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A Escola do Futuro: O Que Querem (e Precisam) Alunos, Pais e Professores

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Como será a escola do futuro? O que ensinar e como ensinar a esta nova geração que tem, na palma da mão, acesso quase que imediato a qualquer informação? O que esses alunos esperam da escola? E seus pais? Qual o papel dos professores nesse cenário? Essas e outras questões levaram Marcos Piangers e Gustavo Borba a desenvolver esta obra, que aborda este tema complexo de forma amigável e acessível, propondo uma reflexão para alunos, pais e professores.

 

8 capítulos

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Existia a necessidade de a escola existir

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existia a necessidade de a escola existir

marcos piangers

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Nunca deixei que a escola interferisse na minha educação.

Mark Twain

escritor norte-americano

A educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo.

Nelson Mandela

(2003)

Se o seu plano é para um ano, plante arroz. Se seu projeto é para dez anos, plante árvores. Se seu plano

é para cem anos, eduque as crianças.

Kuan Chung

(século VII a.C.)

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I

magine que você estava nas ruas cheias de lama da Europa no final dos anos de 1700. Você poderia ser um camponês na França, um burguês na

Alemanha ou um trabalhador industrial na Inglaterra. Não importa, se não estivesse nas camadas mais altas da sociedade, viveria inseguro com tantas mudanças ocorrendo ao mesmo tempo. A Revolução Francesa, o início da Revolução Industrial, a transição do trabalho agrícola para o trabalho nas cidades, tudo acontecia intensamente, deixando o homem comum desnorteado. A criação de um sistema de ensino padronizado e acessível para todas as crianças era nada menos do que revolucionária.

 

Agora existe a necessidade de a escola se reiventar

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Existia a necessidade de a escola existir.

Agora existe a necessidade de a escola se reinventar.

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NOTAS

REFERÊNCIAS

1

A. S NEILL’S SUMMERHILL SCHOOL. c1999.

Disponível em:

. Acesso em: 13 set. 2018.

ALT SCHOOL. c2017.Disponíve em:

.

Acesso em: 13 set. 2018.

JOBS, S. Commencement address.

2005. Disponível em:

.

Acesso em: 13 set. 2018.

KANT, I. Frases. 2018. Disponível em:

< http://www.citador.pt/frases/epor-isso-que-se-mandam-ascriancas-a-escola-na-emmanuelkant-2730>.

Acesso em: 13 set. 2018.

LUMIAR. Metodologia Lumiar. c2000.

Disponível em:

.

Acesso em: 13 set. 2018.

LUMIAR. Pesquisa conjunta entre a

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Stanford

 

Capítulo 1. A escola

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a escola uma viagem no tempo gustavo borba

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izer que os espaços de ensino e o processo de educação em si não mudaram ao longo da história é uma simplificação distante da realidade. No último século, evoluímos de salas de aulas para poucos para um processo de grande massificação da educação, ampliando, até os dias de hoje, o acesso ao ensino na maioria dos países.

A diversidade étnica e de gênero também tem aumentado, e os temas globais que causaram mudanças sociais de grande valor passaram por espaços de debate, como escolas e universidades. Entretanto, embora esse papel social e de contraponto tenha estado presente ao longo do tempo nas universidades e escolas, o que efetivamente NÃO MUDOU na velocidade esperada foram os PROCESSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM .

A frustração de pais e educadores é perceber que a tecnologia, nos últimos anos, ultrapassou em muito a capacidade de disseminação de conhecimento da sala de aula. Enquanto se discutem a ampliação do uso de laboratórios de informática, lousas com telas sensíveis ao toque e a substituição de apostilas por tablets, outras inovações são criadas em uma grande velocidade, e qualquer iniciativa que busque acompanhar o passo tecnológico parece já nascer ultrapassada.

 

Capítulo 2. Associação de pais aflitos

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ão há pai mais orgulhoso do que aquele que percebe que seu filho está se desenvolvendo rapidamente. Uma criança que aprende a ler sozinha ou um bebê que começa a articular palavras antes do tempo médio terá sempre um adulto orgulhoso ao lado, mostrando para os amigos – e, às vezes, desconhecidos – as novas habilidades do prodígio.

