Administração hospitalar no Brasil

Autor(es): Enio Jorge Salu
Visualizações: 61
Classificação: (0)

Com linguagem clara e didática, Enio Jorge Salu apresenta os bastidores do funcionamento de um hospital com a eficácia necessária à gestão do negócio, esclarecendo todos os aspectos da administração hospitalar no Brasil, tanto no setor público quanto privado, filantrópico ou lucrativo, revelando um amplo panorama da Saúde no país. Ao longo dos capítulos, o autor conceitua os serviços de saúde e detalha sua estrutura organizacional, seus principais processos operacionais de gestão, além de algumas das melhores práticas de mercado para se manterem competitivos. De forma prática, o livro contempla todos os pontos de interesse dos gestores: ? Organização e financiamento do sistema de saúde no Brasil ? Hospital típico ? Termos, conceitos e práticas de mercado ? Tecnologia hospitalar ? Processos hospitalares ? Fatores de competitividade hospitalar Por sua abrangência e pela atualidade dos temas selecionados pelo autor, esta obra é indispensável para o bom planejamento da organização hospitalar, sendo referência para o dia a dia de todos os profissionais que atuam no segmento da saúde.

FORMATOS DISPONíVEIS

eBook

Disponível no modelo assinatura da Minha Biblioteca

8 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1. Organização do sistema de saúde no Brasil

PDF Criptografado

1

� rganização do sistema de

O saúde no Brasil

INTRODUÇÃO

Diferentemente de todos os outros ramos de atividade, com pequena similaridade em relação ao da Educação, o sistema de saúde no Brasil é totalmente influenciado pela atuação do governo.

Todos os ramos de atividade são regulados de alguma forma pelo governo, mas ele atua tão diretamente somente em alguns deles, como saúde, educação, mineração e bancário.

A razão pela qual a saúde sofre regulação direta do governo é porque esta, como finalidade, é o item mais essencial que ele pode prover à população, e, como ação governamental, um dos mais estratégicos.

Para que não restem dúvidas, pode-se exemplificar:

■■

■■

Existem bancos operados diretamente pelo governo federal, como o

Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Contudo, o governo não concentra a operação da maioria das contas correntes da população.

A maioria das escolas do ensino fundamental é do governo, mas a maior parte das entidades de ensino superior é privada.

 

2. Financiamento do sistema de saúde no Brasil

PDF Criptografado

2

F� inanciamento do sistema de saúde no Brasil

INTRODUÇÃO

Assim como qualquer atividade social, este complexo sistema chamado saúde necessita de recursos financeiros para subsistir.

Na essência, quem paga pelo serviço é a própria população: por meio dos impostos que financiam o Sistema Único de Saúde (SUS); comprando serviços de uma operadora de planos de saúde, ou simplesmente pagando diretamente a conta apresentada por esses serviços. Basicamente, o recurso financeiro chega ao serviço de saúde por uma dessas três vias.

Após entender como se organiza o sistema de saúde, fica mais fácil para o administrador hospitalar posicionar-se como serviço de saúde no contexto, compreender os tipos de atendimento prestado e fazer a gestão da captação dos recursos necessários para viabilizar sua empresa e fazer com que ela se mantenha competitiva em relação à concorrência.

O segmento público trabalha com metas, que quando ultrapassadas não significam maior remuneração, ou seja, cumprindo ou extrapolando a meta, a remuneração permanece a mesma. Na verdade, não cumprir a meta, na maioria absoluta dos casos, também pode significar a mesma remuneração. Dessa forma, o hospital público concorre com os de-

 

3. Hospital típico

PDF Criptografado

3

�Hospital típico

INTRODUÇÃO

Podemos definir características marcantes dos hospitais. Parte delas, principalmente no que diz respeito aos processos assistenciais, é realmente comum à maioria absoluta dos hospitais, enquanto outra parte encontra-se em alguns hospitais e não nos demais. São os processos administrativofinanceiros, cuja aplicabilidade depende do enquadramento do hospital nas características que o inserem no contexto do sistema de saúde (público, privado, benemerente, geral, especializado etc.).

Como o hospital é uma empresa que lida com o atendimento direto de pessoas, as quais vão ao hospital comprar seu produto, em vez de adquiri-lo de representantes e distribuidores, e como essas pessoas, inclusive, habitam o próprio hospital enquanto o produto é vendido, algumas características físicas do hospital acabaram se transformando em função de melhores práticas de acolhimento. Por exemplo, a planta física da recepção do pronto-socorro.

E por ser uma empresa na qual os colaboradores transitam regularmente entre diversos departamentos, e na qual é necessário cuidado para não mesclar o fluxo de pacientes com o de funcionários, bem como para

 

4. Termos, conceitos e práticas de mercado

PDF Criptografado

4

T� ermos, conceitos e práticas de mercado

INTRODUÇÃO

Uma característica marcante do segmento da saúde é a baixa especialização dos profissionais assistenciais em assuntos administrativo-financeiros.

Um médico demora seis anos para se graduar e, na grade curricular do seu curso, praticamente inexistem disciplinas voltadas a assuntos relacionados à administração hospitalar.

