Enfermagem em terapia intensiva: práticas integrativas

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No cotidiano da terapia intensiva, o enfermeiro intensivista aplica seus conhecimentos e desenvolve habilidades por meio de atitudes focadas na busca contínua da promoção do cuidado seguro. Nesse sentido, o desenvolvimento da competência técnico-científica para o cuidar no processo saúde-doença e também no contexto social requer práticas avançadas de natureza biológica, sociocrítica e humanista. É nesse cenário, de ações e cuidados extremamente especializados, que surge esta obra, chancelada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e pela Sociedad Argentina de Terapia Intensiva (SATI). Composta por 72 capítulos escritos em uma linguagem didática e objetiva, o livro traz ao público um conteúdo abrangente e construtivo, além de altamente informativo e confiável, contando com a colaboração de enfermeiros renomados de 14 países – um verdadeiro projeto colaborativo internacional. “Os autores devem ser parabenizados pelo conteúdo abrangente e construtivo, além de altamente informativo, confiável e – é importante ressaltar – escrito por enfermeiros para enfermeiros.” Do prefácio de Paul Fulbrook, presidente da World Federation of Critical Care Nurses (WFCCN).

 

72 capítulos

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1. Unidade de terapia intensiva: planta física, organização e administração de recursos humanos e materiais

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Capítulo 1

Unidade de terapia intensiva: planta física, organização e administração de recursos humanos e materiais

Pâmela Cristina Golinelli

Renata Andréa Pietro Pereira Viana

INTRODUÇÃO

Historicamente, o modelo de atenção à saúde que conhecemos na unidade de terapia intensiva (UTI) teve início com Florence Nightingale, que se baseou nos conceitos de triagem e vigilância contínua como determinantes do processo de cuidar.1

Com a Revolução Industrial, houve a proximidade entre o homem e a máquina, e a evolução das intervenções nos campos terapêutico e diagnóstico, somada ao processo de cuidar da enfermagem, que avançou de práticas assistenciais rudimentares para práticas baseadas em conhecimento e evidência científica, o que contribuiu para o aumento da sobrevida e dos resultados positivos na assistência prestada, fatores que implicaram na resolutividade dos problemas que afligiam o paciente crítico e que antes não podiam ser tratados.

Os constantes desafios no sistema de saúde mundial, impostos principalmente pelo desenvolvimento tecnológico no cuidar, somados às fortes restrições financeiras, tornaram imperativa uma gestão enxuta, focada na qualidade e munida de processos que implementassem o cuidado individualizado a cada paciente, otimizando os recursos e oferecendo condições de trabalho aos seus colaboradores.

 

2. O impacto da incorporação das novas tecnologias na assistência de enfermagem

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Capítulo 2

O impacto da incorporação das novas tecnologias na assistência de enfermagem

María Cecilia Santos Popper

INTRODUÇÃO

É oportuno lembrar que a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a forma pela qual os seres humanos tinham acesso ao conhecimento e difundiam ideias, alterando para sempre a estrutura da sociedade. Até então, o conhecimento estava reservado apenas a um minúsculo grupo privilegiado que tinha acesso a bibliotecas onde se conservavam os manuscritos em que eram impressos os avanços da ciência, da filosofia e da teologia. A possibilidade de produzir conhecimento estava, por sua vez, reservada somente para aqueles que tinham a chance de aprender a ler e escrever, geralmente monges que permaneciam muitos anos enclausurados em abadias e conventos e tinham acesso a enormes bibliotecas.

A partir da possibilidade de imprimir mecanicamente os livros, tornou-se factível distribuir a informação em escalas massivas, proporcionando ao conhecimento transcender as férreas fronteiras religiosas para chegar às sociedades em massa. Aprender, conhecer e difundir ideias tornou-se um fato cotidiano e de baixo custo.

