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Terapia Manual para Disfunção Fascial

Autor(es): Leon Chaitow
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A disfunção fascial é uma das principais causas subjacentes à dor musculoesquelética, levando à diminuição e/ou ao prejuízo da mobilidade do paciente, muitas vezes com forte impacto em sua vida. Com o objetivo de oferecer aos profissionais uma referência que auxilie na resolução desses problemas, Leon Chaitow conta, nesta obra, com a colaboração de 20 importantes profissionais e pesquisadores de inúmeros campos da terapia manual, reunindo informações sobre como avaliar de modo mais preciso a disfunção de seus pacientes, identificar suas causas e definir a melhor técnica para aliviar a dor.

 

19 capítulos

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Capítulo 1 - A relevância clínica das funções da fáscia: traduzindo a ciência

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Capítulo 1

A relevância clínica das funções da fáscia: traduzindo a ciência

Leon Chaitow

Este capítulo explora as funções notáveis da fáscia a partir da perspectiva do terapeuta manual, salientando as conexões clínicas relevantes entre função e disfunção fascial e características anatômicas e fisiológicas da fáscia.

Conforme descrito neste capítulo, a fáscia tem muitas funções, e mantê-las e restaurá-las quando estiverem lesionadas – por razões que vão desde o envelhecimento até o traumatismo – deve ser o foco principal dos profissionais/terapeutas.

Definições – o que é fáscia e o que ela faz

No momento não há uma maneira geralmente aceita de classificar a fáscia. Schleip (2012a) observou que atualmente há pelo menos três maneiras comuns de codificar a fáscia:



O Federative International Committee on Anatomical Terminology (1998) descreve fáscia como “bainhas, folhas ou outros agregados de tecido conectivo dissecável”, incluindo “revestimentos de vísceras e estruturas dissecáveis relacionadas a elas”

 

Capítulo 2 - Disfunção e doença fascial: causas, efeitos e possíveis opções de terapia manual

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Capítulo 2

Disfunção e doença fascial: causas, efeitos e possíveis opções de terapia manual

Leon Chaitow

Este capítulo aborda e avalia as causas e os processos envolvidos quando a fáscia se torna disfuncional – se isso é devido a trauma, inflamação, genética, padrões insatisfatórios de uso (p. ex., padrões de postura ou respiração habituais) ou processo de envelhecimento.

Além disso, as indicações informadas pelas evidências são oferecidas como modo de prevenção e estratégias de tratamento – onde elas existem. Onde não existem, mas há disponibilidade de experiência ou de informação empírica, elas serão mencionadas. Essas distinções, sejam evidenciais, empíricas ou de opinião, serão afirmadas de maneira categórica.

O principal propósito deste capítulo é focar a explicação e, quando possível, identificar maneiras válidas e/ou sugeridas de prevenção, de melhora e de normalização da disfunção fascial – mesmo em casos claros de patologia, e mesmo se, por vezes, o alívio sintomático por ser de fato o resultado mais satisfatório possível. É, portanto, necessário dar atenção às principais formas de disfunção e patologia fascial – sejam elas adquiridas ou hereditárias.

 

Capítulo 3 - Avaliação postural global

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Capítulo 3

Avaliação postural global

Thomas W. Myers

Este capítulo é, em grande parte, focado na avaliação postural global dos padrões de compensação na rede neuromiofascial, usando o mapa dos “meridianos miofasciais” conhecido como Trilhos Anatômicos®

(Myers, 2014).

O Capítulo 4 possui métodos de avaliação e palpação globais, bem como uma série de métodos locais adicionais que complementam o conteúdo deste capítulo.

Padrões fasciais versus neurológicos

Visto que o foco deste livro é a disfunção fascial, devemos primeiramente abordar a questão do grau em que os padrões posturais são padrões neuromotores versus padronização real dentro dos sistemas fasciais. A resposta depende principalmente de há quanto tempo eles foram estabelecidos e se são sequelas do trauma ou simplesmente hábitos arraigados.

Cada movimento começa como um experimento, uma expressão nova de disparo neuromotor.

Qualquer pai que esteve com seu filho de seis meses de idade quando ele deu a primeira virada para o lado sabe que a criança está tão surpresa com essa conquista quanto seus pais.

