Guia Prático de Educação Nutricional

Autor(es): TRECCO, Sonia
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Os hábitos alimentares podem estar associados à ocorrência de algumas doenças crônicas não transmissíveis, como também contribuir significativamente na prevenção delas. Diante disso, reforça-se a necessidade de desenvolver estratégias de intervenção nutricional com foco na mudança de comportamento e na disseminação de informações relacionadas à alimentação saudável, a fim de que as mudanças realizadas possam ser incorporadas como rotina e mantidas em longo prazo. O objetivo desta obra é divulgar as opções possíveis para se exercer a função de educadores nutricionais nos diferentes tipos de comunidades e regiões de todo o Brasil. Pensando assim, ela foi elaborada como um manual de educação nutricional, apresentando temas como: • Alimentação saudável; • Educação nutricional para diabéticos, idosos, gestantes, pacientes obesos e em programa de cirurgia bariátrica etc; • Educação nutricional para grupos em sala de espera etc. Além disso, o livro traz também uma série de anexos,com tabelas e orientações, e várias dinâmicas, para que os leitores possam colocar em prática os conceitos apresentados. Trata-se, portanto, de leitura obrigatória para interessados, profissionais e estudantes da área de Nutrição, e também de outras áreas da Saúde.

10 capítulos

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1. Educação nutricional

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capítulo

1

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

Sonia Trecco

INDUSTRIALIZAÇÃO E SEU IMPACTO NA SAÚDE

A industrialização e o avanço tecnológico trouxeram muitos benefícios e conquistas para a humanidade, mas também geraram grandes mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida das pessoas, como a diminuição da prática de atividades físicas e o consequente aumento do sedentarismo, repercutindo na saúde com considerável redução da qualidade de vida e alterando o perfil de morbimortalidade nas sociedades, associado a um problema alimentar de ordem mundial.1,2 A mudança desse perfil de morbimortalidade indica o aumento da obesidade acompanhada de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Aspectos distintos relacionados à nutrição e à economia de cada país ou região podem determinar diferenças nesse processo de transição.1-3

No mundo contemporâneo, a mídia desempenha um papel estruturador na construção de conceitos alimentares. É preocupante o crescimento do consumo de uma dieta rica em gorduras e açúcares e pobre em fibras que se inicia desde a infância.4

 

2. Alimentação saudável

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capítulo

2

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Karin Klack

AS BASES PARA UMA DIETA SAUDÁVEL

O ato de comer está associado a distintas razões: sociais (é usual a presença de alimentos em confraternizações, eventos e festas em geral), psicológicas e fisiológicas. A fome corresponde à necessidade que se tem de comer em virtude de processos fisiológicos, como alterações na glicemia, necessidade energética, entre outros. Já o apetite consiste em um desejo de comer; é uma reação sensorial ou psicológica que inicia o estímulo de processos como a salivação e o peristaltismo.

Geralmente, as pessoas seguem uma alimentação distribuída em quatro refeições ao dia, o que corresponderia ao desjejum, almoço, lanche da tarde e jantar. No entanto, vários estudos apontaram que a realização de cinco ou seis refeições ao dia, além de adequar a quantidade de glicose sanguínea, auxilia na perda de peso por controlar de maneira mais eficiente a saciedade e reduzir os níveis de colesterol. Dessa forma, é aconselhável, para uma alimentação saudável, a inclusão do lanche da manhã e do lanche da noite.1

 

3. Educação nutricional para pacientes diabéticos

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capítulo

3

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

PARA PACIENTES DIABÉTICOS

Sonia Trecco

INTRODUÇÃO

Para tratar o paciente com diabetes, deve-se considerar o seu conhecimento sobre a doença, assim como os seus aspectos sociais e emocionais, o uso de medicamentos e o hábito alimentar.1,2

Por meio da educação em saúde, é possível ampliar a compreensão e a aceitação da doença, capacitar para o autocuidado e aumentar a adesão ao tratamento.

