Anatomia da Natação

Autor(es): MCLEOD, Ian
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• Aprenda a obter saídas mais fortes, viradas mais explosivas e tempos mais rápidos. • Melhore seu desempenho, aumentando a força muscular e otimizando a eficiência de cada braçada. • São 74 exercícios altamente eficazes para natação, descritos passo a passo e com ilustrações anatômicas coloridas que destacam os músculos em ação. • Ilustrações dos músculos ativos nas saídas e viradas e nos quatro nados de competição (Crawl, Peito, Borboleta e Costas) mostram como cada exercício está fundamentalmente ligado ao desempenho na natação. • Aprenda a modificar os exercícios para atingir áreas específicas, melhorar sua forma na água e minimizar lesões comuns da natação. • Encontre aqui todas as informações necessárias para desenvolver um programa de treinamento baseado nas suas necessidades e metas individuais, o que garantirá que você entre na água preparado para conquistar seus objetivos de desempenho.

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1. O NADADOR EM MOVIMENTO

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natomia da natação é um guia visual sobre o funcionamento do aparelho locomotor nos quatro nados de competição e traz uma lista de exercícios específicos para natação realizados fora da água e na sala de musculação. Esses exercícios o ajudarão a melhorar seu desempenho e a obter vantagem competitiva. Exemplos específicos permitirão a você escolher exercícios que trabalhem os músculos mais usados em cada nado, nas saídas e viradas, para que possa obter os melhores resultados de seu programa. Isso abrange exercícios que podem ajudá-lo a prevenir lesões por meio do fortalecimento de músculos estabilizadores fundamentais e a reduzir desequilíbrios musculares. Para que você possa compreender melhor como esses exercícios aumentam o desempenho, estão incluídas descrições funcionais dos vários músculos que impelem um nadador através da água e orientações sobre a utilização dos exercícios selecionados para trabalhar esses músculos. Este primeiro capítulo fornece uma visão geral dos principais músculos utilizados nos movimentos de pernas e durante as fases de propulsão e de recuperação dos nados Crawl, Borboleta, Costas e Peito. Além disso, também traz descrições de alguns princípios de força e condicionamento e sua relação com o desenvolvimento de um programa específico para natação fora da água. Os Capítulos

 

2. MEMBROS SUPERIORES

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s braços são extremamente importantes na natação, pois constituem a conexão entre os músculos primários geradores de força do membro superior, o latíssimo do dorso e o peitoral maior, e as mãos e os antebraços, que são os pontos de fixação responsáveis por impulsionar o nadador na água. O Capítulo 1 comparou o corpo a uma corrente que se inicia nas mãos e se estende até os pés. O ponto principal era que, quando um nadador se move pela água, os movimentos e forças são transmitidos pela corrente, e essa corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco. Como se sabe, os músculos do braço também ajudam a gerar forças que impulsionam o nadador na água. Essas razões devem ajudá-lo a entender a importância de trabalhar os músculos do membro superior por meio de um programa de treinamento no solo.

O cotovelo divide o membro superior em componentes superior e inferior. Ele é uma articulação em dobradiça restrita a dois movimentos, extensão e flexão. A extensão do cotovelo ocorre quando você alinha os dois componentes do membro superior afastando o antebraço do braço. A flexão do cotovelo é o contrário; ela compreende o deslocamento do antebraço em direção ao braço. O suporte esquelético do braço é representado pelo úmero, enquanto o antebraço (Fig. 2.1, a-b) é sustentado pelo rádio e pela ulna. Esses três ossos são os principais locais de fixação dos músculos do braço e antebraço e formam alavancas

 

3. OMBROS

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cíngulo do membro superior é importante porque serve como ligação entre os membros superiores e o tronco. É também o principal ponto de movimentos giratórios, no qual ocorrem todos os deslocamentos do membro superior em todos os quatro nados. Ele é composto de três ossos: a clavícula, a escápula e o úmero1; e das articulações esternoclavicular, junção entre o esterno e a clavícula; acromioclavicular, constituída pela conexão entre a escápula e a clavícula; e glenoumeral, entre o úmero e a escápula. Este capítulo aborda os movimentos que ocorrem na articulação glenoumeral, também conhecida como articulação do ombro, e os movimentos da escápula. A articulação do ombro é uma das articulações de maior amplitude do corpo humano, o que pode ser demonstrado pela nossa capacidade de posicionar as mãos em qualquer ponto do nosso campo de visão. Essa grande amplitude de movimento é possível graças à combinação de seis movimentos que ocorrem no cíngulo do membro superior. A flexão compreende o levantamento do braço para frente, como se você levantasse a mão para responder a uma pergunta. O movimento contrário, a extensão, envolve o abaixamento do braço a partir da posição de flexão. Levantar a mão para o lado, afastando-a do corpo, é denominado abdução, e o ato de trazê-la de volta, aproximando-a do plano mediano, é conhecido como adução. Os dois últimos movimentos são rotacionais.

