Exercício e movimento

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Esta obra reúne teoria e prática em uma linguagem didática, demonstrando que a consciência acerca do potencial de movimento é a chave para se alcançar um corpo saudável e prevenir lesões. Com uma abordagem inovadora, o livro apresenta exercícios que englobam diversas modalidades, proporcionando ao leitor uma experiência abrangente que lhe trará inúmeros benefícios, como a manutenção de sua saúde, peso, postura, força e alongamento, além de uma melhora no desempenho. Trata-se de uma referência valiosa não só a estudantes e profissionais de áreas ligadas ao exercício e às artes do corpo, como também a todos os interessados pelo tema.

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1. Direção anatômica, planos e movimentos

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Direção anatômica, planos e movimentos

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A posição anatômica fornece um ponto de referência padrão para um indivíduo. Nesta posição, o corpo está na vertical, a cabeça, os olhos e os artelhos estão voltados para a frente e os braços e as mãos estão pendentes na lateral do corpo, com as palmas das mãos voltadas para a frente.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

DIREÇÃO ANATÔMICA, PLANOS E MOVIMENTOS

Termos para descrever a direção

Anterior. Situado ou voltado à frente do corpo. (Também chamada de ventral.) Assim, um termo com o prefixo “antero” significa “antes”.

Posterior. Situado em direção à parte de trás do corpo (Também chamada dorsal.) “Postero” indica um modo combinado, denotando relação com a parte posterior, por exemplo, posterolateral.

Inferior. Situado abaixo, ou dirigido para baixo, afastando-se da cabeça.

Superior. Situado acima, em direção à cabeça.

 

2. Músculo esquelético e mecânica muscular

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Músculo esquelético e mecânica muscular

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O corpo humano contém mais de 215 pares de músculos esqueléticos, que constituem cerca de 40% de seu peso. Os músculos esqueléticos são assim chamados porque a maior parte deles se une ao esqueleto e o move, sendo, portanto, responsáveis pelos movimentos corporais.

Os músculos esqueléticos têm um suprimento abundante de vasos e nervos sanguíneos, que estão diretamente relacionados com a contração, a principal função do músculo esquelético. Cada músculo esquelético geralmente tem uma artéria principal, para trazer nutrientes por meio do suprimento sanguíneo, e várias veias para eliminar os resíduos metabólicos.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

MÚSCULO ESQUELÉTICO E MECÂNICA MUSCULAR

O suprimento sanguíneo e nervoso geralmente penetra no músculo em sua porção central, mas às vezes adentra por uma das extremidades, eventualmente penetrando o endomísio em torno de cada fibra muscular.

 

3. Coluna vertebral

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Coluna vertebral

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Do ponto de vista mecânico, a coluna vertebral é o “centro do universo” do corpo. É humanamente impossível mover o corpo no espaço sem a ajuda da coluna vertebral, curvar-se, virar-se, ficar em pé ou mover a cabeça para ver algo.

As funções da coluna vertebral são a sustentação, o equilíbrio, a conexão, a proteção e o movimento. Ela sustenta e equilibra a postura ereta. A coluna vertebral conecta os membros inferiores aos superiores. Protege a medula espinal, que se funde com o encéfalo. Juntamente às costelas, com as quais se articula, a coluna vertebral protege o coração e os pulmões.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

COLUNA VERTEBRAL

As ações (movimentos articulares) ocorrem nos três planos, movendo a cabeça e o tronco. As ações são diferentes das “funções” articulares (página 31). As ações articulares da coluna vertebral são a flexão, a extensão, a hiperextensão, a flexão lateral para a direita e esquerda e a rotação para a direita e esquerda. Cada parte da coluna vertebral exerce algumas ações melhor do que outras.

