Novo Tratado de Fonoaudiologia 3a ed.

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Editado pelo professor Otacílio Lopes Filho, que ocupa um lugar de destaque tanto na Otorrinolaringologia como na Fonoaudiologia, ao lado de quatro renomadas fonoaudiólogas – Alcione Ramos Campiotto, Cilmara Cristina Alves da Costa Levy, Maria do Carmo Redondo e Wanderlene Anelli – da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o Novo Tratado de Fonoaudiologia proporciona a estudantes e profissionais das áreas as mais atuais condutas e diretrizes, que foram organizadas em 55 capítulos e divididas em quatro partes: 1. Audiologia clínica 2. Audiologia educacional 3. Terapia fonoaudiológica: motricidade orofacial e disfagia orofaríngea 4. Terapia fonoaudiológica: voz e reabilitação fonoaudiológica nos casos oncológicos de cabeça e pescoço Esta obra tem como compromisso minimizar as incapacidades e melhorar a qualidade de vida de pacientes portadores de distúrbios de audição, voz, motricidade orofacial, deglutição e linguagem; e de pacientes oncológicos de cabeça e pescoço.

 

55 capítulos

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1. Deficiência auditiva

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Deficiência auditiva 1

Otacílio Lopes Filho

Classificação

As perdas de audição podem ser classificadas segundo a sua localização topográfica (condutivas, sensorioneu‑ rais, mistas, centrais e funcionais) ou sua expressão clínica

(hipoacusia, disacusia, surdez e anacusia) (Figura 1).

Deficiência auditiva condutiva

com lateralização para a orelha pior. O teste de Schwa‑ bach é prolongado.

O índice de reconhecimento da fala é de 100% e, na imitanciometria (quando a membrana do tímpano está normal e a lesão localiza‑se na orelha média), encontram‑se curvas timpanométricas baixas e ausência do reflexo do músculo do estribo. O gráfico audiométrico costuma apre‑ sentar uma curva ascendente, com perdas maiores em sons graves. Nas otites médias crônicas, quando há maiores comprometimentos da orelha média, o perfil da curva au‑ diométrica pode ser plano, e quando a cadeia ossicular está

íntegra ou apresenta continuidade, há uma conservação da audição nas frequências em torno de 1 a 2 kHz (frequência de ressonância da orelha média). Quando há líquido na orelha média (otite secretória), há um aumento da massa, além da rigidez do sistema, e os sons agudos podem se apresentar com um comprometimento maior.

 

2. Perda auditiva de origem genética

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Perda auditiva 2 de origem genética

Lídio Granato

Carla Franchi Pinto

Maristela de Queiróz Ribeiro

Origem da deficiência

A deficiência auditiva é a forma mais comum de desordem sensorial no homem, e pode ser causada por fatores do ambiente, como traumas ou infecções duran‑ te a gestação, ou por fatores genéticos.

Aproximadamente 50% das deficiências auditivas profundas possuem etiologia genética e, nesses casos, via de regra, o diagnóstico é necessário, seguido do aconselhamento genético, o principal mecanismo de prevenção.

A expressão “doença de etiologia genética” abrange tanto as alterações submicroscópicas do genoma huma‑ no, que são as alterações dos genes presentes no indiví‑ duo e que podem ser transmitidas a gerações futuras, quanto o aumento ou a diminuição da quantidade de

DNA, decorrente de alteração numérica ou estrutural dos cromossomos, que são anomalias detectáveis ao microscópio comum.

As desordens genéticas, que provocam deficiência auditiva, determinam apenas perda da audição (defi‑ ciência auditiva isolada) ou estão associadas a anoma‑ lias de outros órgãos (deficiência auditiva associada a outras anormalidades). Elas podem ser congênitas, quando presentes desde o nascimento, ou tardias, quan‑ do manifestadas em qualquer idade após o nascimento.

 

3. Noções básicas sobre acústica, psicoacústica e calibração

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Noções básicas sobre acústica, 3 psicoacústica e calibração

Iêda Chaves Pacheco Russo (in memoriam)

Introdução

O conhecimento de como é o universo e de como a natureza opera é o objeto da Física, a mais geral e ampla das ciências. Esse conhecimento pode fornecer uma base segura, bem como uma lógica adequada, para o desenvol‑ vimento filosófico a respeito de nossa própria existência e de outros aspectos humanos importantes que, há milha‑ res de anos, vêm intrigando a mente humana.

