Brunner & Suddarth - Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica

Autor(es): Hinkle
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Referência para estudantes e profissionais de enfermagem, a 14ª edição do livro Brunner & Suddarth | Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica apresenta informações indispensáveis sobre cerca de 200 doenças e distúrbios mais comuns, sendo uma excelente fonte de Consulta rápida.

Em prático formato de bolso, o livro é organizado de modo didático, em ordem alfabética, para que o leitor tenha acesso mais rápido às informações sobre:

Fisiopatologia
Manifestações clínicas
Avaliação e achados diagnósticos
Manejo clínico, cirúrgico e farmacológico
Manejo de enfermagem de acordo com o processo de enfermagem.
Este Manual destaca especialmente a prática de enfermagem em ambientes domiciliar e comunitário, a orientação dos pacientes e os resultados previstos em relação aos cuidados adotados.

Principais características:

Considerações gerontológicas. Descrições sucintas e intervenções relacionadas com o atendimento aos idosos, cuja demanda por cuidados de saúde é cada vez maior.
Alerta de enfermagem | Qualidade e segurança. Sugestões para a melhor prática clínica e avisos de segurança sobre questões de prioridade e situações perigosas ou potencialmente fatais.
Apêndice. Valores laboratoriais importantes, organizados para facilitar a consulta.

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A

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O abscesso cerebral consiste em acúmulo de material infeccioso no tecido cerebral. É raro em indivíduos imunocompetentes e diagnosticado com maior frequência em indivíduos que estão imunossuprimidos em consequência de doença subjacente ou uso de medicamentos imunossupressores.

Pode ocorrer abscesso cerebral em consequência de cirurgia intracraniana, traumatismo cranioencefálico penetrante ou piercing na língua. Os microrganismos que provocam abscesso cerebral alcançam o cérebro por disseminação hematológica a partir dos pulmões, das gengivas, da língua ou do coração, ou de lesão ou infecção intra-abdominal. As condições predisponentes mais comuns em adultos consistem em otite média e rinite.

Para evitar o desenvolvimento de abscesso cerebral, o tratamento de otite média, mastoidite, rinossinusite, infecções dentárias e infecções sistêmicas deve ser instituído imediatamente.

• Em geral, os sinais e sintomas resultam de alterações na dinâmica intracraniana (edema, deslocamento do cérebro), de infecção ou da localização do abscesso

 

B

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A bronquiectasia refere-se à dilatação crônica e irreversível dos brônquios e bronquíolos, sendo considerada como processo mórbido distinto da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O resultado consiste em retenção das secreções, obstrução e, por fim, colapso alveolar. A bronquiectasia pode ser causada por inúmeras condições, incluindo: obstrução das vias respiratórias; lesão difusa das vias respiratórias; infecções pulmonares e obstrução do brônquio ou complicações de infecções pulmonares a longo prazo; distúrbios genéticos (p. ex., fibrose cística); defesa anormal do hospedeiro (p. ex., discinesia ciliar ou imunodeficiência humoral); e causas idiopáticas. Em geral, a bronquiectasia é localizada, acometendo um segmento ou lobo de um pulmão, mais frequentemente os lobos inferiores. Os indivíduos podem ser predispostos à bronquiectasia em consequência de infecções respiratórias recorrentes no início da infância, sarampo, influenza, tuberculose ou distúrbios de imunodeficiência.

 

C

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O câncer não é uma doença única com uma causa isolada; na verdade, trata-se de um grupo de doenças distintas com diferentes causas, manifestações, tratamentos e prognósticos. O câncer pode acometer qualquer sistema orgânico, e as abordagens terapêuticas têm efeitos multissistêmicos. A prática de enfermagem no câncer, conhecida como enfermagem oncológica, envolve todos os grupos etários e inclui inúmeros cenários de atenção à saúde, tais como instituições de cuidados agudos, centros ambulatoriais, instituições de reabilitação, domicílio e unidades de cuidados prolongados.

Os enfermeiros precisam identificar suas próprias percepções relativas ao câncer para alcançar metas realistas nos cuidados aos pacientes com câncer, visto que a maioria das pessoas ainda associa o câncer a dor e morte. Além disso, os enfermeiros que cuidam de casos com câncer precisam estar preparados para apoiar os pacientes e suas famílias, que se deparam com uma ampla variedade de dificuldades físicas, emocionais, sociais, culturais, financeiras e espirituais.

