Personagens ou Pacientes? 2: Mais Clássicos da Literatura Mundial para Refletir Sobre a Natureza Humana

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Se os livros clássicos ajudam o leitor a entender melhor seus semelhantes, no caso dos profissionais da saúde mental e todos aqueles que querem se aprofundar na compreensão da alma humana, o contato com literatura de qualidade torna-se praticamente obrigação. Este livro insere-se no ponto em que se dá o encontro do profissional da saúde com o escritor. Aqui, os autores abordam obras da literatura mundial que tangenciam o mundo da saúde mental e que complementam as já abordadas no livro anterior.

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Capítulo 1. Os Cadernos de Maya, de Isabel Allende

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OS CADERNOS DE MAYA

DE

ISABEL ALLENDE

Maria Fernanda Faria Achá

Isabel Allende nasceu no Peru, filha de Francisca Llona e Tomás Allende

(primo em primeiro grau de Salvador Allende, importante figura política, que foi o primeiro presidente da república marxista eleito em regime democrático na América). Após a separação dos pais, Isabel mudou-se com sua mãe e seus irmãos para Santiago do Chile, cidade onde foi criada.

Mãe de três filhos, foi uma das fundadoras da primeira revista feminista do Chile, chamada Paula – uma homenagem a sua filha primogênita. Desenvolveu trabalhos na televisão e começou a se destacar como escritora com contos infantis e humorísticos. Seu principal trabalho, intitulado

A casa dos espíritos, teve origem com uma carta que redigiu ao seu avô que estava no leito de morte. Essa obra alcançou grande sucesso, ganhando espaço nos palcos de teatro em Londres e sendo adaptada para o cinema em um filme protagonizado por estrelas como Winona Ryder, Meryl Streep e Antonio Banderas. Além disso, A casa dos espíritos recebeu inúmeras premiações, tendo sido considerado pelo The Times (Londres) um dos 60 melhores livros dos últimos 60 anos.

 

Capítulo 2. Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt

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EICHMANN EM JERUSALÉM

DE

HANNAH ARENDT

José Paulo Fiks

Alemã nascida em 1906 na cidade de Linden, Alemanha, e criada como judia, embora sem apego aos rituais religiosos, Hannah Arendt sempre foi marcada pela língua alemã. Sua educação pregou o pluralismo de pensamento, o que a tornou profundamente democrática. Apesar das influências dos gregos e, especialmente, de Kant e Kierkegaard em sua juventude intelectual, Arendt teve outras duas grandes marcas em seu futuro como autora: o filósofo Martin Heidegger e o psiquiatra Karl Jaspers. Com

Heidegger, de quem foi aluna, manteve um longo e criticado (Heidegger aderira ao nazismo) relacionamento amoroso. Mesmo casada por duas vezes, Heidegger, 17 anos mais velho, sempre foi sua referência de figura masculina. De Jaspers – um crítico do nazismo de primeira hora – foi amiga e orientanda de doutorado (sobre o conceito de amor em Santo

Agostinho), mantendo com ele uma longa correspondência. Arendt foi presa em 1933 no início da perseguição nazista. Conseguiu escapar e fugir para a França. Em 1941, obteve refúgio nos Estados Unidos, onde viveu até 1975, ano de sua morte em Nova York.

 

Capítulo 3. O Alienista, de Machado de Assis

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O ALIENISTA

DE

MACHADO DE ASSIS

Roberta Catanzaro Perosa

Táki Athanássios Cordás

Joaquim Maria Machado de Assis é um dos principais nomes do Realismo no Brasil, corrente literária inaugurada em 1881, com sua obra: Memórias póstumas de Brás Cubas.

Nascido em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, era filho de um pintor mulato e de uma lavadeira açoriana. Viveu seus primeiros anos em uma das casas humildes que constituíam a Chácara de

Dona Maria José Mendonça Barroso, viúva de um senador e sua madrinha.

