Current Emergências Pediátricas: Diagnóstico e Tratamento

Visualizações: 52
Classificação: (0)

Com capítulos estruturados de forma clara e objetiva, este CURRENT / Emergências pediátricas possibilita o acesso rápido a informações que podem salvar vidas, bem como àquelas de rotina no serviço de emergência. As informações são apresentadas considerando-se a forma como o profissional de medicina de emergência pensa e atua, ou seja, por apresentação sintomática.A obra inicia com uma seção sobre os procedimentos básicos de emergência e questões de segurança relacionadas às crianças, tais como trauma não acidental e abuso. A avaliação e o manejo dos distúrbios mais recorrentes no serviço de emergência pediátrica também são contemplados, com destaque para corpos estranhos, infecções respiratórias, problemas cardíacos, desidratação, erupções cutâneas e lesões decorrentes da prática de esportes.

 

49 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Abordagem ao paciente no serviço de emergência pediátrica

PDF Criptografado

Seção I. Aspectos Especiais

Abordagem ao paciente no serviço de emergência pediátrica

Thomas R. Jones, MD, Mdiv

É importante que o médico da emergência seja capacitado para administrar emergências pediátricas quando elas se apresentam.

As crianças são um subgrupo único e significativo de pacientes que vêm ao serviço de emergência (SE). Em 2010, o banco de dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) relatou um total de 129,8 milhões de visitas a SEs nos Estados

Unidos: 25,5 milhões de visitas foram de pacientes com menos de 15 anos de idade e um adicional de 20,7 milhões foram de pacientes entre 15 e 24 anos. O médico da emergência deve estar preparado para cuidar de emergências pediátricas, quer elas se apresentem em um hospital infantil, um centro de referência terciário ou um hospital comunitário. Além disso, a criança que vem a um hospital de adultos pode desenvolver um problema de via aérea, uma reação alérgica aguda ou outro evento com risco de morte.

 

Capítulo 2 - Ultrassonografia de emergência à beira do leito

PDF Criptografado

Ultrassonografia de emergência à beira do leito

Matt Dawson, MD, RDMS, RDCS

Patrick Russell, MD

A ultrassonografia (US) à beira do leito revolucionou a prática da medicina de emergência. Ela tem permitido aos médicos diagnosticar e tratar os pacientes de forma mais segura e eficiente.

Um dos principais benefícios da US é que ela não expõe o paciente à radiação ionizante. Isso é especialmente importante em pacientes pediátricos, que são os indivíduos mais vulneráveis aos riscos da radiação. O número de tomografias computadorizadas

(TCs) nos Estados Unidos aumentou de 2 milhões em 1980 para

72 milhões em 2007. Isso ocorre independente do fato de que a radiação de dois a três exames abdominais fornece a mesma exposição à radiação que os sobreviventes da bomba nuclear de

Hiroshima receberam, e 1 a 2% de todos os cânceres nos Estados

Unidos podem ser atribuíveis à radiação de exames de TC.

Uma das limitações da US é que o feixe de ultrassom penetra profundamente no corpo, a resolução é reduzida, tornando o diagnóstico mais difícil. Todavia, as crianças são, em média, menores do que adultos, fazendo desse um problema menor.

 

Capítulo 3 - Procedimentos de emergência

PDF Criptografado

3

//

Procedimentos de emergência

Stephen McConnell, MD

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Um bom desempenho de uma variedade de procedimentos pode ser fundamental no manejo de pacientes na faixa etária pediátrica.

Embora a frequência dos procedimentos realizados na prática clínica possa variar, o médico deve se sentir confiante no desempenho dos procedimentos e ter o conhecimento das indicações, das contraindicações e dos procedimentos alternativos. Quando possível e as circunstâncias permitirem, deve-se obter o consentimento informado apropriado antes de iniciar um procedimento.

Os seguintes procedimentos são descritos em detalhes: drenagem torácica, cardioversão e desfibrilação, marca-passo cardíaco, pericardiocentese, colocação de cateter intravenoso periférico, cateterismo de vaso umbilical, acesso venoso central, dissecção venosa, acesso intraósseo, colocação de cateter arterial, substituição de sonda de gastrostomia, incisão e drenagem de abscesso, remoção de corpo estranho no canal auditivo externo (CAE), remoção de corpo estranho no canal nasal, manejo de epistaxe, reduções de luxações comuns, artrocentese, punção lombar (PL) e suprapúbica.

