Análise das Demonstrações Contábeis

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Para dominar as demonstrações contábeis. Análise das Demonstrações Contábeis é um livro prático: apresenta questões sobre leitura introdutória, testes, exercícios sobre o capítulo, estudo de caso de fatos reais, roteiro de trabalho e pausa para reflexão._x000D_
De José Carlos Marion, o texto vai além de apenas considerar o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, ele aborda as Demonstrações dos Fluxos de Caixa (modelos direto e indireto) e a Demonstração do Valor Adicionado. Outro ponto que merece destaque é a ênfase na reclassificação das demonstrações contábeis para fins de análise._x000D_
Com este livro, será possível aprender a identificar quando as demonstrações contábeis estão aptas para serem analisadas._x000D_
Esta nova edição vem com um manual do professor, que traz as resoluções dos exercícios, dois modelos de provas e slides para auxílio na preparação das aulas.

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13 capítulos

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Introdução

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Podemos dividir a Análise das Demonstrações Contábeis em três níveis:

Um primeiro nível de análise financeira, segundo seu grau de complexidade, é INTRODUTÓRIO. Nesse caso, apenas alguns indicadores básicos são abordados.

Poderíamos dizer que só teremos condições de conhecer a situação econômico-financeira de uma empresa por meio dos três pontos fundamentais de análise: Liquidez (Situação Financeira), Rentabilidade (Situação Econômica) e Endividamento (Estrutura de Capital).

* Estrutura de capital.
Figura 1 Tripé da análise.

Tripé representa o equilíbrio ideal. Pense em dar sustento a uma filmadora (ou câmera), ou no equilíbrio profissional (conhecimento, habilidade e atitude = cha), ou nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), ou nas forças armadas (exército, aeronáutica e marinha), ou na tricotomia do homem (corpo, alma e espírito), ou na Santíssima Trindade, ou nos três estados da água etc. O número três lembra-nos equidade. Daí criarmos o tripé decisorial.

 

1 Universo Da Análise

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LEITURA INTRODUTÓRIA

“Adoção do IFRS no Brasil, uma verdadeira revolução contábil

A passagem de um modelo baseado em regras para outro que tem como norte princípios não é simples, principalmente porque exige a mudança de comportamento dos profissionais envolvidos.

O mercado brasileiro acabou de passar por uma verdadeira revolução contábil: a adoção nas normas contábeis emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), chamadas de International Financial Reporting Standard (IFRS). A adoção desse padrão contábil exigiu e continuará exigindo muito esforço de todos os que se relacionam com a informação contábil: os contadores, que preparam a informação, os auditores, que opinam sobre a informação, os analistas, que utilizam a informação, os órgãos reguladores, que emitem os novos padrões e fiscalizam as entidades, os professores, que pesquisam e ensinam tais padrões, entre outros.

Esse processo de adoção do padrão contábil internacional já vinha sendo feito de uma forma indireta há alguns anos, por meio de emissão de padrões locais próximos às práticas internacionais. Em 2006 e 2007, o processo de convergência evoluiu consideravelmente, a partir do momento em que o Banco Central, CVM e Susep decidiram que as entidades reguladas por tais órgãos teriam que adotar as IFRS em suas demonstrações consolidadas a partir de 2010. Mas foram as alterações da Lei das S/A, iniciadas pela aprovação da Lei no 11.638/07, e a emissão dos Pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que tornaram a convergência no Brasil irreversível e com impactos na contabilidade individual das entidades, o que exigiu um esforço ainda maior dos profissionais.

 

2 Alguns Cuidados Para a Análise

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LEITURA INTRODUTÓRIA

Em 2018/19, a Petrobras saiu da maior crise de sua história, a Operação Lava Jato. Veja, por esta transcrição de matéria jornalística publicada em 2009, que os problemas começaram dez anos antes.

“GOVERNO AUTORIZOU MANOBRA CONTÁBIL FEITA PELA PETROBRAS

Mudança permitiu que a estatal adiasse pagamento de impostos de R$ 4 bilhões

O governo e os ministros com assento no Conselho de Administração da Petrobras deram aval à decisão da empresa de alterar o sistema de cálculo do Imposto de Renda. Esse foi o instrumento encontrado pela cúpula da Petrobras para, no auge da crise, tornar viável a manutenção de um elevado nível de investimentos. “Trata-se de política de governo para manter os investimentos. É melhor do que socorrer a empresa com dinheiro do Tesouro”, defendeu o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), porta-voz do governo nas negociações de ontem para acalmar a oposição. As críticas a esse procedimento tiveram origem no fato de a estatal ter mudado o regime de declaração do imposto. O presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, havia explicado em reunião do Senado, em março, que a manobra era natural.

