Anatomia do futebol

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Escrito por Donald T. Kirkendall ? autoridade em futebol com Ph.D. em fisiologia do exercício pela Ohio State University e membro do Centro de Pesquisa e Avaliação Médica da Fifa (F-MARC/Fifa) ?, este livro mostra como melhorar o desempenho aumentando a força, a velocidade e a agilidade para executar passes mais precisos e chutes mais potentes. Com essa proposta, a obra apresenta: ? explicações passo a passo de quase 80 exercícios, acompanhados de ilustrações anatômicas coloridas de alta qualidade que ressaltam os músculos primários e secundários trabalhados em cada movimento; ? ilustrações que mostram os músculos envolvidos nos chutes, nos cabeceios, nos ataques e nas disputas pela bola, demonstrando como cada exercício possui uma ligação fundamental com o desempenho dentro de campo; ? explicações sobre como adaptar os exercícios para alcançar objetivos específicos, do ataque à defesa, segundo as necessidades de cada jogador e suas metas individuais, a fim de prepará-los para competições com mínimas chances de lesão. Anatomia do futebol é uma leitura indispensável para treinadores e jogadores de qualquer nível e idade interessados em complementar o tradicional treino de futebol com exercícios eficientes e seguros, sendo também uma referência altamente recomendada para estudantes e profissionais de educação física e medicina do esporte.

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1. O jogador de futebol em movimento

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CAPÍTULO

O JOGADOR DE FUTEBOL EM MOVIMENTO

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o contrário de esportes e atividades físicas individuais como golfe, dança, natação, ciclismo e corrida, nos quais o atleta dita em grande parte o próprio desempenho, o futebol é um esporte coletivo. O esporte coletivo acrescenta os parâmetros de oponentes diretos, companheiros de time, bola e regras relacionadas a infrações e condutas aplicadas durante uma mudança constante de ambientes táticos ofensivos e defensivos, sejam concernentes a um indivíduo, parte da equipe ou a equipe inteira. Um esporte coletivo como o futebol requer uma variedade de complexidade e intensidade e uma preparação física e mental além do que se observa em muitos esportes individuais.

A preparação para a competição em um esporte coletivo envolve aquisição de habilidades, desenvolvimento tático, preparação mental e treinamento físico. O futebol exige que os jogadores se preparem em quase todos os aspectos da aptidão física. Como resultado, um jogador de futebol bem treinado está geralmente bem condicionado em todos os aspectos físicos; algumas vezes, ele é acima da média em um aspecto específico (em muitos casos, agilidade). Um corredor de curta distância deve ter velocidade. Um maratonista deve ter resistência. Um levantador de peso deve ter força. Ao contrário desses esportes, para ser bem-sucedido no futebol não é preciso que o jogador seja excepcional em uma área qualquer da aptidão física, o que explica parte do seu apelo – qualquer um pode jogar.

 

2. O aquecimento FIFA

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Fédération Internationale de Football Association (Fifa) é o principal órgão regulador do futebol no mundo. Na Copa do Mundo Fifa de 1994, um administrador do alto escalão da entidade perguntou, casualmente: “Podemos tornar o jogo mais seguro?”. Primeiro, deve-se aceitar que a participação em esportes, especialmente um esporte de contato, representa um certo risco. Jogadores se lesionam. Por outro lado, não há precauções que podem ser tomadas para diminuir os índices de lesão?

Essa questão simples se tornou o pontapé inicial para o desenvolvimento do Fifa Medical Assessment and Research Centre (F-MARC). Um dos objetivos primários do F-MARC era reduzir a incidência e a severidade das lesões no futebol. A primeira tarefa foi documentar a real incidência de lesões no nível de campeonatos mundiais. O F-MARC precisava saber quais lesões tentar prevenir. Deveriam eles se concentrar nas lesões mais severas, aquelas que resultam em maior período de afastamento? Ou nas lesões mais comuns, aquelas que afetam a maioria dos jogadores? Muitos estudos sobre lesões já existiam, mas os métodos utilizados até então eram inconsistentes, tornando comparações e conclusões quase impossíveis. O F-MARC utilizou os melhores métodos disponíveis e iniciou um programa de vigilância de lesões, começando na Copa do Mundo Fifa de

 

3. Braços

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maioria dos profissionais que trabalha com preparação física já ouviu: o futebol é um jogo baseado na força das pernas. Por que um jogador de futebol, exceto talvez o goleiro, se preocuparia tanto com os braços? Pessoas com essa opinião deveriam observar cuidadosamente as fotografias de jogos em revistas ou sites de futebol e notar como tronco, ombros e braços são utilizados no futebol. Apesar de os braços não serem os “personagens principais” do jogo propriamente dito, a velocidade e a capacidade atlética dos jogadores atuais faz que o contato entre eles aumente muito, de modo que devem ser capazes de se movimentar em espaços reduzidos, que estão sendo disputados. O contato físico requer equilíbrio, e os braços estão altamente envolvidos na manutenção do equilíbrio.

As táticas atuais são uma combinação de jogo direto e posse de bola. A manutenção da posse de bola requer que o jogador seja capaz de protegê-la do adversário. O uso dos braços, contanto que dentro das leis do jogo, faz que os jogadores pareçam maiores e mais difíceis de serem atingidos, dessa maneira ajudando a manter a posse da bola. Um sistema de jogo que está ganhando popularidade é o 4-5-1, no qual uma importante característica do único atacante é a capacidade de reter e proteger a bola de modo a esperar o apoio dos meio-campistas. Um jogador capaz de manter a posse de bola de modo confiável quando está sob pressão da defesa adversária aumentará em vários minutos a posse de bola de seu time.

 

4. Ombros e pescoço

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m um esporte como o futebol, a atenção recai sobre as extremidades inferiores, as pernas.

Jogadores de futebol movimentam e realizam grande parte de suas habilidades com a bola utilizando os membros inferiores. Geralmente, jogadores que decidem acrescentar o treinamento de resistência a seus programas focalizam somente os membros inferiores, mas essa é uma visão estreita. Cada parte do corpo acima dos membros inferiores é recrutada durante o jogo para prevenção de lesões, manutenção de equilíbrio e de espaço, aumento de velocidade, geração e transferência de força, manutenção do espaço, realização de arremessos, e muito mais.

Ao decidir complementar seu treinamento com bola, lembre-se de que é necessário treinar todo o corpo, e não somente os membros inferiores. Desequilíbrios dentro e entre as várias regiões do corpo podem prejudicar o desempenho e mesmo aumentar o risco de lesões. Um jogador mais bem condicionado fisicamente de maneira global será capaz de retardar a fadiga e atuar de modo mais intenso por mais tempo em um jogo, aumentando suas chances de afetar o resultado do jogo. O jogador mais bem condicionado também é mais resistente a lesões, e em equipes com poucos jogadores reservas, manter a saúde dos jogadores é um dos principais motivadores para um treinamento complementar.

 

5. Tórax

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ogadores de futebol podem hesitar em entrar em um programa de fortalecimento por vários motivos – falta de orientação, tradição, preocupações de que a hipertrofia muscular possa trazer um impacto negativo no jogo etc. Um motivo pode ser simplesmente a falta de acesso ao equipamento. Parte do propósito deste livro é apresentar exercícios que possam ser feitos tanto no campo como na sala de musculação. Um jogador que tenta participar de algum treinamento de força pode focalizar somente nos membros inferiores, o que pode levar a desequilíbrios em todo o corpo, aumentando o risco de lesão. Jogadores e técnicos devem ter em mente que o programa de treinamento de força deve ser feito para todo o corpo, não somente membros inferiores. Todas as regiões do corpo, incluindo o tórax, devem ser treinadas.

Muitos atletas pensam nos exercícios de supino quando imaginam o treinamento para o desenvolvimento do tórax. Apesar de o peitoral maior ser o músculo do tórax de maior dimensão e de mais fácil identificação, outros também desempenham um papel no funcionamento do cíngulo do membro superior e das extremidades superiores.

 

6. Costas e quadril

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não reconhecimento da importância da musculatura das costas é evidente quando se observam os treinamentos. Quase todos os movimentos funcionais nos esportes estão ancorados nas costas.

Alguns podem dizer que, como as costas não são um local de muitas lesões agudas no futebol, não precisamos nos preocupar com essa região. Apesar de lesões nas costas não ocorrerem com muita frequência, pode surpreender o fato de que aproximadamente um terço dos jogadores de futebol do sexo masculino se queixa de dores nas costas. Esse número pode variar desde menos de 20% em jogadores adultos de ligas locais a mais de 50% em jogadores de elite. Em jogadores de ligas juvenis e de juniores, as dores nas costas são mais frequentes naqueles jogadores com menos habilidade, sugerindo que um modo de minimizar as queixas talvez seja o aprimoramento da habilidade.

As queixas de dores nas costas podem não ser suficientemente sérias para afastar o jogador de competições ou treinamentos, mas podem ser incômodas o suficiente para despertar a atenção do jogador. Considerando os torques ao redor do corpo durante os chutes e dribles e o fato de que algo nesse padrão de movimento no futebol muda a cada 4 a 6 segundos em termos de velocidade ou direção, não deve surpreender que essas ações possam ser as causadoras das queixas expressas pelos jogadores. Além disso, existem cada vez mais evidências de que a dor, mesmo que não seja suficientemente intensa para impedir um atleta de jogar, talvez seja o primeiro sinal de alerta de uma lesão por uso excessivo que pode afastar o jogador por um longo período.

