Patrimônio x Liberdade: Estratégias de Preservação Patrimonial e Realização Pessoal para Famílias Bem-Sucedidas

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O gerenciamento de grandes fortunas pode ser considerado um grande fardo para os membros da família. Este texto demonstra que é possível preservar o patrimônio, ser um indivíduo realizado e ter um convívio familiar harmonioso. Os autores apresentam um roteiro detalhado do gerenciamento de patrimônios ao longo de gerações e dão vida às lições aprendidas em décadas de trabalho com empresas familiares. Dentre elas, está o entendimento de que o principal ativo da família é ela própria, e a realização pessoal de seus membros.

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Capítulo 1. Para que serve o patrimônio familiar?

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Para que serve o patrimônio familiar?

O patrimônio é escravo dos sábios e mestre dos tolos.

–SÊNECA (5 a. C. – 65 d. C.)

Quando se trata de um patrimônio familiar considerável, a questão inicial sempre é: para que serve este patrimônio? Essa é uma pergunta fácil de fazer e muito difícil de responder.

É muito mais fácil dizer para o que não serve este patrimônio:

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Não quero que seja usado para impostos.

Não quero vê-lo desperdiçado.

Não quero que meu cônjuge fique com ele em um divórcio.

Não acredito em caridade, por isso ele não será doado.

Não quero que meus filhos o recebam jovens demais.

Não quero gastá-lo em honorários com advogados.

Todas essas declarações são plausíveis, mas nenhuma delas responde para que serve o patrimônio familiar.

O patrimônio sempre serve para sustentar o seu dono com as necessidades básicas da vida – alimento, vestuário, moradia e alguns luxos. E para a maioria das pessoas, a riqueza serve para a educação dos filhos e talvez dos netos. Mas há fortunas que dão e sobram para essas necessidades básicas de subsistência. Se a riqueza serve para algo além do consumo extravagante, a pergunta continua valendo: para que serve o patrimônio familiar? Surpre-

 

Capítulo 2. Libertando-se do patrimônio familiar

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Libertando-se do patrimônio familiar*

Em suas teorias sobre a motivação humana, o psicólogo Abraham H. Maslow analisou o conceito da autorrealização:

Mesmo que todas essas necessidades [fundamentais] sejam satisfeitas, ainda podemos esperar que às vezes (senão sempre) um novo descontentamento ou inquietude logo acabe se desenvolvendo, a menos que o indivíduo esteja fazendo aquilo que lhe cabe. Um músico precisa produzir música, um artista precisa pintar, um poeta precisa escrever para que seja feliz. O que um homem pode ser, ele deve ser. A essa necessidade podemos chamar de autorrealização.

–A. H. Maslow, “A Theory of Human Motivation”

Cada pessoa deve se esforçar para viver a vida da forma mais plena possível, para se tornar tudo aquilo que tem capacidade de ser, para se autorrealizar. Se existe uma meta para o dono de uma fortuna, deve ser a de libertar-se da riqueza. Contudo, vivemos em um mundo onde se construiu toda uma indústria baseada na proposição de que o patrimônio herdado deve ser preservado e que para preservá-lo é preciso um compromisso e uma atenção substancial por parte do seu herdeiro. Poucos falam sobre criar uma libertação de seus fardos.

 

Capítulo 3. Individualidade e patrimônio

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Individualidade e patrimônio

Basta sabermos duas coisas sobre um homem – como ele ganha seu dinheiro e como o gasta – para termos uma pista do seu caráter, pois dispomos de um holofote que expõe as características mais íntimas de sua alma. Conhecemos tudo que necessitamos saber sobre seus padrões, suas motivações, seus desejos norteadores e sua verdadeira religião.

–ROBERT J. MCCRACKEN

A indústria de gestão financeira costuma falar na chamada “gestão do patrimônio familiar”. Quer isso signifique serviços de family office ou wealth management oferecidos por um banco, um multi family office, conferências sobre preservação do patrimônio familiar ou especialistas em famílias milionárias, o foco parece recair na família. De fato, “family office” combina a palavra reconfortante família e a palavra empresarial office para passar a impressão implícita de que família é uma unidade, uma entidade quase monolítica. Assim, serviços e produtos podem ser agrupados no escritório ou no provedor de serviços, o que gera eficiências de escala para a família e para o provedor de serviços.

