também para aumentar a eficiência e equidade nos mercados. Mui‑ tas vezes, podem ocorrer falhas de mercado9 que geram ineficiência econômica. Para tanto, são necessárias políticas públicas de combate a essas falhas. Também, as eco‑ nomias de mercado não se preocupam em cuidar do bem-estar econômico de toda uma sociedade. A preocupação está em garantir a maximização do próprio bem-estar do agente em particular, podendo gerar concentração de renda. Compete ao governo intervir para promover uma melhor distribuição dessa renda gerada.

 

1.4. CLASSIFICAÇÃO DOS MERCADOS

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Microeconomia Esquematizado ®

Luiza Sampaio

Bem adicionado: é aquele que é acrescido ou adicionado ao produto e deter‑ minará o bem final. Por exemplo, ao se transformar a farinha de trigo (que vale

2) em pão (que vale 3), adicionou-se o valor de 1, que corresponde ao bem adi‑ cionado.

JJ Bem intermediário: é o bem ou insumo que será utilizado na produção de outro bem, ou seja, sofrerá algum processo de transformação. Por exemplo, ao se produzir pão (no valor de 3), utilizou-se farinha de trigo (no valor de 2). Logo, a farinha de trigo é o bem intermediário. Sandroni exemplifica da seguinte ma‑ neira: “O lingote de aço, originário de uma siderúrgica, é um bem intermediário que, numa fábrica de autopeças, pode se transformar em chassi, roda ou eixo, produtos que também são bens intermediários na fabricação do automóvel — um produto final, acabado”10.

JJ Bem final: é o produto que, pela sua natureza, é final, ou seja, já está pronto para o consumo e, portanto, não vai passar por mais nenhuma etapa produtiva, somada aos insumos que não entraram naquele processo produtivo (que ainda não estão prontos para o consumo), mas que poderão entrar em outro processo produtivo. Paulani & Braga afirmam: “Não é a natureza do bem que determina, para efeitos da contabilidade social, se ele é intermediário ou final e sim qual sua situação no momento em que se está apurando o valor do produto”11.

 

1.5. FLUXO CIRCULAR DA RENDA

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1

Microeconomia: Conceitos Fundamentais

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Mercado de fatores: onde as unidades familiares ofertam fatores de produ‑

ção (mão de obra, capital, empreendimento e matéria-prima) e as empresas de‑ mandam esses fatores de produção para poderem produzir. Nesse mercado, as empresas remunerarão as famílias sob a forma de salários, juros, lucros e alu‑ guéis quando adquirirem delas esses fatores de produção.

JJ

Podemos observar que a demanda e a oferta nos dois mercados pertencem a agentes diferentes:

Mercado de bens: a demanda é feita pelas famílias e a oferta é feita pelas em‑ presas.

JJ Mercado de fatores: a demanda é feita pelas empresas e a oferta é feita pelas famílias. Observe que todos os fatores de produção pertencem às famílias e que, portanto, suas remunerações serão destinadas a essas famílias. Assim, o paga‑ mento de salários, juros, aluguéis e lucros feito pelas empresas destinar-se-á às famílias.

Enquadra-se, no mercado de fatores, o mercado de trabalho.

 

1.6. CONCEITO DE CURTO PRAZO E LONGO PRAZO

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JJ 1.6. 

Luiza Sampaio

CONCEITO DE CURTO PRAZO E LONGO PRAZO

Em microeconomia, o conceito de curto prazo e longo prazo se diferencia do conceito em macroeconomia17. Assim, temos:

Curto prazo em microeconomia é o período de tempo em que pelo menos um dos fatores de produção estudados permanece constante ou fixo.

Por exemplo, se representarmos a seguinte função de produção: Q = 10L, onde

Q representa a quantidade produzida e L, a quantidade de mão de obra empregada, observamos que a Quantidade produzida (Q) só é alterada se a quantidade de mão de obra (L) for alterada também. Nesse caso, consideramos o capital e demais fatores produtivos constantes ou fixos e, portanto, não são capazes de alterar o produto.

Longo prazo em microeconomia é o período de tempo em que todos os fatores de produção estudados são variáveis. Por exemplo, se representarmos a seguinte função: Q = 10 ⋅ L ⋅ K, em que Q representa a quantidade produzida, L, a quantidade de mão de obra empregada, e K representa a quantidade de capital (e demais fatores de produção) empregado. Portanto, o produto (Q) pode ser alterado tanto por L como por K, ou seja, os fatores produtivos são variáveis e são capazes de alterar o produto.

 

1.7. CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO (CPP)

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JJ 1.6. 

