Protocolos Terapêuticos de Massoterapia: Técnicas Passo a Passo para Diversas Condições Clínicas

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Esta obra é um guia de massagem único em sua abordagem, trazendo ao leitor todos os conhecimentos necessários para contribuir para a redução da dor e atuar de modo significativo no tratamento das mais variadas condições clínicas. Trata-se de uma obra inovadora e indispensável aos estudantes e profissionais não só de massoterapia como a todos que atuam na área da reabilitação física. A primeira parte da obra aborda os fundamentos para a aplicação dos protocolos, os quais são demonstrados passo a passo ao longo de 39 capítulos – cada um apresentando uma condição clínica, como bursite, esclerose múltipla, fibromialgia, artrite reumatoide, síndrome do túnel do carpo, dentre outras. Além disso, o leitor encontrará recomendações sobre a duração de cada técnica a ser aplicada. Com um formato prático de consulta, Protocolos Terapêuticos de Massoterapia contém ainda as seguintes seções: • Dicas do massoterapeuta com base em exemplos reais. • Orientações de autocuidado para o cliente. • Análise global, com questões que proporcionam uma compreensão abrangente das condições apresentadas. • Objetivos terapêuticos. • Contraindicações e precauções. • Questões de revisão. • Informações essenciais sobre os medicamentos comumente usados em cada condição clínica, auxiliando no estabelecimento de uma abordagem personalizada para cada caso.

 

44 capítulos

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1. Definição e prática de massagem clínica

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Definição e prática de massagem clínica

Massagem de relaxamento versus massagem clínica

A indústria da massagem está razoavelmente confortável com a distinção entre a massagem de “relaxamento” e a massagem “clínica” ou “terapêutica”. Massagem de relaxamento

é o termo geralmente empregado para os clientes que não apresentam condições clínicas importantes ou mesmo secundárias; a sessão para o corpo todo geralmente é realizada em um ambiente não médico e tem como objetivo final o relaxamento.

A massagem clínica ou terapêutica tenta abordar a dor crônica, as lesões e a imobilidade. O trabalho focalizado – e algumas vezes bastante localizado – aplicado para algumas condições clínicas como a artrite, a fascite plantar e a paralisia de Bell, por exemplo,

é mais apropriadamente denominado massagem clínica, em vez de massagem de relaxamento.

Essa não é uma questão claramente delimitada. Se o terapeuta clínico for habilidoso, cuidadoso e até mesmo delicado, há uma boa possibilidade de que o cliente de uma massagem terapêutica atinja um estado de profundo relaxamento, mesmo que este não seja o foco principal da sessão. Além disso, frequentemente durante uma massagem de relaxamento, o terapeuta fará um desvio para abordar uma condição clínica que ele tenha detectado durante a sessão.

 

2. Efeitos fisiológicos das manobras e técnicas básicas de massagem

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Efeitos fisiológicos das manobras e técnicas básicas de massagem

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A importância de mobilizar o sangue

O sangue é tão importante que o massoterapeuta despende grande esforço para movêlo e aumentar sua presença em áreas de hipertonicidade (contratura). Sem o movimento do sangue não pode haver nenhuma terapia, cura, saúde – nenhuma vida. Em vez disso, há dor, estagnação, doença e acúmulo dos produtos de degradação nos tecidos. O alisamento, por exemplo, geralmente inicia profundos efeitos parassimpáticos (relaxantes) no corpo, ajudando na liberação dos hormônios e outras substâncias químicas calmantes no cérebro.

Por meio do aumento da circulação, o massoterapeuta estimula os seguintes processos fisiológicos importantes:

• Oxigenação celular.

• Reparo e funcionamento apropriado das células, tecidos, músculos e osso.

• Remoção dos produtos de degradação.

• Regulação da temperatura corporal.

• Combate às doenças.

• Mobilização dos hormônios até os seus órgãos-alvo.

 

3. A fisiologia da atividade muscular e da dor

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A fisiologia da atividade muscular e da dor

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O ciclo dor-espasmo-dor

O conhecimento da fisiologia muscular, da percepção da dor e do papel das emoções

é fundamental para o massoterapeuta profissional tentar aliviar a dor. O ciclo dor-espasmodor é um instrumento valioso com o qual o terapeuta pode pensar de maneira crítica sobre o estado de dor do paciente. Compreender esse ciclo, abordado na Parte II deste livro, é tão essencial ao uso eficaz dos protocolos de massagem por parte do terapeuta, que nós dedicaremos um tempo discutindo uma demonstração típica de como a dor miofascial é criada pelo corpo. De posse desse conhecimento, o terapeuta pode utilizar seu amplo arsenal de habilidades para aprender como interromper melhor o ciclo para ajudar a erradicar, ou pelo menos diminuir, a dor miofascial.

Como funciona o ciclo

A Figura 3.1 mostra a progressão passo a passo que o tecido mole sofre quando não se trata a hipertonicidade.

Hipertonicidade

 

4. Medicações para condições clínicas comuns

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Medicações para condições clínicas comuns

Por que o conhecimento sobre as medicações é importante para o massoterapeuta?

Uma simplificação excessiva ou uma interpretação rígida do escopo de prática do massoterapeuta pode levá-lo a acreditar que as medicações que seu cliente está tomando não fazem parte da sua preocupação. Pensar um pouco mais dissipará essa suposição, levando-o a perceber que uma compreensão plena de todas as medicações de que o cliente faz uso conduz a um cuidado seguro, inteligente e holístico, e que perguntar sobre todos os medicamentos é uma ação que está claramente dentro do âmbito de trabalho do massoterapeuta. Dois exemplos comuns podem esclarecer esse ponto.

A maioria dos clientes, após um acidente vascular encefálico ou após eventos cardíacos, faz uso de anticoagulantes. Uma vez que esses medicamentos atuam “afinando” o sangue, esses clientes apresentam equimoses com facilidade ao sofrer uma simples batida contra uma mesa ou o balcão da cozinha. Com esse conhecimento, o terapeuta reduziria a pressão durante a massagem, por causa do risco de provocar equimoses adicionais ao cliente.

 

5. Além da mesa de massagem: orientações de autocuidado e encaminhamento para outros profissionais

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Além da mesa de massagem: orientações de autocuidado e encaminhamento para outros profissionais

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Autocuidado

Um objetivo essencial e aceitável de uma prática de massoterapia clínica bem-sucedida

é o cliente atingir um ponto de redução da dor, aumento da amplitude de movimento

(ADM), uma ampla variedade de capacidades de alongamento e o aumento de sua força.

Esse objetivo não pode ser alcançado com os esforços isolados do terapeuta, pois, em última instância, a cura está a cargo do cliente. Não importa o quão competente ou habilidoso seja o terapeuta, suas realizações são mínimas durante a hora limitada que ele tem para trabalhar durante uma sessão. Durante as 167 horas restantes da semana do cliente, ele precisa contribuir para o seu próprio processo de cura. A diplomacia e uma abordagem profissional compassiva são ingredientes úteis à medida que o terapeuta impulsiona o cliente para o seu nível funcional mais elevado.

O massoterapeuta pode prescrever atividades de autocuidado para o seu cliente com plena confiança, levando-se em consideração as habilidades que obteve durante sua formação como massoterapeuta. Para criar atividades de autocuidado suaves, porém eficazes, ele coloca em prática o seguinte conhecimento:

 

6. Espondilite anquilosante

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DEFINIÇÃO

Doença inflamatória sistêmica crônica das articulações do esqueleto axial, caracterizada por dor e enrijecimento progressivo da coluna vertebral.

Espondilite anquilosante

Informações gerais

• Etiologia (causa ou origem) desconhecida.

• Condição infl amatória multissistêmica crônica; considerada no grupo de espondiloartropatias (condições infl amatórias multissistêmicas que afetam o esqueleto axial, os ossos da cabeça, da coluna vertebral, do sacro, do cóccix e da caixa torácica).