O nutricionista deve compreender a complexidade dos problemas de saúde no cotidiano do paciente diabético, interpretando-os e buscando formas de integrar o indivíduo ao seu meio, utilizando diferentes estratégias para orientação da alimentação, de forma lúdica e interativa.3

A EDUCAÇÃO EM GRUPO NO ATENDIMENTO DE

PACIENTES DIABÉTICOS

Na área da saúde, pelo fato de os tratamentos individuais muitas vezes se mostrarem de alto custo, há a preferência, em diversos setores, pelos atendimentos em grupo, os quais favorecem a ação integrada da equipe multiprofissional educadora.4 No caso específico da população diabética,

 

4. Como ensinar contagem de carboidratos

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4

COMO ENSINAR CONTAGEM

DE CARBOIDRATOS

Michelle Rasmussen Martins

INTRODUÇÃO

A contagem de carboidratos é uma ferramenta nutricional utilizada por indivíduos portadores de diabetes para quantificar o total de carboidratos ingeridos nas refeições. Foi uma das quatro estratégias alimentares utilizadas no estudo Diabetes Control and Complications Trial,1 em que pacientes e profissionais de saúde concluíram que esse método permite maior flexibilidade nas escolhas dos alimentos e ajuda a alcançar os objetivos glicêmicos.2

O objetivo da ferramenta é auxiliar na redução das variações glicêmicas pós-prandiais resultantes da variação do tipo e da quantidade de carboidratos presentes nos alimentos, pois o efeito da ingestão de alimentos na glicemia depende de alguns fatores: digestão, absorção, composição da refeição e horário do dia.3

Os pré-requisitos para a utilização desse método são: motivação por parte do profissional e do paciente; disciplina para seguir orientações e anotar informações; saber ler e escrever; e ter noções de medidas caseiras de alimentos.4,5

 

5. Modelo transteorético aplicado à educação nutricional

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capítulo

5

MODELO TRANSTEORÉTICO

APLICADO À EDUCAÇÃO

NUTRICIONAL

Michelle Rasmussen Martins

No âmbito da promoção da saúde, a alimentação tem sido colocada como uma das principais estratégias, sendo de grande importância a educação alimentar e nutricional para a adoção de práticas alimentares saudáveis por parte da população.1

No caso de pacientes diabéticos, por exemplo, a dieta é reconhecida como a medida fundamental do controle, tratamento e prevenção das complicações agudas e crônicas da doença.2

No tratamento nutricional, deve-se não somente buscar a adesão à dieta, mas também encontrar estratégias para solucionar problemas relativos ao comportamento alimentar do paciente, que englobam as práticas alimentares inadequadas identificadas tanto a partir de sua história alimentar como por dados clínicos, bioquímicos ou antropométricos.3

Muitos estudos têm relacionado as dificuldades da motivação dos indivíduos quanto à alteração do comportamento alimentar com a gama de fatores ambientais, nutricionais, psicológicos, sociais e culturais. Esses dados representam um desafio para os nutricionistas em relação à busca de intervenções eficazes que sejam capazes de mobilizar os indivíduos para a adoção de práticas alimentares saudáveis.4

 

6. Educação nutricional em grupo de sala de espera

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6

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL EM

GRUPO DE SALA DE ESPERA

Alessandra Xavier dos Santos

O território da sala de espera é o lugar onde os pacientes aguardam o atendimento dos profissionais de saúde, comumente em unidades básicas de saúde, em hospitais públicos ou privados, clínicas e consultórios particulares. Trata-se de um território dinâmico, onde se encontram diferentes pessoas à espera de um atendimento. O local é um espaço público em que as pessoas conversam e trocam experiências.¹

O grupo de sala de espera pode ser definido como uma intervenção em grupo junto a pacientes e seus acompanhantes no momento em que aguardam por uma consulta ou qualquer outro procedimento de saúde. Trata-se também de uma forma produtiva de otimizar o tempo nas instituições.²

Nessa abordagem, observa-se a construção de espaços de conversação, reflexão e troca de experiências entre os usuários e destaca-se o fato de a equipe de saúde conversar com aqueles que estão aguardando atendimento.³

 

7. Educação nutricional para pacientes obesos

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7

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

PARA PACIENTES OBESOS

Sonia Trecco

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL PARA OBESIDADE EM ADULTOS

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo em decorrência, quase sempre, de um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ou seja, a obesidade ocorre quando a ingestão alimentar é maior do que o gasto energético correspondente.

A prevalência da obesidade tem crescido rapidamente e representa um dos principais desafios de saúde pública neste início de século. Suas complicações incluem doenças como o diabetes melito tipo 2, a hipercolesterolemia, a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas psicossociais, doenças ortopédicas e diversos tipos de câncer.