Já na infância, revelou uma saúde frágil: epilepsia e gaguez, que o acompanharam por toda a vida e lhe conferiram um temperamento tímido e reservado. Perdeu a mãe muito cedo; seu pai casou-se novamente com uma doceira mulata e, tempos depois, veio a falecer, o que fez com que

Machado passasse a vender doces pelas ruas de São Cristóvão, bairro onde residia à época, para ajudar no orçamento doméstico. Machado, um menino mulato, em uma sociedade ainda escravocrata, pobre, gago, epiléptico e de pouca instrução formal, apresentava todos os requisitos para o fracasso. No entanto, por meio de seu esforço (era um autodidata), aproveitou seus estudos iniciais em escola pública e as aulas de francês e latim, que recebeu de um padre amigo, para construir sua vasta cultura.

 

Capítulo 4. A Festa de Babette, de Karen Blixen

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A FESTA DE BABETTE

DE

KAREN BLIXEN

Adriana Trejger Kachani

Ó gula, cheia de maldição

Causa da nossa primeira ruína

Ó raiz da danação

Chaucer

Karen Blixen nasceu na Dinamarca em 1885. Foi criada sozinha pela mãe, juntamente com seus quatro irmãos, após o suicídio do pai, um militar atormentado por não resistir ao estigma de sofrer de sífilis. Estudou em prestigiadas escolas suíças e casou-se, em 1914, com um primo distante, o barão Bror von Blixen-Finecke. Juntos, iniciaram uma fazenda de plantação de café no Quênia. Bror era mulherengo e passava longos períodos afastado de casa, em safaris e campanhas militares. Em 1915, Karen contraiu sífilis, provavelmente de Bror, embora alguns estudiosos acreditem que tenha herdado a doença do pai. Após divorciar-se em 1921, continuou administrando sozinha a propriedade.

Em 1926, apaixonou-se por Denys Finch Hatton, um piloto do exército britânico, com quem viveu, até 1931, uma relação intensa. Karen engravidou duas vezes de Denys, mas abortou os bebês provavelmente em consequência de sua saúde frágil. A morte de Finch em um acidente de avião e a quebra do mercado de café forçaram sua volta à Dinamarca.

 

Capítulo 5. Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

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ALICE NO PAÍS DAS

MARAVILHAS

DE

LEWIS CARROLL

Antonio E. Nardi

Michele de Oliveira Gonzalez

Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo pseudônimo de Lewis

Carroll, nasceu em Daresbury, Inglaterra, em 27 de janeiro de 1832. Foi romancista, contista, desenhista, fotógrafo e matemático. Filho de um pastor e primogênito de uma prole de 11 filhos, teve uma educação rígida e religiosa já que o pai pretendia que seguisse essa carreira.

Formou-se matemático pela Universidade de Oxford e, devido a seu bom desempenho, foi convidado posteriormente para ser professor na mesma instituição.

É autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas, além de outros poemas escritos em estilo nonsense ao longo de sua carreira literária.

Envolveu-se em polêmicas ao dizer que gostava de desenhar e fotografar meninas seminuas; sugeriu-se, por isso, que poderia sofrer de pedofilia, transtorno mental em que o indivíduo se sente atraído sexualmente por crianças ou adolescentes. Por temor que essas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que, após sua morte, fossem destruídas ou devolvidas às crianças ou a seus pais. Faleceu em Guildford,

 

Capítulo 6. Noites Felinas, de Cyril Collard

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NOITES FELINAS

DE

CYRIL COLLARD

Alexandre Saadeh

Táki Athanássios Cordás

Cyril Collard nasceu em dezembro de 1957, em Paris, e faleceu em março de 1993 na mesma cidade. Em pouco mais de 35 anos de vida, esse jovem e prolífico artista francês destacou-se como escritor, poeta, cineasta, músico, produtor musical, compositor e ator. Militante da liberdade sexual, abertamente bissexual, foi o primeiro artista francês a falar francamente sobre aids e o fato de ser HIV positivo.

Sua novela autobiográfica Les nuits fauves (publicado no Brasil sob o título Noites felinas) aqui discutida e, posteriormente, o filme (seu terceiro filme apenas) com o mesmo nome o consagraram ainda muito jovem. Antes disso, em 1987, ele já havia publicado Condamne amour após saber, um ano antes, que era HIV positivo.

