Anatomia do Corpo em Movimento: Ossos, Músculos e Articulações 2a ed.

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Destinado sobretudo a dançarinos, educadores do movimento, terapeutas corporais e estudantes de todas as áreas relacionadas com o movimento humano, Anatomia do Corpo em Movimento apresenta uma rica abordagem descritiva sobre ossos, músculos e articulações. Nesta nova edição, o autor ao mesmo tempo desmitifica e evidencia a estrutura e os mecanismos do corpo humano. Com ilustrações de alta qualidade, elaboradas a partir de um modelo digital tridimensional da anatomia humana, este livro contém 31 capítulos, cada um dedicado a apresentar uma região específica do corpo. Ossos, músculos e articulações não apenas são nomeados, como também explicados por meio de uma linguagem simples e direta. Nessa exposição, os tópicos contemplados incluem: terminologia anatômica, origens e fixações dos músculos e ações a eles relacionadas, discussão sobre as principais estruturas funcionais – como a pelve, o tornozelo, o cíngulo do membro superior e a mão –, além das estruturas associadas à respiração e à vocalização. 

31 capítulos

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1. Terminologia Anatômica

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Terminologia

Anatômica

Para melhor entendimento e aprendizado no estudo da Anatomia, foi desenvolvido um conjunto de termos que descrevem as posições e as relações espaciais no corpo humano quando nos referimos à anatomia ou ao movimento. Todos esses termos estão relacionados à posição anatômica padrão que consiste em permanecer ereto, com as palmas voltadas para a frente, como na maioria das ilustrações anatômicas.*

Planos

O corpo humano é dividido em três planos com o objetivo de descrever, sob uma perspectiva tridimensional, a localização das estruturas anatômicas.

a. Plano sagital mediano ou plano mediano

O plano vertical divide o corpo em duas metades: direita e esquerda.**

b. Plano frontal ou coronal

O plano vertical divide o corpo em porções anterior e posterior. Os termos ventral/dorsal se relacionam a este plano. Alguns autores usam esse termo para descrever o ponto no qual a cabeça se equilibra sobre a coluna vertebral.

 

2. Ossos, Músculos e Articulações

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Ossos, Músculos e Articulações

No estudo da anatomia musculoesquelética, o foco central está nos músculos e nos ossos aos quais eles se prendem. Os ossos também se conectam uns aos outros formando as articulações. Assim, as três principais estruturas nas quais devemos nos ater na anatomia musculoesquelética são os ossos, as articulações e os músculos.

Ossos, Articulações e Ligamentos

Os ossos formam o arcabouço do corpo, caracterizando uma proteção, e também servem de alavancas sobre as quais os músculos atuam. Apresentam formas e tamanhos variados. Os ossos longos são encontrados nos membros que funcionam como alavancas para a sustentação, locomoção e articulação. Os ossos curtos atuam para a força e a solidez do corpo. Os classificados como planos têm uma função protetora ou fornecem superf ícies amplas para a fixação muscular (p. ex., o crânio e a escápula).

Como mencionado anteriormente, as articulações são as áreas nas quais os ossos se interconectam. Algumas articulações, como a sacroilíaca, são bastante inflexíveis e capazes de pouco ou nenhum movimento; os ossos se mantêm fixos apenas por fibrocartilagem e são reforçados por ligamentos. Outras articulações se movem livremente, permitindo aos ossos formarem alavancas que flexionem ou girem entre si. Essas alavancas são conhecidas como articulações sinoviais, porque contêm o fluido sinovial que lubrifica as faces articulares, permitindo que deslizem ou se movam umas sobre as outras. Outro nome usado para as articulações móveis é diartrose, a qual está relacionada à palavra “artrite”. Existem vários tipos de articulações sinoviais, como gínglimos

 

3. O Crânio

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O Crânio

O crânio é composto de duas partes, o neurocrânio (cranium significa “capacete” em grego) e o viscerocrânio (ossos da face). O neurocrânio abriga o encéfalo e os órgãos que proporcionam mecanismos de equilíbrio, também fornece aberturas para as orelhas (órgãos da audição) e uma estrutura para a articulação da mandíbula; já o viscerocrânio concede uma estrutura para a boca e a mandíbula e inclui os músculos da face (mímicos), órbitas para os olhos e as cavidades nasais.

