Neurologia e Aprendizagem: Abordagem Multidisciplinar

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O desenvolvimento neurológico pode ser modificado pela aprendizagem? Quais são os fatores que interferem nesse processo? Cognição, aprendizagem e desenvolvimento neural estão interligados? Ou são elementos diferentes que se sobrepõem? O complexo processo cognitivo aparece neste livro sob a forma de intervenções práticas nos processos clínicos e em diferentes concepções teóricas. A partir dos relatos de profissionais de áreas como neurologia, psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, é possível construir novas formas de pensar e agir clinicamente. Esta obra mostra como, por meio do lúdico, novos caminhos neurais e subjetivos tomam forma e possibilitam que crianças reconfigurem seus modos de aprender, viver e compreender o mundo. Temas abordados neste livro: Transtorno do espectro autista; Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade; Deficiência intelectual; Paralisia cerebral; Transtornos específicos da aprendizagem: dislexia e discalculia; Transtornos motores: dispraxias; Dificuldades ligadas às funções executivas; Tecnologias assistivas e reabilitação para crianças com transtornos do desenvolvimento.

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Capítulo 1. Sobre o aprender e suas relações: interfaces entre neurologia, psicologia e psicopedagogia

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Sobre o aprender e suas relações: interfaces entre neurologia, psicologia e psicopedagogia

1

CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO E

FABIANE ROMANO DE SOUZA BRIDI

SOBRE O CAMPO

DA APRENDIZAGEM

Considerando a aprendizagem como elemento central que une diferentes campos do conhecimento, este capítulo se propõe a pensar e problematizar as relações constituintes da neurologia, da psicologia e da psicopedagogia no que tange ao aprender humano. De que forma essas três áreas se relacionam, se influenciam e se constituem?

Como intervenções terapêuticas no campo da psicopedagogia podem alterar a estrutura e o funcionamento neurológico? Como os aspectos neurológicos determinam os elementos psicológicos que caracterizam o ato de aprender?

O lugar central da aprendizagem no

âmbito das diferentes disciplinas vincula-se

à importância do aprender em nossa cultura, uma vez que todos necessitam cumprir com êxito essa ação. O imperativo da aprendizagem na atualidade se traduz na obrigatoriedade da escolarização e na apropriação do conhecimento sistematizado, manifestado principalmente por meio das habilidades como a leitura, a escrita e o cálculo.

 

Capítulo 2. Investigação precoce do transtorno do espectro autista: sinais que alertam para a intervenção

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Investigação precoce do transtorno do espectro autista: sinais que alertam para a intervenção

2

ROSA ANGELA LAMEIRO PORCIUNCULA

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá o encontro desse olhar

Vinícius de Moraes

INTRODUÇÃO

A expressão autismo infantil foi utilizada por primeira vez pelo psiquiatra suíço

Eugene Bleuler, em 1911, mas foi Leo Kanner, em 1943, quem melhor a descreveu ao relatar sua observação de 11 crianças que tinham em comum um comportamento bastante peculiar que se caracterizava por uma inabilidade inata para estabelecer contato afetivo e interpessoal associada a obsessividade, estereotipias e ecolalia (ASSUMPÇÃO JR.; PIMENTEL, 2000).

Hans Asperger, um ano mais tarde, descreveu outros casos de crianças com algumas características semelhantes ao autismo que também manifestavam dificuldades na comunicação social. No entanto, apresentavam como diferencial o fato de terem inteligência normal e ausência de déficits de linguagem (GADIA, 2006).

 

Capítulo 3. Identificação precoce do transtorno do espectro autista e diagnóstico diferencial: estudo de caso

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Identificação precoce do transtorno do espectro autista e diagnóstico diferencial: estudo de caso

3

SABRINA MARIA OCANHA PIRES E

GRACIELA INCHAUSTI DE JOU

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem como finalidade ilustrar a preocupação manifestada no Curso de Neurologia para Profissionais das

Áreas da Saúde e Educação, da Dra. Newra

Rotta, assistido pelas autoras no ano de

2011.