 

4. Core

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Core

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O core do corpo recebe muita atenção, mas do que se trata realmente? Dependendo da fonte, pode ser qualquer coisa, desde os músculos abdominais até todo o tronco. Neste livro, será considerado como a área da parte lombar da coluna vertebral à pelve, geralmente chamada de core central. A parte inferior da coluna vertebral e a pelve são interdependentes; devem estar em equilíbrio e em alinhamento entre si para funcionar corretamente. Qualquer incongruência afetará outras

áreas, desde a parte superior da coluna vertebral até os pés; essencialmente, todo o comprimento do corpo.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

CORE

Região lombar da coluna vertebral

Existem cinco vértebras lombares (LI-LV), localizadas aproximadamente no centro do corpo. São maiores, mais espessas e, portanto, mais pesadas do que os outros ossos da coluna vertebral. Têm uma curva lordótica, ou seja, anteriorizada ou para a frente, que contrabalança a curva torácica posterior. Os discos intervertebrais (a cartilagem entre os ossos) têm um terço da espessura dos corpos vertebrais, o que possibilita uma maior mobilidade em flexão, extensão e inclinação lateral. A rotação é limitada, em razão das propriedades de projeção reta, comprimento curto e volume aumentado dos processos espinhosos posteriores, juntamente

 

5. Região do ombro

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Região do ombro

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A região do ombro é, na verdade, composta de cinco articulações: a articulação esternoclavicular (EC), a articulação acromioclavicular (AC), a articulação coracoclavicular, a articulação glenoumeral e a articulação escapulotorácica, em que a escápula desliza sobre a parede torácica. A articulação considerada especificamente como a do ombro

é a glenoumeral, enquanto as outras são articulações do cíngulo do membro superior.

A estrutura do ombro possibilita uma grande amplitude de movimento, tornando possível o posicionamento do braço e da mão. Os movimentos da região do ombro são determinados pelos músculos que estão localizados no tórax, costas e braços. Portanto, o que quer que a região do ombro esteja fazendo determina a aparência de grande parte da porção superior do corpo.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

REGIÃO DO OMBRO

São os movimentos dos braços que irão modelar a maior parte dos músculos das costas, assim como do tórax e do braço. Outros músculos nessas áreas são delineados pelos movimentos da escápula, na região das articulações do cíngulo do membro superior.

 

6. Articulações do cotovelo e radiulnar

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Articulações do cotovelo e radiulnar

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Articulação do cotovelo

A articulação do cotovelo é composta pelo úmero (osso do braço), rádio e ulna (os dois ossos do antebraço, sendo a ulna o mais medial). Na extremidade distal do úmero estão a tróclea e o capítulo, que juntos formam parte da articulação do cotovelo com o rádio e a ulna.

Articulação radiulnar

Muitas vezes confundida com a articulação do cotovelo, a articulação radiulnar é uma articulação rotatória distinta, classificada como uma articulação em pivô. É uniaxial, atuando apenas no plano horizontal/transversal, realizando os movimentos rotacionais de supinação e pronação.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

ARTICULAÇÕES DO COTOVELO E RADIOULNAR

Articulação do cotovelo

O cotovelo é uma articulação em dobradiça verdadeira (gínglimo), o que significa que atua apenas no plano sagital e pode realizar apenas as ações de flexão e extensão. Os ligamentos e músculos trabalham em conjunto para fornecer estabilidade e mobilidade à articulação.

 

7. Punho e mão

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Punho e mão

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O punho e mão são compostos por 27 ossos, inúmeros ligamentos e muitos músculos e tendões, que fornecem motricidade aos dedos. O punho e a palma da mão abrigam os oito ossos do carpo, cuja fileira proximal compreende o escafoide, o semilunar, o piramidal e o pisiforme, articulando-se com o rádio e a ulna para formar a articulação radiocarpal.

É aqui que ocorrem as principais ações do punho; como uma articulação condiloide (elipsoide), pode realizar a flexão, a extensão, a abdução e a adução. A combinação dessas quatro ações é a circundução.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

PUNHO E MÃO

A fileira distal dos ossos carpais, que compreende o trapézio, o trapezoide, o capitato e o hamato, une-se aos cinco metacarpais, que se articulam com as falanges proximais. Do mínimo ao indicador, cada dedo tem três falanges, enquanto o polegar só tem duas. Essa articulação metacarpofalângica também é uma articulação condiloide. As articulações interfalângicas são articulações em dobradiça, em que ocorrem a flexão e a extensão dos dedos.

