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Guia para Utilização da Aprendizagem Invertida no Ensino Superior

Autor(es): Robert Talbert
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Neste livro, a aprendizagem invertida (flipped learning) é apresentada por Robert Talbert de maneira acessível, prática e com foco no ensino superior. Além de ser um guia para aqueles que querem começar a inverter suas aulas, esta obra descreve estruturas e estratégias para que professores planejem melhor suas aulas e tornem a aprendizagem invertida uma parte permanente de suas práticas de ensino, tanto em disciplinas presenciais quanto a distância.

 

9 capítulos

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Capítulo 1. O que é aprendizagem invertida e por que usá-la?

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O que é aprendizagem invertida e por que usá-la?

Quando meu pai era jovem e trabalhava em um curso de engenharia elétrica na

Texas Tech University, na década de 1950, não havia discussão sobre a forma como suas disciplinas acadêmicas eram organizadas e executadas. Os estudantes iam para a aula em horários fixos durante a semana e em locais fixos. Na aula, um professor especializado fazia uma exposição sobre um tópico em engenharia elétrica, física ou matemática. Os alunos tomavam notas e, possivelmente, faziam perguntas. Então, a aula terminava, e os alunos voltavam para seus dormitórios para trabalhar nos problemas e elaborar projetos. Depois, o ciclo se repetia. Pode ter havido algumas variações entre as disciplinas na universidade, mas as semelhanças no design e no ensino dessas disciplinas segundo esse modelo ultrapassavam muito as diferenças.

Essa educação lhe foi muito útil durante a faculdade e nas duas primeiras décadas de sua carreira como engenheiro. Ele trabalhou para a General Motors e, em determinado momento, foi contratado pela NASA, para ajudar a projetar os sistemas elétricos e de orientação para as naves espaciais Gemini e Apollo. Sua formação lhe serviu muito bem, porque, apesar de ter de mudar de um local de emprego para outro e passar da General Motors para a NASA e depois voltar, ele basicamente continuava fazendo a mesma coisa em seu trabalho: projetar sistemas elétricos para veículos. Após seu período na NASA e na General Motors, ele e minha mãe

 

Capítulo 2. História e teoria da aprendizagem invertida

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História e teoria da aprendizagem invertida

No capítulo anterior, apresentamos uma descrição detalhada da aprendizagem invertida. Vimos os contrastes entre a aprendizagem invertida e o modelo tradicional do design de disciplina; os componentes essenciais de tempo, espaço e atividade que fazem da aprendizagem invertida o que ela é; os problemas que a aprendizagem invertida tenta abordar; e por que professores de diferentes áreas acadêmicas escolheram usar aprendizagem invertida em uma variedade de contextos. Nesse ponto, você já deve ter uma boa ideia do que é a aprendizagem invertida e do que ela não é e começa a ver por que ela seria um modelo atraente para a aula no ensino superior.

No entanto, como profissionais do ensino superior, frequentemente queremos mais do que apenas boas explicações e histórias atraentes quando pensamos sobre uma ideia nova. Também queremos evidências, preferivelmente de pesquisas sólidas e respeitáveis. Afinal, estamos falando de um modelo pedagógico que parece ser experimental e novo. Na medida em que um professor pode trocar para a aprendizagem invertida a partir de uma abordagem tradicional de ensino, ele gostaria de ter alguma expectativa razoável de por que essa forma de coordenar uma aula deve funcionar tão bem ou melhor do que os métodos que o ensino superior adotou durante muito tempo. Por outro lado, um professor que já usou a aprendizagem invertida antes pode se beneficiar de saber por que certas coisas sobre ela são potencialmente transformadoras para a aprendizagem dos alunos.

 

Capítulo 3. Modelos de aprendizagem invertida

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Modelos de aprendizagem invertida

Nos capítulos anteriores, demos uma boa olhada no que define a aprendizagem invertida, como e por que ela foi inventada e as estruturas teóricas que podemos usar para entendê-la. Embora esse corpo de conhecimento por si só forme um caso convincente para considerar os ambientes de aprendizagem invertida, é ainda mais convincente ver exemplos da sua utilização, especialmente por professores comuns de faculdade e universidade de diferentes áreas e contextos institucionais que operam nas mesmas condições que a maioria de nós.