Pesquisas com crianças autistas no período pré-escolar têm ajudado a esclarecer a natureza dos primeiros sintomas e a encorajar os profissionais a identificá-los o mais cedo possível durante os primeiros anos de vida (DAWSON et al., 2000). Entretanto, poucos trabalhos têm abordado os indicadores precoces do transtorno do espectro autista (TEA) desde o nascimento.

Essas pesquisas retrospectivas tentam resgatar da história pregressa de crianças autistas os indicadores comportamentais relacionados ao TEA, já nos primeiros meses de vida. Na maioria das vezes, a criança autista apresenta uma aparência totalmente normal e, ao mesmo tempo, um curso irregular no desenvolvimento (FERNANDES; NEVES; SCARAFICCI, 2006).

 

Capítulo 4. Elementos para a compreensão da construção da linguagem em sujeitos com transtorno do espectro autista: neurologia, psicologia r psicopedagogia

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4

Elementos para a compreensão da construção da linguagem em sujeitos com transtorno do espectro autista: neurologia, psicologia e psicopedagogia

CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO E MARISA ROSA GUIMARÃES

INTRODUÇÃO

Várias pesquisas envolvendo os aspectos orgânicos da neurologia e os elementos subjetivos da psicologia e da educação fazem parte do nosso grupo de estudos. Neste capítulo, a possibilidade de compreender os elementos apontados neurologicamente como inferência da construção da linguagem possibilitanos ampliar os questionamentos sobre a aquisição da linguagem, mais especificamente em crianças com transtorno do espectro autista de alto funcionamento (TEA).

Seguindo uma via didática, o capítulo, ao mesmo tempo em que questiona o desenvolvimento da linguagem no campo neurológico, aponta diversos referenciais teóricos que descrevem e teorizam sobre essa experiência humana.

Frye e Beauchamp (2009), autores do artigo Receptive Language Organization in

 

Capítulo 5. Elementos neuropsicológicos do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)

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Elementos neuropsicológicos do transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH)

5

CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO,

FABIANE ROMANO DE SOUZA BRIDI

E MARA CLEONICE ALFARO SALGUEIRO

INTRODUÇÃO

O transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH) é uma das patologias que se apresentam com muita frequência na atualidade. Esse adoecimento atinge crianças e pode se estender por toda a vida do sujeito, trazendo prejuízos variados, com elementos que podem comprometer gravemente a qualidade de vida e as relações de quem o porta.

Ao revisar esses elementos que constituem o diagnóstico e suas especificidades, este capítulo nos leva a pensar sobre quais seriam as interfaces com o aprender e quais seriam alguns dos elementos que poderíamos inferir e intervir para uma melhor condição para essa situação.

Ao juntarmos a condição neuropsicológica com elementos da constituição psíquica e com o aprender, buscamos uma ampla visão sobre as relações, muitas vezes sutis, entre o sujeito e o seu meio.

 

Capítulo 6. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e intervenção pedagógica: o caso "Vine, o corpo falando"

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Transtorno de déÞcit de atenção/hiperatividade (TDAH) e intervenção pedagógica: o caso “Vine, o corpo falando”

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SANDRA C. SCHROEDER E VIVIANE BASTOS FORNER

INTRODUÇÃO

O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é uma construção nosológica que atinge um número considerável de crianças no mundo todo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 2,5 e 5% dos adultos, na maioria das culturas, sofram as consequências desse transtorno no seu cotidiano.

Quando nos ocupamos desse assunto, nosso interesse, mais do que fazer uma descrição criteriosa sobre a temática do

TDAH, foi pensar alternativas para uma nova construção conceitual. Partindo do princípio de que a hiperatividade é uma manifestação corpórea, pela agitação que sempre contém, imaginamos que um novo olhar para esse aspecto poderia auxiliar profissionais nas suas práticas cotidianas.