 

3 Demonstrações Contábeis a Serem Analisadas

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LEITURA INTRODUTÓRIA

QUER QUE DÊ QUANTO? POR QUE AS CONTAS NÃO FECHAM?

Há algum tempo atrás, a fabricante nacional de pistões e bronzinas Metal Leve abriu o capital na Bolsa de Valores de São Paulo. Levando em conta o valor do patrimônio da empresa, constante de seu balanço, cada ação teve o preço fixado em $ 2,65, à moeda da época. Após a abertura do capital, o valor das ações se multiplicou várias vezes até estabilizar na casa dos $ 15. O caso da Metal Leve mostra como uma empresa não vale apenas pelo patrimônio que está registrado em seu balanço. Vale, principalmente, pelo que o mercado acredita que ela pode gerar de lucro no futuro.

Balanço, então, para quê? De que serve aquela confusão de números, escondidos por trás de alíneas obscuras, notas em letra miúda no rodapé e um fraseado empolado, tocado a expressões cheias de significado como ativo ou passivo ou imobilizado? Que dizer dos créditos de liquidação duvidosa? Do realizável a longo prazo ou dos passivos circulantes? Como reagir diante de uma depreciação ou, pior, de uma amortização? Isso para não falar, nestes tempos de globalização, no goodwill, nas liabilities ou no equity. Pois é. Sabe-se vagamente que, no final das contas, o ativo tem de ser igual ao passivo. Sabe-se também que o que interessa mesmo é a última linha do balanço, aquela que diz se uma empresa está no azul ou no vermelho. Mas a ciência contábil continua sendo um mistério acessível a uns poucos iluminados.

 

4 Índices de Liquidez

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LEITURA INTRODUTÓRIA

OS 7 PECADOS DAS PEQUENAS EMPRESAS

Conheça os erros dos marinheiros de primeira viagem e saiba como evitá-los

Cálculo inadequado de capital de giro e de estoque, falhas no planejamento orçamentário, inexperiência no ramo escolhido, problemas no contrato de locação, incompatibilidade entre sócios, fatores macroeconômicos e escolha do ponto errado. Podem até parecer primárias, mas essas falhas foram os principais pecados cometidos em negócios que acabaram fracassando.

•  CAPITAL DE GIRO E ESTOQUE

Comprar mercadorias mais do que o necessário é sinônimo de redução do capital de giro. Da mesma forma que, falta de mercadorias em estoques prejudica as vendas. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) revelou que 54% das possíveis vendas são perdidas porque o cliente não encontrou o que procurava. A saída para quem está começando é observar o movimento no concorrente em diferentes meses e dias da semana ficar atento ao público-alvo e verificar quais são os produtos mais procurados.

 

5 Índices de Endividamento

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LEITURA INTRODUTÓRIA

“A CRISE FINANCEIRA NOS EUA EM 2008 (INICIADA EM 2007) FOI RESULTADO DE UM ‘CALOTE’ MUITO GRANDE DE CLIENTES AMERICANOS QUE NÃO TINHAM BOM HISTÓRICO DE PAGAMENTO. O CITIGROUP E O MERRILL LYNCH ANUNCIARAM PREJUÍZOS BILIONÁRIOS, QUASE US$ 10 BILHÕES CADA UM, NO 4O TRIMESTRE DE 2007. VEJA COMO ESSA CRISE PODERIA TER AFETADO O ENDIVIDAMENTO NAS EMPRESAS BRASILEIRAS EM 2008:

O Lucro Líquido das empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desabou no primeiro trimestre. Um levantamento da empresa de informações financeiras Economática, com base no desempenho de 149 companhias que já apresentaram balanço, aponta queda de 29,5% no Ganho Líquido dos três primeiros meses de 2009, quando comparado com o de igual período de 2008.

De acordo com Fernando Pavel, presidente da Economática, boa parte da queda no lucro é explicada pelo aumento de 126,3% nas Despesas Financeiras Líquidas, que saltou de R$ 1,826 bilhão no primeiro trimestre de 2008 para R$ 4,133 bilhões agora.

