Anatomia da yoga

Autor(es): Leslie Kaminoff
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Com informações claras e ilustrações anatômicas detalhadas, Anatomia da Yoga proporciona uma compreensão aprofundada das estruturas e dos princípios por trás de cada um dos movimentos da yoga, apresentando como cada músculo é utilizado e indicando como pequenos movimentos podem melhorar ou prejudicar a eficácia do movimento, e como a coluna, a respiração e a posição do corpo estão essencialmente interligadas. Esta segunda edição traz: Dois capítulos novos sobre os sistemas esquelético e muscular, além de uma breve história da coluna vertebral. ? Tabelas que organizam informações sobre as ações articulares e musculares. ? Discussão ampliada sobre o equilíbrio intrínseco e os bandhas. ? Variações de asanas adicionais e índices para ilustrações de articulações e de músculos específicos. Esta obra é um recurso valioso não apenas para o iniciante como também para o praticante com muitos anos de experiência, pois oferece uma análise de cada movimento sob um ponto de vista inovador.

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1. A dinâmica da respiração

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A dinâmicA dA respirAção

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ste capítulo explora a anatomia da respiração do ponto de vista da yoga, tomando a célula como ponto de partida. Essa unidade mais básica de vida pode nos ensinar muito sobre a yoga.

Na verdade, os conceitos essenciais da yoga nasceram da observação da forma e das funções da célula. Além disso, quando compreendemos os princípios de uma única célula, podemos compreender os princípios de qualquer coisa que seja constituída por células, como o corpo humano.

LiçÕeS De Yoga com BaSe na cÉLuLa

As células são os elementos essenciais da vida, tanto para plantas unicelulares quanto para os animais que possuem trilhões delas. O corpo humano, que é composto por cerca de 100 trilhões de células, inicia-se com duas células recém-criadas.

A célula consiste em três partes: a membrana plasmática, o núcleo e o citoplasma. A membrana separa o ambiente interno da célula, que consiste em citoplasma e núcleo, do seu ambiente externo, que contém os nutrientes de que ela precisa.

 

2. Yoga e a coluna vertebral

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yogA e A colunA vertebrAl

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sistema nervoso central, com suas funções sensoriais e motoras complexas, evoluiu ao longo de milhões de anos e se tornou fundamental à sobrevivência dos nossos ancestrais. Ele exigiu o desenvolvimento correspondente de uma das soluções mais distintas e intrincadas da natureza para suprir a dupla demanda de sthira e sukha: a coluna vertebral. Para compreendermos como a coluna vertebral se originou, precisamos voltar a estudar a célula simples.

FilOgenia: uma breve história da cOluna vertebral

Imagine uma célula flutuando em um mar de fluido primordial, circundada por nutrientes prontos para serem assimilados através da sua membrana (Fig. 1.1, p. 2). Imagine agora que os nutrientes estão menos concentrados em algumas áreas e mais concentrados em outras. Os organismos mais bem-sucedidos são aqueles que desenvolvem a capacidade de obter nutrientes pela mudança no seu formato. Esta foi, provavelmente, a primeira forma de locomoção; o pseudópodo na Figura 2.1 é o exemplo de uma célula simples com essa capacidade. A mudança de formato como um método de sobrevivência é um princípio importante a ser lembrado mais adiante.

 

3. Sistema esquelético

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SiStemA eSquelético

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odos os sistemas corporais estão envolvidos em cada movimento que realizamos. Não fosse a participação ativa dos sistemas nervoso, circulatório, endócrino, respiratório, digestório, imune, esquelético, muscular, bem como do tecido conjuntivo, dos fluidos e dos ligamentos (para citar apenas alguns), não seríamos capazes de executar os movimentos da respiração, nem de elevar os braços acima da cabeça e dobrar o corpo para a frente em uttanasana, muito menos de lançar o corpo no ar para realizar uma parada de mãos.

equilÍBRio dinÂmico dos sisTemas coRPoRais

Qualquer parte do corpo que analisemos pertence a mais de um sistema. Ao mesmo tempo que os ossos são considerados parte do sistema esquelético, eles também desempenham papel importante em outros sistemas, como o circulatório, o nervoso, o imunológico e o endócrino. Os ossos fazem parte do sistema circulatório e imunológico porque tanto as células vermelhas quanto as brancas são geradas na medula óssea. Eles fazem parte do sistema nervoso por causa do papel do cálcio no funcionamento dos neurônios, e fazem parte também do sistema endócrino em virtude da atuação dos hormônios secretados pelas células ósseas no metabolismo. Nenhum desses sistemas pode funcionar de forma isolada. Assim, sem o sistema circulatório, outros sistemas, como o respiratório, o endócrino e o digestório, não seriam capazes de distribuir oxigênio, hormônios e nutrientes para as células do corpo. Sem o sistema nervoso, seria impossível coordenar os músculos dos membros ou modular a dilatação dos vasos sanguíneos para suprir os ossos, o cérebro, o coração ou os músculos com quantidade suficiente de sangue. Todos os sistemas corporais se sobrepõem e são interdependentes (Fig. 3.1).

 

4. Sistema muscular

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e a função do sistema esquelético é transferir peso e força pelos ligamentos através dos ossos em qualquer organização permitida pela articulação, então a função do sistema muscular é mover os ossos corretamente, possibilitando que eles realizem seu trabalho. Os músculos criam o movimento, as articulações o possibilitam e o tecido conjuntivo o transmite de um tecido para o outro. Os ossos absorvem e transmitem movimento e os nervos coordenam e organizam toda essa bela coreografia.

Os músculos trabalham juntos como uma matriz de escolhas de movimentos possíveis. Essa matriz afeta cada articulação do corpo. Os músculos não trabalham de forma isolada, e um músculo nunca trabalha sem o apoio e a modulação dos outros. Cada um apresenta um efeito sobre o outro, estando ele próximo ou afastado.

Historicamente, os músculos têm sido apresentados por meio de um paradigma simplista e linear que leva a concepções erradas, tais como:

 

5. Conhecendo os asanas

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ConheCendo os AsAnAs

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m asana, ou postura de yoga, é uma fonte para uma nova experiência. Não se trata de um exercício para fortalecimento ou alongamento de um músculo ou grupo muscular em particular, embora possa ter esse efeito.

É uma maneira de estarmos presentes por um momento, uma forma de nos movermos para dentro e para fora, um lugar onde podemos escolher ficar parados dentro do fluxo contínuo da vida. Nas posturas de yoga, experimentamos uma progressão interminável de movimento e respiração, que se estende para a frente e para trás indefinidamente no tempo.

Cada asana é uma prática de corpo inteiro na qual podemos testemunhar o surgimento das coisas, como elas são mantidas e como elas se dissolvem ou são transformadas. Podemos ver como somos afetados pela experiência de realizar uma postura, de nos mantermos e sairmos dela, e de como isso pode afetar outras áreas de nossas vidas em que enfrentamos mudanças. Enquanto estivermos nessa teia de tempo e espaço, nunca estaremos verdadeiramente parados.1

 

6. Posturas em pé

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PosturAs em Pé

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uando ficamos em pé, nosso peso é sustentado sobre as únicas estruturas do corpo que se desenvolveram especificamente para nos manter em uma postura caracaterística do ser humano: os pés. Sua arquitetura, juntamente com sua musculatura, mostra a capacidade incomparável da natureza de harmonizar e neutralizar forças opostas.

Essas incríveis estruturas foram superprojetadas se considerarmos a forma como as pessoas as utilizam neste mundo civilizado. Sapatos apertados e superfícies pavimentadas ensinam nossos pés a serem passivos e inarticulados. Felizmente, os exercícios de yoga são praticados com os pés descalços, e especial atenção é dada à restauração da força e da flexibilidade dos pés e das pernas.

Na prática de yoga, as primeiras lições em geral se concentram no simples ato de permanecer em pé – algo que já fazemos desde que tínhamos cerca de um ano de idade. Se você consegue sentir seu peso passar pelos três pontos de contato entre o pé e o solo, talvez você consiga sentir o apoio que o solo lhe devolve por meio da ação dos arcos do pé e dos músculos que os controlam.

 

7. Posturas sentadas

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ara muitas pessoas do mundo moderno, a posição sentada (e, provavelmente, de maneira desleixada) é aquela que elas vão manter durante a maior parte do seu dia produtivo. Os sapatos estão para os pés da mesma forma que as cadeiras, os assentos de carro e os sofás estão para as articulações da pelve e para a porção inferior da coluna vertebral.

Na prática da yoga, assim como os pés descalços criam uma nova relação com o solo por meio da prática dos asanas em pé, o quadril, a articulação da pelve e a porção inferior da coluna vertebral desenvolvem uma nova relação com o solo ao sustentar o peso colocado diretamente sobre eles nas posturas sentadas.

Os asanas ilustrados neste capítulo são posturas sentadas propriamente ditas ou aquelas cujo ponto de partida é a posição sentada. Se forem praticados com a devida atenção à anatomia das articulações, dos músculos e dos tecidos conjuntivos relevantes, podem ajudar a restaurar parte da flexibilidade natural que as pessoas têm quando crianças, quando podem sentar e brincar no chão por horas a fio sem fazer esforço algum.

 

8. Posturas de joelhos

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a posição ajoelhada, o peso do corpo recai sobre os joelhos, as pernas e a parte superior dos pés. Essa posição traz o centro de gravidade para mais perto do chão do que quando se está em pé, porém para mais distante do chão do que a posição sentada. Sentar-se sobre os pés e ajoelhar-se são ações que constituem uma transição importante para os bebês que estão aprendendo a passar da posição sentada para a de pé.

Essa posição está associada à diminuição de si mesmo, no sentido de humildade ou culto. Isso provavelmente se deve ao fato de que, quando ajoelhada, uma pessoa é mais vulnerável do que quando está em pé, especialmente se sua cabeça estiver curvada. Mesmo a postura orgulhosa e ereta dos reis e faraós é suavizada por sua representação nessa posição humilde quando estão em adoração.

Ajoelhar-se também é uma postura de alerta relaxado, associada com força e disposição, como se vê em Vajrasana e Virasana (p. 164). Nas artes marciais, o ajoelhar-se é usado como posição preparatória mais fácil para levantar-se mais rapidamente do que na posição sentada de pernas cruzadas, de modo que, na prática do aikido, treina-se até mesmo para fazer arremessos a partir da posição ajoelhada.

 

9. Posturas em decúbito dorsal

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ecúbito dorsal, ou supinação, significa deitar com o rosto para cima. É o oposto de decúbito ventral, ou pronação, que significa deitar com o rosto para baixo. Da mesma forma, supinação também significa virar a mão, o pé ou o membro para cima, enquanto pronação significa virá-los para baixo.

Ambas as palavras são originárias do latim: supinus significa inclinar-se para trás, e pronus, inclinar-se para a frente. Curiosamente, esse é o inverso do movimento normal de cada posição. A partir da posição em decúbito dorsal, a flexão da coluna vertebral e dos membros é que em geral move o corpo, ao passo que, em decúbito ventral, é a extensão da coluna vertebral e dos membros.

Mover-se a partir de uma posição em decúbito dorsal geralmente contrai a musculatura anterior do corpo, razão pela qual muitos exercícios de fortalecimento abdominal começam nessa posição.

Assim como o Tadasana (p. 72) é uma postura em pé por excelência, o Savasana (p. 182) é uma posição fundamentalmente em decúbito dorsal. Em savasana, a superfície posterior do corpo está quase completamente em contato com o apoio do chão. Não há para onde cair, assim, os músculos posturais podem relaxar de sua “dança” constante contra a gravidade.

 

10. Posturas em decúbito ventral

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ecúbito ventral significa deitar de bruços. Essa é uma posição que todos são capazes de manter ao nascerem, mas que, para os adultos, é muitas vezes desconfortável. Às vezes, o desconforto

é resultado do movimento limitado no pescoço e na parte superior das costas, o que torna difícil virar a cabeça para o lado. Essa posição pode também ser sufocante, uma vez que o movimento do abdome é inibido pelo peso do corpo e a parte de trás do corpo tem de ser mais mobilizada para se respirar confortavelmente.

Para algumas pessoas, essa posição tem uma conotação ainda maior de submissão do que o ajoelhar. Em muitas tradições religiosas, o ato de dispor toda a superfície frontal do corpo no chão

é considerado uma prostração completa.

Para outras, essa posição parece mais segura do que estar em decúbito dorsal, porque a vulnerável parte anterior do corpo e os órgãos estão mais protegidos.

Em decúbito ventral, o movimento mais fácil é a extensão da coluna vertebral e dos membros, que usa a musculatura posterior do corpo. Por esse motivo, muitos exercícios de fortalecimento das costas começam nessa posição. Embora o centro de gravidade nessa posição esteja perto do chão, posturas que se desenvolvem a partir dela são, na maioria, brhmana (ver p. 20) por causa do esforço necessário para erguer o corpo do chão.

 

11. Posturas com apoio nos braços

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PoStURAS com APoio noS BRAÇoS

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pesar de suas semelhanças óbvias, os membros superiores e inferiores do corpo humano evoluíram para executar funções diferentes. As estruturas do pé, do joelho, do quadril e da pelve são voltadas para suas funções de apoio e locomoção.

As estruturas altamente móveis da mão, do cotovelo e do cíngulo do membro superior (ou cintura escapular) evoluíram para alcançar e segurar, e não são tão adequadas para a sustentação do peso. Na verdade, quando se comparam as estruturas proporcionais da mão e do pé, vê-se uma relação inversa entre estruturas de sustentação e estruturas articulares dentro delas.

No pé, os pesados e densos ossos tarsais abrangem metade do comprimento da estrutura.

Somando a isso a função de sustentação dos metatarsais, pode-se dizer que 4/5 da estrutura do pé são dedicados à sustentação de peso. As estruturas nas falanges do pé (dedos) contribuem apenas com 1/5 de seu comprimento total.

 

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