É sabido que o uso de medicamentos pode auxiliar no controle do sistema nervoso central como um todo, porém, uma criança é também a expressividade do seu corpo, é a construção subjetiva que motiva o gesto, é a interatividade necessária para conhecer o mundo.

 

Capítulo 7. A integração semsorial na intervenção terapêutica com crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)

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A integração sensorial na intervenção terapêutica com crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)

7

DANIELA ZIMMER

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem o objetivo de mostrar o trabalho da terapia ocupacional, utilizando a abordagem de Integração Sensorial, para promover o desenvolvimento da criança com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH). Ressalta a importância do estudo e da constante busca de conhecimento, das questões neurológicas e de desenvolvimento, relacionadas ao quadro apresentado. As discussões levantadas por grupo multidisciplinar contribuíram para o sucesso do tratamento e a mudança na vida de um menino com TDAH e sua família.

O artigo “Children with Attention Deficit Hyperactivity Disorder Have Impaired

Balance Function: Involvement of Somatosensory, Visual, and Vestibular Systems”

(em português, “Crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade com prejuízo na função do equilíbrio: envolvimento dos sistemas somatossensorial, visual e vestibular”), foi publicado em 2009, no

 

Capítulo 8. Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor e intervenção psicopedagógica: fragmentos de um caso

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8

Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor e intervenção psicopedagógica: fragmentos de um caso

FABIANE ROMANO DE SOUZA BRIDI

E CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO

INTRODUÇÃO

Algumas experiências clínicas são tão marcantes que nos fazem refletir, não apenas sobre as nossas próprias práticas, mas sobre a teoria que as envolve. Muitas nos fazem abandonar um princípio teórico ou buscar sua ampliação em outros campos.

O caso que relataremos neste capítulo nos possibilitou uma convergência entre três campos do saber: neurologia, psicologia e psicopedagogia. Poucas vezes essa intersecção é tão clara durante um atendimento clínico, tendo em geral, cada profissional, uma visão mais precisa de um

único campo. Por algum motivo, nessa situação o entrelaçamento foi possível durante todo o processo terapêutico. Partindo de um encaminhamento clínico da neuropediatra, mas antevendo as consequências para a vida escolar e nos relacionamentos afetivos, a criança foi inicialmente encaminhada para uma avaliação psicológica. Descartada a hipótese de deficiência intelectual ou algum outro transtorno atualmente enquadrado nos transtornos do espectro autista (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014), a criança foi encaminhada para acompanhamento psicopedagógico. A mãe realizava consultas

 

Capítulo 9. Dificuldades intelectuais leves no desempenho escolar e social: funcionamento intelectual bordeline

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Dificuldades intelectuais leves no desempenho escolar e social: funcionamento intelectual borderline

FÁTIMA BALBELA

INTRODUÇÃO

Este capítulo se refere a uma pesquisa realizada por Fernell e Ek (2010), da Unit of Neurodevelopmental Disorders, Department of Paediatrics, Skaraborgs Hospital, Mariestad, Sweden Department of

Psychology, sobre a dificuldade de diagnosticar crianças e adolescentes que, ainda que avancem ano após ano nos anos escolares, apresentam baixo desempenho escolar.

A pesquisa de Fernell e Ek chama a atenção para a relação entre a capacidade intelectual (QI) de um determinado grupo de crianças e adolescentes e seu desempenho escolar e social. Essas crianças e adolescentes apresentam problemas escolares e comportamentais, além de significativas limitações funcionais, mas não se enquadram em um diagnóstico preciso. A autora sugere que a escola e também a sociedade se preparem para adaptar as condições de ensino e de trabalho para essa minoria de indivíduos que apresentam um funcionamento intelectual limítrofe.

