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Psicometria

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Primeiro livro da coleção Avaliação Psicológica, Psicometria é uma introdução concisa e acessível à área, em que os autores abordam: -  o uso de métodos, técnicas e testes  - o desenvolvimento, a adaptação e a validação de testes  - os aspectos éticos envolvidos  - as formas de construir e administrar testes  - a validade e a fidedignidade  - o sistema de avaliação de testes psicológicos – Satepsi

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Capítulo 1. O que é avaliação psicológica – métodos, técnicas e testes

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O QUE É AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA –

MÉTODOS, TÉCNICAS E TESTES

Claudio Simon Hutz

A avaliação psicológica é um processo, geralmente complexo, que tem por objetivo produzir hipóteses, ou diagnósticos, sobre uma pessoa ou um grupo. Essas

hipóteses ou diagnósticos podem ser sobre o funcionamento intelectual, sobre as características da personalidade, sobre a aptidão para desempenhar uma ou um conjunto de tarefas, entre outras possibilidades. Às vezes, a expressão testagem psicológica é usada como sinônimo de avaliação psicológica. Aqui, é necessário cuidado. A testagem psicológica é parte (e nem sempre ou não necessariamente) da avaliação psicológica. Embora uma avaliação psicológica possa ser feita, em certos casos específicos, usando apenas testes psicológicos, essa não é a regra.

Antes de avançar, é importante mencionar que a avaliação psicológica tem uma longa história na psicologia, sendo uma de suas áreas mais antigas (Anastasi & Urbina, 2000; Primi, 2010). Testagens em larga escala começaram a ser usadas na China, há mais de 2.200 anos, durante a dinastia Han (206 a.C.), quando se iniciou um sistema imperial de seleção (Bowman, 1989), mas foi efetivamente no fim do século XIX, na França, que a testagem psicológica moderna começou.

 

Capítulo 2. Questões básicas sobre mensuração

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QUESTÕES BÁSICAS SOBRE MENSURAÇÃO

Nelson Hauck Filho

Cristian Zanon

N

ão é fácil definir o que significa medir. Mais complexo ainda é estabelecer de que forma fenômenos não diretamente observados, como a personalidade, a

felicidade ou a depressão, podem ser quantificados. Seria mesmo possível mensurar algo tão impalpável quanto a inteligência de uma pessoa, da mesma forma como os físicos medem variáveis como velocidade, aceleração e atrito? Seriam as emoções humanas passíveis de mensuração? Essas questões têm ocupado gerações de pesquisadores, o que produziu um número de elaboradas tentativas de resposta. O objetivo deste capítulo é conduzir o leitor por algumas das principais abordagens ao problema da medida psicológica. Mais especificamente, serão apresentados a Teoria Clássica dos Testes, as Escalas de Medida, a Teoria da Medida Conjunta e os Modelos de Variáveis Latentes. Uma avaliação crítica levantará pontos fortes e fragilidades de cada abordagem, sem que seja defendido um ponto de vista superior aos demais.

 

Capítulo 3. Normas

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NORMAS

Juliana Cerentini Pacico

Idesenvolver nterpretar os escores decorrentes do uso de um teste é tão importante quanto ou adaptar instrumentos e aplicá-los de maneira correta. Para in-

terpretar os escores, é necessário que sejam desenvolvidas normas. É por meio delas que será possível atribuir significado aos escores obtidos pelo sujeito. Se uma pessoa tem pontuação de 25 em um teste de raciocínio verbal e 95 em outro de atenção, pouco é possível dizer com apenas essas informações. Para que o profissional possa classificar os escores (elevados, baixos, medianos, etc.), ele precisa de um referencial, que é fornecido pelas normas.

Dessa forma, na testagem de referência normativa, o escore individual do testando adquire significado pela comparação com os escores do grupo. As normas são o referencial utilizado como comparação, ou seja, os dados de desempenho de um grupo em um teste específico que serão utilizados como referência para a interpretação de escores individuais (Anastasi & Urbina, 2000;

 

Capítulo 4. Como é feito um teste? Produção de itens

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COMO É FEITO UM TESTE?

PRODUÇÃO DE ITENS

Juliana Cerentini Pacico

DOIS CAMINHOS: CONSTRUÇÃO E ADAPTAÇÃO

DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

A avaliação psicológica é a atividade constituída pela busca sistemática de conhecimento a respeito do funcionamento psicológico das pessoas. Ao avaliar, o psicólogo mede variáveis, compara padrões, testa hipóteses, etc. Em geral, a avaliação é realizada com o objetivo de orientar ações e decisões futuras (Primi,

2010). Nesse contexto, os testes auxiliam o psicólogo, servindo como uma ferramenta acessória ao processo de avaliação (Noronha, et al., 2002).

Os instrumentos de avaliação psicológica são ferramentas que representam avanço científico na área de avaliação psicológica (Noronha, et al., 2002).

Eles permitem maior objetividade na testagem, já que utilizam técnicas para operacionalização daquilo que será medido. Com eles, o psicólogo pode, por exemplo, medir personalidade, inteligência e atenção. Os escores obtidos pelo sujeito auxiliam o profissional a identificar se existe a necessidade de alguma intervenção ou tratamento.

