Guia para Avaliações do Condicionamento Físico

Autor(es): MILLER, Todd
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Esta obra reúne as informações mais importantes obtidas das pesquisas conduzidas por renomados cientistas e profissionais especializados em avaliar e mensurar os componentes básicos do condicionamento físico. Desenvolvido pela National Strength and Conditioning Association (NSCA), organização líder mundial no assunto, o livro traz dados relevantes sobre testes de desempenho e análise de exames clínicos, abrangendo tópicos como metabolismo e taxa metabólica, força e resistência, velocidade, agilidade, mobilidade, equilíbrio e estabilidade. O leitor encontrará ainda informações sobre as aplicações profissionais de todos os testes, desde aqueles mais simples (como composição corporal e pressão arterial) aos mais complexos e específicos (como teste de limiar de lactato e potência aeróbia), capacitando-se para desenvolver e implantar seus próprios programas de testes e avaliações. Este guia contém: • Fundamentos da criação e realização de testes, da análise de dados, dos métodos de interpretação de resultados e da elaboração de conclusões; • Orientações sobre a implementação de dados coletados com foco na elaboração de programas de treinamento seguros e eficientes; • Avaliações com instruções passo a passo e protocolos aprovados pela NSCA; • Tabelas e gráficos que facilitam a compreensão do conteúdo; • Extensa bibliografia que oferece pontos de partida para um estudo mais detalhado do tema. Guia para Avaliações do Condicionamento Físico é uma referência imprescindível para treinadores, instrutores, atletas de todos os níveis, estudantes e profissionais de educação física e esporte.

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1. Testes, análise de dados e conclusões

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Testes, análise de dados e conclusões

Matthew R. Rhea, Ph.D., CSCS*D, e Mark D. Peterson, Ph.D., CSCS*D

A prescrição de exercício bem-sucedida começa com uma análise que indique as necessidades do cliente. Chamado de análise de necessidades (National Strenght and Conditioning Association 2000), esse processo envolve a determinação do estilo de vida do cliente e as demandas do esporte, bem como a identificação de lesões e de limitações atuais e prévias, a experiência geral de treinamento, o nível existente de condicionamento e a habilidade em uma variedade de componentes esportivos e de condicionamento. Sem esses dados, a partir dos quais se geram avaliações de base e de acompanhamento, os treinadores e os profissionais de força e de condicionamento tendem a projetar e a implantar programas de exercício comuns criados não para o indivíduo, mas para um grande grupo de potenciais praticantes.

A condução dos testes e a avaliação dos dados coletados geram informações objetivas sobre os pontos fortes e fracos das capacidades fisiológicas e funcionais do cliente. Quando realizado de maneira correta, esse processo possibilita que o profissional do exercício desenvolva o programa de treinamento mais eficaz e apropriado ao atleta. No entanto, o processo envolve muito mais do que a simples

 

2. Composição corporal

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Composição corporal

Nicholas A. Ratamess, Ph.D., CSCS*D, FNSCA

Composição corporal é um termo que descreve as proporções relativas de gordura, osso e massa muscular no corpo humano. Antropometria é um termo que descreve a medição do corpo humano em termos de dimensões como altura, peso, circunferências, cintura e pregas cutâneas. Testes antropométricos e de composição corporal se tornaram prática comum entre os treinadores, atletas e profissionais de condicionamento. Com o teste da composição corporal, podem-se obter informações valiosas sobre percentual de gordura corporal (i. e., estimativa da proporção de tecido adiposo no corpo humano), distribuição de gordura, massa de tecido magro (i. e., a massa de todo o tecido não adiposo, incluindo ossos, músculos e

água) e comprimento e circunferência de membros.

Os testes de composição corporal podem ser úteis para avaliar o treinamento, a dieta ou o desempenho esportivo ou ainda para reduzir os fatores de risco relativos a lesões musculoesqueléticas. Por exemplo, um teste de composição corporal pode determinar que um atleta está cerca de 2 kg acima de seu peso ideal e que seu percentual de gordura corporal é ligeiramente maior (1 a 2%) do que o normal.

 

3. Frequência cardíaca e pressão arterial

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Frequência cardíaca e pressão arterial

Daniel G. Drury, DPE, FACSM

A frequência cardíaca (FC) e a pressão arterial (PA) são dois fatores circulatórios que garantem a distribuição apropriada de sangue em todo o corpo. Com a mudança das demandas fisiológicas, cada fator ajusta-se para ajudar a fazer com que a quantidade certa de sangue passe pelos tecidos. Mudanças de posição, intensidade de exercício, modo de exercício e estado de excitação podem resultar em ajuste da frequência cardíaca e da PA. Embora esses dois fatores possam ser alterados de maneira independente, eles apresentam uma inter-relação sistêmica, de modo que o ajuste em um deles costuma ser acompanhado por ajuste no outro.

Como a FC ativa é um indicador indireto de intensidade de exercício, ela costuma ser usada para monitorar, ajustar e individualizar programas de treinamento.

Nos últimos anos, os monitores de FC se tornaram mais precisos e acessíveis. Em consequência, treinadores e instrutores conseguem ajudar os atletas a aperfeiçoar seus treinamentos fazendo com que a intensidade dos treinos seja relativa a suas capacidades fisiológicas. Além disso, as adaptações crônicas ao treinamento também podem ser monitoradas pela observação das mudanças na frequência cardíaca em repouso (FCrepouso) assim como durante o exercício em qualquer intensidade.

 

4. Taxa metabólica

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Taxa metabólica

Wayne C. Miller, Ph.D., EMT

A capacidade do corpo de se exercitar ou realizar trabalho físico depende de sua capacidade de produzir, usar e regular energia. Metabolismo é o termo usado para descrever esse uso generalizado de energia no corpo. Embora o metabolismo inclua tanto a síntese como a degradação de compostos biológicos ou o total do equilíbrio entre ingestão de alimento e gasto energético, costumamos nos referir

à taxa metabólica como a taxa de gasto energético. A taxa de gasto energético (ou metabolismo) necessária pelo corpo ou por qualquer uma das suas células pode variar de rendimentos de alta potência a rendimentos de baixa potência. Os cientistas de exercício classificam os processos bioquímicos usados para gastar energia durante o exercício em categorias, dependendo da demanda de rendimento de potência. Termos como glicólise rápida, glicólise lenta, metabolismo aeróbico, anaeróbico, entre outros, são usados para descrever taxas de metabolismo.

 

5. Potência aeróbia

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Potência aeróbia

Jonathan H. Anning, Ph.D., CSCS*D

A potência aeróbia refere-se à capacidade dos músculos de usar o oxigênio recebido do coração e dos pulmões para gerar energia. Quanto mais eficiente for esse processo, maior será a potência aeróbia. Portanto, melhoras na potência aeróbia costumam ser monitoradas determinando-se o VO2máx, ou seja, o volume máximo de oxigênio que uma pessoa consome e utiliza com os músculos ativos durante o exercício.

O desenvolvimento da potência aeróbia é uma prioridade de treinamento mais baixa para atletas que participam sobretudo de atividades anaeróbias (i. e., para as quais o oxigênio não é necessário à produção de energia) em comparação com atletas que participam de atividades aeróbias, como provas de longa distância. Obviamente, caminhadas, corridas, ciclismo, natação e até mesmo esqui cross-country de longa distância são atividades altamente aeróbias, que, portanto, exigem que o oxigênio produza energia. Todavia o potencial esportivo de longa distância não está totalmente relacionado com a potência aeróbia máxima, pois as

 

6. Limiar de lactato

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Limiar de lactato∗

Dave Morris, Ph.D.

O lactato é um metabolito que pode ser produzido pela quebra da glicose ou do glicogênio durante o processo de glicólise. Embora várias células e tecidos usem glicólise e produzam lactato, o maior produtor durante o exercício é o músculo esquelético, que depende da via glicolítica para produzir energia para as contrações.

Antigamente, acreditava-se que o lactato era um resíduo do metabolismo de carboidrato. Na realidade, parte do lactato produzido pelo músculo em ação pode ser retida por esse músculo e usada como metabolito de energia. O lactato restante que não é queimado no músculo em ação se difunde no sangue, onde seus níveis podem ser medidos por diversas técnicas. Uma dessas estratégias de medição, o teste do limiar de lactato, envolve o pedido à pessoa que realize uma sessão de exercício com taxas progressivamente mais altas em ação. Em intervalos regulares durante o teste, são tiradas amostras de sangue, cuja concentração de lactato é analisada.

 

7. Força muscular

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Força muscular

Gavin L. Moir, Ph.D.

A força muscular foi identificada há muito tempo como um componente importante do desempenho esportivo e da saúde (p. ex., Dorchester, 1944; Murray e Karpovich, 1956; Paschall, 1954; Sampon, 1895). Por esse motivo, testes usados para identificar informações de prognóstico e de diagnóstico sobre a força muscular são muito importantes para o profissional de força e condicionamento. A capacidade de testar a força muscular tem aplicações significativas quando se trabalha com atletas. Por exemplo, foram sugeridos testes de força muscular como forma de monitorar as respostas a um programa de treinamento (Stone, Stone e Sands,

2007; Zatsiorsky, 1995), de determinar as cargas de treinamento a serem usadas durante programas de treinamento de força (Baechle, Earle e Wathen, 2008;

Bompa e Haff, 2009) e de monitorar a reabilitação após uma lesão (Flanagan,

Galvin e Harrison, 2008; Meller et al., 2007). Os testes de força muscular também ajudam a identificar talentos em esportes como rúgbi e futebol (Pienaar, Spamer e

 

8. Resistência muscular

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Resistência muscular

Gavin L. Moir, Ph.D.

O Capítulo 7 apresentou a força muscular como um aspecto importante da saúde e do desempenho esportivo. A seleção de um teste apropriado de força muscular deve ser do interesse de profissionais de condicionamento que trabalham com populações esportivas, clínicas e mesmo com a população geral. Este capítulo se concentra nos testes de resistência muscular.

Os testes de resistência muscular quase não são administrados em populações esportivas, ao menos quando comparados com os testes de força muscular máxima. Entretanto, é comum que os testes de resistência muscular constem na bateria de testes administrados em crianças, soldados, oficiais de polícia e bombeiros

(Baumgartner et al., 2007; Hoffman, 2006), tanto que as pontuações resultantes de muitos desses testes são usadas como padrões mínimos de alistamento. Esses testes costumam envolver grandes números de pessoas testadas ao mesmo tempo e, por isso, em geral são fáceis de administrar e interpretar. Em razão da dimensão dessas populações, existem séries extensas de dados normativos para muitos testes de resistência muscular. Este capítulo resume os métodos adequados para testar a resistência muscular, além de identificar suas estatísticas de confiabilidade e validade. Começamos, porém, definindo resistência muscular.

 

9. Potência

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Potência

Mark D. Peterson, Ph.D., CSCS*D

O princípio de especificidade sugere que a avaliação de desempenho humano pode ser tratada como um processo sistemático e judicioso em que os componentes do condicionamento físico são testados, pontuados e interpretados de maneira independente. Esse princípio é motivado pela suposição de que os atributos de condicionamento não apenas são distintos, mas também respondem a variáveis de treinamento. Como o treinamento é projetado para tratar de condições específicas de determinado esporte ou atividade, o teste e a avaliação devem complementar a prescrição de exercício e formar a base objetiva a partir da qual todo o processo de melhora no desempenho será monitorado. A noção de especificidade é especialmente complexa quando se controlam os fatores relativos à produção de potência.

Tanto é verdade que a avaliação e o desenvolvimento subsequente de potência muscular se tornaram um dos tópicos mais discutidos em todos os segmentos da ciência do exercício.

 

10. Velocidade e agilidade

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Velocidade e agilidade

N. Travis Triplett, Ph.D., CSCS*D, FNSCA

A velocidade e a agilidade são componentes importantes de quase todos os desempenhos esportivos (Hoffman, 2006). Ambas envolvem mover o corpo o mais rapidamente possível, mas a agilidade tem a dimensão extra de mudança de direção. Os treinadores esportivos costumam treinar o desenvolvimento de velocidade e de agilidade dos atletas focando-se na técnica de movimento e no tempo de reação treinos (Plisk, 2008). Os testes de velocidade são simples e diretos, mas os de agilidade variam muito, existindo os que envolvem pouco movimento e só trabalho dos pés e aqueles que envolvem corrida de velocidade com múltiplas mudanças de direção, com ou sem uma reação a estímulos variados. Todavia os testes de velocidade e de agilidade são facilmente personalizáveis ao esporte ou à tarefa desejada.

Medir a velocidade e a agilidade pode ajudar o profissional de condicionamento a voltar a atenção para pontos fracos no desempenho de um esporte ou uma tarefa, o que pode ajudar a atingir os objetivos de treinamento direto (Harman e

 

11. Mobilidade

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Mobilidade

Sean P. Flanagan, Ph.D., ATC, CSCS

A mobilidade, ou a facilidade de movimento, é um requisito fundamental do movimento humano. É necessária uma quantidade mínima de mobilidade para realizar qualquer tarefa, seja ela uma atividade da vida cotidiana ou um esporte. A mobilidade é determinada pelo impulso composto existente em todas as articulações envolvidas no movimento, conhecido como cadeia cinemática.∗ Mobilidades grandes (hipermobilidade) ou pequenas demais (hipomobilidade) podem ter consequências negativas para o desempenho e aumentar o potencial de lesão. Por isso, uma avaliação abrangente do movimento articular deve fazer parte de todas as avaliações do treinamento pessoal de um cliente ou atleta.

A maioria das pessoas entende que o corpo age como uma cadeia de segmentos rígidos ligados uns aos outros e que atuam em conjunto. Na engenharia, esse sistema é conhecido como cadeia cinemática, pois descreve os movimentos desses segmentos sem considerar as forças que os causam. Na ciência do exercício, o termo cadeia cinética costuma ser usado de maneira intercambiável com cadeia cinemática, muito embora o termo cadeia cinética não exista em engenharia. Cinético refere-se às forças que causam movimento. Embora haja utilidade no exame de como as forças são transferidas através de toda a cadeia, ao se discutir mobilidade, deve-se usar o termo mais correto, cadeia cinemática.

 

12. Equilíbrio e estabilidade

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Equilíbrio e estabilidade

Sean P. Flanagan, Ph.D., ATC, CSCS

Ao pensar sobre equilíbrio, muitas imagens vêm à mente; um surfista, um ginasta, um patinador artístico são alguns dos exemplos mais óbvios de atletas que precisam de equilíbrio. No entanto, quase todos os atletas e, sem dúvida, todos os atletas que ficam em pé, precisam de equilíbrio.

Muitas pessoas igualam equilíbrio a estabilidade, o que não é correto. A estabilidade é a capacidade de voltar a uma posição ou um movimento desejado após um transtorno. Sempre que os atletas entram em contato com oponentes, objetos ou mesmo variações inesperadas no terreno, eles se expõem a transtornos. Por isso, a estabilidade é um conceito importante no esporte.

O exame de qualquer qualidade ou atributo motor exige que, primeiro, ele seja definido de forma clara e que, em seguida, seja elaborado um teste que elimine todas as outras variáveis, menos a que é testada. Medir uma qualidade tão fundamental quanto a força ou o VO2máx é, por um lado, (relativamente) simples.

 

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