 

D

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A dermatite de contato (também denominada eczema) é uma reação inflamatória da pele a agentes físicos, químicos ou biológicos; pode ser alérgica ou provocada por irritante primário. A epiderme é lesionada por irritações físicas e químicas repetidas. As causas comuns de dermatite por irritante incluem sabões, detergentes, compostos abrasivos e substâncias químicas industriais. Os fatores predisponentes consistem em extremos de calor e de frio, uso frequente de sabão e água e doença cutânea preexistente. As mulheres tendem a ser afetadas mais comumente que os homens.

• As erupções ocorrem quando o agente etiológico entra em contato com a pele

• O prurido, a sensação de ardência e o eritema são seguidos de edema, pápulas, vesículas e exsudato ou transudato como reações iniciais

• Na fase subaguda, as alterações vesiculares são menos pronunciadas e alternam-se com a formação de crostas, ressecamento, formação de fissuras e descamação

• Quando ocorrem reações repetidas, ou se o paciente arranhar continuamente a pele, observa-se o aparecimento de liquenificação e pigmentação; em seguida, pode ocorrer invasão bacteriana secundária.

 

E

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O edema pulmonar é definido como o acúmulo anormal de líquido nos espaços intersticiais dos pulmões, que se difunde para os alvéolos. Pode ser classificado, de acordo com a sua origem, em cardiogênico ou não cardiogênico. O edema pulmonar cardiogênico é um evento agudo, que resulta de insuficiência ventricular esquerda. Com o aumento da resistência ao enchimento ventricular esquerdo, ocorre refluxo de sangue na circulação pulmonar. O paciente desenvolve rapidamente edema pulmonar, algumas vezes denominado edema pulmonar tipo flash, devido à sobrecarga de volume sanguíneo nos pulmões. O edema pulmonar também pode ser causado por distúrbios não cardíacos, tais como insuficiência renal e outras condições que provocam retenção hídrica no corpo. O edema pulmonar não cardiogênico também ocorre em consequência de lesão do revestimento dos capilares pulmonares, devido a uma lesão direta dos pulmões (p. ex., traumatismo torácico, aspiração, inalação de fumaça), lesão hematogênica (p. ex., sepse, pancreatite, múltiplas transfusões, derivação cardiopulmonar) ou lesão com elevação da pressão hidrostática. A fisiopatologia assemelha-se àquela observada na insuficiência cardíaca (IC), em que o ventrículo esquerdo é incapaz de processar a sobrecarga de volume, com consequente aumento do volume sanguíneo e elevação da pressão no átrio esquerdo. A rápida elevação da pressão atrial resulta em aumento agudo da pressão venosa pulmonar, que produz elevação da pressão hidrostática, forçando a saída de líquido dos capilares pulmonares para dentro dos espaços intersticiais e alvéolos. A drenagem linfática do excesso de líquido é ineficaz.

 

F

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A faringite aguda, comumente designada como “dor de garganta”, consiste em uma inflamação súbita e dolorosa da faringe, causada, na maioria dos casos, por infecções virais, enquanto as infecções bacterianas são responsáveis pelas demais ocorrências. Quando os estreptococos do grupo A causam faringite aguda, a condição é conhecida como faringite estreptocócica. A resposta inflamatória resulta em dor, febre, vasodilatação, edema e lesão tissular, que se manifesta por rubor e edema dos pilares tonsilares, úvula e palato mole. As infecções virais não complicadas regridem, em geral, em 3 a 10 dias. A faringite causada por bactérias mais virulentas é uma doença mais grave por causa da ocorrência de complicações perigosas (p. ex., sinusite, otite média, abscesso peritonsilar, mastoidite e adenite cervical). Em casos raros, a infecção pode levar a bacteriemia, pneumonia, meningite, febre reumática e nefrite.