 

4. TÓRAX

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principal músculo do tórax, o peitoral maior, é um dos dois músculos propulsores do

úmero envolvidos na geração da maior parte das forças que impulsionam o nadador pela água. Com o auxílio dos músculos do cíngulo do membro superior, descritos no Capítulo 3, e dos músculos do membro superior, descritos no Capítulo 2, as forças geradas pelo peitoral maior são transmitidas ao antebraço e à mão, que servem como os principais condutores de força através dos quais o nadador orienta o corpo na água.

Outros músculos do tórax são o peitoral menor e o serrátil anterior.

O peitoral maior (Fig. 4.1) geralmente é dividido em duas partes: clavicular (superior) e esternocostal (inferior)1. A parte clavicular compreende a porção superior do peitoral maior e origina-se na superfície anterior da metade medial da clavícula. A parte esternocostal constitui a porção inferior e origina-se na face anterior do esterno e nas seis primeiras cartilagens costais. As porções superior e inferior convergem para transpor a articulação do ombro e fixar-se por meio de um tendão no úmero. Quando o peitoral maior contrai e traciona o úmero, ocorrem os seguintes movimentos na articulação do ombro: flexão, extensão, adução e rotação medial. A flexão desloca o braço para frente a partir de sua posição ao lado do tronco. A extensão, ao contrário da flexão, promove o retorno do braço para o lado do tronco a partir da posição de flexão. A adução compreende o deslocamento do braço em direção ao plano mediano do corpo após ter sido levantado para o lado, em um movimento que pode ser realizado tanto em direção horizontal quanto vertical. Na rotação medial, a mão se desloca em arco, à frente do corpo, de modo que sua palma toque o abdome. Para uma descrição mais detalhada do peitoral menor e do serrátil anterior, consulte a introdução do Capítulo 3. Para este capítulo é melhor considerar a função desses músculos como auxiliar na estabilização da escápula e na rotação da articulação do ombro, enquanto o peitoral maior atua sobre o úmero. Vários outros músculos também são ativados durante os exercícios descritos neste capítulo. A parte clavicular do deltoide muitas vezes atua como auxiliar do peitoral maior durante a flexão do ombro. O latíssimo do dorso ajuda na extensão do ombro, e o tríceps braquial atua para estender a articulação do cotovelo em muitos exercícios de empurrar que trabalham o peitoral maior.

 

5. ABDOME

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ara que seu corpo possa se deslocar pela água de modo eficaz é necessário um movimento coordenado dos membros superiores e inferiores. O segredo para esse movimento coordenado é manter o core forte, cujos componentes principais são os músculos da parede do abdome. Além de ajudar a associar os movimentos das partes superior e inferior do corpo, os músculos do abdome auxiliam nos movimentos de rolamento do corpo, que ocorrem nos nados Crawl e de Peito, e são responsáveis pelos movimentos de ondulação do tronco nos nados Borboleta e de Peito e pelo movimento de ondulação dos membros inferiores.

A parede do abdome é composta de quatro músculos pareados que se estendem da caixa torácica à pelve. Esses músculos podem ser divididos em dois grupos – um grupo anterior

único e dois grupos laterais homólogos. O grupo anterior contém apenas um músculo parea­do, o reto do abdome direito e esquerdo, separados pela linha mediana anterior do corpo. Os dois grupos laterais contêm, cada um, os três músculos restantes – oblíquo externo do abdome, oblíquo interno do abdome e transverso do abdome (Fig. 5.1). No deslocamento humano e nos esportes, os músculos do abdome desempenham duas funções principais: (1) movimento, especificamente flexão frontal do tronco (ato de curvar o tronco para frente), flexão lateral do tronco (incliná-lo para o lado) e rotação do tronco; e (2) estabilização da região lombar e do tronco. Os movimentos mencionados antes resultam da ativação coordenada de vários grupos musculares ou da ativação de um único grupo muscular.

 

6. DORSO

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latíssimo do dorso e o grupo muscular eretor da espinha são os dois alvos principais dos exercícios deste capítulo (Fig. 6.1). O latíssimo do dorso, um propulsor umeral,

é o “burro de carga” do membro superior, responsável por gerar a maior parte das forças que impelem o nadador através da água. Ele também trabalha junto com os músculos do cíngulo (Cap. 3) e do membro superior (Cap. 2) para transmitir forças à mão e ao antebraço, permitindo ao nadador orientar o corpo através da água em cada braçada. Como o próprio nome indica, o grupo muscular eretor da espinha é responsável pela extensão da coluna vertebral, que mantém o corpo ereto e, no nado, mantém a posição horizontal adequada do corpo na água.

O latíssimo do dorso é um músculo plano triangular que se origina nas vértebras torácicas inferiores, na aponeurose toracolombar e na porção posterior da crista ilíaca (região posterior do osso do quadril). Lembrando o que foi dito no Capítulo 5, que vários músculos do core também se fixam na aponeurose toracolombar, isso vincula de modo dinâmico o latíssimo do dorso aos estabilizadores do core. A partir das fixações que formam a base do triângulo, o músculo converge para um tendão no vértice do triângulo, o qual se fixa na região proximal do úmero. Por meio de sua fixação no úmero, a contração do latíssimo do dorso gera os seguintes movimentos no ombro: extensão, adução e rotação medial.

 

7. MEMBROS INFERIORES

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embros inferiores fortes são decisivos para obter seu autêntico potencial como nadador. Eles não apenas são a base para que você tenha uma batida de pernas potente e eficaz, mas também a chave para orientar seu corpo após a saída do bloco de partida e as viradas na parede. Além disso, muitas vezes desempenham um papel subestimado como membro da cadeia cinética para equilibrar a mecânica do nado e contribuir para uma posição alongada estável.

O membro inferior é composto de três grandes articulações – quadril, joelho e tornozelo.

Cinco ossos compõem essas três articulações. A pelve serve como meio de ligação entre os membros inferiores e o tronco. Cada coxa é composta de um único osso longo denominado fêmur. A perna contém a tíbia e a fíbula. O tálus é o osso que serve como ponto de conexão entre o pé e a perna. A articulação do quadril é formada pelo receptáculo ósseo do osso do quadril, o acetábulo e a cabeça do fêmur, em forma de esfera. O joelho é a junção do fêmur com a tíbia; e o tornozelo é composto das extremidades distais da tíbia e da fíbula e a porção superior do tálus.

 

8. TREINAMENTO CORPORAL GLOBAL

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ste capítulo é dedicado aos exercícios corporais globais que requerem ativação simultânea de músculos do membro superior, do core e do membro inferior. Tendo em vista que os capítulos anteriores abordaram detalhes da anatomia das articulações e dos músculos, ações musculares e seu papel na natação, o objetivo deste capítulo é descrever a importância do treinamento corporal global e o papel destes exercícios para o aumento do desempenho na natação.

O foco dos capítulos anteriores era os exercícios que isolam uma única articulação ou, por meio da combinação de movimentos, as articulações dos membros superiores ou inferiores.

Os exercícios deste capítulo, por outro lado, integram os membros superiores e inferiores durante os movimentos corporais globais, permitindo a um exercício conectar essas áreas com o core. Esses exercícios envolvem várias articulações e grupos musculares e, portanto, são bastante funcionais e específicos para esse esporte.

Conforme aumenta o número de articulações e grupos musculares recrutados durante um exercício, a especificidade do exercício também aumenta. Por exemplo, uma simples extensão do antebraço isola uma articulação (a do cotovelo) e um músculo (o tríceps braquial). Em comparação, o meio-sugado (burpee), que será descrito mais adiante neste capítulo, é um exercício corporal global que incorpora movimentos dos membros superiores e inferiores e, consequentemente, de vários grupos musculares. As diferenças entre esses dois tipos de exercício são óbvias; a questão que se coloca, assim, refere-se às vantagens e desvantagens relativas a cada um. A vantagem principal da extensão do antebraço é que ela isola um único músculo e, por isso, é fácil controlar o grau de resistência (aumentando ou diminuindo o peso) que incide sobre esse músculo, e o foco pode ser dirigido exclusivamente ao fortalecimento do tríceps. A principal desvantagem é que o movimento não é específico para a natação, pois envolve apenas uma articulação. Por outro lado, a vantagem principal do meio-sugado é que várias articulações e grupos musculares estão envolvidos e ele dá

 

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