 

Capítulo 4. A importância do conforto

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A importância do conforto

Para que o destino de alguém seja libertar-se do patrimônio familiar, a estrada precisa ser a do conforto. Sem liberdade, é difícil alcançar o conforto, e sem conforto, a liberdade é impossível. Na construção de um programa sensato de gestão patrimonial, cada um dos seus proprietários precisa começar construindo uma relação confortável com o próprio patrimônio. Porém, muitos membros de famílias abastadas nos Estados Unidos, na Europa e Ásia vivem dolorosamente desconfortáveis com suas fortunas. A riqueza se torna uma fonte de ansiedade, e não de conforto.

Como incutir conforto em uma relação com o patrimônio? A resposta pode começar pela compreensão do conceito de “biofilia”. E. O. Wilson articula que essa teoria nada mais é do que uma “preferência por certos ambientes naturais” como, por exemplo, o lugar da sua casa. Povos modernos em toda parte, escreve Wilson, “querem morar no alto de um morro, perto de um lago, mar ou outra extensão de água, e cercados por um terreno arborizado”(The Naturalist, página 360). Queremos enxergar árvores com copas a perder de vista. Em outra publicação, ele observa: “A localização é hoje uma escolha estética e, pela liberdade implicada em se assentar ali, um símbolo de status. Em épocas passadas e mais práticas, a topografia proporcionava um local de refúgio e uma ampla perspectiva de onde se podia avistar de longe a aproximação de tempestades e hordas inimigas” (The Diversity of Life, página 350).

 

Capítulo 5. A importância da estratégia: uma visão geral

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A importância da estratégia: uma visão geral

Uma estratégia deliberada é crucial na gestão de fortunas consideráveis; porém, a estratégia muitas vezes fica ausente ou é apenas parcialmente aplicada por um indivíduo ou por uma família que conduz os próprios interesses.

Sem estratégia alguma, o proprietário da fortuna está sempre atrás de transações, negócios ou esquemas e frequentemente sai prejudicado quando sua estratégia dá errado. Pode ser que haja estratégias para alguns elementos e não para outros: para planejamento de espólios, mas não para gestão de investimentos; para governança e não para educação. Na verdade, a melhor gestão de patrimônio é a execução de estratégias projetadas para complementarem umas às outras e para cumprirem com os propósitos em geral.

Nos capítulos a seguir, examinaremos diversos componentes da gestão patrimonial em termos de estratégia. Exploraremos a estratégia para cada tópico, bem como a capacidade de se ter estratégias mutuamente complementares para a realização de propósitos. Analisaremos as áreas da filantropia, políticas de investimento, capitalização, governança, legado e valores familiares e a educação da próxima geração. A cada uma delas, revelaremos os componentes e discutiremos como o projeto cuidadoso da estratégia pode ajudar na construção de um programa coeso.

 

Capítulo 6. A importância da estratégia: filantropia

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A importância da estratégia: filantropia

Tornar a filantropia uma parte de qualquer programa de gestão do patrimônio familiar é sempre – sempre mesmo – uma questão estratégica. Inclusive, abro esta seção sobre estratégia com uma análise a respeito da filantropia porque jamais encontrei uma situação em que ela não devesse ser usada para fazer a riqueza ter o propósito desejado. Se o propósito do patrimônio tiver alguma relação com viver confortavelmente ou dar reconhecimento

à família ou incutir funcionalidade em uma comunidade, a filantropia estrategicamente projetada pode ajudar a alcançar esses objetivos. Da forma como é vista hoje, porém, a filantropia acabou se tornando sinônimo de construção de fundações e concessão de doações para caridade. Na verdade, trata-se de um conceito muito mais amplo que engloba qualquer engajamento na comunidade para o benefício dos outros, e de nós mesmo. Para entender o poderoso efeito que a filantropia pode ter para uma família, é instrutivo examinarmos os exemplos a seguir.

 

Capítulo 7. A importância da estratégia: políticas de investimento

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A importância da estratégia: políticas de investimento

A família proprietária deve projetar e planejar suas políticas de investimento, processos e disciplinas estrategicamente para atender aos objetivos e às metas do patrimônio familiar. Novamente, o desafio é alcançar as perspectivas necessárias para chegar lá, analisando cuidadosamente o caminho a ser percorrido. Cada elemento da teoria de investimento, da política de investimento e da análise deve ser entendido em conjunto, em harmonia, para fazer com que o patrimônio familiar e seu proprietário cumpram com o seu propósito.

Poderíamos examinar individual e separadamente cada um dos elementos englobados neste capítulo – mensuração de desempenho, volatilidade, transparência, alocação de ativos, diversificação, estilos de investimento, devida diligência e educação em investimentos; ao fim e ao cabo, porém, eles precisam ser todos harmonizados para que promovam os propósitos em conjunto. Uma família pode examinar cada um por sua vez em termos de preservação ou criação de patrimônio, mas o patrimônio em si nunca serve para ser preservado ou criado. Ele é criado ou preservado para que cumpra com um propósito específico.

 

Capítulo 8. A importância da estratégia: capitalização

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A importância da estratégia: capitalização

Quando pensamos na riqueza de uma família, geralmente imaginamos a coluna de ativos do seu balanço contábil. Essa visão é limitada demais.

Todo dono de uma fortuna e toda família abastada têm passivos que devem aparecer na coluna direita do balanço contábil. Mais do que um balanço contábil, sugere-se um balanço gerencial do patrimônio familiar. As obrigações podem estar na forma de passivos de curto ou longo prazos, podem ser necessidades de caixa para as quais é preciso haver reserva e podem refletir sonhos ou expectativas. A administração dessas obrigações é tanto uma questão de gestão de riqueza quando de gestão de carteira.

Quando utilizamos a abordagem tradicional da análise de balanço contábil – ativos e passivos – e quando falamos em capitalização (alavancagem), fica mais fácil aplicar nossa sabedoria para determinar quando, como e se devemos contrair dívidas, se devemos criar ou usar caixa e se nossos sonhos e expectativas são realistas. Essa abordagem nos ajuda a responder à pergunta “posso me dar ao luxo?” sob uma série comprovada de regras, removendo o envolvimento emocional e introduzindo disciplina financeira (racionalidade na tomada de decisões). A abordagem também permite que o proprietário de riqueza beba de uma enorme bacia de conhecimentos vindos do mundo prático dos negócios, levando em consideração novas perspectivas quanto a mercados de crédito, prazos de dívidas e valores assumidos pelo dinheiro.

 

Capítulo 9. A importância da estratégia: governança

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A importância da estratégia: governança

O termo estrutura de governança evoca instrumentos jurídicos e as enfadonhas tarefas daquilo que ficou conhecido como constituições familiares. Tais palavras não irradiam liberdade, independência ou individualidade. Na verdade,

“estrutura de governança” engloba todas as entidades e organizações que são usadas para gerir a riqueza com sabedoria e processo. São as ferramentas para que as famílias proprietárias desenvolvam a relação entre si mesmas e sua fortuna. São as estradas, os automóveis e os controles de tráfego usados para avançar pela vida sem que o fardo da riqueza em si transforme tal jornada em caos.

Nada exige mais customização do que o desenho dessas estruturas de governança, já que juntas elas podem proporcionar independência ou fardo individual. Qualquer estratégia bem desenhada de gestão de patrimônio familiar será ou poderá levar a uma estrutura de governança que funciona. A fundação mencionada em um capítulo anterior, por exemplo, desmembrada por seu projeto original e reagrupada voluntariamente pelos irmãos com o passar do tempo, é uma estrutura de governança desse tipo, projetada estrategicamente para cumprir com propósitos estabelecidos. Sua evolução garantiu um processo e ferramentas de comunicação para a família e uma base a partir da qual as futuras gerações poderiam dar continuidade ao projeto. Todas as estruturas de governança deveriam ser projetadas tão bem quanto essa para promover metas e objetivos familiares. Governança é acima de tudo o conceito que busca transformar princípios e valores em recomendações clara e objetivas.

