Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos: Normas e Diretrizes

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O livro Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos: Normas e Diretrizes faz um panorama da avaliação da aptidão aeróbica e da avaliação da força muscular. A partir desses dois elementos, demonstra com vasto conhecimento técnico e científico como avaliar e prescrever exercícios para determinadas doenças: artrite reumatoide, doença arterial periférica, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial sistêmica, diabete melito, doença arterial coronariana, fibromialgia, lúpus eritematoso sistêmico, miopatias inflamatórias idiopáticas, obesidade, osteoartrite, doenças reumatológicas, osteoporose. A obra foi escrita por educadores físicos, médicos, nutricionistas e fisioterapeutas, trazendo um embasamento completo e abrangente. Em razão dessa interdisciplinaridade, é direcionada não somente para estudantes e profissionais da área de educação física, mas também de diversas áreas da saúde. O texto é conciso e didático, o que possibilita encontrar facilmente as diretrizes, explicações e as referências específicas ao tema, sendo imprescindível para os interessados nos assuntos abordados.

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1. Avaliação da aptidão aeróbica

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1

� valiação da

A aptidão aeróbica

Rômulo Bertuzzi

Adriano Eduardo Lima-Silva

Introdução

Em um sentido amplo, os seres humanos têm a capacidade de utilizar a energia química contida em compostos orgânicos por meio de uma série de reações bioquímicas que dependem da presença do oxigênio. Portanto, a aptidão aeróbica pode ser considerada primordialmente relevante para as nossas diversas necessidades biológicas. Tem sido sugerido que ela reflete uma das principais adaptações evolutivas da nossa espécie, pois permitiu ao homem se deslocar por longas distâncias de forma ininterrupta na busca por alimento1. Ainda, estudos relativamente recentes sugerem que a manutenção desse hábito é o principal fator responsável pelo sucesso dos atletas nascidos no leste do continente africano2,3. De forma similar, diversas evidências científicas

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sugerem que a redução da prática dessa atividade na sociedade industrializada pode ter contribuído para o aumento da incidência das doenças crônico-degenerativas4-6.

 

2. Avaliação da força muscular

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Avaliação da força muscular

Felipe Romano Damas Nogueira

Hamilton Roschel

INTRODUÇÃO

A força muscular é uma capacidade física definida como pico de força

(Newtons [N]) ou torque (Newtons × metro [N.m])1 desempenhados por meio de contrações musculares, sendo determinada pela área de secção transversa do músculo2,3 e por fatores neurais4,5. O nível de força muscular está envolvido diretamente com índices de mortalidade6,7, com o nível de atividade física diária8,9 e com o desempenho atlético10.

Com relação à parâmetros de saúde, o aumento de força muscular é associado com melhoras no perfil de fatores de risco cardiometabólicos11, menor risco de morte por qualquer causa6,12, menor incidência de doenças cardiovasculares13,14, menor risco de desenvolver limitações funcionais15,16 e doenças não fatais11. Isso é importante principalmente

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em populações idosas, uma vez que o envelhecimento causa redução significativa na quantidade de massa muscular (sarcopenia) e na força muscular

 

3. Composição corporal

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C� omposição corporal

Luciana Oquendo Pereira Lancha

Antonio Herbert Lancha Jr

INTRODUÇÃO

Diversas doenças estão associadas à elevada concentração de gordura corporal, tais como dislipidemia, hipertensão, diabetes e, mais recentemente, impotência sexual masculina, bem como as doenças do aparelho reprodutor masculino e feminino. No desempenho esportivo, a menor concentração de gordura está associada a melhores resultados, uma vez que se altera a relação peso-potência.

Podemos definir a composição corporal por técnicas chamadas de unicamente indireta ou duplamente indireta. São consideradas técnicas de estimativa da composição corporal a pesagem hidrostática ou o deslocamento de ar (pletismografia). A pesagem hidrostática consiste em pesar o indivíduo sob a água e, com isso, medir a densidade cor-

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poral. Pela densidade, estima-se a gordura corporal. Da mesma forma, o deslocamento de ar mede o volume do indivíduo e, de posse da massa corporal, chega-se à densidade.

 

4. Exercício e artrite reumatoide

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E� xercício e artrite reumatoide

Fernanda Rodrigues Lima

Reynaldo Costa Rodrigues

INTRODUÇÃO

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória e crônica que se caracteriza por dor e edema das articulações sinoviais. A atividade inflamatória persistente acarreta erosões ósseas, destruição articular e incapacidade funcional. Esse quadro osteoarticular, junto ao padrão de acometimento sistêmico da doença, leva a uma perda funcional progressiva e diminuição das atividades de vida diária. Cerca de 30% dos pacientes deixam de exercer suas atividades profissionais em três anos após o diagnóstico da doença, gerando um imenso impacto negativo na vida social e econômica do indivíduo1-4.