Terminado em 1992, o filme seguiu a mesma carreira de sucesso do livro, sendo visto por mais de três milhões de franceses e recebendo quatro prêmios Cesar (o mais importante da cinegrafia francesa): melhor edição, melhor filme, melhor autor estreante e mais promissora atriz (Romane

 

Capítulo 7. O Perseguidor, de Julio Florencio Cortázar

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O PERSEGUIDOR

DE

JULIO FLORENCIO CORTÁZAR

Daniel Martins de Barros

Julio Florencio Cortázar foi uma criança doente, que passou boa parte da infância entre livros, tendo na literatura uma companhia constante. Fã de boxe, quando ficou mais velho, passou a assistir a lutas. Desse gosto por literatura e pugilismo – não raro entre escritores, como demonstram

Ernest Hemingway ou Jack London –, Cortázar extraiu uma de suas mais famosas metáforas: “No combate entre um texto apaixonante e seu leitor, o romance ganha sempre por pontos, enquanto o conto deve ganhar por nocaute”.

Argentino, nascido na embaixada do país na Bélgica, passou a primeira metade da vida no país latino, mudando-se definitivamente para a Europa aos 34 anos, vivendo a maior parte do tempo em Paris, onde faleceu aos

69 anos.

Como muitos intelectuais de seu tempo, Cortázar também era fã de jazz.

Na metade do século XX, surgiu o bebop, estilo que seria definitivamente marcado pela complexidade, velocidade, improvisação e virtuosismo de seus intérpretes. Não coincidentemente, tais características muitas vezes aparecem na obra do argentino, cujos livros são classificados entre os mais inovadores da literatura latino-americana por nem sempre seguirem a linha narrativa tradicional, assim como ocorre com a progressão de acordes no bebop e as mudanças de tonalidade no meio da música que quebram a linearidade habitual das composições. Estreando na poesia ainda sob pseudônimo, o escritor teve uma prolífica carreira, publicando contos,

 

Capítulo 8. Uma História Sem Nome, de Jules Amédée Barbey D’aurevilly

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UMA HISTÓRIA SEM NOME

DE

JULES AMÉDÉE BARBEY D’AUREVILLY

Cybelle Weinberg

Jules Amédée Barbey d’Aurevilly (1808-1889) – novelista, poeta, crítico literário, jornalista e polemista – nasceu em Saint-Sauveur-le-Vicomte, na

Normandia, no seio de uma família aristocrática e extremamente católica.

Estudou Direito em Caen, onde foi influenciado temporariamente pelas ideias liberais. No entanto, logo após sua chegada a Paris, passou a levar uma vida extravagante, de muitos gastos e refinamentos de dândi, até que a família, arruinada, perdeu seus bens e Jules Amédée teve de sobreviver modestamente como jornalista.

Além de seus textos polêmicos, que se caracterizam pela crítica à modernidade, ao positivismo ou à hipocrisia dos grupos católicos, escreveu

1.300 artigos sobre temas literários. Sua ficção, um conjunto de novelas ambientadas em sua Normandia natal, mistura elementos de romance e fantasia, mesclando o realismo histórico com o simbolismo decadente. Sua obra mais famosa, hoje, é uma coleção de pequenas histórias organizadas sob o título de Les diaboliques (1874), em que imperam o incomum e a transgressão. Na época, os exemplares foram imediatamente confiscados, e o autor foi processado por “ultraje à decência e à moral pública”.

 

Capítulo 9. Homer e Langley, de Edgar Lawrence Doctorow

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HOMER E LANGLEY

DE

EDGAR LAWRENCE DOCTOROW

Daniel Martins de Barros

Descendente de judeus russos, Edgar Lawrence Doctorow, mais conhecido como E. L. Doctorow, nasceu no Bronx, em Nova York, em 1931. Estudou filosofia e drama, mas, logo após se formar, foi convocado a lutar na

Segunda Grande Guerra, durante a ocupação dos Aliados.

Apesar de flertar com as letras desde sua formação, ao voltar da guerra, seu trabalho foi mais de leitor do que de escritor, assumindo a função de ler roteiros de filmes de faroeste para o cinema. Inspirado pelas leituras, acabou escrevendo seu primeiro romance, Welcome to hard times (que virou o filme O homem com a morte nos olhos, de 1967). Seguiu militando no universo literário, ainda como “leitor”, por assim dizer, quando se tornou editor, função que manteve durante praticamente toda a década de 1960. Foi apenas em 1969 que passou a se dedicar integralmente às letras, produzindo O livro de Daniel, romance histórico lançado em 1971 que, à semelhança de Homer e Langley, romantiza uma história real, mas essa passada na Guerra Fria. Aclamado pela crítica, foi seguido em 1975 por Ragtime, listado entre os 100 melhores romances do século XX. Assim como esses dois livros, Billy Bathgate, de 1989, também foi adaptado para o cinema.

 

Capítulo 10. O Duplo, de Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

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O DUPLO

DE

FIÓDOR MIKHAILOVITCH DOSTOIÉVSKI

Helio Elkis

Michele de Oliveira Gonzalez

Fiódor Dostoiévski nasceu em Moscou, Rússia, no dia 30 de outubro de

1821. Filho de Mikhail Dostoiévski e Maria Fiódorovna Nietcháieva, ficou

órfão de mãe aos 15 anos. Nesse mesmo ano, foi enviado a São Petersburgo, para estudar na Escola de Engenharia Militar. Em 1839, seu pai, que era médico, foi assassinado pelos colonos da fazenda onde vivia, provocando o início dos ataques epiléticos do autor.

Dostoiévski iniciou na literatura com Gente pobre (1846), seu aclamado romance de estreia. Em 1847, passou a frequentar o grupo socialista do revolucionário Pietrachévski. Considerado subversivo pelo regime czarista, foi preso em 1849 e enviado para a Sibéria, onde passou nove anos.

Ao sair da prisão, foi incorporado como soldado raso a fim de cumprir o restante da pena. Após esse período, escreveu uma sequência de grandes romances, como Crime e castigo e O idiota, culminando com a publicação de Os irmãos Karamazov em 1880. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, em

 

Capítulo 11. Os Irmãos Karamazov, de Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

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OS IRMÃOS KARAMAZOV

DE

FIÓDOR MIKHAILOVITCH DOSTOIÉVSKI

Alicia Weisz Cobelo

Táki Athanássios Cordás

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski nasceu em Moscou em 30 de outubro de

1821 e faleceu em São Petersburgo em 28 de janeiro de 1881. Foi jornalista, filósofo e escritor na Rússia czarista. Como escritor, é considerado um dos maiores romancistas da história; por suas densas novelas, romances e contos, desfilam personagens carregadas de ódio, culpa, sofrimento, remorsos, amor e doenças mentais, vistas por uma profundidade psicológica poucas vezes alcançada na literatura mundial. Dostoiévski não é apenas o ourives da alma humana, mas também explorou em seus livros questões filosóficas essenciais, como o livre-arbítrio, o cristianismo, o racionalismo, o niilismo.

Sua história pessoal é profundamente marcada por acontecimentos muito difíceis, como a morte de sua mãe quando tinha 15 anos e a de seu pai, o médico Mikhail Dostoiévski, assassinado pelos colonos de sua propriedade rural, que o julgavam autoritário. Esse fato, hoje historicamente questionável, parece ter exercido enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de Freud: “Dostoiévski e o parricídio”.

 

Capítulo 12. Sherlock Holmes, de Conan Doyle

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SHERLOCK HOLMES

DE

CONAN DOYLE

Eduardo Wagner Aratangy

Táki Athanássios Cordás

Os locais de residência do médico escocês e escritor Sir Arthur Ignatius

Conan Doyle são visitados por poucos, mas, todos os dias, longas filas de visitantes postam-se na porta da Baker Street 221B, onde morava o extraordinário detetive Sherlock Holmes. Aliás, cumpre lembrar que esse endereço era fictício, já que a rua acabava no número 85 quando

Holmes era vivo. Aqui começa a confusão... quem era vivo: Holmes ou

Conan Doyle?

Conan Doyle tentou se livrar do gigante que criara e que o colocara na sombra de todos os modos; para tanto, criou o irascível professor Challenger, escreveu contos, romances históricos, poesias, libelos espiritualistas, tentou matar Holmes em O problema final, tudo em vão. Um brilhante caso em que a criatura engoliu o criador. Prova disso é que, se verificarmos a Merriam Webster’s Encyclopedia of Literature, veremos que o verbete de Holmes é aproximadamente do mesmo tamanho do espaço dedicado a seu autor.