 

8. Articulação iliofemoral (do quadril)

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Articulação iliofemoral

(do quadril)

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A articulação iliofemoral é uma grande articulação esferoide

(em bola e soquete), formada pela junção entre o acetábulo da pelve (o soquete) e a cabeça do fêmur (a bola). Do ponto de vista arquitetônico, a pelve é a pedra angular e os fêmures são os pilares de uma estrutura em formato de arco. Essa estrutura torna a articulação do quadril muito estável.

Os músculos que atuam na articulação do quadril passam da pelve para o fêmur, alguns indo até mesmo além da articulação do joelho. Todos os grandes músculos dão formato

à coxa. Os músculos da parte anterior da coxa flexionam o quadril, os músculos da parte externa (lateral) abduzem, os músculos da parte posterior estendem e os músculos da parte medial (interna) aduzem. A maior parte dos músculos acima realiza também a rotação medial ou lateral, as duas últimas ações do quadril.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

 

9. Articulação do joelho

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Articulação do joelho

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Os joelhos são um exemplo perfeito de articulação: dois ossos articulados (unidos), mantidos conectados por ligamentos, com tendões musculares inseridos para mover a articulação, cartilagem para absorver impactos e líquido sinovial dentro de uma membrana para lubrificar. É a maior articulação do corpo, com os dois ossos longos (fêmur e tíbia) atuando como alavancas; no ponto em que eles se encontram há pouco movimento lateral.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

ARTICULAÇÃO DO JOELHO

Côndilo lateral do fêmur

Ligamento cruzado posterior

Ligamento cruzado anterior

Côndilo medial do fêmur

Ligamento colateral fibular

Menisco medial

Ligamento colateral tibial

Menisco lateral

Côndilo medial da tíbia

Cabeça da fíbula

Ligamento patelar

Ligamento transverso do joelho

Faceta medial da patela

Patela

 

10. Articulação do tornozelo e do pé

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Articulação do tornozelo e do pé

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A construção da articulação do tornozelo/pé é a mais intrigante.

Os 26 ossos (7 tarsais, 5 metatarsais e 14 falanges), os 19 grandes músculos, muitos pequenos músculos intrínsecos da planta do pé e mais de 100 ligamentos compõem a estrutura principal de cada articulação do tornozelo e do pé.

A transferência de peso da tíbia para o tálus e então para o calcâneo (osso do calcanhar) é um incrível ato de equilíbrio em que se recebe o peso de todo o corpo e, em seguida, impulsiona-o adiante para o restante do pé.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO E DO PÉ

Articulações e ações da articulação do tornozelo e do pé

A articulação superior do tornozelo é o ponto de articulação entre a tíbia, a fíbula e o tálus.

Eles se encaixam firmemente; é uma articulação do tipo gínglimo, em que ocorrem as ações de flexão plantar e flexão dorsal. A articulação inferior, ou distal, do tornozelo é uma combinação das articulações talocalcânea e transversa do tarso. Os sete ossos tarsais estão localizados nessa área, e há diversos movimentos entre as várias articulações. A autora prefere simplificar as ações articulares da área utilizando os termos“pronação”e“supinação”(ver página 179).

 

Apêndice: mandíbula e garganta

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Apêndice: mandíbula e garganta

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A mandíbula se articula com o crânio para formar a articulação temporomandibular; seus músculos produzem a mastigação. Outro movimento da alimentação é a preensão, ou apreensão dos alimentos pelos potentes músculos da mandíbula: o temporal, o masseter e os pterigóideos lateral e medial. Eles abrem e fecham a mandíbula e trituram com os dentes, uma ocorrência que produz estresse, às vezes durante o sono.

Pterigóideo lateral

(cabeça inferior)

Temporal

Masseter

Pterigóideo lateral

(cabeça superior)

Figura A1 Articulação temporomandibular.

Disfunção da articulação temporomandibular

Trata-se de uma disfunção da articulação temporomandibular (ATM) que é muito prevalente na atualidade, em muitos casos em razão do estresse. A tensão pode desalinhar o posicionamento da mandíbula e pinçar os nervos, levando a problemas adicionais e a uma possível cirurgia. Tenha em mente que esta não é a única razão para a disfunção da ATM; pode haver limitações ósseas ou outras causas. O alinhamento correto é, novamente, a solução.

 

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