Consulta Veterinária em 5 Minutos: Espécies Canina e Felina 5a ed.

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Considerada uma referência imprescindível e completa por clínicos e acadêmicos de medicina veterinária, Consulta Veterinária em 5 Minutos: Espécies Canina e Felina fornece informações essenciais e práticas em um formato inovador, no qual as principais doenças e condições clínicas são apresentadas na forma de verbetes organizados em ordem alfabética. Mais de 300 renomados médicos veterinários contribuíram para esta 5ª edição, o que permitiu que cada verbete fosse escrito por especialistas nas seguintes áreas: cardiologia, comportamento, dermatologia, doença infecciosa, endocrinologia e metabolismo, gastrenterologia, hematologia e imunologia, hepatologia, nefrologia e urologia, neurologia, odontologia, oftalmologia, oncologia, sistemas musculoesquelético e respiratório, teriogenologia e toxicologia. Principais destaques da 5ª edição: • Informações sobre 838 doenças e condições clínicas. • Dezenas de tópicos novos, além da adição de informações atualizadas aos tópicos existentes. • Formulário de medicamentos atualizado e detalhado. • Revisão completa da obra, refletindo as pesquisas mais atuais no que concerne à saúde das espécies canina e felina. • Tabelas de toxicologia. • Protocolos de testes endócrinos. • Valores de referência para testes laboratoriais. • Sumário dividido por especialidade, além de um índice remissivo detalhado. Com este recurso inestimável à disposição, os profissionais e estudantes de medicina veterinária estarão preparados para lidar com todo tipo de situação, desde os casos mais comuns até as condições clínicas mais raras.

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Abdome Agudo

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A

Consulta Veterinária em 5 Minutos

Abdome Agudo

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

Um quadro emergencial caracterizado pelo encontro de um abdome tenso e dolorido na anamnese e no exame físico. O abdome agudo pode representar um quadro com risco de vida.

FISIOPATOLOGIA

• Um paciente com abdome agudo apresenta dor associada à distensão de órgão, inflamação, tração exercida no mesentério ou no peritônio ou isquemia.

• Como as vísceras abdominais são esparsamente inervadas, muitas vezes é necessário o envolvimento visceral difuso para a indução da dor; também existem terminações nervosas nas camadas submucosa e muscular da parede intestinal.

• Qualquer processo que provoque distensão líquida ou gasosa (i. e., obstrução intestinal, dilatação-vólvulo gástricos e íleo paralítico) pode causar dor.

• A inflamação gera dor abdominal pela liberação de substâncias vasoativas, que estimulam as terminações nervosas por via direta.

 

Abortamento Espontâneo (Perda Gestacional Precoce) — Cadelas

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Abortamento Espontâneo (Perda Gestacional Precoce) — Cadelas

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

Perda de feto em virtude de reabsorção nas fases precoces ou expulsão nas fases tardias da gestação.

FISIOPATOLOGIA

• Causas diretas — anormalidade congênita, doença infecciosa, traumatismo. • Causas indiretas

— placentite infecciosa, função ovariana anormal, ambiente uterino anormal.

SISTEMA(S) ACOMETIDO(S)

• Reprodutivo. • Qualquer disfunção de sistema corporal importante pode comprometer adversamente a gestação.

GENÉTICA

• Não há base genética para grande parte das causas de abortamento • Hipotireoidismo linfocítico — traço genético recessivo isolado (ou seja, de um único gene) em Borzói.

INCIDÊNCIA/PREVALÊNCIA

• Incidência real desconhecida. • Reabsorção estimada entre 11-13%, com algumas estimativas de até 30% de, no mínimo, uma única reabsorção.

• Incidência de natimortos relatada como

 

Abortamento Espontâneo (Perda Gestacional Precoce) — Gatas

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Abortamento Espontâneo (Perda Gestacional Precoce) — Gatas

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

• Abortamento espontâneo — expulsão natural de feto(s) antes do momento em que eles sejam capazes de manter a vida fora do útero. • Perda gestacional precoce — termo generalizado para qualquer perda de concepto, incluindo morte e reabsorção embrionárias precoces.

FISIOPATOLOGIA

• As causas infecciosas resultam em perda gestacional por afetar diretamente o embrião, o feto ou as membranas fetais ou indiretamente por criar doença sistêmica debilitante na gata. • As causas não infecciosas de perda gestacional originam-se de qualquer fator que não envolva infecção e que leve à morte ou expulsão prematura do concepto (p. ex., nutrição materna inadequada, disfunção endócrina, toxicidade, defeitos genéticos).

SISTEMA(S) ACOMETIDO(S)

• Endócrino. • Reprodutor. • Outros sistemas

— qualquer doença debilitante pode resultar em perda gestacional.

 

Abortamento, Interrupção da Gestação

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Abortamento, Interrupção da Gestação

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

Interrupção de gestação indesejada. Pode ser concluída por meio de medicamentos que alteram o transporte do embrião no oviduto, impedindo o estabelecimento de uma gestação, e/ou causam regressão luteal, interrompendo uma gestação estabelecida. Em função dos possíveis efeitos colaterais (HEC, anemia aplásica e mielossupressão), os medicamentos que prejudicam o trânsito embrionário pelo oviduto

(estrogênios) não são comumente utilizados nem recomendados.

FISIOPATOLOGIA

Após a fertilização, o embrião percorre o oviduto em tempo oportuno antes de ingressar no útero. O comprometimento no transporte do embrião pelo oviduto leva a anormalidades de degeneração e implante embrionários. No cão e gato, a manutenção gestacional depende da produção de progesterona pelo corpo lúteo. Em cães, a manutenção do corpo lúteo durante a segunda metade da gestação também é amparada pela prolactina. Os medicamentos que causam regressão luteal, antagonizam a prolactina e/ou competem com os receptores da progesterona promoverão interrupção da gestação.

 

Abscedação

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Abscedação

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

Abscesso corresponde a uma coleção localizada de exsudato purulento contido dentro de uma cavidade.

FISIOPATOLOGIA

• As bactérias são frequentemente inoculadas sob a pele por meio de ferida perfurante; em seguida, ocorre o fechamento da superfície da ferida.

• Quando há persistência de bactérias e/ou corpos estranhos no tecido, ocorrem a formação e o acúmulo do exsudato purulento. • Acúmulo de exsudato purulento — caso não ocorra a rápida reabsorção ou a secreção do material para alguma superfície externa, esse acúmulo estimula a formação de cápsula fibrosa, podendo finalmente levar à ruptura do abscesso. • Atraso prolongado de eliminação — pela formação de parede fibrosa; para haver a cicatrização, a cavidade deverá ser preenchida por tecido de granulação; nesse caso, o agente causal pode não ser totalmente eliminado; isso pode levar à secreção crônica ou intermitente de exsudato a partir de trajeto sinuoso drenante.

 

Abscesso da Raiz Dentária (Abscesso Apical)

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Abscesso da Raiz Dentária (Abscesso Apical)

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• O abscesso consiste no acúmulo localizado de pus em uma cavidade formada pela desintegração de tecidos. • Pode se dividir em fases aguda e crônica, com base na gravidade da dor e na presença ou ausência de sinais e sintomas sistêmicos. • Acúmulo de células inflamatórias no

ápice de um dente desvitalizado — abscesso periapical. • A exacerbação aguda de um abscesso periapical crônico recebe o nome de abscesso fênix.

• Um abscesso dissemina-se ao longo das vias de menor resistência a partir do ápice dentário, resultando em osteomielite e, se perfurado através do córtex, em celulite, que pode irromper através da pele, criando um trajeto cutâneo. • A disseminação sistêmica de bactérias (bacteremia e piemia) pode comprometer outros órgãos e sistemas. • A doença periodontal pode se estender para a região apical do dente, resultando em envolvimento endodôntico (lesão periendodôntica). • Pode envolver qualquer dente; os dentes caninos e os carniceiros são os mais comumente acometidos. • Pode surgir sem a presença de bactérias (abscesso estéril).

 

Ácaros Otológicos

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A

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Ácaros Otológicos

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

Os ácaros Otodectes cynotis causam uma reação de hipersensibilidade que resulta em irritação intensa da orelha externa de cães e gatos.

