Análise das Demonstrações Contábeis em IFRS e CPC - Facilitada e Sistematizada

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Análise das Demonstrações Contábeis em IFRS e CPC, de Marcelo Cavalcanti Almeida, é um livro moderno, estruturado de acordo com as Normas Contábeis do CPC. O livro contém indicadores que atendem ao Exame de Suficiência do CRC.

Escrito em linguagem didática, aborda temas como:

Panorama geral da análise;
Balanço patrimonial;
Avaliação de ativos e passivos;
Índices (liquidez, endividamento, rentabilidade, rotatividade);
Demonstração dos fluxos de caixa; entre outros.

O livro conta ainda com questões resolvidas do exame de suficiência do CRC, muitos exemplos práticos, exercícios resolvidos, gráficos ilustrativos e resumo gerencial ao final de cada capítulo. Além disso, slides de apresentação e exercícios com as resoluções são disponibilizados aos professores.

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1 Panorama geral da análise

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O objetivo geral da análise econômica e financeira das demonstrações contábeis (DCs) é fornecer informações relevantes a diversos usuários, que estão interessados em ler e entender as atividades operacionais dos negócios, a situação patrimonial e financeira, o desempenho da entidade, os seus fluxos de caixa, como também vislumbrar perspectivas e tendências futuras, que não estão facilmente disponíveis nas DCs da entidade.

Os principais usuários estão descritos na Figura 1.1.

Os acionistas aplicaram os seus recursos na entidade, na forma de aquisições de ações do capital social. Eles estão interessados na valorização de suas ações em bolsa de valores e na remuneração de dividendos. A valorização das ações vai depender principalmente do sucesso da administração da entidade na condução dos seus negócios. A remuneração dos dividendos está atrelada ao lucro apurado pela entidade. Quanto maior o lucro, maiores serão os dividendos. Bons indicadores econômicos e financeiros geralmente sinalizam positivo para os acionistas.

 

2 Visão geral das demonstrações contábeis

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As demonstrações contábeis são compostas de:

BALANÇO PATRIMONIAL (BP)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (DRE)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE (DRA)

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)

NOTAS EXPLICATIVAS (NE)

A norma contábil CPC 26 é a que trata da estrutura das demonstrações contábeis.

A seguir, apresentamos uma representação do balanço patrimonial.

ATIVOS

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Bens e direitos

1.000

Passivos

300

Patrimônio líquido

700

Total

1.000

Total

1.000

Ativos

Forma com que os recursos da entidade foram aplicados (conta-corrente bancária, contas a receber, estoques, imóveis, máquinas e equipamentos etc.).

Passivos

Recursos de terceiros que estão financiando os ativos e representados por obrigações (empréstimos bancários recebidos e ainda não pagos, dívidas com fornecedores, dívidas com impostos, dívidas com funcionários etc.).

 

3 Balanço patrimonial – principais grupos de contas

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O balanço patrimonial (BP) relata em certa data a situação econômica e financeira da entidade, em termos de ativos, dívidas com terceiros e os recursos investidos pelos sócios no negócio.

Os principais grupos de contas do balanço patrimonial estão previstos no CPC 26(R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

 

31/12/20x2

31/12/20x1

ATIVOS

 

 

ATIVOS CIRCULANTES

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

 

 

Contas a receber de clientes

 

 

Ativos financeiros

 

 

Estoques

 

 

Impostos correntes

 

 

Total dos ativos circulantes

 

 

ATIVOS NÃO CIRCULANTES

 

 

Ativos financeiros

 

 

Investimentos em coligadas

 

 

Investimentos em empreendimentos conjuntos

 

 

 

4 Demonstração do resultado – principais grupos de contas

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A demonstração do resultado do exercício (DRE) relata o desempenho da entidade durante certo período, em termos de receitas, custos e despesas incorridos na condução dos negócios.

Os principais grupos de contas da demonstração do resultado estão previstos no CPC 26(R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

 

31/12/20x2

31/12/20x1

OPERAÇÕES CONTINUADAS

 

 

Receita

 

 

Custo das vendas

 

 

Lucro bruto

 

 

Despesas com vendas

 

 

Despesas gerais e administrativas

 

 

Outras receitas e despesas

 

 

Resultado de equivalência patrimonial

 

 

Resultado antes das receitas e das despesas financeiras

 

 

Receitas financeiras

 

 

Despesas financeiras

 

 

 

5 Avaliação de ativos e passivos

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O objetivo principal deste capítulo é analisar os principais critérios de contabilização e avaliação de ativos e passivos do balanço patrimonial (BP) e os seus reflexos na demonstração do resultado do exercício (DRE).

É relevante que o analista conheça a correlação entre contas do BP e da DRE, de maneira que possa compreender e interpretar os indicadores econômicos e financeiros.

Por exemplo, parte substancial do lucro na DRE poderia ter sido em decorrência de ajuste a valor justo do ativo de propriedade para investimento, dentro do escopo do CPC 28, e que esse lucro poderia ser econômico e não financeiro em outras palavras, esse lucro não teria afetado o caixa ou as contas-correntes bancárias da entidade. A falta do conhecimento dessa transação poderia levar o analista à interpretação equivocada sobre a capacidade do lucro da entidade em gerar fluxos de caixa positivos.