O crânio é formado por ossos muito complexos. Para propostas de estudo, é importante analisá-lo utilizando um modelo real, visto que seus ossos são tridimensionais, com formas variadas, ou seja, um verdadeiro desafio para a descrição.

O neurocrânio é constituído por seis ossos: frontal, parietal, temporal, esfenoide, etmoi­de e occipital. Os ossos parietais (paries significa “uma parede”) formam as paredes laterais e superior do crânio. O osso frontal (frons, a fronte) compõe não só a fronte, como também, o teto das órbitas e da cavidade nasal. O osso esfenoide (que significa “uma cunha”) forma a parte anterior da base do crânio e articula-se com os outros ossos do neurocrânio. O etmoide (palavra grega que significa “peneira”) constitui parte da base do crânio e da cavidade nasal. Os ossos temporais (tempus, tempo), mais comumente conhecidos como têmporas, formam as laterais e o restante da base do crânio. E o osso occipital (do grego ob, caput, “contra a cabeça”), a parte posterior e a base do crânio (Fig. 3.1).

 

4. A Base do Crânio e suas Fixações

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A Base do Crânio e suas Fixações

No capítulo anterior vimos os ossos do crânio. Veremos agora os músculos que se fixam à base do crânio. A maioria das pessoas – mesmo aquelas familiarizadas com a anatomia – pensa no corpo como um conjunto de partes separadas. O músculo bíceps braquial, os da região posterior da coxa, os das costas – são todos vistos de forma isolada, sem qualquer princípio geral que os organize. Isto é especialmente verdadeiro para a região da cabeça e do pescoço, que, vista como um todo, parece ser constituída por uma trama complexa e indecifrável de músculos que devem ser conhecidos um por um. Entretanto, quando consideramos que os vários músculos dessa região se relacionam, direta ou indiretamente, à base do crânio e ao seu equilíbrio na extremidade superior da coluna vertebral, torna-se possível encaixá-los em sistemas separados e compreensíveis. Então, vamos começar dando uma olhada geral nos diferentes sistemas musculares da região da cabeça e do pescoço e nas suas relações com a base do crânio.

 

5. Músculos da Face e da Mastigação

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Músculos da Face e da Mastigação

Vamos focar agora os músculos da expressão facial e da mastigação (Figs. 5.1 e

5.2). O músculo frontal é, na verdade, parte de uma extensa lâmina de tecido muscular e conectivo que se estende da fronte, passa direto pelo couro cabeludo, até o occipital, denominado músculo epicrânico. As porções frontais e occipitais são musculares, conectadas por uma lâmina tendínea.

Outro músculo, chamado corrugador do supercílio, localiza-se entre os supercílios (sobrancelhas) e é o responsável pelo franzimento destes, formando rugas verticais na testa. O prócero localiza-se logo abaixo do corrugador e também está relacionado ao franzimento do supercílio.

Existem alguns músculos pequenos, logo abaixo da orelha, responsáveis pelo seu movimento de abano; são músculos mais desenvolvidos nos cães, os quais permitem que estes ajustem a posição das orelhas para captar os sons.

Ao redor das órbitas (as cavidades para os olhos) existe um músculo com ação esfincteriana, o orbicular do olho. Sua função é diminuir e proteger a área ao redor dos olhos. Há outro músculo que eleva a pálpebra, assim como seis deles dentro da

 

6. Músculos Suspensórios da Laringe

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Músculos Suspensórios da Laringe

Vimos anteriormente que a faringe e a laringe estão conectadas ao crânio, em particular no processo estiloide. Existem outros músculos que seguram a laringe

– principalmente pela parte inferior. Vamos ver agora, com mais detalhes, a laringe e o arcabouço muscular (ou “mecanismo suspensório”, como às vezes é chamado) que a sustenta.