 

Capítulo 4 - Abordagens adicionais de avaliação global e local

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Capítulo 4

Abordagens adicionais de avaliação global e local

Leon Chaitow

Além de protocolos detalhados para avaliação global e local, este capítulo contém observações e descrições que se concentram nos requisitos de habilidades particulares quando se procura identificar padrões de disfunção miofascial (e outras). Entre essas habilidades, a mais importante é a capacidade de identificar um final de amplitude seguro – “a barreira” – para os tecidos durante a avaliação ou o tratamento da disfunção. As barreiras são observadas quando os tecidos são estendidos e também quando eles são comprimidos, ou movidos em diferentes direções – como nas aplicações de força de rotação, flexão, torção ou de cisalhamento. A identificação das barreiras está, portanto, intimamente ligada ao grau de força/carga que está sendo aplicada em qualquer determinada situação. O tópico da barreira também é discutido em outro momento, particularmente nos Capítulos 13 (“Técnicas de energia muscular”) e 18 (“Manejo de cicatrizes e aderências”).

 

Capítulo 5 - Removendo obstáculos para a recuperação: mecanismos terapêuticos e fáscia

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Capítulo 5

Removendo obstáculos para a recuperação: mecanismos terapêuticos e fáscia

Leon Chaitow

Embora evidências sejam essenciais na avaliação dos métodos clínicos, a opinião com base na experiência é muitas vezes útil para estabelecer o cenário – para descrever objetivos e para oferecer uma perspectiva.

Ida Rolf (1977) nos ofereceu sua opinião informada sobre o que a atenção terapêutica deve ser focada em relação à fáscia: “Nossa ignorância em relação ao papel e significância da fáscia é profunda. Portanto, mesmo em teoria é fácil não reparar na possibilidade de que mudanças de grande projeção possam ser feitas não apenas no contorno estrutural, mas também na manifestação funcional, por meio de uma melhor organização da camada da fáscia superficial que recobre o corpo. Os experimentos demonstram que as mudanças benéficas podem ser feitas no corpo, unicamente pelo alongamento, separando e relaxando a fáscia superficial de uma maneira adequada”.

A questão que surge dessa afirmação é: quais métodos terapêuticos são apropriados? Felizmente algumas (muitas?) das respostas são fornecidas neste capítulo, no qual você irá encontrar resumos do que se sabe atualmente sobre métodos e mecanismos que podem modificar a disfunção fascial. Nota-se que, há uma avaliação de métodos de aplicação de carga – compressão, alongamento, força de cisalhamento, oscilação, etc. – que se mostra, ou que se imagina que seja, efetiva em cenários particulares com base na experiência clínica, bem como em relatos e estudos publicados.

 

Capítulo 6 - A Técnica de Bowen

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Capítulo 6

A técnica de Bowen

Michelle Watson, Julian M. Baker

Introdução

A área das terapias manuais atualmente contém um alcance de métodos e modalidades cada vez maior

– muitos reivindicando o benefício dos problemas de saúde relacionados à fáscia. Claramente há uma necessidade de validação das várias abordagens

(Hansen & Taylor-Piliae, 2011), e este capítulo aborda as origens, a abordagem, a pesquisa e os mecanismos por trás de uma dessas modalidades – uma terapia de 60 anos que se originou na Austrália: a técnica de Bowen.

Origens

Na década de 1950, Thomas Bowen (1916-1982) criou uma forma de terapia manual que agora se chama

“Bowen”, “Bowentec”, “terapia de Bowen”, “trabalho de Bowen” ou a “técnica de Bowen”, que é reconhecida por seu leve toque e descrita como uma série de manipulações do tecido mole. A abordagem de

Bowen ao corpo foi descrita como intuitiva, e a observação e o toque eram suas ferramentas primárias devido a sua profunda surdez. Em 1975, um relato comissionado pelo Governo de Victoria confirmou que ele estava tratando aproximadamente 13.000 pacientes por ano, afirmando uma taxa de sucesso de mais de 80% nas condições crônicas e agudas

 

Capítulo 7 - Manipulação do tecido conectivo e rolagem de pele

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Capítulo 7

Manipulação do tecido conectivo e rolagem de pele

Elizabeth A. Holey, John Dixon

Introdução

A manipulação/massagem do tecido conectivo

(MTC) ou Bindegewebsmassage (massagem de zona reflexiva) é uma terapia manual aplicada com as mãos do terapeuta em contato com a pele do paciente. Ela

é mais corretamente descrita como uma terapia reflexa manual, uma vez que os efeitos ocorrem por meio da estimulação dos reflexos cutâneo-viscerais que induzem uma resposta reflexa autônoma. A capacidade de aproveitar essa resposta para atingir os resultados clínicos direciona a tomada de decisão clínica ao usar a terapia para tratar a disfunção.