Na verdade, questiona-se se seis anos realmente são suficientes para que o médico consiga assimilar a carga absurda de conhecimento necessário para que ele possa atuar na assistência ao paciente, sendo incoerente imaginar a viabilidade de inserir outras disciplinas na sua formação.

Com os outros profissionais assistenciais, mesmo que em menor escala, não é diferente. O paradoxo é o fato de que os serviços de saúde, em sua maioria, são administrados por médicos. Quem circula pelo meio da saúde consegue perceber rapidamente a dificuldade da utilização correta dos conceitos de administração e, com frequência, certa confusão na diferença entre custo e preço, protocolo e pacote etc.

 

5. Tecnologia hospitalar

PDF Criptografado

5

�Tecnologia hospitalar

INTRODUÇÃO

O ambiente hospitalar é particularmente propício à inovação. Algumas das invenções mais importantes da história da humanidade surgiram na

Medicina, e acabaram sendo utilizadas em outros segmentos de mercado.

Por exemplo, os aparelhos raios X, que surgiram para investigar problemas ortopédicos e pulmonares, atualmente são usados em larga escala em aeroportos para inspeção de bagagens e portabilidade de materiais perigosos por parte dos passageiros.

O desenvolvimento de uma nova tecnologia em Medicina geralmente ocorre em laboratórios de pesquisa das indústrias farmacêuticas, de equipamentos e materiais hospitalares, mas, para homologar definitivamente o produto, a inovação sempre é posta em prática em hospitais.

Os rigorosos processos de homologação de insumos e tecnologias em saúde, que, no Brasil, são regrados pela Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (Anvisa), necessitam das evidências dos resultados práticos e, principalmente, da ausência de riscos e danos (efeitos colaterais) que são apurados quando aplicados em massa, seguindo critérios científicos adequados, em ambiente hospitalar. Neste trabalho, atemo-nos a discutir

 

6. Processos hospitalares

PDF Criptografado

6

�Processos hospitalares

INTRODUÇÃO

As melhores práticas para processos hospitalares são relativamente conhecidas e padronizadas. Como nos demais segmentos de mercado, o hospital tem uma lógica de funcionamento que define os processos de atendimento do paciente de forma básica e não variam significativamente de um hospital para outro.

Essa lista de processos básicos é apresentada aqui e pode-se admiti-la como padrão.

Discute-se se o processo é aplicado ao caso específico do hospital. Por exemplo: conforme discutido anteriormente, é comum a existência de hospitais que são entidades benemerentes, isentas de determinados impostos, de maneira que processos relacionados à tributação são aplicáveis somente aos não benemerentes. Mas para os demais, são aplicáveis de forma muito similar. Discute-se também com qual rigor de controle determinado processo é executado no caso específico do hospital. Por exemplo, dependendo da planta hospitalar, podem existir ou não farmácias satélites. Assim, processos de ressuprimento das farmácias satélites não se aplicam aos que não as têm, mas nos demais são aplicáveis de forma muito similar.

 

7. Fatores de competitividade hospitalar

PDF Criptografado

7

F� atores de competitividade hospitalar

GESTÃO DO TRABALHO EM EQUIPE

É pouco provável que exista outro tipo de empresa que possa exigir tanto que o trabalho seja executado em equipe quanto um hospital. Não é possível imaginar um médico executando tudo o que seja necessário para o restabelecimento do paciente (ou sua cura) sem a participação da enfermagem, da fisioterapia, da nutrição, da farmácia, do almoxarifado, da tecnologia etc.

Assistência à saúde exige tanta interação de tamanha diversidade de especialidades que os colaboradores acabam nem se dando conta da importância de trabalhar em sintonia com os demais, e necessitam periodicamente ser lembrados disso.

Um agravante do ambiente hospitalar quando se trata de trabalho em equipe é que, como a formação das especialidades mais frequentes do ambiente prega a necessidade de firmeza de comando, acaba-se confundindo a figura do gestor e do líder, com a necessidade de haver comando nas ações. Por exemplo, o médico é exaustivamente treinado para comandar o ato cirúrgico, mesmo que não seja gestor ou líder, e invariavelmente não assume nenhuma das duas figuras no ambiente hospitalar.

 

8. Considerações finais

PDF Criptografado

8

Considerações finais

INTERATIVIDADE

Exercícios sobre o conteúdo deste livro estão disponíveis no site www. manoleeducacao.com.br.

COMENTÁRIO FINAL

Hospital é uma empresa complexa pela própria finalidade de suas atividades, que exigem diversidade de especializações e a busca constante de desenvolvimento do conhecimento humano para a cura de doenças.

O insano posicionamento do governo brasileiro de prover saúde integral à população por meio de ações de empresas públicas ineficientes e que contam com um corpo de funcionários que o governo esquece de atualizar profissionalmente fortalece a saúde suplementar, ao mesmo tempo que também fortalece as regras burocráticas que privilegiam o negócio saúde, em detrimento da assistência ao paciente.

Discutimos que não existe verba para prover a saúde, mas demonstramos que a verba existente é suficiente para oferecer um serviço público muito melhor que o existente.

454

Administração hospitalar no Brasil

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000269808
ISBN
9788520448373
Tamanho do arquivo
25 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados