Ensino Híbrido

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Esta obra é uma parceria da Penso Editora, Instituto Península e pela Fundação Lemann.

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Apresentação do Instituto Península — Ana Maria Diniz

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O Instituto Península acredita que é possível transformar a realidade da educação brasileira por meio de um professor que acredite de verdade em seu potencial de catalisador para fazer seus alunos aprenderem. Que possa despertar neles a curiosidade, por meio da qual cada um será guiado pelo interminável mundo do aprender e do conhecimento. Que confie em si a ponto de aceitar que não é o único detentor de conhecimento no processo de ensino e aprendizagem.

Quando isso acontecer, o Brasil será de fato um país diferente. Somente nesse dia estaremos no caminho seguro para extinguir a principal barreira que nos separa dos países ricos: a barreira do conhecimento. Nossos professores serão bem preparados, cheios de entusiasmo para ensinar, aprender e estimular cada criança e adolescente a se interessar pelo aprendizado contemplando os diversos olhares: da vida, da natureza e da arte.

Com esses ideais, o Instituto Península foi constituído, com a missão de contribuir para a educação básica de qualidade de crianças e adolescentes no Brasil a partir da formação, da valorização e do fortalecimento de professores como agentes multiplicadores de modernos métodos de ensino e aprendizagem.

 

Apresentação da Fundação Lemann — Denis Mizne

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Promover a excelência com equidade na educação, ou seja, garantir que todos os brasileiros tenham acesso a uma educação de excelência é um dos grandes objetivos da Fundação Lemann. Para cumprir essa missão, desenvolvemos e apoiamos projetos inovadores, realizamos pesquisas para embasar políticas públicas, oferecemos formação para profissionais da educação e para lideranças de diversas áreas capazes de contribuir para as transformações sociais no Brasil. Dessa forma, buscamos criar um ecossistema virtuo­so em que tecnologia e inovação dialogam com a realidade educacional do país, ao mesmo tempo em que fortalecem o papel relevante dos educadores e dos profissionais do setor na garantia do aprendizado de todos os alunos.

Por seu potencial acelerador de transformações em escala, a tecnologia é uma das grandes apostas da Fundação Lemann na superação dos desafios educacionais urgentes de um país com as dimensões do Brasil. Longe de ser um fim em si, ela pode contribuir para assegurar que o ensino ocorra de maneira dinâmica, personalizada e abrangente. Já são muitas as soluções inovadoras para a educação com bons resultados sendo acompanhados. O acesso a plataformas on-line abre oportunidades para que o aprendizado em grupo ocorra simultaneamente e sem limitações geográficas, ao mesmo tempo em que permite que cada aluno se desenvolva do seu jeito.

 

Com a palavra, os organizadores — Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani

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Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação é um livro feito por professores para professores. Ele é fruto das reflexões dos coordenadores e professores que participaram do Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido desenvolvido pelo Instituto Península e pela Fundação Lemann, cujo objetivo foi levar um grupo de professores a vivenciar novas formas de atua­ção, planejamento e uso integrado das tecnologias digitais em sala de aula, para que verificassem até que ponto esses encaminhamentos metodológicos poderiam impactar nos resultados esperados em relação ao desempenho de suas turmas.

Neste livro, os leitores terão a oportunidade de aprender a partir de experiências reais. Essas vivências compartilhadas serão momentos de reflexão sobre os modelos de ensino híbrido e sua relação com a personalização do ensino. A expectativa é apresentar aos educadores possibilidades de integração das tecnologias digitais ao currículo escolar, de forma a alcançar uma série de benefícios no dia a dia da sala de aula, como, por exemplo, maior engajamento dos alunos no aprendizado e melhor aproveitamento do tempo do professor para momentos de personalização do ensino por meio de intervenções efetivas.

 

Capítulo 1. Educação híbrida: um conceito-chave para a educação, hoje — José Moran

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Um conceito-chave para a educação, hoje

JOSÉ MORAN

Híbrido significa misturado, mesclado, blended. A educação sempre foi misturada, híbrida, sempre combinou vários espaços, tempos, atividades, metodologias, públicos. Esse processo, agora, com a mobilidade e a conectividade, é muito mais perceptível, amplo e profundo: é um ecossistema mais aberto e criativo. Podemos ensinar e aprender de inúmeras formas, em todos os momentos, em múltiplos espaços. Híbrido é um conceito rico, apropriado e complicado. Tudo pode ser misturado, combinado, e podemos, com os mesmos ingredientes, preparar diversos “pratos”, com sabores muito diferentes.

A mistura mais complexa é integrar o que vale a pena aprender, para que e como fazê-lo. O que vale a pena? Que conteúdos, competências e valores escolher em uma sociedade tão multicultural? O que faz sentido aprender em um mundo tão heterogêneo e mutante? Podemos ensinar a mudar se nós mesmos, os gestores e docentes, temos tantas dificuldades em tomar decisões, em evoluir e em ser coerentes, livres, realizados? Podemos ensinar de verdade se não praticamos o que ensinamos?

 

Capítulo 2. Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação — Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani

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Personalização e tecnologia na educação

LILIAN BACICH
ADOLFO TANZI NETO
FERNANDO DE MELLO TREVISANI

Estruturalmente, a escola atual não difere daquela do início do século passado. No entanto, os estudantes de hoje não aprendem da mesma forma que os do século anterior.

Crianças e jovens estão cada vez mais conectados às tecnologias digitais, configurando-se como uma geração que estabelece novas relações com o conhecimento e que, portanto, requer que transformações aconteçam na escola.

Essas constatações não são novidade na educação, e muitos estudos têm se dedicado a discutir esses temas.

A integração das tecnologias digitais na educação precisa ser feita de modo criativo e crítico, buscando desenvolver a autonomia e a reflexão dos seus envolvidos, para que eles não sejam apenas receptores de informações. O projeto político-pedagógico da escola que queira abarcar essas questões precisa ponderar como fazer essa integração das tecnologias digitais para que os alunos possam aprender significativamente em um novo ambiente, que agora contempla o presencial e o digital.

 

Capítulo 3. Otimização do espaço escolar por meio do modelo de ensino híbrido — Fernanda Schneider

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FERNANDA SCHNEIDER

É trivial discutirmos a necessidade de readequação de nosso sistema de ensino no Brasil. A partir da elaboração dos Planos Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, e, posteriormente, com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2000), os professores tiveram a oportunidade de refletir sobre a necessidade de um ensino que valorize o pensamento crítico, desenvolvido a partir da interação entre os alunos, permitindo-lhes o contato com diferentes formas de pensar e ampliando sua autopercepção como cidadãos no contexto em que estão inseridos. A partir de então, podemos dizer que algumas modificações ocorreram em sala de aula; entretanto, parece-nos que essas mudanças estão mais atreladas ao conteúdo em si, não abordando, assim, a forma de ensinar. Isso não significa que esse fato não tenha sido importante: pensamos que a elaboração dos PCNs é um marco, mas é preciso ir além. Nesse sentido, este capítulo apresenta algumas considerações voltadas de modo mais específico para o aluno. Para isso, partimos da constatação de que as modificações no sistema educacional, como as proporcionadas pelos PCNs (1998a, 1998b), ainda não foram suficientes para que de fato tivéssemos um impacto altamente positivo na aprendizagem. Isso pode ser observado nas muitas pesquisas que têm sido realizadas e que envolvem ensino e aprendizagem: muitas delas têm apontado o fato de que os resultados, em muitas instituições de ensino, não satisfazem as expectativas em relação ao desempenho dos alunos. Entre esses trabalhos, podemos citar os estudos de Martinelli e Genari (2009), Silva e Brandão (2011), Souza e Zibetti (2011) e Bragagnolo e Souza (2011), que abordam o fracasso escolar a partir de causas como falta de motivação e de análise subjetiva do aluno, fatores biológicos, emocionais, familiares e culturais (PINHEIRO; WEBER, 2012). Além das pesquisas, podemos observar todos os anos os resultados das provas sistemáticas realizadas nas diferentes esferas educacionais. Para entender de fato o problema, certamente, pesquisas são necessárias, pois colaboram para o entendimento das necessidades e lançam luz a novos caminhos. No entanto, é preciso um olhar mais de perto, associando estudos e pesquisas ao mesmo tempo em que se questiona, discute e abre ­espaço a quem está em sala de aula no dia a dia: professores e alunos. Qual é a realidade das escolas no Brasil? O que o docente pode fazer? Como se sente o aluno? Como se sente o professor? É possível transformar a educação utilizando os recursos disponíveis? Que importância tem o desenvolvimento da autonomia do aluno para a aprendizagem? Como desenvolver a autonomia do estudante? Essas questões serão abordadas no decorrer do capítulo, e as noções a serem apresentadas são fruto de leituras, discussões e aplicações do modelo de ensino chamado híbrido em sala de aula. Para isso, baseamo-nos em autores como Fantin e Rivoltella (2012), Moran, Masetto e Behrens (2013), Rohrs (2010) e Lévy (1997). ­Primeiramente, na seção “Personalização do ensino: o que é, onde ocorre e quais são seus benefícios?”, abordamos a personalização e procuramos responder às questões propostas; em seguida, na seção “O desafio de promover a aprendizagem do aluno”, apresentamos aspectos que envolvem o desenvolvimento de todos os alunos; e, por fim, em “De mero espectador a protagonista da aprendizagem: o desenvolvimento da autonomia do aluno em diferentes contextos educacionais – relato de experiências”, apresentamos relatos de atividades e depoimentos, com o objetivo de compartilhar observações e de exemplificar questões práticas.