IDENTIFICAÇÃO

• Comuns em cães e gatos jovens, embora possam ocorrer em qualquer idade.

• Não há predileção racial nem sexual.

SINAIS CLÍNICOS

• Prurido localizado principalmente em torno das orelhas, na cabeça e no pescoço; ocasionalmente, generalizado.

• Crostas espessas de coloração vermelho-acastanhada ou negra — observadas comumente na face externa da orelha.

• Pode ocorrer a formação de crostas e escamas no pescoço, no quarto posterior e na cauda.

• Com frequência, ocorrem escoriações na superfície convexa dos pavilhões auriculares, por conta do prurido intenso.

CAUSAS E FATORES DE RISCO

Otodectes cynotis.

DIAGNÓSTICO

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

• Hipersensibilidade à picada de pulga.

 

Acasalamento, Momento Oportuno

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Acasalamento, Momento Oportuno

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

Momento oportuno de inseminações durante o estro para maximizar a fertilidade e o tamanho da ninhada.

FISIOPATOLOGIA

Cadelas

• Necessário para determinar o momento da ovulação, para que a reprodução (acasalamento) ocorra no momento adequado apesar do estro prolongado. • Sêmen fresco, resfriado ou congelado

— limita-se, em geral, a uma ou duas inseminações; exige a sincronização da inseminação com a ovulação para a obtenção da máxima fertilidade. • A ovulação pode variar em relação ao início do cio (estro) permanente; efetuar a citologia vaginal. • Hormônio luteinizante (LH) — controla a ovulação; atinge seu pico no mesmo dia ou após a observação da cornificação completa; a ovulação ocorre aproximadamente 2 dias após o pico; são necessários mais 2-3 dias (48-54 horas) para a maturação dos oócitos; oócitos maduros tornam-se viáveis em mais outros 2-3 dias; dessa forma, o período fértil fica entre 4-8 dias após o pico desse hormônio e a fertilidade atinge o máximo 5-6 dias também depois desse pico; a análise hormonal constitui um método exato para determinar o dia desse pico. • Sinais físicos isolados — podem não ser confiáveis para a determinação precisa do período fértil. • Início do estro — geralmente associado a uma alteração no corrimento vaginal de sanguinolento para um pouco vermelho e uma redução da intumescência vulvar; o corrimento sanguinolento pode continuar durante o estro e cessar apenas no início do diestro (nessa fase, o período fértil já passou e a cadela não se mostra mais receptiva). • Receptividade — pode ser detectada por carícias próximas à região do períneo em qualquer um dos lados da vulva; se estiver receptiva, a fêmea elevará sua cauda em bandeira para um lado. • Exame citológico vaginal — melhor indicador do período fértil, quando comparado com os sinais comportamentais ou físicos; a cornificação do epitélio vaginal é controlada pelo estrogênio; a cornificação plena com um fundo claro costuma coincidir com a receptividade sexual; a estimativa do dia da ovulação não é exata com base no exame da citologia vaginal. • Progesterona sérica — elevação estritamente associada ao pico do LH; útil para estimar a ovulação e, consequentemente, o período fértil; concentração <1 ng/mL (3,18 nmol/L) antes do pico de LH, 1,5-4 ng/mL (4,8-12,7 nmol/L) no dia do pico, 4-10 ng/mL (12,7-31,8 nmol/L) no momento da ovulação; continua subindo durante o diestro ou a gestação. Vários laboratórios comerciais utilizam diversos métodos de mensuração da concentração de progesterona, pois os valores indicativos do LH e da ovulação variam entre os laboratórios. O registro de uma rápida elevação na progesterona subsequente ao aumento inicial é um indicador mais confiável de ovulação do que a mensuração isolada do pico de LH ou a elevação inicial da progesterona.

 

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

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Acidente Vascular Cerebral (AVC)

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

• Acidente vascular cerebral refere-se ao início súbito de sinais cerebrais focais não progressivos, secundários à vasculopatia cerebral.

• Os sinais devem permanecer por mais de 24 horas para um diagnóstico de AVC.

• Em geral, o AVC resulta em dano cerebral permanente.

