Exercício Terapêutico - Na Busca da Função, 4ª edição

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Este livro é indispensável para que os estudantes de Fisioterapia e Educação Física desenvolvam as habilidades de raciocínio clínico necessárias para as melhores decisões. O conteúdo é estruturado de maneira bem fundamentada, que auxilia na escolha do exercício e fornece orientações para alcançar os resultados mais eficazes, visando à melhor capacitação funcional possível. _x000D_
A quarta edição do livro Exercício Terapêutico – Na Busca da Função foi criteriosamente aprimorada, dando ênfase ao restabelecimento da capacidade funcional. O livro segue as diretrizes mais recentes da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde, e reflete as estratégias mais atuais em Fisioterapia._x000D_
Principais características:_x000D_
• Vídeos online ilustram as técnicas dos exercícios de modo didático._x000D_
• Exercícios com etapas bem detalhadas tornam o aprendizado mais fácil_x000D_
• Estudos de caso ajudam o leitor a aplicar seus conhecimentos em situações específicas_x000D_
• Os blocos de construção apresentam situações para ajudar o leitor a sintetizar de modo crítico o conteúdo do capítulo_x000D_
• Novos boxes evidência e pesquisa possibilitam ao leitor identificar a evidência que fundamenta a intervenção escolhida _x000D_
• As seções orientações ao paciente, blocos de construção, estudos de caso, automanejo e intervenções selecionadas continuam sendo recursos pedagógicos fortes elaborados para integrar as aplicações de exercícios terapêuticos às muitas facetas do cuidado efetivo do paciente_x000D_
• Informações práticas, organizadas por região, ajudam o leitor a decidir quais exercícios ensinar, como ensiná-los e como avaliar o programa prescrito para alcançar o desfecho funcional desejado.

27 capítulos

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Capítulo 1 - Introdução ao Exercício Terapêutico e ao Modelo de Funcionalidade e Capacidade

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CAPÍTULO

1

Introdução ao Exercício

Terapêutico e ao Modelo de

Funcionalidade e Capacidade

Lori Thein Brody

Carrie M. Hall

ntre as muitas intervenções disponíveis ao fisioterapeuta, o exercício terapêutico é comprovadamente fundamental para melhorar a função e reduzir a incapacidade.1–7 A premissa deste livro é que a prescrição cuidadosa de exercícios terapêuticos possibilita alterações significativas do desempenho funcional e da incapacidade dos indivíduos. Os fisioterapeutas têm a formação profissional para a prescrição de exercícios terapêuticos.

E

Definição de fisioterapia

A Federation of State Boards of Physical Therapy8 define a prática de fisioterapia como (na linguagem atualizada fornecida pelos autores):

1. Examinar, avaliar e testar indivíduos com comprometimentos (deficiências) mecânicos, fisiológicos e desenvolvimentais; limitações nas atividades e restrições à participação ou outras condições relacionadas com a saúde e com o movimento, a fim de determinar o diagnóstico, o prognóstico e o plano de tratamento e a intervenção; e avaliar os efeitos continuados da intervenção.

 

Capítulo 2 - Manejo do Paciente

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CAPÍTULO

2

Manejo do Paciente

Carrie M. Hall

fisioterapeuta é responsável por: avaliação e manejo do sistema de movimento de um indivíduo ao longo de sua vida para promover o desenvolvimento ótimo; diagnosticar comprometimentos (deficiências), limitações nas atividades e restrições à participação; e providenciar intervenções direcionadas para prevenção ou alívio das limitações nas atividades e das restrições à participação.1

Uma compreensão clara do sistema de Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), apresentado no Capítulo 1, possibilita que o fisioterapeuta institua o manejo ótimo do paciente por meio da compreensão das relações entre movimento, função e estrutura do corpo, capacidade funcional e participação nas atividades nos ambientes esperados.

O conhecimento do sistema CIF possibilita que o fisioterapeuta:

O

• Realize exames e avaliações abrangentes e eficientes de comprometimentos e limitações nas atividades relacionados com as limitações na participação e com fatores ambientais e pessoais exclusivos do paciente

 

Capítulo 3 -Estratégias para Melhorar os Desfechos do Exercício Terapêutico

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CAPÍTULO

3

Estratégias para

Melhorar os Desfechos do Exercício Terapêutico

Lori Thein Brody

melhor programa de exercícios terapêuticos proposto será

 infrutífero se os exercícios forem feitos incorretamente ou se sequer forem feitos. Ensinar aos pacientes o automanejo sua condição entre as sessões é um componente essencial do atendimento ao paciente. As mudanças na estrutura do sistema de saúde, as questões de reembolso e o aumento da prevalência de problemas crônicos exigem que se oriente os pacientes sobre suas condições e ensine a eles estratégias efetivas de automanejo. Na prática clínica, orientar é um processo contínuo e sempre em mudança. Muitos fisioterapeutas acham que não são mais prestadores de serviços de reabilitação em tempo integral, mas sim educadores, administradores e clínicos em tempo parcial.1 O ensino de estratégias de automanejo estende o impacto do profissional da saúde além da consulta presencial e mune o paciente com ferramentas que o ajudam a se recuperar do seu problema atual e prevenir uma recorrência.

 

Capítulo 4 - Prevenção e Promoção da Saúde, do Bem-Estar e da Aptidão Física

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CAPÍTULO

4

Prevenção e Promoção da Saúde, do Bem-Estar e da Aptidão Física

Janet R. Bezner

A função de proteger e desenvolver a saúde tem de ser considerada mais importante até do que restaurá-la quando ela está prejudicada.

Hipócrates s intervenções destinadas a prevenir lesões e doenças estão entre as muitas ferramentas que os fisioterapeutas usam diariamente para atender às necessidades de saúde dos pacientes e clientes atendidos. Na verdade, os esforços de prevenção, promoção da saúde, aptidão física e bem-estar recentemente receberam mais atenção à medida que os EUA lutam para controlar a escalada dos custos com cuidados de saúde e para interromper a progressão das doenças crônicas que alcançaram proporções epidêmicas.1,2 Estima-se que 50% das mortes prematuras nos EUA estejam relacionadas com fatores de estilo de vida modificáveis.3 Assim, existe claramente necessidade de programas de prevenção efetivos e esforços destinados a reduzir os fatores de risco e melhorar a saúde e o bem-estar.

 

Capítulo 5 - Comprometimento do Desempenho Muscular

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CAPÍTULO

5

Comprometimento do

Desempenho Muscular

Lori Thein Brody

Carrie M. Hall

desempenho muscular é um componente essencial na vida de uma pessoa. Toda atividade humana, de respirar a ir ao banheiro ou correr uma maratona, requer atividade muscular. Fatores fisiológicos, anatômicos, psicológicos e biomecânicos afetam o desempenho muscular. Patologias e doenças que afetam os sistemas cardiovascular, endócrino, tegumentar, musculoesquelético, neuromuscular ou pulmonar também podem afetar o desempenho muscular; o treinamento de força pode melhorar a função desses sistemas. O comprometimento do desempenho muscular pode ser considerado como deficiências da força, potência ou resistência muscular. Essas deficiências têm de ser relacionadas com uma limitação na atividade ou restrição à participação, ou promover a prevenção, a saúde, o bem-estar e a aptidão física, a fim de justificar a intervenção por exercícios terapêuticos. Por exemplo, um indivíduo que não tem a capacidade muscular de carregar uma sacola de compras até em casa precisa de intervenção para poder realizar essa atividade instrumental da vida diária. Um trabalhador que não apresenta resistência muscular para manter uma postura eficiente e padrões de movimento seguros ao longo da jornada de trabalho exige intervenção para evitar comprometimento laboral. Uma pessoa com osteoartrite de joelho e baixo desempenho do músculo quadríceps femoral precisa de treinamento deste músculo para evitar deterioração adicional da articulação do joelho.