Revisemos, então, os músculos que conectam a laringe e a faringe com o crânio: o músculo estilo-hióideo liga o osso hioide ao processo estiloide. O músculo digástrico, que significa “possuir dois ventres”, origina-se no processo mastoide, estende-se através de uma alça conectada ao osso hioide e continua até inserir-se na mandíbula.

O estilofaríngeo conecta-se diretamente à cartilagem tireóidea, assim como as paredes laterais da faringe ao processo estiloide.

Veremos agora a laringe propriamente dita – o mecanismo vocal – e toda a trama muscular que a sustenta (Figs. 6.1 e 6.2). Como já vimos anteriormente, a laringe, cuja principal estrutura é denominada cartilagem tireóidea, está localizada inferiormente ao osso hioide e é sustentada de forma direta por vários músculos fixados à essa cartilagem (Fig. 6.1). Em primeiro lugar, a cartilagem tireóidea está fixada superiormente ao osso hioide; esses músculos pares são chamados tíreo-hióideos. Inferiormente, ela está conectada ao esterno por outro par de músculos denominados esternotireóideos.

 

7. A Língua

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A Língua

A língua é, com frequência, negligenciada por aqueles interessados em movimento e até mesmo em vocalização. Quando nos referimos a ela, pensamos apenas em seu corpo; na verdade, existem diversos músculos extrínsecos fixados na língua, controlando seu movimento. Todos esses músculos extrínsecos e os intrínsecos da língua relacionam-se de forma direta às estruturas da faringe e da laringe e ao equilíbrio da cabeça.

Os músculos intrínsecos da língua (o próprio corpo da língua) são constituídos por fibras musculares que se estendem em várias direções. Estão situados no assoalho da boca e estendem-se posteriormente até a faringe, onde sua raiz fixa-se superiormente à laringe no osso hioi­de, algumas vezes chamado de “osso da língua”, que é o pequeno osso em forma de U. (Ele recebe esse nome em razão da semelhança com a letra grega upsilon.) Pode-se sentir a conexão da língua ao hioide segurando-o juntamente com a laringe – fixada diretamente a este osso – entre o polegar e o indicador e balançando a língua: dessa maneira, o osso hioide e a laringe movem-se para a frente e para trás à medida que a língua é movimentada.

 

8. Os Músculos do Palato Mole

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Os Músculos do Palato Mole

O palato (“céu da boca”) é outra área crucial da musculatura localizada na região da cabeça e do pescoço que é frequentemente negligenciada, mas, na realidade, é decisiva para uma respiração saudável e a utilização da voz (Fig. 8.1). O palato é constituído por duas regiões: o palato duro que forma o teto da boca, e o palato mole que se situa posterior ao palato duro e é formado por tecido mole, não diferente daquele da língua, formando uma estrutura arqueada na parte posterior da boca. Na ilustração da faringe, apresentada no Capítulo 9 (Fig. 9.2), pode-se observar a abertura da boca, com o palato duro (anterior) e o palato mole (posterior). A ilustração também mostra os diferentes níveis da faringe, relacionados a cavidade nasal, oral e a laringe.

A úvula, uma estrutura visível suspensa no palato mole no limite posterior da cavidade oral, é controlada pelo músculo da úvula, que a eleva posteriormente (Fig.

9.2).

Imediatamente anterior à úvula existem dois arcos ou pilares; ao examinar a faringe de alguém, é possível visualizar esses arcos na região posterior. As tonsilas também podem ser observadas adjacentes a eles. Esses pilares são formados por dois músculos, o palatoglosso e o palatofaríngeo. O músculo palatoglosso forma o arco palatoglosso, estendendo-se bilateralmente da região anterior do palato mole a ambos os lados da língua.

 

9. Os Músculos da Faringe

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Os Músculos da Faringe

Vamos agora nos concentrar na faringe. Do ponto de vista filogenético, a faringe é muito mais antiga que a musculatura da laringe, uma vez que se relaciona à apreensão e ao processamento do alimento, funções que se desenvolveram muito antes da habilidade de vocalizar e até mesmo de respirar. Quando observamos a musculatura da laringe, ela parece uma rede complexa; considerada sob a perspectiva da alimentação e digestão, os músculos da faringe formam um tubo, cuja abertura é a bo­ca, para receber o alimento e conduzi-lo ao esôfago. Todo o tubo digestório é recoberto por músculo, porém em anatomia musculoesquelética o interesse maior concentra-se apenas na faringe.

Como já vimos no Capítulo 4, que trata dos músculos que se fixam na base do crânio, os músculos da faringe estão suspensos pelo tubérculo faríngeo na base do crâ­ nio (Fig. 4.3). Três músculos constituem a estrutura que realiza a deglutição na faringe: constritor superior, constritor médio e constritor inferior (Fig. 9.1). Quando um alimento ou líquido penetra na faringe, esses músculos são automaticamente ativados, contraindo-se de modo alternado para comprimir e conduzir o alimento em direção ao esôfago e estômago.

 

10. A Laringe

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A Laringe

Neste capítulo, apresentaremos os músculos intrínsecos da laringe, as pregas vocais e os demais músculos que as controlam. Na discussão sobre os músculos suspensórios da laringe, vimos que esse órgão é sustentado por um arcabouço ou por uma trama de músculos. Eles atuam sobre a laringe, mas não fazem parte de sua estrutura propriamente dita

(os músculos intrínsecos), portanto são denominados músculos extrínsecos da laringe.

Os músculos da laringe são altamente especializados e um tanto complexos, mas quando considerarmos a verdadeira função que ela exerce, torna-se mais fácil compreender sua anatomia. Quando expiramos normalmente, o ar passa desimpedido pela traqueia e para o meio externo através da boca ou do nariz. Quando pensamos em um som as duas pregas vocais da laringe, que está localizada superiormente à traqueia e através da qual passa o ar, aproximam-se entre si e começam a vibrar à medida que o ar força a passagem entre elas, gerando ondas sonoras que ressoam para criar o som completamente formado da voz humana.

 

11. Músculos Anteriores da Coluna Cervical

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Músculos Anteriores da Coluna Cervical

Vimos, nos capítulos que trataram da região da cabeça e do pescoço, os músculos relacionados à laringe e à faringe, incluindo os músculos da língua e do palato mole.

Existem outros músculos na parte anterior do pescoço, dispostos mais profundamente e conectados à cabeça e à coluna, os quais não estão tão relacionados às estruturas da faringe e à vocalização, mas à postura e ao equilíbrio (Fig. 11.1). Antes de prosseguirmos com o estudo da coluna e sua musculatura de sustentação, vamos fazer uma abordagem rápida desses músculos.

O músculo longo da cabeça (longus capitis) origina-se nas quatro vértebras inferiores ao atlas e ao áxis (3ª, 4ª, 5ª e 6ª) e se insere no occipital, anteriormente à coluna.

Capitis significa “da cabeça”.

O músculo longo do pescoço (longus colli) apresenta três partes, conectando o atlas às vértebras cervicais superiores, e as torácicas superiores com as cervicais inferiores. Nos textos de anatomia mais antigos, colli é usado com frequência para designar músculos da região do pescoço; cervicis, que corresponde a “cervical” é, hoje, usado com maior frequência.

 

12. As Vértebras da Coluna

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As Vértebras da Coluna

A coluna vertebral é flexível e formada por uma série de ossos chamados vértebras

(de vertere, virar) (Fig. 12.1). Em todos os vertebrados, a coluna constitui a estrutura de sustentação central do corpo, e é sustentada ou submetida a uma ampla e complexa trama de músculos. Ao melhorar padrões de movimento e de “uso” – particularmente quando estamos preocupados em liberar uma tensão muscular desnecessária e prejudicial – torna-se fácil enfatizar o papel dos músculos e subestimar a importância dos ossos e da coluna em particular. Porém, devemos lembrar que, para que haja movimento e sustentação contra a gravidade é necessária a presença de uma estrutura sólida sobre a qual os músculos possam agir. Claro que existem outros tipos de estruturas musculares no corpo, como o coração e os músculos que revestem o trato digestório, os quais não se relacionam ao movimento do esqueleto e não precisam dos ossos para funcionar. Mas os músculos que se relacionam ao movimento, que são os que nos interessam, agem sobre os ossos e, por isso, não existem sem um esqueleto. E a coluna é a área central da estrutura esquelética.

 

13. A Coluna Vertebral e seus Ligamentos de Sustentação

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A Coluna Vertebral e seus Ligamentos de Sustentação

Vimos no Capítulo 12 que a vértebra possui duas porções: o corpo que forma o pilar de sustentação da coluna e o arco que forma o canal ao longo da região posterior para proteger a medula espinal. Os arcos também formam articulações ligando uma vértebra à outra, e pontos de fixação para ligamentos e músculos que fortalecem e sustentam a coluna, assim como orif ícios para a saída de nervos que emergem da região lateral da coluna por toda a sua extensão. A coluna é constituída por 24 vértebras móveis, além do sacro e do cóccix; as duas primeiras vértebras, o atlas e o áxis, formam as articulações que conectam a cabeça com a coluna vertebral.

Numerosos ligamentos mantêm as vértebras unidas, formando uma bandagem entre elas e fortalecendo a coluna como um todo (Fig. 13.1). O ligamento interespinal estende-se entre os processos espinhosos, mantendo-os firmemente unidos. Já o ligamento supraespinal estende-se pela extremidade posterior dos processos espinhosos, unindo-os ao longo de toda a extensão do dorso. Juntamente a estes, encontramos também o ligamento intertransversário que conecta os processos transversos das vértebras uns aos outros. Existe ainda um quarto ligamento, o amarelo, que se estende entre as lâminas dos arcos vertebrais e é elástico porque conecta articulações móveis da coluna, auxiliando na extensão desta última.

 

14. Músculos do Dorso: Camadas Profundas

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Músculos do Dorso:

Camadas Profundas

Revisando a coluna, vimos que existem 24 vértebras móveis conectadas por uma série de ligamentos curtos na região posterior e sustentadas por dois ligamentos longos na região anterior e posterior. O crânio apoia-se na primeira vértebra ou atlas, formando a articulação atlantoccipital; o atlas, com o crânio nele apoiado, gira na segunda vértebra, o áxis.

Vamos agora nos concentrar nos músculos do dorso e da coluna. Se você procurar no livro de Gray’s Anatomy, verá que não há nada menos do que cinco camadas de músculos do dorso. A mais superficial é constituída por dois músculos grandes e potentes com os quais muitos estudantes e profissionais de anatomia estão familiarizados

– latíssimo do dorso e tra­pézio. Alguns músculos nas camadas médias tendem a estender-se horizontalmente e têm como função sustentar a escápula e as costelas. Existem ainda camadas longitudinais mais profundas dispostas ao longo da coluna. As superficiais tendem a ser relacionadas aos movimentos mais amplos e potentes, enquanto as mais profundas possuem principalmente função postural.

 

15. Músculos do Dorso: Camadas Média e Superficial

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Músculos do Dorso:

Camadas Média e Superficial

Acabamos de ver os músculos extensores que compõem as duas primeiras camadas da musculatura do dorso – os músculos mais profundos que sustentam as vértebras da coluna e mantêm a postura ereta. A primeira camada do dorso é constituída por todos os pequenos músculos que conectam cada uma das vértebras ao longo de toda a extensão da coluna até o occipital, incluindo os suboccipitais que unem o occipital com as duas primeiras vértebras. Superficialmente a esta primeira camada está a segunda composta pelo amplo e extenso eretor da espinha, o qual inicia-se no sacro, estende-se pelo dor­so em várias colunas e, por fim, insere-se na base do crânio. Essas duas camadas – a profunda e paralela às vértebras, que inclui os suboccipitais, e o eretor da espinha – formam os extensores do tronco, os músculos posturais que ajudam a manter a postura ereta e são projetados para não sofrer fadiga.

Continuaremos agora com as camadas médias, ou seja, a terceira e a quarta camadas dos músculos do dorso, as quais, diferentemente da primeira e da segunda, estão envolvidas, não tanto na postura ereta, mas na sustentação das costelas e da escápula.

 

16. Músculos Fixados na Região Anterior da Coluna

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Músculos Fixados na Região Anterior da Coluna

Antes de prosseguirmos com os músculos do tórax e do abdome, observemos brevemente os músculos situados na região anterior da coluna (Fig. 16.1). Já estudamos os músculos da região anterior da parte cervical da coluna vertebral – os músculos posturais mais profundos, que conectam o crânio ao pescoço e sustentam a parte cervical ou superior da coluna vertebral. Esses músculos possuem um grupo correspondente na região pélvica e na parte lombar da coluna vertebral. Observe que não há musculatura disposta ao longo da região anterior da parte torácica da coluna e que os locais onde existem músculos são aqueles onde tendemos a exagerar as curvaturas anteriores da coluna. Isto ocorre porque a parte torácica da coluna necessita de sustentação apenas na região posterior, enquanto as partes cervical e lombar necessitam de sustentação em ambos os lados para que possa sustentar a cabeça e a pelve e manter o alongamento ou extensão da coluna nas regiões cervical e lombar, onde tende a se curvar.

 

17. O Tórax e os Músculos da Respiração

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O Tórax e os Músculos da Respiração

O tórax (que funciona como uma couraça ou armadura usada pelos gregos antigos) é formado pelas costelas e pelo esterno, e possui várias funções (Fig. 17.1). Em primeiro lugar, ele oferece uma estrutura óssea protetora para os órgãos da respiração e circulação – pulmões e coração. Em segundo lugar, seus movimentos, junto com os do diafragma, são responsáveis pela respiração. E em terceiro, fornece parte da estrutura para inserções e apoio dos músculos do dorso e do tronco.

Existem doze costelas de cada lado do corpo, que correspondem às doze vértebras torácicas da coluna. As sete primeiras fixam-se anteriormente no esterno e são chamadas de costelas verdadeiras. As cinco restantes são chamadas de costelas falsas porque não se fixam diretamente no esterno, mas juntam-se umas as outras, para for­ mar um arco na região inferior ao esterno chamado arco costal, o qual pode ser palpado com facilidade abaixo do esterno. As duas costelas mais inferiores são chamadas de costelas flutuantes porque não se fixam na região anterior. As costelas não são constituídas por osso em toda a sua extensão. Antes de alcançar o esterno, tornam-se cartilagíneas, de forma que sua conexão com o esterno seja cartilaginosa e um pouco flexível. O arco costal também é constituído por cartilagem.

 

18. Os Músculos do Abdome

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Os Músculos do Abdome

Vamos agora nos ater aos músculos do abdome (Figs. 18.1 e 18.2). Se você observar os músculos intercostais ou da parte superior do tronco e compará-los aos músculos do abdome, verá que assim como no tórax, os músculos da região abdominal estendem-se de forma oblíqua e são apenas prolongamentos dos músculos do tórax.

De fato, todo o tronco é um grande tubo entrelaçado por amplas lâminas de músculos, envolvendo-o totalmente. Eles também se estendem em sentido vertical pela região anterior do abdome e horizontalmente ao redor da circunferência do abdome. Mas o ponto a ser lembrado é que os músculos oblíquos, no tórax e abdome, são na verdade lâminas contínuas que formam uma musculatura em espiral envolvendo todo o tronco. Veremos a musculatura em espiral do tronco no Capítulo 20.

Os músculos do abdome são constituídos por três camadas correspondentes aos músculos intercostais externos e internos e o transverso do tórax, o músculo posterior ao esterno. Com frequência pensamos na região abdominal como a região onde está o estômago, mas, na realidade, ela estende-se do arco costal e do processo xifoide

 

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