Princípios de Anatomia Humana, 14ª edição

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A anatomia humana é provavelmente a mais visual de todas as ciências, tornando as imagens um recurso indispensável para a sua compreensão. Um dos mais importantes livros da área, por suas primorosas ilustrações, Tortora | Princípios de Anatomia Humana alia este recurso à texto didático que, juntos, explicam com maestria as conexões entre estrutura e função, além de explorar as aplicações práticas e relevantes do conhecimento anatômico. _x000D_
Organizado com base na vasta experiência dos autores no ensino da anatomia e na interação com seus alunos, esta décima quarta edição foi aprimorada e bastante atualizada. As figuras foram especialmente reformuladas, tornando-se ainda mais úteis como ferramenta complementar do texto; algumas foram revisadas tão profundamente que podem ser consideradas novas. Por todas essas características, este livro apresenta o conteúdo ideal para os estudantes de todas as áreas da saúde, que necessitam de boa fundamentação em anatomia humana, recursos pedagógicos que facilitam o aprendizado e dimensão e profundidade adequadas dos assuntos para sua compreensão.

29 capítulos

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1 - Introdução ao Corpo Humano

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Introdução ao

Corpo Humano

1

I NTRODUÇÃO  Você está prestes a iniciar um estudo do corpo humano para aprender o quanto ele é organizado e como funciona. Para compreender o que acontece com o corpo quando sofre uma lesão, enfermidade ou estresse, é necessário conhecer sua organização e o funcionamento de seus componentes. Assim como um mecânico de automóveis precisa estar familiarizado com os detalhes da estrutura e do funcionamento de um carro, os profissionais de saúde precisam ter um conhecimento profundo das estruturas e das funções do corpo humano. Esse conhecimento será uma de suas ferramentas mais efetivas.

Muito do que será estudado neste capítulo vai ajudá-lo a compreender como os anatomistas veem o corpo, e o vocabulário anatômico básico aqui apresentado vai lhe possibilitar descrever o corpo humano em uma linguagem comum tanto a pesquisadores quanto a profissionais. •

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Você já se perguntou por que se realiza uma necropsia? Você pode encontrar a resposta na página 20.

 

2 - Células

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Células

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I N T R O D U Ç Ã O   O corpo humano é formado por mais de 100 trilhões de células classificadas em aproxi­ madamente 200 tipos diferentes. As células de um tipo específico são formadas por características próprias.

Seu funcionamento coordenado possibilita a realização de uma função bioquímica ou estrutural específica. Conforme são estudadas as diversas partes de uma célula e suas relações entre si, você aprenderá que a estrutura e a função celular são interdependentes e inseparáveis. Na célula, ocorrem simultaneamente muitas reações químicas independentes, que possibilitam os processos vitais. Como a célula separa essas reações? Um recurso é a compartimentalização, ou seja, o isolamento de tipos específicos de reações químicas em estruturas especializadas envolvidas por membranas. Embora isoladas, as reações químicas são coordenadas para manter a vida da célula, do tecido, do órgão, do sistema e do organismo. •

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3 - Tecidos

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Tecidos

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I NTR OD UÇÃ O  Como você aprendeu no Capítulo 2, a célula é um conjunto complexo de compartimentos, e cada um destes realiza um grupo de reações bioquímicas que tornam a vida possível. Entretanto, raramente uma célula atua como unidade isolada. Em vez disso, as células costumam atuar juntas como tecidos, grupos de células que geralmente têm uma origem embrionária comum e atuam juntas para realizar atividades especializadas. A estrutura e as propriedades de um tecido específico são influenciadas por fatores como a natureza do material extracelular que circunda as células teciduais e as conexões entre as células que compõem o tecido. Os tecidos podem ser rígidos, semissólidos ou até mesmo líquidos, exemplificados respectivamente por osso, gordura e sangue. Além disso, há enorme variação dos tecidos com relação aos tipos de células existentes, à disposição das células e à estrutura do material extracelular.

Pense em um banho de chuveiro. Ao lavar o corpo, a pele pa‑ rece mais macia e flexível, mas os ossos sob a pele são rígidos e inflexíveis. O que torna essas estruturas tão diferentes? Por que a

 

4 - Desenvolvimento

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Desenvolvimento

4

INT R O D U Ç Ã O   Pense por um momento em uma máqui‑ na complexa projetada e cons‑ truída por seres humanos. Um computador ou – melhor ain‑ da – que tal o ônibus espacial?