A AR apresenta uma prevalência de 0,5-1,0% da população mundial. Todas as faixas etárias podem ser acometidas, entretanto, há maior

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prevalência entre a 4ª e 5ª décadas de vida e no sexo feminino (3 a 8 mulheres:1 homem)1,2.

 

5. Exercício físico na doença arterial periférica

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E� xercício físico na doença arterial periférica

Raphael Mendes Ritti-Dias

Claudia Lúcia de Moraes Forjaz

Introdução

A doença arterial periférica (DAP) compreende uma série de disfunções na estrutura e na função das artérias que irrigam as regiões periféricas do corpo humano. Essas disfunções podem ter diferentes etiologias, no entanto, a formação de placas de aterosclerose é a mais comum. A presença de uma placa aterosclerótica faz com que haja uma redução no fluxo sanguíneo nos tecidos distais à obstrução arterial, gerando um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio nesses tecidos.

O índice tornozelo braço (ITB) é o método mais utilizado para o diagnóstico da DAP. Para a obtenção desse índice, a pressão arterial sistólica do braço e do tornozelo são medidas e o cálculo é feito pela

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divisão da pressão arterial sistólica do tornozelo de cada membro pela maior pressão arterial sistólica medida nos dois braços. ITBs inferiores a 0,90 em um ou nos dois membros caracterizam a presença da doença. Além disso, estudos mostram que o prognóstico do paciente com DAP está diretamente relacionado aos valores do ITB. Um estudo observou que indivíduos com ITBs inferiores a 0,30 tinham o risco de mortalidade 84% maior que os indivíduos com ITB entre 0,50 e 0,91.1 Assim, além de fornecer dados sobre a presença de DAP, o ITB fornece indicativo sobre a severidade da doença.

 

6. Exercício físico na insuficiência cardíaca

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E� xercício físico na insuficiência cardíaca

Patricia Chakur Brum

Juliane Cruz Campos

Luiz Roberto Grassmann Bechara

Paulo Roberto Jannig

Vanessa Azevedo Voltarelli

Introdução

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica de alta incidência e mau prognóstico que resulta da incapacidade do coração em bombear quantidades adequadas de sangue para manter a demanda metabólica do organismo. Ela é caracterizada pela diminuição do débito cardíaco (DC) associada à hiperatividade dos sistemas neuro-humorais e alterações periféricas secundárias1.

Considerada a via final comum da maioria das cardiomiopatias e outras doenças do aparelho circulatório, a IC representa um importante problema de saúde pública no Brasil em virtude de sua crescente prevalência e morbimortalidade associada2. Segundo dados do Siste-

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ma Único de Saúde* (SUS), em 2007 ocorreram 308.466 óbitos no país por doenças do aparelho circulatório, representando aproximadamente 30% do total de óbitos naquele ano. Além disso, esse quadro tende a se agravar com o aumento da expectativa de vida brasileira, já que a IC tem sido a principal causa de internação no SUS de pacientes com mais de 65 anos3.

 

7. Exercício físico na hipertensão arterial sistêmica

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E� xercício físico na hipertensão arterial sistêmica

Andréia Cristiane Carrenho Queiroz

Taís Tinucci

Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz

Introdução

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença assintomática e multifatorial, caracterizada pela elevação sustentada dos níveis de pressão arterial sistólica e/ou diastólica de repouso acima de 140 e 90 mmHg, respectivamente1,2. No panorama mundial, essa doença afeta aproximadamente 1 bilhão de pessoas1. No Brasil, inquéritos populacionais estimam que a hipertensão arterial possa acometer em torno de 30% da população adulta, com percentuais variando de 22,3- 43,9%2.

Sabe-se que o aumento de pressão arterial representa um fator de risco independente, linear e contínuo para a morbidade e mortalidade cardiovasculares. De fato, a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares,

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8. Exercício físico no diabete melito

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E� xercício físico no diabete melito

Crivaldo Gomes Cardoso Junior

Paulo Rizzo Ramires

Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz

Introdução

O diabete melito é uma doença crônica bastante complexa, caracterizada por altas concentrações de glicose no sangue, resultantes de defeitos na secreção ou ação da insulina. Nela, estão presentes anormalidades que afetam os metabolismos de carboidratos, proteínas e gorduras, e que aumentam, sobremaneira, a taxa de mortalidade1. Estima-se que 46% dos portadores de diabetes desconhecem o diagnóstico da doença e, mesmo assim, a prevalência global do diabete melito gira em torno de 8,3% da população mundial2, podendo atingir um percentual ainda maior