 

Capítulo 10. Por entre fábulas, rãs e grilos: sobre as possibilidades criativas do espaço psicopedagógico

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Por entre fábulas, rãs e grilos: sobre as possibilidades criativas do espaço psicopedagógico

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FABIANE ROMANO DE SOUZA BRIDI E

CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO

PARA INICIARMOS

UMA HISTÓRIA...

A escrita desse caso assume a impossibilidade de se dizer tudo. A intervenção psicopedagógica realizada em um marco temporal de quatro anos não é possível de estar presente na íntegra no decorrer das páginas que seguem. Dessa forma, traremos elementos/fragmentos dessa relação que, nesse momento, protagonizam a história que contaremos. Organizados desse modo, produzem um texto que ganha vida a partir da própria ação de quem lê.

Gostaria de saber, disse para si mesmo, o que se passa dentro de um livro quando ele está fechado. É claro que lá dentro só há letras impressas em papel, mas, apesar disso, deve acontecer alguma coisa, porque quando o abro existe ali uma história completa. (ENDE, 2010, p. 14-15).

Contaremos uma história... A contação de história neste texto/contexto se apresenta de duas formas: refere a própria história que ora contamos e como recurso da intervenção psicopedagógica realizada.

 

Capítulo 11. Inclusão escolar de aluno com paralisia utilizando as tecnologias de informação e comunicação

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Inclusão escolar de aluno com paralisia cerebral utilizando as tecnologias de informação e comunicação

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REGINA DE OLIVEIRA HEIDRICH

INTRODUÇÃO

Este trabalho é parte de uma tese de doutorado do Curso de Pós-Graduação de

Informática em Educação da Universidade

Federal do Rio Grande do Sul. Após trabalharmos com paralisados cerebrais, constatamos que a informática é um forte fator de apoio para inclusão educativa. O principal problema é a falta de informação e formação de professores no ensino regular, para que possam dar a assistência necessária a esses alunos em suas aulas.

A pesquisa foi realizada durante acompanhamento e observação duas vezes na semana, durante quatro anos, do Aluno 1.

Após finalizarmos o doutorado, continuamos acompanhando esse aluno em projeto de pesquisa intitulado “Design inclusivo de equipamentos, brinquedos e vestuário”.

Gostaríamos de ressaltar que substituímos todas as ocorrências da palavra “deficientes” que aparecem neste texto por dEficientes. Essa alteração se justifica pelo fato de desejarmos ressaltar a Eficiência na deficiência. Segundo o Dicionário Houaiss da

 

Capítulo 12. Neurologia e fisioterapia na multidisciplinaridade da paralisia cerebral: relato de intervenção

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Neurologia e fisioterapia na multidisciplinaridade da paralisia cerebral: relato de intervenção

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DOUGLAS C. BITENCOURT E NEWRA TELLECHEA ROTTA

INTRODUÇÃO

A fisioterapia, mais do que apenas uma adequação ou movimentação do corpo, é uma interface da aprendizagem humana.

Os aprendizados registrados no corpo constituem a base de toda a expressividade humana e sua complexa rede de entrelaçamento social. Ao registrar no corpo, em seu sistema neuronal, por meio dos órgãos do sentido, também formatamos a base para a subjetividade que constitui a formação cognitiva e o aprendizado formal.

Uma criança, ao ser privada de um desenvolvimento esperado, como no caso da paralisia cerebral (PC), deverá encontrar novos caminhos para essa elaboração subjetiva. O corpo que não responde, quer seja por uma condição espástica ou qualquer outra dificuldade, precisa reinventar um modo de aprender, assim como aquele que ensina deve encontrar um novo modo de ensinar.