A modalidade é aplicada com o dedo mais longo

(terceiro dedo) ou polegar da mão do terapeuta, por meio de uma manobra de elevação, que cuidadosamente visa cada interface dentro da pele para criar uma força de cisalhamento. As camadas superficiais podem ter que ser tratadas antes da camada fascial profunda, que é onde se acredita que os potentes efeitos autonômicos ocorrem. Um padrão de manobras deve ser dominado para permitir o acesso à fáscia onde ela é relativamente superficial, como, por exemplo, inserida ao osso e entre as fibras musculares. As zonas de tecido conectivo (TC) reflexo utilizadas são baseadas naquelas identificadas primeiro por Henry Head há mais de 100 anos (Head, 1898).

 

Capítulo 8 - Aplicações de treinamento orientadas à fáscia em esportes e na terapia do movimento

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Capítulo 8

Aplicações de treinamento orientadas

à fáscia em esportes e na terapia do movimento

Robert Schleip, Divo Gitta Müller

Introdução

Na ciência do esporte, bem como na educação esportiva atual, a ênfase predominante tem sido sobre a clássica tríade de treinamento muscular, condicionamento cardiovascular e coordenação neuromuscular (Jenkins, 2005). Em comparação, tem sido dada pouca atenção a um treinamento visando especificamente os tecidos conectivos envolvidos. Essa prática comum está em contraste com o papel que o tecido conectivo muscular desempenha nas lesões por uso excessivo associadas aos esportes. Quer seja na corrida, no futebol, na natação ou na dança, a maioria das lesões por esforço repetitivo associado ocorre nos tecidos conectivos de colágeno – como tendões, ligamentos ou cápsulas articulares –, que parecem não estar adequadamente preparados ou bem adaptados a seus desafios de carga comparado com as suas partes contrárias musculares ou esqueléticos

 

Capítulo 9 - O método da Manipulação Fascial® aplicado à dor lombar

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Capítulo 9

O método da Manipulação Fascial® aplicado à dor lombar

Antonio Stecco, Stefano Casadei, Alessandro Pedrelli,

Julie Ann Day, Carla Stecco

Introdução

O método da Manipulação Fascial

O tecido miofascial está cada vez mais recebendo atenção no campo da medicina e da terapia manual.

Sua anatomia, fisiologia e comportamento biomecânico têm sido objeto de inúmeras publicações de pesquisa que estão influenciando o desenvolvimento das modalidades de tratamento para as disfunções musculoesqueléticas.

Estudos sobre miofáscia têm se focado principalmente na anatomia e patologia de áreas específicas, como a fáscia abdominal, o órgão-entese do tendão do calcâneo, a fáscia plantar ou o trato iliotibial. Embora esses estudos sejam importantes, eles não fornecem uma visão do sistema fascial humano enquanto rede inter-relacionada de tensão do tecido conectivo.

A fáscia é o elemento de ligação que une todas as partes do sistema musculoesquelético. Ela

 

Capítulo 10 - Desenrolamento fascial

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Capítulo 10

Desenrolamento fascial

Paolo Tozzi

Introdução

O desenrolamento fascial (DF) compreende uma técnica indireta funcional dinâmica geralmente aplicada ao complexo miofascial–articular, visando a liberação das restrições fasciais e a restauração da mobilidade e função tecidual. O terapeuta inicia com indução do movimento no corpo, erguendo e segurando a área trabalhada para reduzir a influência da gravidade e para sobrepor o tônus postural reativo

(Minasny, 2009). O terapeuta trabalha a articulação e os tecidos restritos desenrolando o padrão dos vetores disfuncionais associados ao movimento fascial inerente. O movimento efetivo será percebido como uma expressão espontânea da tensão tecidual disfuncional; o componente de cisalhamento, de torsão ou de rotação pode se desenvolver em um padrão tridimensional complexo que precisa ser sustentado, amplificado e desenrolado até a liberação ser percebida.

Histórico

Embora o papel vital da fáscia tenha sido intuitivamente conhecido desde as origens da osteopatia

 

Capítulo 12 - Mobilização de tecido mole assistida por instrumento (MTMAI)

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Capítulo 12

Mobilização de tecido mole assistida por instrumento (MTMAI)

Warren I. Hammer

Introdução

Uma característica subjacente de todos os métodos de terapias fasciais discutidos neste livro envolve a criação de deformação tecidual. Toda célula no corpo requer deformação, tal como movimento, tensão e compressão, para funcionar.

Como discutido em capítulos anteriores (ver a mecanotransdução no Cap. 1), ocorrem inúmeros efeitos a partir da deformação tecidual aplicada.

A deformação de tecido é necessária para a vida, tanto para os processos de geração quanto de reparação de tecido. Nossos movimentos e exercícios diários são uma fonte essencial dessa deformação.