 

Capítulo 4 - Sedação e analgesia em procedimentos pediátricos

PDF Criptografado

Sedação e analgesia em procedimentos pediátricos

Christopher Colvin, MD

//

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A sedação procedural e a analgesia se mostraram seguras e eficazes no serviço de emergência (SE), devendo ser utilizadas quando os pacientes são submetidos a procedimentos dolorosos. Além de facilitar esses procedimentos, inúmeros agentes são utilizados em pediatria para facilitar exames diagnósticos (tomografia computadorizada [TC], ressonância magnétcia [RM], punção lombar

[PL]). O passo mais importante, além de monitorar o paciente, envolve a extensa preparação, e ao final da sedação, o paciente deve retornar ao estado basal mental e fisiológico. Em cenários nos quais a gravidade da doença do paciente coloca em dúvida a aplicabilidade da sedação no SE, o médico deve revisar os riscos e considerar a avaliação com um anestesiologista. Embora graus de sedação possam, às vezes, ser ambíguos, a observação da progressão do paciente e a vigilância da depressão respiratória podem reduzir efeitos indesejados e facilitar a recuperação.

 

Capítulo 5 - Trauma não acidental

PDF Criptografado

5

//

Trauma não acidental

Dorian Drigalla, MD, FACEP

C. J. Buckley, MD

MANEJO IMEDIATO DE PROBLEMAS

QUE AMEAÇAM A VIDA

Assim como todos os pacientes que se apresentam ao serviço de emergência (SE), o paciente pediátrico deve ser avaliado com um exame no momento certo e reanimado, se necessário. Uma história detalhada deve ser obtida, quando possível; contudo, uma ameaça clínica ou traumática aparente deve ser abordada de forma rápida e apropriada.

MAUS-TRATOS INFANTIS

Os maus-tratos infantis são definidos como qualquer comportamento em relação às crianças que pode ser considerado inadequado ou nocivo, consistindo em quatro tipos: violência física, negligência, abuso sexual e abuso emocional. Os estudos mais antigos e mais conhecidos sobre maus-tratos infantis foram conduzidos em 1946 por John Caffey um radiologista que reconheceu as características do trauma não acidental (TNA) e as entidades psicológicas envolvidas nos maus-tratos infantis.

 

Capítulo 6 - Avaliação de abuso sexual no serviço de emergência

PDF Criptografado

Avaliação de abuso sexual no serviço de emergência

Kathi Makoroff, MD, MEd

Mary Greiner, MD

Brooks Keeshin, MD

//

GENERALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

Um paciente que sofreu abuso sexual se apresenta comumente ao serviço de emergência (SE) devido ao seguinte:

1. Manejo clínico e forense da suspeita de abuso sexual agu­ do relatado;

2. Avaliação após a descoberta de abuso sexual;

3. Lesão ou achados do exame; por exemplo, sangramento que sugere um diagnóstico diferencial, incluindo ataque sexual;

4. Secreção genital ou evidência de doença sexualmente trans­ missível (DST).

A história é, com frequência, a parte mais importante do diagnóstico de abuso sexual. Uma descoberta de abuso sexual pode ocorrer durante uma história e exame físico no SE. A des­ coberta deve ser tratada com calma e respostas sem críticas, evi­ tando julgamentos morais, devendo ser evitadas perguntas que conduzam às respostas. O médico do SE pode fazer perguntas sobre possíveis ataques sexuais ou abuso, se necessário, para a avaliação clínica e forense do paciente, incluindo:

 

Capítulo 7 - Parada cardíaca

PDF Criptografado

Seção II. Manejo de Problemas Comuns

Parada cardíaca

Joseph W. Heidenreich, MD, FACEP

J. Scott Wieters, MD

Andrew Morris, DO

//

PARADA CARDÍACA EM CRIANÇAS

Ao contrário da parada cardiopulmonar em adultos, a maioria das paradas cardiopulmonares em crianças é precedida de falência respiratória, incluindo hipóxia e hipercarbia. Inúmeras condições podem levar à falência respiratória seguida de parada cardíaca, incluindo sepse, doença respiratória, submersão, trauma, anormalidades eletrolíticas e metabólicas e síndrome da morte súbita infantil infantil (SMSI). As paradas cardíacas com ritmos iniciais de fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular (TV) não precedidas por qualquer doença aparente, embora menos frequentes, também podem ocorrer.