 

Capítulo 6 - Comprometimento da Capacidade Aeróbica/Resistência

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CAPÍTULO

6

Comprometimento da Capacidade

Aeróbica/Resistência

Janet R. Bezner

resistência cardiovascular consiste na capacidade do sistema cardiovascular (p. ex., coração, pulmões e sistema vascular) de absorver, extrair, entregar e usar oxigênio e remover produtos residuais. A resistência cardiovascular, ou capacidade aeróbica, apoia a realização de atividades repetitivas com uso de grandes grupos musculares por longos períodos. Todos os pacientes e clientes necessitam de capacidade aeróbica adequada, especialmente aqueles que trabalham em casa ou exercem atividades laborais; realizam atividades desportivas de todos os níveis, habilidades e tipos; e praticam atividades físicas para diversão ou lazer. Ao mesmo tempo, essas atividades também melhoram comprometimentos na capacidade aeróbica e, portanto, são úteis terapeuticamente no contexto da reabilitação.

A literatura contém fortes evidências de que a prática regular de atividades de resistência cardiorrespiratória reduz o risco de desenvolver doenças, como doenças cardiorrespiratórias, doenças metabólicas (diabetes melito e síndrome metabólica) e cânceres de mama e cólon, além de diminuir o risco de depressão e o declínio cognitivo. Além disso, está associada a menores taxas de mortalidade em idosos e adultos.1–3 Apesar dessas evidências, pesquisas recentes sobre as tendências de prática de exercício dos habitantes dos EUA ilustram que aproximadamente 51,6% dos adultos dos EUA realizam 150 min de atividade física aeróbica por semana.4 Adolescentes e adultos jovens (idades entre

 

Capítulo 7 - Comprometimento da Amplitude de Movimento e da Mobilidade Articular

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CAPÍTULO

7

Comprometimento da

Amplitude de Movimento e da Mobilidade Articular

Lori Thein Brody

maior parte dos pacientes com condições ortopédicas precisa de atividades de mobilidade durante o processo de reabilitação. O fisioterapeuta precisa aplicar técnicas de reabilitação intervencionistas, bem como instruções para um programa de exercícios domiciliares. Executar as atividades de mobilidade não é tão difícil quanto escolher o nível adequado de assistência e garantir que o paciente esteja realizando o exercício corretamente. Instruções claras e a prática supervisionada na presença do fisioterapeuta podem evitar mal-entendidos em relação à realização do exercício.

Os exercícios de mobilidade podem ser introduzidos no começo do programa de reabilitação e realizados ao longo de todo o programa para a manutenção. Alguns indivíduos precisam de exercícios de mobilidade progressivos ao longo do curso da reabilitação, passando de atividades de amplitude de movimento passiva (ADMP) para ativo-assistida (ADMAA) para ativa (ADMA). A escolha das atividades de mobilidade depende do estágio de cicatrização, da duração da imobilização, da quantidade e do tipo de tecido afetado, e da lesão ou cirurgia específica. A compreensão dos efeitos da diminuição na mobilidade e da remobilização é a chave para fazer escolhas de exercício de mobilidade apropriadas. O fisioterapeuta também deve perceber que a imobilização é relativa; pode ser imposta externamente por um imobilizador ou aparelho gessado, ou o paciente pode se “autoimobilizar” descontinuando o uso do membro.

 

Capítulo 8 - Comprometimento no Equilíbrio e na Mobilidade

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CAPÍTULO

8

Comprometimento no

Equilíbrio e na Mobilidade

Colin R. Grove

Judith Dewane

Lori Thein Brody

equilíbrio é uma consideração importante ao reabilitar pacientes com uma variedade de condições. O treinamento do equilíbrio é reconhecido há muito tempo como parte integrante da prática clínica.1–4 As condições de saúde podem resultar de um comprometimento no equilíbrio ou levar a um comprometimento no equilíbrio. Por exemplo, um paciente que foi submetido à reconstrução do ligamento cruzado anterior, lacerado enquanto jogava basquete, pode apresentar comprometimento residual em apoio unipodal (AUP). Alternativamente, um paciente com comprometimento no equilíbrio decorrente de uma doença de Parkinson pode sofrer uma queda, que resulta em fratura de quadril e em aumento na incapacidade relativa à mobilidade. O plano de cuidado para cada um desses pacientes deve incluir um componente de equilíbrio. No entanto, o fisioterapeuta deve ter em mente que a habilidade de manter o equilíbrio é multidimensional e o equilíbrio comprometido não é um comprometimento simples, como um comprometimento na amplitude de movimento (ADM). Em vez disso, o equilíbrio prejudicado representa um “supercomprometimento” em que diversos sistemas corporais subjacentes podem estar afetados. Assim, o componente de equilíbrio de um plano de cuidado diferirá muito entre os pacientes, muitas vezes até mesmo entre aqueles com um diagnóstico clínico idêntico.