A fisioterapia voltada para essa situação singular deve levar em consideração a criança e seu universo lúdico. Ao ajudar a construir o movimento, deve ter clareza de que não apenas o movimento gestual está sendo trabalhado e reordenado, mas também os aspectos sutis da fantasia que

 

Capítulo 13. Dificuldade de escrita associada com disfunção neuromotora em criança prematura: psicopedagogia e neurologia integradas no diagnóstico e na intervenção

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de escrita

13 Dificuldade associada com disfunção

neuromotora em criança prematura: psicopedagogia e neurologia integradas no diagnóstico e na intervenção

HELENA VELLINHO CORSO

INTRODUÇÃO

Nenhum profissional da saúde questiona a importância da anamnese. Como a etimologia da palavra sugere (anamnese, do grego ana, trazer de novo, e mnesis, memória), nessa entrevista o profissional busca relembrar, na história do paciente, todos os fatos que possam estar relacionados com o problema. É um ponto inicial importante no diagnóstico. Na anamnese psicopedagógica, realizada com a mãe, o profissional procura reunir o maior número de informações possível a respeito das condições de gravidez, nascimento, desenvolvimento neuropsicomotor, histórico de escolaridade.

A ideia é reunir dados que permitam a melhor compreensão – e a mais efetiva intervenção – em relação à condição atual de aprendizagem daquele paciente, deficitária quando se procura um profissional da área.

 

Capítulo 14. Dislexia: varlendo contra o vento

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Dislexia: varlendo contra o vento

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ASTA ALTREIDER

INTRODUÇÃO

Para quem tem a experiência de varrer uma calçada, “varrer contra o vento”

é uma expressão popular bastante significativa. A tarefa de varrer as folhas e outros elementos consiste em juntá-los em um “montinho” para colocá-los sobre a pá e, em seguida, descartá-los no lixo.

Em dias de vento, essa missão é absolutamente impossível: você insiste em fazer o montinho, e o vento se diverte com a farra de redistribuir as folhas pela calçada. Óbvio se faz supor que varrer “a favor do vento” tornará a tarefa mais fácil. Volto à questão da experiência: só um pouco mais fácil! O ideal mesmo seria não varrer a calçada em dia de vento e pronto! Pois pareceu oportuno fazer essa analogia simplista com um dos transtornos de aprendizagem: dislexia. Explico.

Há 132 anos, estudiosos apontam para as dificuldades específicas de aprendizagem da leitura: primeiro, os oftalmologistas se debruçaram sobre o assunto e as batizaram de “cegueira verbal congênita”, mesmo que o termo “dislexia” estivesse em uso desde 1887. Todos os especialistas apontavam para o fato de saberem tratar-se de pacientes de inteligência normal, porém, com evidentes dificuldades

 

Capítulo 15. Inferências na compreensão de narrativas e áreas cerebrais ativadas - como danos na "rede do protagonista" contribuem para as dificuldades de compreensão leitora

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Inferências na compreensão de narrativas e áreas cerebrais ativadas – como danos na “rede do protagonista” contribuem para as dificuldades de compreensão leitora

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HELENA VELLINHO CORSO

INTRODUÇÃO

A habilidade da leitura não está plenamente desenvolvida antes que se ultrapasse o reconhecimento da palavra para se chegar ao nível da compreensão de textos

(STERNBERG; GRIGORENKO, 2003). Compreender a mensagem de um texto é, afinal, o objetivo último da leitura. Na escola, com o avanço da escolaridade, o rendimento dos alunos passa a ter uma relação cada vez mais direta com a compreensão leitora

(MENEGHETTI; CARRETI; DE BENI, 2006), pois sua ferramenta de aprendizagem, vencidas as etapas iniciais de aprendizado da leitura da palavra, é justamente sua capacidade de compreender textos. Daí a relação que se estabelece entre ler, compreender e aprender (SOLÉ, 1998).