 

3. Ética e o cuidado humanizado

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Capítulo 3

Ética e o cuidado humanizado

Beatriz Murata Murakami

Eduarda Ribeiro dos Santos

Tance Oliveira Botelho

INTRODUÇÃO

Conforme definição do Consórcio de Centros Acadêmicos de Saúde para a Medicina

Integrativa (MI), a MI é “a prática da medicina que reafirma a importância da relação entre o paciente e o profissional de saúde, focada na pessoa em seu todo; é formada por evidências e faz uso de todas as abordagens terapêuticas adequadas, profissionais de saúde e disciplinas para obter o melhor da saúde e da cura (health and healing)”.1 Traz um novo paradigma de como pensar a saúde, que surgiu pela insatisfação com o foco da medicina convencional (alopática), cujo modelo biomédico trata sintomas de doenças já instaladas e pouco valoriza a prevenção, a promoção do bem-estar e a capacidade inata do nosso corpo em se curar.1,2

A MI advém da união da medicina convencional com a realização concomitante das terapias complementares (TC), para que todas as necessidades do paciente sejam atendidas. As TC são intervenções não invasivas, que não costumam apresentar efeitos colaterais prejudiciais, cujo foco é reequilibrar os níveis físico, mental e emocional do indivíduo, visando a prevenção, tratamento ou cura, considerando as diversas dimensões do ser humano (mente/corpo/espírito).3 Permite a realização de procedimentos fundamentais para a sobrevivência e cura dos pacientes, abordando também aspectos relacionados com a melhora no autocuidado, religiosidade e espiritualidade, capacitando o paciente a viver melhor apesar de sua doença, uma vez que é considerado a figura principal no processo saúde-doença. Seu objetivo é, portanto, diferente da assistência alopática, em que a cura da doença ocorre por meio de intervenção direta ao

 

4. Enfermagem intensiva: práticas baseadas em competências

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Capítulo 4

Enfermagem intensiva: práticas baseadas em competências

Ruth Kleinpell

Ged Williams

INTRODUÇÃO

Em todo o mundo, os enfermeiros de cuidados intensivos estão impactando a unidade de terapia intensiva (UTI) por meio de sua assistência aos pacientes críticos. Um enfermeiro de UTI é especialmente treinado para fornecer assistência aos pacientes críticos, a fim de assegurar os cuidados ideais para o paciente na UTI e sua família. Embora a prática da enfermagem de cuidados intensivos varie ao redor do mundo, existem similaridades em relação às competências necessárias para trabalhar em UTI. Estima-se que, globalmente, a disponibilidade de leitos em UTI varia de maneira substancial, de menos de 1 a mais de 30 leitos em UTI por 100.000 pessoas.1 Embora o número de leitos e equipamentos em UTI varie em âmbito global, o foco da enfermagem de UTI é fornecer cuidados seguros e competentes aos pacientes.

O International Council of Nurses defende que os enfermeiros desenvolvam conhecimentos e habilidades avançados e cita que o progresso na tecnologia, a crescente complexidade dos serviços de saúde e as mudanças estruturais no fornecimento de cuidados de saúde afetam a necessidade de assistência de saúde em todo o mundo (www.icn.ch).

 

5. Gestão de conflitos: transformando conflitos em oportunidades

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Capítulo 5

Gestão de conflitos: transformando conflitos em oportunidades

Laurindo Pereira de Souza

Éllen Daiane Biavatti de Oliveira Algeri

Márcia Guerino de Lima

INTRODUÇÃO

É comum que se pense em conflito como uma interação negativa. Consequentemente, ele é evitado usando-se outros mecanismos destrutivos que afetam os relacionamentos, a criatividade e a produtividade no trabalho.1,2

O conflito é comum na unidade de terapia intensiva (UTI). O trabalho em unidades de cuidados críticos é muitas vezes intenso, envolvendo situações de estresse, mas aprender a gerir adequadamente uma circunstância que poderia levar a um conflito deve ser uma medida de sucesso pessoal.