 

Capítulo 9 - Comprometimento da Postura e do Movimento

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CAPÍTULO

9

Comprometimento da

Postura e do Movimento

Carrie M. Hall

ara os fisioterapeutas, é intuitivo considerar a postura e o movimento como causas subjacentes ou fatores contribuintes de síndromes de dor musculoesquelética (SDME)1

(Boxe 9.1). No entanto, para nossa surpresa, a literatura em geral não confirma uma correlação forte entre a postura, o movimento e a dor.5−10 Mesmo quando há evidências de correlação, é difícil sugerir a causalidade. Dois fatores estarem correlacionados não significa necessariamente que um cause o outro (correlação não implica causalidade)11 (Evidência e Pesquisa 9.1). Raramente a causalidade é tão simples como tendemos a pensar e, talvez por isso, sua complexidade em geral passe despercebida ou seja realmente ignorada. Nexos causais mal compreendidos podem resultar na escolha de ações inefetivas, na perpetuação de práticas danosas e na negligência de alternativas benéficas

(Evidência e Pesquisa 9.2).

P

 

Capítulo 10 - Dor

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CAPÍTULO

10

Dor

Lori Thein Brody

dor é uma experiência psicossomática, que é afetada por fatores culturais, históricos, ambientais e sociais. A prevalência da dor crônica aumenta a partir dos 18 até os 70 anos de idade, e aproximadamente 23% dos pacientes na sétima década de vida queixam-se de dor crônica.1 É mais comum em mulheres do que em homens. Diferentemente de certos comprometimentos, como perda do movimento ou da força, que podem ser observados e medidos com instrumentos, como goniômetros e dinamômetros, a dor é difícil de ser medida. Embora o movimento limitado produza limitações da atividade ou restrições na participação observáveis, a dor produz limitações da atividade e restrições na participação que nem sempre podem ser observadas por uma pessoa leiga. Essa situação produz ansiedade para o paciente e pode constituir uma fonte de conflito entre cônjuges, membros da família, amigos e colegas de trabalho. O fisioterapeuta precisa reconhecer o impacto profundo da dor sobre o paciente e fornecer-lhe estratégias para controlar a dor.

 

Capítulo 11 - Lesão dos Tecidos Moles e Manejo Pós-operatório

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CAPÍTULO

11

Lesão dos Tecidos Moles e Manejo Pós-operatório

Lori Thein Brody

maioria dos problemas musculares esqueléticos melhora com tratamento conservador. Pacientes que desenvolvem lesões causadas por uso excessivo, ou têm distensões, entorses ou contusões leves podem esperar o retorno completo da função em questão de dias ou semanas. Por exemplo, a maioria dos pacientes com lombalgia aguda recuperam-se em 12 semanas sem cirurgia.1 No entanto, alguns problemas musculares esqueléticos não melhoram apenas com tratamento conservador. Em tais casos, pode ser necessária intervenção cirúrgica para que o paciente recupere a função ideal. O conhecimento dos fundamentos da fisiologia do tecido conjuntivo e da resposta à carga

(estresse) forma a base dos programas de reabilitação destinados tanto ao manejo conservador como ao manejo pós-operatório.

Considere essa informação no contexto das intervenções usadas para melhorar a mobilidade, a capacidade aeróbica e o desempenho muscular, conforme discutido nos Capítulos 5, 6 e 7. O manejo apropriado de lesões agudas pode impedir que uma lesão aguda se torne uma condição crônica (ver Capítulo 2).

