O ABC da Fisioterapia Respiratória 2a ed.

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A ampla abrangência da Fisioterapia respiratória no contexto ambulatorial e cirúrgico norteou a elaboração deste livro, obra que oferece a estudantes e profissionais da área conceitos básicos e fundamentais para um atendimento eficiente. Entende-se que para prestar uma assistência adequada ao paciente, o profissional deve ter conhecimento sobre os diversos recursos instrumentais em fisioterapia, técnicas passivas e ativas de desobstrução brônquica, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, reabilitação pulmonar e cardiovascular, dentre outros. Todos esses temas são abordados neste livro. O leitor também encontrará informações sobre biossegurança, traqueostomia, reabilitação cardiovascular, além de algumas diretrizes que regulamentam a prática profissional. Além disso, a obra apresenta dois novos temas, Mobilização precoce e Passagem de plantão, e discute a humanização no atendimento fisioterapêutico ambulatorial e domiciliar, de extrema importância no atendimento a pacientes de todas as especialidades.

 

33 capítulos

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1. Anamnese e propedêutica respiratória

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1

ANAMNESE E PROPEDÊUTICA RESPIRATÓRIA

LUCIANA CASTILHO DE FIGUEIREDO

C R I S T I N A A PA R E C I D A V E L O S O G U E D E S

CAROLINA KOSOUR

ANDRÉA LUCIANA CARDOSO

A avaliação ou história clínica obtidas pela observação realizada por meio de fatos de interesse relativos à vida de um determinado paciente serão de grande mérito para o reconhecimento das três dimensões do espaço diagnóstico (o paciente, a doença e as circunstâncias). Isso porque a anamnese pretende não somente identificar os sintomas de significado clínico que acometem o paciente, mas também detalhes sobre sua vida, seus sentimentos e aspectos psicológicos, hábitos e vícios, condições socioambientais, antecedentes familiares, pessoais e nutricionais, além da história da doença atual e da história pregressa. Esses dados não podem ser obtidos por outros métodos diagnósticos e, com frequência, são indispensáveis para auxiliar na interpretação e completar as informações adquiridas com o exame físico ou métodos complementares de diagnóstico.1,2

 

2. Instrumentos de avaliação respiratória

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INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA

L U C I A N A A S S I S P I R E S A N D R A D E VA L E

N A I A N A VA L É R I O

A avaliação do sistema respiratório vem sendo utilizada há séculos por profissionais da área da saúde, para que seu conhecimento seja mais específico. Vários métodos e instrumentos surgiram ao longo dos anos, deixando o estudo e o conhecimento do sistema respiratório mais abrangentes e mais sofisticados. Métodos invasivos e não invasivos de avaliação respiratória tornaram-se mais frequentes nas unidades de internação, estando ao alcance de todos os profissionais da área da saúde.

Métodos e equipamentos não invasivos para a avaliação respiratória vem ganhando a preferência na prática médica em decorrência da praticidade para rea­lização, facilidade de manuseio, baixo custo e, principalmente, diminuição ou até ausência de adversidades. A avaliação à beira do leito tornou-se mais simples e mais completa, dando ao profissio­nal da saúde dados mais específicos da função pulmonar de seu paciente. Essas informações são impres­ cindíveis para o direcionamento dos objetivos e planos de tratamento a serem utilizados no processo de reabilitação pulmonar.

 

3. Espirometria

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ESPIROMETRIA

SIMONE DAL CORSO carla malaguti aline nogueira de oliveira

Introdução

O advento de espirômetros portáteis e de fácil manuseio, associado à padronização da técnica de execução da espirometria, ao estabelecimento de valores de referência para a população brasileira e de recomendações para sua interpretação, tem tornado a espirometria um exame cada vez mais utilizado na prática clínica.

O termo espirometria advém do latim, spirare, que significa respirar, e metrum, cujo significado é medida. O processo consiste na medição do ar que entra e sai dos pulmões que, em conjunto com a variável tempo, fornece também informações valiosas sobre os fluxos respiratórios.

Para o entendimento das manobras respiratórias utilizadas na espirometria e das variáveis obtidas a partir dessas manobras, faz-se necessária uma breve revisão dos volumes e capacidades pul­monares.

Volumes pulmonares e subdivisões

O volume corrente é a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões durante a respiração normal, nas fases inspiratória e expiratória, respectivamente.

 

4. Aspectos gerais na interpretação de exames laboratoriais

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4

ASPECTOS GERAIS NA INTERPRETAÇÃO

DE EXAMES LABORATORIAIS

A N A R O B E R TA M I R A N D A leandro ricciluca m . féli x

Introdução

Testes hematológicos

O fisioterapeuta é parte integrante de uma equipe multidisciplinar cuja atuação abrange desde pacientes ambulatoriais até aqueles que necessitam de suporte intensivo de vida.

