Farmacobotânica

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Farmacobotânica foi elaborado com o objetivo de ser uma referência acessível sobre o assunto, nortear a prática e servir como arcabouço básico nas unidades curriculares dos cursos de graduação e pós-graduação relacionados ao uso de plantas medicinais - o que inclui a disciplina de Farmacobotânica, que passa a ter um olhar totalmente voltado à prática da Fitoterapia. O assunto é aqui abordado em caráter interdisciplinar e transversal entre os profissionais, abrangendo aspectos como o uso histórico de plantas medicinais pela sociedade, os diferentes fatores que afetam a produção de substâncias bioativas e seu uso no desenvolvimento de fármacos e o emprego das plantas por meio da Fitoterapia.

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Capítulo 1. Plantas medicinais: Histórico e conceitos

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PLANTAS MEDICINAIS:

HISTÓRICO E CONCEITOS

Clara Lia Costa Brandelli

Objetivos de aprendizagem

Definir conceitos relevantes à farmacobotânica.

Esquematizar uma linha do tempo sobre a história do uso de plantas

medicinais.

Identificar os principais marcos da história de utilização de plantas medicinais no Brasil.

Diferenciar plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos.

Discutir o cenário atual do uso de plantas medicinais e seus derivados no

Brasil e no mundo.

INTRODUÇÃO

A história do uso de plantas medicinais, desde os tempos remotos, tem mostrado que elas fazem parte da evolução humana e foram os primeiros recursos terapêuticos utilizados pelos povos. Pode-se afirmar que o hábito de recorrer às virtudes curativas de certos vegetais se trata de uma das primeiras manifestações do antiquíssimo esforço do homem para compreender e utilizar a natureza como réplica a uma das suas mais antigas preocupações, aquela originada pela doença e pelo sofrimento.

 

Capítulo 2. Etnobotânica

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ETNOBOTÂNICA

Clara Lia Costa Brandelli

Objetivos de aprendizagem

Definir etnobiologia e etnobotânica.

Citar as abordagens e ramificações da etnobiologia.

Explicar o caráter interdisciplinar da etnobotânica.

Relacionar a etnobotânica à etnofarmacologia.

Listar as contribuições e possibilidades oriundas da etnobotânica.

Explicar a importância e as formas de dar retorno às populações sobre as

informações adquiridas em estudos etnobotânicos.

INTRODUÇÃO

Como foi visto no Capítulo 1, a utilização de plantas como medicamentos pela humanidade é tão antiga quanto a história do homem. Desde tempos remotos, os seres humanos usam substâncias químicas derivadas da natureza

− plantas, animais e microrganismos – para atender às suas necessidades básicas, incluindo a prevenção e o tratamento de doenças. O homem acumulou informações sobre o ambiente que o cerca e, sem dúvida, esse conhecimento foi completamente baseado em suas observações diárias e constantes dos fenômenos e características da natureza.

 

Capítulo 3. Partes das plantas: raiz, caule, flor, folhas, frutos e sementes

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3

PARTES DAS PLANTAS:

RAIZ, CAULE, FLOR, FOLHAS,

FRUTOS E SEMENTES

Siomara da Cruz Monteiro

Objetivos de aprendizagem

Definir raiz, caule, flor, folhas, frutos e sementes.

Explicar quais são as principais funções das partes das plantas.

Descrever a estrutura física das partes das plantas.

Discutir o potencial medicinal das partes das plantas.

INTRODUÇÃO

Hoje em dia já se sabe, por meio de publicações científicas e aprovações de novos medicamentos, que as plantas medicinais vão muito além da magia ou do conhecimento popular. Conhecer a biodiversidade e a utilização das plantas para uso medicinal torna-se essencial para um maior aproveitamento dos vegetais a favor da prevenção e da promoção da saúde.

O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo e, consequentemente,

é a maior fonte de raízes, caules, folhas, flores, frutos e sementes que contêm potencialmente matérias-primas para novos medicamentos. Além disso, muitas pessoas utilizam as partes das plantas, como as folhas, no preparo de chás curativos.

 

Capítulo 4. Características adaptativas das plantas

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CARACTERÍSTICAS

ADAPTATIVAS DAS PLANTAS

Siomara da Cruz Monteiro

Objetivos de aprendizagem

Listar as premissas que dão base às adaptações sofridas pelos vegetais.

Diferenciar o impacto construtivo de estresse destrutivo na questão da

adaptabilidade das plantas.

Distinguir: adaptação modulativa, modificativa e evolutiva.

Explicar a influência de fatores climáticos, como a resistência a baixas temperaturas e ao calor, na adaptabilidade das plantas.

INTRODUÇÃO

A ecologia científica se ocupa das interações entre os organismos e seu meio ambiente. Ela abrange todos os níveis de integração, do organismo individual até a biosfera. Neste capítulo, será abordada a ecologia das plantas, com ênfase na questão adaptativa.

Para essa discussão, é relevante conhecer algumas premissas, fundamentadas por vários estudiosos, que embasam as adaptações que os vegetais podem sofrer:

toda

população crescente não perturbada atinge uma limitação de recursos;

 

Capítulo 5. Metabolismo vegetal

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5

METABOLISMO VEGETAL

Clara Lia Costa Brandelli

Objetivos de aprendizagem

Definir metabolismo.

Diferenciar o metabolismo primário do metabolismo secundário dos

vegetais.

Esquematizar as rotas biossintéticas do metabolismo secundário das plantas.

Classificar os metabólitos secundários.

Citar as características e as funções dos principais metabólitos secundários presentes nas plantas.

Listar os fatores que influenciam a síntese de metabólitos secundários nos vegetais.

INTRODUÇÃO

Uma das características dos seres vivos é a presença de atividade metabólica. As reações que ocorrem são catalisadas por uma gama de enzimas, trazendo os seguintes benefícios para o organismo:

suprimento

de energia; das moléculas;

garantia da continuidade do estado organizado.

renovação

► Definição

Metabolismo: conjunto total das transformações químicas das moléculas orgânicas que acontecem continuamente nas células vivas.

 

Capítulo 6. Substâncias bioativas

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SUBSTÂNCIAS BIOATIVAS

Clara Lia Costa Brandelli

Patrícia de Brum Vieira

Objetivos de aprendizagem

Definir substância bioativa.

Descrever as origens das substâncias bioativas.

Caracterizar e classificar os principais compostos que constituem as

substâncias bioativas: compostos fenólicos, terpenos e alcaloides.

Associar determinadas substâncias bioativas a atividades biológicas e aplicações farmacêuticas, cosméticas e/ou alimentícias.

INTRODUÇÃO

Nos últimos tempos, substâncias bioativas vêm despertando o interesse de diversas áreas, como farmacologia, cosmetologia e indústria alimentícia. Esse tema tem grande potencial e está em franco desenvolvimento, resultando em trabalhos de pesquisa cada vez mais numerosos. Apesar do número significativo de pesquisas, sua definição é ambígua e pouco clara. Assim, o que é uma substância bioativa?

Em etimologia, o termo “bioativo” é formado por duas palavras: “bio” e

 

Capítulo 7. Produtos naturais e o desenvolvimento de fármacos

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PRODUTOS NATURAIS E

O DESENVOLVIMENTO

DE FÁRMACOS

Clara Lia Costa Brandelli

Objetivos de aprendizagem

Citar os marcos históricos da relação entre plantas medicinais e

desenvolvimento de fármacos.

Explicar por que a indústria farmacêutica voltou a se interessar pelos produtos naturais após um período de desinteresse no fim do século XX.

Diferenciar as abordagens utilizadas no estudo de plantas medicinais para investigar novas moléculas bioativas.

Listar as etapas da pesquisa e do desenvolvimento de fármacos a partir de plantas medicinais.