Infelizmente, a animação não passa de uma bobagem. Alguns estudos comprovam que estimular crianças a ler e escrever mais cedo não significa sucesso acadêmico posterior. Como afirma o professor Larry Garf em seu livro

Hey, quit pushing: how we put children at risk by starting academics too early (2016) (Pare de pressionar: como estamos colocando nossos filhos em risco iniciando sua vida escolar precipitadamente – tradução livre), com o amadurecimento das crianças, suas capacidades aumentam, e, em geral, todas aquelas atividades que deixam tantos pais deslumbrados se tornam triviais. Ou seja, em algum momento, todas as crianças vão falar, ler, escrever e fazer xixi sozinhas no banheiro. Não é isso que vai determinar o sucesso acadêmico e profissional de seu filho.

 

Capítulo 3. Professores

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professores para onde vamos? gustavo borba

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uitos recortes podem ser feitos para compreender o papel dos professores e a evolução da educação ao longo do tempo, em diferentes partes do mundo. É inegável, por exemplo, o papel de Confúcio (551-479 a.C.), como um dos primeiros professores, impactando o currículo das escolas chinesas por muito tempo. Da mesma forma, muitos pesquisadores consideram Platão como um dos primeiros educadores da história. A ideia de interação, conversação, debate e questionamento está na centralidade de sua proposta.

Independentemente da perspectiva, do momento histórico ou da escola que avaliarmos, a concepção do professor esteve historicamente relacionada ao sábio, com muito conhecimento sobre determinado tema (conhecimento vertical) e a compreensão sobre diferentes áreas que se conectam com seu saber central (conhecimento horizontal). Além do conhecimento profundo sobre um tema e sua conexão com os problemas e questões pertinentes para aquela época, os professores historicamente tinham competências relacionadas a sua capacidade de expressão, retórica e comunicação. Sua atividade era de disseminação de seu conhecimento para os alunos, gerando, assim, uma transformação em si e no outro. Essa perspectiva não se modificou muito ao longo do tempo, sendo o professor considerado a fonte de conhecimento nos espaços formais e informais de educação até recentemente.

 

Capítulo 4. Como alunos

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como alunos queremos uma educação do nosso tempo gustavo borba

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os últimos tempos, o debate sobre novas práticas em sala de aula e sobre o real impacto da formação universitária para os alunos tem-se intensificado. Entre os motivos para isso, merece destaque o fato de estarmos recebendo no ensino superior, pela primeira vez, os jovens da geração Z. Esses jovens são definidos como os verdadeiros nativos digitais, pois desde seu nascimento, a partir do final da década de 1990, já interagem com tecnologia. Entretanto, o impacto de sua chegada ao ensino superior vai muito além da necessidade de transformação digital da sala de aula e dos ambientes da universidade. A GERAÇÃO Z tem características bastante distintas das gerações anteriores e que impactam diretamente nos processos de aprendizagem e construção do conhecimento.

 

Capítulo 5. A escola do futuro

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ra uma segunda-feira comum quando a edição do dia 19 de abril de 1965 da revista Eletronics chegou às bancas. Ninguém imaginava que aquela edição entraria para a história. A revista, fundada em 1930, não tinha grande audiência e, durante toda sua história, teve tiragens erráticas, às vezes bimensais e às vezes semanais, com reportagens sobre a indústria do rádio, equipamentos eletrônicos e artigos de pessoas influentes no meio. Para se ter ideia de quão técnica era a revista, essa edição comemorativa de 35 anos trazia na capa chamadas para matérias sobre luzes de cátodo frio e dosímetros, que são medidores de radiação. Quarenta anos depois, uma edição original desse número da revista valeria 10 mil dólares.

O que a tornou célebre foi um artigo escrito por um químico chamado

GORDON MOORE , intitulado “Cramming more components onto integrated circuits”. No texto, Moore observou que O NÚMERO DE COMPONENTES DE

 

ao infinito e além...

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ao infinito e além... gustavo borba

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m dos elementos centrais para nossa conexão com novos conhecimentos, novas experiências e aprendizado é o tipo de mídia que utilizamos em diferentes momentos de nossa vida. É importante compreender essa evolução, pois estamos cada vez mais integrados com diferentes dispositivos, fontes de acesso, fontes de distribuição e conexão. Questões que há pouco tempo víamos em filmes de ficção cientifica, como inteligência artificial e assistentes virtuais, fazem parte de nosso dia a dia e custam hoje poucas centenas de reais (p. ex., Amazon Dot – 89 dólares, com assistente virtual).

O grupo Common Sense Research realizou uma pesquisa bastante relevante para entendermos os hábitos das crianças de 0 a 8 anos em termos de interação e consumo de mídia. Foram três rodadas de pesquisa, que geraram o relatório The common sense census: media use by kids age zero to eight (2017). Essas pesquisas ocorreram em 2011, 2013 e, mais recentemente, em 2017.

 

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