Com o avanço da tecnologia e da pesquisa na

área médica, os exames laboratoriais tornaram-se mais rápidos, seguros e contemplam diferentes especialidades, promovendo maior qualidade no cuidado dos pacientes.

De modo geral, os testes laboratoriais são úteis para fornecer informações adicionais sobre o quadro clínico; entretanto, isoladamente, os achados não são diagnósticos. Para esse fim, é mandatória a associação com história e exame clínico.

Os testes podem auxiliar não só no diagnóstico, como também na avaliação sobre a resposta ao tratamento proposto, fornecer diagnósticos dife­renciais, avaliar a gravidade do quadro, monitorar o acompanhamento pós-terapêutico e delinear o prognóstico.

 

5. Estudo radiológico do tórax

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5

estudo RADIOlógico do TÓRAX

G ualberto R uas mauricio jamami victor fernando couto

INTRODUÇÃO

A radiografia de tórax é um método muito utilizado na prática clínica e geralmente o primeiro e

único a ser utilizado, permitindo avaliar de forma rápida e segura os sistemas cardiovascular, respiratório e digestório.

INCIDÊNCIAS UTILIZADAS NO EXAME

DE TÓRAX

Posteroanterior (PA).

Anteroposterior (AP).

Perfil (P).

Oblíquas.

Apicolordotico.

Decúbito lateral com raios horizontais.

res, permitindo maior penetração dos raios no parênquima e menor absorção pelos arcos costais).

Anteroposterior

É utilizada em caso de pacientes acamados e com dificuldades de mobilização, por isso são radiografados nas posições supina, sentado e ortostática.

O RC entra em uma superfície anterior e sai posterior (Figura 2). Porém existem algumas limitações: a imagem fica menos nítida e magnificação da silhueta cardiomediatínica.

 

6. Propriedades do muco brônquico

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PROPRIEDADES DO MUCO BRÔNQUICO

L E O N I C E B ö ck

INTRODUÇÃO

O sistema respiratório tem a importante função de proteger o ser humano do contato com microrganismos, bactérias e partículas existentes no ar ambiente, além de participar das trocas gasosas e do metabolismo. Para isso, as vias aéreas inferiores contam com o sistema mucociliar, que é constituído de cílios, líquido periciliar e muco.44,49

A superfície das vias aéreas são expostas, no mínimo, a 10.000 L de ar por dia. Além de ar, também são inalados poeira, gases tóxicos e microrganismos, e muitos destes são depositados nas vias aéreas inferiores.41

O sistema mucociliar tem três funções principais:

• Barreira mecânica: ele captura partículas na superfície líquida que cobre o epitélio da via aérea e leva-as ao longo da árvore brônquica, pela ação ciliar.

• Proteção química: o muco da via aérea tem propriedades antioxidantes.

• Barreira biológica: ocorre através da interação com microrganismos e células inflamatórias, prevenindo, assim, sua aderência e migração através do epitélio.45

 

7. Técnicas passivas de desobstrução de vias aéreas

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7

TÉCNICAS PASSIVAS DE DESOBSTRUÇÃO

DE VIAS AÉREAS

M Ô N I C A C A R VA L H O S A N C H E z stopiglia

M A R I A R E G I N A D E C A R VA L H O C O P P O

INTRODUÇÃO

A fisioterapia respiratória envolve um conjunto de técnicas baseadas na aplicação terapêutica de intervenções mecânicas. Deve ser adaptada a cada paciente, constituindo um processo dinâmico que varia continuamente de acordo com o acometimento pulmonar, doenças associadas, condições clínicas, evolução do quadro, idade e fatores anatomofi­ siológicos relativos, bem como com capacidade de coope­ração e adesão ao tratamento.

Seus objetivos consistem em: manutenção da permeabilidade das vias aéreas; otimização da função respiratória e das trocas gasosas; minimização das alte­rações da relação ventilação-perfusão; prevenção ou redução das consequências da obstrução por secreção, de maneira direta (hiperinsuflação, atelectasia, má-distribuição da ventilação, aumento do trabalho respiratório) ou indireta (remoção de secreções infectadas, de mediadores inflamatórios e redução da atividade proteolítica e oxidativa das vias aéreas, que pode prevenir ou reduzir as lesões teciduais secundárias); adequação do suporte ventilatório; e desmame da ventilação mecânica e da oxigenoterapia.

