Ortopedia e Traumatologia: Principios e Prática

Visualizações: 149
Classificação: (0)

Com 500 novas imagens e ampla atualização do conteúdo, esta edição mantém a abordagem didática e acessível característica das edições anteriores, sendo recurso indispensável para estudantes de graduação, residentes e profissionais tanto de ortopedia e traumatologia como de fisioterapia.

76 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1. Marcha normal e patológica

PDF Criptografado

2

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

1

Marcha normal e patológica

Francesco Camara Blumetti

Marcelo Hideki Fujino

Mauro César de Morais Filho

Daniella Lins Neves

A aplicação clínica da análise do movimento passou a ser mais difundida a partir da década de 1980, mas, para que isso ocorresse, foram necessários séculos de estudos e desenvolvimento progressivo do conhecimento adquirido.

Achados em cavernas com descrição primitiva do deslocamento humano, datados do período anterior ao nascimento de Cristo, e relatos atribuídos a Aristóteles referentes ao mesmo tema estão entre os primeiros registros de que se tem conhecimento sobre a análise do movimento.

No entanto, o modelo óptico atualmente empregado nos laboratórios de marcha teve seu início no final do século XIX. Nesse período, o então governador da Califórnia,

Leland Stanford, contratou os serviços do fotógrafo Edward

Muybridge para provar que o cavalo, durante o galope, permanecia durante alguns instantes com as quatro patas sem contato com o solo. As fotografias sequenciais da corrida do animal fizeram Stanford ganhar a aposta que fez com seus amigos e Muybridge dar início aos estudos sobre a locomoção animal e humana, compilados em seu trabalho clássico.1

 

Capítulo 2. Coluna vertebral

PDF Criptografado

20

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

2

Coluna vertebral

Capítulo 2.1

Coluna cervical

Tarcísio E. P. de Barros Filho

Alexandre Fogaça Cristante

William Gemio Jacobsen Teixeira

O conhecimento das características anatômicas e bio­ me­câ­ni­cas da região cervical é fundamental para a compre­ ensão do quadro clínico, do diagnóstico e dos princípios de tratamento das afecções da coluna cervical. Neste capí­ tulo, as doen­ças serão divididas em mal­for­ma­ções congê­ nitas, afec­ções inflamatórias, infecções, tumores, afecções dege­ne­ra­ti­vas e estenose cervical e neuropraxia transitória no atleta.

Malformações congênitas

As malformações da coluna cervical podem ocorrer de f­ orma isolada ou associadas a outras malformações no sis­ tema mus­­­cu­­loesquelético ou em outros órgãos e sistemas.

Costumam ser encontradas na síndrome de Down, na sín­ dro­me de Klippel-Feil, na doença de Morquio e na displa­ sia es­pon­di­loepifisária. Também podem ser observadas em outras síndromes, mas com menor frequência.

 

Capítulo 3. Tórax e cintura escapular

PDF Criptografado

>   Tórax e cintura escapular

3

Tórax e cintura escapular

Sydney A. Haje (in memorian)

Davi P. Haje

Moacir S. Neto

Anatomia do desenvolvimento

A ligação anatômica da coluna vertebral torácica ao osso es­terno, situado na linha média da região anterior do tórax, dá-se pelos arcos costais. Os arcos são formados pelas costelas, que se articulam com a coluna vertebral, e pelas cartilagens cos­tais, que ligam as costelas ao esterno e comportam-se bio­lo­gicamente como condroepífises, de importante papel no cres­cimento costal. A união da costela com a cartilagem cos­tal é chamada de junção costocondral, enquanto a união da car­tilagem costal com o esterno denomina-se junção con­droes­ternal. As cartilagens costais conferem flexibilidade e elas­ticidade à caixa torácica.