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CONCEITO DE CURTO PRAZO E LONGO PRAZO

Em microeconomia, o conceito de curto prazo e longo prazo se diferencia do conceito em macroeconomia17. Assim, temos:

Curto prazo em microeconomia é o período de tempo em que pelo menos um dos fatores de produção estudados permanece constante ou fixo.

Por exemplo, se representarmos a seguinte função de produção: Q = 10L, onde

Q representa a quantidade produzida e L, a quantidade de mão de obra empregada, observamos que a Quantidade produzida (Q) só é alterada se a quantidade de mão de obra (L) for alterada também. Nesse caso, consideramos o capital e demais fatores produtivos constantes ou fixos e, portanto, não são capazes de alterar o produto.

Longo prazo em microeconomia é o período de tempo em que todos os fatores de produção estudados são variáveis. Por exemplo, se representarmos a seguinte função: Q = 10 ⋅ L ⋅ K, em que Q representa a quantidade produzida, L, a quantidade de mão de obra empregada, e K representa a quantidade de capital (e demais fatores de produção) empregado. Portanto, o produto (Q) pode ser alterado tanto por L como por K, ou seja, os fatores produtivos são variáveis e são capazes de alterar o produto.

 

1.8. ANÁLISE POSITIVA E NORMATIVA

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Quando há uma alteração desses fatores ou da tecnologia, a situação passa a ser de longo prazo até que se tornem fixas novamente, ou seja, no deslocamento de uma

CPP para outra CPP, há uma análise de longo prazo.

JJ 1.8. 

ANÁLISE POSITIVA E NORMATIVA

Em economia fala-se muito em análise positiva e análise normativa, embora grande parte dela seja positiva.

A análise positiva é uma afirmação a respeito de algo. Ela mostra “o que é”, assim como vai apontar as tendências de eventos com base em observações e testes realizados nas relações econômicas. A análise normativa se refere como deveria ser algo. Assim, por exemplo, quando se diz que: a escassez de água limita o crescimento econômico, está-se fazendo uma afir‑ mação positiva;

JJ deveria haver mais investimento na captação de água nos estados, está-se fa‑ zendo uma afirmação normativa.

JJ

Observemos que uma afirmativa positiva pode afetar uma afirmativa normativa, embora esta última englobe também juízo de valor.

 

1.9. REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS

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Quando há uma alteração desses fatores ou da tecnologia, a situação passa a ser de longo prazo até que se tornem fixas novamente, ou seja, no deslocamento de uma

CPP para outra CPP, há uma análise de longo prazo.

JJ 1.8. 

ANÁLISE POSITIVA E NORMATIVA

Em economia fala-se muito em análise positiva e análise normativa, embora grande parte dela seja positiva.

A análise positiva é uma afirmação a respeito de algo. Ela mostra “o que é”, assim como vai apontar as tendências de eventos com base em observações e testes realizados nas relações econômicas. A análise normativa se refere como deveria ser algo. Assim, por exemplo, quando se diz que: a escassez de água limita o crescimento econômico, está-se fazendo uma afir‑ mação positiva;

JJ deveria haver mais investimento na captação de água nos estados, está-se fa‑ zendo uma afirmação normativa.

JJ

Observemos que uma afirmativa positiva pode afetar uma afirmativa normativa, embora esta última englobe também juízo de valor.

 

1.10. QUESTÕES

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1

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Microeconomia: Conceitos Fundamentais

exemplo: quando a renda for igual a 100, o nível de consumo será de 90. O par orde‑ nado formado será (100, 90). Formando vários pares ordenados e unindo-os podere‑ mos representar retas, curvas ou simplesmente pontos dispersos, que comporão um gráfico de dispersão. No gráfico da Figura 1.15, é possível ver um sistema de coorde‑ nadas que formou uma reta:

Figura 1.15.  Exemplo de sistema de coordenadas.

Consumo

90

(100, 90)

Renda

100

JJ 1.10. QUESTÕES

1. (FCC — ICMS-SP — 2006) Considere a seguinte curva de possibilidades de produção para uma determinada economia fictícia, onde Y e X são os únicos bens produzidos na economia.

Y

C

A

B

D

X

É correto afirmar que a) somente o ponto A representa o pleno emprego dos fatores produtivos, pois é o ponto mais alto da curva. b) os pontos A e B, no curto prazo, representam maiores potenciais de crescimento econômico (elevação do produto interno bruto) em relação ao ponto D. c) os pontos A, B e D representam combinações de produção de Y e X em que todos os recursos produtivos disponíveis estão sendo utilizados. d) a economia poderá atingir o ponto C se houver um aumento na disponibilidade de seus recursos produtivos e/ou por meio de inovações tecnológicas. e) só é possível atingir os pontos A e B, a partir do ponto D, se houver um aumento na disponibilidade de recursos produtivos na economia.