• Membrana faríngea e tonsilas de cor vermelho-vivo

• Existência de folículos linfoides intumescidos e salpicados com exsudato branco-purpúreo

 

G

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A gastrite é uma inflamação da mucosa gástrica e um distúrbio gastrintestinal (GI) comum. Acomete de forma praticamente igual homens e mulheres e é mais frequente em indivíduos idosos. A gastrite pode ser aguda ou crônica e pode ser, ainda, classificada em erosiva ou não erosiva, com base nos sinais patológicos observados na parede do estômago. A gastrite aguda, cuja duração é de várias horas a alguns dias, frequentemente é causada por imprudência alimentar (consumo de alimento irritante, que é excessivamente temperado ou de alimento contaminado). Observa-se, também, o desenvolvimento de gastrite aguda nas doenças agudas (p. ex., lesões traumáticas importantes; queimaduras; infecção grave; insuficiência hepática, renal ou respiratória; ou cirurgia de grande porte). Outras causas incluem uso excessivo de ácido acetilsalicílico e de outros agentes anti-inflamatórios não esteroides (AINE), consumo excessivo de bebidas alcoólicas, refluxo biliar e radioterapia. Um tipo mais grave de gastrite aguda é causado pela ingestão de ácidos ou álcalis fortes, que podem fazer com que a mucosa se torne gangrenosa ou sofra perfuração. A gastrite também pode constituir o primeiro sinal de infecção sistêmica aguda. A gastrite aguda também pode se desenvolver em doenças agudas, especialmente quando o paciente teve grandes lesões traumáticas; queimaduras; infecção grave; insuficiência hepática, renal ou respiratória; ou passou por cirurgia de grande porte. Esse tipo de gastrite aguda é frequentemente chamado de gastrite relacionada ao estresse.

 

H

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Hemofilia é uma doença relativamente rara. Dois distúrbios hemorrágicos hereditários – a hemofilia A e a hemofilia B – são clinicamente indistinguíveis, embora possam ser diferenciados por exames laboratoriais. A hemofilia A é causada por um defeito genético, que resulta em deficiência ou defeito do fator VIII. A hemofilia B (também denominada doença de Christmas) deve-se a um defeito genético que provoca deficiência ou defeito do fator IX. A hemofilia A é mais comum; é quatro vezes mais frequente que a hemofilia B. Ambos os tipos de hemofilia são herdados como traços ligados ao X, de modo que quase todos os indivíduos afetados são do sexo masculino; as mulheres podem ser portadoras, mas quase sempre são assintomáticas. A doença é observada em todos os grupos étnicos. A hemofilia, em geral, é identificada no início da infância, normalmente em crianças de idade pré-escolar. A hemofilia leve pode não ser diagnosticada até que o indivíduo sofra algum traumatismo ou cirurgia.

 

I

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O impetigo é uma infecção superficial da pele causada por estafilococos, estreptococos ou múltiplas bactérias. As áreas expostas do corpo, como a face, as mãos, o pescoço e os membros, são mais frequentemente acometidas. O impetigo é contagioso e pode espalhar-se para outras partes da pele; além disso, pode disseminar-se para outros membros da família que entrem em contato físico com o paciente ou que usem toalhas ou pentes contaminados com exsudato das lesões. O impetigo é observado em indivíduos de todas as raças e idades. É particularmente comum em crianças que vivem em condições precárias de higiene. Problemas de saúde crônicos, higiene deficiente e desnutrição podem predispor os adultos ao impetigo. É mais prevalente em climas quentes e úmidos (i. e., mais comum no sudeste dos EUA do que em climas do norte).

A ruptura da integridade da pele possibilita a colonização de bactérias abaixo da superfície cutânea. Os sintomas resultantes consistem em manifestações da infecção bacteriana. As bactérias podem disseminar-se na pele por autoinoculação (por arranhadura da própria pessoa e disseminação das bactérias da lesão original para uma área diferente). Os fatores de risco incluem imunossupressão (em consequência do uso de medicamentos ou presença de doença sistêmica), traumatismo, picadas de insetos ou qualquer circunstância que cause ruptura da integridade da pele.