• O episódio recebe o nome de ataque isquêmico transitório ou “AIT” se os sinais clínicos desaparecerem em até 24 horas.

FISIOPATOLOGIA

• As vasculopatias cerebrais constituem a causa subjacente de AVC.

• Anormalidade cerebral resultante de um processo patológico que compromete a irrigação sanguínea ao cérebro.

• As lesões que afetam os vasos sanguíneos cerebrais são divididas em duas amplas categorias:

∘ Acidente vascular cerebral hemorrágico — ruptura de vaso sanguíneo que resulta em hemorragia intracerebral ou em torno do cérebro.

∘ Acidente vascular cerebral isquêmico — interrupção abrupta do fluxo sanguíneo em direção ao cérebro, causada por obstrução de alguma artéria com consequente privação de oxigênio e glicose ao tecido cerebral.

 

Acidose Láctica

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Acidose Láctica

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

• Hiperlactatemia — concentração do lactato sérico >1,5 mmol/L para cães e filhotes com >70 dias de vida e >1,8 mmol/L para gatos. • Acidose láctica — hiperlactatemia com pH arterial abaixo da faixa normal.

FISIOPATOLOGIA

• O ácido láctico é o produto final do metabolismo tanto aeróbio como anaeróbio da glicose; sob pH fisiológico, o ácido láctico imediatamente se dissocia em lactato e íon hidrogênio. Pequenas quantidades do lactato se formam diariamente nos indivíduos sadios, porém o acúmulo clinicamente significativo do lactato provém da glicólise anaeróbia. O ácido láctico é produzido durante processos fisiológicos (p. ex., exercício) e durante processos patológicos (p. ex., choque, crises convulsivas). • Normalmente, o metabolismo hepático e renal de lactato mantém o equilíbrio entre a produção e a depuração desse elemento, ao mesmo tempo em que fornece uma fonte regular de glicose para o cérebro e as hemácias, os quais preferencialmente utilizam esse açúcar; importante na manutenção do equilíbrio acidobásico, já que o íon hidrogênio produzido durante a dissociação do ácido láctico é usado na gliconeogênese. • Na maior parte dos pacientes críticos ou lesados, a hiperlactatemia e a acidose láctica são atribuídas a condições que induzem à hipoxia tecidual, com desvio para a glicólise anaeróbia. • Perfusão inadequada, hipoxemia grave, demandas aumentadas de oxigênio, concentração reduzida de hemoglobina ou combinações desses fatores provocam hipoxia tecidual. • Dependendo da duração e da gravidade da hipoxia, pode ocorrer o desenvolvimento de hiperlactatemia e, possivelmente, de acidose láctica. • A hiperlactatemia geralmente se desenvolve quando a perfusão tecidual é adequada e os sistemas de tamponamento acidobásico estão intactos. • Em geral, não ocorre hipoperfusão tecidual clinicamente evidente nos pacientes apenas com hiperlactatemia; no entanto, pode haver hipoperfusão “oculta” não detectável por meio de monitorização de rotina; tal hipoperfusão

 

Acidose Metabólica

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Acidose Metabólica

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

Diminuição no pH plasmático associada ao declínio na concentração de bicarbonato

([HCO−3]; (cães, <18 mEq/L; gatos, <16 mEq/L) e

à redução compensatória na tensão do dióxido de carbono (PCO2).

FISIOPATOLOGIA

• A acidose metabólica pode se desenvolver secundariamente à hiperfosfatemia (acidose hiperfosfatêmica), à hipercloremia corrigida

(acidose hiperclorêmica) e ao acúmulo de ânions fortes metabolicamente produzidos (acidose com hiato aniônico forte ou elevado).

• Acidose hiperfosfatêmica:

∘ O aumento nos ácidos fracos do plasma (p. ex., fosfato inorgânico) é associado à acidose metabólica e ao aumento do hiato aniônico. Em pH de 7,4, o aumento de 1 mg/dL na concentração de fosfato é associado à redução de

0,58 mEq/L na [HCO−3] e à elevação de 0,58 mEq/L no hiato aniônico.