O esterno se forma a partir de duas bandas ­lon­gitudinais de mesoderma, visíveis na sexta semana de vida e­ m­brionária, que estão, logo no início, bastante separadas uma da outra, si­tuando-se na região da axila, posteriormente aos

 

Capítulo 4. Ombro e cotovelo

PDF Criptografado

>   Ombro e cotovelo

4

Ombro e cotovelo

Osvandré Lech

Paulo Cesar Faiad Piluski

Carlos Humberto Castillo Rodriguez

Antonio L. Severo

Marcelo Lemos

O ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo humano e, como consequência, uma das mais vulneráveis. Sua complexa estrutura anatômica é composta por três diartroses (glenoumeral, acromioclavicular e esternoclavicular), três sistemas osteotenomioligamentares de deslizamento (subacromial, umerobicipital e escapulotorácico), 14 ligamentos e 19 músculos. A integridade e a funcionalidade dessas estruturas são fundamentais para a ação conjunta do braço e do antebraço, cuja finalidade é dar à mão amplitude de movimento tridimensional. Além dessa importante função, o ombro participa, com o restante do membro superior livre, dos mecanismos de equilíbrio e propulsão do corpo como um todo (Fig. 4.1).

Articulação esternoclavicular

Com pequena estabilidade estática e grande estabilidade dinâmica, o ombro depende da ação integrada das estruturas anatômicas mencionadas, as quais são responsáveis pelos mecanismos de deslizamento e estabilização, que garantem a firme justaposição da cabeça do úmero à cavidade glenoidal, feita não só pela cápsula articular e pelos ligamentos, mas também pela ação do manguito rotador e da cabeça longa do músculo bíceps braquial.

 

Capítulo 5. Artroscopia do ombro: diagnóstico e tratamento

PDF Criptografado

150

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

5

Artroscopia do ombro: diagnóstico e tratamento

Glaydson Gomes Godinho

André Couto Godinho

Pedro Couto Godinho

Apesar de ter sido uma das primeiras articulações inves­ tigadas por artroscopia, somente no início da década de 1980

é que essa técnica começou a ganhar espaço na ­cirurgia de om­bro. Realizada, em princípio, com finalidade diag­nós­ti­ca, evo­luiu rapidamente como técnica cirúrgica devido às van­ tagens fundamentais ligadas à agressão mínima, ­so­bre­tu­do a preservação do músculo deltoide, fonte de graves com­ pli­cações em cirurgias abertas e, além disso, à recuperação fun­cio­nal mais rápida. Em 1987, Ellman1 descreveu a acro­ mioplastia artroscópi­ca, seguido por outros autores, co­mo

Altchek e colaboradores,2 Speer e colaboradores3 e Esch.4

No Brasil, a artroscopia de ombro foi realizada pela primeira vez pelo médico gaúcho Ivo Schmiedt, o qual apre­sen­­tou a nova técnica no congresso brasileiro de 1982 e p­ ublicou um artigo na Revista Brasileira de Ortopedia, em 1984.5

 

Capítulo 6. Alterações congênitas no cotovelo, punho e mão de crianças

PDF Criptografado

164

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

6

Alterações congênitas no cotovelo, punho e mão de crianças

Ricardo Kaempf de Oliveira

Carlos Irisarri Castro

Alterações congênitas são variações da normalidade ou deformidades diagnosticadas ao nascimento. Podem ser isoladas, quando restritas a um local específico, ou estar associadas a outras anormalidades sistêmicas ou a síndromes. “Imperfeições ao nascimento” ou alterações congênitas são relativamente comuns, sendo a grande maioria sem gravidade ou até imperceptível, consideradas características pessoais, como cor da pele, peso ou altura. Mesmo assim, a aparência estética pode causar impacto negativo, tanto para a criança quanto para os pais.

A realização de ecografias durante a gravidez permite o diagnóstico precoce de diversas alterações congênitas.

Os resultados, porém, devem ser analisados com cautela, já que, em alguns casos, a alteração pode não ser tão grave quanto parece, e, em outros, mesmo com exames normais, a criança nasce com alterações.

