Fisioterapia Neonatal e Pediátrica

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Esta obra retrata a experiência clínica e científica dos profissionais do Departamento Materno-infantil do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e oferece a estudantes e profissionais de fisioterapia um guia completo e atualizado para o atendimento da população neonatal e pediátrica. • Enfoques respiratório e motor, referentes à assistência hospitalar. • Destaque para os principais protocolos utilizados no HIAE. • Abordagem de aspectos como humanização, qualidade e segurança, que envolvem a assistência de forma diferenciada. • Ilustrações que contribuem ao entendimento, possibilitando uma terapêutica mais aprimorada. • Website com questões de revisão, também disponibilizadas ao final dos capítulos, e com imagens coloridas.

20 capítulos

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1. Fisioterapia: evolução e perspectivas

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Fisioterapia: evolução e perspectivas

Cristiane do Prado

Luciana Assis Vale

INTRODUÇÃO

A fisioterapia respiratória neonatal e pediátrica é uma abordagem terapêutica relativamente recente e está em constante evolução, especialmente nos grandes cen­tros fisioterapêuticos. O desenvolvimento de novas terapêuticas e a incorporação de avanços tecnológicos causaram enorme impacto na sobrevida de neonatos e crianças. Os avanços com relação à sobrevida, no entanto, vieram acompanhados de maior morbidade e agravantes que impactaram na qualidade de vida desses pacientes. Nesse contexto, foram necessários o aperfeiçoamento e o desenvolvimento científico na prática da medicina, além da consequente especialização do fisioterapeuta respiratório.

Histórico da fisioterapia no Brasil

O desenvolvimento da fisioterapia não difere muito do que historicamente aconteceu com todas as profissões da área da saúde. Primeiramente, sua prática foi instituída e depois houve o reconhecimento dos cursos de formação e do profissional.

 

2. Anatomia e fisiologia respiratória do neonato e da criança

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Anatomia e fisiologia respiratória do neonato e da criança

Aline Rabelo Fernandes

Felipe de Souza Rossi

Introdução

A formação e o crescimento do sistema respiratório em indivíduos saudáveis não ocorrem em um padrão simétrico e rígido antes e após o nascimento. Essa forma de crescimento desigual é um fenômeno biológico com distinções consideráveis entre pessoas e gêneros. A diferença de desenvolvimento e a variabilidade natural do número de alvéolos e das dimensões das vias aéreas poderão determinar risco para o aparecimento de doenças ou padrões de sintomas respiratórios mais graves. As crianças e, principalmente, os neonatos apresentam certas características anatomofisiológicas que as tornam mais vulneráveis aos quadros de insuficiência respiratória quando comparadas aos adultos. A importância do conhecimento da anatomia e da fisiologia, desde o período fetal, decorre do fato de o crescimento e o desenvolvimento do sistema respiratório já estarem programados desde a vida intrauterina. Há muitas razões para acreditar que, uma vez que a estrutura básica do sistema respiratório tenha sido alterada durante as fases embrionária e fetal, sua anatomia e fisiologia estarão comprometidas ao longo da vida.1,2

Neste capítulo, serão abordadas algumas particularidades do sistema respiratório do recém-nascido e da criança e os principais conceitos da fisiologia pulmonar que servem de embasamento para a fisioterapia respiratória.

 

3. Avaliação respiratória

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Avaliação respiratória

Gisele Cristina Zamberlan

Marcio Aparecido de Oliveira

Introdução

Para adequada avaliação do sistema respiratório, bem como de outros sistemas, torna‑se necessário o uso de informações, observacionais, táteis, auscultatórias e clínicas. A abordagem e a metodologia para a obtenção dessas informações vêm sendo aprimoradas ao longo dos tempos, possibilitando uma interpretação mui‑ to mais ampla e objetiva dos achados relevantes à abordagem do paciente.1

Para realizar o exame do sistema respiratório, o fisioterapeuta deve ter conheci‑ mento sobre as técnicas mais adequadas, para, então, a partir dessas informações, poder definir:

• objetivos do tratamento;

• técnicas terapêuticas mais indicadas para o quadro apresentado;

• possíveis prognósticos funcionais;

• evolução do paciente mediante o plano terapêutico implementado.

Isso possibilitará ajustes essenciais para alcançar os objetivos propostos ou a modificação destes.1,2

 

4. Instrumentos de avaliação respiratória

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Instrumentos de avaliação respiratória

Natasha Nicholson de Santa Maria

Albert Bousso

Introdução

A monitoração respiratória é definida como a avaliação do comportamento do sistema respiratório. Essa monitoração é de grande importância para gerenciar a conduta e a evolução da doença. Vários métodos e instrumentos surgiram ao longo dos anos tornando mais sofisticado o conhecimento do sistema respiratório. Os objetivos deste capítulo são descrever as características e as evidências dos principais instrumentos de avaliação utilizados no cotidiano hospitalar que embasam a assistência da fisioterapia.