Neste capítulo, examinaremos vários estudos de caso de implementações de aprendizagem invertida e faremos as perguntas a seguir a cada um deles.

•• Qual é o contexto dessa disciplina?

•• Por que a aprendizagem invertida foi empregada nessa disciplina?

•• O que os alunos fazem quando participam dessa disciplina? O que o professor faz quando participa dela?

•• Por que essa implementação particular se encaixa em nossa definição de

 

Capítulo 4. Planejando uma disciplina em torno da aprendizagem invertida

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Planejando uma disciplina em torno da aprendizagem invertida

Vimos até agora uma definição de aprendizagem invertida e exploramos a história e a teoria por trás dela, além de diversos exemplos de professores comuns em uma ampla variedade de contextos construindo e conduzindo disciplinas usando-a com

ótimos resultados. Nessa altura, espero que a sua curiosidade tenha sido instigada e que você esteja se perguntando como pode planejar ou reformular algumas das suas disciplinas para também usar essa metodologia. Se for assim, então a pergunta natural é: como faço isso?

Neste capítulo, apresentaremos algumas ideias básicas sobre o design da disciplina – fluxos de trabalho estruturados para preparar uma disciplina começando pelos fatos básicos sobre ela desde o primeiro dia de aula e muito além. Focaremos, em particular, em um modelo de planejamento de disciplina proposto por Dee Fink que enfatiza a “aprendizagem significativa” na sua essência e veremos como este pode ser adaptado para o planejamento de um ambiente de aprendizagem invertida. Terminaremos com uma visão prévia dos dois próximos capítulos, os quais descrevem um modelo de sete passos para o design desse estilo de aprendizagem no nível da aula individual.

 

Capítulo 5. Planejando experiências de aprendizagem invertida, parte 1: desenvolvendo a estrutura para uma aula

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Planejando experiências de aprendizagem invertida, parte 1: desenvolvendo a estrutura para uma aula

No último capítulo, examinamos um design de disciplina e como a estrutura em

12 passos proposta por Dee Fink pode servir como um guia para desenvolver uma disciplina que usa a aprendizagem invertida. As estruturas do design da disciplina têm o objetivo de desenvolvê-la no nível global, ou macro, refletindo sobre os fatores situacionais, os objetivos de aprendizagem ao longo da disciplina, as estratégias de ensino e o modo como esses diversos componentes se encaixam para formar um ambiente de aprendizagem integrado e coerente para os estudantes. O que não foi discutido em profundidade é exatamente como criar atividades de aprendizagem no dia a dia que se encaixem no quadro mais amplo da estratégia instrucional de uma disciplina com aprendizagem invertida. Neste capítulo e no próximo, vamos examinar mais de perto esse nível de detalhes e discutiremos como isso pode ser feito.

 

Capítulo 6. Planejando experiências de aprendizagem invertida, parte 2: planejando atividades efetivas

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Planejando experiências de aprendizagem invertida, parte 2: planejando atividades efetivas

No Capítulo 5, examinamos a ideia central no planejamento das aulas, o que é especialmente importante no plano da aprendizagem invertida: a ideia de objetivos de aprendizagem e como classificá-los de modo hierárquico em termos de complexidade cognitiva. Aqui, a mais ou menos meio caminho no processo de sete passos de planejamento das aulas, já realizamos o seguinte:

1. estabelecemos os objetivos de aprendizagem para a aula em termos de tarefas claras e mensuráveis;

2. reordenamos a lista dos objetivos de aprendizagem de modo que a complexidade das tarefas seja gradual;

3. terminamos um rápido esboço da atividade no espaço grupal que irá formar o ponto central da aula;

4. decidimos quais dos objetivos de aprendizagem são básicos (a ser feitos pelos alunos em seus espaços individuais) e quais são avançados (a ser realizados no espaço grupal).

Esses quatro passos visam a estabelecer uma base sólida para as atividades de aprendizagem da aula, as quais ocorrem em três contextos: o espaço individual (ou

 

Capítulo 7. Variações sobre um tema

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Variações sobre um tema

Como já aprendemos sobre a história e as bases teóricas para a aprendizagem invertida e como já vimos como planejar disciplinas com experiências de aprendizagem invertida em mente, uma coisa deve estar clara: a aprendizagem invertida não é apenas uma coisa ou uma maneira de conduzir uma disciplina. Ao contrário, ela é uma “grande tenda” sob a qual podem se acomodar muitas diferentes disciplinas, tipos institucionais, demografia de alunos e métodos pedagógicos. Ela está em casa, tanto nas disciplinas STEM (em inglês, ciência, tecnologia, engenharia e matemática) quanto nas ciências sociais e humanas, artes plásticas e estudos pré-profissionais e vocacionais. Ela se adapta igualmente bem a turmas pequenas e grandes, a seminários avançados e a disciplinas introdutórias, para nichos especializados e de educação geral mais ampla. Ela é uma plataforma universal que pode ser usada e adaptada a praticamente qualquer situação.

Mesmo assim, quando em geral refletimos sobre a aprendizagem invertida, tendemos a ter em mente um determinado tipo de ambiente, isto é, uma turma que se reúne presencialmente em um horário fixo em uma sala de aula e que com frequência usa alta tecnologia e, portanto, tem livre acesso a ela. Muitas descrições da “sala de aula invertida” tomam essa situação particular como um pressuposto e desenvolvem todo um modelo pedagógico em torno dela.

 

Capítulo 8. Convivendo e trabalhando com aprendizagem invertida

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Convivendo e trabalhando com aprendizagem invertida

Ao longo deste livro, examinamos a aprendizagem invertida do ponto de vista do seu uso em nossas aulas. O que é aprendizagem invertida? Onde ela surgiu e para resolver quais problemas de ensino e aprendizagem? Qual é a base teórica para a aprendizagem invertida e o que a pesquisa atual diz sobre ela? Como planejamos uma disciplina em torno da aprendizagem invertida e como podemos planejar uma aula usando os seus princípios? Todas essas perguntas são pertinentes para qualquer professor curioso a respeito do assunto ou interessado em melhorar sua prática.

No entanto, há outras questões sobre a aprendizagem invertida igualmente pertinentes que não envolvem o plano de ensino, estruturas teóricas ou mesmo a pedagogia. Elas se referem ao fato de que os professores são profissionais que precisam manter o progresso e o sucesso em uma variedade de áreas profissionais para evoluírem no seu trabalho, além de seres humanos com razões pessoais para se interessar pela aprendizagem invertida e ensino em geral, junto com o desejo pessoal de serem felizes e produtivos em sua vida e no trabalho. Quando os professores fazem esse tipo de pergunta, elas assumem muitas formas, tais como as apresentadas a seguir.

 

Apêndice - Glossário de técnicas e ferramentas

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APÊNDICE

Glossário de técnicas e ferramentas

Ao longo deste livro, abordamos não só conceitos gerais para experiências bem-sucedidas de aprendizagem invertida, mas também técnicas de ensino e ferramentas específicas para que isso aconteça. Algumas delas podem ser muito familiares, outras nem tanto. Neste Apêndice, listamos muitas das ferramentas e técnicas mencionadas durante este livro, em ordem alfabética, junto com três informações sobre cada uma: o que é descreve a ferramenta ou técnica; para que serve apresenta seus usos potenciais para a aprendizagem do aluno em um ambiente de aprendizagem invertida; e para saber mais traz links para mais informações.*

APRENDIZAGEM EM GRUPO LIDERADA POR PARES

(PLTL)

•• O que é: a PLTL é um método instrucional que substitui todas ou parte

das sessões expositivas convencionais por workshops semanais em pequenos grupos que são liderados por alunos da turma. Esses líderes são recrutados pelos professores entre os alunos que se saíram bem na disciplina em semestres anteriores. Os professores se reúnem regularmente com os líderes dos pares para prepará-los para os workshops e ajudá-los a desenvolver suas competências de liderança e comunicação. Os alunos que trabalham em pequenos workshops liderados por pares influenciam um contexto social

 

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