 

7. Abdome

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Abdome

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m muitos casos, a velha guarda estava certa a respeito de muitas coisas sobre o treinamento do futebol. Exercícios que parecem novidade nos dias de hoje geralmente podem ser encontrados nos livros de treinamento de décadas atrás. Só porque alguém foi treinador nas décadas de 1950 ou 1960 não significa que ele não conhecia o jogo. Apesar de termos revisado suas recomendações para reposição de líquidos e corridas de longa distância para melhorar o condicionamento físico, seus conceitos sobre o treinamento individual com bola estão sendo revisitados à medida que métodos de treinamento passam pelos inevitáveis ciclos. Técnicos de uma ou duas gerações atrás podem pedir para que seus jogadores façam abdominais para fortalecer a musculatura abdominal e resistir contra colisões. Atualmente, a maioria das pessoas, incluindo atletas, apontará para sua musculatura abdominal quando perguntados sobre seu core, provavelmente dizendo algo sobre “abdome tanquinho”. Na realidade, o core é muito mais do que somente os músculos abdominais, ele diz respeito à seção central do corpo, que vai do quadril aos ombros.

 

8. Pernas: isolamento muscular

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inalmente, abordaremos os exercícios para as pernas. Pode ser que agora você ganhe força para aquele chute mortal, o tiro de meta de 100 metros ou o passe penetrante e preciso por trás das linhas de defesa. O futebol primariamente é um jogo para as pernas. Todos os outros exercícios são para apoio. Vamos começar com a parte boa.

Para a maioria dos esportes, a força por trás da atividade é oriunda das pernas. Mesmo no caso de esportes que enfatizam os braços constroem o momento do chão para cima. Problemas nos membros inferiores podem afetar os braços e os ombros. Por exemplo, o ombro lesionado da lenda do beisebol Jay Hanna Dean, mais conhecido como Dizzy Dean, começou com uma lesão nos dedos do pé. Um jogador de futebol que não possui uma boa base pode apresentar falta de equilíbrio, agilidade e outros aspectos que afetam suas habilidades futebolísticas, ações em momentos errados ou mal executadas acima das pernas podem ser observadas como uma execução incorreta da habilidade. Jogadores que gastam muito tempo desenvolvendo suas pernas e negligenciam o resto do corpo nunca serão os jogadores que poderiam ser.

 

9. Pernas: potência completa

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uitos dos exercícios neste livro são exercícios de isolamento. Eles foram criados para isolar movimentos para músculos específicos ou grupos musculares. Esses exercícios são muito efetivos em assegurar que esses músculos específicos tenham benefício completo do treinamento.

Entretanto, nos esportes, as ações raramente são isoladas. Em um jogo, os movimentos dinâmicos planejados e reativos envolvem múltiplas articulações e músculos em um padrão coordenado para obter algo simples como se curvar para posicionar a bola em um escanteio ou em um movimento complexo de parar, mudar de direção e girar, com somente um toque na bola. É quase impossível simular todas as ações de um esporte com um exercício suplementar ou mesmo com o que alguns chamam de exercícios funcionais. Você gastaria mais tempo nesses exercícios do que praticando o esporte propriamente dito.

Os exercícios deste capítulo fornecem uma visão rápida sobre o que é possível para dar mais complexidade às atividades em múltiplas articulações. Apesar de esses exercícios poderem simular qualquer esporte em particular, cada um deles requer componentes comuns à maioria dos esportes, incluindo o futebol. Como a potência do futebol é dirigida pelas extremidades inferiores, esses exercícios se destinam a melhorar a força dos membros inferiores para corridas, mudanças de direção, paradas, saltos e manutenção do equilíbrio estático e reativo, entre outros.

 

10. Treinamento total para o futebol

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urante todo o livro, o foco do treinamento de força foi sobre o isolamento do movimento e dos músculos envolvidos nele. A prateleira sobre treinamento de força em qualquer livraria ou biblioteca demonstrará dúzias de livros que mostram como treinar músculos isoladamente. Esse conceito assegura que todos os músculos sejam totalmente ativados e se adaptarão à nova demanda imposta.

A próxima etapa é incorporar os músculos para atuar como parte de um sistema como um todo, com a versão do todo do atleta sendo maior que a soma de suas partes. O desempenho atlético não é feito de forma isolada. Ao contrário, o desempenho total é melhor que o resultado da soma das partes neuromusculares. O desempenho no esporte é uma combinação da técnica necessária para aquele esporte, o preparo específico (físico e psicológico) para aquele esporte e as táticas para o sucesso. Alguns desses aspectos são planejados e outros são reações à oposição, mas todos evoluem com o passar do tempo, conforme os avanços forçam o esporte a evoluir. Qualquer oportunidade de envolver várias partes de todo o sistema tornará o jogador mais capaz de executar a visão do treinador para o esporte. Isso é especialmente crucial em esportes por equipes, já que o resultado é influenciado por muitos fatores – cada jogador, as interações de pequenos e grandes grupos, o estilo do jogo, o estilo do oponente, o árbitro, o ambiente, a torcida etc.

 

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