 

Capítulo 7. Antebraço, punho e mão do adulto

PDF Criptografado

212

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

7

Antebraço, punho e mão do adulto

Arlindo G. Pardini Jr.

Afranio D. Freitas

Kleber Elias Tavares

Doenças degenerativas e inflamatórias

Osteoartrite

Osteoartrite, osteoartrose, artrite degenerativa ou artri­ tismo são nomes comuns ao processo degenerativo cartila­ ginoso das articulações. Essa condição é caracterizada por dor articular, limitação dos movimentos, crepitação, derra­ me ocasio­nal e vários níveis de inflamação local, mas sem efeitos sis­tê­mi­cos. A osteoartrite, ou artrite degenerativa, atinge 85% das pes­soas na faixa etária dos 70 aos 79 anos.

Homens e mulhe­res são afe­tados na mesma proporção até os 45 anos; após essa idade, há grande prevalência no sexo fe­minino. Pou­co se conhece sobre a etiologia da osteoartri­ te, mas é possível agrupá-la em duas teorias:

••

A concentração de estresse e/ou a deformação do osso sub­condral, dependendo do grau de resistência desse osso, pode ocasionar a destruição de cartilagem hialina que apresenta elasticidade normal.

 

Capítulo 8. Reabilitação nas lesões não traumáticas do membro superior

PDF Criptografado

>   Reabilitação nas lesões não traumáticas do membro superior

8

Reabilitação nas lesões não traumáticas do membro superior

Arlindo G. Pardini Jr.

Paula Pardini Freitas

Angelica de Souza

Reabilitação do ombro

Para o sucesso do programa de reabilitação, é funda­ mental a realização de boa anamnese e avaliação funcional.

Par­tindo-se do diagnóstico médico, são aferidos dados im­ portantes, como força e trofismo muscular, amplitude arti­ cular e tes­tes funcionais, além da utilização de escores, co­ mo a escala da UCLA e o índice de Constant, valiosos na elaboração de pesquisas futuras.

O conhecimento das disfunções geradas pelas diver­ sas pa­tologias que acometem o ombro e seu prognóstico, da biomecânica do ombro e da fisiologia da cicatrização dos tecidos é necessário para a indica­ção adequada das mo­ dalidades fisioterapêuticas. P

­ rotocolos de reabilitação são elaborados para nortear estrategicamente o tratamento, mas são eficazes apenas quando adapta­dos às particularidades de cada caso, respeitando-se a ne­ces­si­da­­de de cada pacien­ te e as características de cada ­lesão. Este capítulo aborda­ rá a reabilitação funcional nas lesões não traumáticas mais frequentes do membro superior.

 

Capítulo 9. Quadril da criança e do adolescente

PDF Criptografado

238

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

9

Quadril da criança e do adolescente

Capítulo 9.1

Displasia do desenvolvimento do quadril

Sizínio Hebert

“Displasia do desenvolvimento do quadril” (DDQ) é uma expressão genérica que descreve um espectro de anormalidades anatômicas do quadril, as quais podem ser congênitas ou de desenvolvimento após o nascimento. A DDQ manifesta-se de várias formas, dependendo do grau de deslocamento, da idade do paciente no diagnóstico e no tratamento ou, ainda, da condição do quadril, se é instável, displásico, subluxado ou luxado.

A displasia implica progressiva deformidade do quadril, em que o fêmur proximal, o acetábulo e a cápsula são defeituosos. A luxação da cabeça do fêmur pode ocorrer no útero (fetal ou pré-natal), no nascimento (perinatal) ou depois dele (pós-natal). Os achados clínicos e radiográficos, assim como as modificações patológicas, dependem do tempo de deslocamento.