Infelizmente, vítimas pediátricas de parada cardíaca têm baixas taxas de sobrevida. Embora as taxas de sobrevida de parada cardíaca em hospital tenham aumentado de 9 para 27% nos últimos 30 anos, nenhum aumento foi mostrado na taxa de sobrevida nas paradas cardíacas fora do hospital, com a sobrevida tendo estagnado em 6%. Os possíveis motivos para o aumento na sobrevida hospitalar incluem rápido reconhecimento da parada cardíaca infantil, equipes de resposta rápida e disponibilidade de especialistas pediátricos para fornecer cuidados imediatos a crianças gravemente enfermas, ao passo que fora do hospital não há essas vantagens. Embora a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) aumente a taxa de sobrevida, menos de 50% dos pacientes pediátricos com parada cardíaca recebem RCP de algum espectador.

 

Capítulo 8 - Síndrome da morte súbita infantil e eventos com aparente risco de morte

PDF Criptografado

8

Síndrome da morte súbita infantil e eventos com aparente risco de morte

Brandon Pace, MD

Brian Hawkins, MD

GENERALIDADES SOBRE AS CONDIÇÕES CLÍNICAS

A síndrome da morte súbita infantil (SMSI), os eventos com aparente risco de morte (EARM) e a apneia infantil são três condições clínicas que têm definições distintas. A EARM é definida como um conjunto de sintomas que são assustadores ao observador, que podem incluir alterações na coloração da pele, apneia, alteração no tônus muscular e/ou sufocamento ou engasgo. A SMSI é um diagnóstico, e não um conjunto de sintomas, sendo definida como morte infantil súbita e inesperada para a qual não há explicação. Para fazer o diagnóstico de SMSI, deve ser feita necropsia completa, revisão da história clínica e familiar e investigação da cena da morte que exclua fatores ambientais predisponentes e mesmo assim não resulte em uma explicação clara para a morte infantil. A apneia infantil é definida pela American Academy of Pediatrics (AAP) como “um episódio inexplicado de cessação da respiração por 20 segundos ou mais, ou uma pausa respiratória mais curta associada com bradicardia, cianose, palidez e/ou hipotonia ­acentuada”.

 

Capítulo 9 - Comprometimento da via aérea

PDF Criptografado

9

Comprometimento da via aérea

Andrew L. Juergens II, MD

Jenny Glover, MS

Manoj P. Reddy, BS

CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS

DO PACIENTE PEDIÁTRICO

A intubação endotraqueal (IET) de crianças pode ser mais difícil comparada com a intubação de adultos devido às diferenças anatômicas. Inúmeras diferenças estão ilustradas na Figura 9-1.

As crianças têm uma pequena abertura da boca com uma distância hiomental de 1,5 cm ou menos, em um recém-nascido (RN) ou bebê, e 3 cm ou menos em uma criança maior. As crianças também têm um comprometimento da mobilidade da cabeça e pescoço, especialmente uma criança com síndrome de Down ou artrite reumatoide juvenil (ARJ).

As crianças têm via aérea que são em direção cefálica comparadas com adultos. Elas têm a laringe mais próxima ao nível espinal C3, ao passo que a laringe em adultos está no nível C4. A posição mais alta da laringe de uma criança permite que a língua esteja em uma posição mais alta na via aérea e em um ângulo mais agudo em relação à laringe; por isso, a laringe parece anterior à via aérea. Além do mais, a laringe pode ser parcialmente encoberta pelo osso hioide superiormente.