 

Capítulo 13. O Diário de Anne Frank, de Annelies Marie Frank

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O DIÁRIO DE ANNE FRANK

DE

ANNELIES MARIE FRANK

Stephanie I. Rigobello

Táki Athanássios Cordás

Nascida em 12 de junho de 1929 na cidade de Frankfurt, Alemanha, Annelies Marie Frank, de origem judaica, ganhou um diário de seus pais ao completar 13 anos. Chamou-o de Kitty, passando a “conversar” com ele como se fosse uma amiga próxima.

A crise econômica na Alemanha que levou à ascensão de Hitler trouxe um crescente antissemitismo por parte dos nazistas, nas leis raciais de

Nurembergue, instituídas em 1935. Um mês depois, devido à perseguição que ocorria na época, Otto Frank e sua mulher, Edith, junto com as duas filhas, Margot e Anne, foram para a Holanda, onde se estabeleceram. Com o início da guerra, tentaram viajar para os Estados Unidos e o Reino Unido sem sucesso. Em 10 de maio de 1940, a Alemanha invadiu a Holanda, que se rendeu, sendo logo também ali aplicadas as leis contra judeus.

Juntamente com a família Van Daan e Albert Dussel, a família Frank mudou-se para um esconderijo em Amsterdã, o Anexo Secreto, prédio onde ficava o negócio de Otto, recebendo apenas pessoas de extrema confiança.

 

Capítulo 14. Neutralidade Suspeita, de Jean-pierre Gattégno

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NEUTRALIDADE SUSPEITA

DE

JEAN-PIERRE GATTÉGNO

Valeska Bassan Magaldi

Raphael Cangelli Filho

Jean-Pierre Gattégno nasceu em Brive-la-Gaillarde, França, em 1944. Filho de pai otomano e mãe grega, estudou Literatura na Universidade de Paris e iniciou sua carreira como professor na Escola Nacional de Comércio.

De 1983 a 1992, publicou dois livros didáticos e vários artigos pedagógicos para a Coleção Folio Juniot, das Éditions Gallimard.

Seu primeiro livro literário, publicado em 1992, Neutralidade suspeita,

é uma leitura densa que relata as dificuldades do analista em manter-se dentro da ética em relação a seus pacientes. Em 1994, essa obra foi adaptada para o cinema e ganhou diversos prêmios em todo o mundo.

Em 1997, Gattégno lançou Transferência mortal, seu segundo livro. Na sequência, publicou uma série de romances policiais. Também fazem parte de sua obra diversas novelas.

POR QUE LER?

Neutralidade suspeita pode ser considerado um romance policial e psicológico intrigante. Trata-se da história de Michel Durand, psiquiatra que se interessou pelos estudos psicanalíticos e se tornou um psicanalista lacaniano bem-sucedido.

 

Capítulo 15. Neuromancer, de William Gibson

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NEUROMANCER

DE

WILLIAM GIBSON

Guilherme Spadini

William Ford Gibson nasceu em 17 de março de 1948, na Carolina do Sul,

Estados Unidos, e cresceu no interior do Estado de Virginia. O cenário de seus anos de formação dificilmente poderia ser mais diferente do explorado em seus livros: pequenas cidades costeiras, vilas nas montanhas, uma infância evocativa da pastoral americana, sem nada das metrópoles agitadas e tecnológicas em que ele faz suas personagens habitarem.

Gibson não teve uma vida marcada por grandes eventos. Perdeu o pai ainda na infância, e a mãe, aos 18 anos. Na adolescência, mergulhou fundo na literatura beat da época e teve os primeiros contatos com suas duas maiores influências literárias: J. G. Ballard e William Burroughs. O evento mais polêmico de sua biografia pessoal foi a mudança para o Canadá aos

19 anos, ao que tudo indica para evitar a convocação para a Guerra do

Vietnã. Gibson admitiu essa intenção em diversas entrevistas, dizendo que teria declarado ser usuário de drogas. Depois mudou o discurso, afirmando que teria avisado as autoridades militares sobre como poderiam localizá-lo e que, no fim, acabou não sendo convocado de qualquer forma. Gibson vive no Canadá desde então. 