 

6 Índices de Atividade

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LEITURA INTRODUTÓRIA

EMPRESAS MAIS

No ranking das 1.500 maiores companhias do Brasil, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Ambev foi a segunda colocada. Veja a reportagem:

“Segunda colocada no ranking CIE (Coeficiente de Impacto Estadão) de grupos, a Ambev atua essencialmente no segmento de alimentos e bebidas. Dona de 40 marcas, sendo 26 de cervejas, a empresa aposta na gerência do próprio negócio e se mantém concentrada na produção e apresentação da bebida. Houve uma reformulação das principais marcas, com Skol, que agora tem a embalagem da long neck transparente. ‘Buscamos aumentar ainda mais a diferenciação de nossas marcas entre si e no mercado. Para isso, evoluímos o design gráfico, os materiais e os formatos de embalagem’, afirma Fernando Tennenbaum, vice-presidente de Relações com Investidores da Cervejaria Ambev.

Entre os resultados, está o crescimento para 29% na participação das garrafas de vidro retornáveis vendidas no varejo, que inclui supermercados, minimercados e pequenos comércios, excluindo bares e restaurantes. O aumento foi puxado pelas garrafas ‘mínis’, de 300 ml, carro-chefe do formato. Segundo Tennenbaum, a marca Brahma Extra superou o desempenho do segmento na indústria. As cervejas premium, como Budweiser, Stella Artois e Corona, fecharam o ano representando mais de 10% do volume total de cerveja vendido pela companhia no País. ‘Só a Budweiser teve um crescimento de mais de 30% no quarto trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior’, ressalta o executivo.

 

7 Índices de Rentabilidade

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LEITURA INTRODUTÓRIA

“Em 12 de abril, Jason Pressman passou a manhã torcendo no balcão da Bolsa de Valores de Nova York, quando as ações da empresa de software de gestão Zuora, na qual ele investiu em 2008, começaram a ser negociadas. Perto do fechamento do mercado, as ações da Zuora chegaram a subir 43%, fazendo com que o investimento de US$ 17 milhões feito pelo fundo Shasta Ventures, representado por Pressman, chegasse a um retorno de mais de US$ 150 milhões.

‘Nada mal mesmo’, disse Pressman após a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Zuora, antes de ir a um jantar de comemoração com cerca de 60 pessoas em um caro restaurante italiano nos arredores de Chelsea, em Nova York. O capitalista de risco disse que passou boa parte da noite anterior em claro, mas tinha disposição para comemorar. ‘Estou com a adrenalina a toda.’

Muitos investidores, como Pressman, apoiam minúsculas startups de tecnologia na esperança de que algum dia elas abram o capital ou sejam vendidas por cifras enormes, entre nove e dez dígitos. Eles não têm lucrado realmente nos últimos anos. Isso porque empresas em rápido crescimento, como o aplicativo de carona paga Uber e a plataforma de hospedagem alternativa Airbnb, permanecem privadas.

 

8 Análise da Taxa de Retorno Sobre Investimentos (Margem de Lucro × Giro do Ativo)

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LEITURA INTRODUTÓRIA

“FRANQUIAS: SETOR PREVÊ CRESCIMENTO MODERADO

Receita de franqueados deve aumentar de 8% a 10% no próximo ano, conforme projeção da ABF

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) projeta um crescimento moderado do setor para o ano que vem. Em relação a 2017, a previsão é de aumento de 5% a 6% em novas unidades – atualmente, são 147.539 lojas no Brasil – e de 8% a 10% na receita. “A economia ter baixado as taxas de juros e a injeção do dinheiro da liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ajudam. Quem tem dinheiro está reavaliando entre deixá-lo no banco e investi-lo na economia, por exemplo, com uma franquia, para colher frutos”, explica Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF.

A área de alimentação, com 20% das franquias no Brasil em 2016, lidera o faturamento. Dados da ABF apontam que, no terceiro trimestre de 2017, esse segmento movimentou em torno de R$ 10,9 bilhões, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2016 (cerca de R$ 10,2 bilhões). O administrador de empresas Emerson Sérgio, de 43 anos, está entre os que investiram nessa área: abriu a sua primeira franquia da Jin Jin Wok (culinária asiática) em 2009, no Iguatemi Campinas, shopping no interior de São Paulo. No ano passado, inaugurou uma segunda unidade, no Plaza Shopping Itu. “O setor de alimentação é o último a sentir o impacto (da crise) e o primeiro a se recuperar. Todo mundo deixa de trocar de carro ou de comprar roupa para comer”, diz. “Mas tivemos de nos remodelar, nos adequar ao mercado, reduzir funcionários.”