A Física é a mais fundamental e a mais geral das ciên‑ cias. Na verdade, é o equivalente atual da antiga Filosofia

Natural, da qual provém a maior parte das ciências mo‑ dernas. A Física pode fornecer dois tipos diferentes de contribuição para outras ciências: teórica e técnica.

As contribuições teóricas auxiliam diretamente na compreensão de um determinado fenômeno. Por exem‑ plo, a Biologia: olhando mais de perto os processos biológicos dos seres vivos, vê-se que existem muitos fe‑ nômenos físicos envolvidos: a circulação do sangue, o bombeamento e a pressão sanguínea.

 

4. Avaliação auditiva básica: acumetria e audiometria

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Avaliação auditiva básica: 4 acumetria e audiometria

Maria do Carmo Redondo

Otacílio Lopes Filho

Introdução

Neste capítulo, serão abordados os testes básicos de avaliação auditiva em adultos. Eles consistem no uso dos diapasões, na determinação dos limiares por via aérea e por via óssea, limiar de reconhecimento da fala

(LRF) e índice de reconhecimento de fala (IRF). A exe‑ cução dessa rotina básica de testagem, em conjunto com a imitanciometria e emissões otoacústicas, permite ava‑ liar quantitativa e qualitativamente a audição, decidir sobre a necessidade de exames complementares e esta‑ belecer condutas clínicas ou cirúrgicas.

Diapasões

O exame audiométrico deve ser sempre precedido por uma detalhada avaliação acumétrica pelo otorrino‑ laringologista, utilizando diapasões. Cabe ao especialis‑ ta a avaliação prévia, de modo a ter uma ideia a respeito da audição de seu paciente, qual o grau de perda (leve, moderada ou severa) e qual o tipo de perda (sensorio‑ neural ou condutiva). Poderia parecer extemporâneo recomendar o emprego desses testes numa época em que há testes sofisticados como a audiometria tonal, a audiometria de respostas evocadas (audiometria de tronco encefálico, eletrococleografia) e mesmo a imi‑ tanciometria e as emissões otoacústicas. No entanto, há ainda um grande número de otorrinolaringologistas que não dispõe de um audiômetro em seu consultório, ou mesmo em serviços ambulatoriais, e, nesses casos, o uso do diapasão torna‑se fundamental para uma sus‑ peita diagnóstica. Parece ter sido Bezold que, em 1898, mandou construir os primeiros diapasões, procurando estabelecer as perdas auditivas de seus pacientes.

 

5. Medidas de imitância acústica

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Medidas de 5 imitância acústica

Otacílio Lopes Filho

Introdução

Os estudos iniciais a respeito da imitância da orelha média visavam a descrever suas características mecâni‑ cas, conforme os primeiros trabalhos de Metz. Com a utilização clínica, especialmente por Jerger e Alberti, novos horizontes foram abertos, buscando informações a respeito das vias auditivas periféricas e centrais.

Parece ter sido Schuster (1934) quem, pela primeira vez, aplicou clinicamente os conhecimentos de imitân‑ cia da orelha média, por meio de uma ponte mecânica construída para outros fins.

Metz, aperfeiçoando a ponte de Schuster, fez o pri‑ meiro estudo sistemático a respeito da imitância da orelha média em pacientes normais e com deficiência auditiva, comparando os resultados obtidos. Tanto

Metz quanto outros autores já haviam notado, em seus estudos, que as medidas obtidas em orelhas com defi‑ ciências auditivas sensorioneurais ou normais eram bem diferentes daquelas com problemas de condução, embora a faixa de normalidade fosse bastante ampla.

 

6. Testes audiológicos para a identificação de alterações cocleares e retrococleares

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Testes audiológicos para a 6 identificação de alterações cocleares e retrococleares

Maria Valéria Schmidt Goffi Gomez

Patricia Helena Pecora Liberman

Christiane Schultz

Introdução

O principal objetivo da avaliação audiológica é ofe‑ recer ao médico informações não só quanto ao grau de perda, mas também quanto ao local da lesão, permitin‑ do, dessa forma, a escolha da melhor conduta e trata‑ mento. O conceito de diagnóstico audiológico vem so‑ frendo mudanças importantes com os recentes avanços tecnológicos e descobertas fisiológicas aumentando o leque de opções de testes e especificidades na avaliação.

Sempre que houver um rebaixamento dos limiares

à via óssea associado ao rebaixamento dos limiares por via aérea (acoplado ou não), o diagnóstico do compo‑ nente sensorioneural é necessário. Para isso, é ideal a escolha de testes que identifiquem o comprometimento em cada componente do sistema auditivo sensorioneu‑ ral. A função das células ciliadas externas (CCE) pode ser avaliada através da pesquisa das emissões otoacústi‑ cas (EOA) (Robinette, 2003), porém quando as CCE estão alteradas, as EOA estão ausentes e pode aparecer um fenômeno conhecido como recrutamento. As le‑ sões do oitavo par e/ou ângulo pontocerebelar podem levar à perda auditiva do tipo neural, com queda do li‑ miar aéreo e ósseo, acompanhadas ou não de distorção da sensação de tempo, fenômeno conhecido como adaptação patológica.

 

7. Perda auditiva funcional

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Perda auditiva funcional 7

Teresa Maria Momensohn-Santos

Introdução

Muitas vezes, na prática clínica diária, há pacientes, adultos ou crianças, que respondem de forma duvidosa a um teste audiológico. Diversos são os fatores que po‑ dem levar um sujeito a se comportar dessa maneira: obstáculos para entender o procedimento proposto em função de questões intelectuais, culturais ou sociais; dificuldades relacionadas a problemas dos níveis mais altos da audição – distúrbios perceptuais e linguísticos; desmotivação para responder ao teste; problemas de ordem emocional – chamar a atenção para si, despertar sentimentos de piedade e comiseração por causa da sua dificuldade; e interesse financeiro – simulador cons‑ ciente. É importante que o fonoaudiólogo que atua na

área da audiologia clínica esteja atento à ocorrência de uma dessas situações.

Muitos termos têm sido usados para descrever perda auditiva aparentemente maior do que poderia ser explicado a partir das doenças que acometem o sistema auditivo. A expressão “perda auditiva funcio‑ nal” é utilizada quando se descreve o quadro audio‑ lógico de um indivíduo cujo comportamento não está de acordo com o grau de perda auditiva que apresenta em uma avaliação audiológica.

 

8. Emissões otoacústicas

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Emissões otoacústicas 8

Rosimeire Cezar Carlos

Otacílio Lopes Filho

Introdução

Conhecer a parte e inseri‑la no todo na tentativa de desvendar os mistérios que envolvem a perfeita ativida‑ de da engrenagem que comanda a audição; compreen‑ der de que modo estruturas com características físicas particulares, envoltas por meios distintos, trabalham unidas, em consonância, empregando mecanismos de ajuste acurados na transformação e modulação da ener‑ gia que atinge a orelha externa e percorre a via auditiva, tornando possível a percepção do som com extrema precisão. Com essas metas, diante de observações e dú‑ vidas, com o auxílio da tecnologia e participação de profissionais de diversas áreas, estudiosos vêm descre‑ vendo, ao longo de décadas, o desempenho de um im‑ portante segmento da orelha interna, a cóclea.

A cóclea, durante muito tempo, foi entendida como uma estrutura de atuação passiva. Em um estudo com cadáveres, Von Békésy descreveu a “teoria das ondas viajantes” como um movimento sinusoidal que percor‑ re a membrana basilar, capaz de distribuir tonotopica‑ mente a energia mecânica, provocada pela estimulação sonora, ao longo das espiras da cóclea (Figura 1). Tal ordenação estaria diretamente relacionada às proprie‑ dades das estruturas envolvidas em conformidade com as do estímulo. Tratava‑se de uma onda que determina‑ va regiões na membrana basilar onde a amplitude de vibração seria mais intensa, ocorrendo aí, portanto, maior estimulação das células sensoriais. Essa distribui‑

 

9. Avaliação eletrofisiológica da audição

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Avaliação eletrofisiológica 9 da audição

Ney Penteado de Castro Jr.

Marina Stela Figueiredo

Osmar Mesquita de Sousa Neto

Renata de Aquino Nunes Périco

Introdução

A audiometria de respostas elétricas (electric res­ ponse audiometry – ERA) é o conjunto de métodos que avaliam a atividade eletrobiológica, ao longo do sistema auditivo, da orelha interna ao córtex cerebral. Seu em‑ prego e desenvolvimento na audiologia são muito inter‑ essantes como exame complementar, em diversas situa‑

ções de diagnóstico e pesquisa da audição humana.

Os primeiros potenciais auditivos evocados no ser humano foram captados e reconhecidos como respostas a estímulos acústicos em 1939 por Davis. Essas respos‑ tas, denominadas na época complexo K, eliciadas no córtex cerebral, eram modificações no traçado do ele‑ troencefalograma de repouso, que ocorriam de forma inespecífica a uma série de estímulos sensoriais, como a luz e o som. Em 1945, Lempert et al. obtiveram com sucesso potenciais sensoriais da orelha interna, por meio de eletrodo implantado diretamente na janela re‑ donda, no transcurso de cirurgias otológicas. Nessa

 

10. Triagem auditiva em neonatos

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Triagem auditiva 10 em neonatos

Mônica Cristina Andrade Weinstein

Alessandra Spada Durante

Triagem auditiva neonatal universal: estado atual

Em 2 de agosto de 2010, a Lei n. 12.303/10 dispôs sobre a obrigatoriedade da realização do exame deno‑ minado emissões otoacústicas evocadas, tornando a triagem auditiva neonatal obrigatória e gratuita em to‑ dos os hospitais e maternidades brasileiros.

No percurso dessa conquista, contabilizam-se os esforços multidisciplinares de uma geração de fonoau‑ diólogos, otorrinolaringologistas e pediatras brasileiros que culminaram na disseminação da prática da triagem auditiva neonatal universal em nosso país.

Há uma década, o conceito de implementação de protocolos de triagem auditiva neonatal universal

(TANU) era um tópico de debate bastante ativo. Os méritos da triagem fisiológica de todos os recém‑nasci‑ dos eram contestados em função do potencial para en‑ caminhamentos de falsos-positivos, do estresse que causava nos pais e na equipe multiprofissional envolvi‑ da, além dos custos extras nas unidades neonatais. Em favor da TANU, os proponentes argumentavam que a perda auditiva congênita afeta em média dois a cada

 

11. Avaliação audiológica no primeiro ano de vida

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Avaliação audiológica 11 no primeiro ano de vida

Marisa Frasson de Azevedo

Importância do diagnóstico precoce

A integridade anatomofisiológica do sistema auditi‑ vo, tanto em sua porção periférica quanto central, cons‑ titui um pré‑requisito para a aquisição e o desenvolvi‑ mento normal da linguagem.

Os primeiros meses de vida têm sido considerados o período crítico para o desenvolvimento das habilida‑ des auditivas. Durante o primeiro ano de vida, especial‑ mente durante os seis primeiros meses, ocorre o proces‑ so de maturação do sistema auditivo central e a experienciação nesse período é crucial para o desenvol‑ vimento da linguagem.

Avanços na neurociência cognitiva demonstraram a plasticidade funcional do sistema nervoso central, a existência de períodos críticos e a possibilidade de for‑ talecimento das ligações sinápticas pós‑experienciação nesses períodos (Chermak e Musiek, 1992). Tanto a plasticidade quanto a maturação são, em parte, depen‑ dentes da estimulação, visto que a experienciação audi‑ tiva ativa e reforça vias neurais específicas (Aoki e

 

12. Avaliação da audição na criança

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Avaliação da 12 audição na criança

Ana Paula Bruner

Introdução

A audição é um dos principais sentidos responsá‑ veis pelo relacionamento do indivíduo com o meio em que vive. Conhecer a audição da criança é de grande importância, tendo em vista que os primeiros anos de vida são um período crítico para o desenvolvimento da fala e da linguagem, fundamentais para a sociabilidade do ser humano. Nesse período se desenvolvem as habi‑ lidades auditivas graças à maturação e à grande plastici‑ dade do sistema nervoso auditivo central, que fortale‑ cem as relações sinápticas baseadas em experiências auditivas vividas pela criança (Lichtig et al., 2001).

Entretanto, a avaliação auditiva na infância é bas‑ tante complexa e depende de uma série de fatores que a tornarão individualizada, com base nas características de cada criança a ser avaliada. Além disso, requer um olhar atento e experiente de um especialista, pois as técnicas empregadas na avaliação de indivíduos adultos geralmente não podem ser utilizadas na avaliação de crianças, em especial quando há atraso no desenvolvi‑ mento neuropsicomotor ou quando há outras deficiên‑ cias, além das queixas auditivas.

 

13. Avaliação do processamento auditivo central

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Avaliação do 13 processamento auditivo central

Liliane Desgualdo Pereira

Introdução

A avaliação do processamento auditivo central (PAC)

é um procedimento muito útil para diagnosticar o uso funcional correto e eficiente da audição em indivíduos de diferentes faixas etárias. Ouvir é uma habilidade que de‑ pende da capacidade biológica inata e da experiência do indivíduo no meio ambiente. Esse processo se torna im‑ portante no aprendizado da linguagem e, quando há pre‑ juízo na habilidade de ouvir, também podem ocorrer di‑ ficuldades com a linguagem receptiva ou expressiva. Assim,

é de fundamental importância realizar o diagnóstico sobre as condições da audição de um indivíduo, principalmente para orientar o processo de reabilitação fonoaudiológica e/ou prevenção de distúrbios da comunicação. Nesta nova edição, procurou‑se atualizar as informações deste capí‑ tulo, com base na atuação em pesquisa e assistência.

Conceituação

Processamento auditivo (PA) diz respeito à série de processos envolvidos na detecção de sons e na reação a eles (análise e interpretação). Processamento auditivo central (PAC) é o termo utilizado para se referir à série de processos que envolvem predominantemente as estrutu‑ ras do sistema nervoso central (SNC): vias auditivas e córtex. A audição inicia‑se pela detecção do som, vibração que flui mecanicamente até a cóclea e é transduzida em potenciais, que são codificados e decodificados, ao longo de um trajeto que se inicia na orelha e termina no córtex cerebral. São áreas diferentes que atuam em série e em paralelo e cujos processamentos culminam no reconheci‑ mento de padrões complexos de sons, como os caracterís‑ ticos da fala. O processamento de sons recebidos por meio

 

14. Como interpretar o exame audiológico

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Como interpretar 14 o exame audiológico

Teresa Maria Momensohn‑Santos

Introdução

Tal como na nossa vida, tomar decisões faz parte do nosso trabalho clínico. Ao aplicar um exame audiológi‑ co ou decidir com que tipo de aparelho auditivo o clien‑ te será beneficiado, o examinador/fonoaudiólogo, de alguma forma, tomou decisões clínicas: que tipo de exame será aplicado? Qual o melhor teste? De que for‑ ma será aplicado? Que informação é necessária coletar?

Que conduta tomará o clínico a partir desse dado? Ao interpretar os resultados de uma avaliação audiológica, novamente, o clínico precisa tomar decisões: o que sig‑ nificam esses dados? Em que critérios se baseia ao inter‑ pretar esses resultados?

Outra questão a ser pensada é a da prática baseada em evidências (PBE). O acesso à internet tem permitido ao nosso paciente entender os procedimentos e saber da vulnerabilidade de cada um deles; isso tem feito com que os profissionais da saúde, cada vez mais, apliquem a PEB nos procedimentos de diagnóstico e avaliação.

 

15. Semiologia do exame vestibular

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Semiologia do 15 exame vestibular

Lucia Kazuko Nishino

Introdução

A avaliação clínica do paciente com tontura é um dos aspectos mais importante do exame vestibular, portanto uma boa entrevista, para identificação dos sinais e sinto‑ mas, oferece um maior suporte para o diagnóstico vestibu‑ lar. A caracterização da tontura nos informa sobre a prová‑ vel localização do distúrbio vestibular. A tontura rotatória

(vertigem) é a ilusão do movimento específico de uma doença do aparelho vestibular, já o desequilíbrio, a instabi‑ lidade com tonturas inespecífica como “peso na cabeça”,

“cabeça oca”, desmaios estão associadas às disfunções de origem do sistema nervoso. Características como intensida‑ de, frequência e duração das vertigens também oferecem informações importantes para diferenciar as tonturas.

Os antecedentes sobre o uso de álcool, drogas ou medicamentos como tranquilizantes, anticonvulsivan‑ tes e barbitúricos fornecem aparato para verificar as influências dessas substâncias no resultado do exame vestibular.

 

16. Neuropatia auditiva

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Neuropatia auditiva 16

Osmar Mesquita de Sousa Neto

Renata de Aquino Nunes Périco

Introdução

O termo neuropatia auditiva surgiu em 1995 du‑ rante a descrição de dois casos cuja queixa auditiva es‑ tava relacionada ao reconhecimento da fala. Nesses, a pesquisa das emissões otoacústicas revelou amplitudes dentro dos parâmetros de normalidade e não se obtive‑ ram potenciais de tronco encefálico (PEATE) – apesar dos limiares para tons puros, na faixa de frequência re‑ lacionada ao teste, parecerem suficientes para seu de‑ sencadeamento. Os índices de reconhecimento de fala

(IRF) foram muito pobres e não se observaram reflexos do músculo do estribo. Os pacientes apresentavam tam‑ bém outras alterações neurológicas (um tinha diagnós‑ tico de doença de Charcot‑Marie‑Tooth). Os autores, então, imaginaram a localização do defeito entre as cé‑ lulas ciliadas internas da cóclea e as vias auditivas no tronco encefálico.

Desde então, o termo tem sido aplicado com relativa frequência, e o interesse da comunidade científica acerca do tema cresceu muito. Entretanto, a maioria dos relatos publicados é descrição de séries ou de casos isolados, desenho metodológico que não é capaz de responder às diversas questões que surgem sobre o assunto.

 

17. Fonoaudiologia na saúde do trabalhador

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Fonoaudiologia na 17 saúde do trabalhador

Cristiane Yonezaki

Mariene Terume Umeoka Hidaka

Introdução

A Fonoaudiologia, ao longo dos anos, vem ocupan‑ do um espaço importante na área de Saúde do Traba‑ lhador. A inserção do fonoaudiólogo nessa área ini‑ ciou‑se, timidamente, a partir da década de 1980, quando da aprovação da Lei n. 6.965, de 9 de dezembro de 1981, que dispõe sobre a regulamentação da profis‑ são do fonoaudiólogo.

A participação inicial dos fonoaudiólogos na área da saúde era meramente para realização dos exames audiométricos. Na ocasião, a obrigatoriedade dos exa‑ mes, que era preconizada pela Norma Regulamentadora

NR-7, da Portaria n. 3217/78 do Ministério do Traba‑ lho, não tinha um caráter prevencionista, assim como não havia critérios para realização e interpretação dos exames audiométricos; a exigência era apenas para a determinação dos limiares auditivos por via aérea, so‑ mente nas frequências de 500 Hz, 1 kHz, 2 kHz e 4 kHz, e a perda auditiva calculada pela tabela de Fowler.

 

18. O uso gerencial da informação na saúde do trabalhador

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O uso gerencial da informação 18 na saúde do trabalhador

Alice Penna de Azevedo Bernardi

Introdução

Apesar de ser uma doença plenamente passível de prevenção, a perda auditiva ocupacional ainda é um dos agravos à saúde altamente prevalente em inúmeros processos produtivos em todo o mundo. Estudos bra‑ sileiros de prevalência de perdas auditivas, em alguns ramos de atividades, apontam estimativas de 15,9% em metalúrgicos (Guerra et al., 2005), 28,3% em in‑ dústria têxtil (Caldart et al., 2006), 32,7% em condu‑ tores de ônibus (Correa Filho et al., 2002) e 48,0% em trabalhadores de marmorarias (Harger e Barbo‑ sa‑Branco, 2004). Sua simples ocorrência já significa uma falha na gestão do programa de conservação au‑ ditiva (PCA).

Entretanto, mesmo sendo conhecida como uma das doenças de maior prevalência em todo o mundo, dados de registros brasileiros apontam para a quase inexistên‑ cia da doença em virtude do alto índice de subnotifica‑

ção. Por ser um agravo à saúde do trabalhador que, na maioria dos casos, não gera afastamento do trabalho nem dá direito ao auxílio‑acidente previsto pela Lei de

 

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