 

Capítulo 10 - Choque

PDF Criptografado

Choque

Subhankar Bandyopadhyay, MD

Irma Ugalde, MD

Qualquer condição que resulta em fornecimento inadequado de oxigênio tecidual desencadeia uma resposta autonômica no corpo humano para manter a homeostase. Uma resposta celular para reduzir o fornecimento de oxigênio ativa a cascata de mecanismos compensatórios fisiológicos para manter funções normais. Portanto, em um estado de choque, o fornecimento inadequado de oxigênio não atende às demandas metabólicas celulares, resultando em hipoperfusão tecidual global e acidose metabólica. A resposta celular à redução do fornecimento de oxigênio causa depleção de trifosfato de adenosina (ATP), disfunção da bomba de íons dependente de energia e perda da integridade da membrana celular. Estes eventos levam à acidose láctica sistêmica, com predomínio de vários mecanismos compensatórios que progridem para falência múltipla de órgãos

(FMO) e, por fim, morte.

Clinicamente, o choque é uma síndrome complexa associada com ruptura aguda da macro- e microcirculação resultante de quebra do fluxo sanguíneo. A hipotensão pode se apresentar no choque, mas o choque pode não ser diagnosticado em virtude apenas de hipotensão. No paciente pediátrico, a presença de hipotensão é considerada um sinal de choque descompensado.

 

Capítulo 11 - Cianose

PDF Criptografado

11

Cianose

Taylor Ratcliff, MD, EMT-P

Brett Trullender, MS, PT, MS IV

LeeAnne Feher, MS III

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A cianose neonatal e pediátrica é uma queixa comum vista no serviço de emergência (SE). A incidência de cianose pediátrica declina com a idade; contudo, a gravidade da causa subjacente pode torná-la mais ameaçadora. Consequentemente, é importante classificar e compreender as várias etiologias da cianose, uma vez que ela se relaciona com a idade e a apresentação, de modo a estratificar o risco e a gravidade. Este capítulo irá diferenciar a cianose periférica da cianose central e as causas benignas das patológicas, bem como o tratamento de cada uma.

A cianose é percebida visualmente como uma coloração azulada ou arroxeada nos tecidos corporais resultante de anormalidades da hemoglobina (Hb) e da saturação arterial de oxigênio (SaO2) nos leitos capilares dentro daqueles tecidos.

Primariamente, a Hb dessaturada dá o aspecto característico da cianose. Qualquer fator que diminua a saturação global de oxigênio da Hb no sangue arterial (carga) ou aumente o consumo de Hb no sangue periférico (descarga) pode causar cianose.

 

Capítulo 12 - Sofrimento respiratório

PDF Criptografado

12

Sofrimento respiratório

Dominic Lucia, MD

Anthony James, MD

MANEJO IMEDIATO DE PROBLEMAS

QUE AMEAÇAM A VIDA

AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE E ADMINISTRAÇÃO

DOS CUIDADOS NECESSÁRIOS IMEDIATOS

O paciente pediátrico que apresenta sofrimento respiratório pode representar um desafio ao médico do serviço de emergência (SE). A insuficiência respiratória é uma causa comum de parada cardíaca no paciente pediátrico e, por isso, o paciente em sofrimento respiratório deve ter a maior prioridade no SE.

O paciente deve receber, em paralelo, uma avaliação e terapia imediata. A manutenção de uma via aérea e respiração adequadas deve ser a consideração primária inicial. A avaliação respiratória começa com o aspecto geral do paciente, do abdome, da parede torácica e do pescoço. Os bebês e crianças maiores frequentemente compensam seu esforço respiratório com sinais como batimento da asa do nariz, retrações clavicular e/ou esternal. Um declínio no estado mental é um componente crítico do sofrimento respiratório avançado e insuficiência respiratória iminente.

 

Capítulo 13 - Lesões por submersão

PDF Criptografado

13

Lesões por submersão

Sameer Desai, MD

Mary Wardrop, MD

Thomas Cunningham, MS IV

LESÕES POR SUBMERSÃO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a incidência anual de morte por afogamento seja aproximadamente 500 mil casos por ano em todo o mundo; e em homens com idade entre 5 e 14 anos, é a principal causa de morte em todo o mundo. A população pediátrica está em maior risco de eventos de afogamento. As lesões por submersão são a segunda causa de morte por lesões não intencionais em crianças com idade entre 1 e 18 anos, e a principal causa de morte acidental em crianças com idade entre 1 e 4 anos.