 

Capítulo 4. O professor no ensino híbrido — Leandro Holanda Fernandes de Lima, Flavia Ribeiro de Moura

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LEANDRO HOLANDA FERNANDES DE LIMA
FLAVIA RIBEIRO DE MOURA

O papel do professor está intrinsecamente relacionado com a evolução da informação na sociedade. O desenvolvimento da escrita com a inserção do espaçamento entre as palavras facilitou muito a forma de produzir informação e foi uma das causas do desenvolvimento das bibliotecas no século XVIII (CARR, 2010). O desenvolvimento do papel e dos livros permitiu que cada vez mais pessoas produzissem informação. Foi com a premissa de levar a informação à sociedade que surgiram os professores, os quais eram tutores com elevado conhecimento, obtido pela leitura silenciosa de muitos e muitos livros. A prática de ensinar era baseada naquilo que o tutor acreditava ser importante repassar aos seus alunos. Com o aumento da demanda, surgiram as salas de aula, e nelas o professor serviria como filtro de toda a informação que deveria chegar ao estudante.

Com o desenvolvimento da tecnologia, muita coisa mudou na forma de produzir e acessar a informação. A internet global foi criada nos anos de 1980, porém, somente em 1994 se tornou uma ferramenta funcional para utilização em computadores domésticos (INTERNET SOCIETY, c2015). Nas últimas duas décadas, muitos softwares, sites, plataformas e redes sociais foram criados, facilitando a autoria de informação. Hoje, podemos expor nossos pensamentos em um blog, ideias em vídeos e até mesmo opiniões em 140 caracteres. A forma como temos acesso à informação foi facilitada e se expandiu de forma exponencial. Podemos acessar rapidamente um livro do celular, em qualquer lugar, a qualquer momento.

 

Capítulo 5. Espaços de aprendizagem — Glauco de Souza Santos

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GLAUCO DE SOUZA SANTOS

A palavra escola vem do grego e significa “espaço do ócio” (ALVES; PRETTO, 1999), ou seja, para os gregos este espaço deveria ser local de lazer, descontração e, portanto, prazer. Definitivamente, o espaço denominado “escola” pelos gregos era bem diferente do que entendemos como escola hoje. Qualquer local onde eles pudessem se reunir e debater ideias poderia ser considerado uma escola. Era um espaço livre, onde o sujeito ia quando queria, permanecia o tempo que julgasse necessário e debateria temas que fossem definidos em conjunto com seu mestre. A prática escolar, para os gregos, estava mais associada ao livre interesse do aluno do que à prática repetitiva e orientada a uma determinada formação técnica.

Foi na Idade Média que o espaço escolar começou a adquirir a conotação que tem hoje. O homem medieval saía de sua casa para se dirigir a outro local específico, onde obteria conhecimentos específicos sobre determinada técnica de produção, fabricação ou conhecimentos orientados para o trabalho (KOSMINSKY, 1990). Com o surgimento da burguesia mercantil, já no final desse período, a escola e a universidade passam a ser espaços privilegiados de obtenção do conhecimento. Os debates perdem espaço para a instrumentalização do ensino. O espaço escolar passa a ser local de aquisição de saberes e técnicas.