É notório que nem todos os conflitos serão resolvidos com sucesso, mesmo quando as ferramentas adequadas de comunicação estão sendo utilizadas.2 Nos dias atuais, técnicas são fornecidas para auxiliar as equipes na orientação e na reorientação quando os conflitos ameaçam a função e a produtividade.1

 

6. Sofrimento moral de enfermeiros no ambiente de terapia intensiva

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Capítulo 6

Sofrimento moral de enfermeiros no ambiente de terapia intensiva

Kely Regina da Luz

Mara Ambrosina de Oliveira Vargas

CONTEXTUALIZAÇÃO, CONCEPÇÃO E FATORES DESENCADEADORES

DE SOFRIMENTO MORAL

A unidade de terapia intensiva (UTI) surge a partir da necessidade de aperfeiçoamento material e humano para o atendimento de pacientes em estado crítico. Considerada um dos ambientes mais agressivos, exaustivos e sobrecarregados do hospital, trata-se do setor hospitalar em que a morte é uma constante e os sentidos estão sempre aguçados e alerta para qualquer situação de urgência. Além disso, na UTI reúnem-se muitos aparelhos e é preciso lidar com a ansiedade dos familiares, rotinas rígidas e inflexíveis e a rapidez dos atendimentos.1

É nesse contexto que tanto pacientes quanto familiares deparam-se com a dificuldade de suportar a doença crítica e o medo constante da perda trágica. Esses desafios são normalmente compartilhados com a equipe de enfermagem que os assiste. Assim, a experiência de cuidar de pacientes gravemente enfermos, com risco iminente de morte, muitas vezes promove uma situação altamente estressante, que provoca ansiedade em muitos enfermeiros – os quais muitas vezes não sabem ou têm dificuldade em lidar com esse sentimento.

 

7. A formação e a titulação do enfermeiro intensivista na América Latina

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Capítulo 7

A formação e a titulação do enfermeiro intensivista na América Latina

Mariana Torre

Renata Andréa Pietro Pereira Viana

INTRODUÇÃO

Na Argentina, segundo o informe “Formação e especialidades de enfermagem”, – publicado em junho de 2015 pelo Ministério da Saúde, por meio da Direção Nacional de

Capital Humano e Saúde Ocupacional –, no ano de 2012, somente 196 enfermeiros estavam seguindo alguma carreira de especialização,1 sendo, na ocasião, reconhecidas apenas duas carreiras universitárias de especialistas em enfermagem crítica, ambas de modalidade presencial e estrutura tradicional.

Em virtude da forte e urgente demanda por parte dos centros especializados e dos próprios colegas e com o objetivo de formar profissionais enfermeiros treinados na área de cuidados críticos, com espírito científico e humanitário, capazes de estabelecer com clareza seu campo de ação e nele atuar, demonstrando excelência na sua ocupação profissional, começou em agosto de 2013 o curso superior de enfermagem crítica e cuidados intensivos (CSECCI) da Sociedade Argentina de Terapia Intensiva (SATI).

 

8. Pós-graduação e o título de especialista: agregando conhecimento à prática do intensivista

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Capítulo 8

Pós-graduação e o título de especialista: agregando conhecimento

à prática do intensivista

Renata Andréa Pietro Pereira Viana

Widlani Sousa Montenegro

O PROFISSIONAL ENFERMEIRO

Mundialmente, os enfermeiros constituem o maior segmento da profissão de cuidados de saúde. Nos Estados Unidos, existem aproximadamente 3 milhões de profissionais que exercem atividades nos mais variados ambientes, incluindo hospitais, universidades, empresas, clínicas, escolas e o atendimento domiciliar.1 Consequentemente, esses profissionais fornecem um continuum de serviços que envolvem a assistência direta ao paciente, a promoção de saúde, a educação do paciente e da família, além de coordenação de cuidados prestados. Assim, os enfermeiros assumem papéis de líderes e pesquisadores, o que os torna fundamentais para a formulação e a construção de políticas públicas de saúde.