Em 2009, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) relataram 983 lesões fatais e 5.624 lesões não fatais por afogamento não intencional ou lesões por submersão na população pediátrica.

EPIDEMIOLOGIA

A distribuição etária dos incidentes por afogamento na população pediátrica segue uma distribuição bimodal. O primeiro e maior pico ocorre entre crianças com idade entre 1 e 4 anos que não têm supervisão adequada em piscinas, banheiras, baldes e outros locais com grande volume de água. O segundo pico de idade ocorre entre adolescentes do sexo masculino, o que tem sido atribuído a um comportamento de maior risco, hiperestimativa da capacidade de nadar, consumo de álcool e/ou drogas ilícitas e maior exposição a volumes de água. Há uma maior taxa de afogamento entre crianças afro-americanas e americanas nativas. O afogamento é muito mais comum durante os meses de verão, quando as piscinas, as praias e outros locais com grandes volumes de água são mais frequentados, particularmente durante o dia e nos fins de semana. Há populações especiais em maior risco de afogamento, especificamente pacientes com epilepsia, crianças com distúrbios de desenvolvimento e indivíduos com síndrome do QT longo ou outras arritmias cardíacas.

 

Capítulo 14 - Febre

PDF Criptografado

Febre

Charles Tad Stiles, MD, FACEP

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A febre constitui aproximadamente 20% das visitas ao serviço de emergência (SE) em todo o país, sendo a preocupação mais comum entre os pais. A febre é definida como uma temperatura axilar maior do que 37,4 °C ou retal a cima de 38 °C. A febre é induzida por pirógenos exógenos produzidos por organismos invasores e por pirógenos endógenos que são liberados por células mediadoras imunológicas. Estas substâncias pirógenas causam um reajuste no “termostato” central do corpo no hipotálamo.

A maioria das crianças que apresenta febre tem causas benignas e doença autolimitada. A febre gera ansiedade, podendo levar os pais a tratarem excessivamente a febre, ou os médicos a prescreverem uma terapia antibacteriana para uma doença viral.

Elevações na temperatura corporal alarmam pais e cuidadores, podendo resultar na criança sendo levada para avaliação antes mesmo que uma síndrome clínica se manifeste.

O método de mensuração da temperatura deve ser retal em uma criança com menos de dois anos, uma vez que esse é o método mais confiável nessa faixa etária, no qual a detecção da febre é imperativa.* A temperatura oral geralmente é 1 °C, e a axilar, 2 °C mais baixa do que a temperatura retal. A termometria timpânica e a temporal são atraentes como uma técnica menos invasiva e mas rápida, porém ambas foram bem estudadas e demonstraram, de certo modo, uma má sensibilidade para detecção de febre em pacientes pediátricos.

 

Capítulo 15 - Dor abdominal

PDF Criptografado

Dor abdominal

Ryan P. Morrissey, MD

Emily A. Porter, MD

AVALIAÇÃO DO PACIENTE PEDIÁTRICO

COM DOR ABDOMINAL

15

O diagnóstico diferencial das causas comuns de dor abdominal aguda está listado na Tabela 15-1.

HISTÓRIA

Idade

Uma história detalhada deve ser coletada apenas após o médico ter avaliado e estabilizado o paciente e estabelecido que não há nenhuma condição com risco de morte. Uma história meticulosa é crucial para orientar o médico no manejo da dor abdominal, incluindo avaliações laboratoriais e radiográficas, diagnóstico diferencial, necessidade de avaliação com especialista e encaminhamento. Dependendo da idade da criança, a obtenção de uma história detalhada da dor abdominal pode ser um desafio. Em crianças mais jovens, os pais frequentemente percebem que o abdome da criança dói com base na expressão facial ou nos movimentos corporais, como contorção ou elevação dos joelhos. A localização da dor pode se mostrar difícil com base apenas na história. As características fundamentais da história incluem a presença, a duração e a localização da dor; a presença ou ausência da dor; a alimentação e os hábitos intestinais; a última ingestão oral; a frequência e o caráter das fezes ou vômitos; os sintomas urinários; a história menstrual; a secreção/sangramento vaginal; os sintomas respiratórios; o histórico de viagens e as alterações no peso.