Métodos manuais podem ainda ser considerados como uma forma aplicada, localizada e precisa de exercício passivo.

Um efeito principal da carga mecânica trata das mudanças a nível celular, que inclui mudanças na morfologia celular, organização citoesquelética, sobrevivência celular, diferenciação celular e expressão genética para produzir RNA ou proteínas necessárias (Pirola e colaboradores, 1994; Sarasa & Chiquet, 2005). A percepção de que formas de carga mecânica são responsáveis por proliferação fibroblástica (especialmente colágeno tipo I;

 

Capítulo 13 - Técnicas de energia muscular (TEM)

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Capítulo 13

Técnicas de energia muscular (TEM)

Leon Chaitow

Introdução

As técnicas de energia muscular (TEM) se originaram na medicina osteopática nos anos 1950 e incluem um grupo de métodos que envolvem contrações isométricas, ou contrações excêntricas isotônicas, no tratamento e na reabilitação de disfunção musculoesquelética.

A forma mais básica e mais usada de TEM envolve o posicionamento cuidadoso de uma área do corpo, próxima de uma barreira de restrição (ver observações sobre barreiras no Cap. 5), seguido pelo uso de uma breve contração isométrica, na qual o grau de força moderada empregada pelo paciente e a direção e a duração do esforço são prescritas pelo terapeuta.

Após a cessação da contração isométrica (ou, às vezes, durante a contração), os tecidos que estão sendo tratados – tecido mole ou articulação – são liberados para uma nova posição. O esforço de contração produz mudanças – discutidas em seguida – que permitem que os tecidos sejam movidos ou alongados mais confortavelmente do que antes da contração isométrica.

 

Capítulo 14 - Terapia de indução miofascial (MIT®)

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Capítulo 14

Terapia de indução miofascial (MIT®)

Andrzej Pilat

Introdução

Definições

A Terapia de Indução Miofascial (MIT®, do inglês

Miofascial Induction Therapy) é uma abordagem prática (para o corpo todo) que é focada na restauração da função alterada no tecido fascial. Em um corpo saudável, o sistema fascial sustenta o movimento, a fluidez e a coordenação. As lesões e o envelhecimento podem, contudo, reduzir essa dinâmica tecidual, resultando em restrição fascial, como abordado nos

Capítulos 1 e 2. A adaptação à disfunção fascial envolve respostas estruturais e funcionais que são frequentemente suscetíveis à facilitação via métodos manuais como a MIT.

A MIT é uma avaliação prática e o processo de tratamento no qual o terapeuta, aplicando uma gentil transferência de estresse mecânica manual (tração ou/e compressão) a um tecido disfuncional específico, facilita a recuperação. O termo “indução” se relaciona à correção da facilitação do movimento e não a um alongamento passivo do sistema fascial. Este é, principalmente, um processo educacional, na busca de restaurar um nível homeostático favorável, recuperando a amplitude de movimento, tensão, força e coordenação apropriadas. O objetivo final do processo terapêutico não é o estabelecimento de hierarquias estáveis, mas a facilitação da adaptação ideal e contínua às demandas ambientais, com eficiência máxima.

 

Capítulo 15 - Técnica neuromuscular (TNM) e modalidades de manipulação de tecido mole associadas

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Capítulo 15

Técnica neuromuscular (TNM) e modalidades de manipulação de tecido mole associadas

Leon Chaitow

O que é TNM? – Introdução

Em um texto anterior descrevendo a técnica neuromuscular (TNM), a seguinte introdução foi empregada (Chaitow, 2011), do jeito que está aqui, uma vez que ela abrange a essência do assunto:

“Imagine uma técnica de palpação que se torna uma maneira de intervenção em virtude da pressão aumentada.

Imagine também uma técnica de palpação que, de uma maneira não invasiva, satisfaça e corresponda o tônus dos tecidos que está abordando e procure essencialmente

mudanças da norma em quase todas as áreas acessíveis

(para dedo ou polegar) dos tecidos moles.

Imagine que esta abordagem fornece informações de maneira sistemática sobre tônus tecidual, resistência, fibrosidade, edema, mudanças discretas localizadas no tecido mole, áreas de estrutura alterada, aderências ou dor, sendo capaz de trocar isso tudo por um modo de avaliação sem dor e agradável, por um foco de tratamento que inicie o processo de normalização das mudanças que ela revela.