No Brasil, uma recente pesquisa conduzida pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (ENSP-FioCruz), a pedido do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), traçou o perfil da enfermagem no país e mostrou que somente

 

9. Educação permanente no cotidiano da terapia intensiva

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Capítulo 9

Educação permanente no cotidiano da terapia intensiva

Pâmela Cristina Golinelli

Renata Andréa Pietro Pereira Viana

INTRODUÇÃO

Durante muito tempo, a enfermagem foi descrita como uma prática realizada de maneira bastante simples, com tentativas de aperfeiçoamento no decorrer de sua história.

Sabe-se, inclusive, que antes da Era Cristã o enfermeiro já era conhecido como protetor e cuidador de enfermos.1 Em meados do século XIX, a enfermagem alicerçou-se como profissão em virtude da necessidade de reabilitar indivíduos para estarem aptos a produzir e guerrear, contribuindo para o desenvolvimento do mundo moderno.2

Ainda no contexto histórico, é durante a Guerra da Crimeia que surge a unidade de terapia intensiva (UTI), pensada por Florence Nightingale com a finalidade de manter os pacientes gravemente enfermos mais próximos ao posto de trabalho, propiciando observação contínua e cuidados imediatos. Florence estabeleceu medidas educacionais ao reduzir as taxas de infecção de 42,7% para 2,2% por meio da implementação de cuidados básicos de higiene que foram estabelecidos para os profissionais.3

 

10. O significado cultural do cuidado e da prática humanizada

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Capítulo 10

O significado cultural do cuidado e da prática humanizada

Gabriel Heras La Calle

José Manuel Velasco Bueno

Mari Cruz Martín Delgado

INTRODUÇÃO

O grande desafio da atenção em saúde sempre foi humanizar a relação entre os profissionais e o ser humano enfermo, que se encontra em um momento complexo da vida por causa de sua condição ou estado.1,2

A evolução científica e técnica da atenção ao paciente crítico melhorou de forma significativa a prática médica e a sobrevida, mas esse progresso não se viu acompanhado da mesma forma em seus aspectos humanos. Em muitas ocasiões, as características organizacionais e arquitetônicas da unidade de terapia intensiva (UTI) faz deste local um ambiente hostil para os pacientes e suas famílias, e até mesmo para os próprios profissionais.

Os pacientes, em situação dolorosa pela perda da saúde, encontram-se vulneráveis física e emocionalmente; as famílias são relegadas a um segundo plano; e os profissionais, desapontados e desmotivados, apresentam níveis de desgaste profissional superiores a

 

11. Acolhimento e suporte emocional ao paciente, aos familiares e à equipe multiprofissional

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Capítulo 11

Acolhimento e suporte emocional ao paciente, aos familiares e à equipe multiprofissional

Nára Selaimen Gaertner Azeredo

Adriana Alves dos Santos

INTRODUÇÃO

O adoecimento e a hospitalização representam rupturas no cotidiano familiar. Em geral, os indivíduos envolvidos nesse processo deixam de trabalhar, rompem vínculos com outros familiares e amigos e abandonam muitas de suas atividades habituais. Instaura-se, assim, uma crise marcada por ansiedade e estresse.

A hospitalização tem sido fator desencadeante de estresse, capaz de gerar alterações físicas e psíquicas, tanto para a pessoa que está internada quanto para seus familiares.

Sentimentos e sensações de medo, raiva, solidão, dor, angústia, desamparo, prejuízo da autonomia, perda de papéis sociais e a incerteza acerca do futuro não são incomuns. Isso ocorre, particularmente, porque tornar-se paciente muitas vezes é também estar impedido do contato mais próximo com familiares e amigos.1

 

12. Estratégias para promover a segurança

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Capítulo 12

Estratégias para promover a segurança

Raphael Costa Marinho

Monna Rafaella Mendes Veloso

Renato Douglas e Silva Souza

Stelma Regina Sodré Pontes

INTRODUÇÃO

Hipócrates (460 a 370 a.C.) há tempos previu que o cuidado com o paciente poderia gerar algum dano. Posto isso, o pai da Medicina postulou o Primum non nocere, um termo latino da bioética que significa “primeiro, não cause dano”, também conhecido como princípio da não maleficência. Outros personagens importantes contribuíram para a melhoria da qualidade em saúde, como, por exemplo, Ignaz Semmelweiss, pioneiro nos estudos de controle de infecção hospitalar, demonstrando a importância da higienização das mãos dos profissionais da saúde, e Florence Nightingale, que fez reflexões memoráveis em suas publicações de 1859, como “pode parecer talvez um estranho princípio enunciar como primeiro dever de um hospital não causar mal ao paciente”.1

No entanto, o tema segurança do paciente só ganhou relevância após a divulgação do relatório do Institute of Medicine (IOM) “To err is human”, em novembro de 1999, baseado na análise de múltiplos estudos realizados por uma variedade de organizações, as quais concluíram que de 44 mil a 98 mil pessoas morrem a cada ano em decorrência de erros evitáveis.2

 

13. Indicadores de qualidade e de gerenciamento

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Capítulo 13

Indicadores de qualidade e de gerenciamento

Ayla Maria Farias de Mesquita

Irene Fuentes Cabrera

INTRODUÇÃO

Atualmente, uma das principais características do sistema de saúde é a velocidade com que os avanços científicos e tecnológicos têm ocorrido. Uma questão importante

é que, por detrás dessa quantidade de informação, encontram-se padrões de comportamento e outras características úteis para traçar cenários e melhorar continuamente a performance nos hospitais. Diante desse panorama, percebe-se a importância de instrumentos que facilitem a busca, coleta, processamento e a análise de dados, objetivando a avaliação do desempenho, qualidade e segurança no ambiente hospitalar.

Nesse contexto, fica evidente que a operacionalização da assistência de enfermagem requer abordagens gerenciais modernas, para atender à realidade complexa dos serviços hospitalares. Sabe-se que o modelo de gestão atual deve ser sustentável, além de buscar o alcance de metas e a melhoria contínua dos seus resultados. Esse modelo tem demonstrado a preocupação dos hospitais em melhorar seus processos assistenciais e administrativos por meio da mensuração de seu desempenho, conduzindo à implantação de programas de qualidade.1

 

14. Alarmes clínicos: implicações da fadiga de alarmes

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Capítulo 14

Alarmes clínicos: implicações da fadiga de alarmes

Roberto Carlos Lyra da Silva

Carolina Corrêa Pinto de Farias

INTRODUÇÃO

O termo fadiga de alarmes foi cunhado em 2010 pelas enfermeiras Maria Cvach e Kelly

Graham, em artigo publicado no Journal of Critical Care Nursing. Trata-se de um fenômeno frequentemente observado em unidades de cuidados intensivos que se caracteriza, entre outros fatores, pelo retardo no tempo de resposta dos profissionais de saúde aos alarmes.1

Acredita-se que esse retardo possa ter relação com a sobrecarga cognitiva à qual é submetida a equipe, sobretudo a de enfermagem, que cotidianamente se depara com cerca de 350 alarmes por paciente por dia, o que permite que um evento de risco de morte verdadeiro possa se perder em meio a tantos ruídos, devido ao excessivo número de dispositivos com sinais de alarmes concorrentes – todos tentando chamar a atenção de alguém, sem a devida clareza do porquê e do que é suposto fazer.2

 

15. Sistematização da assistência de enfermagem (SAE)

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Capítulo 15

Sistematização da assistência de enfermagem (SAE)

Allan Peixoto de Assis

INTRODUÇÃO

Os aspectos relevantes da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) em unidade de terapia intensiva (UTI) não podem ser diretamente apontados sem que antes sejam realizadas algumas reflexões fundamentais sobre a enfermagem enquanto área de conhecimento.

Para uma atuação profissional qualificada e segura, os enfermeiros não devem ter dúvidas quanto ao foco de sua atenção. Inúmeras vezes, estudantes e profissionais de enfermagem são questionados sobre por quais tarefas são, de fato, responsáveis e, em muitas situações, sentem-se inseguros quanto a uma descrição focada em suas ações – não se pode esquecer que a identidade profissional do enfermeiro converge para o cuidado de enfermagem.

O cuidado de enfermagem é atitude de atenção, zelo e desvelo ao indivíduo, à família ou à comunidade doente ou sadia, e contribui para a manutenção e/ou recuperação de sua saúde.1,2 Vários estudos mostram que o cuidado de enfermagem é um conceito extremamente complexo; sua compreensão está além da perspectiva biológica, pois recebe influências éticas e políticas e histórico-filosóficas, o que traz também um caráter de cunho ontológico, pertencente à essência de cada indivíduo, como um instinto, um modo de ser.3-5

 

16. Nursing Activities Score (NAS): carga de trabalho e enfermagem

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Capítulo 16

Nursing Activities Score (NAS): carga de trabalho e enfermagem

Débora Feijó Villas Bôas Vieira

Cássia Maria Frediani Morsch

INTRODUÇÃO

Ao longo das duas últimas décadas, as mudanças foram significativas para o cuidado na unidade de terapia intensiva (UTI). As melhorias incorporadas tanto em relação às novas tecnologias duras, leves e leve-duras mudaram o perfil dos pacientes, a complexidade da assistência e a necessidade de assegurar o aumento da qualidade e da segurança no cuidado ao paciente, fomentando melhores desfechos. Essas melhorias vêm acompanhadas do aumento dos custos na saúde. Desse modo, as instituições voltam-se para a melhoria da gestão dos recursos, processos e desfechos.1,2

As UTI atendem pacientes graves e/ou de risco, que necessitam de assistência médica e de enfermagem de forma ininterrupta, agregando equipamentos tecnológicos específicos e recursos humanos especializados.3 Dentro da equipe multiprofissional da UTI, estão os enfermeiros e técnicos de enfermagem que prestam cuidados aos pacientes nas

 

17. Passagem de plantão: otimizando a performance da equipe

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Capítulo 17

Passagem de plantão: otimizando a performance da equipe

Adriana Montenegro de Albuquerque

Elizabeth Analia Barrionuevo

CONCEITO DE PASSAGEM DE PLANTÃO/TURNO

O termo passagem de plantão é utilizado para se referir ao momento em que a equipe de enfermagem transmite informações/dados atualizados acerca do paciente e da unidade em geral, quando se realiza a entrega ou a troca de turnos de trabalho.

Trata-se de uma atividade formal, reconhecida institucionalmente, que visa relatar as ocorrências do plantão com o objetivo de dar continuidade à assistência de enfermagem nas 24 horas do dia.

Considera-se passagem de plantão “um instrumento de comunicação relevante que a enfermagem utiliza para informação do estado de saúde do paciente, visando ao planejamento da prestação de assistência de enfermagem e estimulando a reflexão crítica sobre a assistência a ser prestada no plantão subsequente”.1 É um dos instrumentos utilizados pela enfermagem para assegurar o fluxo de informações, garantindo, assim, a conti­nuidade e a qualidade da assistência.

 

18. Passagem de plantão: paradigmas e estratégias para a comunicação efetiva

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Capítulo 18

Passagem de plantão: paradigmas e estratégias para a comunicação efetiva

Marcelo Fabio Morales

INTRODUÇÃO

A comunicação envolve a transmissão de uma determinada informação. Tanto a informação como a comunicação pressupõem um processo em que há participação de um emissor, um receptor, uma mensagem, um código e um contexto.1 As sociedades humanas funcionam graças à comunicação, e nós, profissionais de enfermagem, estabelecemos diferentes tipos de comunicação ao desempenhar nossa profissão, os quais estão relacionados com: 1,2

■■ Nossos colegas, na entrega e recebimento de plantão.

■■ Com os demais profissionais da equipe de saúde (médicos, nutricionistas, fisioterapeutas etc.), na transferência de pacientes e/ou a passagem de plantão.

■■ Os pacientes assistidos.

■■ Os familiares.

A atenção dos pacientes na unidade de terapia intensiva (UTI) pressupõe um novo modelo de atendimento que deve estar centrado no paciente e na família, além de possuir um enfoque interdisciplinar.1

 

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