Como Aprender e Ensinar Competências

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Como aprender e ensinar competências apresenta um novo enfoque no ensino e na aprendizagem de competências. Focado nas capacidades cognitivas apresenta como trabalhar a formação para o desenvolvimento de capacidades de forma prática, demonstrando que o que se aprende pode ser utilizado de forma eficiente diante de uma situação real e determinada.

 

11 capítulos

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surge como resposta às limitações do ensino tradicional

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O termo competência surge como resposta às limitações do ensino tradicional

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O uso do termo competência é uma consequência da necessidade de superar um ensino que, na maioria dos casos, reduziu-se a uma aprendizagem cujo método consiste em memorização, isto é, decorar conhecimentos, fato que acarreta na dificuldade para que os conhecimentos possam ser aplicados na vida real.

Por que temos de falar sobre competências?

No início da década de 1970, e no âmbito empresarial, surge o termo “competência” para designar o que caracteriza uma pessoa capaz de realizar determinada tarefa real de forma eficiente. A partir de então, esse termo se estendeu de forma generalizada, de modo que, atualmente, dificilmente iremos encontrar uma proposta de desenvolvimento e formação profissional que não esteja estruturada em torno de competências. É dessa forma que o mundo empresarial fala sobre gestão por competências: formação de competências, desenvolvimento profissional por competências, análise de competências, etc.

 

Capítulo 2 - A atuação eficiente das competências em um determinado contexto

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A atuação eficiente das competências em um determinado contexto

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A competência, no âmbito da educação escolar, identificará o que qualquer pessoa necessita para responder aos problemas que enfrentará ao longo de sua vida. Sendo assim, a competência consistirá na intervenção eficaz nos diferentes âmbitos da vida, mediante ações nas quais são mobilizados, ao mesmo tempo e de maneira inter-relacionada, componentes atitudinais, procedimentais e conceituais.

Em busca de uma definição de competência

No capítulo anterior vimos que a utilização do termo “competência” apresenta-se como alternativa a modelos formativos que, tanto no mundo do trabalho quanto no da escola, são insuficientes para responder às necessidades laborais e aos problemas que a vida apresenta.

Dessa forma, o conceito de competência surge de posições basicamente funcionais, ou seja, com relação ao papel que devem cumprir para que as ações humanas sejam o mais eficiente possível. No entanto, ao mesmo tempo tenta-se definir suas características e sua estrutura, ou seja, seus componentes, e de que forma estes se relacionam, e isso ocorre de tal modo que atualmente existem diversas maneiras de descrever o que se deve entender por competência. Dessa forma, podemos propor diferentes questionamentos com diferentes respostas, nem sempre coincidentes, desde as mais gerais: para que devem servir as competências?, quais são seus campos de intervenção?, em quais situações devem ser aplicadas?; às mais específicas: são capacidades ou talvez habilidades?, e caso seja alguma dessas possibilidades, outros componentes intervêm, qual é a diferença entre competência e atuação competente?

 

Capítulo 3 - A competência sempre envolve conhecimentos inter-relacionados a habilidades e atitudes

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A competência sempre envolve conhecimentos inter-relacionados a habilidades e atitudes

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A competência e os conhecimentos não são antagônicos, pois qualquer atuação competente sempre envolve o uso de conhecimentos inter-relacionados a habilidades e atitudes.

Competências versus conhecimentos

Das diferentes definições do termo competência revisadas no capítulo anterior, incluindo nossa proposta, não é possível deduzir que o domínio das competências ocorra em detrimento do conhecimento, muito pelo contrário. O surgimento do termo foi consequência da incapacidade de aplicabilidade de muitos conhecimentos teoricamente aprendidos, a situações reais, tanto da vida cotidiana quanto profissional. Apesar disso, pode parecer que as competências, ao serem uma alternativa a um determinado tipo de ensino de conhecimentos, representem, inegavelmente, sua negação. Diante do dilema entre teoria e prática, optar por um ensino baseado em competências parece uma aposta pela prática e, consequentemente, uma rejeição dos conhecimentos.

 

Capítulo 4 - O objetivo da educação por competência é o pleno desenvolvimento da pessoa

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O objetivo da educação por competência é o pleno desenvolvimento da pessoa

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Para que se possa decidir quais competências são objeto da educação, o primeiro passo é definir quais devem ser suas finalidades. Existe um consenso de que as finalidades devem contribuir para o pleno desenvolvimento da personalidade em todos os âmbitos da vida.