 

Capítulo 16 - Técnicas de liberação posicional (incluindo contratensão)

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Capítulo 16

Técnicas de liberação posicional

(incluindo contratensão)

Leon Chaitow

Introdução

Os sintomas da dor musculoesquelética e a amplitude de movimento restrita – a estenografia para a qual é a disfunção somática – raramente surgem nas próprias articulações, a menos que haja uma franca patologia ou dano traumático. Ao contrário, tal dor e restrição são em grande parte impostas e mantidas pelos músculos que cruzam ou se conectam a tais articulações.

Os aspectos da disfunção somática muitas vezes incluem atividade proprioceptiva anormal, envolvendo fusos musculares que parecem incapazes de se restaurar – ajudando a manter a disfunção articular. O termo “técnicas de liberação posicional” (TLP) descreve esses métodos que possuem uma característica em comum em sua metodologia – a separação dos tecidos disfuncionais de suas barreiras de restrição –, envolvendo um movimento das estruturas afetadas visando o conforto ou o “relaxamento”, em vez da restrição ou “aprisionamento” – um processo que permite aos fusos repousarem e reduz a sensibilidade nociceptora (Bailey & Dick, 1992).

 

Capítulo 17 - Integração estrutural de Rolfing®

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Capítulo 17

Integração estrutural de Rolfing®

Jonathan Martine

Introdução

Integração estrutural (IE) é um sistema de terapia manual e educação sensório-motora que tem o objetivo de aumentar a economia de função e promover naturalidade de movimento coordenado (Jacobson,

2011). Atualmente, existem mais de 19 escolas reconhecidas pela International Association of Structural Integrators (IASI) que certificam profissionais de integração estrutural. A Integração Estrutural de

Rolfing® foi criada por Ida Pauline Rolf, PhD (18961979), e o Rolf Institute of Structural Integration

(RISI) foi criado pela Dra. Rolf e seus professores originais em 1971. (O trabalho da Dra. Rolf atualmente

é conhecido por seu título original, integração estrutural. A Integração Estrutural de Rolfing® refere-se ao trabalho de graduados e membros do Rolf Institute® of Structural Integration, a escola original da Dra. Rolf. O logotipo com o menino e os termos

Rolfing®, Rolf Movement® e Rolfer® são marcas registradas do Rolf Institute.) Embora existam aspectos

 

Capítulo 18 - Manejo de cicatrizes e aderências

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Capítulo 18

Manejo de cicatrizes e aderências

Willem Fourie

Introdução

O tratamento de cicatrizes e aderências não pode ser descrito como uma modalidade estabelecida. Em vez disso, o tratamento poderia ser definido como uma “estratégia de manejo”, que usa combinações de diferentes técnicas de massagem e manuais para constituir uma abordagem terapêutica que visa melhorar a qualidade e a mobilidade tecidual.

Entre as técnicas estariam combinações de effleurage, petrissage, drenagem linfática manual, técnicas de liberação manual, desenrolamento fascial, técnicas de fricção, liberação miofascial e, ainda, poderiam coletivamente ser chamadas de “manejo do tecido cicatrizado/mobilização/manipulação”.

Algumas fontes rastreiam o uso de técnicas manuais no tratamento de feridas e cicatrizes até o fundador da cirurgia moderna e pioneiro nas técnicas cirúrgicas, Ambroise Paré (1510-1590), um barbeiro-cirurgião francês. Ele empregou, entre outras técnicas, massagem para aliviar a rigidez articular e promover a cura da ferida após a cirurgia nos campos de batalha (http://www.therapycouch.com/MT.Theory.

 

Capítulo 19 - Manejo de cicatrizes e aderências

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Capítulo 19

Massoterapia e fáscia

Sandy Fritz

Introdução – visão geral: massoterapia

A massoterapia cai sob o domínio da terapia manual

(Jonas, 2005; Mosby’s Medical Dictionary, 2009). De acordo com o documento Massage Therapy Body of

Knowledge (MTBOK, 2010), “A massoterapia é um serviço de saúde e uma profissão de saúde que envolve a manipulação de tecidos moles”.

Como a fáscia é uma estrutura anatômica com função fisiológica, a massagem pode ser adaptada para tratar função e disfunção da fáscia. Em geral, as terapias manuais, das quais a massagem é um tipo, podem ser descritas como baseadas em tecidos moles e em articulações. A massoterapia é focada nos tecidos moles e logicamente afeta a fáscia por meio dos mesmos mecanismos biologicamente plausíveis propostos associados com outras técnicas de terapia manual direcionadas para os tecidos moles que utilizam aplicação de força mecânica manual em inúmeras direções de esforço para tratar lesões e disfunções somáticas (Eagan e colaboradores, 2007;

 

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