 

Capítulo 12 - Exercício Terapêutico para Artrite

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CAPÍTULO

12

Exercício Terapêutico para Artrite

Lori Thein Brody

Kimberly D. Bennett

Patologia

Um princípio importante da intervenção terapêutica é que o tratamento deve considerar as causas subjacentes de doença, bem como os efeitos resultantes sobre a função e a estrutura do corpo, a atividade e a participação (ver Capítulo 1). Tal abordagem exige entendimento da patologia e de sua relação com efeitos funcionais mais amplos para orientar o plano de tratamento, incluindo a escolha do tratamento, o entendimento das precauções e a formulação de objetivos racionais.

Artrite significa literalmente inflamação articular, mas existem cerca de 100 tipos diferentes de artrite (inflamatórias e não inflamatórias, que afetam não apenas articulações mas também tecidos moles). A osteoartrite (OA) e a artrite reumatoide (AR), duas das formas mais comuns de artrite, são discutidas neste

capítulo. A OA representa um tipo de patologia localizada, não sistêmica, principalmente não inflamatória. Em contraste, a AR

 

Capítulo 13 - Exercício Terapêutico em Obstetrícia

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CAPÍTULO

13

Exercício Terapêutico em Obstetrícia

Elizabeth A. V. Bloom

Melissa Fischer

M. J. Strauhal

partir do momento da concepção, a gravidez modifica profundamente a fisiologia da mulher. As alterações no sistema corporal acontecem durante toda a gravidez e por meses após o parto. Tais alterações são necessárias para satisfazer às necessidades diversas de crescimento e desenvolvimento do feto, as demandas metabólicas da gravidez e proteger o funcionamento fisiológico normal.1−4 Ao considerar essas alterações, o fisioterapeuta consegue implementar com cuidado um programa de exercício terapêutico que seja seguro para a mãe e o feto. As razões para a prescrição de exercício terapêutico incluem:

A

• Condições primárias não relacionadas com a gravidez

• Distúrbios relacionados com as alterações fisiológicas da gravidez, como dor nas costas, postura errada ou cãibras nas pernas

• Benefícios físicos e psicológicos

• Disfunção do assoalho pélvico

 

Capítulo 14 - Aplicações da Cadeia Cinética no Movimento Funcional

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CAPÍTULO

14

Aplicações da Cadeia

Cinética no Movimento

Funcional

Danny McMillian

Os eventos motores formam uma longa cadeia de causa e efeito.

– Arthur Steindler, MD

A

citação reproduzida acima capta a premissa fundamental

 deste capítulo. O movimento consiste em uma série

complexa de precursores e consequências e raramente ocorre de forma isolada. O objetivo deste capítulo é entender as relações que afetam a cadeia cinética (CC) de causa e efeito.

Fonseca definiu cadeia cinética como segmentos mecanicamente acoplados, nos quais as forças que se originam em um segmento são transferidas a outros, enquanto a expressão cadeia cinemática refere-se ao efeito dos segmentos mecanicamente acoplados no movimento.1 De acordo com o uso comum em medicina musculoesquelética, este capítulo utiliza o termo

“cadeia cinética” para descrever forças e movimentos acoplados

(Evidência e Pesquisa 14.1).

Evidência e Pesquisa 14.1

 

Capítulo 15 - Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva

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CAPÍTULO

15

Facilitação Neuromuscular

Proprioceptiva

Kyle M. Yamashiro

Rafael F. Escamilla

História e bases teóricas

Os fundamentos da facilitação neuromuscular proprioceptiva

(FNP) foram estabelecidos inicialmente pelo neurofisiologista

Sir Charles Scott Sherrington no início do século XX, quando publicou o estudo On Plastic Tonus and Proprioceptive Reflexes

(em português, Sobre o Tônus Plástico e os Reflexos Proprioceptivos),1 no qual ele delineou as propriedades neurofisiológicas inibitórias e excitatórias do sistema neuromuscular. Em meados da década de 1940, esses princípios foram mais desenvolvidos pelo neurofisiologista Dr. Herman Kabat que, naquela época, descreveu-os como “facilitação proprioceptiva” e publicou seus primeiros artigos utilizando esta expressão.2 Em 1946, o Dr. Kabat começou a investigar os padrões de movimento naturais para reabilitar os músculos dos pacientes com paralisia flácida causada por poliomielite e, pouco tempo depois, descobriu que os padrões típicos de movimento dos seres humanos envolviam padrões diagonais que utilizavam vários músculos e articulações. Antes da “facilitação proprioceptiva”, a reabilitação geralmente era realizada com uma articulação e um músculo de cada vez.

