ABC da Saúde Infantojuvenil: Recomendações Práticas do Instituto da Criança do HCFMUSP

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Neste livro, são abordados mais de 50 tópicos sobre a saúde da criança e do adolescente por especialistas do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – o mais conceituado hospital pediátrico universitário do país – e por alguns convidados de outras instituições. Seu filho está com febre? Qual é o brinquedo mais adequado para a idade dele? Você sabe como cuidar do coto umbilical? Veja as recomendações do que fazer – e também do que não deve ser feito – nestas e em outras circunstâncias. As informações aqui contidas não têm a pretensão de substituir a consulta ao pediatra, mas, ao contrário, visam permitir que as mães e os pais aproveitem ao máximo esse momento tão importante para a saúde atual e futura do(a) filho(a). Não é um livro para ser lido de uma vez. Com exceção dos textos introdutórios, os demais capítulos serão mais bem aproveitados se lidos na medida em que surgirem as dúvidas, as situações ou mesmo os problemas. Parte dos lucros obtidos com a venda será revertida para os programas de Humanização e de Qualidade do atendimento do Instituto da Criança.

7 capítulos

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Os perigos do dr. Google

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Os perigos do dr. Google

Quando o assunto é saúde, todo cuidado é pouco se a fonte de informação for a internet

De braços dados com a tecnologia, a internet é o advento campeão das facilitações do mundo moderno. Enquanto ela viabiliza comunicação, difunde informação e otimiza processos com muita velocidade, as vantagens são inquestionáveis. Entretanto, soa o sinal de alerta se a ferramenta é utilizada para investigar sintomas de saúde. “Um dos grandes concorrentes dos médicos atualmente é o dr. Google. O fato é preocupante, porque, quando as pessoas não possuem as ferramentas e as habilidades necessárias para fazer um diagnóstico correto, a tendência é ‘fabricar uma doença’, modificando seus reais sintomas, de forma a ajustá-los às informações contidas na internet. Estudos americanos comprovaram que, diante dos resultados on-line, 70% das pessoas tendem a aumentar a gravidade do seu quadro clínico”, alerta o toxicologista pediátrico Anthony Wong.

O problema não para aí. Diante de um diagnóstico arbitrário e, muitas vezes, equivocado, os internautas procuram um tratamento. Há, então, o grande risco de adotar medicamentos e doses erradas para doen­ças equivocadas. Sem contar os riscos de vir a sofrer efeitos adversos, de se intoxicar e até mesmo de enfrentar uma nova doença em decorrência da atitude inconsequente. Como no Brasil o controle de venda de remédios não é muito rígido, esses complicadores são mais comuns e mais graves do que se imagina.

 

Seção 1 – Boas-vindas ao seu bebê: Gestação, nascimento e desenvolvimento

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Seção 1

Boas-vindas ao seu bebê

Gestação, nascimento e desenvolvimento

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Atenção redobrada ao cardápio!

Durante a gravidez, atente para uma alimentação equilibrada e de fontes confiáveis. Evite alimentos crus e aposte nas de fibras, frutas e legumes. O bom desenvolvimento do seu bebê, em grande parte, está em suas mãos e se deve ao que você leva à mesa

Ingerir frutas e legumes e balancear o consumo dos diversos grupos alimentares é importante para a saúde de todos, e ainda mais essencial às grávidas, responsáveis pelo bom desenvolvimento do bebê de maneira global. Nessa etapa inicial da formação de um indivíduo, ocorre também a programação metabólica do bebê, realizada a partir dos nutrientes ofertados pela mãe. Dessa forma, quando esse processo não ocorre de maneira satisfatória e o pequeno não se desenvolve nem ganha peso de forma adequada, o organismo dele pode se programar para receber e armazenar essas substâncias durante a vida. A longo prazo, esse quadro pode tornar seu filho suscetível a problemas como obesidade, hipertensão ou diabetes.

 

Seção 2 – Nutrição e Carinho: Cuidados com a alimentação

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Seção 2

Nutrição e Carinho

Cuidados com a alimentação

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Lições para um pratinho saudável

Enquanto a amamentação basta, é fácil, mas, quando chega a hora de diversificar o cardápio, as dúvidas começam a surgir. Veja como apresentar corretamente os alimentos para seu filho

Quando ele nasce é fácil acertar, pois o leite materno é o melhor alimento para o seu filho e pode ser exclusivo até os seis meses de idade. “Há casos em que a mãe não tem condições de amamentar e pode utilizar as fórmulas infantis de partida, identificadas com o número 1, destinadas às crianças de zero até seis meses de idade, e as fórmulas infantis de acompanhamento, identificadas com o número 2, para crianças de 6 até 12 meses”, afirma Ana Paula

Alves, diretora da Nutrição do Instituto da Criança (ICr) do Hospital das

Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Passados os seis meses, deve-se introduzir a alimentação complementar, mantendo o aleitamento materno até os dois anos. Cabe aos pais a missão de estimular o paladar das crianças com nutrientes e sabores do bem, para uma vida com hábitos e desenvolvimento saudáveis. A boa nutrição, quando introduzida desde o berço, evita recusas e cara feia na hora de comer.

 

Seção 3 – Proteção na medida certa: Vacinas e outros cuidados com a criança

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sEção 3 protEção na mEdida CErta vacinas e outros cuidados com a criança

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Todos com a carteirinha em dia?

A varíola já foi erradicada; a poliomielite e o sarampo estão cada vez mais distantes da nossa realidade. Ainda assim, não podemos baixar a guarda! Veja por que é importante continuar protegendo as crianças

Na década de 1970, o Brasil conviveu com a alta incidência de poliomielite (ou paralisia infantil), doença infectocontagiosa viral aguda, transmissível pelo contato com objetos, alimentos ou água contaminada com fezes, que pode ou não causar paralisia. Felizmente, o último caso da doença, que se configurou como o grande mal da época, foi registrado no Brasil em

1989. Essa conquista se deu de forma mais acentuada a partir do início da década de 1980, quando foram implantados os dias nacionais de vacinação, abrangendo a grande massa. Assim, diante da aceitação pública nas campanhas, o Zé Gotinha foi adotado como símbolo do programa de imunizações e impulsionou o sucesso das campanhas que, desde então, têm sido essenciais para manter a doença bem longe das Américas. “Mas, como o vírus da pólio ainda circula no Afeganistão, no Paquistão e na Nigéria, corremos o risco de contrair casos importados, assim como ocorre com o sarampo, que também está presente em pontos da África, Ásia e Europa. Então, não podemos baixar a guarda! Temos que manter nossas campanhas a todo o vapor”, alerta o doutor Gabriel Oselka, professor aposentado do Departamento de

 

Seção 4 – Será que ele/ela está doente? Queixas e doenças comuns na infância

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Seção 4

Será que ele/ela está doente?

Queixas e doenças comuns na infância

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Teste do Pezinho (Parte 1)

O exame já é conhecido. O que você precisa saber é por que é tão importante realizá-lo até o quinto dia de vida

Uma leve picada no calcanhar, menos de 0,5 mL de sangue e pronto!

O material é suficiente para o primeiro e talvez mais importante exame ao qual são submetidos os bebês, ainda recém-nascidos. Desde 2001, além de obrigatório, com a criação do Programa de Triagem Neonatal do Sistema

Único de Saúde (SUS), pela Portaria GM/MS n. 822, de 6 de junho de 2001, o teste do pezinho ficou bastante conhecido pelas mamães. Desde 2012 é realizado em mais de 83% das crianças brasileiras. Por meio dele é possível detectar precocemente quase 50 doenças genéticas (no teste do pezinho ampliado, disponível em clínicas privadas) que podem comprometer o desenvolvimento do bebê.

O teste do pezinho na atualidade

Atualmente, o teste obrigatório pelo SUS garante a detecção de seis doenças para os exames realizados no estado de São Paulo. Elas estão descritas a seguir.

 

Seção 5 – SOS: Saiba como agir assertivamente em caso de emergência

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Seção 5

SOS

Saiba como agir assertivamente em caso de emergência

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seu filho se queimou, e agora?

Esqueça as pomadas, os óleos e outros produtos que só vão atrapalhar. A água deve ser o remédio imediato

O perigo pode estar no fogão ou quando, a um simples descuido dos pais, o bebê alcança a tomada desprotegida com seu dedo. “As queimaduras são uma das principais causas de traumas domésticos envolvendo os pequenos. Nós não conseguimos prevenir todos os acidentes, mas os traumas, sim”, diferencia o doutor Roberto Tozze, pediatra do ICr. Isso porque prevenção é a palavra-chave a partir do momento em que seu bebê sai do colo.

Lembre-se de que a cozinha é o ambiente da casa mais arriscado para seu filho; por isso, prefira mantê-lo em outro cômodo, principalmente na hora do preparo das refeições. Mas, se for inevitável, doutor Tozze orienta: ao cozinhar, mantenha os cabos das panelas virados para dentro ou opte pelas bocas traseiras do fogão.

A parte elétrica da casa também merece atenção redobrada quando pequenos e curiosos dedinhos já começam a perambular pelo chão. Faça uma perícia minuciosa e certifique-se de que os fios dos equipamentos estão encapados e as tomadas, devidamente protegidas. “Também não se esqueça de manter o ferro de passar roupa bem longe das crianças”, reforça o doutor.

 

Seção 6 – Viver e amadurecer: Descubra a adolescência

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Seção 6 viver e amadurecer

Descubra a adolescência

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Quando a puberdade chega sem pedir licença

Entenda o turbilhão de mudanças físicas e biológicas que acontecem rapidamente no corpo do seu filho nesta importante fase de transição da vida

A partir da concepção de um novo ser, o desenvolvimento é demarcado por fases, e há aquela etapa em que o indivíduo não é mais criança, mas também ainda não carrega a responsabilidade da vida adulta. A puberdade

é uma fase de transição, como um prenúncio da adolescência, em que ocorrem mudanças físicas e biológicas.

Enquanto a adolescência compõe um período grande, de mais ou menos dez anos, de transformação (lenta e gradual) biológica, psicológica, social e cerebral, a puberdade ocorre num período bem mais curto (entre 2 e 4 anos) e chega sem pedir licença.

“É perceptível como o jeito da pessoa muda. Os hormônios começam a ser produzidos, o indivíduo começa a sair daquele corpo franzino de criança para virar adulto. Teoricamente, está preparado para se reproduzir.

 

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