 

Capítulo 5. Validade

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VALIDADE

Juliana Cerentini Pacico

Claudio Simon Hutz

Andréia M. de A. Schneider

Denise Ruschel Bandeira

A lgumas exigências acerca dos testes devem ser satisfeitas a fim de que eles possam ser considerados adequados para uso. Uma delas se refere ao quanto o

teste é legítimo com relação àquilo que mede. Quando se utiliza uma variável como peso, por exemplo, sabemos que uma balança mede essa variável. O instrumento, a balança, é legítimo, pois mede peso. Essa ideia está relacionada ao conceito de validade.

A utilização do conceito de validade acompanha a história do desenvolvimento dos testes. Embora vários autores se refiram ao termo, ele foi usado com diferentes significados. Houve algumas tentativas de uniformizar e formalizar o conceito de validade e procedimentos para validação. Entretanto, algumas não tiveram sucesso. Apenas em 1921, nos Estados Unidos, com o trabalho de um comitê, a National Association of Directors of Educational, foi possível concluir essa tarefa (Newton & Shaw, 2014). A definição clássica de validade foi apresentada no relatório resultante: validade se refere ao grau em que um teste mede aquilo que se propõe a medir (Buckingham, 1921; Markus & Bosboorm, 2013). O que se queria dizer com isso é que um teste era considerado válido quando os itens mediam comportamentos como expressão do traço latente (o construto avaliado pelo teste) que se desejava mensurar (Pasquali, 2007). A partir dessa visão, os itens (idealmente) deveriam refletir o traço latente como se fossem um espelho, no que se refere a conceito, conteúdo e relações com outras variáveis. Em função de a validade e a fidedignidade (que será discutida em outro capítulo deste livro) serem questões centrais tão fundamentais para a avaliação, a American Psychological Association (APA) produziu um relatório tratando em detalhes esse assunto.

 

Capítulo 6. Fidedignidade

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FIDEDIGNIDADE

Cristian Zanon

Nelson Hauck Filho

F idedignidade, ou precisão, de um teste refere-se à estabilidade com que os escores dos testandos conservam-se em aplicações alternativas de um mesmo

teste ou em formas equivalentes de testes distintos (Anastasi & Urbina, 2000).

Quanto mais similares forem os escores dos testandos em aplicações distintas, maior será a fidedignidade de um teste; quanto mais diferentes forem os escores dos participantes, menor será a fidedignidade do teste. Em outras palavras, a análise da fidedignidade dos escores de um teste permite estimar o grau de flutuação esperado dos escores em aplicações subsequentes. Muitas variáveis podem influenciar na flutuação dos escores ao longo do tempo (p. ex., aprendizado, lembrança das respostas anteriores), e, por essa razão, diferentes procedimentos para estimar a fidedignidade e considerações sobre suas limitações serão apresentados ao longo deste capítulo.

O avanço da ciência em várias áreas está atrelado ao aprimoramento dos instrumentos de medida, que possibilitam a adequada avaliação e o estudo do fenômeno de interesse. A criação de telescópios com maior alcance e precisão foi fundamental para a observação e o avanço do conhecimento sobre o universo, por exemplo. Na psicologia, a situação não é diferente. A replicação de estudos constitui um aspecto fundamental da ciência. Por isso, é esperado que o teste usado nas pesquisas psicológicas consiga diferenciar apropriadamente testandos com diferentes níveis no traço latente de interesse (p. ex., baixo, médio, alto), mas também consiga recuperar esses escores posteriormente – considerando que o traço medido apresente estabilidade ao longo do tempo (p. ex., habilidades, personalidade, psicopatologia). Se esse não fosse o caso, qualquer diferença encontrada entre aplicações distintas do mesmo teste no mesmo grupo de sujeitos poderia decorrer de um problema de mensuração inadequada do fe-

 

Capítulo 7. Análise de itens e Teoria de Resposta ao Item (TRI)

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ANÁLISE DE ITENS E TEORIA DE

RESPOSTA AO ITEM (TRI)

Tatiana de Cassia Nakano

Ricardo Primi

Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes

A

Teoria de Resposta ao Item (TRI) não é propriamente uma teoria, e sim um modelo matemático que tem sido elaborado, de maneira mais intensa, des-

de os anos de 1950, embora suas raízes situem-se na década anterior. O avanço da informática e das máquinas de processamento (computadores) possibilitou, nos anos de 1980, o desenvolvimento de softwares apropriados para os cálculos que o modelo TRI exige (Pasquali & Primi, 2003). Tal teoria foi desenvolvida não para substituir a psicometria clássica, mas como evolução de seus princípios, complementando e avançando os recursos estatísticos de análise para itens e escalas.

O modelo avalia cada elemento do teste (cada item separadamente), e não o instrumento de forma geral, tal como a psicometria clássica faz. Sua importância ampara-se no fato de esse modelo permitir a superação de algumas das dificuldades para a mensuração presentes na Teoria Clássica dos Testes (TCT). Entre as dificuldades identificadas na TCT, destacam-se as relacionadas à estimação dos parâmetros dos itens e ao escore dos indivíduos, processos nos quais o escore do sujeito depende e varia de acordo com a amostra utilizada no seu cálculo, ou, ainda conforme a facilidade ou dificuldade dos itens contidos no teste. Diz-se, por esse motivo, que os procedimentos de análise embasados na TCT são dependentes da amostra (Embretson & Reise,

 

Capítulo 8. Análise de rede aplicada à psicometria e à avaliação psicológica

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ANÁLISE DE REDE APLICADA À

PSICOMETRIA E À AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Wagner de Lara Machado

João Vissoci

Sacha Epskamp

E ste capítulo apresenta a análise de rede e discute algumas de suas aplicações na psicometria e na avaliação psicológica, com o objetivo de proporcionar ao

leitor uma visão ampla e, ao mesmo tempo, aplicada dessa técnica com o auxílio de alguns exemplos práticos. Esses exemplos podem ser implementados no software gratuito Linguagem R ou em uma interface de uso chamada RStudio, em suas mais recentes versões. Mesmo um pesquisador iniciante pode aplicar esses exemplos em dados de domínio público ou próprios, seguindo os códigos aqui publicados. O capítulo está divido em três seções: princípios da análise de rede e sua relação com outros modelos psicométricos; tipos de rede e exemplos de aplicação; e impactos na psicometria e na avaliação psicológica.

Destacamos que, para a realização das análises apresentadas neste capítulo, seguimos um protocolo de pesquisa reprodutível (Vissoci et al., 2013) que envolve a publicação de um banco de dados para análises (mais bem descrito adiante).

 

Capítulo 9. O papel do teste na avaliação psicológica

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O PAPEL DO TESTE NA

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Caroline Tozzi Reppold

Léia Gonçalves Gurgel

A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E O USO DE TESTES

A avaliação psicológica é um processo abrangente, que objetiva a obtenção de dados detalhados sobre os sujeitos ou as situações avaliadas. Possibilita descrever comportamentos a partir de procedimentos variados, sendo os testes psicológicos um deles (Pacanaro, Alves, Rabelo, Leme, & Ambiel, 2011; Pasquali,

2001a). O psicólogo é o profissional habilitado para realizar a avaliação psicológica e, para isso, deve ter objetivos claros que possam guiá-lo até a conclusão.

Para este capítulo, e para a compreensão dos conceitos específicos acerca dos testes psicológicos, serão retomadas, a seguir, algumas definições básicas voltadas para a avaliação psicológica (Cunha, 2000a).

Inicialmente, é importante referir que é primordial que a avaliação psi­ cológica seja objetiva, uma vez que é a base para a tomada de decisão nas práticas profissionais do psicólogo. Para que, de fato, seja útil, deve ser o

 

Capítulo 10. Questões éticas na avaliação psicológica

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QUESTÕES ÉTICAS NA

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Claudio Simon Hutz

A avaliação psicológica consiste em um conjunto de procedimentos cujo objetivo final é beneficiar as pessoas ou os grupos que passam por esse processo.

Os resultados da avaliação psicológica são usados para muitas finalidades diferentes nas áreas da saúde, educação, organizações, jurídica, entre outras. Esse trabalho de psicólogos irá, por exemplo, orientar tratamentos, auxiliar na tomada de decisões sobre questões judiciais, sobre contratação e promoção de pessoas nas empresas, permitir ações para melhorar o desempenho escolar de crianças e adolescentes, entre muitas outras aplicações. Trata-se realmente de um trabalho importante que pode, quando bem feito, trazer muitos benefícios.

Contudo, pode também, exatamente por sua importância, trazer danos con­ sideráveis. Um erro de diagnóstico leva a um tratamento inapropriado. Uma avaliação inadequada que leve a erro em um processo de guarda de criança pode trazer prejuízos irremediáveis. A colocação de uma pessoa em uma função em que ela não terá bom desempenho, ou em um ambiente não compatível com suas características pessoais, leva a sofrimento (e eventualmente a demissão).

 

Capítulo 11. Testes psicológicos disponíveis no Brasil – o Satepsi

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TESTES PSICOLÓGICOS DISPONÍVEIS

NO BRASIL – O SATEPSI

Caroline Tozzi Reppold

Léia Gonçalves Gurgel

A CRIAÇÃO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO

DE TESTES PSICOLÓGICOS – SATEPSI

O Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi) é um sistema oferecido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2015) e foi criado por meio da

Resolução nº 002/2003 (CFP, 2003). Seu surgimento foi decorrente do elevado número de processos éticos e judiciais enviados aos Conselhos Estaduais e Federal que questionavam os princípios da avaliação psicológica e evidenciavam, em muitos casos, a falta de estudos adequados que indicassem a validade dos instrumentos utilizados em avaliações. Tais processos apontavam faltas éticas dos psicólogos em relação aos exames psicotécnicos, que eram constantemente contestadas, sobretudo por candidatos à Carteira Nacional de Habilitação e candidatos a cargos públicos reprovados em concursos na etapa referente à avaliação psicológica (Primi & Nunes, 2010).

 

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