A luxação do quadril é dividida em três grandes categorias: a teratológica, que ocorre antes do nascimento e envolve graves deformidades do acetábulo, da cápsula e do fêmur proximal, associada a outras malformações, como mielomeningocele, artrogripose múltipla congênita, agenesia lombossacral e anomalias cromossômicas; a neurológica, em decorrência dos desequilíbrios musculares pós-natais, como na paralisia cerebral; e a típica, que ocorre em crianças normais, tema deste capítulo.

 

Capítulo 10. Quadril do adulto

PDF Criptografado

>   Quadril do adulto

10

Quadril do adulto

Carlos Roberto Schwartsmann

Leonardo Carbonera Boschin

A articulação coxofemoral é uma enartrose, mais precisamente uma diartrose esferoidal. O acetábulo hemisférico recebe e articula a cabeça femoral esférica. Ambas as superfícies articulares são recobertas por cartilagem em aproximadamente dois terços.

As principais funções do quadril são suportar o peso corporal e oferecer movimento compatível com a locomoção. Se for comparado com as grandes articulações, tem menor mobilidade. Depende pouco do seu arcabouço ósseo e de sua estabilidade e está relacionado aos curtos, longos e potentes músculos que circundam a articulação. Portanto, a patologia tenomusculocapsular é a mais frequente nessa articulação. O quadril tem maior mobilidade do que o joelho, o qual depende do formato dos ossos, mas, mais marcadamente, do seu complexo sistema ligamentar. Logo, suas patologias mais frequentes dependem do mau alinhamento e da instabilidade.

 

Capítulo 11. Osteotomias ao nível do quadril

PDF Criptografado

>   Osteotomias ao nível do quadril

11

Osteotomias ao nível do quadril

Roberto Guarniero

Para a realização de uma osteotomia, o planejamento pré-operatório é fundamental. O ato cirúrgico deve ser executado de modo adequado, e a fixação da osteotomia deve ser estável, de forma a permitir a mobilização precoce para o paciente. Conforme Macnicol,1 todo departamento de ortopedia precisa possuir uma equipe de cirurgiões com experiência e com os requisitos para realizar osteotomias, sobretudo as da região da articulação do quadril e do fêmur proximal; não se pode considerar esse procedimento operatório como uma arte “perdida” para a ortopedia pediátrica.

As osteotomias com maior indicação na prática clínica diária são as indicadas e realizadas na região do quadril e do fêmur proximal. Por esse motivo, este capítulo atém-se

à descrição apenas de tais osteotomias.

Os procedimentos realizados na região anatômica do

“quadril-fêmur proximal” constituem uma importante ferramenta cirúrgica para o realinhamento da cavidade acetabular, propiciando uma articulação do quadril biomecanicamente eficiente, com superfícies articulares de carga para um apoio praticamente normal. As osteotomias ao nível da bacia, ou pélvicas, são procedimentos que visam corrigir as displasias acetabulares, promovendo melhor cobertura da cabeça femoral.

 

Capitulo 12. Revisão de artroplastia total de quadril

PDF Criptografado

396

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

12

Revisão de artroplastia total de quadril

Milton Valdomiro Roos

Antero Camisa Junior

Bruno D. Roos

Ezequiel Moreno Ungaretti Lima

A cirurgia de revisão de artroplastia total do quadril

(RATQ) vem se tornando cada vez mais frequente. Isso se deve ao aumento significativo de pacientes submetidos a artroplastias primárias do quadril e à tendência de se operar indivíduos cada vez mais jovens, aliado ao aumento da longevidade e da atividade física dos indivíduos.

No passado, o conceito de revisão de artroplastia se resumia à retirada dos componentes de uma prótese com soltura para a implantação de outros, refazendo a biomecânica da articulação. Hoje, entretanto, as dificuldades nas revisões e as necessidades técnicas aumentaram, visto que pode-se estar diante da necessidade de revisar uma artroplastia que não esteja simplesmente com afrouxamento dos componentes, mas também com grande comprometimento do estoque ósseo ou que pode estar fixa, mas necessita ser revisada. Dentre essas situações, podem-se citar os casos de osteólise progressiva, que não evolui com soltura; desgaste do polietileno, que não afrouxa, necessariamente, os componentes da artroplastia; ou uma instabilidade que necessite de reposicionamento dos implantes.