 

L

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A lesão raquimedular (LRM) – uma lesão na medula espinal, na coluna vertebral, no tecido mole de suporte ou nos discos intervertebrais causada por traumatismo – é um importante distúrbio de saúde. Nos EUA, em 2014, aproximadamente 276.000 pessoas estavam vivendo com alguma incapacidade derivada de LRM. Estima-se que 17.000 novos casos ocorram anualmente; causas comuns são acidentes automobilísticos, quedas, violência (principalmente ferimentos por arma de fogo) e lesões relacionadas ao esporte. Os homens representam 80% dos pacientes com LRM. A idade média da lesão aumentou de 29 anos na década de 1970 para 42 anos em 2010. Entre os fatores de risco predominantes para LRM estão idade pouco avançada, sexo masculino e uso de bebidas alcoólicas e substâncias psicoativas. A frequência com que esses fatores de risco estão associados à LRM serve para enfatizar a importância da prevenção primária. As vértebras mais frequentemente acometidas na LRM são a 5a, 6a e 7a vértebras cervicais (C5-C7), a 12a vértebra torácica (T12) e a 1a vértebra lombar (L1). Essas vértebras são as mais suscetíveis, visto que existe maior amplitude de mobilidade da coluna vertebral nessas áreas. A lesão da medula espinal pode ter a seguinte variação: (1) concussão transitória (em que o paciente se recupera por completo); (2) contusão, laceração e compressão da substância da medula espinal (isoladamente ou em combinação); e (3) transecção completa da medula espinal (paralisia abaixo do nível de lesão). As lesões podem ser classificadas em duas categorias: primárias (habitualmente permanentes) ou secundárias (as fibras nervosas intumescem e se desintegram em consequência de isquemia, hipoxia, edema e lesões hemorrágicas). Enquanto uma lesão primária é permanente, a lesão secundária pode ser reversível quando tratada em 4 a 6 horas após a lesão inicial. O tipo de lesão refere-se à extensão da lesão da própria medula espinal.

 

M

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À medida que as técnicas de cirurgia vão-se modificando como resultado dos avanços tecnológicos e das especializações médicas, algumas cirurgias tornaram-se menos invasivas e, portanto, menos agressivas. Em decorrência do uso crescente da cirurgia minimamente invasiva – isto é, procedimentos cirúrgicos que utilizam instrumentos especializados introduzidos no corpo por meio de orifícios naturais ou pequenas incisões –, muitas cirurgias podem ser realizadas em base ambulatorial. A cirurgia, seja ela eletiva ou de emergência, continua sendo uma experiência estressante e complexa. Mesmo pacientes saudáveis submetidos a cirurgia ambulatorial podem apresentar complicações inesperadas durante procedimentos relativamente simples nos demais aspectos.

Os padrões relacionados com o período peroperatório abrangem os domínios da resposta comportamental, resposta fisiológica e segurança do paciente e são usados como diretrizes para o desenvolvimento dos diagnósticos, das intervenções e dos planos de enfermagem, assegurando os melhores resultados. A enfermagem peroperatória, que se estende por toda a experiência cirúrgica, consiste em três fases: a fase pré-operatória (que começa quando se toma a decisão de realizar uma intervenção cirúrgica até o momento de transferência do paciente para o centro cirúrgico [CC]), a fase intraoperatória (que começa quando o paciente é transferido para o centro cirúrgico até a sua admissão na unidade de cuidados pós-anestésicos [UCPA]), e a fase pós-operatória (que começa com a admissão do paciente na UCPA até a alta e o acompanhamento).

 

N

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A necrólise epidérmica tóxica (NET) e a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), distúrbios cutâneos agudos potencialmente fatais, constituem os tipos mais graves de eritema multiforme. Até 75% dos casos de NET e SSJ são desencadeados por uma reação a medicamentos, frequentemente antibióticos (em especial as sulfonamidas), anticonvulsivantes, anti-inflamatórios não esteroides (AINE), alopurinol e AINE do tipo oxicam (p. ex., meloxicam) (Kellen & Berlin, 2016). NET e SSJ ocorrem em todas as idades e em ambos os sexos, com leve predominância em mulheres. Estima-se que a média de idade dos pacientes com NET e SSJ seja de 46 a 63 anos. No entanto, idosos que tomam vários medicamentos podem estar em maior risco. Parece haver um componente genético para o desenvolvimento de NET e SSJ.

