Brincar e Interagir nos Espaços da Escola Infantil

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Crianças aprendem em todos os locais, internos ou externos, em interação com seus companheiros e com o espaço. À luz das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, os espaços são um eixo estruturante das propostas pedagógicas das instituições. Este livro contempla as especificidades da organização dos espaços para crianças que frequentam instituições de educação infantil no Brasil; fornece sugestões de materiais e orientações para sua disposição, a fim de qualificar os diferentes lugares da escola; e norteia o trabalho junto às crianças, entendendo o espaço da escola infantil como verdadeiro parceiro pedagógico, palco de interações e brincadeiras que lhes propiciam vida e prazer.

6 capítulos

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Capítulo 1. A organização dos espaços e dos materiais e o cotidiano na educação infantil

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A organização dos espaços e dos materiais e o cotidiano na educação infantil

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onforme já afirmamos anteriormente, as Diretrizes Curriculares da Educação Infantil (BRASIL, 2010), no item 7: organização de tempo, espaço e materiais, destacam que, para a efetivação de seus objetivos, as propostas pedagógicas das instituições de educação infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos.

Nessa perspectiva, entende-se que o espaço não é simplesmente um cenário na educação infantil. Na verdade, ele revela concepções da infância, da criança, da educação, do ensino e da aprendizagem que se traduzem no modo como se organizam os móveis, os brinquedos e os materiais com os quais os pequenos interagem. Sua construção, portanto, nunca é neutra, pois envolve um mundo de relações que se explicitam e se entrelaçam. A organização do espaço na educação infantil tem como premissa, portanto, o entendimento do espaço como parte integrante do currículo escolar e como parceiro pedagógico do educador infantil, profissional que exerce o importante papel de mediador nesse processo. Para compreender essa dinâmica, é crucial adentrar nos ambientes das creches e pré-escolas para, a partir dessa imersão, construir solidariamente um espaço que reflita a cultura, as vivências e as necessidades dos adultos e das crianças que nele habitam.

 

Capítulo 2. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infatil: brincar e interagir

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As Diretrizes Curriculares

Nacionais para a Educação Infantil: brincar e interagir

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documento que norteia e estabelece os princípios para a educação infantil no Brasil é o Parecer CNE/CEB nº 20/09 (BRASIL,

2009), que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEIs). Esse documento destaca que a organização dos espaços e dos materiais deverá prever estruturas que facilitem a interação das crianças, permitindo-lhes construir sua cultura de pares.

Destaca, ainda, que é indispensável o contato com a diversidade de produtos culturais (livros de literatura, brinquedos, objetos e outros materiais), com manifestações artísticas e com elementos da natureza.

Para tanto, existe a necessidade de uma infraestrutura e de formas de funcionamento da instituição que garantam, ao espaço físico, constituir-se como um ambiente que permita o bem-estar promovido pela estética, pela boa conservação dos materiais, pela higiene, pela segurança e, principalmente, pela possibilidade de as crianças brincarem e interagirem − eixos fundamentais que perpassam toda a estrutura das DCNEIs. Nesse aspecto, é importante ressaltar que os espaços destinados às crianças de diferentes faixas etárias não podem ser considerados como uma sala de aula na perspectiva tradicional, mas como um espaço de referência para os grupos de crianças.

 

Capítulo 3. O protagonista das crianças diante dos desafios dos objetos e dos materiais

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O protagonismo das crianças diante dos desafios dos objetos e dos materiais

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s mais novas abordagens acerca do fazer pedagógico na educação infantil têm trazido à tona a valorização do protagonismo das crianças, apostando em um novo currículo que, consequentemente, nos faz pensar em processo de aprendizagem, em valorização do ambiente como espaço de relações e em investimento na memória para tornar visível a aprendizagem das crianças.

Essa nova imagem, advinda desse protagonismo infantil, destaca duas características que precisam ser consideradas nesse cenário a competência e a curiosidade das crianças. Essa imagem e esse entendimento se contrapõem à ideia de uma criança previsível, que liberava o educador de muitos problemas, entre eles, o de saber sempre o que propor e com que finalidade. Esse novo paradigma requer uma grande transformação no papel do adulto nas ações desempenhadas junto às crianças.

Como já afirmamos nos capítulos anteriores, de detentor e centralizador de todas as ações, o educador passa a uma atuação descentralizada, em que a organização de contextos estruturantes para o desenvolvimento de experiências ricas que contemplem as mais diferentes linguagens infantis assume o lugar das práticas repetitivas, diretivas e sistematicamente coletivas. O sentimento de ansiedade vivido pelo professor na expectativa da obtenção do resultado esperado é substituído pelo prazer da troca e da partilha. Seguir um caminho traçado e predeterminado para as crianças trilharem é uma postura antagônica ao que se entende por aprender na perspectiva do protagonismo. Reafirmo: o papel do professor é o de organizar as oportunidades de apoio às experiências das crianças.

 

Capítulo 4. Brincar, explorar e interagir nos diferentes espaços das instituições de educação infantil

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Brincar, explorar e interagir nos diferentes espaços das instituições de educação infantil

U

ma importante reflexão remete-nos a considerar que a organização dos espaços não se restringe às salas de atividades. Entende-se que todos os espaços da instituição de educação infantil educam, e os postulados teóricos até aqui apontados são válidos para a sua organização. Desde o hall de entrada, os corredores, a cozinha, o refeitório, os banheiros e as salas de atividades múltiplas até os pátios internos e externos, o princípio norteador de sua organização é convidar as crianças a estar neles, a acolhê-las, a permitir estar junto uns com os outros. Em todos eles, destacam-se as necessidades afetivas, fisiológicas, de autonomia, de movimento, de socialização, de descoberta, de exploração e conhecimento que elas possuem. Portanto, todos esses espaços e ambientes devem facilitar o crescimento infantil em todas as suas potencialidades, respondendo às necessidades da criança de se sentir completa em termos biológicos e culturais.

 

Capítulo 5. Brincar, explorar e interagir nos espaços externos das instituições de educação infantil

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Brincar, explorar e interagir nos espaços externos das instituições de educação infantil

A

s crianças hoje, em sua grande maioria, veem-se privadas de desfrutar do espaço ao ar livre e de conviver com a natureza.

Muitas são as razões que corroboram tal evidência: uma sociedade que impõe uma infância que se distancia cada vez mais do brincar com a terra, com a água e com o fogo, elementos que estão presentes na vida ao ar livre; a violência dos centros urbanos; o pouco espaço deixado pelas construções; a identidade da escola infantil com um modelo tradicional que, para ser concebida como local que

“ensina”, deve ter prioritariamente mesas, berços, cadeiras e crianças que “aprendem passivamente”.

Cada vez mais se colocam lajes nos pátios, encurtando-se os horários de se estar nesses locais, com a desculpa de que o fato de as crianças encherem os sapatos com areia, sujarem-se com o barro ou se molharem com a água causa “transtornos e trabalho”.

Também existe a crença de que, para realmente aprenderem o que a escola tem de ensinar, as atividades com lápis e papel, realizadas em mesas, devem ser as mais importantes. Espera-se que a escola aposte na organização de contextos que sejam significativos para as crianças, que as coloquem em relação umas com as outras, que desafiem sua interação com diferentes materiais, que postulem o princípio de que todos os espaços são potencialmente promotores da brincadeira e da interação. Como já afirmamos, tal premissa legitima os eixos das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil − o brincar e o interagir −, que poderão nortear as propostas pedagógicas das instituições de educação infantil, concebendo a criança como protagonista capaz e competente, com muita energia e necessidade de exercitá-la. Isso também deverá acontecer nos espaços externos.

 

Capítulo 6. Para avaliar e refletir

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Para avaliar e refletir

O quadro apresentado a seguir tem o objetivo de nortear a observação do professor no sentido de orientar modificações que poderão ser feitas para qualificar os espaços externos.

Será que

Sim

Não

Providências

os espaços externos da instituição se constituem em uma alternativa para atuações diferenciadas dos envolvidos nos processos educativos da infância?

O

Ã

T

S

E

G

U

S

a organização do pátio prevê

áreas diferenciadas que contemplem as diferentes linguagens infantis?

a organização dos espaços externos permite a construção de novos arranjos, possibilitando a realização de múltiplas atividades nesses espaços? os materiais disponibilizados possibilitam interações diversificadas e promovem relações entre as crianças?

o espaço externo promove experiências significativas com o ambiente natural, como contato com areia, pedras, água, grama e diferentes tipos de vegetação?

 

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