 

Capítulo 10. A importância da estratégia: legado e valores familiares

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A importância da estratégia: legado e valores familiares

“Legado e valores familiares” soa eloquente, e a expressão se tornou o toque de clarim abrindo muitos diálogos envolvendo patrimônio familiar. O

“legado” nos faz avançar juntos como família ao longo da história e os “valores” nos unem para todo o sempre. Essas palavras conferem perpetuidade

à família assim como as estruturas fiduciárias agora conferem perpetuidade ao patrimônio.

Ainda que tais palavras emanem com grandiosidade, a pragmática envolvida em projetar o legado familiar e em acolher os valores familiares é intrincada. Na verdade, ao longo de todo o trajeto até a funcionalidade jazem as carcaças de legados e valores.

Legado e valores exigem um exame muito cuidadoso por qualquer indivíduo ou família que tenha se decidido por articulá-los e perpetuá-los.

Há as questões envolvendo o processo – serão anunciados pelo patriarca ou matriarca ou desenvolvidos colaborativamente? Há questões envolvendo história – como foram encontrados na história da família e como podem ser incorporados à narrativa familiar? E há questões envolvendo posicionamento – onde devem se inserir para que se tornem parte da personalidade de cada membro da família?

 

Capítulo 11. A importância da estratégia: a educação da próxima geração

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A importância da estratégia: a educação da próxima geração

Cada vez mais, a educação da próxima geração está sendo oferecida para crianças abastadas. Como estudantes em aulas aos domingos, alunos do ensino médio comparecem a cursos de fim de semana organizados por associações, bancos e outras companhias de serviços financeiros organizando eventos a fim de ensiná-los a respeito do patrimônio familiar. Os pais enviam seus filhos para “escolas de patrimônio familiar” para aprenderem a equilibrar talões de cheque e entenderem os meandros do risco e do desempenho financeiro. Um banco organiza uma plataforma de networking para os filhos de clientes ultra-abastados para permitir que tais jovens circulem facilmente entre outros futuros herdeiros de fortunas.

Quais estratégias estão por trás disso? Muitas pessoas no mundo aprendem a manter um talão de cheques, a preencher uma declaração de imposto e a gerenciar suas contas bancárias sem recorrerem a lições especiais. A maioria delas não pode se dar ao luxo de contratar pessoal especialmente para cuidar de suas finanças, mas dão conta do recado de uma forma ou de outra. Muitos milionários se satisfazem em conviver com pessoas humildes e não abastadas, e muitas pessoas levam vidas felizes mesmo que não possam atuar como o seu próprio consultor financeiro. Educação em finanças pode ser útil, mas cursos “exclusivos” limitados a jovens abastados não resolvem o problema de tais indivíduos a se adaptarem à vida real. Na verdade, esses cursos podem desnecessariamente isolá-los do resto do mundo.

 

Capítulo 12. O papel dos padrões de gestão patrimonial

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O papel dos padrões de gestão patrimonial

Sabedoria e processo são as bases de uma sólida gestão patrimonial. As estratégias implementadas devem promover a harmonização de todos os elementos da operação gerencial – desde investimentos, filantropia, governança até a educação e muito além.

A sabedoria começa pela compreensão de para que serve o patrimônio familiar; até que tal entendimento seja desenvolvido, não pode haver uma estratégia capaz de funcionar. O propósito do patrimônio familiar precisa ser articulado de indivíduo para indivíduo e pode mudar de tempos em tempos.

Decidir para que serve o patrimônio familiar no momento atual é uma responsabilidade do fundador ou do proprietário atual e não pode ser delegada.

Ele pode até procurar um consultor de confiança para ajudá-lo, para guiá-lo, mas ao fim e ao cabo é ele quem deve arcar com o fardo de estabelecer a visão.