O mecanismo que leva à NET parece ser uma reação citotóxica mediada por células. A NET e a SSJ caracterizam-se por eritema disseminado e formação de máculas, com surgimento de bolhas, resultando em desprendimento da epiderme, descamação e erosão. Acredita-se que essas doenças sejam uma única e mesma doença, mas que se manifesta ao longo de um espectro de reações, em que a NET é a mais grave. Ambas as condições são mais comumente desencadeadas por medicamentos em adultos, enquanto as infecções constituem o fator precipitante mais comum em crianças. Os medicamentos mais comumente implicados consistem em antibióticos, agentes anticonvulsivantes, AINE e alopurinol. Toda a superfície do corpo pode ser acometida, com áreas disseminadas de eritema e bolhas. A sepse e a ceratoconjuntivite constituem complicações potenciais.

 

O

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A obesidade é definida como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura que pode prejudicar a saúde. Em todo o mundo, mais de 600 milhões de adultos têm obesidade e 1,4 bilhão têm sobrepeso. A prevalência da obesidade mais do que duplicou desde 1975. Em particular, 3% dos homens e 6% das mulheres em todo o mundo tinham obesidade em 1975; em 2014, essas taxas aumentaram para 11% dos homens e 15% das mulheres. O ônus da obesidade é significativo tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. As causas da obesidade são complexas e multifatoriais, incluindo fatores comportamentais, ambientais, fisiológicos e genéticos. A cirurgia bariátrica ou cirurgia para a obesidade é realizada somente após a ausência de resposta a outras tentativas não cirúrgicas de controle de peso. A maioria das instituições de saúde só realiza a cirurgia bariátrica depois que um paciente obeso se submete a um regime clinicamente supervisionado de 6 a 18 meses, que não tem êxito em alcançar a meta de perda de peso. A seleção dos pacientes é criteriosa; por conseguinte, os pacientes precisam se submeter a aconselhamento e acompanhamento antes e depois da cirurgia. Ver também Obesidade extrema e cirurgia bariátrica.

 

P

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O estado de inconsciência é um nível de consciência (NC) alterado, quando o paciente não está orientado, não segue comandos ou precisa de estímulos persistentes para alcançar um estado de alerta. O NC é aferido de acordo com uma escala, estando o estado normal de alerta e a cognição completa (consciência) em uma extremidade e o coma em outra. O coma é um estado clínico – uma condição de ausência de resposta não passível de ativação –, em que o paciente não tem consciência dele próprio ou do ambiente por um período prolongado de tempo (dias a meses ou até mesmo anos). O mutismo acinético é um estado de ausência de resposta ao ambiente, em que o paciente não realiza nenhum movimento voluntário. O estado vegetativo persistente é uma condição em que o paciente com ausência de resposta retoma os ciclos de sono-vigília após o coma, porém carece de função mental cognitiva ou afetiva. No estado minimamente consciente, o paciente emite sinais inconsistentes, mas reproduzíveis de consciência. A síndrome de bloqueio é decorrente de uma lesão que acomete a ponte, e resulta em paralisia e incapacidade de falar; no entanto, os movimentos oculares verticais e a elevação das pálpebras permanecem intactos e são usados para indicar responsividade. As causas do estado inconsciente podem ser neurológicas (traumatismo cranioencefálico, acidente vascular encefálico), toxicológicas (superdosagem de substâncias, intoxicação alcoólica) ou metabólicas (doença hepática ou renal, cetoacidose diabética).

 

Q

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Lesão por queimadura pode afetar pessoas de todas as idades e de qualquer grupo socioeconômico. Anualmente, estima-se que 486.000 pessoas sejam tratadas por motivo de queimadura, e aproximadamente 40.000 sejam hospitalizadas. A lesão por queimadura é causada pela transferência de calor de uma fonte térmica para o corpo, por exposição a determinadas substâncias químicas ou por exposição à radiação.

