Métodos e Técnicas de Pesquisa Social, 7ª edição

Autor(es): GIL, Antonio Carlos
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Métodos e técnicas de pesquisa social é um livro indicado aos estudantes universitários das áreas das Ciências Humanas e Sociais. No livro de Antonio Carlos Gil você encontrará tanto fundamentos quanto os instrumentos técnicos necessários para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas. _x000D_
A 7ª edição foi atualizada de acordo com a ampla utilização de procedimentos eletrônicos tanto na coleta quanto na análise dos resultados. Questões éticas, relativas à investigação com seres humanos e aos métodos e técnicas de pesquisa qualitativa também foram priorizados nesta edição. Além disso, o livro aborda o assunto de maneira completa, apresentando temas como: _x000D_
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Formulação do problema;_x000D_
Construção de hipóteses;_x000D_
Delineamento da pesquisa;_x000D_
Operacionalização das variáveis de amostragens;_x000D_
Entrevistas;_x000D_
Questionários;_x000D_
Testes;_x000D_
Escalas sociais;_x000D_
Utilização de documentos._x000D_
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Toda essa estrutura foi pensada com o objetivo de, após a aplicação dos conceitos ensinados e ao término de sua leitura, o estudante esteja apto à análise, interpretação e execução do relatório de pesquisa.

18 capítulos

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1 Natureza da ciência social

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O ser humano, valendo-se de suas capacidades, procura conhecer o mundo que o rodeia. Assim, ao longo dos séculos, vem desenvolvendo sistemas mais ou menos elaborados que lhe permitem conhecer a natureza das coisas e o comportamento das pessoas. Um desses sistemas é o que se denomina ciência, que constitui um dos mais importantes componentes intelectuais do mundo contemporâneo. A rigor, não existe uma única ciência, mas uma multiplicidade de ciências. Dentre elas, estão as ciências sociais, que tratam dos aspectos relacionados com o comportamento humano ao longo do tempo e como esses comportamentos podem influenciar a estrutura da sociedade.

Após estudar cuidadosamente este capítulo, você será capaz de:

■ Reconhecer as principais formas de conhecimento da realidade.

■ Identificar as características do conhecimento científico.

■ Classificar as ciências.

■ Reconhecer as especificidades das ciências sociais.

■ Caracterizar os principais paradigmas que fundamentam a investigação social.

 

2 Métodos das ciências sociais

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A ciência tem como objetivo fundamental chegar à veracidade dos fatos. Nesse sentido, não se distingue de outras formas de conhecimento. O que torna, porém, o conhecimento científico distinto dos demais é que tem como característica fundamental a sua verificabilidade. Para que um conhecimento possa ser considerado científico, torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas que possibilitam a sua verificação. Ou, em outras palavras, determinar o método que possibilitou chegar a esse conhecimento.

Conhecer os métodos disponíveis é essencial para bem conduzir uma pesquisa.

Este capítulo é dedicado aos métodos das ciências sociais. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Conceituar método.

■ Descrever os métodos que tratam bases lógicas da investigação científica.

■ Descrever os métodos que indicam os meios técnicos da investigação.

■ Identificar os principais quadros de referência adotados nas ciências sociais.

 

3 Pesquisa social

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Pesquisa é o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. Seu objetivo é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. Assim, pesquisa social é o conjunto de procedimentos que visa, mediante a utilização de métodos científicos, a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social.

A realidade social é entendida aqui em sentido bastante amplo, envolvendo todos os aspectos relativos ao homem em seus múltiplos relacionamentos com outros homens e instituições sociais. Assim, o conceito de pesquisa adotado aplica-se às investigações realizadas no âmbito das mais diversas ciências sociais, incluindo Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Psicologia, Economia etc.

Este capítulo refere-se à pesquisa social. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Reconhecer as finalidades da pesquisa social.

■ Classificar as pesquisas segundo seus objetivos mais gerais.