Muitos são os alunos que não aprendem por não compreender os textos escolares de diferentes conteúdos. A dificuldade específica em compreensão leitora pode ser identificada sempre que a criança apresenta um bom desempenho na decifração (isto

 

Capítulo 16. Discalculia e intervenção psicopedagógica: Alan - O aprendiz na conexão dos números

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Discalculia e intervenção psicopedagógica:

Alan – O aprendiz na conexão dos números

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CÉSAR AUGUSTO BRIDI FILHO, CLARISSA CANDIOTA,

INGRID SCHROEDER FRANCESCHINI,

SANDRA C. SCHROEDER E TÂNIA MENEGOTTO

CONHECENDO A DISCALCULIA

Quando pensamos em discalculia, associamos ao conhecimento adquirido sobre a linguagem quantitativa, mais especificamente sua relação com os números e cálculos.

A presença da quantificação e da linguagem da matemática está presente no cotidiano de qualquer ser humano, mesmo na mais tenra idade. Do mesmo modo que somos gradualmente inseridos no universo da linguagem expressiva das palavras, somos circundados e introduzidos no universo dos números e suas representações. Culturalmente fomos envolvidos por essa necessidade representativa do nosso universo, quer seja para expressarmos valores e interações quantitativas, quer seja para introjetar representações e alinhamentos ou organizações numéricas. A matemática certamente ajudou a construir o nosso formato neurológico atual, por meio da exigência de memorização, catalogação ou abstração de elementos numéricos e suas relações possíveis.

 

Capítulo 17. Relação entre aprendizagem e disfunções executivas em crinanças e adolescentes com transtorno bipolar

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entre aprendizagem

17 Relação e disfunções executivas em crianças e adolescentes com transtorno bipolar

LÍLIAN ROCHA GOMES TAVARES E

MARISA ROSA GUIMARÃES

INTRODUÇÃO

A aprendizagem é, certamente, uma experiência universal. As pessoas aprendem em todos os estágios da vida. Segundo Municio (1996), dentre todas as espécies, somos a que tem uma imaturidade orgânica mais prolongada e necessita de apoio externo mais intenso, como também de capacidades de aprendizagem mais desenvolvidas e flexíveis. Podemos dizer que a capacidade de aprendizagem, junto com a linguagem, o humor, a ironia e algumas outras virtudes que acompanham nossa conduta constituem o núcleo básico do acervo humano que nos diferencia de outras espécies. Para esse autor, sem as capacidades de aprendizagem não poderíamos adquirir a cultura e formar parte de nossa sociedade.

A função fundamental da aprendizagem humana é interiorizar ou incorporar a cultura, para assim formar parte dela. Fazemo-nos pessoas à medida que personalizamos a cultura. (MUNICIO, 1996, p. 29).

 

Capítulo 18. Disraxias: aspectos teóricos e intervenção psicopedagógica

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aspectos teóricos e

18 Dispraxias: de intervenção psicopedagógica

DALVA RIGON LEONHARDT E VIVIANE BASTOS FORNER

INTRODUÇÃO

Este capítulo aborda o estudo das dispraxias, considerando suas manifestações de sofrimento físico, emocional e de aprendizagem.

Dispraxia refere-se ao comprometimento do planejamento da função motora. Esse planejamento pode estar comprometido em diversos níveis, como, por exemplo, na dificuldade para escrever, ou seja, a disgrafia, que pode fazer parte do quadro dispráxico e que tem um foco maior e uma repercussão mais extensa nas questões de aprendizagem da escrita e seus complicadores em geral, como as dificuldades sensoriomotoras que podem estar associadas.

O artigo trabalhado no seminário de neurologia foi: “Avaliação e clínica das praxias e dispraxias na aprendizagem: mapeamento da dor gráfica” (LEONHARDT,

2006). Foi a base para o trabalho apresentado e norteou a estruturação deste capítulo. Como ilustração dessa modalidade de sofrimento, apresentamos o estudo de caso do menino Gustavo, em uma abordagem psicopedagógica com o objetivo de refletir algumas possibilidades de avaliação e atendimento de crianças que apresentam quadros de dispraxia. O artigo, portanto, é de-

 

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