Discutir a adequação da flora brasileira ao desenvolvimento de novos fármacos.

Descrever a potencialidade de protótipos a partir de produtos naturais para o desenvolvimento de fármacos.

INTRODUÇÃO

Os produtos naturais são utilizados pela humanidade desde tempos imemoriais. A natureza sempre despertou no homem um fascínio, não só por oferecer recursos para sua alimentação e manutenção, como também por ser sua principal fonte de inspiração e aprendizado.

 

Capítulo 8. Aspectos moleculares e genèticos da produção vegetal

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ASPECTOS MOLECULARES

E GENÉTICOS DA

PRODUÇÃO VEGETAL

Clara Lia Costa Brandelli

Nelson Alexandre Kretzmann Filho

Objetivos de aprendizagem

Conceituar gene e genética.

Diferenciar fenótipo de genótipo e heterozigoto de homozigoto.

Explicar como ocorrem as mutações gênicas e quais são as suas

consequências.

Citar ferramentas utilizadas para a caracterização molecular de plantas.

Discutir as aplicações da biotecnologia e da engenharia genética ao

melhoramento de plantas.

Listar as vantagens da engenharia genética em relação ao melhoramento convencional de plantas.

INTRODUÇÃO

Os seres vivos constituídos de biomoléculas básicas e a interação entre elas define o que eles são. Acredita-se que suas características sejam determinadas pela herança genética e que essa definição seja acompanhada pela expressão ou não de determinados genes. Esses genes podem, sozinhos (características monogênicas) ou em colaboração com outros genes (características multifatoriais), determinar a manifestação dessas características.

 

Capítulo 9. Introdução à fitoterapia: conceitos e definições

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9

INTRODUÇÃO À FITOTERAPIA:

CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Clara Lia Costa Brandelli

Objetivos de aprendizagem

 Listar as razões para a recente renovação do interesse por plantas medicinais.

Definir planta medicinal, medicamento fitoterápico e fitoterapia.

Diferenciar planta medicinal de fitoterápico.

Explicar por que o mercado brasileiro de fitoterápicos é pouco competitivo.

Identificar as normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

(Anvisa) referentes a fitoterápicos.

Citar vantagens e desvantagens do uso de fitoterápicos.

INTRODUÇÃO

A natureza foi a primeira fonte de remédio e também a primeira farmácia a que o homem recorreu. Desde o início da história da humanidade até o fim do século XX, a população buscou nas plantas medicinais a cura e o alívio para diversas doenças. O homem pré-histórico já utilizava e possuía conhecimento para diferenciar as plantas comestíveis daquelas que podiam auxiliar na cura de alguma enfermidade. Imagina-se que a utilização das plantas terapêuticas pelo homem tenha iniciado por meio da observação dos animais.

 

Capítulo 10. Uso racional de medicamentos fitoterápicos e prescrição

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10

USO RACIONAL

DE MEDICAMENTOS

FITOTERÁPICOS E PRESCRIÇÃO

Clara Lia Costa Brandelli

Luciana Signor Esser

Objetivos de aprendizagem

Definir uso racional de medicamentos (URM).

Discutir os problemas relacionados ao URM fitoterápicos e plantas

medicinais.

Listar os avanços que indicam a tendência à racionalização do uso de fitoterápicos e plantas medicinais no Brasil.

Relacionar os principais fitoterápicos utilizados no Brasil com suas respectivas interações medicamentosas.

INTRODUÇÃO

Considerando as diversidades regionais e a extensa flora que é encontrada no

Brasil, estabelecer relações racionais quanto ao uso de fitoterápicos e plantas medicinais pode evitar o uso indiscriminado e, às vezes, prejudicial dessa alternativa terapêutica. Desde que os fitoterápicos começaram a fazer parte das relações de medicamentos essenciais, surgiram os primeiros passos para um uso racional. Isso auxilia os profissionais da saúde a desenvolver ações com medicamentos que apresentem eficácia comprovada e com o menor custo possível, tanto para os usuários quanto para o sistema.