 

Capítulo 16. Os Demônios de Loudun, de Aldous Huxley

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OS DEMÔNIOS DE LOUDUN

DE

ALDOUS HUXLEY

Zacaria Borge Ali Ramadam

Michele de Oliveira Gonzalez

Aldous Leonard Huxley nasceu em Godalming, Inglaterra, em 26 de julho de 1894, filho de um professor e escritor e neto de um famoso naturalista.

Cresceu em um ambiente de elite intelectual da época. Estudou no Eton

College, mas foi obrigado a abandonar os estudos por causa de uma doença na retina que quase o deixou cego; anos depois, com a visão recuperada, retomou os estudos e, em 1913, ingressou no Balliol College, em Oxford, licenciando-se em Literatura Inglesa.

Foi reconhecido sobretudo pelos romances, sendo o principal deles

Admirável mundo novo (1931), ficção científica em que descreve de forma satírica e pessimista como seria a sociedade organizada em castas definidas ao nascimento e segundo princípios científicos. Mudou-se para os Estados

Unidos em 1937, lá permanecendo até o fim da vida.

Aldous Huxley, em meados de 1950, passou a experimentar substâncias alucinógenas, como mescalina e LSD, a fim de desenvolver suas potencialidades. Tendo produzido numerosas obras, sua notoriedade, no Brasil, deve-se principalmente ao romance Contraponto (ficção), e aos ensaios As portas da percepção e O céu e o inferno (sobre suas experiências perceptivas sob ação de alucinógenos).

 

Capítulo 17. Noturno, de Kazuo Ishiguro

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NOTURNO

DE

KAZUO ISHIGURO

Francy Ribeiro Moreira

O escritor nipo-britânico, Kazuo Ishiguro, laureado com o Prêmio Nobel de Literatura de 2017, nasceu em Nagasaki, Japão, em 1954. Filho de um oceanógrafo, mudou-se com a família para a Inglaterra aos 5 anos. Durante a adolescência, desejou ser músico, porém a carreira não avançou. Kazuo optou pela literatura, graduou-se em Inglês e Filosofia na Universidade de Kent e em Escrita Criativa na Universidade de East Anglia.

Depois de formado, trabalhou em uma instituição social e começou a publicar artigos e contos em revistas literárias. Seu primeiro romance,

Uma pálida visão dos montes (1982), recebeu o Prêmio Winifred Holtby; e o segundo, intitulado Um artista do mundo flutuante (1986), foi premiado com o Whitbread de Literatura.

Conforme a Academia Sueca, o autor recebeu o Nobel por “seus romances de grande força emocional, que revelam o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo”. Sara Danius, crítica literária e secretária-permanente da Academia, fala da originalidade da obra de Kazuo sob a influência de autores como Kafka, Jane Austen e Marcel Proust.

 

Capítulo 18. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

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A INSUSTENTÁVEL

LEVEZA DO SER

DE

MILAN KUNDERA

Felipe Corchs

Ana Carolina Fonai

Carolina Escalona Perroni

O escritor Milan Kundera nasceu em 1929, em Brno, na região da Morávia, antiga Tchecoslováquia (hoje República Tcheca). Após se formar na

Academia de Música e Artes Dramáticas de Praga em 1952, publicou uma série de poemas, como Maio passado (1955). Conquistou fama internacional com seu primeiro romance, A brincadeira (1967), mas seu segundo romance, A vida está em outro lugar (1969), teve a publicação proibida na

Tchecoslováquia.

Assim como ocorrera com muitas de suas personagens, a invasão russa de 1968 alterou drasticamente sua trajetória pessoal e profissional. Ao ser identificado como uma figura participativa da Primavera de Praga,

Kundera foi demitido do Instituto de Altos Estudos Cinematográficos, impedido de publicar no país, e seus livros foram retirados das bibliotecas públicas. No entanto, suas obras começaram a ser traduzidas e publicadas na França a partir de 1973, e o reconhecimento posterior nesse país lhe rendeu diversos prêmios e um necessário asilo em 1975, quando foi dar aula na Universidade de Rennes. Em 1979, o governo tcheco revogou sua nacionalidade, e ele se tornou cidadão francês em 1981. Desde então mora em Paris com sua esposa.

 

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