Oximetria de pulso

A oximetria de pulso é um dos métodos não invasivos de monitoração respiratória mais utilizados nas unidades de internação, principalmente nas unidades de terapia intensiva neonatal, pediátrica e adulta, em razão do baixo custo, da praticidade e da facilidade de manuseio.

Para compreender e aplicar a oximetria de pulso, é preciso relembrar dos princípios do transporte de O2 e a curva de dissociação da hemoglobina (Hb).

A simples equação deve ser considerada:

 

5. Oxigenoterapia e ventilação manual

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Oxigenoterapia e ventilação manual

Celso Moura Rebello

Luciana Branco Haddad

Introdução

A descoberta do oxigênio (O2) foi relatada inicialmente por Joseph Priestly em

1774, quando, ao aquecer o óxido de mercúrio vermelho, obteve um gás incolor. Ao inalar esse gás, Priestly descreveu uma sensação de “respirar mais suave”.1

Posteriormente, em 1777, Antonie Lavoisier repetiu com sucesso essa ex­pe­riên­ cia e deu o nome de oxigênio ao gás descoberto por Priestly. Chaussier foi o primei­ ro a utilizá-lo para tratar recém‑nascidos (RN) com insuficiência respiratória; ape­ nas nos últimos 75 anos, a oxigenoterapia começou a ser estudada, e há algumas décadas é frequentemente utilizada na assistência de RN e crianças com insuficiên­ cia respiratória.2

A oxigenoterapia consiste na oferta de O2 em uma concentração superior à en­ contrada no ambiente, visando a tratar ou corrigir sintomas ou manifestações da hipóxia. O ar ambiente é composto por 20,93% de O2, 78% de nitrogênio (N2),

 

6. Recursos e técnicas respiratórias

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Recursos e técnicas respiratórias

Michele Chiacchio Choukmaev

Olivia de Maio Lenzi Cerri

Introdução

Tradicionalmente, a fisioterapia respiratória auxilia no tratamento preventivo e curativo de diversas doenças pulmonares. Com essa finalidade, várias técnicas fisioterapêuticas específicas são utilizadas, visando a otimizar a higiene brônquica, melhorar a ventilação e a homeostase, prevenir a obstrução e o acúmulo de secreção brônquica, melhorar a endurance muscular, reduzir os gastos energéticos durante a respiração, manter ou melhorar a mobilidade da caixa torácica e promover maior efetividade da tosse.1

A fisioterapia respiratória pediátrica começou a se desenvolver entre os anos de

1950 e 1960, em função das epidemias de poliomielite. Naquele período, as técnicas utilizadas eram uma adaptação dos métodos anglo-saxões aplicados em adultos, como a tapotagem (percussão) e a drenagem postural.2,3 A partir da década de

1960, novas técnicas baseadas na modulação do fluxo expiratório foram descritas.4

 

7. Ventilação mecânica não invasiva

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Ventilação mecânica não invasiva

Ana Cristina Zanon Yagui Okada

Luciana Assis Vale

Introdução

A primeira descrição da ventilação mecânica não invasiva (VNI) foi a partir da utilização da pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), em 1971 por Gregory et al., apud Courtney e Barrington,1 em doenças de membrana hialina. O modelo idealizado na época apresentava um fluxômetro, um aquecedor/umidificador, uma interface neonatal e um selo d’água (Figura 7.1). Inicialmente se usavam máscaras faciais (Figura 7.2) com altas pressões e não se sabia exatamente quais efeitos a VNI apresentava ou como as utilizar. O uso das prongas, peças nasais para aplicação de CPAP necessárias aos recém-nascidos (RN) e lactentes por serem respiradores essencialmente nasais, foi descrito por Kattwinkel et al. em 1973, apud Courtney e Barrington.1

Desde então, o uso da VNI em neonatologia e pediatria vem sendo estudado e utilizado em grande escala. Atualmente, há evidências de melhora clínica em algumas situações, mas estudos randomizados ainda são necessários para comprovar e comparar os benefícios apresentados pelas diversas modalidades, parâmetros, interfaces e tipos de aparelhos.1-4

 

8. Parada cardiorrespiratória

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Parada cardiorrespiratória

Adalberto Stape

Cristiane do Prado

Introdução

A parada cardiorrespiratória (PCR) é definida como a cessação da atividade mecâ‑ nica cardíaca, determinada pela ausência de pulso central palpável e de resposta aos estímulos (inconsciência) e respiração irregular (apneia ou respiração agôni‑ ca – gasping). A PCR em crianças, diferentemente do que ocorre com o adulto, na maioria das vezes, é o resultado final da deterioração da função respiratória ou do choque, que leva à hipoxemia e à acidose progressivas, com parada cardíaca se‑ cundária. Consequentemente, o ritmo cardíaco terminal mais comum é a bradi‑ cardia com progressão para assistolia. A parada cardíaca primária súbita é evento raro na faixa pediátrica e mais frequente em adultos, sendo provocada pelo desen‑ volvimento de arritmias cardíacas, fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventri‑ cular (TV).1

A maioria das paradas cardíacas pediátricas ocorre em ambiente pré‑hospitalar e é decorrente de causas heterogêneas, incluindo a síndrome da morte súbita no recém‑nascido (RN), asfixia, trauma, afogamento por submersão, envenenamento

 

9. Fisioterapia nas doenças respiratórias do período neonatal

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Fisioterapia nas doenças respiratórias do período neonatal

Carolina Lopes da Cruz

Danielle Eugenia Ribeiro

Introdução

Com o passar dos anos, houve uma grande necessidade de levar a verdade aos conhecimentos e o empirismo foi substituído pela evidência. Assim, grandes ensaios clínicos foram planejados para comprovar ou refutar determinada experiên­cia clínica, de tal forma a obter provas de que a prática é benéfica ao paciente.

A fisioterapia respiratória no período neonatal seguiu um caminho paralelo e, atualmente, o seu real papel em alterar a evolução de neonatos com intercorrências respiratórias muitas vezes é questionado.1-4

Os avanços na assistência perinatal – como o uso de corticosteroide antenatal, o desenvolvimento de novas estratégias ventilatórias e de técnicas sofisti­cadas de monitoração, o aperfeiçoamento e a especialização da equipe multiprofissional da unidade de terapia intensiva (UTI) – têm permitido o aumento da sobrevida de recém-nascidos (RN) que apresentam insuficiência respiratória, em particular dos neonatos mais imaturos. Apesar desses progressos, as afecções do trato respiratório ainda constituem uma causa importante de morbimortalidade no período neonatal e com frequência prolongam o tempo de internação hospitalar, limitando o prognóstico desses pacientes.3,4

 

10. Fisioterapia nas doenças respiratórias da infância

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Fisioterapia nas doenças respiratórias da infância

Patrícia Gombai Barcellos

Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho

Introdução

As doenças respiratórias são a causa mais frequente de morbidade na faixa etária pediátrica. Há descrição mundial de que essa população apresente entre 4 e 8 episódios/ano nos 5 primeiros anos de vida.1 Neste capítulo, é abordada a atuação da fisioterapia nas três principais doenças respiratórias da infância:

1. Bronquiolite aguda: é a doença mais frequente nos lactentes, com baixa mortalidade em pacientes previamente hígidos (< 1%).2

2. Pneumonia: está entre as doenças mais frequentes na infância, responsável por

20% das causas de mortalidade infantil no mundo.3

3. Crise asmática: tem uma prevalência de 10 a 20% na população pediátrica brasileira e é a quarta causa de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) do

Brasil.4

Os objetivos deste capítulo são: descrever as principais características da bronquiolite aguda, pneumonia e asma, e abranger os aspectos anatômicos e fisiológicos, a prática clínica e as evidências científicas que embasam a fisioterapia respiratória nessas doenças.

 

11. Abordagem fisioterapêutica em situações especiais

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Abordagem fisioterapêutica em situações especiais

Giselle de Castro

Maria Cláudia Brandão de Oliveira

Introdução

A intervenção fisioterapêutica tem papel de destaque na avaliação e no tratamento de crianças hospitalizadas. A indicação precisa e o tratamento precoce influem diretamente na prevenção da perda funcional e na minimização das deformidades e atitudes posturais inadequadas diante das doenças do sistema cardiovas­cular, musculoesquelético e sistema nervoso central (SNC).

Os principais objetivos da fisioterapia nos pacientes pediátricos em situações especiais vão desde o preventivo, evitando sequelas incapacitantes e passando pelo restaurativo, na promoção do maior nível de independência funcional, até o paliativo, que visa a reduzir complicações pulmonares, circulatórias e musculoesqueléticas. A fisioterapia deve ser instituída precocemente e de maneira efetiva, proporcionando, assim, uma melhor qualidade de vida.