Qualquer que seja a complexi‑ dade da máquina que venha à mente, seu projeto e sua produção são banais quando compara‑ dos aos processos de desenvolvimento que transformam uma única célula em cerca de 100 trilhões de célu‑ las do corpo humano. Antes de examinarmos o primeiro sistema do corpo, no Capítulo 5

(Tegumento Comum), veremos como se desenvolvem os sistemas. O conhecimen‑ to da origem dos diferentes sistemas do corpo humano facilitará a compreensão das estruturas e de seu mecanismo de ação.

Adiante, você aprenderá mais sobre o desen‑ volvimento no contexto dos vários sistemas do corpo. •

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Você já se perguntou por que o coração, os vasos sanguíneos e o sangue começam a se formar tão cedo no processo de desenvolvimento? Você pode encontrar a resposta na página 111.

 

5 - Tegumento Comum

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Tegumento Comum

5

I N T R O D U Ç Ã O   Ao conhecer uma pessoa, a primeira impressão é baseada prin‑ cipalmente na parte mais visível do corpo, a pele e as estruturas associadas a ela. Por exemplo, a distribuição, a cor, o comprimento e a condição dos cabelos são indicativos da saúde e da idade da pessoa. Você também pode observar sardas, nevos e outras di‑ ferenças na pigmentação da pele. Quando você sente frio, a pele se arrepia e os pelos ficam eretos. Se está com calor ou nervoso, você transpira. A maioria das pessoas está tão consciente da importância da primeira impressão que gasta tempo, dinheiro e es‑ forço consideráveis em rituais diários de embelezamento para “melhorar a aparência”.

Por que existem diferentes cores e texturas de pele? O que é uma sarda, uma bo‑ lha, um calo? Por que a pele é mais espessa em algumas áreas do corpo que em ou‑ tras? O que são impressões digitais? Como o cabelo cresce, e o que o torna crespo ou liso? Por que se torna grisalho? Essas são apenas algumas das perguntas que você conseguirá responder depois de estudar a estrutura e as funções desse importante sistema do corpo. •

 

6 - Tecido Ósseo

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Tecido Ósseo

6

I NTR OD UÇÃ O  O tecido ósseo é um tecido vivo complexo e dinâmi‑ co, em um processo contínuo de remodelação

– a formação de tecido ósseo novo e de‑ composição do tecido ósseo antigo.

Nos tempos iniciais da exploração espacial, homens jovens, saudá‑ veis e na plenitude da forma fí‑ sica alarmaram os médicos ao retornarem dos voos espaciais.

O exame físico dos astronautas mostrava perda de até 20% da densidade óssea total durante a prolongada estada no espaço.

O ambiente de gravidade zero (sem peso) do espaço, associado à viagem em pequenas cápsulas que limitavam muito os movimentos, por longos períodos, exercia carga mínima sobre os ossos. Em contra‑ partida, os atletas submetem seus ossos a grandes forças, com carga considerável so‑ bre o tecido ósseo, e apresentam aumento da densidade óssea total. Como o osso é capaz de se modificar em resposta às di‑ ferentes demandas mecânicas exercidas sobre ele? Por que os altos níveis de ativi‑ dade que exercem tensão no tecido ósseo melhoram muito a saúde óssea? Este capí‑ tulo examina os vários componentes dos ossos para ajudar a compreender como os ossos se formam, como envelhecem e como o exercício físico afeta a densidade e a força ósseas. •

 

7 - Sistema Esquelético | Esqueleto Axial

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Sistema Esquelético |

Esqueleto Axial

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I N T R O D U Ç Ã O   Sem os ossos não seria possível realizar movimentos como caminhar ou segurar um objeto. Um leve golpe na cabeça ou no tó‑ rax poderia causar lesão fatal do encéfalo ou do coração. Seria impossível fazer até mesmo algo tão simples como mastigar. Todos os dias o esqueleto rea­liza diversas atividades. Pense em todos os movimentos e forças a que o esqueleto é submetido desde o momento em que levantamos da cama de manhã. Quando andamos, corremos, subimos escadas ou erguemos objetos leves, como um caderno de provas, ou pesados, como uma caixa de livros de Anatomia, o esqueleto precisa sustentar o peso do corpo e as várias cargas que ele transporta. Além da sustentação, o esqueleto também possibilita a livre movimentação de um lugar a ou‑ tro. A maravilhosa capacidade do esqueleto torna‑se ainda mais impressionante quando se consideram as cargas e tensões a que é submetido durante vários exercícios e atividades esportivas, como campeonatos de ginásti‑ ca, patinação artística no gelo e jogos de basquete.