Construir estratégias e obedecer a processos, executar a visão de para que serve tal patrimônio, requer um conhecimento especializado que muitos proprietários e fundadores não possuem, bem como tempo e atenção consideráveis que muitos deles não desejam dedicar. A gestão de uma fortuna familiar significativa, como qualquer outro empreendimento gerido de forma profissional, exige a adoção de padrões que governem as operações, mensurem o desempenho, assegurem o processo apropriado e definitivamente evitem desastres como Madoff, Stanford e outros. O mais aconselhável é que um indivíduo abastado desejoso de levar a vida livre dos fardos do patrimônio delegue a gestão de sua fortuna a profissionais devidamente capacitados, mas impondo responsabilização e ferramentas de acompanhamento para assegurar que seu capital financeiro esteja sendo gerido de modo apropriado.

 

Capítulo 13. A transição das reflexões para a implementação

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A transição das reflexões para a implementação

Uma sólida gestão patrimonial – harmonizando o patrimônio familiar com a vida cotidiana – exige sabedoria e processo: sabedoria para saber o que se deseja conquistar e qual é o propósito do patrimônio familiar; processo para garantir uma gestão objetiva dessas metas e objetivos. Um processo sensato remove dinâmicas familiares, permite a delegação de responsabilidades e proporciona a cada membro de uma família o conforto de saber que os interesses estão sendo geridos e a liberdade para viver a própria vida o mais plenamente possível.

Contudo, a afirmação de que a gestão do patrimônio requer sabedoria e processo deixa as pessoas concordando, mas suas mentes perguntando

“como se faz isso?”. Sabedoria não é fácil de encontrar. As maiores empresas do mundo têm executivos, conselhos de administração e consultores, todos tentando oferecer sabedoria e experiência. Como um indivíduo ou uma família acessa esse expertise? A sabedoria precisa ser desenvolvida para que possa embasar todas as decisões, e para ela ser desenvolvida é preciso que cada pessoa tenha uma compreensão fundamental de si mesma e de suas próprias metas e aspirações.

 

Capítulo 14. O Diretor Executivo

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O Diretor Executivo

Na Parte 1, introduzimos o conceito de Princípios Globais da Gestão Patrimonial. Na Parte 2, examinaremos os Padrões Globais da Gestão Patrimonial que evoluíram a partir dos Princípios. Se a Parte 1 representou a teoria, a Parte 2 representa a prática – ela é voltada para ser um manual do usuário.

O ator principal da Parte 2 será o profissional atuante no papel de Diretor Executivo – o profissional designado pelo proprietário do patrimônio para assegurar que seus próprios princípios serão satisfeitos. Por sua vez, o Diretor Executivo irá administrar os outros prestadores de serviços e demais funcionários encarregados de implementar o programa de gestão patrimonial. O Diretor Executivo ficará responsável por desenvolver, implementar e manter a Declaração de Políticas do Patrimônio Familiar

(DPPF; ver Apêndice) do proprietário do patrimônio – o plano de negócios para implementar e monitorar os Princípios do proprietário e os Padrões correspondentes.

 

Capítulo 15. O marco decisório Ethos

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O marco decisório Ethos

A excelência na gestão patrimonial resulta do desenvolvimento de um processo ou uma estratégia prudente para se tomar decisões e de sua absoluta obediência. É somente seguindo um processo estruturado de tomada de decisões que alguém pode ter a certeza de que todos os componentes cruciais da estratégia de gestão do patrimônio familiar estão sendo apropriadamente implementados e monitorados.

O processo de tomada de decisões para gestão patrimonial que é abordado nesta Parte 2 baseia-se em um marco Ethos. Em uma definição simples, o Ethos é o elo entre comportamentos de liderança, valores fundamentais e um processo para tomar decisões.

As palavras ethos e ética derivam da mesma raiz etimológica grega, e há de fato uma similaridade entre suas definições. No entanto, as palavras nem sempre são intercambiáveis, e vemos ocasiões em que sequer estão alinhadas. Tanto ethos quanto ética se baseiam em valores morais, ou, no caso de uma profissão, em um conjunto de princípios norteadores, mas é por aí que as similaridades costumam parar.

 

Capítulo 16. 1ª Etapa: Analisar

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1ª Etapa: Analisar

Sabedoria e processo são as bases de uma sólida gestão patrimonial. As estratégias implementadas devem promover a harmonização de todos os elementos da operação gerencial – desde investimentos, filantropia, governança até a educação e muito além.

A sabedoria começa pela compreensão de para que serve o patrimônio familiar; até que tal entendimento seja desenvolvido, não pode haver uma estratégia capaz de funcionar. O propósito do patrimônio familiar precisa ser articulado de indivíduo para indivíduo e pode mudar de tempos em tempos. Decidir para que serve o patrimônio familiar no momento atual é uma responsabilidade do proprietário e não pode ser delegada. Ele pode até procurar um consultor de confiança para ajudá-lo, mas ao fim e ao cabo é ele quem deve arcar com o fardo de estabelecer a visão.

Construir estratégias e obedecer a processos, executar a visão de para que serve tal patrimônio, requer um conhecimento especializado que muitos proprietários e fundadores não possuem, bem como tempo e atenção consideráveis que muitos deles não desejam dedicar. A gestão de uma fortuna familiar significativa, como qualquer outro empreendimento gerido de forma profissional, exige a adoção de padrões que governem as operações, mensurem o desempenho, assegurem o processo apropriado e definitivamente evitem desastres como Madoff,

 

Capítulo 17. 2ª Etapa: Montar estratégia

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2ª Etapa: Montar estratégia

O conforto não pode vir de um plano ou de um esquema ou de uma decisão. Ele vem de uma visão holística, baseada em causa e efeito, assegurando-se de que cada elemento funcione bem com todos os outros, que a teia inteira do patrimônio seja integrada, estratégica e realizadora de metas. O conforto advém de quando sabemos que cada detalhe foi projetado para funcionar em harmonia com todos os outros em um processo cuidadosamente elaborado, ainda que com seus altos e baixos, para nos levar até o verdadeiro propósito do patrimônio familiar. A sabedoria ajuda-nos a projetar os processos, a manter os olhos fixos na meta e a compreender quando um plano específico não nos dará conforto. Eis, então, a vista da qual precisamos, lá do alto, por sobre a floresta até o rio mais adiante.

– Capítulo 4

Na 1ª Etapa, reunimos e analisamos informações que eram pertinentes às metas e aos objetivos do proprietário do patrimônio. Identificamos todos os profissionais envolvidos na gestão patrimonial e revisamos as funções e as responsabilidades desses tomadores de decisão frente ao cenário dos Princípios desenvolvidos e adotados pelo e para o proprietário do patrimônio.

 

Capítulo 18. 3ª Etapa: Formalizar

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3ª Etapa: Formalizar

Depois que o proprietário do patrimônio ou a família desenvolver os princípios, sua implementação pode ser conquistada mediante padrões e um plano de negócios que permitam que todos esses envolvidos conheçam as regras, definidas de modo claro e único para sustentarem os princípios. Os padrões precisam ser desenvolvidos por profissionais independentes e objetivos que tenham a capacidade e o treinamento para instaurar a gestão de cada princípio. Ferramentas e recursos podem então ser alocados para garantir que prestadores de serviço selecionados possam cumprir suas tarefas de modo eficaz e efetivo. Assim que o plano de negócios tiver sido criado, ele pode ser monitorado, aferido e modificado com o passar do tempo, e os profissionais na condução do patrimônio familiar podem ser avaliados objetivamente pelo proprietário do patrimônio e por outros.

– Capítulo 13

Na 1ª Etapa, definimos as metas e os objetivos no longo prazo do proprietário do patrimônio. Identificamos os profissionais que estariam envolvidos no processo do patrimônio familiar e asseguramos que os tomadores de decisões estivessem cientes de suas funções e responsabilidades, bem como de padrões, regulamentações e políticas que acabariam por afetar o processo de investimento.

 

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