 

Capítulo 13. Artoscopia do quadril

PDF Criptografado

>   Artroscopia do quadril

13

Artroscopia do quadril

P. David F. Gusmão

Marcus Vinicius Crestani

João Lopo Madureira Júnior

A primeira artroscopia de quadril foi realizada por

Takagi, em 1939,1 mas somente na década de 1980 entrou para o arsenal terapêutico e diagnóstico ortopédico. A popularidade desse procedimento está crescendo por conta do melhor entendimento das patologias do quadril e da otimização dos instrumentais. A articulação do quadril é um desafio para a artroscopia, em decorrência de sua morfologia – esferoide ou enartrose, da musculatura que a envolve, sendo mais profunda e difícil de ser acessada, associado ao revestimento capsular espesso e inelástico, que gera maior dificuldade do manuseio do instrumental cirúrgico.2

É importante entender que a artroscopia do quadril desenvolveu-se de forma diferente da aplicada nas articulações do joelho e do ombro. No tratamento desses locais, a artroscopia foi a ferramenta utilizada para abordar patologias já conhecidas e já tratadas de forma aberta convencional. No caso do quadril, novas doenças passaram a ser tratadas e, ao mesmo tempo, mais bem entendidas, por meio da artroscopia ou da cirurgia aberta. A compreensão da fisiopatologia das doenças e da biomecânica do quadril e de suas histórias naturais tem contribuído para que as formas de tratamento evoluam para procedimentos minimamente invasivos e que permitam sua resolução com eficácia e segurança.

 

Capítulo 14. Reabilitação funcional do quadril no adulto

PDF Criptografado

>   Reabilitação funcional do quadril no adulto

14

Reabilitação funcional do quadril no adulto

Débora Grace Schnarndorf

Fisioterapia na reabilitação do quadril

O tratamento fisioterapêutico nos casos de comprometimento do complexo do quadril busca a qualificação de suas principais funções, que são o deslocamento e as atividades de vida diária (AVDs), como sentar-se e levantar, subir e descer escadas e rampas, entre outros movimentos. O trabalho deve ocorrer no mais alto nível que o paciente possa atingir, respeitando-se o bom senso e as limitações que as circunstâncias patológicas apresentam, ou seja, com a amplitude de movimento (ADM) adequada às funções do paciente, força muscular suficiente para suportar as cargas impostas (massa corporal, gravidade, etc.) e estabilidade articular dentro da mobilidade necessária para cada função.

Tendo em vista que a reabilitação se refere ao processo ativo de normalização de variáveis que se encontram alteradas devido a uma doença, a uma lesão ou a uma cirurgia,

 

Capítulo 15. Joelho da criança e do adolescente

PDF Criptografado

>   Joelho da criança e do adolescente

15

Joelho da criança e do adolescente

Evando J. A. Góis

Lucio Ricieri Perotti

André Marcelo Okura

Anomalias congênitas da patela

As anomalias congênitas da patela estão relacionadas, basicamente, a alterações na sua forma, como patela bipartida, hipoplasia ou agenesia patelar. Observa-se com frequência que a hipoplasia ou agenesia patelar podem estar associadas à instabilidade ou à luxação da articulação femoropatelar. Algumas vezes, as malformações patelares estão associadas a síndromes específicas.

O tratamento depende da sintomatologia de cada indivíduo. Os pacientes portadores de hipoplasia patelar podem apresentar graus variados de subluxação e luxação.

O tratamento conservador está indicado nos casos em que há pouca sintomatologia ou nenhuma queixa com patela estável. O realinhamento cirúrgico deve ser reservado para os casos com subluxação recidivante ou habitual.