 

8 - Sistema Esquelético | Esqueleto Apendicular

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Sistema Esquelético |

Esqueleto Apendicular

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INTRODUÇÃO  Conforme assinalado no Capítulo 7, as duas principais divisões do sistema es‑ quelético são: esqueleto axial e o esqueleto apendicular. O esqueleto axial refere‑se ao eixo do esqueleto ou parte central do corpo e ajuda a proteger os órgãos internos. O foco deste capítulo é o esqueleto apendicular, que consiste nos membros superiores e inferiores e cuja principal função é o movimento. Como eles seguem esque‑ mas de desenvolvimento semelhantes, os membros superiores e inferiores apresentam muitos aspectos em comum. Cada membro é composto de cíngulos e partes livres. Os membros superiores são constituídos pelo cíngulo e parte livre do membro superior, enquanto os membros in‑ feriores consistem em cíngulo e parte livre do membro inferior. Os cíngulos, que são compostos de ossos planos e largos que formam

âncoras robustas, fixam as partes livres e móveis dos membros ao esqueleto axial. Quando se comparam os primeiros segmentos das partes livres dos membros – o braço no membro superior e a coxa no membro inferior, percebemos que existe um único osso gran‑ de. Prosseguindo distalmente para os segundos segmentos, o ante‑ braço no membro superior e a perna no membro inferior, ambos apresentam dois ossos paralelos. Nas junções desses segundos seg‑ mentos com a mão e com o pé – o punho e o tornozelo – existem numerosos ossos pequenos (8 no carpo e 7 no tarso). Por fim, as mãos e os pés têm o mesmo número e a mesma disposição de ossos, formando os dedos das mãos e dos pés.

 

9 - Articulações

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Articulações

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I NTR OD UÇ ÃO   Um motor de automóvel é uma máquina complexa, composta por numerosas partes fixas e móveis, muitas das quais entram em contato gerando considerável atrito. As diversas partes geradoras de fricção, que produzem as forças necessárias para mover o carro, têm um tempo de vida limitado, em virtude do constante desgaste. A maioria das pessoas fica entusiasmada se consegue manter o motor de seu carro funcionando por 10 a 15 anos; entretanto, nossos corpos, que sofrem um desgaste semelhante, precisam durar uma vida inteira.

O esqueleto humano precisa se movimentar, porém os ossos são demasiado rígidos para se curvarem sem sofrer algum tipo de lesão. Felizmente, existem tecidos conjuntivos flexíveis para manter os ossos unidos em pontos de contato, denominados articulações, que ainda possibilitam, na maioria dos casos, um certo grau de movimento. Pense, por um instante, na espantosa amplitude de movimento e na complexidade dos movimentos coordenados que ocorrem quando os ossos do corpo se movem uns contra os outros; movimentos como acertar uma bola de golfe ou tocar piano são muito mais complexos do que aqueles realizados por quase qualquer tipo de máquina. Muitas ações articulares são repetidas diariamente e produzem trabalho contínuo desde a infância, passando pela adolescência e durante toda a vida adulta. Como a estrutura de uma articulação torna possível essa incrível resistência? Por que as articulações algumas vezes falham e tornam os nossos movimentos dolorosos? Como podemos prolongar a função eficiente de nossas articulações? Estude para responder a essas questões conforme for conhecendo a estrutura e a função das articulações que nos permitem realizar nossas atividades diárias. •

 

10 - Tecido Muscular

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Tecido Muscular

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INTRODUÇÃO  As máquinas fazem parte de nossa vida diária, desde simples abri‑ dores de lata ou de garrafa até computadores complexos, automóveis e copiadoras. De acordo com o dicionário Webster, uma máquina é “um conjunto de partes que trans‑ mitem forças, movimento e energia umas às outras de maneira predeterminada”. As‑ sim, até mesmo as máquinas mais complexas são compostas de partes mais simples, como alavancas, pontos de apoio, trincos, encaixes, receptores, fontes de energia, fios e cabos, que se combinam para criar a estrutura mais complicada que definimos como máquina. Se você ima‑ ginar o seu corpo como uma máquina, e os seus órgãos e sistemas como partes dessa máquina, você poderá com‑ preender mais facilmente a estrutura e o funcionamento dessa máquina que chamamos corpo humano.