Neste capítulo, são abordados considerações clínicas, fisiopatológicas e o papel da fisioterapia nas situações especiais, bem como o manejo de pacientes em oncologia, vítimas de acidentes por submersão, cardiopatias e crianças submetidas à neurocirurgia. Atualmente, a atuação da fisioterapia não se limita apenas aos pacientes acometidos por problemas pulmonares, mas abrange também aqueles com diferentes afecções em diversos sistemas.1

 

12. Cuidados com o paciente sob ventilação mecânica

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Cuidados com o paciente sob ventilação mecânica

Rodrigo Otávio Toyoshima Greenfield

Valéria Carrer

Introdução

Atualmente, a fisioterapia respiratória tem desempenhado um importante papel nas unidades de terapia intensiva (UTI) neonatal e pediátrica, auxiliando no ma‑ nejo da ventilação pulmonar mecânica (VM). Pacientes com vias aéreas artificiais necessitam de cuidados específicos, visando a preservar a permeabilidade das vias aéreas, minimizar a lesão da mucosa traqueal ou nasal e prevenir infecções associa‑ das à VM.1,2

Neste capítulo, são abordados alguns cuidados que são de responsabilidade do fisioterapeuta, entre eles, fixação e posicionamento do tubo endotraqueal, monito‑ ração da pressão do cuff, determinação dos sistemas de umidificação e aspiração, cuidados com a traqueostomia e prevenção da pneumonia associada à VM.

Cuidados com as vias aéreas

Fixação e posicionamento do tubo endotraqueal

A adequada fixação e o correto posicionamento do tubo são aspectos importantes no cuidado das vias aéreas e devem ser realizados sistematicamente pela equipe assistente.2

 

13. Administração inalatória de medicações e gases

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Administração inalatória de medicações e gases

Milena Siciliano Nascimento

Raquel Caserta Eid

Introdução

A administração inalatória de medicamentos e/ou gases é conhecida como inalote‑ rapia. A descrição histórica do uso da via inalatória para administração de medica‑ mentos é bastante antiga, com relatos de sua aplicabilidade desde 2000 a.C. No século XIX, esse tipo de tratamento foi introduzido na Europa, após o retorno de navegadores da Índia, onde seu uso se tornou popular com a adição de medica‑ mentos em água fervente para que os pacientes pudessem inalar seu vapor.1

Na década de 1930, iniciaram‑se os estudos sobre aerossóis; porém, somente na década de 1950 a via inalatória se consolidou como a principal via de administra‑

ção de medicamentos em doenças respiratórias obstrutivas, coincidindo com o sur‑ gimento dos aerossóis dosimetrados (AD) em 1956.1,2

Especificamente em pediatria, o grande impulso da inaloterapia ocorreu a partir da década de 1990, com o desenvolvimento de diferentes dispositivos que melho‑ ram a deposição pulmonar, como os espaçadores, que eliminam a necessidade da técnica correta e ampliam a utilização em crianças menores.3

 

14. Transporte do paciente sob ventilação pulmonar mecânica

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14

Transporte do paciente sob ventilação pulmonar mecânica

Erica Albanez Giovanetti

Eduardo Juan Troster

Introdução

A história do transporte de pacientes teve seu início em ações militares, tendo como referência o primeiro sistema de transporte criado pelos romanos na tentativa de retirar os feridos do campo de batalha. Em 1792, o cirurgião de Napoleão Bonaparte criou as primeiras ambulâncias volantes para transportar rapidamente os feridos. A primeira descrição de transporte aéreo data de 1870 durante a Guerra Franco-prussiana, na qual 160 feridos foram removidos por balões de ar quente. Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, o exército utilizou aeroplanos para evacuar soldados e civis.

No entanto, foi a utilização dos helicópteros na Guerra da Coreia e Vietnã que despertou o maior avanço na área de transporte hospitalar, gerando grande in­ fluên­cia no desenvolvimento dos sistemas de emergências médicas.1

A razão básica de transportar um paciente, seja crítico ou não, é buscar serviços adicionais (tecnologia de ponta e/ou áreas especializadas) não disponíveis no local onde o paciente está.1,2

 

15. Mobilização precoce

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15

Mobilização precoce

Mônica Lazzari Dalarmelino

Renata Remondini

Introdução

Os primeiros relatos de acometimentos do sistema neuromuscular em pacientes de alta complexidade ocorreram na década de 1950,1 mas somente na década de 1970 esses distúrbios foram associados ao processo inflamatório do estado crítico2 e ao potencial efeito lesivo de determinados fármacos.3 Na década de 1980, surgiu o termo polineuropatia no paciente crítico, observando‑se uma redução da condu‑

ção nervosa periférica e acometimento axonal na biópsia.4

Nos últimos anos, muitos pesquisadores têm se dedicado ao estudo de fatores que proporcionem melhora da qualidade de vida e retorno à funcionalidade pré‑mórbida dos pacientes críticos. Pacientes em unidade de terapia intensiva

(UTI) podem adquirir complicações neuromusculares graves e de longa duração em razão da imobilização prolongada no leito.