O realinhamento cirúrgico da patela pode ser proximal, distal ou ambos. Os relatos de bons resultados com a associação do realinhamento proximal e distal não são extensíveis a crianças de baixa idade, pois existe o risco de lesão fisária da tuberosidade anterior da tíbia nesse grupo de pacientes.

 

Capítulo 16. Joelho do adulto

PDF Criptografado

>   Joelho do adulto

Wilson Mello A. Jr.

Paulo César F. Penteado

Wander Brito

Gustavo Constantino de Campos

Xavier M. G. R. G. Stump

DISTÚRBIO FUNCIONAL DO JOELHO

Conceito do envelope de função

Se o joelho for considerado como um órgão cujas funções é absorver, transmitir e redirecionar forças no membro inferior, a abordagem se torna funcional. Assim, o tratamento das disfunções dessa articulação passa a ter por meta a restauração da função como um todo. Dye1 traduz de forma objetiva essa nova maneira de abordar a articulação do joelho: “[...] este pode ser comparado a uma transmissão mecânica biológica cujo propósito é aceitar redirecionar e dissipar cargas biomecânicas. A articulação femoropatelar pode ser visualizada como uma grande superfície de sustentação deslizante, com um sistema de transmissão vivo, de automanutenção e autorreparação. Os ligamentos podem ser visualizados como um sistema articulado e sensitivo, os meniscos como superfície sensitiva móvel. Os músculos, nessa analogia, funcionam como motores celulares vivos, que, em contração concêntrica, transmitem forças através do joelho e, em contração excêntrica, agem para absorver e dissipar cargas”.

 

Capítulo 17. Revisão de artoplastia total de joelho

PDF Criptografado

>   Revisão de artroplastia total de joelho

17

Revisão de artroplastia total de joelho

Marco Antônio Percope de Andrade

Túlio Vinícius de Oliveira Campos

O conhecimento dos princípios da revisão da artroplastia de joelho é fundamental para a realização do tratamento adequado. A longevidade da população e o número de indivíduos submetidos à artroplastia total de joelho têm crescido e são fatores contribuintes para que os procedimentos de revisão façam parte da rotina ortopédica dos hospitais de grande porte.1

A revisão da artroplastia de joelho tem como principais causas a falha séptica, a soltura asséptica e a instabilidade

(Fig. 17.1). Os maiores desafios para o procedimento são corrigir as perdas ósseas que são de diferentes graus, restaurar a altura da interlinha articular e conferir estabilidade em extensão e flexão ao conjunto. O sucesso da cirurgia de revisão depende do planejamento pré-operatório, da identificação das causas da falha, da obediência aos princípios técnicos e do seguimento pós-operatório adequado.

 

Capítulo 18. Reabilitação fisioterápica do joelho

PDF Criptografado

>   Reabilitação fisioterápica do joelho

18

Reabilitação fisioterápica do joelho

Silviane Vezzani

O joelho é uma das articulações mais estudadas pe­ la fisio­te­ra­pia em função da importância dessa articula­

ção e do núme­ro de lesões que ocorre nela. Com o pas­ sar dos anos, a fisio­te­ra­pia desenvolveu formas e métodos para melhor tratar o joe­lho, procurando aprofundar os co­ nhecimentos biome­câ­nicos e fisiológicos, além de resgatar conceitos. Este capítulo aborda a síndrome, ou disfunção, patelo­femoral e a tendinite patelar.

Síndrome patelofemoral

Tendo diagnóstico precisamente realizado, inter­ venções direcionadas aos componentes específicos do proble­ma do paciente (p. ex., dor, desequilíbrio muscular, retração mus­cular, alinhamento inadequado, etc.) podem ser i­niciadas. Existe uma variedade de técnicas de trata­ mento ­conservador, in­­cluindo terapia manual, modalidades eletroterapêuticas, ci­ne­­­­sio­terapia, bandagens funcionais,

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000269740
ISBN
9788582713778
Tamanho do arquivo
700 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados