Processos Normativos da Família: Diversidade e Complexidade

Autor(es): Froma Walsh
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À medida que as famílias enfrentam novos desafios e apresentam diversidade e complexidade de padrões relacionais cada vez maiores, torna-se fundamental acompanhar e compreender suas lutas e esforços. Nesse contexto, mais do que pensar sobre como as famílias fracassam, os autores deste livro buscam analisar como elas podem ter sucesso.

 

23 capítulos

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Capítulo 1. Diversidade e complexidade nas famílias do século XXI

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CAPÍTULO 1

Diversidade e complexidade nas famílias do século XXI

Froma Walsh

Todas as famílias felizes se parecem; toda família infeliz é infeliz à sua própria maneira.

— TOLSTOY

Todas as famílias felizes são mais ou menos diferentes; todas as famílias infelizes são mais ou menos semelhantes.

— NABOKOV

A

s famílias e o mundo estão mudando de maneira dramática nas últimas décadas. Muitos tradicionalistas, partilhando o ponto de vista de Tolstoy, argumentaram que as famílias devem se adequar a um modelo – ajustando-se a um padrão cultural de “família normal” – para serem felizes e criarem bem seus filhos.

As famílias ficaram cada vez mais variadas com o curso da vida, por isso nossas concepções de normalidade devem ser examinadas e a a definição de “família” precisa ser expandida para abranger um amplo espectro e a remodelação fluida dos padrões relacionais e domésticos. Esse é o “novo normal”. Apoiando a visão de

Nabokov de famílias felizes, um grupo de pesquisa substancial atesta o potencial para o funcionamento sadio e bem-estar em uma variedade de arranjos familiares.

 

Capítulo 2. Visões clínicas de normalidade, saúde e disfunção familiar

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CAPÍTULO 2

Visões clínicas de normalidade, saúde e disfunção familiar

A partir de uma perspectiva dos déficits até os pontos fortes

Froma Walsh

A

s construções de normalidade, saúde e disfunção familiar, que estão inseridas em nossos sistemas de crenças culturais e profissionais, se encontram subjacentes a toda a teoria e prática clínica. Esses pressupostos exercem uma influência poderosa e em boa parte não examinada em cada avaliação e intervenção familiar.

ATRAVÉS DE UMA VISÃO RESTRITA

O campo da saúde mental por muito tempo ignorou o estudo e a promoção da saúde.

Devido ao foco na doença mental, a normalidade familiar foi associada à ausência de sintomas, uma situação raramente, ou nunca, vista no contexto clínico. Os pressupostos sobre famílias sadias eram em grande parte especulativos e utópicos, extrapolados da experiência com casos clínicos perturbados. Foi dada pouca atenção aos desafios estressantes e aos pontos fortes das famílias comuns na comunidade ou no seu contexto social mais amplo.

 

Capítulo 3. Interação do casal em casamentos com saltos e baixos níveis de satisfação

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CAPÍTULO 3

Interação do casal em casamentos com altos e baixos níveis de satisfação

Estudos do Laboratório Gottman

Janice Driver

Amber Tabares

Alyson F. Shapiro

John M. Gottman

N

ossa equipe de pesquisa do Laboratório Gottman dedicou mais de três décadas

à identificação dos padrões que distinguem casais satisfeitos e estáveis dos casais insatisfeitos que rumam para o divórcio. Embora muitas pesquisas sobre o casamento tenham sido baseadas em métodos de pesquisa como questionários e autorrelatos, nossa pesquisa também inclui observações detalhadas e em profundidade. Nossa pesquisa focou no conflito conjugal, o qual acreditamos ser parte importante e necessária, tanto dos casamentos satisfatórios quanto dos insatisfatórios. Descobrimos que o sucesso ou fracasso de um casamento depende não da existência ou ausência de conflito, mas de como o conflito é administrado quando ocorre. Essa pesquisa nos possibilitou expor os mitos sobre o casamento.

 

Capítulo 4. Famílias conteporâneas biparentais

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CAPÍTULO 4

Famílias contemporâneas biparentais

Enfrentando os desafios profissionais e familiares

Peter Fraenkel

Carrie Capstick

A

s famílias biparentais no século XXI enfrentam uma miríade de desafios. Ao mesmo tempo em que negociam questões e transições desenvolvimentais na criação dos filhos em um mundo mais perigoso, elas precisam se voltar para as fontes comuns de conflitos interconjugais, entre pais e filhos, entre irmãos e conflitos multigeracionais que surgem na vida familiar. Muitas famílias enfrentam tensões adicionais de doença, incapacidade, morte e perda; muitas enfrentam o desemprego e dificuldades econômicas. Aquelas que são oprimidas ou marginalizadas devido à raça, classe, etnia, condição de imigração, identidade de gênero ou orientação sexual devem superar as barreiras sociais para prosperarem. Todas as famílias contemporâneas devem lidar com o impacto do crescimento fenomenal das tecnologias de comunicação e informação. Neste capítulo, focamos nas questões principais para a maioria das famílias biparentais contemporâneas; a saber, os desafios estressantes enfrentados pelas famílias com ambos os pais que trabalham, as chamadas famílias com “dois provedores”.

 

Capítulo 5. Risco e resiliência após o divórcio

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CAPÍTULO 5

Risco e resiliência após o divórcio

Shannon M. Greene

Edward R. Anderson

Marion S. Forgatch

David S. DeGarmo

E. Mavis Hetherington

O

divórcio e a vida em uma família monoparental já se tornaram experiências comuns para pais e filhos na sociedade norte-americana contemporânea. O propósito deste capítulo é apresentar uma visão geral dos tipos de estresses e desafios adaptativos que adultos e crianças enfrentam quando se defrontam com situações que envolvem o divórcio. Iniciamos discutindo o modelo prevalente de divórcio como parte de um processo contínuo de reorganização da família, antes de examinarmos a prevalência do divórcio e as transições posteriores. Após a revisão das consequências do divórcio nos resultados de saúde física e mental, exploramos as mudanças concomitantes nos processos, relacionamentos e experiências de vida na família. Concluímos com breve foco em duas áreas emergentes na literatura: (1) como o namoro e a coabitação não marital afetam os processos familiares e o bem-estar dos membros individuais da família e (2) como as famílias circulam pelo sistema legal ao abordarem as preocupações parentais iniciais e constantes.

 

Capítulo 6. A diversidade, pontos fortes e desafios das famílias monoparentais

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CAPÍTULO 6

A diversidade, pontos fortes e desafios das famílias monoparentais

Carol M. Anderson

O

número de famílias monoparentais vem aumentando nas duas últimas décadas, constituindo agora mais de um quarto de todas as famílias norte-americanas com filhos com menos de 18 anos (Kreider & Elliott, 2009). A compreensão dos desafios e recursos nessas famílias é uma tarefa complexa porque eles são variados.

Alguns genitores solteiros são financeiramente seguros e/ou empregados; outros não.

Alguns têm apoio material e assistência aos filhos por parte do outro genitor; outros não. Alguns sempre foram solteiros; outros são separados, divorciados ou viúvos. Alguns possuem ampla rede familiar e de amigos apoiadores; outros são relativamente isolados. Alguns optam por serem pais solteiros, com os desafios adicionais associados à adoção, inseminação com doador ou barriga de aluguel. Outros são pais solteiros como resultado da perda de um relacionamento ou a perda do sonho de um relacionamento. Alguns vivem sozinhos com seus filhos; outros moram com os pais e outros, ainda, têm outro adulto em casa. Alguns se tornaram pais solteiros quando adultos maduros na faixa dos seus 30 ou 40 anos com redes estáveis; outros são pais adolescentes enfrentando instabilidade financeira e nos relacionamentos. A monoparentalidade também está crescendo entre os vários grupos socioeconômicos, incluindo um crescimento significativo entre os abastados e com bom grau de instrução. Hoje existem mulheres de carreira e celebridades que nunca foram casadas e com alta renda que podem manter escolas particulares e assistência infantil em tempo integral; existem pais solteiros homossexuais com filhos biológicos ou adotados; e um número pequeno, porém crescente, de pais que estão assumindo a responsabilidade primária por seus filhos (Brown, 2000; McLanahan & Percheski, 2008; Wolfe, 2009). Todos esses grupos possuem problemas em comum, mas pelo menos outros tantos problemas são peculiares à sua versão particular de família monoparental, cada um representando uma estrutura ou composição familiar particular com a interação de uma gama de fatores de risco individuais, familiares e comunitários e resiliência. A sua condição também se modifica ao longo do tempo à medida que os pais entram e saem de relacionamentos e mudam a composição da sua família (Park, 2005).

 

Capítulo 7. Recasamento e família recasada

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CAPÍTULO 7

Recasamento e família recasada

Kay Pasley

Chelsea Garneau

C

omo o divórcio continua a ser comum e as pessoas mantêm o interesse no casamento, o recasamento e famílias recasadas continuam a fazer parte da vida familiar norte-americana. Estimativas mostram que entre 40 e 50% dos casais se divorciam no primeiro casamento (Bramlett & Mosher, 2002; Cherlin, 2010; Teachman &

Tedrow, 2008), e essas pessoas divorciadas em geral voltam a se casar ou encontram um novo parceiro. Quando esses recasamentos incluem filhos de uma união anterior, são formadas famílias recasadas. Além disso, um número crescente de casais de coabitação dissolve seus relacionamentos e parte para um casamento legal ou têm um novo companheiro (Teachman, 2008; Teachman & Tedrow, 2008). Em muitos casos, esses casais também incluem filhos de uniões anteriores; portanto, os estudiosos os reconhecem como famílias recasadas (Pasley & Lee, 2010; Sweeney, 2010).*

Nossas estimativas sugerem que cerca de 9% dos casais casados e 12% dos casais que coabitam possuem um enteado residindo com eles (Kreider, 2008; Teachman &

 

Capítulo 8. A vida familiar de gays e lésbicas

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CAPÍTULO 8

A vida familiar de gays e lésbicas

Risco, resiliência e aumento das expectativas

Robert-Jay Green

I

magine uma sociedade em que por mais de 200 anos:*

• Os heterossexuais fossem proibidos de ter qualquer tipo de relacionamento de amor romântico e de se casarem.

• Suas relações sexuais fossem ilegais e passíveis de punição por prisão ou morte.

• Tivessem negado emprego ou fossem meramente despedidos por serem heterossexuais.

• Fossem excluídos de suas famílias, grupos de pares e comunidades religiosas se a sua heterossexualidade se tornasse conhecida.

Se considerarmos o cenário citado, de que forma as relações heterossexuais estariam agora? De que forma estaria a sociedade inteira agora?

Apresentamos essa analogia para ajudar os leitores a compreenderem que muito do que é peculiar à vida familiar de gays e lésbicas é resultado do contexto histórico em que a maioria das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgênero (LGBT) nasceram e cresceram na sociedade norte-americana.1 Essas restrições sociais dominaram as vidas e relações de gays e lésbicas ao longo da história registrada na maioria das

 

Capítulo 9. Processos familiares em cuidados por parentes

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CAPÍTULO 9

Processos familiares em cuidados por parentes

Malitta Engstrom

P

or milhares de anos e em diversas culturas e contextos, as famílias estendidas prestaram cuidados às crianças. Quando as crianças não podem ser cuidadas por seus pais, os cuidados por outras pessoas ou familiares mais próximos, conhecidos como

“cuidados por parentes”, estão cada vez mais sendo reconhecidos como a melhor alternativa para crianças que precisam de um lar substituto. Os arranjos “formais” envolvem o sistema de assistência à infância; os arranjos “informais”, sem o envolvimento da assistência à infância, pode ainda envolver procedimentos formais, incluindo custódia legal e poder de decisão. Os cuidados informais por parentes também são chamados de “cuidados por parentes privados”, e os cuidados formais por parentes também são chamados de “cuidados substitutos por parentes” quando o Estado assume a custódia da criança, e “cuidados voluntários por parentes”, quando o Estado não assume a custódia (Geen, 2003b). Salvo em contrário, este capítulo usa o termo “cuidados por parentes” para se referir tanto a arranjos formais quanto informais.

 

Capítulo 10. Famílias adotivas

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CAPÍTULO 10

Famílias adotivas

Cheryl Rampage

Marina Eovaldi

Cassandra Ma

Catherine Weigel Foy

Gina Miranda Samuels

Leah Bloom

A

adoção começa por uma decisão de ser pai ou mãe de uma criança não nascida ou concebida do próprio corpo. Assim, as famílias adotivas são famílias intencionais, unidas pela convicção, desejo, prática e, acima de tudo, amor. Considerada no conjunto, a adoção é uma solução altamente bem-sucedida para o problema de proporcionar cuidados e relações familiares a crianças cujos pais biológicos não estão disponíveis (Fisher, 2003; Nickman et al., 2005). Existe aproximadamente 1,5 milhão de crianças adotadas com menos de 18 anos nos Estados Unidos (Nickman et al., 2005).

Todas as famílias enfrentam inúmeros desafios no curso da sua vida. As famílias adotivas enfrentam quase todos os desafios das famílias biológicas e vários outros que surgem em função das circunstâncias peculiares da adoção, incluindo o fato de que toda a criança adotada possui duas famílias. Essas circunstâncias tornam mais complexas as famílias adotivas. Existem ainda visões tendenciosas na sociedade que encaram essa complexidade como uma deficiência. O linguajar que se refere aos pais “naturais” ou “verdadeiros” nada mais é do que uma forma como esta tendenciosidade é revelada. A premissa desse capítulo, no entanto, é que as famílias adotivas são uma expressão das diversas formas que as relações humanas podem assumir e são eminentemente capazes de atender às necessidades das crianças de terem uma família. Embora historicamente a parentalidade adotiva nos

 

Capítulo 11. Cultura

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CAPÍTULO 11

Cultura

Um desafio aos conceitos de normalidade

Monica McGoldrick

Deidre Ashton

Ninguém vai a lugar algum sozinho, muito menos para o exílio – nem mesmo aqueles que chegam fisicamente sozinhos, desacompanhados pela família, cônjuge, filhos, pais ou irmãos. Ninguém deixa seu mundo sem ter sido transfixado pelas suas raízes ou com um vazio na alma. Carregamos conosco a lembrança de muitas tramas, um self embebido em nossa história, nossa cultura; uma lembrança, às vezes dispersa, às vezes clara e definida, das ruas da nossa infância.

— FREIRE (1994, p. 32)

E

m psicoterapia e na assistência prestada pelo serviço social a indivíduos, casais e famílias, a cultura tem importância. A cultura é primária, essencial e integrante do processo de cura (McGoldrick & Hardy, 2008; Smith, 2010; Sue & Sue, 2008).

Ela está significativamente correlacionada à nossa visão do mundo, como vemos a nós mesmos em relação ao nosso mundo e aos outros, como definimos e entendemos a realidade e como pensamos (Sue & Sue, 2008). Todas as nossas teorias de psicologia, desenvolvimento humano, sistemas familiares, bem-estar, patologia e cura são informadas pelos valores, crenças e normas culturais (Carter, 2003; Ponterotto,

 

Capítulo 12. Intersercções de raça, classe e pobreza

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CAPÍTULO 12

Intersecções de raça, classe e pobreza

Desafios e resiliência em famílias afro-americanas

Nancy Boyd-Franklin

Melanie Karger

P

ara avaliar o que é “normal” no desenvolvimento de uma família, clínicos e pesquisadores devem explorar de maneira ampla o contexto social em que a família vive (Hines & Boyd-Franklin, 2005; Pinderhughes, 2002; Walsh, Cap. 1 deste livro).

Raça e classe são duas das questões mais complexas e emocionalmente carregadas nos

Estados Unidos. Para as famílias afro-americanas pobres da periferia, as realidades diárias de racismo, discriminação, classismo, pobreza, privação de habitação, violência, crime e drogas criam forças que continuamente ameaçam a sobrevivência da família (Sampson & Wilson, 2005). A eleição do presidente Obama, apesar da sua natureza histórica, não facilitou estes desafios. No relatório, The State of Black America

2009, publicado pela National Urban League, Jones (2009) indicou: “Ironicamente, mesmo quando um afro-americano detém o cargo mais alto neste país, os afro-americanos continuam a ter duas vezes mais probabilidade de serem desempregados; três vezes mais de viverem na pobreza e mais de seis vezes de estarem encarcerados” (p. 1).

 

Capítulo 13. Processos das famílias imigrantes

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CAPÍTULO 13

Processos das famílias imigrantes

Uma estrutura multidimensional

Celia Jaes Falicov

A

experiência de migração é um fluxo constante. Os contextos de migração atualmente diferem de forma significativa daqueles do passado. A movimentação dentro de um mundo globalizado impacta os processos de risco e resiliência nas famílias.

As mudanças impostas pela migração aos processos familiares merecem nosso estudo cuidadoso para melhor informar a oferta de serviços sociais, médicos e educacionais que estejam em sintonia com as necessidades especiais dos imigrantes. Os conceitos da teoria dos sistemas familiares e terapia de família, complementados por conceitos de estudos sobre migração, podem ser usados para aprofundar nossa compreensão das transformações familiares provocadas pela migração.

Este capítulo amplia os escritos anteriores a respeito dos dilemas das transformações pessoal, familiar e social enfrentados pelos imigrantes e a sua capacidade de encontrar soluções do tipo “ambos/e” em vez de forçar escolhas “ou/ou” referentes

 

Capítulo 14. Mudança nas normas de gênero nas famílias e na sociedade

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CAPÍTULO 14

Mudança nas normas de gênero nas famílias e na sociedade

Rumo à igualdade em meio às complexidades

Carmen Knudson-Martin

Um paciente do sexo masculino de fé cristã conservadora declara que vai ficar em casa e criar os filhos; que sua esposa será a provedora econômica. Ele não a consulta ao tomar essa decisão.

Uma professora muçulmana nos Estados Unidos se considera feminista, embora opte por usar o hijab; seu marido desaprova e se preocupa que isto faça com que os outros o vejam como seu opressor (Daneshpour, 2009).

Um pai é o cuidador primário do seu filho de 4 anos. Quando ele busca seu filho na pré-escola, o menino está encantado com os cartões de dia dos namorados que recebeu. O menino pega um cor-de-rosa com uma fada dançando e o atira de lado dizendo: “Eu não gosto de fadas! Nenhum dos meninos na escola gosta”.

E

ssas são apenas algumas das complexidades e contradições de gênero que as famílias contemporâneas enfrentam. Por todo o mundo existem esforços substanciais para promover a igualdade dos gêneros (Nações Unidas, 2008). A maioria das mulheres e homens no ocidente industrializado expressa atitudes igualitárias (Sullivan,

 

Capítulo 15. A dimensão espiritual da vida familiar

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CAPÍTULO 15

A dimensão espiritual da vida familiar

Froma Walsh

A

espiritualidade é uma dimensão poderosa da experiência humana e da vida familiar. As crenças e práticas espirituais têm ancorado e nutrido as famílias por milênios e nas mais diversas culturas. Hoje, a grande maioria das famílias por todo o mundo adota alguma forma de expressão para suas necessidades espirituais, tanto dentro quanto fora da religião organizada. Este capítulo aborda o papel da espiritualidade nas relações de casal e familiares, com atenção à crescente diversidade e complexidade das crenças e práticas espirituais na sociedade e dentro das famílias.

O Capítulo examina o significado e proeminência da espiritualidade no contexto sociocultural e seu ritmo e fluxo dinâmico ao longo do ciclo vital familiar multigeracional. São feitas recomendações sobre pesquisa e prática para explorar a dimensão espiritual nas relações de casal e familiares: identificar as fontes espirituais de estresse e os recursos espirituais para enfrentamento, cura e resiliência, adequando aos valores e preferências das famílias.

 

Capítulo 16. O ciclo vital familiar

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CAPÍTULO 16

O ciclo vital familiar

Monica McGoldrick

Tazuko Shibusawa

A

té recentemente, terapeutas e pesquisadores prestavam pouca atenção ao ciclo vital familiar e seu impacto no desenvolvimento humano (McGoldrick, Carter &

Garcia-Preto, 2011a). A maioria das teorias psicológicas têm focado no indivíduo ou, no máximo, na família nuclear, ignorando o contexto multigeracional das conexões familiares que moldam nossas vidas ao longo do tempo. No entanto, é essencial uma perspectiva do ciclo vital da família porque isto possibilita que os clínicos prevejam o desenvolvimento futuro dos indivíduos e das famílias, incluindo os riscos, o que por sua vez facilita a prevenção. É útil levar em conta toda a avaliação clínica dentro de uma estrutura do ciclo familiar que oferece um conceito flexível dos estágios vitais previsíveis e reconhece as tarefas emocionais das pessoas e membros da família, dependendo da sua estrutura, tempo de vida, momento cultural e histórico. O antigo modelo da família nuclear é insuficiente porque, como assinalam Dilworth-Anderson,

 

Capítulo 17. Resiliência familiar

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CAPÍTULO 17

Resiliência familiar

Resistência formada pela adversidade

Froma Walsh

C

rise e desafio são inerentes à condição humana. O conceito de resiliência familiar amplia nosso conhecimento do funcionamento familiar para situações de adversidade. Resiliência familiar envolve o potencial para recuperação, reparo e crescimento nas famílias que enfrentam sérios desafios na vida. Embora algumas famílias sejam abaladas por eventos de crise, transições perturbadoras ou dificuldades persistentes, o notável é que muitas outras emergem fortalecidas e com mais recursos, capazes de amar plenamente e criar bem seus filhos. Este capítulo apresenta uma visão geral de uma estrutura de resiliência familiar e descreve processos-chave destilados de pesquisas sobre resiliência e funcionamento familiar eficiente. As aplicações práticas são descritas brevemente para sugerir a ampla utilidade desta estrutura conceitual em esforços de prevenção e intervenção para fortalecer as famílias estressadas e vulneráveis.

 

Capítulo 18. Transições familiares normativas, qualidade da relação do casal e desenvolvimento sadio dos filhos

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CAPÍTULO 18

Transições familiares normativas, qualidade da relação do casal e desenvolvimento sadio dos filhos

Philip A. Cowan

Carolyn Pape Cowan

A

transição para a parentalidade, especialmente quando o filho é primogênito, representa uma das alegrias mais profundas e, ao mesmo tempo, uma das mudanças mais significativas e estressantes que provavelmente ocorrerá durante toda a vida.

O desequilíbrio não vem simplesmente de receber um novo ser dentro da família, alguém que vem sem um manual de usuário, mas pelo fato de que se tornar pai representa uma transição importante na vida, com mudanças esperadas e inesperadas para os indivíduos e suas relações. Outras transições importantes na vida, como iniciar em um novo emprego ou uma nova carreira, têm efeitos similares nos membros individuais da família e em suas relações. Neste capítulo examinamos o conceito de transições vitais, oferecemos um modelo operacional de como as transições afetam a família e mostramos como as intervenções para aliviar os estresses da transição podem ter duplo propósito. Primeiramente, tais intervenções ocorrem num momento em que os membros da família têm maior probabilidade de reconhecer a necessidade de novas estratégias de enfrentamento e estão mais abertos a aceitar ofertas de ajuda.

 

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