• Início geralmente no fi nal da adolescência ao início da idade adulta.

• Predisposição genética.

• Prevalência em homens.

Morbidade e mortalidade

São comuns nesta condição as exacerbações (piora temporária dos sintomas) e remissões

(redução temporária dos sintomas). O prognóstico é bom, especialmente com o diagnóstico precoce e tratamento continuado. Os pacientes podem ter uma vida produtiva, porém limitada, e com frequência continuam a trabalhar após um diagnóstico de espondilite anquilosante.

 

7. Paralisia de Bell

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Paralisia de Bell

Informações gerais

• Causa direta desconhecida; correlações com infecções respiratórias, infecções virais, estresse, trauma, diagnóstico prévio de herpes simples, diagnóstico prévio de herpes-zóster.

• Geralmente início súbito sem alerta prévio.

• Condição clínica unilateral.

• Condição clínica temporária, que dura de 1 semana a 3 meses.

• Homens e mulheres igualmente afetados.

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DEFINIÇÃO

Paralisia motora do nervo craniano

VII, o nervo facial, que afeta um dos lados da face.

Morbidade e mortalidade

Mais de 40 mil pessoas nos Estados Unidos são afetadas. A incidência anual é de aproximadamente 23 a 25 casos em 100 mil pessoas. O prognóstico é bom; 80-90% dos pacientes recuperam-se sem desfiguramento facial que possa ser notado. A taxa de recorrência

é de 10-15% no mesmo lado ou no lado oposto da face.

Fisiopatologia

O nervo facial, que é afetado pela paralisia de Bell, percorre um trajeto a partir do cérebro até uma ampla área de músculos na face (Fig. 7.1). Esse nervo controla o movimento das pálpebras, os músculos ao redor da boca, os músculos atuantes nos processos de lacrimejamento (nos olhos), na mastigação e na expressão facial, entre outras ações.

 

8. Bursite

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Bursite

Informações gerais

• Uma história de desconforto local que piorou progressivamente; amplitude de movimento (ADM) diminuída ou dolorosa; vermelhidão ou edema; doença infl amatória, como artrite reumatoide.

• Dor que dura desde alguns dias a algumas semanas.

• Bursite geral: secundária a fratura, luxação, trauma ou tendinite.

• Bursite séptica (infecciosa): causada pelas bactérias introduzidas dentro da articulação após uma lesão traumática ou uma disseminação sistêmica de microrganismos.

• Bursite superfi cial: sobre um osso, logo abaixo da pele (como na bursite pré-patelar); bursite profunda: inserida na articulação, algumas vezes alojada entre articulações complicadas (como nas múltiplas bolsas localizadas no cíngulo do membro superior).

• Mais comum no cotovelo, no joelho, no ombro e no quadril.

8

DEFINIÇÃO

Inflamação de uma bolsa (bursa), que consiste em um pequeno saco cheio de líquido que acolchoa e lubrifica as áreas dentro e ao redor das articulações.

 

9. Síndrome do túnel do carpo

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Também conhecida como:

STC

DEFINIÇÃO

Distúrbio compressivo do nervo mediano no punho.

Síndrome do túnel do carpo

Informações gerais

• Causa habitual: lesão por esforço repetitivo (LER) pela flexão repetida do punho

(p. ex., conectar cabos, trabalhar usando teclado de computador, tocar um instrumento, hobbies que incluem um trabalho repetitivo).

• Condições sistêmicas associadas: diabetes, hipotireoidismo, gravidez, alcoolismo, obesidade e artrite reumatoide.

• Início lento.

• Duração de semanas a meses, ou durante toda a vida.

• Progressiva: crônica ou aguda.

• Neuropatia irreversível possível se os padrões repetitivos não forem interrompidos.

• Uma maior prevalência em mulheres de meia-idade.

Fisiopatologia

Localizado na base anterior do punho, o túnel do carpo é rodeado por ossos carpais e recoberto pelo ligamento carpal transverso, uma faixa firme que também é chamada de retináculo flexor (Fig. 9.1). O conteúdo do túnel do carpo inclui o nervo mediano, os nove tendões e bainhas sinoviais (tubos de tecidos que lubrificam os tendões) dos músculos flexores da região anterior do antebraço. Originando-se no plexo braquial (localizado na região posterior do pescoço), o nervo mediano faz um trajeto distalmente para terminar passando através do túnel do carpo (Fig. 9.2). O nervo mediano é essencial para o funcionamento normal da mão. Ele supre as fibras sensoriais ao polegar, dedo indicador, dedo médio e metade do dedo anular, e as fibras motoras (de movimento) aos músculos que permitem o movimento do polegar.

 

10. Paralisia cerebral

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Paralisia cerebral

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Informações gerais

• Causas específicas: doença materna e/ou infecção, condições convulsivantes, incompatibilidade de Rh, condições genéticas, parto prematuro, baixo peso ao nascer, danos ao cérebro na primeira infância, falta de oxigênio (antes, durante ou após o nascimento).

• Resulta de danos ou de um desenvolvimento anormal das áreas motoras do cérebro

(geralmente os gânglios basais e o cérebro); responsável pelo tônus muscular, controle muscular e atividades motoras.

• Não existe qualquer evidência a respeito do mito de privação de oxigênio durante o parto que causa paralisia cerebral (“cordão umbilical ao redor do pescoço”).

• Condições musculoesqueléticas associadas: extrema hipertonicidade muscular, movimentos musculares anormais, deformidades esqueléticas e contraturas.

• Incidência: dois a quatro casos para cada 1.000 nascimentos vivos.

• Nenhuma relação entre a paralisia cerebral e o atraso motor (presunção errônea).

 

11. Síndrome de fadiga crônica

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Também conhecida como:

SFC, síndrome de disfunção imune e fadiga crônica (SDIFC)

DEFINIÇÃO

Distúrbio complexo caracterizado por fadiga profunda e memória para os fatos recentes prejudicada, que não são aliviadas pelo sono ou pelo repouso e que pioram com a atividade física ou mental.

Síndrome de fadiga crônica

Informações gerais

• Causa desconhecida.

• Início geralmente na meia-idade, apesar de que algumas vezes ocorre na adolescência; pode estar relacionada à convalescença após uma doença grave do sistema imune.

• Duração de 2 anos a décadas.

• Afeta pessoas de todas as idades, gêneros, etnias e extrato socioeconômico.

• A prevalência é duas a quatro vezes maior em mulheres do que em homens.

Morbidade e mortalidade

Os efeitos multissistêmicos, a origem desconhecida e a similaridade com outras condições autoimunes combinam-se para fazer uma estimativa precisa de pessoas com SFC quase impossível. As estimativas variam de dezenas de milhares a 500 mil, até tão elevada quanto um milhão de pessoas nos Estados Unidos afetadas anualmente. Contribuindo para o amplo espectro de ocorrência, está o achado do Centers for Disease Control and

 

12. Constipação

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Constipação

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Informações gerais

• Causas dietéticas: quantidades insufi cientes de fi bras e excesso de gordura animal

(p. ex., queijo, ovos, carne).

• Causas relacionadas à atividade: estilo de vida sedentário, envelhecimento.

• Causas médicas: terceiro trimestre da gestação, cirurgia, acidente vascular encefálico, hipotireoidismo, diabetes, anormalidades posturais, câncer de cólon, hipercifose, esclerose múltipla.

• Causas medicamentosas: antidepressivos, analgésicos à base de narcóticos, suplementos de ferro.

• Causas psicológicas ou psiquiátricas: ansiedade severa, depressão, distúrbio obsessivo-compulsivo, distúrbios alimentares, abuso físico ou sexual.

• O início geralmente é secundário a alterações na dieta, ingestão de líquidos, nível de atividade ou estilo de vida e/ou condições clínicas associadas.

• Maior prevalência em estados rurais, frios e montanhosos e entre mulheres, não brancos, aqueles em desvantagem econômica e todos os adultos com mais de 65 anos de idade.

 

13. Doença discal degenerativa

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Também conhecida como:

DDD; lombalgia, se localizada na região lombar; doença discal cervical, se localizada no pescoço; doença discal torácica, se localizada no dorso.

Doença discal degenerativa

Informações gerais

• Causas comuns: envelhecimento normal, longos períodos na posição sentada, trauma vertebral.

• Fatores de estilo de vida que contribuem: levantamento de cargas pesadas de modo repetitivo e prolongado e giros da coluna; obesidade abdominal; tabagismo; má nutrição.

• Acelerada pelo trauma em qualquer idade.

• Predisposição genética.

• Igual frequência entre atletas e não atletas.

• Geralmente ocorre durante a terceira, quarta e quinta décadas de vida, com maior prevalência entre as mulheres.

Morbidade e mortalidade

DEFINIÇÃO

Deterioração gradual dos discos intervertebrais.

Mais precisamente denominada como “condição” do que como “doença”, a DDD geralmente é assintomática (não manifesta sintomas) porque decorre do processo normal de envelhecimento. De fato, estudos de RM indicam que a DDD assintomática está presente em 25% dos indivíduos com 40 anos de idade e 60% das pessoas com mais de 40 anos de idade. Apesar da prevalência estatística de uma condição algumas vezes sintomática e ubíqua ser impossível de mensurar, a dor lombar (DL), a manifestação primária, certamente

 

14. Dor muscular de início tardio

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Também conhecida como:

DMIT

DEFINIÇÃO

Aumento gradual na sensibilidade e dor musculares um dia ou dois após um exercício vigoroso, diminuindo até a recuperação completa em 1 semana.

Dor muscular de início tardio

Informações gerais

• Causada pelo aumento da intensidade de um programa de exercícios já estabelecido e/ou início de um novo programa de treinamento excessivamente agressivo.

• Ocorre especificamente no grupo muscular sobrecarregado, não em todo o corpo.

• Afeta homens e mulheres adultos em todos os níveis de capacidade física.

Fisiopatologia

Como o termo “dor muscular” é ubíquo na literatura médica, qualquer discussão sobre a fisiopatologia começa com o que não é uma dor muscular de início tardio (DMIT).

A fraqueza muscular normal ou fadiga corporal total, vivenciada durante um exercício vigoroso, não é DMIT. Além disso, DMIT é claramente distinta da dor aguda que interrompe a atividade, indicativa de uma distensão muscular ou entorse ligamentar, acompanhada por edema visível e imediato.

 

15. Fibromialgia

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15

Também conhecida como:

SFM; síndrome da

fibromialgia

DEFINIÇÃO

Uma dor incômoda profunda e superficial em tecidos moles com pelo

Fibromialgia

Informações gerais

• SFM primária: causa obscura; evidências que sugerem disfunção neuroendócrina.

• SFM secundária: causada por traumas físicos ou distúrbios psicológicos.

• Duração medida em anos; envolvimento durante toda a vida não é incomum.

• Ocorre em crianças e adultos de todos os níveis socioeconômicos; forte prevalência em mulheres entre 40-50 anos de idade.

• Mais comum em pessoas com história familiar de depressão e/ou alcoolismo e/ou história pessoal de abuso físico e sexual na infância, abuso de drogas ou distúrbios alimentares.

• Predisposição genética.

menos 3 meses de duração, caracterizada por pontos sensíveis específicos em 11 de 18 localizações.

Morbidade e mortalidade

Aproximadamente 3-6 milhões de norte-americanos (2-6% da população dos Estados unidos) sofrem de SFM. Essa condição geralmente simula doenças similares, e doenças que ocorrem simultaneamente com a SFM podem contribuir para um quadro clínico confuso. Condições associadas incluem problemas menstruais, ansiedade, depressão, cefaleias, insônia, disfunção da articulação temporomandibular (ATM), difi culdades intestinais, síndrome da fadiga crônica, dor torácica não cardíaca, síndrome da dor miofascial, dor neurogênica periférica e algumas formas de artrite.

 

16. Ombro congelado

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Ombro congelado

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Informações gerais

• Ombro congelado primário: etiologia desconhecida.

• Ombro congelado secundário: resultante de trauma, cirurgia no ombro, doença inflamatória e/ou condições prévias no ombro.

• Tem início entre os 40-70 anos.

• Sua duração depende do estágio no momento do diagnóstico; geralmente é tratado em 1-2 anos.

• Leve prevalência entre mulheres; raro em crianças.

Também conhecido como:

capsulite adesiva

DEFINIÇÃO

Espessamento inflamatório das membranas sinoviais da articulação do

Morbidade e mortalidade

A dor no ombro é a terceira maior queixa musculoesquelética no ambiente de trabalho, depois da dor lombar e da dor cervical. Aproximadamente 2% da população sofre de ombro congelado. É mais comum em pacientes com diabetes, hipertireoidismo e hipertrigliceridemia (aumento dos níveis sanguíneos de triglicerídeos), tornando essas condições possíveis fatores de risco para o desenvolvimento do ombro congelado. Os pesquisadores ainda não conseguiram determinar se esses distúrbios são comorbidades ou fatores causais.

 

17. Cefaleia – Enxaqueca

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Cefaleia – Enxaqueca

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Informações gerais

• Etiologia desconhecida.

• Desencadeada por estresse; esforço físico, privação de sono; clima quente; certos alimentos, como chocolate, frutas cítricas, cebola, café, glutamato monossódico; qualquer forma de álcool; flutuações hormonais; traumatismo craniano.

• Início na infância, com maior frequência durante a puberdade, ocorrência mantida entre os 30 e 40 anos de idade, rara após os 50 anos.

• Duração que pode variar de horas a vários dias.

• Forte predisposição genética.

• Prevalência em mulheres.

• Dois tipos: enxaqueca com aura (enxaqueca clássica) e enxaqueca sem aura (enxaqueca comum, 80% dos diagnósticos de enxaqueca).

DEFINIÇÃO

Dor de cabeça periódica, inesperada, incapacitante, pulsante.

Morbidade e mortalidade

Aproximadamente 28 milhões de pessoas, ou 10-20% da população dos Estados Unidos, sofrem de enxaqueca, das quais 17% são mulheres e 6% são homens. Antes da puberdade, a incidência é maior em homens. Após o início da puberdade, a incidência e a prevalência aumentam em ambos os gêneros. Após os 40 anos de idade, a incidência tanto para homens como para mulheres diminui drasticamente. Sintomas persistentes após os

 

18. Cefaleia – Tensão

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Cefaleia – Tensão

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Informações gerais

• Causas: tensionamento dos músculos da cabeça, mandíbula, pescoço e ombros; depressão.

• Desencadeadores físicos: posição com a cabeça projetada para a frente, inclinação lateral prolongada da cabeça, má postura, apoio cervical inadequado durante o sono, ergonomia ruim no local de trabalho.

• Desencadeadores psicossomáticos: estresse emocional, preocupações e ansiedade que leva a elevação dos ombros, dificuldades respiratórias e contração da mandíbula.

• Fatores agravantes: suspensão do uso de cafeína, hipoglicemia (baixas taxas de açúcar no sangue), medo, desidratação.

• Início: qualquer idade, mais comum em adultos jovens.

• Duração de 30 minutos a vários dias.

• Prevalência entre mulheres.

Também conhecida como:

cefaleia tensional

DEFINIÇÃO

Dor vaga e constante de intensidade leve a moderada sentida no couro cabeludo, testa, têmporas, mandíbula e/ou base do crânio.

 

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