Formação integral e para a vida: princípios de aceitação geral, mas de pouca aplicação

No primeiro capítulo destacamos, por um lado, que a obrigação de propormos um ensino baseado no desenvolvimento das competências provém, em boa medida, da necessidade de uma alternativa a modelos formativos os quais priorizam o saber teórico sobre o prático, o saber pelo saber e, por outro lado, que a maioria das declarações atuais sobre o papel do ensino se direcionam a considerar que ele deve se orientar para o desenvolvimento de todas as capacidades do ser humano, ou seja, para a formação integral das pessoas. Até agora podemos compreender a importância do uso do termo “competência” como uma forma de entender que o saber deve ser aplicável, que o conhecimento toma sentido quando aquele que o possui é capaz de utilizá-lo. No entanto, quando optamos pela formação integral ou para a vida, não apenas se entende que o conhecimento deve ser aprendido de modo funcional, como também que, além disso, deve-se ser competente em outros âmbitos da vida, incluindo o acadêmico, e é precisamente no âmbito escolar, em que pese sua história, o lugar no qual a formação em competências converte-se em uma verdadeira revolução.

 

Capítulo 5 - As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

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As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

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As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

Educar para a vida, mas com quais competências?

A revisão anterior das declarações institucionais permite comprovar que existe um acordo generalizado sobre a educação contribuir para o pleno desenvolvimento da personalidade em todos os âmbitos da vida. Vimos, também, que a definição das finalidades da educação compromete os poderes públicos, no que tange a agir com vistas a reestruturar um sistema educacional que garanta a obtenção dessas finalidades e que inclua um sistema escolar que assuma, em boa medida, a responsabilidade em seu desenvolvimento.

Dessa forma, sabemos que os fins da escola, do sistema escolar, devem estar dirigidos ao desenvolvimento de todas as competências necessárias ao ser humano para responder aos problemas que a vida apresenta, mas com uma delimitação de responsabilidades em função dos meios disponíveis e de suas possibilidades reais.

 

Capítulo 6 - A aprendizagem das competências é sempre funcional

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A aprendizagem das competências

é sempre funcional

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A aprendizagem de uma competência está muito distante do que vem a ser uma aprendizagem mecânica e implica o maior grau de relevância e funcionalidade possível, pois para poder ser utilizada devem ter sentido tanto a própria competência quanto seus componentes procedimentais, atitudinais e conceituais.

A complexidade do conhecimento sobre a aprendizagem das competências

No Capítulo 5, revisamos as propostas sobre quais são as competências que devem ser objeto do ensino e, em capítulos anteriores, verificamos sua complexidade estrutural. Com o objetivo de estabelecer os critérios para seu ensino, é necessário recorrer ao conhecimento que se tem sobre como as competências são aprendidas. Dispomos desse conhecimento? Existem estudos confiáveis sobre o modo como as pessoas conseguem ser competentes?

Atualmente não temos um conhecimento suficientemente elaborado a qual nos permita responder de modo científico a essas duas perguntas. As competências são constructos completos, eminentemente de caráter processual, com aplicações infinitas em função dos múltiplos contextos e das diferentes realidades, e consequentemente, de difícil análise a partir de sua globalidade. No entanto, temos dados suficientes sobre as condições gerais sobre como as pessoas aprendem e também sobre a forma como é produzida a aprendizagem dos distintos componentes (procedimentais, conceituais e atitudinais) que configuram qualquer competência.

 

Capítulo 7 - Ensinar competências significa partir de situações e problemas reais

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Ensinar competências significa partir de situações e problemas reais

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Ensinar competências significa utilizar formas de ensino consistentes para responder a situações, conflitos e problemas próximos da realidade, em um complexo processo de construção pessoal com exercitações de progressiva dificuldade e ajudas contingentes conforme as características diferenciais dos alunos.

As competências podem ser ensinadas ou apenas podem ser desenvolvidas?

Devido ao caráter essencialmente contextual das competências, existe um debate teórico sobre a possibilidade de que as competências não possam ser ensinadas, mas somente desenvolvidas. De forma breve, o argumento teórico considera que, dado que as competências são aplicadas em situações reais, em um momento determinado e em condições que por natureza sempre são distintas, é impossível determinar de antemão seu ensino. Argumento ao qual se une, em alguns casos, uma concepção ainda relativamente vigente no âmbito empresarial, que associa o termo “ensino” a uma de suas formas. Isto é, ao modelo transmissivo, expositivo ou reprodutor, e, dado o caráter fortemente procedimental e atitudinal das competências, para as quais esse modelo é inválido, conclui com a impossibilidade de que as competências possam ser “ensinadas”. Ambos os raciocínios são os que propiciam a ideia de que as competências somente podem ser desenvolvidas. Entretanto, este debate é irrelevante para as intenções deste livro.

 

Capítulo 8 - As disciplinas não são suficientes para aprender competências

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As disciplinas não são suficientes para aprender competências

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A análise das competências nos permite concluir que sua fundamentação não pode ser reduzida ao conhecimento que os distintos saberes científicos trazem, o que implica realizar uma abordagem educacional que considere o caráter metadisciplinar de uma grande parte de seus componentes.

Fundamentação teórica das competências e seus componentes

Uma vez identificadas as competências que serão objeto da educação, analisadas a sua aprendizagem e os critérios para seu ensino, é necessário, para poder iniciar o processo de planejamento pedagógico, conhecer minuciosamente sua consistência. No entanto, além de suas características gerais, o conhecimento existente é muito limitado. O problema é grave, pois não existe uma ciência que tenha as competências como objeto de estudo. Portanto, poderíamos chegar à conclusão de que dificilmente possa ser desenvolvido um processo de ensino sobre algo sem dispor de uma informação segura a qual permita identificar rigorosamente os passos desse processo.

 

Capítulo 9 - O núcleo comum: resposta ao ensino de competências

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O núcleo comum: resposta ao ensino de competências

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Um ensino de competências para a vida requer a criação de uma área específica para todos seus componentes de caráter metadisciplinar, que permita a reflexão e o estudo teórico e, ao mesmo tempo, sua aprendizagem sistemática em todas as outras áreas.

De que forma abordar o ensino das competências e seus componentes que não tem a estrutura de uma disciplina científica?

A escola que pretenda o desenvolvimento de competências para responder aos problemas que a intervenção na realidade irá apresentar deve projetar, de forma rigorosa, a maneira como organizar o desenvolvimento curricular. As soluções até agora propostas consistem em que todas as áreas se “impregnem” de forma transversal dos conteúdos de caráter geral relacionados aos tópicos não disciplinares, ou na criação de uma nova área que abrigue todos os componentes das competências que não podem ser incluídos nos compartimentos das áreas disciplinares e que são tratados de forma descontínua ao longo da escolarização.

 

Capítulo 10 - Os métodos para o ensino das competências devem ter um enfoque globalizador

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Os métodos para o ensino das competências devem ter um enfoque globalizador

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Não há uma metodologia própria para o ensino das competências, mas condições gerais sobre como devem ser as estratégias metodológicas, entre as quais cabe destacar a de que todas devem ter um enfoque globalizador.

É possível uma metodologia para o ensino das competências?

Da análise até este momento é possível extrair algumas conclusões acerca das implicações do ensino das competências. Pois bem, o ensino das competências requer uma metodologia específica ou única? Há uma metodologia para as competências? Qual é a distância entre a metodologia para o ensino dos conhecimentos convencionais e a distância necessária para o ensino das competências?

Diante do método ainda hoje mais utilizado, o método transmissivo convencional, baseado na sequênica exposição-estudo-exercício-prova ou exame, as diferentes correntes pedagógicas buscaram uma alternativa oferecendo soluções que de um modo ou de outro representavam modelos também esteriotipados. De alguma maneira parecia que a solução para o modelo fechado o qual se questionava era outro fechado que, de forma geral, respondesse às novas necessidades do ensino. As diferentes propostas metodológicas surgiram como alternativas apresentadas de forma esquemática ou simples, como uma sequência de atividades mais ou menos padrão. Isso é fácil de constatar se repassamos as diferentes propostas metodológicas que, com maior ou menor acerto ou aceitação, foram aplicadas em nossas aulas como modas prêt-àporter. Todas elas, parafraseando a metodologia tradicional, mostram os professores como aplicadores dos métodos alternativos. Apresentam-se os novos métodos como conjuntos sequenciados de atividades de forma rígida, do mesmo modo que o método tradicional no qual, sejam quais forem os conteúdos da aprendizagem, a sequência de ensino é “imexível”.

 

Capítulo 11 - Avaliar competências é avaliar processos na resolução de situações-problema

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Avaliar competências é avaliar processos na resolução de situações-problema

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Conhecer o nível de domínio que os alunos adquiriram de uma competência é uma tarefa bastante complexa, pois implica partir de situações-problema as quais simulem contextos reais e dispor dos meios de avaliação específicos para cada um dos componentes da competência.

A avaliação de competências é substancialmente diferente da avaliação de outros conteúdos de aprendizagem?

Analisar as consequências da avaliação em uma educação baseada em qualquer aprendizagem de competências representa uma revisão de todas as competências relacionadas a ela. Para que deve servir a avaliação e quem, e quais, devem ser os sujeitos e objetos de estudo? A avaliação dever servir para punir o aluno segundo os objetivos adquiridos ou para valorizá-los? Ou talvez, deva servir para auxiliar o aluno, estimulá-lo, conhecer de que forma aprende ou quais são suas dificuldades ou suas melhores estratégias de aprendizagem, melhorar o processo de ensino, conhecer a conveniência de alguns conteúdos sobre outros ou a metodologia utilizada, ou para tudo isso ao mesmo tempo?

 

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