 

Capítulo 11. Política nacional de plantas medicinais e fitoterápicos

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11

POLÍTICA NACIONAL DE

PLANTAS MEDICINAIS E

FITOTERÁPICOS

Clara Lia Costa Brandelli

Objetivos de aprendizagem

Discutir os conhecimentos necessários e o papel do profissional de saúde

na indicação de fitoterápicos.

Explicar por que o Brasil tem grande potencial para a utilização de plantas medicinais.

 Diferenciar e relacionar medicina tradicional (MT) e medicina complementar e alternativa (MCA).

Citar as principais políticas e programas relacionados a MT/MCA no Brasil, bem como seus objetivos.

Listar as ações em foco referentes à inserção de plantas medicinais e fitoterápicos no SUS.

INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que práticas de saúde não convencionais, como acupuntura, fitoterapia e técnicas manuais, estão ganhando espaço e se desenvolvendo constantemente, com o objetivo de complementar as terapias medicamentosas alopáticas (ORGANIZAÇÃO

MUNDIAL DA SAÚDE, 2008). A fitoterapia e o uso de plantas medicinais fazem parte da MT, pois abordam um conjunto de saberes populares nos diversos usuários e praticantes, principalmente pela tradição passada de geração para geração. Trata-se de uma forma extremamente eficaz e alternativa de atendimento primário à saúde, que pode complementar o tratamento comumente empregado, sobretudo para a população de menor renda.

 

Capítulo 12. Desenvolvimento, produção e controle de qualidade de fitoterápicos

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12

DESENVOLVIMENTO,

PRODUÇÃO E CONTROLE

DE QUALIDADE DE

FITOTERÁPICOS

Clara Lia Costa Brandelli

Tatiana Diehl Zen

Objetivos de aprendizagem

Explicar a importância da Farmacopeia Brasileira para a padronização dos

procedimentos relativos ao desenvolvimento de fitoterápicos.

Listar os principais aspectos referentes ao desenvolvimento, à produção e ao controle de qualidade de fitoterápicos.

Reconhecer produtos tradicionais fitoterápicos.

Diferenciar as principais formas farmacêuticas utilizadas em fitoterapia.

Citar as principais técnicas de extração de drogas vegetais.

Identificar as especificações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para materiais de origem vegetal.

INTRODUÇÃO

Como já foi visto, desde a Antiguidade as plantas são utilizadas com fins medicinais, para tratar de males que atingem nosso organismo. Muitos relatos de uso dessas plantas são de antes de Cristo e foram passados de geração a geração, até chegarem à atualidade. E quando se fala em atualidade, é preciso considerar critérios para a seleção, o desenvolvimento, a produção e o controle de qualidade desses medicamentos.

 

Capítulo 13. Plantas tóxicas

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PLANTAS TÓXICAS

Clara Lia Costa Brandelli

Flávia Gontijo de Lima

Objetivos de aprendizagem

Discutir a importância de reconhecer os efeitos tóxicos das plantas

medicinais e dos fitoterápicos.

Relacionar determinados metabólitos secundários a seus respectivos efeitos tóxicos.

Identificar as vias pelas quais os princípios tóxicos podem entrar na cadeia alimentar humana.

Listar os fatores que podem influenciar a toxidez de uma planta.

INTRODUÇÃO

O emprego de vegetais como alimento, medicamento ou cosmético se perde na história do homem na face da Terra. Estudos de arqueologia demonstram que há mais de 3 mil anos as ervas já eram utilizadas para esses fins. A fitoterapia, ou terapia pelas plantas, era conhecida e praticada pelas civilizações antigas. Nos dias de hoje, em todos os países, as plantas medicinais ainda são usadas, tanto como matérias-primas para a produção industrial quanto como compostos fitoterápicos para o tratamento de diversas enfermidades.

 

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