Gestão Ambiental e Sustentabilidade no Turismo

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A Coleção Ambiental, coordenada por Arlindo Philippi Jr., reúne resultados de estudos, pesquisas e experiências de professores, pesquisadores e profissionais com reconhecida e expressiva atuação na área ambiental, oriundos de conceituadas instituições de ensino e pesquisa, caracterizando-se pelo tratamento multi e interdisciplinar que esta área do conhecimento requer. As obras contribuem tanto para a disseminação do conhecimento em bases cientificamente sólidas e conectadas às intervenções reais da sociedade quanto para a ampliação das reflexões e dos debates sobre questões sociais, econômicas, políticas e ambientais, fundamentais para a formação, qualificação e capacitação de profissionais. Este livro, Gestão Ambiental e Sustentabilidade no Turismo, destaca-se pela interação entre os temas tratados, apoiados em estudos, pesquisas e práticas desenvolvidas em variados quadrantes do país, por um conjunto de autores de diversas disciplinas e profissões, oriundos de universidades, instituições públicas e privadas, com atuação nas temáticas turismo, ambiente e sustentabilidade. A conjunção desses fatores – ciência, tecnologia, inovação, multi e interdisciplinaridade, estudos, pesquisas, práticas, universidades, instituições e empresas com visões e reflexões de caráter local, regional e nacional – coloca à disposição dos leitores uma obra abrangente e inovadora, que possibilita a aproximação e o tratamento do turismo com as questões ambientais, contribuindo, dessa forma, para um desenvolvimento alicerçado nos princípios da sustentabilidade. Trata-se de uma obra imprescindível não apenas a especialistas, mas também a profissionais como engenheiros, arquitetos, turismólogos, educadores, geólogos, geógrafos, sociólogos, biólogos, advogados, administradores, economistas, entre outros, além do público interessado nas questões e relações entre turismo, meio ambiente e sustentabilidade.

 

42 capítulos

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1. Turismo e Meio Ambiente: Relação de Interdependência

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Turismo e

Meio Ambiente:

Relação de

1

Interdependência

Paulo dos Santos Pires

Engenheiro Florestal, Univali

INTRODUÇÃO

A relação entre o turismo e o meio ambiente é tão ampla e multifacetada que a sua abordagem teórica obriga, de saída, à definição de um enfoque para que, a partir dele, delimite o alcance do conteúdo temático sem, com isso, ignorar as conexões existentes com outros aspectos pertinentes, porém inseridos em âmbitos de abordagem temática externos ao enfoque definido.

Dessa forma e, ainda, com uma preocupação didática no sentido de apresentar um conteúdo informativo que possa ser útil, sobretudo à formação acadêmica de estudantes de graduação dos cursos de turismo, hotelaria e hospitalidade, e também a quem atua profissionalmente nessas mesmas áreas, buscou-se expor as múltiplas facetas e implicações da relação entre turismo e meio ambiente. Como poderá ser constatado, trata-se de uma relação de interdependência já plenamente integrada ao sistema turístico, e que nesta oportunidade será apresentada muito mais em sua amplitude do que em seu aprofundamento, entendendo-se que seja esse o tratamento mais adequado aos objetivos do público leitor para o qual é destinado, considerando, ainda, o formato da presente publicação.

 

2. Papel do Poder Público para o Turismo Sustentável

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Papel do Poder Público para o Turismo

Sustentável

2

Karina Toledo Solha

Bacharel em Turismo, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP

INTRODUÇÃO

As discussões sobre teorias de desenvolvimento têm sido, ao longo do tempo, uma temática amplamente abordada pelas diferentes áreas das ciências humanas. É uma preocupação constante dos pesquisadores de economia, geografia, sociologia e política, que buscam compreender a sua dinâmica e definir parâmetros de análise. Isso tem levado a sérias reflexões e a grandes mudanças de paradigma na compreensão do fenômeno e da sua importância, principalmente no caso dos países inseridos no denominado grupo dos “países em desenvolvimento”.