Um componente essencial da maquinaria do corpo hu‑ mano é o tecido muscular, cujo peso corresponde a 40 a

50% da massa corporal total (dependendo da porcenta‑ gem de gordura corporal, do sexo e do programa de exer‑ cícios). Grande parte do trabalho realizado pelo corpo, como bombear o sangue pelos vasos sanguíneos, alimen‑ tar‑se, respirar, mover o alimento pelo tubo gastrintesti‑ nal, eliminar a urina da bexiga urinária, gerar calor, falar, ficar de pé e fazer o esqueleto se movimentar constitui o resultado da atividade dos músculos. Neste capítulo, iremos explorar os músculos desde o nível celular até os músculos como um todo, alguns dos quais são mui‑ to grandes, como a músculo quadríceps femoral, que ocupa a maior parte da face anterior da coxa. Iremos também aprender como as partes simples de nossa má‑ quina muscular trabalham em conjunto para produzir forças contráteis potentes responsáveis pela maior parte da atividade do corpo humano. •

 

11 - Sistema Muscular

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Sistema Muscular

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I NTR OD U ÇÃO   Movimentos como arremessar uma bola, andar de bicicleta, caminhar e digitar exigem interações dos ossos, das articulações e dos músculos esqueléticos, os quais, juntos, formam um sistema integrado, denominado aparelho locomotor. Para compreender melhor os movimentos produzidos pelo aparelho locomotor este capítulo irá introduzir os nomes dos músculos esqueléticos específicos, explicar como se fixam aos ossos e descrever as ações que produzem e sua inervação somática.

Provavelmente algumas de suas primeiras observações sobre o movimento incluem caminhada, corrida ou atividades que nos transportam de um local para outro. Esse tipo de movimento é fácil de reconhecer e possui um valor incontestável para a sobrevivência. Entretanto, movimentamo-nos também de outras maneiras. Pense, por exemplo, em segurar alguma coisa com suas mãos ou em arremessar algo em seu colega de quarto para acordá-lo na hora de ir para a aula. Essas atividades ocorrem sem haver qualquer movimento de um local para outro, embora sejam, efetivamente, movimentos. Reflita por um momento sobre a ampla variedade de movimentos que seu colega de quarto faz quando finalmente levanta cambaleante da cama para se vestir. Eles variam desde simples movimentos de vestir uma roupa até movimentos mais complexos, como abotoar a camisa e amarrar os sapatos. Numerosos movimentos complexos também são necessários para fazer uma refeição, como segurar, manipular, cortar, mastigar e deglutir o alimento.

 

12 - Sistema Circulatório | Sangue

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Sistema Circulatório |

Sangue

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INTRO D U ÇÃ O  A maioria das células de um organismo multicelular não tem a capacidade de circular livremente para obter oxigênio e nutrientes e para livrar-se do dióxido de carbono e de outras escórias do metabolismo. Essas necessidades são supridas por dois tipos de líquidos: o sangue e o líquido intersticial. O sangue é o tecido conjuntivo líquido, constituído de células envolvidas por matriz extracelular. A matriz extracelular é uma parte líquida, denominada plasma, enquanto a parte celular consiste em várias células e fragmentos celulares. O líquido intersticial é o líquido aquoso que banha as células do corpo e é constantemente renovado pelo sangue. O oxigênio inspirado pelos pulmões e os nutrientes e água provenientes do sistema digestório são transportados pelo sangue, se difundem do sangue para o líquido intersticial e, em seguida, se difundem para dentro das células do corpo. O dióxido de carbono e outras escórias do metabolismo se movimentam em sentido oposto, isto é, das células do corpo para o líquido intersticial e, a seguir, para o sangue. Em seguida, o sangue transporta as escórias do metabolismo para os pulmões, rins, pele e para o sistema digestório – para a sua eliminação do corpo.

 

13 - Sistema Circulatório | Coração

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Sistema Circulatório |

Coração

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INTRODUÇÃO  No Capítulo 12, examinamos a composição e as funções

do sangue. Para que o sangue possa alcançar as células do corpo e efetuar a troca de materiais com elas, precisa ser continuamente bombeado pelo coração ao longo dos vasos sanguíneos do corpo. O coração se contrai aproximadamente 100.000 vezes/dia, o que totaliza cerca de 35 milhões de batimentos por ano e aproximadamente 2,5 bilhões de batimentos durante toda a vida, em média. O lado esquerdo do coração bombeia sangue ao longo de aproximadamente 100.000 km de vasos sanguíneos, o que equivale a dar a volta ao redor do equador da Terra aproximadamente 3 vezes. O lado direito do coração bombeia sangue para os pulmões, permitindo ao sangue captar oxigênio e liberar dióxido de carbono. Mesmo quando estamos dormindo, o coração bombeia 30 vezes o seu próprio peso a cada minuto, o que corresponde a aproximadamente 5 l de sangue para os pulmões e o mesmo volume para o resto do corpo. Nesse ritmo, o coração bombeia aproximadamente mais de 14.000 l de sangue por dia ou 5 milhões de litros por ano. Entretanto, não vivemos o tempo todo dormindo, e o coração bombeia mais vigorosamente quando estamos ativos. Por conseguinte, o volume real de sangue bombeado pelo nosso coração em um único dia é muito maior. Este capítulo irá explorar a estrutura do coração e as propriedades singulares que possibilitam o seu bombeamento durante toda a vida, sem nenhum descanso. •

 

14 - Sistema Circulatório | Vasos Sanguíneos

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Sistema Circulatório |

Vasos Sanguíneos

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INTRO D U ÇÃ O  Se você já cultivou um grande jardim, provavelmente

conhece bem a importância da irrigação. Em sua forma mais simples, um sistema de irrigação é uma rede de canais ou sulcos que fornecem a

água necessária, proveniente de uma fonte principal, para as raízes de todas as plantas de um jardim. De modo semelhante, os vasos sanguíneos do corpo formam uma extensa rede de “canais de irrigação” para fornecer o líquido necessário – neste caso, o sangue mantido de modo homeostático – a todas as células do corpo. De fato, essa rede vascular constitui parte de uma das redes de irrigação mais fenomenais imagináveis. Esses vasos, que se originam de uma bomba muscular, o coração, formam um extenso sistema de vias tubulares, que transportam o sangue nutritivo para longe do coração, em direção aos tecidos, por meio de pequenos vasos permeáveis existentes nos tecidos. Nestes locais, ocorrem as trocas que sustentam a vida entre o sangue e as células adjacentes, incluindo fornecimento de O2 e nutrientes e captação de escórias. Em seguida, o líquido carregado de escórias flui de volta ao coração por meio de um conjunto de vasos de retorno, que seguem trajetos paralelos aos dos vasos de irrigação. O padrão circular de fluxo que entra e sai do coração constitui um componente do sistema circulatório. Esse sistema de vias tubulares é tão incrivelmente extenso que, se todos os vasos fossem ligados entre si pelas suas extremidades, eles se estenderiam por cerca de 100.000 quilômetros, aproximadamente três vezes a circunferência da Terra. Além disso, os pequenos vasos permeáveis que irrigam os tecidos estão tão intimamente distribuídos entre os trilhões de células do corpo que até mesmo a ocorrência de uma lesão tecidual mínima leva à ruptura de pequenos vasos. Este capítulo realça a estrutura e as funções de diversos tipos de vasos sanguíneos e descreve como eles atuam em conjunto para formar as principais vias circulatórias do corpo humano. •

 

15 - Sistema Linfático e Imunidade

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Sistema Linfático e Imunidade

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INT R ODU Ç Ã O   O ambiente em que vivemos

é repleto de micróbios que têm a capacidade de provocar doença caso venham a encontrar a ocasião ideal. Se não tivéssemos condições de enfrentar esses micróbios, estaríamos constantemente doentes ou até mesmo poderíamos morrer. Felizmente, possuímos diversos mecanismos de defesa que impedem a entrada dos micróbios em nosso organismo ou que os combatem quando eles conseguem invadir o corpo. O sistema linfático é um dos principais sistemas do corpo que ajuda na defesa contra micróbios produtores de doença. Neste capítulo, iremos estudar a organização e os componentes do sistema linfático, bem como a sua função na manutenção da saúde. •

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Você já se perguntou como o câncer consegue se propagar de uma parte do corpo para outra? Você pode encontrar a resposta na página 561.

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SUMÁRIO

15.1 Conceito de imunidade, 545

 

16 - Tecido Nervoso

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Tecido Nervoso

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I N T ROD U Ç Ã O   Como aconteceu ao longo dos anos das décadas de 1980 e 1990, o computador continua revolucionando o nosso mundo atual. No final da década de 1970, os primeiros computadores de mesa operavam com uma memória RAM total de 16 KB.