 

9 Outros Índices Relevantes

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EMPRESAS MANTÊM RENTABILIDADE

No 1O trimestre, taxa não ficou muito longe da média dos últimos anos para empresas negociadas na Bolsa

Apesar da queda do lucro líquido, a taxa de rentabilidade das empresas negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no primeiro trimestre de 2009 não ficou muito longe da média dos últimos anos. Levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática mostra que o conjunto de 149 companhias que já apresentaram balanço apresenta uma rentabilidade de 2,7% sobre o patrimônio.

“Isso significa que, para cada R$ 100 que estão empatados na empresa, ela produziu um lucro de R$ 2,70 no trimestre, o que não é nada mau”, afirma Fernando Exel, presidente da Economática.

Para saber se a taxa de rentabilidade é satisfatória, afirma Exel, basta compará-la com a taxa básica de juros (Selic). “Se o empresário estiver ganhando menos que a Selic, é melhor ele vender a empresa e ir para o mercado financeiro”, explica, bem-humorado, o presidente da Economática.

 

10 Análise Dos Fluxos de Caixa

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AS RAZÕES DA MORTALIDADE DAS PEQUENAS EMPRESAS

“Pesquisa aponta motivos que pesam no encerramento das atividades

Pesquisa realizada pelo Sebrae revelou que a mortalidade prematura de novas empresas está fortemente ligada a fatores conjunturais, administrativos e financeiros. A pesquisa foi realizada com 3 mil empresas, além de entrevistas qualitativas com 509 empresários. O objetivo maior do trabalho foi procurar o ‘porquê’ do insucesso das pequenas organizações. Pela ordem, pesaram mais: falta de demanda e de experiência, escassez de crédito, inadimplência de clientes, impostos e encargos. Outra consideração interessante é que o índice de mortalidade aumenta na mesma proporção que o empresário se ausenta do negócio. Ficou patente que a dedicação exclusiva é fundamental para a preservação da empresa nos primeiros anos de vida.

Sessenta por cento dos empreendedores entrevistados, que se dedicaram à sua atividade, permaneciam com as portas abertas. Das empresas que deixaram de existir, 43% contavam com a dedicação integral de seus dirigentes, o que revela que a presença pode ser condição necessária, mas não suficiente, para garantir o êxito do empreendimento. Outros fatores detectados pela pesquisa e relacionados às causas do insucesso foram: falta de experiência prévia no ramo pretendido, falta de qualquer tipo de planejamento operacional e falta de cuidados no estabelecimento do fluxo de caixa.

 

11 Análise da Demonstração do Valor Adicionado

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LEITURA INTRODUTÓRIA

FISCO LEVA 40,3% DO VALOR ADICIONADO

Com cobrança de tributos, governo fica com a maior fatia da riqueza gerada por empresas

Com o recolhimento de tributos, o governo leva a maior fatia na distribuição da riqueza gerada pelas empresas. As cobranças de impostos, taxas e contribuições – por parte da União, estados e municípios – ficam com uma média de 40,3% do valor adicionado pelas empresas. Os salários e obrigações trabalhistas ficam com o segundo maior pedaço do bolo, com 28,6%. A conclusão está num levantamento do professor Ariovaldo dos Santos, da Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP).

O estudo considera como valor adicionado a riqueza agregada pelas empresas da indústria, comércio e serviços, incluindo estatais. Numa fórmula simples, seria o faturamento menos o que é pago para fornecedores. ‘É interessante notar que os donos do capital, os investidores, ficam com a menor parte da divisão’, diz Santos. Os juros sobre capital próprio e os dividendos, lembra, ficam com apenas 5,9% do valor gerado pelas empresas.

 

12 Índices-Padrão

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A CONTABILIDADE SEGUNDO PETER DRUCKER, EM OS NOVOS PARADIGMAS DA ADMINISTRAÇÃO

As ferramentas que moldamos originalmente para levar o exterior para o interior foram todas penetradas pelo foco interno da administração. Transformaram-se em ferramentas usadas para capacitar a administração a ignorar o exterior. Pior ainda, são usadas para fazer a direção acreditar que pode manipular o que é exterior e direcioná-lo para as finalidades da organização.

Tome-se o caso do marketing. Esse termo foi cunhado há 50 anos para enfatizar que o objetivo e os resultados de uma empresa estão inteiramente fora dela. O marketing ensina que são necessários esforços organizados para levar uma compreensão do ambiente externo – da sociedade, da economia e do cliente – para o interior da organização e para transformá-la em uma base para estratégia e políticas.

 

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