 

4 Ética na pesquisa social

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Ética é um termo derivado do grego ethos, que tem o significado de caráter ou modo de ser. Designa o conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Refere-se, portanto, a um conceito de natureza essencialmente filosófico. Mas é frequentemente utilizado com um sentido mais prático, referindo-se a situações do dia a dia, notadamente ao comportamento de profissionais, como médicos, advogados, jornalistas. Também é utilizado para referir-se à conduta de pesquisadores nas múltiplas etapas do processo de pesquisa.

Espera-se dos pesquisadores que seu comportamento seja pautado por princípios éticos. É graças à observância desses princípios que se procura evitar que as ações desenvolvidas na pesquisa não sejam danosas para os seres humanos que dela participam. Também é a observância desses princípios que orienta os pesquisadores na busca do conhecimento verdadeiro, inibindo tentativas de falsificação de dados. São, ainda, esses princípios que incentivam a criação de um ambiente de confiança e respeito mútuo entre os pesquisadores, favorecendo a produção coletiva de conhecimento.

 

5 Formulação do problema

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Toda pesquisa se inicia com algum tipo de problema ou de indagação. Com efeito, o que se propõe com a realização de uma pesquisa é proporcionar respostas aos problemas propostos mediante a utilização de procedimentos científicos. Formular um problema adequado para pesquisa, não constitui, no entanto, tarefa das mais simples. Cohen e Nagel (1968) chegam a considerar que a capacidade para perceber a ocorrência de um problema não é talento dos mais comuns, é um sinal de genialidade científica.

Considerando, portanto, a importância da formulação do problema de pesquisa, elaborou-se o presente capítulo. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Conceituar problema.

■ Caracterizar o processo de formulação do problema.

■ Reconhecer as implicações na escolha do problema.

■ Incorporar as regras para formulação dos problemas de pesquisa.

Quando se diz que toda pesquisa tem início com algum tipo de problema, torna-se conveniente esclarecer o significado deste termo. Uma acepção bastante corrente identifica problema com questão que dá margem a hesitação ou perplexidade, por difícil de explicar ou resolver. Outra acepção identifica problema com algo que provoca desequilíbrio, mal-estar, sofrimento ou constrangimento às pessoas. Contudo, na acepção científica, problema é qualquer questão não solvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento.

 

6 Construção de hipóteses

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O primeiro passo a ser dado numa pesquisa científica, como foi esclarecido no capítulo anterior, é a formulação clara de um problema. Mas o que se espera com a pesquisa é que esse problema seja solucionado. Daí, então, a necessidade de construir hipóteses, ou seja, supostas respostas para o problema. As hipóteses podem ser verdadeiras ou falsas, mas, se bem elaboradas, conduzem à verificação empírica, que é o propósito da pesquisa científica.

Este capítulo é dedicado à construção de hipóteses. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Reconhecer a importância da construção de hipóteses na pesquisa científica.

■ Conceituar variável.

■ Identificar os tipos de relação que se estabelece entre as variáveis.

■ Identificar fontes de hipóteses.

■ Reconhecer as características da hipótese aplicável.

Hipótese é uma afirmação específica de previsão. Ela descreve o que se espera que ocorra na pesquisa. Apresenta-se, então, como uma proposição específica, clara e testável, ou como uma afirmação preditiva sobre o resultado da pesquisa científica. Ela pode estabelecer que existem diferenças entre os grupos pesquisados ou que as características neles observadas relacionam-se a determinados fatores. São, pois, as hipóteses que orientam todo o trabalho de pesquisa, desde a especificação de seus objetivos, passando pela coleta de dados e culminando com sua análise e interpretação.

 

7 Delineamento da pesquisa

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A formulação do problema, a construção de hipóteses e a identificação das relações entre variáveis constituem passos do estabelecimento do contexto teórico da pesquisa, que é essencial para que esta assuma um caráter científico. Para que a pesquisa se efetive, torna-se necessário, no entanto, confrontar a visão teórica do problema, com os dados da realidade. Ou, em outras palavras, proceder ao delineamento (design) da pesquisa.