 

8. Técnicas ativas de desobstrução brônquica

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8

TÉCNICAS ativas DE DESOBSTRUÇÃO brônquica

K elly C ristina de O liveira A bud

O tratamento da obstrução brônquica é alvo de estudo da fisioterapia respiratória há décadas. Para isso, foram propostas diversas manobras e recursos que dependem ou não da participação ativa do paciente na terapia. É indiscutível que a fisioterapia respiratória contribui significativamente para a remoção de secreção, porém as técnicas que envolvem a participação ativa do paciente e permitem alguma independência na sua realização parecem ser mais efetivas no tratamento das doenças crônicas.­

São definidas como técnicas ativas de remoção de secreção as manobras que o paciente realiza de forma voluntária, portanto, englobam as técnicas que envolvem alteração voluntária do fluxo respiratório com o objetivo de deslocar e eliminar secreções brônquicas.

Para a compreensão dos mecanismos de ação das técnicas ativas de remoção de secreção, faz-se necessário discutir sobre o conceito de ponto de igual pressão. Durante a respiração normal, a pressão pleural negativa gerada pelo esforço respiratório provoca a queda da pressão alveolar e, assim, provoca também o fluxo aéreo na inspiração. Com o início da expiração, a pressão intratorácica vai diminuindo até que, em determinada região do sistema respiratório, ocorre um ponto onde a pressão dentro da via aérea fica igual à pressão exercida fora dela. Imaginando que esse ponto se localiza em vias aéreas instáveis a baixos volumes pulmonares, do ponto de igual pressão para a periferia do sistema respiratório as estruturas tendem ao colapso. Partindo do princípio de que o fluxo de ar é turbilhonado nesse ponto, pode-se modificar voluntariamente os volumes pulmonares a fim de deslocar o ponto de igual pressão para vias aéreas de diferentes calibres, o que pode

 

9. Aspiração endotraqueal

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ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL

R enata H enn moura

R enata C outo do canto

INTRODUÇÃO

As vias aéreas superiores têm como principal função a proteção da árvore brônquica contra infecções, por meio de suas propriedades de umidificação, aquecimento e filtração dos gases inalados. Essa região possui células produtoras de muco, que evitam a invasão por microrganismos. Durante a vigência de infecções respiratórias, a atividade dessas células encontra-se aumentada.1

Já as vias aéreas inferiores possuem extensa rede vascular e são suscetíveis ao extravasamento sanguíneo quando há invasão microbiana. As secreções presentes nessa região podem ter origem infecciosa (p. ex., microrganismos ou pus), imunológica

(p. ex., células polimorfonucleares ou transudato vascular) ou cardíaca (p. ex., edema pulmonar).

Entretanto, é comum a presença de mais de um tipo formando as secreções respiratórias.1

No indivíduo saudável, a ação das células ciliadas, o sistema imunológico e o reflexo da tosse promovem a remoção de partículas nocivas que ultrapa­ ssam o sistema protetor das vias aéreas su­periores. No paciente em estado grave, diversas condições podem comprometer esse sistema, determinando uma função inadequada das vias aéreas e o acúmulo de secreções. Entre essas condições, destacam-se a exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), trauma ou cirurgia torácica ou abdominal alta, as doenças neuromusculares, as neoplasias brônquicas, o coma, o choque e a presença de via aérea artificial.1–4

 

10. Terapia de expansão pulmonar

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TERAPIA DE EXPANSÃO PULMONAR

F E R N A N D O S I LVA G U I M A R Ã E S

S A R A L U C I A S I LV E I R A D E M E N E Z E S

JULIANA FLáVIA DE OLIVEIRA

PrINCÍPIOS FISIOLÓGICOS DAS TÉCNICAS

DE EXPANSÃO PULMONAR

As bases fisiológicas das técnicas de expansão pulmonar, sejam elas realizadas com objetivo profilático ou para a resolução de atelectasias, podem ser discutidas com base na relação entre a pressão de distensão aplicada e a modificação de volume pulmonar resultante.

Utilizando-se modelos mecânicos simplificados, podemos entender as formas pelas quais a expansão pulmonar pode ocorrer:

• Redução da pressão pleural: a contração dos músculos inspiratórios (MM) determina a expansão da parede torácica. Essa expansão faz com que a pressão ao redor do pulmão, ou seja, a pressão pleural

(Ppl), diminua, ocasionando o “tracionamento” dos pulmões e, consequentemente, a expansão.

Esse processo gera um gradiente de pressão alveolar (Palv), que é menor que a pressão externa ou de abertura das vias aéreas (Pao) (Palv < Pao), res• ponsável pelo fluxo inspiratório (V) (ver Figura 1).