 

GABARITO

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b) avanço tecnológico. c) aumento na quantidade de capital. d) aumento na força de trabalho. e) aumento na produtividade do trabalho.

19. (ESAF — AFC-STN — 2008) Selecione o único item que deve ser considerado como componente do custo econômico ou custo de oportunidade de uma empresa associado à sua decisão de produzir q unidades de seu produto.

a) A recuperação de gastos com publicidade realizados há um ano. b) O custo histórico de aquisição das matérias-primas em estoque na empresa que foram adquiridas há um ano, cujos preços de mercado não se mantiveram constantes e que serão empregadas no processo produtivo. c) O valor de mercado do aluguel do terreno no qual será realizado o processo produtivo, terreno esse de propriedade da empresa. d) Uma margem destinada à recuperação dos gastos com pesquisa e desenvolvimento incorridos no desenvolvimento, já concluído, do produto. e) Uma parcela dos salários da equipe administrativa da empresa que seria mantida contratada mesmo que as q unidades referidas acima não fossem produzidas.

 

2.1. DEMANDA

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2

DEMANDA

JJ 2.1. DEMANDA

Entendemos por demanda a todas as combinações de quantidade de bens ou serviços que um consumidor ou um grupo de consumidores está disposto a comprar, a determinado preço. Observemos que a demanda mostra uma intenção, e não um fato concreto.

Segundo Byrns & Stone: “Demandas são as quantidades de vários bens que as pessoas desejam e podem comprar durante um certo período, dadas as alternativas disponíveis”1.

No mercado de bens, a demanda vai refletir o comportamento dos consumi‑ dores, ou seja, vai mostrar que, quando o preço do produto aumenta, os consumido‑ res demandarão uma quantidade menor de produto e, quando o preço do produto diminui, os consumidores demandarão uma quantidade maior de produto.

Portanto: O Preço de um bem (P) e a sua Quantidade demandada (Qd) são in‑ versamente proporcionais, ou seja, mantém uma relação decrescente ou negativa entre si.

O gráfico da Figura 2.1 mostra que, mantidas constantes todas as demais variá‑ veis que influenciam os compradores, quando o Preço do bem (P) diminui, a Quan‑ tidade demandada pelo bem (Qd) aumenta, o que faz com que a inclinação da curva de demanda seja negativa.

 

2.2. FATORES QUE DESLOCAM A CURVA DE DEMANDA

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2

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Demanda

Observamos que a alteração no preço do próprio bem de 5 para 6 provocou o deslocamento “na” própria curva, ou “ao longo” da curva de Demanda, reduzindo a

Quantidade demandada (Qd) de 10 para 8. Portanto, uma variação nos preços deslo‑ ca apenas Quantidade demandada (Qd) e nunca a Demanda (D).

JJ 2.2. 

FATORES QUE DESLOCAM A CURVA DE DEMANDA

Observamos que o preço não é capaz de deslocar a curva de Demanda, mas, apenas a Quantidade demandada. Quando falávamos de alteração no preço, conside‑ rávamos todos os outros fatores constantes ou coeteris paribus. Mas esses fatores podem não ser constantes e, portanto, deslocarem a curva de Demanda. Vejamos alguns deles:

I. Renda;

II. Gosto;

III. Propaganda;

IV. Preço dos bens relacionados (bens substitutos e bens complementares);

V. Expectativa;

VI. Número de consumidores.

I. Caso haja uma alteração na Renda (R) do consumidor, podemos nos deparar com quatro diferentes situações: quando se tratar de um bem normal, superior, inferior ou quando o bem for de consumo saciado ou saturado.

 

2.3. FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA DEMANDA

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2

67

Demanda

JJ

JJ

JJ

JJ

JJ

JJ

JJ 2.3. 

Quando a renda de um consumidor de bem inferior aumenta.

Quando o preço de um bem complementar aumenta.

Quando o preço de um bem substituto diminui.

Quando diminui o número de consumidores do bem.

Quando os consumidores diminuem o seu gosto pelo bem.

Quando as expectativas são desfavoráveis.

FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA DEMANDA

Existem várias maneiras de representarmos a demanda. Podemos observar, abaixo, as principais formas.

I. Por meio de uma função linear (função de 1º grau):

A função demanda pode ser representada da seguinte maneira, ou seja, o preço do bem em função da quantidade demandada.

P = c – d ⋅ Qd

Onde: c = coeficiente linear da função = o ponto que toca o eixo das ordenadas d = coeficiente angular da função = tg β

Dada a função demanda:

P = 25 – 1/2 Qd

c = 25 = coeficiente linear da função = o ponto que toca o eixo das ordenadas d = –1/2 = coeficiente angular da função = tg β

 

2.4. EFEITO RENDA, EFEITO SUBSTITUIÇÃO E EFEITO PREÇO TOTAL

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Observe que a demanda é a própria curva de demanda, que nesse caso está sendo representada por uma reta. A Quantidade demandada (Qd) é um dos eixos do gráfi‑ co. Sobre uma única curva de demanda existem inúmeras quantidades demandadas.

JJ 2.4. 

EFEITO RENDA, EFEITO SUBSTITUIÇÃO E EFEITO PREÇO TOTAL

A lei da demanda afirma que, quando o preço sobe, a quantidade demandada do bem cai, e vice-versa. Esse comportamento se deve ao efeito renda e ao efeito subs‑ tituição.

Entende-se por efeito renda um dos efeitos que ocorre em decorrência de uma alteração no preço de um bem.

Mesmo a renda nominal não variando, a queda do preço do bem permite ao consumidor comprar maior quantidade dele, considerando que esse bem seja normal ou superior, já que sua renda real vai aumentar. Portanto, nesse caso, pelo efeito renda, uma queda no preço aumenta a quantidade demandada do bem.

Bem normal ou superior → EFEITO RENDA: P↓ → R↑ → Qd↑

 

2.5. CURVA DE DEMANDA DE MERCADO

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provocada pelo efeito renda. Observemos o tamanho das setinhas da quantidade de‑ mandada dos dois efeitos. É fácil perceber que a setinha na quantidade demandada do efeito substituição é maior que do efeito renda. Assim, o efeito total, que consiste na soma do efeito renda e efeito substituição, mostra que, com a redução do preço, a quantidade demandada aumenta.

Se o bem for inferior e o efeito renda for mais intenso que o efeito substituição:

EFEITO RENDA → P↓ R↑ Qd↓

EFEITO SUBSTITUIÇÃO → P↓ Qd↑

EFEITO TOTAL: P↓ Qd↓ → Bem de Giffen

Podemos verificar que o efeito substituição provocou um aumento na quantidade demandada em menor intensidade que a redução da quantidade demandada provoca‑ da pelo efeito renda. Observemos o tamanho das setinhas da quantidade demandada dos dois efeitos. É fácil perceber que a setinha da quantidade demandada do efeito substituição é menor que do efeito renda. Assim, o efeito total, que consiste na soma do efeito renda e efeito substituição, mostra que, com a redução do preço, a quantida‑ de demandada se reduz, contrariando a lei da demanda. Nesse caso, diz-se que o bem é de GIFFEN.

 

2.6. CURVA DE DEMANDA REPRESENTADA POR UMA FUNÇÃO POTÊNCIA

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Para encontrar a quantidade demandada de mercado ao preço de 1, somamos as quantidades demandadas individuais 1, 2 e 3, ou seja, somamos 5 (que é a quantidade demandada do consumidor 1 ao preço de 1) + 2 (que é a quantidade demandada do consumidor 2 ao preço de 1) + 6 (que é a quantidade demandada do consumidor 3 ao preço de 1). O resultado de 13 representa a quantidade demandada do mercado ao preço de 1.

Para encontrar a quantidade demandada de mercado ao preço de 2, somamos as quantidades demandadas individuais 1, 2 e 3, ou seja, somamos 3 (que é a quantidade demandada do consumidor 1 ao preço de 2) + 1 (que é a quantidade demandada do consumidor 2 ao preço de 2) + 4 (que é a quantidade demandada do consumidor 3 ao preço de 2). O resultado de 8 representa a quantidade demandada do mercado ao preço de 2.

Sendo a curva de demanda do mercado representada por uma reta, podemos unir os dois pontos encontrados (13,1) e (8,2) e representar graficamente a função deman‑ da de mercado.

 

2.7. BENS DE GIFFEN

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2

75

Demanda

b = coeficiente angular da função p = preço do bem ou serviço

Mas a curva de demanda pode ser representada por uma função potência, como está na Figura 2.24:

Qd = a p –b

Onde: a e b são constantes positivas.

Figura 2.24.  Representação gráfica de uma função demanda do tipo exponencial representado por uma hipérbole equilátera.

P

D

Qd

Vejamos alguns exemplos de funções demanda representadas por uma função potência:

Qd = 10 p –2; onde: a = 10 e b = 2

Qd = p –1/2; onde a = 1 e b = 1/2

Qd = 10 / p3; onde a = 10 e b = 3. Observe que essa função equivale a Qd = 10 p–3.

JJ 2.7. 

BENS DE GIFFEN

Os bens de Giffen são uma exceção à Lei Geral da Demanda, ou seja, há uma relação direta e não inversa entre a quantidade demandada e o preço do bem, coeteris paribus. É um caso especial de bem inferior.

Vejamos o seguinte exemplo do consumo de batata na Irlanda, durante o século

 

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