O delineamento refere-se à estratégia global adotada pelo pesquisador para integrar os diferentes componentes do estudo da pesquisa maneira coerente e lógica, garantindo o efetivo tratamento do problema e a consecução de seus objetivos. Constitui o modelo para a coleta, análise e interpretação dos dados. Deve, portanto, ser elaborado de forma a possibilitar uma abordagem ordenada dos procedimentos a serem adotados ao longo do processo de pesquisa.

Este capítulo trata, pois, do delineamento da pesquisa social. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

 

8 Revisão da literatura

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Etapa das mais importantes no planejamento de pesquisas acadêmicas é constituída pela revisão da literatura, que pode ser definida como um relato acerca do que foi publicado em relação ao tema que está sendo pesquisado. A revisão da literatura é geralmente elaborada como seção específica tanto do projeto quanto do relatório final da pesquisa e tem como propósito informar o leitor acerca de contribuições teóricas e resultados de outros estudos realizados na área abordada. Quando bem elaborada, a revisão da literatura não apenas documenta o estudo da arte em relação ao tópico que está sendo pesquisado, mas analisa criticamente as informações coletadas, identificando limitações das teorias e das pesquisas já realizadas.

Este capítulo é dedicado à revisão da literatura em pesquisas sociais. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Reconhecer as finalidades da revisão da literatura na pesquisa social.

■ Caracterizar as principais fontes bibliográficas.

 

9 Operacionalização das variáveis

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Considerou-se no Capítulo 6 que a solução dos problemas de pesquisa passa pela construção de hipóteses, que são proposições que passam a ser aceitas após terem sido comprovadas mediante teste empírico. Considerou-se também que as hipóteses podem ser entendidas como enunciados de relações potenciais entre duas ou mais variáveis. Variáveis são entendidas aqui como qualquer coisa que pode ser classificada em duas ou mais categorias, como gênero, que pode ser masculino ou feminino, ou, idade, que pode ser classificada em infinitas categorias.

As variáveis constituem importante elemento a ser considerado no processo de pesquisa. Graças a elas torna-se possível identificar e mensurar os fenômenos que se deseja pesquisar. É possível até mesmo afirmar que o pesquisador só alcança maturidade quando se torna capaz de raciocinar em termos de variáveis e suas relações. Todavia, para que as variáveis sejam úteis na pesquisa, é necessário que sejam operacionalizadas. Isso porque muitas das variáveis consideradas na pesquisa social apresentam-se originariamente em elevado grau de abstração que dificulta sua manipulação pelo pesquisador.

 

10 Amostragem na pesquisa social

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De modo geral, as pesquisas sociais abrangem um universo de elementos tão grande que se torna impossível considerá-los em sua totalidade. Por essa razão, nas pesquisas sociais trabalha-se geralmente com uma amostra, ou seja, com uma pequena parte dos elementos que compõem o universo.

Quando um pesquisador seleciona uma pequena parte de uma população, espera que ela seja representativa dessa população que pretende estudar. De fato, é possível garantir que uma amostra represente o universo, desde que seja composta por um número suficiente de elementos selecionados por critérios coerentes com a Teoria das Probabilidades. Mas nem sempre se torna possível proceder à seleção de uma amostra probabilística. Daí a existência das amostras não probabilísticas, que são recomendadas em muitas modalidades de pesquisa.

Qualquer que seja, no entanto, o processo de amostragem escolhido, para que produza resultados satisfatórios na realização de uma pesquisa, requer o domínio dos princípios fundamentais da amostragem e das técnicas para composição das amostras. Reconhecer os princípios fundamentais da amostragem.

 

11 Observação

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A observação constitui elemento fundamental para a pesquisa. A formulação do problema decorre frequentemente da observação. Uma das mais importantes fontes de hipóteses é a observação. O que se espera com a operacionalização de um conceito é que este se torne observável. É, todavia, na etapa de coleta de dados que o papel da observação se torna mais evidente. Em muitos delineamentos constitui o procedimento básico para a coleta. Em outros, aparece como procedimento complementar.

Dedica-se este capítulo à observação enquanto técnica de coleta de dados. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Conceituar observação científica.

■ Reconhecer a aplicabilidade da observação nos diferentes delineamentos de pesquisa.

■ Caracterizar as modalidades de observação: naturalística, estruturada e participante.

■ Planejar a aplicação da observação na pesquisa social.

Boa parte daquilo que conhecemos, decorre da observação. É graças à atenção que dedicamos a coisas, seres e eventos que chegamos ao conhecimento. Assim, pode-se afirmar que a observação é a principal fonte do conhecimento vulgar. Mas também é fonte de conhecimento científico, à medida que serve a um objetivo formulado de pesquisa, é sistematicamente planejada, registrada e submetida a verificação e controles de validade e precisão (SELLTIZ et al., 1972). Como a observação pode ser considerada a base da vida social cotidiana para a maioria das pessoas, quando utilizada dessa forma, torna-se um dos mais importantes métodos das ciências sociais.

 

12 Entrevista

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A entrevista é uma das mais importantes dentre as técnicas disponíveis para a coleta de dados em pesquisas sociais. É também uma das mais curiosas, pois caracteriza-se por uma relação social muito atípica: duas pessoas que não se conhecem falam por um tempo relativamente longo e depois se separam para provavelmente não se reverem. Mas é exatamente essa estranheza que torna a entrevista uma técnica tão produtiva. O fato de o pesquisador estar fora da vida social do pesquisado é que o torna uma pessoa preparada para ouvir o que ele tem a dizer, até mesmo algumas de suas confidências (KVALE; BRINKMANN, 2014).

Pode-se considerar a entrevista como a técnica por excelência na investigação social, com valor muito semelhante ao tubo de ensaio na Química e ao microscópio na Microbiologia. Por sua flexibilidade, é adotada como técnica fundamental de investigação nos mais diversos campos e pode-se afirmar que parte importante do desenvolvimento das ciências sociais nas últimas décadas foi obtida graças à sua aplicação.

 

13 Questionário

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Pode-se definir questionário como a técnica de investigação composta por um conjunto de questões que são submetidas a pessoas com o propósito de obter informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou passado etc. Trata-se, portanto, da técnica fundamental para coleta de dados em levantamentos de campo, que é um dos delineamentos mais utilizados nas ciências sociais.

Construir um questionário consiste basicamente em traduzir objetivos da pesquisa em questões específicas. As respostas a essas questões é que irão proporcionar os dados requeridos para descrever as características da população pesquisada ou testar as hipóteses que foram construídas durante o planejamento da pesquisa.

Construir um questionário pode parecer tarefa simples. Mas requer muito mais do que simples bom senso e habilidades de redação. Um bom questionário é quase sempre produto de um longo e exaustivo trabalho. É preciso garantir que as pessoas se sintam motivadas para responder ao que é solicitado. Que entendam as questões que estão sendo propostas. Que não se sintam constrangidas ou ameaçadas ao respondê-las. Para tanto é necessário que o questionário seja elaborado com competência.

 

14 Escalas de atitudes

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Escalas de atitudes são construídas com propósito de medir a intensidade das atitudes manifestadas pelas pessoas da maneira mais objetiva possível. Embora se apresentem segundo as mais diversas formas, consistem basicamente em solicitar ao indivíduo pesquisado que assinale, dentro de uma série graduada de itens, aqueles que melhor correspondem à sua percepção acerca do fato pesquisado. São muito valorizadas nas pesquisas sociais porque as atitudes são importantes preditores de comportamentos. Mas, para que as escalas sejam efetivamente capazes de medir atitudes, precisam ser construídas com bastante rigor técnico.

Este capítulo é dedicado à construção de escalas sociais. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Conceituar atitude.

■ Reconhecer problemas básicos da construção de escalas de atitudes.

Atitude é um conceito que apresenta íntima relação com o de opinião, sendo utilizados muitas vezes de forma intercambiável. Como, porém, um dos mais importantes requisitos da pesquisa científica é a clareza, convêm que estes dois conceitos sejam adequadamente esclarecidos.

 

15 Utilização de dados disponíveis

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As técnicas de coleta de dados consideradas nos capítulos anteriores – observação, questionário, entrevista e escalas de atitudes – têm em comum o fato de serem aplicadas diretamente às pessoas. Mas há pesquisas em que se utilizam dados já existentes – também conhecidos como dados documentais. São muito frequentes pesquisas desse tipo na Economia, na História, na Sociologia e na Ciência Política. Embora esses dados sejam algumas vezes designados como dados secundários, isto não significa que tenham menos valor. É possível até mesmo considerar que muitos dos dados dessa natureza sejam mais objetivos que os dados obtidos mediante interrogação das pessoas, cuja obtenção pode ser prejudicada por problemas de memória e de constrangimento social, entre outros.

O presente capítulo é dedicado à coleta de dados disponíveis. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Conceituar documento.

■ Avaliar a contribuição de Émile Durkheim para a compreensão do papel dos documentos na pesquisa social.

 

16 Análise de dados qualitativos

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Durante muito tempo, os manuais de pesquisa social, ao tratarem da análise dos dados, voltaram-se quase que exclusivamente para os métodos quantitativos. Em virtude, porém, da adoção de novos enfoques teóricos da utilização de novas técnicas de coleta de dados, vem se tornado cada vez mais comum o uso de métodos qualitativos na análise dos dados. Tanto nas denominadas pesquisas qualitativas quanto nas que se propõem a utilizar métodos mistos.

Diferentemente, porém, do que ocorre com as pesquisas quantitativas, para as quais já se consolidaram procedimentos sistemáticos e rigorosos de análise de dados, nas pesquisas qualitativas nem sempre o pesquisador dispõe de orientação segura para tanto. Contribui para essa situação não apenas a ampla diversidade de tradições de pesquisa qualitativa, que implicam a utilização de procedimentos analíticos bastante diferenciados, mas também a inexistência de nítida separação entre as etapas do trabalho de pesquisa. Tanto é que se costuma dizer que na pesquisa qualitativa o processo de análise inicia-se com a transcrição da primeira entrevista ou com o primeiro registro de observação.

 

17 Análise de dados quantitativos

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Após a coleta de dados, procede-se à sua análise e interpretação. Estes dois processos, apesar de conceitualmente distintos, são estreitamente relacionados. A análise, porém, tem como objetivo organizar e sumarizar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema proposto para investigação. Já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos.

Os processos de análise e interpretação variam significativamente em função da natureza da pesquisa. A principal diferença decorre da natureza dos dados. Levantamentos de campo e experimentos, por exemplo, são delineamentos em que os dados são essencialmente quantitativos. Já pesquisas como as etnográficas e os estudos de caso produzem dados essencialmente qualitativos.

Dedica-se o presente capítulo à análise de dados quantitativos. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

 

18 Relatório da pesquisa

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A última etapa do processo de pesquisa é a redação do relatório. Embora algumas vezes desconsiderado, mesmo nos meios científicos, o relatório é absolutamente indispensável, posto que nenhum resultado obtido na pesquisa terá valor se não puder ser comunicado aos outros. É bem verdade que as habilidades para o desenvolvimento desta etapa diferem daquelas requeridas nas etapas anteriores. Entretanto, a comunicação dos resultados da pesquisa é de responsabilidade do pesquisador e como tal deve receber atenção semelhante à das demais etapas da pesquisa.

Tendo em vista a importância do relatório de pesquisa, dedica-se este capítulo à sua redação. Assim, após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Reconhecer as finalidades e a importância do relatório de pesquisa.

■ Estruturar o texto do relatório.

■ Reconhecer o estilo adequado para a redação do relatório de pesquisa.

■ Utilizar normas da ABNT referentes à elaboração de relatórios de pesquisa.

 

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