 

11. Recursos instrumentais em fisioterapia

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11 recursos instrumentais em fisioterapia

Nas últimas três décadas, a fisioterapia respiratória foi uma das especialidades que mais se desenvolve­ ram e tem sido uma aliada permanente no tratamento de pacientes cirúrgicos, com disfunções respiratórias e cardíacas. Concomitantemente, surgiram avanços tecnológicos e evolução de recursos na área da saúde, inclusive na fisioterapia. Este capítulo discorrerá sobre dispositivos, com diferentes funções e indicações, que são auxiliares e que fazem parte da nossa rotina.

Respiron/Voldyne vinícius torsani

INTRODUÇãO

INCENTIVADORES

Serão abordados inicialmente dois incentivadores respiratórios muito utilizados na prática de fisiote­rapia respiratória, Respiron e Voldyne, detalhando seu funcionamento e procurando fazer uma breve revisão de estudos relacionados ao seu manuseio. Esses aparelhos fazem parte da conduta de inúmeros profissionais há muitos anos; no Brasil, particularmente, seu uso é muito difundido, sendo um recurso simples e popular.

 

12. Bases do método de reequilíbrio toracoabdominal

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BASES DO MÉtodo de reequilíbrio toracoabdominal mariangela pinheiro de lima

Seria a respiração um fluido, um ar vital emanado do Criador? Seria alento, fogo que mantém acesa a vida? Seria ela algo invisível, intangível, função destinada ao movimento de fole dos pulmões?

Sim, a respiração pode ser assim percebida. Pode também ser traduzida em complicadas fórmulas físicas e matemáticas e avaliada em sofisticados equipamentos. Quando adoece, a respiração pode ser tratada com medicamentos de última geração e também com atitudes que melhoram a qualidade de vida.

Nós, fisioterapeutas respiratórios, que lidamos diariamente com pessoas portadoras de distúrbios respiratórios, precisamos literalmente tocar o pro­ blema da respiração. A respiração precisa se tornar real, tangível, palpável.

Além da abrangência de fluxos, volumes, resistência, complacência, trabalho, pressões, capacidades, a respiração é uma experiência corporificada.

Isso significa que toda e qualquer equação relacionada à respiração se manifesta no corpo. Para alguns profissionais da área de saúde, sobretudo o médico,

 

13. Princípios, medidas e procedimentos para treinamento muscular respiratório

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Princípios, medidas e procedimentos para treinamento muscular respiratório rosmari aparecida rosa almeida de oliveira silvia maria de toledo pi z a soares caro L ina kosour

INTRODUÇÃO

A adequada manutenção da ventilação pulmonar, exercida pelos músculos do sistema respiratório,

é fundamental para a preservação da vida humana.

Os músculos respiratórios, assim como todos os músculos esqueléticos, podem melhorar a sua função com o treinamento muscular. Por outro lado, diferentemente da maioria dos músculos corporais, os respiratórios devem contrair-se, repetidamente, cerca de 12 a

20 vezes por minuto, durante todos os dias da vida do ser humano. Isso significa que esses músculos não têm a oportunidade de repousar, podendo, portanto, tornarem-se fadigados ou enfraquecidos no caso de sobrecarga do sistema respiratório.

Diferentes situações patológicas podem acarretar disfunção dos músculos respiratórios, o que con-

tribui para intolerância ao exercício, para a dispneia, e para a própria insuficiência respiratória. No caso de pacientes sob ventilação mecânica prolongada, o prejuízo na função muscular respiratória dificulta a retirada definitiva do suporte ventilatório, além de prolongar o tempo de hospitalização.

 

14. Oxigenoterapia

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OXIGENOTERAPIA

J U L I A N A M E N D E S M O U R A A ngheben

LUIZ CARLOS DE ABREU

V I T O R E N G R Á C I A VA L E N T i

INTRODUÇÃO

Haveria vida na Terra se não houvesse oxigênio

(O2)? Provavelmente sim, pois existem muitos microrganismos que não precisam desse gás para sobreviver. Mas, certamente, nenhuma forma mais evoluída de vida existiria, como vegetais ou animais.

A manutenção da vida humana é garantida, em parte, pelo oxigênio, dado que é um dos grandes responsáveis pela nutrição das células, dos tecidos e dos órgãos.

Ele foi descoberto em agosto de 1774 por Joseph

Priestley e caracterizado como um gás com diversas propriedades: inodoro, insípido, transparente e provedor da combustão (ver Tabela 1). Priestley percebeu que, durante o aquecimento do óxido de mercúrico (Hg2O2) em um recipiente fechado, havia a liberação de um gás que tornava uma chama de vela muito mais brilhante. Além disso, ratos sobreviviam por muito mais tempo num ambiente totalmente fechado quando o ar do ambiente era substituído por esse gás.

