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São e Salvo: E Livre de Intervenções Médicas Desnecessárias

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Ao reunir o melhor do conhecimento científico e da experiência clínica para tratar da saúde e da doença, e de como estar livre de intervenções médicas desnecessárias, esta obra propõe-se a discutir o impacto desse tema em nossas vidas. Esta obra será útil tanto ao paciente como à equipe de saúde na reflexão e na busca do equilíbrio entre as expectativas futuras da saúde que desejamos e as possibilidades que se apresentam.

 

5 capítulos

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Capítulo 1 - A saúde e a prevenção de doenças: uma visão entre a biologia e a sociologia

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A saúde e a prevenção de doenças: uma visão entre a biologia e a sociologia

Na Espanha, a expectativa de vida ao nascer duplicou-se em um século: passou de 40 anos, para os indivíduos que nasceram no início do século XX, a 80 anos, para os que nasceram no início do século XXI. Em Portugal, passou de 40 para 76 anos, e no Brasil de 30 para 70 anos (mais que o dobro). Esse resultado espetacular é principalmente devido à melhoria das condições ambientais, culturais, econômicas e sociais e de alguns aspectos críticos de intervenções de saúde1 como vacinas, antibióticos, cirurgia, reabilitação e outros.

No entanto, esse resultado global é popularmente atribuído aos “doutores”, que certamente oferecem intervenções quase miraculosas por várias técnicas, como a anestesia geral e local, diagnóstico precoce e tratamento adequado de infarto do miocárdio, e que curam com a escuta terapêutica a depressão leve e moderada.

1 Neste texto se fala, com frequência, do “doutor” como o profissional de saúde essencial. Ele o é, mas outros profissionais são também imprescindíveis, cada um em seu lugar com seus conhecimentos e habilidades. No entanto, a produção científica sobre saúde refere-se, com um desvio enorme, à atividade do médico, por isso há grande quantidade de publicações desse teor. Além disso, muitas vezes nos referimos ao médico de família, que trabalha em atenção primária na comunidade, próximo à casa dos pacientes, aos quais faz visita domiciliar, quando necessário, às vezes para atendê-los em sua enfermidade final (por esse motivo, é chamado “médico de cabecera”, no idioma espanhol, aludindo

 

Capítulo 2 - Saúde e seus determinantes biológicos, ambientais e sociais

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A saúde e seus determinantes biológicos, ambientais e sociais

ANALEMA E MEDICALIZAÇÃO

Analema é o termo astronômico para a figura que se obtém quando se determina, a partir do mesmo ponto geográfico, a posição do Sol no mesmo instante a cada dia durante um ano. Por exemplo, sobre o vidro da janela, se marca com um ponto o lugar do Sol no céu às quatro da tarde, todos os dias durante um ano. Depois, os pontos são unidos entre si, formando-se uma figura que chamamos analema.

Na Terra, o analema é uma figura curva fechada, um enorme oito inclinado com dois laços de tamanhos distintos. A extremidade superior do oito corresponde ao solstício de verão (quando o Sol atinge sua altura máxima) e a sua extremidade inferior corresponde ao solstício de inverno (quando o Sol está a uma altura menor sobre o horizonte). A junção dos dois laços do oito corresponde aproximadamente aos equinócios de primavera e outono.

Podemos ver nossas vidas como analemas terrestres, como curvas fechadas que vão e voltam ao ponto de origem, desde o nascimento até a morte. Poderíamos imaginar nosso analema vital lembrando o que fizemos e onde estávamos, por exemplo, a cada 21 de dezembro ao meio-dia.

 

Capítulo 3 - Prevenção primária

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Prevenção primária

CONCEITOS E VÁRIOS EXEMPLOS

Se a intenção é evitar um evento de saúde indesejado, podem-se tomar medidas para:

•• Evitar que ocorra (prevenção primária).

•• Identificá-lo antes que a situação leve a um dano excessivo ou irreversível (prevenção secundária).

•• Buscar que o dano reverta e repercuta o mínimo possível na vida diária (prevenção terciária).

•• Evitar que as próprias medidas preventivas (e curativas) de saúde provoquem danos desnecessários (prevenção quaternária).

Com as atividades de prevenção primária se pretende evitar que se produzam eventos indesejáveis, tais como doenças, acidentes e outros. Na prevenção primária, se atua para que não se produza o evento indesejável em pessoas sem esse transtorno. Isto é, na prevenção primária, se intervém sobre indivíduos saudáveis (ou saudáveis por não sofrerem pelo evento que se quer evitar).

Por exemplo, é prevenção primária evitar quedas em idosos, para que não fraturem o quadril (por meio de uma série de atividades, como a remoção de tapetes e instalação de carpete quando apropriado, uso de andadores e bengalas, manter portas fechadas ou abertas - não semiabertas, retirada de psicofármacos). Isso é prevenção primária, porque se atua antes da fratura, para evitar a queda.

 

Capítulo 4 - Prevenção secundária

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Prevenção secundária

CONCEITOS E VÁRIOS EXEMPLOS

A prevenção secundária tem como objetivo identificar o evento indesejável antes que sintomas e que o dano se torne importante e/ou irreversível. Ou seja, a prevenção secundária é feita em pessoas aparentemente saudáveis, mas na realidade afetadas por um problema que ainda não causou sinais ou sintomas. Fazer prevenção secundária é fazer o diagnóstico precoce em indivíduos assintomáticos.

Nesse sentido, a prevenção secundária pode ser feita na população em geral e aparentemente saudável (rastreamentos, screening, exames gerais), na população com algumas características particulares (rastreamentos seletivos) e/ou em pacientes que consultam com seu médico e o momento é aproveitado para oferecer um estudo preventivo que não tem nada a ver com os sintomas, sinais ou problemas que levaram à consulta (detecção por oportunidade ou por acaso).

Por exemplo, é prevenção secundária a busca de infecção em pessoas que têm contato com pacientes com tuberculose, Aids e outras doenças transmissíveis. Assim, são localizadas pessoas afetadas antes que tenham sinais e sintomas e antes que possam contagiar alguém.

 

Capítulo 5 - Contrato preventivo e contrato curativo

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Contrato preventivo e contrato curativo

Durante os primeiros cem mil anos, até apenas meio século atrás, o médico era o curandeiro. Ou seja, o médico tentava dar respostas aos problemas que o paciente apresentava com o melhor de sua ciência e de sua arte, e ambas as partes aceitavam as limitações da medicina, que não eram poucas. O paciente vinha com sua incerteza, invalidez e vulnerabilidade ao curandeiro médico, e esse diminuía a incerteza, considerando o prognóstico e ao menos o tratamento paliativo. O objetivo era conseguir mais benefícios do que danos, nada mais. Idealmente, se fosse possível, se tentava responder sem dano algum, mas no pedido de ajuda estava implícita a aceitação dos danos que levavam à resposta. Ou seja, o paciente expunha o problema para o médico, e esse respondia proporcionalmente, incluindo danos.

•• Venho, doutora, porque essa dor nas costas não me deixa dormir conta o idoso de 76 anos.

•• Vejamos, conte-me mais lentamente, explique-me o que sente, sem pressa - responde adequadamente a jovem médica substituta, de 29 anos.

 

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