• Acidose hiperclorêmica:

∘ A acidose hiperclorêmica pode ser causada pela retenção de cloreto (p. ex., insuficiência renal, acidose tubular renal), perda excessiva de sódio em relação ao cloreto (p. ex., diarreia) ou administração de substâncias contendo mais cloreto do que sódio em comparação com a composição do líquido extracelular normal (p. ex., administração de cloreto de potássio, cloreto de sódio a 0,9%).

 

Acidose Tubular Renal

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Acidose Tubular Renal

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Síndrome caracterizada por acidose metabólica hiperclorêmica em virtude da reabsorção diminuída de bicarbonato pelo túbulo renal proximal (acidose tubular renal proximal ou do tipo 2) ou secreção reduzida de íons hidrogênio no túbulo distal (acidose tubular renal distal clássica ou do tipo 1) em pacientes com taxa de filtração glomerular normal ou próxima do normal e ausência de diarreia.

• Em seres humanos, a deficiência de aldosterona ou a resistência a esse hormônio podem provocar acidose tubular renal distal do tipo 4, levando à hipercalemia; essa síndrome não foi descrita na medicina veterinária. A acidose tubular renal proximal não foi registrada como uma entidade isolada em cães, mas foi observada como parte da síndrome de Fanconi.

• A discussão a seguir está limitada à acidose tubular renal distal clássica. Na acidose tubular renal distal, a urina não pode ser acidificada ao máximo apesar da concentração plasmática de bicarbonato moderada a acentuadamente diminuída como consequência da secreção prejudicada de hidrogênio nos ductos coletores. O pH urinário tipicamente se encontra acima de 6,0

 

Acne — Cães

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A

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Acne — Cães

• Cultura para dermatófitos — dermatofitose.

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Distúrbio inflamatório crônico do queixo e dos lábios de animais jovens.

• Caracterizado por foliculite e furunculose.

• Identificado quase exclusivamente em raças de pelo curto.

• A predisposição genética pode desempenhar um papel mais relevante do que os efeitos hormonais.

IDENTIFICAÇÃO

• Cães.

• Raças predispostas de pelo curto — Boxer,

Doberman pinscher, Buldogue inglês, Dogue alemão, Weimaraner, Mastim, Rottweiler, Pointer alemão de pelo curto e Pit Bull terrier.

SINAIS CLÍNICOS

• As margens ventrais no queixo e no lábio podem estar mínima a acentuadamente inchadas, com inúmeras pápulas e pústulas eritematosas.

• Estágios avançados — as lesões podem ser exsudativas, indicando foliculite-furunculose bacteriana profunda secundária.

• As lesões podem ser dolorosas à palpação; a maioria não é dolorosa nem pruriginosa.

 

Acne — Gatos

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Acne — Gatos

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Dermatite inflamatória que afeta o queixo e os lábios.

• Os sintomas podem ser recorrentes ou persistentes.

• A etiologia exata não é conhecida.

IDENTIFICAÇÃO

• Gatos.

• Não há relatos de prevalência sexual, etária ou racial.

SINAIS CLÍNICOS

• Os gatos podem ter um único episódio, um problema recorrente vitalício, ou uma doença contínua.

• A frequência e a gravidade de cada ocorrência variam com o animal individualmente.

• Comedões, pápulas eritematosas leves, crostas serosas e debris de queratina escuros desenvolvem-se no queixo e, menos comumente, nos lábios.

• Tumefação (inchaço) do queixo.

• Casos graves — nódulos, crostas hemorrágicas, pústulas, cistos, fístulas, eritema intenso, alopecia, e dor.

• Dor frequentemente associada à furunculose bacteriana.

CAUSAS E FATORES DE RISCO

A etiologia exata é desconhecida; pode envolver fatores como distúrbio de queratinização, prática insatisfatória de higiene e embelezamento, produção anormal de sebo, imunossupressão, infecção viral, ou estresse.

 

Acromegalia — Gatos

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Acromegalia — Gatos

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Síndrome que resulta de hipersecreção do hormônio de crescimento (somatotropina) por somatótrofos tumorais ou hiperplásicos no lobo anterior da hipófise. • Os sinais clínicos são atribuídos aos efeitos catabólicos/diabetogênicos diretos do hormônio de crescimento e seus efeitos anabólicos indiretos mediados pelo fator de cresci-mento insulinossímile I (IGF-1), que é secretado pelo fígado em resposta à estimulação do hormônio de crescimento. • A atividade elevada do IGF-1 induz a crescimento excessivo dos tecidos moles, organomegalia visceral, remodelagem e espessamento

ósseos (especialmente em ossos formados por ossificação membranosa), resultando em artropatia, características faciais amplas e baqueteamento digital acentuado. • Em muitos gatos, ocorre hipertrofia do miocárdio, embora o desenvolvimento de insuficiência cardíaca seja incomum. • As ações catabólicas do GH originam-se de antagonismo insulínico, induzindo finalmente à exaustão das células β pancreáticas e ao desenvolvimento de diabetess melito. Entre 25 e 33% dos gatos diabéticos podem ter acromegalia. • Como ocorre na maioria dos gatos diabéticos, o potencial de remissão permanece caso se normalize a produção excessiva de

 

Actinomicose

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Actinomicose

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Doença infecciosa causada por bactérias em forma de bastão (bastonetes), pleomórficas, ramificadas e Gram-positivas do gênero

Actinomyces.

• A. viscosus e A. hodeovulneris — isolamentos mais comumente identificados (embora a maioria dos isolamentos não seja identificada ao nível de espécie); sobrevive em condições microaerófilas ou anaeróbias.

• Raramente encontrado como o único agente bacteriano em uma lesão; costuma ser um componente de uma infecção microbiana múltipla.

• Pode haver um sinergismo entre os Actinomyces e outros microrganismos. • Os sistemas orgânicos acometidos podem incluir: ∘ Cutâneo;

∘ Respiratório; ∘ Cardiovascular;

∘ Musculoesquelético; ∘ Nervoso.

IDENTIFICAÇÃO

• Cães e gatos (incomum). • Mais comum em cães machos jovens de raças esportivas.

SINAIS CLÍNICOS

• Infecções — geralmente localizadas; podem ser disseminadas; a área cervicofacial costuma estar envolvida.

 

Adenite Sebácea Granulomatosa

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A

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Adenite Sebácea Granulomatosa

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Processo mórbido inflamatório destrutivo direcionado contra estruturas dos anexos cutâneos

(glândulas sebáceas).

• Pode ser geneticamente hereditária, imunomediada ou metabólica.

• Defeito inicial — distúrbio de queratinização ou disfunção do metabolismo lipídico (acúmulo de metabólitos intermediários tóxicos).

SISTEMA(S) ACOMETIDO(S)

Cutâneo/exócrino.

IDENTIFICAÇÃO

• Cães jovens adultos aos de meia-idade.

• Duas formas — uma em raças de pelo longo e outra em raças de pelo curto.

• Raças predispostas — Poodle standard (padrão),

Akita, Samoieda e Vizsla.

SINAIS CLÍNICOS

Raças de Pelo Longo

• Alopecia simétrica parcial.

• Pelagem quebradiça e sem brilho (opaca).

• Caspas branco-prateadas firmemente aderidas.

• Moldes ou cilindros foliculares ao redor da haste do pelo (“colarete de queratina”).

 

Adenocarcinoma da Próstata

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Adenocarcinoma da Próstata

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Um tumor maligno que se desenvolve tanto em cães machos castrados como nos intactos.

• Embora essa neoplasia represente <1% de todas as malignidades caninas, o adenocarcinoma da próstata corresponde ao distúrbio mais comum dessa glândula em cães machos castrados.

• É comum a ocorrência de metástases para linfonodos regionais, pulmões e coluna lombossacra.

IDENTIFICAÇÃO

• Cães e, raramente, gatos.

• Cães machos castrados ou intactos de médio a grande porte.

• Idade média, 9-10 anos.

SINAIS CLÍNICOS

Achados Anamnésicos

• Tenesmo — com a produção de fezes semelhantes a fitas.

• Perda de peso.

• Estrangúria e disúria.

• Claudicação dos membros posteriores.

• Letargia.

• Intolerância ao exercício.

Achados do Exame Físico

• Próstata firme, assimétrica e imóvel.

• A prostatomegalia é comum, mas nem sempre está presente.

 

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