 

15. Aerossolterapia

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15 aerossolterapia simone santana aguiar denise cardoso ribeiro

S hirle y F erra z C rispilho

INTRODUÇÃO

A aerossolterapia ou inaloterapia é hoje uma das principais armas terapêuticas no tratamento de doenças respiratórias. Embora utilizada desde 2000 a.C., seu uso só começou a ser difundido nas últimas três ou quatro décadas, com o desenvolvimento de diferentes dispositivos cada vez mais eficientes no que diz respeito à deposição de mi­cro­partículas inaláveis com capacidade de deposição pulmonar.1,2,3 Com isso, diversos tipos de me­dicamentos estão sendo utilizados atualmente por via inalatória na terapêutica dos problemas respiratórios em alguns pacientes. A aerossolterapia consiste na administração de medicações diretamente no trato respiratório. Trata-se da forma pre­ferencial de administração de medicamentos no manejo das patologias respiratórias agudas e crônicas em crianças e adultos, sendo uma forma de tratamento de ação mais rápida e eficaz quando comparada às outras.

 

16. Ventilação mecânica não invasiva

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VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA

A na M aria G onçalves C arr

A ventilação não invasiva (VNI) consiste na aplicação de ventilação artificial sem a necessidade da utilização de próteses endotraqueais. A ligação entre o paciente e o respirador mecânico ocorre por intermédio de máscaras especiais, via nasal ou facial.

Com essa técnica atingem-se os mesmos objetivos da ventilação invasiva, como manutenção da ventilação alveolar, oxigenação adequada, manu­ tenção de volumes e capacidades pulmonares e diminuição do trabalho respiratório.

De acordo com o II e o III Consenso Brasileiro de

Ventilação Mecânica, o suporte não invasivo consiste da utilização de pressão positiva, pressão ne­gativa, cinta pneumática, marca-passo diafragmático e respiração glossofaríngea. No entanto, por ser menos dispendiosa e de aplicação mais fácil, a ventilação não invasiva por pressão positiva torna-se a mais utilizada nos grandes centros hospitalares, sendo necessário apenas um ventilador de pressão positiva e uma máscara para acoplar à via nasal ou à face do paciente.

 

17. Cuidados com as vias aéreas

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CUIDADOS COM AS VIAS AÉREAS

C arolina F u

J eanette J anaina jaber lucato maise cala figueirôa

INTRODUÇÃO

A internação em unidade de terapia intensiva

(UTI) decorre usualmente de instabilidades clínicas e cirúrgicas, requerendo cuidados intensivos por meio de monitorização e administração medicamentosa contínuas. Do ponto de vista respiratório, a necessidade terapêutica prevalente nas UTIs é o suporte ventilatório realizado por meio do ventilador me­cânico, que tem por objetivo promover alívio total ou parcial do trabalho respiratório do paciente.

Em contrapartida aos benefícios clínicos da indicação do suporte ventilatório por VMI, recurso am­plamente utilizado nas UTIs, esse procedimento não está isento de complicações, tornando crucial a cor­­reta decisão de utilização e da retirada do suporte.

O processo de intubação é o primeiro passo para se iniciar o suporte ventilatório. A equipe responsável por esse procedimento deve tomar cuidados que vão da escolha adequada do material e assistência durante os processos da intubação e da ventilação mecânica até a sua retirada.

 

18. Ventilação mecânica invasiva

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18

VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA

C élia regina lopes

CONCEITOS BÁSICOS

Na ventilação mecânica com pressão positiva, o ar é bombeado para o sistema respiratório pelo fluxo gerado pelo ventilador; este fluxo, por sua vez, progride em direção ao parênquima pulmonar, vencendo a impedância do sistema respiratório, ou seja, sua resistência e sua complacência. Nesse contexto, há elevação das pressões alveolar e pleural para valores superiores àqueles da pressão atmosférica (pressão positiva) com o estiramento do parênquima pulmonar, que é rico em fibras elásticas. A expiração se faz de modo passivo, como na respiração espontânea normal. Para tanto, o ventilador apenas interrompe o fluxo de ar, findando a inspiração e possibi­litando sua saída por meio da abertura da válvula de exalação. A pressão positiva alveolar, ou supra-atmosférica, e a retração elástica dos pulmões insuflados empurram o ar para o ambiente externo. Didaticamente, há quatro fases distintas do ciclo respiratório:

 

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