Atualmente, é comum ter um computador de mesa ou até mesmo um notebook com 1 giga de RAM, aumentando a capacidade em um milhão de vezes nesses últimos 30 anos.

Entretanto, até mesmo os supercomputa‑ dores mais avançados perdem a sua superio‑ ridade quando comparados com a máquina que os criou – o sistema nervoso humano.

Neste capítulo, iremos introduzir a organiza‑

ção básica desse computador humano e es‑ tudar seus componentes fundamentais que atuam como fios condutores e circuitos.

Em virtude da grande complexidade do sistema nervoso, os diferentes aspectos de sua estrutura e função serão analisados em vários capítulos relacionados. Este capítulo trata da organização do sistema nervoso e das propriedades das células que compõem o tecido nervoso – os neurônios (células ner‑ vosas) e a neuróglia (células que sustentam as atividades dos neurônios). Nos capítulos seguintes, iremos examinar a estrutura e as funções da medula espinal e dos nervos espinais (Capítulo 17) e do en‑ céfalo e dos nervos cranianos (Capítulo

 

17 - Medula espinal e Nervos Espinais

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Medula Espinal e

Nervos Espinais

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IN T RODU Ç Ã O   A medula espinal e os nervos espinais contêm cir‑ cuitos neurais que controlam algumas de nossas reações mais rápi‑ das a mudanças do ambiente. Se pegarmos algo quente com a mão, por exemplo, podemos verificar que os músculos de preensão em nossa mão relaxam, e soltamos o objeto até mesmo antes que a sensação de extremo calor ou dor alcance nossa per‑ cepção consciente. Este é um exem‑ plo de reflexo medular – uma res‑ posta automática rápida a deter‑ minados tipos de estímulos, que envolvem neurônios apenas nos nervos espinais e na medula es‑ pinal. Além de processar os re‑ flexos, a medula espinal cons‑ titui o local de integração da estimulação neuronal que sur‑ ge localmente ou que é defla‑ grada por impulsos nervosos da parte periférica do sistema nervoso e do encéfalo. A medu‑ la espinal também constitui a via principal percorrida por impul‑ sos nervosos sensitivos que se diri‑ gem para o encéfalo, bem como por impulsos nervosos motores provenientes do encéfalo e dirigidos para os músculos estria‑ dos esqueléticos e outros efetores. Conforme estudar‑ mos, precisamos ter em mente que a medula espinal é contínua com o encéfalo e que, juntos, eles constituem a parte central do sistema nervoso. •

 

18 - Encéfalo e Nervos Cranianos

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Encéfalo e Nervos

Cranianos

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INTRODUÇÃO  Resolver uma equação, sentir fome, rir

– os processos neurais necessários para cada uma des‑ sas atividades ocorrem em diferentes regiões do en‑ céfalo, a porção da parte central do sistema nervoso contida no crânio. O encéfalo é composto de apro‑ ximadamente 100 bilhões de neurônios e 10 a 50 trilhões de células da neuróglia e, nos adultos, tem massa de cerca de 1.300 gramas. Em média, cada neurônio forma 1.000 sinapses com outros neurô‑ nios. Por conseguinte, o número total de sinapses em cada encéfalo humano, que é de aproximada‑ mente mil trilhões (1015), é maior do que o número de estrelas na galáxia.

O encéfalo é o centro de registro das sensações, da correlação dessas sensações entre si e com a informa‑

ção armazenada, da tomada de decisões e do início das ações. Trata‑se também do centro para o intelecto, as emoções, o comportamento e a memória. Entretanto, esse órgão fascinante encerra um domínio ainda maior: ele direciona o nosso comportamento em relação aos ou‑ tros. Com ideias que estimulam, obras de arte que deslum‑ bram ou retóricas que hipnotizam, os pensamentos e as ações de uma pessoa podem influenciar e moldar as vidas de muitas outras pessoas. Como veremos em breve, o encéfalo possui regiões distintas que são especializadas em diferentes funções, mas que tam‑ bém podem trabalhar em conjunto para a execução de determinadas tarefas compartilhadas. Este capítulo explora como o encéfalo é protegido e nutrido, que funções ocorrem nas principais regiões do encéfalo e como a medula espinal e os 12 pares de nervos cranianos se conectam com o encéfalo para formar o centro de controle do corpo humano. •

 

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