 

Capítulo 16 - Exercício Terapêutico Aquático

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CAPÍTULO

16

Exercício Terapêutico

Aquático

Lori Thein Brody

mbora a água seja utilizada terapeuticamente há séculos, apenas recentemente seu uso tornou-se difundido na área de reabilitação. As propriedades singulares de flutuação e resistência da água tornam este elemento um recurso útil aos exercícios terapêuticos e as vantagens da redução de cargas e da imersão em um meio resistivo são bem reconhecidas. Desse modo, o conhecimento da reabilitação aquática foi ampliado enormemente. Assim como ocorre com os exercícios realizados no solo, foram desenvolvidas várias técnicas, escolas de pensamento e abordagens terapêuticas. O método de Halliwick, o método de Bad Ragaz Ring, Watsu e Ai Chi são exemplos de abordagens à reabilitação aquática. O leitor pode encontrar mais informações sobre essas técnicas na seção Recursos Adicionais ao final do capítulo.

Assim como outras abordagens de exercício terapêutico, é importante entender que a água é um recurso com vantagens e desvantagens. Nem todos os pacientes são candidatos apropriados à reabilitação aquática. Os pontos fortes e fracos de cada modalidade terapêutica devem ser adaptados às necessidades do paciente. Como a água é um ambiente singular, o fisioterapeuta deve entrar na piscina e experimentar os efeitos dos diversos exercícios, antes de prescrevê-los para seus pacientes.

 

Capítulo 17 - Região Lombopélvica

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CAPÍTULO

17

Região Lombopélvica

Carrie M. Hall

or lombar (lombalgia) é uma das razões mais comuns de consultas médicas e é uma das causas principais de incapacidade nos países ocidentais, resultando em enormes

ônus pessoais, sociais e econômicos.1 Algumas estimativas sugerem que cerca de 60 a 80% de todos os indivíduos sentem dor lombar em alguma época de sua vida.2 Uma publicação de 2012 do Centro

Nacional de Estatísticas de Saúde do Centers for Disease Control and Prevention relatou que 28,4% dos adultos com mais de 18 anos apresentaram lombalgia nos últimos 3 meses3 e que 24,7% referiam limitações de suas funções físicas,4 ou seja, mais de 7 milhões de adultos com limitações de atividade em razão de problemas relacionados com a região lombar.5 Embora a grande maioria dos episódios de lombalgia regrida em 2 a 4 semanas (fase aguda), 25% dos pacientes apresentam episódios repetidos no período de

1 ano.6,7 A prevalência da lombalgia tem impacto socioeconômico significativo, com custos diretos e indiretos calculados entre US$

 

Capítulo 18 - Assoalho Pélvico

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CAPÍTULO

18

Assoalho Pélvico

Elizabeth R. Shelly

Sherri S. Holt

termo disfunção do assoalho pélvico refere-se a disfunção de toda pelve, inclusive problemas funcionais dos sistemas genital, urinário e digestório, além de alterações neuromusculoesqueléticas. Os fisioterapeutas comumente participam da reabilitação de pacientes com os seguintes diagnósticos:

O

Incontinência urinária (IU)

Incontinência fecal

Prolapso de órgãos pélvicos

Retenção urinária

Dor pélvica

Coito doloroso.

O termo MAPs (músculos do assoalho pélvico) descreve coletivamente um conjunto de músculos esqueléticos voluntários, que se estendem do púbis ao cóccix. A reabilitação dos MAPs utiliza as mesmas técnicas de treinamento dos outros músculos esqueléticos do corpo e pode evitar ou tratar disfunção do assoalho pélvico1 (Evidência e Pesquisa 18.1 e 18.2).

Evidência e Pesquisa 18.1

Um estudo recente investigou a prevalência da incontinência urinária de esforço (IUE) em uma amostra de 408 pacientes de 30 a 50 anos, que foram atendidas em uma clínica ginecológica do serviço público. A IUE foi referida por 37,5% das mulheres e 30,7% delas também se queixavam de redução da qualidade de vida.

 

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