A escala vertiginosa da obesidade em diferentes populações, incluindo países industrializados e economias em trânsito, levanta a questão de quais fatores estariam determinando essa epidemia. Considerando-se que o patrimônio genético humano não pode ter sofrido mudanças importantes neste intervalo de poucas décadas, certamente os fatores ambientais devem explicá-la.²

 

8. Educação nutricional para pacientes em programa de cirurgia bariátrica

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8

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL PARA

PACIENTES EM PROGRAMA DE

CIRURGIA BARIÁTRICA

Veruska Magalhães Scabim

INTRODUÇÃO

A cirurgia bariátrica surgiu na década de 1950 com procedimentos desabsortivos que não apresentaram resultados satisfatórios.1 Atualmente, com os avanços das técnicas empregadas e o conhecimento da evolução tardia dos pacientes submetidos ao procedimento, o tratamento da obesidade mórbida pode ser considerado clínico-cirúrgico, com recomendação de acompanhamento contínuo a fim de evitar complicações como reganho de peso e/ou deficiências nutricionais.2

Para o tratamento da obesidade, assim como para outras condições crônicas, é recomendado o atendimento contínuo da equipe de profissionais da saúde.3 No entanto, sabe-se que 43 a 78% dos portadores dessas patologias interrompem o tratamento após 6 meses de seu início.4 Estudo realizado no

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo verificou que 56% da população de 241 indivíduos operados entre os anos de 2006 e 2008 mantiveram-se adeptos às consultas nutricionais no primeiro ano após a cirurgia.5 Vários fatores podem estar associados à adesão ao acompanhamento. Magro et al., em um estudo com 782 indivíduos, observaram reganho de peso em 18,8% da população aos 48 meses após a cirurgia; entre estes, verificou-se que 60% não realizava acompanhamento nutricional.6 O acompanhamento envolve uma equipe multidisciplinar, que inclui médico, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, entre outros.

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9. Educação nutricional para idosos

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9

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

PARA IDOSOS

Maria Aquimara Zambone Magalhães

NUTRIÇÃO E SEU IMPACTO NA POPULAÇÃO IDOSA

O envelhecimento populacional é uma resposta à mudança de alguns indicadores de saúde, especialmente a queda da fecundidade e da mortalidade e o aumento da expectativa de vida. Estima-se para o ano de 2050 que existam no mundo cerca de dois bilhões de idosos, pessoas com 60 anos ou mais, a maioria delas vivendo em países em desenvolvimento.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) define envelhecimento como “um processo sequencial, individual, cumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, aumente sua possibilidade de morte”.

O envelhecimento pode ser compreendido como um processo natural de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos – senescência – o que, em condições normais, não costuma provocar nenhum problema. No entanto, em condições de sobrecarga, como doenças, acidentes e estresse emocional, por exemplo, pode ocasionar uma condição patológica que exige assistência (senilidade).

 

10. Educação nutricional para gestantes

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10

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

PARA GESTANTES

Nidia Denise Pucci

INTRODUÇÃO

Ações educativas em alimentação e nutrição, seja para gestantes ou para qualquer indivíduo ou coletividade, sadia ou enferma, requerem um diagnóstico prévio ao planejamento, a fim de elaborar um plano de sensibilização e de estratégias. Na elaboração do planejamento educativo nutricional para gestantes, o nutricionista deve levar em consideração os seguintes fatores: comportamento alimentar, faixa etária a que ele se destina (adolescentes ou adultas), problemas socioeconômicos mais frequentes que interferem na aquisição dos alimentos, aspectos cognitivos, hábitos alimentares e conhecimento sobre alimentação e nutrição, além do comportamento afetivo e das motivações para atitudes e escolhas em relação aos alimentos consumidos, incluindo valores sociais, culturais, religiosos e familiares.1

A gravidez, como um processo biológico de grande sobrecarga fisiológica, impõe ao organismo materno um aumento das necessidades nutricionais, a fim de suprir os requerimentos da mãe e do feto em virtude do aumento da massa de tecido ativo (fetal, placentário e materno) e do trabalho cardiovascular e respiratório, e também em razão do custo da síntese de tecidos da mãe. Dessa forma, a intervenção nutricional, segundo

 

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