Durante muito tempo, associou-se o desenvolvimento ao crescimento da renda per capita. Atualmente, os indicadores de desenvolvimento tendem a ser mais abrangentes, considerando que o critério renda não é o único e nem o mais apropriado. Como ressalta Milone (1998, p.514), o desenvolvimento deve incluir outros indicadores como “a diminuição dos níveis de pobreza, desemprego e desigualdade e, também, a melhoria nas condições de saúde, nutrição, educação, moradia e transporte”.

 

3. Papel dos Órgãos Públicos no Incentivo à Adoção do Ecodesign

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Papel dos Órgãos

Públicos no Incentivo à

Adoção do Ecodesign

3

Joaquim Rondon da Rocha Azevedo

Arquiteto, JHS Construtora

INTRODUÇÃO

A valorização dos recursos naturais propiciada pelo crescimento do ecoturismo e, de maneira geral, pelo turismo de base natural provocou uma série de mudanças na maneira de conceber, planejar, implantar e operar produtos e destinos turísticos.

As mudanças em relação ao modelo tradicional de turismo percorrem todos os aspectos da atividade, desde a infra-estrutura até o marketing, passando pela formação de recursos humanos, formatação de atrativos e roteiros, alimentos e bebidas etc.

No que diz respeito à infra-estrutura e ao desenvolvimento físico, a disciplina que melhor reflete os princípios de respeito e valorização dos recursos naturais e culturais é o ecodesign. Também conhecido como design sustentável ou “design para o meio ambiente” (design for environment, DfE), o ecodesign sintetiza uma abordagem diferenciada do planejamento de instalações de infra-estrutura, equipamentos e produtos, cujas diretrizes fundamentais são a minimização dos impactos negativos e a potencialização dos recursos locais e renováveis.

 

4. Desenvolvimento Turístico e Sustentabilidade Ambiental

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Desenvolvimento

Turístico e

Sustentabilidade

Ambiental

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Helena Ribeiro

Geógrafa, Faculdade de Saúde Pública da USP

Beatriz Veroneze Stigliano

Bacharel em Turismo, UFSCar

INTRODUÇÃO

Recentemente, o turismo vem recebendo espaço privilegiado na imprensa escrita, não nas páginas tradicionalmente dedicadas a amenidades, como Suplemento Turístico, Caderno de Viagens etc., mas dentro do Caderno de Economia de importantes periódicos do país. Também a comunidade acadêmica tem se debruçado sobre o tema que, até há pouco tempo, era visto por ela com um pouco de distanciamento. A criação do curso universitário de Turismo em universidades de renome é resultado do maior espaço que o turismo vem conquistando na academia, em análise crítica e aprofundada, sob olhar objetivo e por meio de métodos científicos.

Por trás dessa atenção da academia está o fato de que a atividade turística vem crescendo de modo bastante acelerado em todo o mundo, e no Brasil em particular.

 

5. Turismo Internacional e Proteção do Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade

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GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NO TURISMO

NICOLETTI, Lenita. O lixo, o turismo e os desafios para a gestão integrada de resíduos sólidos em uma unidade de conservação: estudo de caso em Pirenópolis,

APA Pirineus de Goiás. São Paulo, 2002. Tese (Doutorado). Faculdade de Saúde

Pública, Universidade de São Paulo.

PÉREZ DE LAS HERAS, Mônica. La guía del ecoturismo, o cómo conservar la naturaleza a través del turismo. Espanha: Mundi-Prensa, 1999.

RODRIGUES, Arlete Moysés. Desenvolvimento sustentável e atividade turística. In:

RODRIGUES, Adyr B. (Org.). Turismo e desenvolvimento local. São Paulo: Hucitec,

2000.

RUSCHMANN, Doris van de Meene. Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente. 2.ed. São Paulo: Papirus, 1999.

SESC. REVISTA E, n.10, ano 6. São Paulo, maio 2000.

STIGLIANO, Beatriz Veroneze. Visitantes em Unidades de Conservação: o método

VAMP aplicado ao Parque Estadual de Campos do Jordão (SP). São Paulo, 2004.

 

6. Hospitalidade & Sustentabilidade

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Hospitalidade &

Sustentabilidade

6

Ernesto Hsieh

Empresário, Pousada Coração da Mata

INTRODUÇÃO

Algumas expressões utilizadas pelo meio hoteleiro demonstram a intenção em conquistar o hóspede a qualquer custo: “Precisamos encantar nosso hóspede...”, “Nosso hotel possui menu de travesseiros...”, “Os lençóis do nosso hotel são de algodão egípcio...”.

Como muitas dessas idéias são relativamente fáceis de copiar ou, como se diz estrategicamente, possuem uma pequena barreira de entrada, elas rapidamente deixam de significar itens diferenciais e perdem seu valor competitivo. Assim, novamente os executivos precisam usar sua criatividade para superar a expectativa de seus clientes e novamente conquistar a tão almejada fidelização.

Esse esmero, entretanto, conduz o empreendimento a um gasto excessivo de recurso financeiro, a um alto consumo de energia e água (conseqüentemente, gerando uma alta produção de esgoto) e a uma alta produção de lixo. Por causa do tratamento que recebe e pelo valor da diária paga, o hóspede se sente como um rei: toma um banho mais prolongado do que em sua casa e usa duas toalhas para se enxugar, enquanto uma só seria mais do que suficiente.

 

7. A Classificação como Indutora do Processo de Qualificação da Oferta Hoteleira no Brasil

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A Classificação como

Indutora do Processo de

Qualificação da Oferta

Hoteleira no Brasil

7

Leandro Bertoli Neto

Arquiteto e Urbanista, Santa Catarina Turismo S.A.

INTRODUÇÃO

Utilizado não só como referencial informativo, mas também como indutor do processo de qualificação da oferta turística e da hospitalidade de uma destinação, o sistema oficial de classificação dos meios de hospedagem de turismo (MHT) foi motivado pela competição hoteleira, sendo adotado por grande parte dos países turisticamente desenvolvidos, sobretudo no continente europeu, há praticamente cinco décadas.

O objetivo principal da classificação hoteleira é oferecer aos clientes

(hóspedes ou não) um referencial que traduza fielmente os níveis de conforto, serviços e preços esperados, de acordo com as suas diferentes motivações e objetivos, e que possibilite a distinção e a comparação entre os diversos equipamentos de hospedagem disponíveis.

A adoção de um sistema de classificação eficaz, adequado ao contexto mercadológico e às particularidades regionais, favorece a qualificação e a promoção do produto turístico de uma destinação, uma vez que, além do caráter informativo dos padrões de qualidade e da hospitalidade (na verdadeira acepção do termo) que a estrutura receptiva disponibiliza ao público e que constitui, de fato, o principal objetivo do processo, a classificação dos MHT:

 

8. Planejamento e Gestão Sustentável do Turismo: Contexto Social, Métodos e Enfoques

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Planejamento e Gestão

Sustentável do Turismo:

Contexto Social,

8

Métodos e Enfoques

Francisco Antonio dos Anjos

Geógrafo, Univali

Sara Joana Gadotti dos Anjos

Administradora, Univali

Gregório Jean Varvakis Rados

Engenheiro Mecânico, UFSC

INTRODUÇÃO

O turismo apresenta-se neste início de século como uma importante atividade social e econômica, não apenas no Brasil mas em diversos países do mundo, colocando-se entre os fenômenos socioeconômicos mais representativos destes novos tempos (Pearce, 2002). A importância e a abrangência de tal fenômeno estão ligadas diretamente às condições impetradas pela nova ordem emergente, que passou a ser conhecida como revolução pós-industrial, resultante de uma nova conjuntura internacional, de mudanças culturais e de crescimento econômico de setores ligados à informática, serviços e meio ambiente (Trigo, 1999).

O segmento vem ganhando importância mundial devido ao grande impacto que exerce na vida das pessoas e nos seus locais de vivência. A busca pela sustentabilidade e a participação da comunidade local se apresentam como novos desafios para o desenvolvimento de propostas para o planejamento do turismo. Tal desafio está ligado ao princípio de que o desenvolvimento turístico deve se basear no equilíbrio entre a conservação ambiental e cultural, a viabilidade econômica e a justiça social.

 

9. Planejamento e Gestão de Turismo Comunitário Sustentável: Metodologias PEC & SiGOS

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Planejamento e

Gestão de Turismo

Comunitário Sustentável:

9

Metodologias PEC & SiGOS

Carlos Alberto Cioce Sampaio

Administrador, Furb

Valdir Fernandes

Cientista Social, Faculdade de Saúde Pública, Cepema-USP

Arlindo Philippi Jr.

Engenheiro Civil e Sanitarista, Faculdade de Saúde Pública da USP

INTRODUÇÃO

Parece oportuno iniciar este texto parafraseando Max-Neef (2005, p.8), inspirador economista chileno e ganhador do Prêmio Nobel Alternativo, quando se referiu à repentina valorização do não-urbano como uma opção turística, questionando: “realmente nos interessa o não-urbano ou somente descobrimos uma nova possibilidade de fazer negócios?”.

Seguindo esse pensamento, não se trata de negar a possibilidade de fazer negócios, tampouco de ser contra o incremento do turismo, principalmente pelos novos elementos surgidos do paradigma da sustentabilidade.

Vivemos em um planeta que corre o risco de não ter a capacidade de absorver os impactos de um estilo de desenvolvimento essencialmente baseado na lógica do crescimento econômico e da socialização de prejuízos socioambientais. Conforme afirmam Graedel e Allenby (1996), não foram respeitados os dois princípios básicos da sustentabilidade ambiental, que são: não retirar dos ecossistemas mais do que sua capacidade de regeneração e não lançar a eles mais do que a sua capacidade de absorção.

 

10. Avaliação Ambiental Estratégica no Turismo

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Avaliação Ambiental

Estratégica no Turismo

10

Emílio Lèbre La Rovere

Engenheiro Elétrico e Economista, UFRJ

Diego do Nascimento Bastos

Economista, UFRJ

Heliana Vilela de Oliveira Silva

Engenheira Civil, UFMT

Izabella Mônica Vieira Teixeira

Bióloga, Secretaria de Estado do Meio Ambiente-RJ

INTRODUÇÃO

Vários instrumentos e procedimentos de Avaliação Ambiental (AA) têm sido desenvolvidos na perspectiva de atender, de forma efetiva, aos requisitos da gestão do meio ambiente.1 O processo de evolução da AA permite identificar uma concepção inicial, que busca complementar os projetos de desenvolvimento, concebidos sem a percepção dos potenciais danos ambientais, associados à sua implantação. Retrata, também, a formulação de um instrumento voltado a apoiar a tomada de decisão ambiental e que considera suas implicações sociais, econômicas e ambientais.

A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) surgiu em 1969, quando da publicação pelos Estados Unidos de sua Política Nacional de Meio

 

11. Aplicação da Análise Multicritério para Avaliação da Sustentabilidade em Empreendimentos Turísticos

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Aplicação da Análise

Multicritério para

Avaliação da

Sustentabilidade em Empreendimentos

Turísticos

11

Sebastião Roberto Soares

Engenheiro Sanitário, UFSC

Sabrina Rodrigues Sousa

Tecnóloga em Gestão e Saneamento Ambiental,

Escola de Engenharia de São Carlos da USP

INTRODUÇÃO

As atividades associadas ao turismo têm se mostrado, simultaneamente e em diferentes graus, como um contribuinte economicamente significativo e essencial para mudanças na vitalidade dos ecossistemas, das atitudes culturais e dos modelos de ocupação do espaço físico.

Os aspectos ambiental, econômico e sociocultural do desenvolvimento sustentável e as práticas de gestão são perfeitamente aplicáveis a todas as formas de estruturas turísticas, inclusive para o turismo de massa, em ambientes construídos e naturais. O equilíbrio entre esses três aspectos é essencial para garantir a sustentabilidade a longo prazo. Para tanto, o turismo sustentável deve:

 

12. Turismo e Riscos à Saude

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GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NO TURISMO

MONTANARI, R. Environmental efficiency analysis for thermo-power plants. Journal of Cleaner production, v. 4, n. 12, p. 403-41, 2004.

[OMT] ORGANIZAÇÃO MUNDIAL unwto.org. Acessado em: 2007.

DE

TURISMO. Disponível em: http://www.

ONG, S.K.; KOH, T.H.; NEE, A.Y.C. Assessing the environmental impact of materials processing techniques using an analytical hierarchy process method. Journal of

Material Processing Technology, v. 113, p. 424-431, 2001.

OPRICOVIC, S.; TZENG, G.H. Compromise solution by MCDM methods: a comparative analysis of VIKOR and TOPSIS. European Journal of Operational

Research, v. 156, p. 445-455, 2004.

PINEDA-HENSON, R.; CULABA, A.; MENDONZA, G. Evaluating Environmental performance of Pulp and Paper Manufacturing using the analytic Hierarchy process and Life-Cycle Assessment. Journal of Industrial Ecology, v. 1, n. 6, p. 15-28, 2002.

SAATY, T. The analytic hierarchy process. MacGraw Hill: New York, 1980.

 

13. Unidades de Conservação: Aspectos Históricos e Conceituais

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Capítulo 19

Turismo de aventura em unidades de conservação

Alcyane Marinho

Capítulo 20

Infra-estrutura viária e turismo em unidades de conservação

Josildete Pereira de Oliveira, Oswaldo Dias dos

Santos Junior

Capítulo 21

Marketing de relacionamento: força competitiva para agências de viagens

Carlos Alberto Tomelin, Athos Henrique Teixeira

Capítulo 22

Turismo, proteção ambiental e sustentabilidade

Gilda Collet Bruna

Unidades de

Conservação:

Aspectos Históricos e Conceituais

13

Ana Maria da Silva Hosaka

Bacharel em Turismo, Editora Manole

INTRODUÇÃO

A preocupação com o meio ambiente é relativamente recente, e foi no final do século XX que termos como “ecologia”, “preservação” e “conservação” passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. Houve também, nos

últimos tempos, uma mudança de pensamento, no sentido de valorizar a presença humana nas áreas preservadas, e não apenas o meio físico natural (Dourojeanni, 1997).

 

14. Educação para o Turismo: Turistas e Comunidade

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Educação para o Turismo:

Turistas e Comunidade

14

Maria Cecília Focesi Pelicioni

Assistente Social e Educadora Ambiental, Faculdade de Saúde Pública da USP

Renata Ferraz de Toledo

Bióloga e Educadora Ambiental, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

O turismo constitui uma das maiores atividades econômicas mundiais e nos países em desenvolvimento tem apresentado superávit comercial. Essa atividade pode ser geradora de renda para os diferentes grupos envolvidos, não apenas para as empresas organizadoras mas também para as comunidades anfitriãs. Analistas do setor do turismo estimam um crescimento mundial da ordem de 4 a 5% ao ano, com um índice de 10% de ocupação da população economicamente ativa.

De acordo com o Decreto n. 448/1992, sobre a Política Nacional de Turismo, que regulamenta a Lei n. 8.181/1991, o turismo tem por finalidade

“seu equacionamento como fonte de renda nacional” (Brasil, 1992, art. 1º), e entre as diretrizes de planejamento está “reduzir as disparidades sociais e econômicas de ordem regional, através do crescimento da oferta de emprego e melhor distribuição de renda” (Brasil, 1992, art. 3º, Inc. II). No entanto, moradores das regiões turísticas não têm sido beneficiados nem com o crescimento da oferta de emprego nem com melhor distribuição de renda e, na maior parte das vezes, estão despreparados para exercer funções que exijam alguma especialização, forçando agências e hotéis a contratarem profissionais de outras regiões.

 

15. Potencial Turístico e Saneamento Ambiental em Unidades de Conservação

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Potencial Turístico e Saneamento

Ambiental em

Unidades de Conservação

15

Silvana Audrá Cutolo

Bióloga Sanitarista, Faculdade de Saúde Pública da USP

Tadeu Fabrício Malheiros

Engenheiro Civil, Escola de Engenharia de São Carlos da USP

Arlindo Philippi Jr.

Engenheiro Civil e Sanitarista, Faculdade de Saúde Pública da USP

BRASIL

O Brasil é o quinto maior país do mundo, possui 1,7% do território do globo terrestre e ocupa 47% da América do Sul. Está localizado na porção centro-oriental do continente, com o litoral para o Oceano Atlântico. Possui uma área total de 8.511.965 km2 que inclui 8.456.510 km2 de terra e

55.455 km2 de água. O ponto culminante do Brasil está localizado no Pico da Neblina, com 3.014 m, e o ponto mais baixo está no nível do mar.

O país é formado por seis grandes biomas, definidos como conjuntos de ecossistemas terrestres, caracterizados por tipos fisionômicos semelhantes de vegetação com diferentes climas. O bioma continental brasileiro de maior extensão, a Amazônia, e o de menor extensão, o Pantanal, ocupam juntos mais da metade do Brasil: o Bioma Amazônia, com 49,29%, e o Bioma Pantanal, com 1,76% do território brasileiro. Os seis biomas continentais brasileiros são: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica,

 

16. Ecoturismo: a Importância da Capacitação Profissional do Condutor Ambiental Local

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GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NO TURISMO

ODUM, E.P. Ecologia. Rio de Janeiro: Discos CBS, 1985.

[PAHO/WHO] PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION; WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guias para la calidad del agua potable, 1998.

PHILLIPI JR., A; SALLES, C.P.; MALHEIROS, T. Fortalecimento da gestão ambiental municipal no corredor central da Mata Atlântica – Bahia. Subsídios para o planejamento estratégico. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Núcleo de Informações em Saúde Ambiental, 2004.

RICE, R.G.; ROBSON, C.M. Biological activated carbon. Enhanced aerobic biological activity in GAC systems. Ann Arbor, Michigan: Ann Arbor Science, 1982.

RICHARDS, G.; BRAMWELL, B. Sustainable management: principles and practice.

Holanda: Tiburg University Press, 1995.

ROSTAND, R. Aonde vamos: energias renováveis. Disponível em: http://www. aondevamos.eng.br/textos/texto10.htm. Acessado em: 25 jul. 2007.

ROWE, D.; ABDEL-MAGID, I.M. Handbook of wastewater reclamation and reuse.

 

17. Visitação Sustentável em Unidades de Conservação

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Visitação Sustentável em Unidades de Conservação

17

Anna Júlia Passold

Engenheira Florestal, Instituto Ekos Brasil

Sônia Maria Sfair Kinker

Química, Secretaria do Meio Ambiente-PA

INTRODUÇÃO

A conservação da natureza e a proteção do meio ambiente deveriam acontecer independentemente de considerações econômicas, visto que são essenciais à manutenção da vida humana. Entretanto, levando-se em conta as altas taxas de destruição e de extinção dos recursos naturais, faz-se necessário imprimir um sentido de valor à conservação da biodiversidade, para que a sociedade como um todo, e cada pessoa em particular, sejam persuadidas de que esta redunda em benefício pessoal e geral para a humanidade (Ibama/GTZ, 1997).

Calcula-se que um terço da biodiversidade mundial esteja concentrada nos territórios brasileiros ainda melhor conservados, em ecossistemas

únicos como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, os Cerrados, as áreas

úmidas e os ambientes marinhos, entre outros. Uma das estratégias para se alcançar os Objetivos Nacionais de Conservação (ou seja, a conservação da biodiversidade) é o estabelecimento de uma rede de unidades de conservação (UCs). Entende-se que é a forma mais eficiente de combate ao alarmante processo de extinção em massa de espécies vitais para o planeta, esse empobrecimento (irreversível) é resultado, sobretudo, do desordenado processo de ocupação da Terra pelo homem.

 

18. Roteiros Turísticos em Unidades de Conservação

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Roteiros Turísticos em Unidades de Conservação

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Adriano Lucchesi Pires Bastos

Administrador, Atlantic Connection Travel

INTRODUÇÃO

Observando a atividade turística do ponto de vista socioeconômico, nota-se a existência de uma correlação intrínseca entre grandes acontecimentos históricos e as tendências de exploração turística. A Revolução

Industrial possibilitou o surgimento e a expansão do turismo de massa, ao mesmo tempo em que o planeta começou a presenciar uma descontrolada utilização de seus recursos naturais. O período pós-guerra, em especial a partir da década de 1960, assistiu ao início da fragmentação do chamado turismo de massa em inúmeros segmentos do mercado, e a comunidade internacional começou a adotar medidas para controlar a destruição e utilização equivocada do meio ambiente. Os processos paralelos de segmentação e especialização do mercado turístico e a preocupação com o meio ambiente (o que não significa a solução dos problemas) catalizaram-se com a entrada na era da globalização, no início dos anos de 1990, após a queda da União Soviética e do Muro de Berlim.

 

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