(18,4%) na população mais idosa e, não obstante, há grande perspectiva de crescimento dessa prevalência para o ano de 20303. Vale ressaltar que o panorama da doença pode ser ainda mais nefasto se considerarmos

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9. Exercício físico na doença arterial coronariana

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E� xercício físico na doença arterial coronariana

Maria Urbana Pinto Brandão Rondon

Daniel Godoy Martinez

Introdução

As doenças cardiovasculares são as maiores responsáveis pela mortalidade no mundo moderno, em especial a doença arterial coronariana

(DAC), sendo esse cenário observado não só no Brasil1 como no mundo todo2.

Estudo realizado nos Estados Unidos pela American Heart Association (AHA), no ano de 2010, demonstrou que a DAC é responsável por

51% das mortes por origem cardiovascular. Além disso, o estudo revelou dados alarmantes: estima-se que haja 17,6 milhões de americanos com DAC; que a cada 25 segundos um americano sofra um evento coronariano; que a cada minuto um americano morra de infarto agudo do miocárdio; que o gasto estimado para combater a DAC seja de aproximadamente US$177,1 bilhões2.

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No Brasil, esse cenário não é diferente. Estudo realizado pelo Ministério da Saúde, em 2009, com dados referentes ao ano de 2008 sobre a população brasileira, demonstrou que, dentre os grandes grupos de causa de óbito da população, a doença do aparelho circulatório foi a principal causa. Além disso, o estudo revelou que a doença isquêmica do coração é a segunda principal causa de óbito, sendo o infarto agudo do miocárdio (IAM) responsável por

 

10. Exercício físico para pacientes com fibromialgia

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E� xercício físico para pacientes com fibromialgia

Fernanda Rodrigues Lima

Roberta Potenza

Guilherme Giannini Artioli

Introdução

A fibromialgia (FM) é uma síndrome crônica composta pela combinação variável de dor difusa pelo corpo, fadiga, sensação de rigidez no aparelho locomotor, distúrbio do sono, sintomas autonômicos e alterações cognitivas. A presença desses sintomas deve ocorrer na ausência de outra doença orgânica que os justifiquem1.

Por muito tempo, a FM não foi considerada um diagnóstico diferencial em quadros álgicos do aparelho locomotor, possivelmente pela sua complexidade clínica e fisiopatológica e pela ausência de alterações objetivas no exame físico e em testes laboratoriais que pudessem caracterizar melhor a sua existência como uma doença2.

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Atualmente, graças aos estudos clínicos e experimentais em neurofisiologia da dor, a tendência é se caracterizar a FM como uma síndrome de sensibilização central que pode se sobrepor a outras síndromes desse tipo, como a síndrome da fadiga crônica, síndrome do cólon irritável, enxaqueca e síndrome das pernas inquietas, por exemplo3.

 

11. Exercício e lúpus eritematoso sistêmico

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E� xercício e lúpus eritematoso sistêmico

Luiz Augusto Buoro Perandini

Fabiana Braga Benatti

Renata Miossi

Introdução

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica caracterizada pela presença de autoanticorpos, principalmente anticorpos antinucleares1. O curso da doença evolui com períodos de manifestações clínicas e remissões. O diagnóstico do LES é feito com base nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia2. Para que o diagnóstico seja realizado, o paciente deve apresentar, no mínimo, quatro dos seguintes critérios: eritema malar, lesão discoide, fotossensibilidade, úlceras orais/nasais, artrite, serosite, comprometimento renal, alterações neurológicas, alterações hematológicas, alterações imunológicas e anticorpos antinucleares.

A incidência do LES pode variar dependendo da região analisada1.

Na União Europeia, a Espanha e a Áustria apresentam uma incidência

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12. Exercício físico e miopatias inflamatórias idiopáticas

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E� xercício físico e miopatias inflamatórias idiopáticas

Ana Lucia de Sá Pinto

Thalita Blasques Dassouki

Introdução

As miopatias inflamatórias idiopáticas (MII) são doenças crônicas autoimunes do músculo esquelético cuja principal característica é a fraqueza muscular em membros inferiores e superiores, causada pela inflamação dos músculos estriados1. As MII são classificadas em polimiosite (PM), dermatomiosite (DM), miosite por corpúsculo de inclusão (MCI), miosite associada à neoplasia e miosite associada à doença do colágeno. De forma geral, são doenças raras que acometem principalmente mulheres na faixa etária dos 45-55 anos de idade, em uma proporção de 2:1, com exceção da MCI que, geralmente, manifesta-se em homens com mais de 50 anos de idade. A prevalência estimada

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para essas doenças é de 1:100 mil habitantes na população geral, com incidência anual de 2-10 casos em cada 1 milhão de pessoas. A patogênese é distinta para cada uma dessas doenças2,3,4.

 

13. Exercício e obesidade

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E� xercício e obesidade

Fabiana Braga Benatti

Ana Carolina Côrte

Introdução

Atualmente, a obesidade pode ser classificada como um problema mundial de saúde pública, cuja prevalência vem aumentando vertiginosamente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima a existência de 1,6 bilhão de adultos com sobrepeso [índice de massa corporal – IMC (kg/m2)

> 25], dos quais 500 milhões são obesos (IMC > 30 kg/m2)1. De forma ainda mais alarmante, estima-se que em 2015 esses números aumentem para

2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e mais de 700 milhões de adultos obesos em todo o mundo1.

A obesidade deixou de ser uma doença presente apenas em países desenvolvidos. Alguns países de baixa renda têm níveis de obesidade iguais ou maiores àqueles encontrados em países desenvolvidos. No

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caso do Brasil, mudanças demográficas, socioeconômicas e epidemiológicas ao longo do tempo permitiram que ocorresse a denominada transição dos padrões nutricionais, com a diminuição progressiva da desnutrição e o aumento da obesidade2. De fato, no Brasil, estima-se que 50% da população adulta esteja com sobrepeso e que 15% seja obesa3.

 

14. Exercício e osteoartrite

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E� xercício e osteoartrite

Rodrigo Branco Ferraz

Hamilton Roschel

INTRODUÇÃO

A osteoartrite (OA), antes conhecida como osteoartrose ou artrose, é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo que lesiona a cartilagem hialina de maneira gradativa até a exposição do osso subcondral, com consequente esclerose, dor, perda de amplitude de movimento, formação de osteófitos, além da diminuição do espaço articular e da força muscular1. Trata-se da forma mais recorrente de artrite, sendo um dos principais contribuintes ao prejuízo funcional e da independência reduzida em adultos mais velhos2. Aproximadamente 40% das pessoas com idade acima de 65 anos apresentam OA sintomática do joelho ou quadril3,4.

No Brasil, a OA acomete cerca de 16% das pessoas com mais de 55 anos de idade em diferentes graus de intensidade5. De maneira geral, a OA do joelho é uma doença muito recorrente no mundo, afetando 2.693

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15. Exercício físico em doenças reumatológicas pediátricas

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E� xercício físico em doenças reumatológicas pediátricas

Ana Lucia de Sá Pinto

Thalita Blasques Dassouki

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, crianças e adolescentes têm se tornado cada vez mais sedentários e, concomitantemente, tem-se observado um aumento substancial na incidência de doenças crônicas pediátricas, tais como a obesidade juvenil, a hipertensão arterial e o diabetes do tipo 21.

As crianças com doenças reumáticas apresentam diversas manifestações clínicas, fadiga, dor crônica, rigidez, sinovite e deformidades articulares, que, por si só, já predispõem ao estilo de vida sedentário2,3.

Dessa forma, configura-se um perigoso ciclo vicioso, no qual os sintomas apresentados pelos pacientes levam à inatividade física que, por sua vez, agrava o quadro clínico.

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Artrite idiopática juvenil

A artrite idiopática juvenil (AIJ) é uma doença rara, e sua etiologia ainda permanece desconhecida. Nos países desenvolvido, a incidência varia de 2-20 casos por 100 mil, e a prevalência está entre 16-150 mil. É caracterizada por artrite crônica em uma ou mais articulações, com início antes dos 16 anos de idade, e é a principal causa de poliartrite crônica na faixa etária pediátrica.

 

16. Exercício físico para pacientes com osteoporose

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E� xercício físico para pacientes com osteoporose

Guilherme Giannini Artioli

Rosa Maria Pereira

Introdução

A osteoporose é uma doença crônica e progressiva que afeta o tecido

ósseo, diminuindo sua capacidade de resistir a cargas, tornando-o mais susceptível a fraturas. As principais características da osteoporose são diminuição do conteúdo mineral ósseo e alterações da microarquitetura óssea. Tais características são decorrentes de um processo progressivo e, na maioria das vezes, assintomático de perda de massa óssea que acompanha a idade. Sabidamente, a diminuição da densidade mineral

óssea que ocorre com a idade também é acompanhada por diminuição da mobilidade articular, força, massa e função musculares,1 os quais levam a prejuízos no equilíbrio e na postura. De fato, existe uma forte correlação positiva entre a força de um grupo muscular específico e a

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