 

Capítulo 6. A avaliação e a tecnologia: a questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido — Eric Freitas Rodrigues

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A questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido

ERIC FREITAS RODRIGUES

A experiência escolar é marcada por simbólicos momentos que nos permitem visualizar perfeitamente sua natureza cíclica. No construto escolar clássico, os alunos são recebidos em um modelo seriado que lhes permite, desde muito novos, notar os ritmos regulares com que passam, de bimestre a bimestre, boletim a boletim, por cada conjunto de informações e, ao completarem uma fase do currículo, retornam, no ano seguinte, para reiniciar a mesma jornada, uma etapa acima caso tenham obtido sucesso. Ao professor, cabe a outra face dessa relação: estabelecer um primeiro contato, delinear métodos de trabalho e programas curriculares, apresentar sua disciplina aos estudantes e avançar pelo currículo e pelas propostas até uma derradeira conclusão do ano, quando é feita a seleção dos alunos habilitados ou não a prosseguirem para um novo período de desafios.

Como qualquer jornada regida por ciclos, os eventos que se repetem tornam-se quase rituais que demarcam as etapas de um ano: a organização das turmas, a sequência dos bimestres (ou trimestres), a entrega de notas, os conselhos de classe, os períodos de recuperação e assim por diante. ­Entre esses “eventos-rituais”, a avaliação é um dos que carrega ainda mais significados, uma vez que, exatamente como um ritual de passagem, deve habilitar ou reter aqueles que a ela se submetem, abalizando os alunos capacitados, ou não, ao início de um novo ciclo, ao avanço de mais uma etapa.

 

Capítulo 7. As tecnologias digitais no ensino híbrido — Alexsandro Sunaga, Camila Sanches de Carvalho

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ALEXSANDRO SUNAGA
CAMILA SANCHES DE CARVALHO

Das muitas tecnologias utilizadas na escola, poucas se tornaram tão tradicionais como a lousa e o giz. Ultimamente, nas salas de aula, já podemos encontrar projetores multimídia e televisores digitais, mas poucos são utilizados devido à possível resistência por parte dos professores e gestores das escolas, que muitas vezes não tiveram a formação inicial para isso ou não possuem o conhecimento necessário para promover um uso de qualidade, por serem imigrantes digitais.

Tradicionalmente, as aulas são expositivas, e os alunos devem voltar para casa com o caderno repleto de conteúdos copiados da lousa, pois acredita-se que essa seja uma forma eficiente de ensino. Porém, com o avanço das tecnologias digitais e a consequente facilidade de acesso à informação, a escola já não é a única fonte de conhecimento disponível para as pessoas. Por meio do desenvolvimento dos computadores, smartphones, tablets e internet, pode-se aprender em qualquer lugar e a qualquer hora. Contudo, o papel da escola não termina, mas se expande, e cabe a ela direcionar e capacitar os alunos a explorar responsavelmente esses novos caminhos.

 

Capítulo 8. Quando a inovação na sala de aula passa a ser um projeto de escola — Verônica Cannatá

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VERÔNICA CANNATÁ

Este capítulo é um convite à reflexão sobre a importância do envolvimento da equipe de gestão na validação de mudanças significativas no ensino e na escola, seja a partir de um modelo sustentado, seja a partir de um modelo disruptivo. Mais precisamente, é uma tentativa de percurso pelos elementos e figuras representativos da gestão escolar e sua relação com a implantação de um modelo de ensino híbrido. O diretor, o coordenador, o professor, o aluno e o funcionário são agentes desse processo, e uma gestão pode ser democrática e eficaz se eles se integrarem e executarem suas ações em parceria.

Quando falamos em escola, para muitos, a palavra gestão está associada apenas à figura do diretor. Administrar, gerenciar, direcionar, organizar, gerir, decidir e escolher os caminhos e os investimentos da instituição são as atribuições desse profissional que vêm à mente.

Uma instituição educacional, seja ela pública ou privada, em seu sistema hierárquico, atribui poderes de atuação e gestão ao diretor; porém, é preciso levar em conta a contradição de sua função (PARO, 1991). Se a instituição é pública, a autonomia do diretor, a partir de parâmetros nacionais educacionais e administrativos, passa a ser atribuída à garantia da ordem, à execução de processos, à administração de recursos (muitas vezes escassos!), à validação de planejamentos e ao cumprimento de regimentos e estatutos previamente elaborados pelas Secretarias de Educação. O poder do diretor é limitado pelo poder do Estado.

 

Capítulo 9. A cultura escolar na era digital: o impacto da aceleração tecnológica na relação professor-aluno, no currículo e na organização escolar — Rodrigo Abrantes da Silva, Ailton Luiz Camargo

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O impacto da aceleração tecnológica na relação professor-aluno, no currículo e na organização escolar

RODRIGO ABRANTES DA SILVA
AILTON LUIZ CAMARGO

Qual o significado da expressão “cultura escolar”? Trata-se de sua cultura material? Da cultura dos alunos? Dos princípios e valores que definem sua política pedagógica? De seu sistema de gestão? Enfim, quais seriam os elementos definidores da cultura escolar?

A escola e o sistema educativo em seu conjunto podem ser entendidos como uma instância de mediação entre os significados, os sentimentos e as condutas da comunidade social e o desenvolvimento particular de novas gerações. (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 11).

Não podemos ignorar que a atividade educativa é, antes de tudo, uma manifestação cultural e, portanto, constitui-se ao longo do tempo por meio de rupturas, mudanças e transformações sociais, políticas e econômicas. Além disso, ela está diretamente vinculada às tradições, aos valores, às ideias e aos costumes de um povo, em um determinado período histórico.

 

Capítulo 10. Planejando a mudança — Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani

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LILIAN BACICH
ADOLFO TANZI NETO
FERNANDO DE MELLO TREVISANI

A seguir, apresentaremos alguns planos de aulas que foram elaborados e aplicados pelos professores do nosso Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido. Os planos estão comentados e envolvem cada um dos modelos citados ao longo do livro: rotação por estações, laboratório rotacional, sala de aula invertida, rotação individual e flex.

Ao final, são apresentados outros planos de aula, mas sem comentários. O objetivo é que você se baseie nos comentários e observações realizados nos primeiros planos para refletir sobre todos os aspectos envolvidos em um modelo de ensino híbrido. Algumas questões norteadoras serão apresentadas, porém não se restrinja a elas! Pense sobre todos os pontos abordados e discutidos no decorrer desta obra para refletir e construir o modelo de ensino híbrido mais adequado à sua realidade. Boa leitura!

Para ver esta tabela como imagem, clique aqui.

PLANO DE AULA: Modelo de rotação por estações

 

Anexo 1: Esclarecendo dúvidas sobre os modelos de ensino híbrido

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Apresentamos nesta seção algumas respostas de questionamentos que surgiram durante todo o processo do Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido em momentos de socialização dos aprendizados do grupo com outros professores interessados no tema. As respostas foram elaboradas pelos professores participantes do Grupo de Experimentações, após vivenciarem diferentes modelos de ensino híbrido em suas aulas. Acreditamos que essas dúvidas permeiam todos que começam a trabalhar com aulas nos modelos de ensino híbrido apresentados neste livro, e, apesar de não existirem respostas únicas, sabemos que esse pode ser um ponto de partida para futuras reflexões e desencadeamentos de como podemos usar o ensino híbrido da melhor forma no contexto educacional de nosso país.

ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA

Como dividir os alunos por atividade?

Ao iniciar uma atividade no modelo de ensino híbrido, o professor pode organizar e dividir os estudantes da forma que julgar mais apropriada para a sua turma, seja pelos números (pares ou ímpares, por exemplo), pelo sexo, por sorteios, pela ordem de chamada, etc. À medida que ele for observando e identificando as dificuldades dos alunos, poderá, nas aulas seguintes, personalizar as atividades de acordo com as dificuldades a serem trabalhadas por grupo e/ou por indivíduo. O grande diferencial do modelo de ensino híbrido é a personalização do ensino.

 

Anexo 2: Recursos: sugestões

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Recurso

Descrição

Endereço

Indicação

Plataformas e Plataformas Adaptativas

Moodle

Software livre (gratuito) de apoio à aprendizagem, em que há possibilidade de trocas entre grupos, acompanhamento individual e acompanhamento de ensino a distância.

www.moodle.org

Todas as áreas do conhecimento

Edmodo

Plataforma que permite troca de materiais entre professores e/ou alunos a partir de interesses em comum, possibilitando que os docentes vejam trabalhos de outros.

www.edmodo.com

Todas as áreas do conhecimento

Google Docs

Compartilhamento de arquivos e construção colaborativa de conteúdos.

docs.google.com

Todas as áreas do conhecimento

Khan Academy

Plataforma adaptativa de matemática. Fornece feedback em tempo real para professores e alunos, identificando suas dificuldades.

pt.khanacademy.org

Matemática

Geekie

Personaliza o ensino para cada aluno, possibilitando que professores e escolas acompanhem o desempenho e conheçam as características de aprendizado de cada estudante.

 

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