A profundidade da lesão por queimadura depende das características físicas ou químicas do agente envolvido e da duração do contato com ele. A lesão por queimadura não é homogênea; com efeito, ocorre necrose tissular no centro da lesão, com regiões de viabilidade tissular na periferia. A pele e a mucosa das vias respiratórias superiores constituem os locais mais comuns de destruição tissular. As queimaduras causam ruptura da pele, que leva a uma perda aumentada de líquidos, infecção, hipotermia, cicatrização, comprometimento da imunidade e alterações na função, aparência e imagem corporal. Crianças pequenas e indivíduos idosos (extremos etários) continuam apresentando morbidade e mortalidade aumentadas, em comparação com outros grupos etários com lesões semelhantes. Lesões por inalação, além das queimaduras cutâneas, agravam o prognóstico. Queimaduras são classificadas de acordo com sua gravidade (p. ex., grandes, pequenas), tipo (p. ex., térmica, química, por radiação), profundidade de destruição tissular (grau) e extensão (extensão da área de superfície corporal queimada).

 

R

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A regurgitação mitral envolve o fluxo retrógrado de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo durante a sístole. Com frequência, as bordas das válvulas da valva atrioventricular esquerda não se fecham durante a sístole por causa do espessamento e da fibrose das válvulas e das cordas tendíneas, resultando em contração. Nos países desenvolvidos, as alterações degenerativas da valva atrioventricular esquerda e a isquemia do ventrículo esquerdo constituem as causas mais comuns, considerando que, nos países em desenvolvimento, a cardiopatia reumática e suas sequelas constituem a causa de regurgitação mitral. As alterações mixomatosas, a endocardite infecciosa, as doenças vasculares do colágeno, a miocardiopatia e a cardiopatia isquêmica também são condições que levam à regurgitação mitral.

A regurgitação mitral pode resultar de problemas com uma ou mais válvulas, cordas tendíneas, anel ou músculos papilares. A cada batimento, o ventrículo esquerdo impulsiona parte do sangue de volta ao átrio esquerdo, causando dilatação e hipertrofia do átrio. O fluxo retrógrado de sangue do ventrículo diminui o fluxo sanguíneo dos pulmões para o átrio e, por fim, causa congestão dos pulmões, acrescentando maior tensão ao ventrículo direito, que se dilata, resultando em insuficiência cardíaca sistólica.

 

S

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O sarcoma de Kaposi (SK) é a neoplasia maligna mais comum relacionada com o HIV, acometendo a camada endotelial dos vasos sanguíneos e linfáticos. Nos indivíduos com AIDS, o SK epidêmico é observado, mais frequentemente, entre homens homossexuais e bissexuais. O SK relacionado com a AIDS exibe evolução variável e agressiva, incluindo desde lesões cutâneas localizadas até doença disseminada acometendo múltiplos sistemas orgânicos.

• As lesões cutâneas podem ocorrer em qualquer parte do corpo e são de coloração rosa-acastanhada a púrpura intensa. Geralmente são como lesões cutâneas nos membros inferiores

• As lesões podem ser planas ou elevadas e circundadas por equimoses e edema; desenvolvem-se rapidamente e causam extensa desfiguração

• A localização e o tamanho das lesões podem levar a estase venosa, linfedema e dor. Os locais comuns de comprometimento visceral incluem linfonodos, trato gastrintestinal e pulmões

• O comprometimento dos órgãos internos pode levar, finalmente, a falência de órgãos, hemorragia, infecção e morte.

 

T

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A tempestade tireoidiana (crise tireotóxica) é um tipo de hipertireoidismo grave, geralmente de início abrupto e que se manifesta por arritmias cardíacas, febre e comprometimento neurológico, que quase sempre aparece como delirium. A tempestade tireoidiana é uma condição com risco de morte, que é desencadeada por uma ou mais das seguintes condições: estresse (como aquele associado à lesão), infecção, cirurgia, extração dentária, reação à insulina, cetoacidose diabética, gravidez, intoxicação digitálica, suspensão abrupta dos medicamentos antitireoidianos, estresse emocional extremo ou palpação vigorosa da tireoide. Esses fatores precipitam a tempestade tireoidiana no paciente com hipertireoidismo parcialmente controlado ou sem tratamento. A tempestade tireoidiana, quando não tratada, quase sempre é fatal; entretanto, com tratamento apropriado, a taxa de mortalidade pode ser reduzida significativamente.

• Febre alta (hiperpirexia) acima de 38,5°C

• Taquicardia extrema (mais de 130 bpm)

 

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