Para amenizar os efeitos deletérios decorrentes da imobilidade, há um crescente interesse na terapia com mobilização precoce, tanto em adultos quanto em crian‑

 

16. Abordagem motora do neonato

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Abordagem motora do neonato

Sandra Harumi Murakami

Ana Paula Arata dos Santos

Introdução

O crescente desenvolvimento da medicina fetal e os avanços tecnológicos contri­ buí­ram para o aumento significativo na sobrevida dos recém‑nascidos pré‑termos

(RNPT).

O recém‑nascido (RN) prematuro apresenta uma imaturidade global de órgãos e sistemas que o torna mais predisposto às lesões neurológicas e outras doenças, o que, associado a um meio externo inadequado em um período crítico para o desen­ volvimento do sistema nervoso, confere ao RNPT uma maior suscetibilidade aos problemas do desenvolvimento neuropsicomotor. Por outro lado, a neuroplasti­ cidade intensa nessa fase favorece uma melhor resposta à estimulação.1

Assim, mais atenção tem sido dedicada para o crescimento e desenvolvimento dessa população. Vários estudos têm demonstrado o impacto da estimulação sen­ sório-motora sobre o crescimento e desenvolvimento de bebês prematuros. Massa­ ro et al. (2009) demonstraram que a estimulação tátil e cinestésica – intervenção relativamente simples e de baixo custo – pode favorecer o ganho de peso na popu­ lação com mais de 1.000 g.2 Lekskulchai e Cole mostraram a eficácia de um progra­ ma de fisioterapia em crianças prematuras tailandesas, por meio de um ensaio clí­ nico randomizado e controlado, revelando um melhor desempenho motor quando

 

17. Abordagem motora da criança

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Abordagem motora da criança

Naiana Valério

Fátima Cristina Martorano Gobbi

Introdução

O desenvolvimento motor na infância caracteriza‑se pela aquisição de um amplo espectro de habilidades motoras que possibilita à criança um domínio do próprio corpo em diferentes posturas estáticas e dinâmicas.

Durante anos, atribuiu‑se o desenvolvimento motor apenas à maturação do sistema nervoso central (SNC); porém, atualmente, esse processo está interli‑ gado ao desenvolvimento dos demais sistemas orgânicos (cardiorrespiratório, musculoesquelético, etc.) e também ao ambiente. São as experiências iniciais da vida com o meio externo que estruturam o SNC, transformando atividades re‑ flexas em habilidades motoras refinadas.

Durante a infância, especialmente no primeiro ano de vida, se o bebê for privado desses estímulos e/ou sofrer alterações no processo de maturação do SNC, o desen‑ volvimento neuropsicomotor pode ficar comprometido.

A intervenção precoce respeita a ordem cronológica das fases do desenvolvi‑ mento motor para reconhecer os desvios da normalidade. Por isso, a avaliação deve ser primorosa e criteriosa, e o terapeuta tem a responsabilidade de conhecer o processo do desenvolvimento motor infantil.

 

18. Aspectos da assistência no contexto da dor

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Aspectos da assistência no contexto da dor

Marcela Batan Alith

Priscila Gonzaga Atuati

Introdução

A Associação Internacional para o Estudo da Dor define a sensação dolorosa como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada à lesão tecidual potencial e/ou real, sendo sempre subjetiva.1

Antigamente, muitos profissionais da área da saúde acreditavam que os bebês não sentiam dor. Dessa forma, não eram administrados analgésicos durante e após as cirurgias e a dor era interpretada como um sintoma insignificante. Pensava-se que, caso fosse sentida, não seria recordada e que a exposição a opioides predispunha os bebês à dependência, além do risco de depressão respiratória pelo uso de analgésicos, razões que na época, ultrapassavam a importância do alívio da dor.

Apenas na década de 1980, médicos e pesquisadores começaram a verificar o impacto da dor e do seu tratamento em pacientes neonatais e pediátricos. Mesmo com suas descobertas, muitos anos passaram até que o tratamento da dor fosse instituído de forma generalizada no ambiente hospitalar para essa população e, infelizmente, ainda nos dias de hoje, muitos locais não lhe dão a devida atenção.2

 

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