As práticas contábeis que tratam de ativos financeiros estão contempladas no CPC 48.

Em linhas gerais, o CPC 48 define instrumento financeiro como qualquer contrato que origine um ativo financeiro para uma entidade e um passivo financeiro (por exemplo, debênture a pagar) ou título patrimonial (por exemplo, ações do capital social) para outra entidade.

 

6 Análises horizontal e vertical

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A análise horizontal (AH) relaciona cada conta ou transação das demonstrações contábeis (DCs) ao longo de certo período de anos ou de meses, evidenciando aumentos ou reduções em comparação com o primeiro ano da série.

Na AH é normalmente utilizada a técnica de índice. Por exemplo, se em 20x1 a receita foi R$ 1.200 e em 20x2 R$ 1.700, então, o índice seria 100 (primeiro ano da série) em 20x1 e 142 em 20x2 (R$ 1.700 : R$ 1.200 × 100).

A Figura 6.1 ilustra a apuração das variações em uma análise horizontal.

Figura 6.1 Apuração das variações em uma análise horizontal.

A análise vertical (AV) demonstra a participação de cada conta ou de cada transação em relação a um total comparável nas DCs. Por exemplo, no caso de contas do ativo, é usado o total do ativo. Na DRE se utiliza a receita como 100%.

Geralmente a análise vertical (AV) utiliza a metodologia de percentual. Se o saldo das contas a receber é R$ 2.000 e o total do ativo R$ 38.000, o percentual das contas a receber é 5% (R$ 2.000 : R$ 38.000 × 100%).

 

7 Índices de liquidez

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O objetivo dos índices de liquidez é fundamentalmente verificar a capacidade da entidade de pagar as suas obrigações. Essa verificação é efetuada comparando contas do ativo e do passivo do balanço patrimonial. Existem quatro índices geralmente utilizados pelos analistas:

• Liquidez imediata.

• Liquidez seca.

• Liquidez corrente.

• Liquidez geral.

O índice usualmente é considerado bom quando é acima de 1,00.

Cabe destacar que esses índices são apenas indicadores de liquidez e não asseguram efetivamente que a entidade estaria em condições de pagar as suas dívidas nos vencimentos. Por exemplo, imagine a situação em que a entidade tem no seu ativo circulante em 31/12/20x1 apenas R$ 4.000 de contas a receber que vencem em 31/03/20x2, e no seu passivo circulante em 31/12/20x1 somente R$ 1.000 de dívidas com fornecedores que vencem em 31/01/20x2.

Poderíamos afirmar, somente analisando pelas contas do balanço patrimonial em 31/12/20x1, que a situação de liquidez é boa, já que a entidade tem, para cada R$ 1,00 de dívida, R$ 4,00 de direitos a receber. Entretanto, na realidade, a entidade tem uma situação financeira complicada, devido ao fato de que as suas dívidas vencem antes dos recebíveis dos clientes.

 

8 Índices de endividamento

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O objetivo desses índices é essencialmente analisar o endividamento da entidade, relacionado com os capitais de terceiros (passivo circulante e passivo não circulante) investidos nos negócios da entidade.

Esses capitais de terceiros podem ter sido aplicados em ativos circulantes e em ativos não circulantes.

São realizadas análises em relação ao total de recursos captados, em relação aos capitais próprios (patrimônio líquido), em relação à qualidade desses capitais de terceiros (dívidas de curto e de longo prazos) e sobre os recursos dos sócios que foram imobilizados.

Essa verificação é efetuada comparando contas do ativo e do passivo do balanço patrimonial.

Existem quatro índices geralmente utilizados pelos analistas:

• Índice de endividamento geral.

• Índice de relação de capitais de terceiros e capitais próprios.

• Índice de composição do endividamento.

• Índice de imobilização de capitais próprios.

Os analistas usualmente entendem como condições melhores:

 

9 Índices de rentabilidade

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Os índices de rentabilidade têm por objetivo identificar o desempenho econômico da entidade, relacionando o lucro apurado com parâmetros de relatividade, tais como vendas, ativos e patrimônio líquido.

Um lucro anual de R$ 1.000 é bom ou é ruim? Depende, por exemplo, de quanto os acionistas investiram no negócio. Caso tenham investido R$ 100.000, seria ruim, já que a taxa de retorno seria de 1% ao ano (R$ 1.000 : R$ 100.000 × 100%), supondo que a taxa de juros de mercado fosse 12%. Na hipótese em que os acionistas tenham investido R$ 5.000, seria bom, devido ao fato de que a taxa de retorno seria de 20% ao ano (R$ 1.000 : R$ 5.000 × 100%).

O analista tem que ter em mente que o lucro ou prejuízo, apresentado na DRE, é econômico, ou seja, que não representa na sua totalidade entradas líquidas ou saídas líquidas de caixa (por exemplo, ajustes econômicos a valor justo de ativos e passivos dentro do escopo do CPC 28, CPC 29 e CPC 48), e que o lucro ou prejuízo pode incluir transações não recorrentes, que podem não se repetir em exercícios sociais futuros da entidade (venda de uma fábrica dentro do escopo do CPC 31).

 

10 Índices de rotatividade

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Os objetivos principais desses índices, também denominados índices de atividades, são indicar:

• O prazo que as matérias-primas demoram da data da aquisição até a data da requisição para a produção.

• O prazo do processo de produção.

• O prazo que o produto despende depois de pronto para ser vendido.

• O prazo de giro do total dos estoques.

• O prazo de recebimento das vendas a prazo dos clientes.

• O prazo de pagamento das compras a prazo dos fornecedores.

A Figura 10.1 relata o processo contábil e fluxo dos índices de rotatividade.

Conquanto não abordado na Figura 10.1, também existem situações de compra à vista e de venda à vista.

Uma superestocagem (rotatividade lenta) ou uma subestocagem (rotatividade rápida) tem suas vantagens e desvantagens.

Figura 10.1 Processo contábil e fluxo dos índices de rotatividade.

Principais vantagens da superestocagem:

• Estoque de matéria-prima disponível a qualquer hora para ser utilizado na produção.

 

11 Ciclos operacional, financeiro, econômico e análise do capital de giro

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Neste capítulo, abordamos questões relevantes relacionadas com entendimento e gerenciamento das atividades da entidade, com a finalidade de maximizar os lucros e reduzir problemas vinculados principalmente com liquidez, tais como:

• Qual o seu ciclo operacional?

• Qual o seu ciclo financeiro?

• Qual o seu ciclo econômico?

• Qual a relação entre os índices de rotação, estudados em capítulo anterior, com os ciclos citados?

• O que representa capital de giro?

• Como o capital de giro se relaciona com o capital circulante líquido?

• Quais estruturas patrimoniais seriam indicadores de possíveis crises financeiras?

• Como estabelecer o montante da necessidade de capital de giro?

O ciclo operacional começa com a compra da matéria-prima e vai até o recebimento da venda do produto acabado do cliente.

O ciclo financeiro começa com pagamento ao fornecedor da matéria-prima e vai até o recebimento da venda do produto acabado do cliente.

 

12 Análise da demonstração dos fluxos de caixa

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O objetivo da demonstração dos fluxos de caixa (DFC) é fornecer informações relevantes sobre recebimentos e pagamentos de caixa de uma entidade durante certo período, de maneira a proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis (DCs) uma base para avaliar a capacidade da entidade de gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como de entender as necessidades da entidade de utilização desses fluxos de caixa.

A DFC foi regulamentada por meio do pronunciamento técnico contábil CPC 03, dentro do contexto de adoção pelo Brasil das normas internacionais de contabilidade (correspondente ao IAS 7 do IASB). A DFC substituiu no Brasil a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos.

Os fluxos de caixa da DFC são apresentados de acordo com a Figura 12.1.

O objetivo deste capítulo é informar os principais dados da DFC e indicadores de análise, e não ensinar como preparar a DFC.

Figura 12.1 Apresentação dos fluxos de caixa da DFC.

As transações apresentadas na Figura 12.2 são classificadas como caixa e equivalentes de caixa (CEC) para fins da DFC. Note que somente as mutações em CEC são relatadas na DFC.

 

Resolução dos exercícios

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Capítulo 1

1.1. Resposta (b)

Para fins de análise das DCs, usualmente são utilizadas somente contas do BP, ou apenas contas da DRE, ou relacionamento de contas do BP com contas da DRE.

1.2. Resposta (c)

O negócio principal de uma instituição financeira é captar recursos com os sócios e com terceiros, e conceder empréstimos aos seus clientes. O lucro da instituição financeira se concentra principalmente na diferença entre a taxa de juros da captação dos recursos e a taxa de juros da aplicação de recursos.

No processo de concessão do crédito ao cliente e durante o prazo do empréstimo, a instituição financeira analisa as DCs do cliente fundamentalmente com o objetivo de avaliar a capacidade do cliente em liquidar o empréstimo.

1.3. Resposta (a)

Dentro das alternativas da questão, problemas de liquidez do possível cliente seria o principal motivo que levaria uma instituição financeira a recusar conceder emprésimo para um cliente.

 

Exame de Suficiência do CFC – questões resolvidas

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QUESTÕES

1. (Exame de suficiência, 01/2011) Em 31 de dezembro de 2010, uma determinada companhia publicou a seguinte demonstração contábil:

Balanço Patrimonial (em R$)

 

2009

2010

 

2009

2010

ATIVO

88.400,00

107.000,00

PASSIVO E PL

88.400,00

107.000,00

Ativo Circulante

57.400,00

61.800,00

Passivo Circulante

36.600,00

43.400,00

Disponível

1.400,00

6.600,00

Fornecedores

22.000,00

28.000,00

Clientes

24.000,00

27.200,00

Contas a Pagar

Empréstimos

 

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