 

Capítulo 16 - Vômitos e diarreia

PDF Criptografado

16

Vômitos e diarreia

Corinne L. Bria, MD

Constance M. McAneney, MD, MS

VÔMITO

Vômito é o ato de expelir o conteúdo do estômago pela boca.

Ele pode ser um sintoma de algo benigno, como o excesso alimentar em um bebê, até uma condição mais séria, como a obstrução intestinal (Tabela 16-1). Na abordagem do paciente pediátrico que apresenta vômitos, o médico deve considerar quatro classificações básicas: idade, sintomas associados, grau de doença e etiologias fora do trato gastrintestinal (TGI) que podem causar vômitos.

Assim como em todos os pacientes pediátricos, a abordagem geral começa com uma história completa e um exame físico preciso (Tabela 16-2). A história deve incluir a idade do paciente, bem como o início (duração da doença, relação com a alimentação, hora do dia), a quantidade (número de vezes) e o caráter do vômito (cor, força, presença de sangue, conteúdo alimentar, muco). A história adicional inclui viagens, ingestões (alimentos e medicações), uso de antibióticos, episódios na creche, doença crônica e imunocompetência do paciente. Sintomas gastrintestinais (GI) associados, como febre, dor abdominal, diarreia, anorexia e flatulência, devem ser investigados. Sinais e sintomas sugestivos de etiologias fora do TGI, como cefaleia, rigidez de nuca, descoordenação, visão borrada, dor de garganta, erupção cutânea, tosse, dor torácica, aumento do trabalho respiratório, disúria, frequência urinária, dor no flanco, secreção vaginal e amenorreia, devem ser pesquisados.

 

Capítulo 17 - Equilíbrio hídrico e eletrolítico

PDF Criptografado

Equilíbrio hídrico e eletrolítico

Jon Jaffe, MD

Richard Whitworth, MD

O manejo do balanço hídrico e eletrolítico em crianças é um desafio constante na prática da medicina de emergência. O tamanho variável dos pacientes associado à sua dependência de outros para alimentação, tanto em períodos saudáveis quanto durante a doença, aumentam o desafio. O ambiente em torno e os múltiplos sistemas orgânicos, incluindo pele, trato alimentar, pulmões, rins, coração, vasculatura e músculos, reunidos por múltiplos sistemas endócrinos, criam o equilíbrio. Embora a maioria dos pacientes esteja no serviço de emergência (SE) por curtos períodos de tempo, o diagnóstico do estado hidreletrolítico precisa ter um escopo mais amplo. Há fórmulas para calcular a quantidade adequada de líquidos e solutos para os pacientes, mas os cálculos precisam ser modificados ao longo do tempo. O estado hídrico de um paciente precisa ser reavaliado regularmente, independente dos cálculos.

DISTÚRBIOS DE VOLUME

 

Capítulo 18 - Síncope

PDF Criptografado

Síncope

Brit Anderson, MD

Seema Bhatt, MD, MS

MANEJO IMEDIATO DE PROBLEMAS QUE

AMEAÇAM A VIDA QUE CAUSAM SÍNCOPE

Embora a síncope vasodepressora seja a causa mais comum de síncope em crianças mais velhas e adolescentes, as causas cardíacas são as mais preocupantes e que trazem risco à vida neste grupo. Aproximadamente 2 a 6% de todos os casos de síncope pediátrica podem ser atribuídas ao coração. As raras causas de síncope, embora com risco à vida, devem ser diferenciadas de etiologias mais benignas. A história e os achados do exame físico e de eletrocardiografia (ECG) podem ser usados pelo médico da emergência para rastrear os pacientes que podem estar em risco de patologia cardíaca. Os sinais históricos incluem síncope com o exercício e uma história familiar positiva (Tabela 18-1). As causas cardíacas de síncope podem ser divididas em categorias estruturais, funcionais e elétricas primárias. A Tabela 18-2  lista os achados de ECG associados com anormalidades cardíacas específicas.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
MFPP000001954
ISBN
9788580555455
Tamanho do arquivo
110 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados