Atenção à saúde de populações vulneráveis

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O livro Atenção à Saúde de Populações Vulneráveis traz uma grande contribuição para o debate sobre o direito universal à saúde. O setor de saúde pode reduzir desigualdades ao cumprir efetivamente sua missão de melhorar as condições de populações e indivíduos, e a formulação de políticas públicas e organização do sistema de saúde devem produzir respostas suficientes e qualificadas, que diminuam as desigualdades. Os capítulos deste livro desvelam este compromisso, pois assumem a categoria vulnerabilidade como um eixo norteador para políticas de saúde. Esta obra não apenas atende às expectativas dos alunos de graduação, mas também pode proporcionar condições favoráveis para o desenvolvimento do interesse de todos os profissionais de áreas correlatas, interessados no desenvolvimento de práticas específicas de inclusão.

14 capítulos

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1. Vulnerabilidade, direitos humanos e Cuidado: aportes conceituais

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Vulnerabilidade, direitos humanos e Cuidado: aportes conceituais

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José Ricardo Ayres

Palavras-chave  Vulnerabilidade; direitos humanos; integralidade; Cuidado.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Breve histórico de uma construção conceitual.

Traços característicos do quadro conceitual da vulnerabilidade e direitos humanos

(V&DH). V&DH, integralidade e Cuidado. Novos horizontes: vulnerabilidade e reconhecimento. Considerações finais. Referências. Bibliografia.

Introdução

O conceito de “vulnerabilidade” foi uma das novidades que emergiram no campo da saúde no final do século XX. Desde o início dos anos de 1990 esse conceito tem despertado crescente interesse e disseminação em todo o mundo, especialmente nos cenários marcados, de um lado, por desigualdades sociais de­ terminantes de graves situações de saúde pública, expressivas dessas desigualdades, e, de outro, pelo desenvolvimento de um pensamento crítico na área tecnocientífica – seja instruído por

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2. Direitos humanos e vulnerabilidades

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Direitos humanos e vulnerabilidades

Taka Oguisso

Genival Fernandes de Freitas

Palavras-chave  Enfermagem; dignidade humana; direitos humanos; vulnerabilidade.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Bases históricas dos direitos humanos.

Direitos humanos, dignidade e vulnerabilidade. Cidadania como eixo norteador da formação e da ação do enfermeiro. Considerações finais. Referências. Bibliografia.

Introdução

O direito sempre tem caráter social, pois entidades, sejam elas nações ou instituições, precisam regular seu funcionamento e as relações entre seus membros por meio de normas que possibilitam a convivência entre eles e facilitem a consecução de seus fins e objetivos. Portanto, não haveria necessidade de direito se não existisse comunidade humana.1

Desde a Antiguidade, normas e regras regulavam as relações entre as pessoas na sociedade. O mais antigo sistema de

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2  Direitos humanos e vulnerabilidades  27

normas legais escritas do mundo foi estabelecido pelo rei Hamurabi, que viveu entre 1782 a.C. e 1750 a.C. e pertenceu à primeira dinastia do império da Babilônia, onde atualmente fica o

 

3. Vulnerabilidade e cultura dos cuidados

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Vulnerabilidade e cultura dos cuidados

José Siles González

Carmen Solano Ruiz

Palavras-chave  cultura dos cuidados; história da enfermagem; vulnerabilidade; dependência; sistema de necessidades; antropologia dos cuidados.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Desenvolvimento do tema. Considerações finais. Referências.

INTRODUÇÃO

A vulnerabilidade é um conceito complexo que requer abordagens transdisciplinares em virtude, sobretudo, da diversidade de suas causas e em consequência das variadas formas em que se manifesta. A natureza profunda da vulnerabilidade tem raízes sociais, econômicas, fisiológicas, psicológicas, religiosas e culturais. Nas pesquisas sobre saúde, os termos vulnerabilidade e vulnerável são empregados, comumente, para designar a suscetibilidade das pessoas a problemas e danos à saúde. Este trabalho tem a finalidade de aclarar a natureza profunda da vulnerabilidade a partir da perspectiva da cultura dos cuidados. Em

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4. Processos de exclusão e inclusão social: a atenção à saúde de populações vulneráveis

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Processos de exclusão e inclusão social: a atenção à saúde de populações vulneráveis

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Mariana Moraes Salles

Adriana Leão

Sônia Barros

Palavras-chave  Vulnerabilidade social; populações vulneráveis; atenção à saúde; exclusão/inclusão social.

Estrutura dos tópicos  Em busca de definições. Exclusão/inclusão social e populações vulneráveis. Exclusão/inclusão social e a atenção à saúde.

Considerações finais. Referências.

Em busca de definições

O conceito de exclusão/inclusão social é um conceito complexo, dinâmico, multidimensional e que abarca diversas áreas do conhecimento, suscitando uma reflexão que abrange a análise de aspectos econômicos, políticos, sociais, de saúde ou outros.

Não existe uma definição rígida sobre quando uma pessoa que era considerada excluída passa a ser considerada incluída.

A exclusão ou inclusão social não é algo fixo e pontual, mas de75

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atenção à saúde de populações vulneráveis

 

5. “Entender-nos, acompanhar-nos e dar-nos afeto” Crianças em situação de rua: um olhar e uma proposta

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“Entender-nos, acompanhar-nos e dar-nos afeto”

Crianças em situação de rua: um olhar e uma proposta

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Constanza Forero Pulido

Álvaro Giraldo Pineda

Diana Sánchez Suárez

Alexandra Giraldo Puerta

Tatiana Aristizabal Monsalve

Palavras-chave  Vulnerabilidade social; pesquisa quantitativa; sobrevivência; menores de rua; capacitação.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Vida das crianças em situação de rua.

Recomendações dos meninos. Vulnerabilidade. Proposta. Formação do grupo preparador. O processo de formação. Do teórico ao prático da proposta. Formação do grupo que proporciona atenção. Agradecimentos. Referências.

INTRODUÇÃO

Condições como a pobreza, as dificuldades para sobreviver, a exclusão, a discriminação e a injustiça pelas quais alguns grupos atravessam, convertem-nos em populações vulneráveis.1 As crianças com experiência de vida na rua fazem parte dessa população. Vivem nas cidades de países da América Latina2 e outros continentes, em pequenos grupos; utilizam as fontes dos parques para se banhar, lavar suas roupas ou brincar; pedem esmola nas ruas ou nos ônibus; roubam; vendem doces, cigarros ou

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6. Violência contra a mulher no Brasil: as políticas públicas para enfrentamento e o papel do enfermeiro

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Violência contra a mulher no Brasil: as políticas públicas para enfrentamento e o papel do enfermeiro

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Tatiana Gabriela Brassea Galleguillos

Viviane Canecchio Ferreirinho

Paulo Fernando de Souza Campos

Palavras-chave  Violência; gênero; enfermagem; políticas públicas.

Estrutura dos tópicos  História das mulheres. Representações do feminino. A violência e a socialização de gênero. Políticas públicas para enfrentamento da violência contra a mulher. Atendimento de enfermagem à mulher vítima de violência. Considerações finais. Referências.

HISTÓRIA DAS MULHERES

No início do século XX, novas metodologias de análise ampliaram a interpretação da História ao considerar especificidades anteriormente relegadas em favor de generalidades de uma história positiva, linear e universal. A antiga narrativa, fundada em teorias hermeticamente fechadas e estruturas prontas, universalizavam e esvaziavam abordagens caracterizadas como historicamente menores, isto é, sem impacto na vida política das sociedades. Exemplarmente, a história das mulheres foi um desses

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7. Adolescentes, uso de drogas e ferramentas para o cuidado

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Adolescentes, uso de drogas e ferramentas para o cuidado

Heloísa Garcia Claro

Márcia Aparecida Ferreira de Oliveira

Reinaldo Antônio de Carvalho

Palavras-chave  Adolescente; transtornos relacionados ao uso de substâncias; enfermagem; cuidados de enfermagem.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Quem são, como usam e as consequências do uso de drogas por adolescentes. Discussão: prejuízos e complicações.

Ferramentas e intervenções com adolescentes usuários de álcool e outras drogas.

Considerações finais. Referências.

Introdução

O peso global dos problemas de saúde pública relacionados ao consumo de álcool atingiu, no ano de 2000, valor equivalente a 4% de toda a morbidade e mortalidade ocorrida no planeta naquele ano, indicando, ainda, uma tendência de ascensão – levando-se em conta o valor estimado em 1990 (3,5%).1,2

Em 2005, o consumo mundial total foi igual a 6,13 litros de

álcool puro por pessoa com 15 anos ou mais de idade. Nesta

 

8. Sobre o advento das políticas de saúde para as populações negra e indígena

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Sobre o advento das políticas de saúde para as populações negra e indígena

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István van Deursen Varga

Luís Eduardo Batista

Palavras-chave  Raça; etnia; políticas de saúde; saúde indígena; saúde da população negra.

Estrutura dos tópicos  Políticas inter-raciais no Brasil Colônia. Políticas inter-raciais na República e no Estado Novo. O Sistema Único de Saúde (SUS) e a diversidade racial. O caso da saúde da população negra. Para iniciar uma discussão. Considerações finais. Referências. Bibliografia.

Políticas inter-raciais no Brasil Colônia

Embora com origens etimológicas distintas, as categorias “índio” e “indígena” foram adotadas como sinônimos nas práticas da administração colonial portuguesa, e de consecutivas administrações brasileiras, imperiais e republicanas (até muito recentemente), como parte de um sistema classificatório da população em “raças” (e não propriamente em “etnias”), instrumentalizando políticas e práticas institucionais, tanto de instituições de Estado quanto religiosas, que cristalizaram grandes fossos de iniquidade no tecido social brasileiro.

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9. Saúde da população negra no Brasil: conhecimentos necessários à formação e atuação dos profissionais de saúde

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Saúde da população negra no Brasil: conhecimentos necessários à formação e atuação dos profissionais de saúde

Luís Eduardo Batista

Elisangela Martins de Queiroz

Rebecca Alethéia Ribeiro Santana

Rosana Batista Monteiro

Palavras-chave  Raça/cor; política de saúde; saúde da população negra.

Estrutura dos tópicos.  Introdução. Saúde do adulto. Saúde mental. Saúde da mulher. Saúde da criança. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da

População Negra e a formação dos profissionais de saúde. Considerações finais.

Referências. Bibliografia.

Introdução

A população brasileira, segundo dados do IBGE de 2010, somava um total de 190.755.799 pessoas. Ao classificarmos essa população por raça/cor, verificamos que 47,7% (91.051.647) eram brancas; 7,6% (14.517.961) eram pretas; 43,0% (82.277.333) eram pardas; 1,09% (2.084.288) eram amarelas; e 0,42% (817.963) eram indígenas; e aquelas sem declaração de cor somavam 6.608

(0,03%). Considerando que a população negra resulta da soma

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10. Saúde da população indígena

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Saúde da população indígena

István van Deursen Varga

Rosana Lima Viana

Palavras-chave  Demografia da população indígena; saúde da população indígena; Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai); Distritos Sanitários

Especiais Indígenas (DSEIs); Sistemas Locais de Saúde (Silos).

Estrutura dos tópicos  Introdução. Demografia e epidemiologia. Modelo de gestão e controle social: ainda os maiores problemas. IV Conferência Nacional de

Saúde Indígena: falência do modelo Funasa/Desai. Secretaria Especial de Saúde

Indígena (Sesai). Considerações finais. Referências. Bibliografia.

Introdução

Os povos e comunidades indígenas no Brasil foram todos, sem exceção, diretamente vitimados pela sociedade nacional em formação.

Além das guerras de conquista, das expedições de captura de mão de obra escrava e das chamadas “guerras justas” (que de

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10  Saúde da população indígena  259

“justas” nada tinham) do período colonial e o século XIX, seus territórios, mesmo os já demarcados, vêm sendo continuamente assaltados por projetos desenvolvimentistas, até nossos dias.

 

11. O doente de etnia cigana

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O doente de etnia cigana

João José Santos Fernandes

Palavras-chave  Cigana/cigano/ciganos; cultura; enfermeiro; etnia; hospitalização; morte; saúde; sentimentos.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Organização socioeconômica. A família. A doença e a hospitalização. A morte e o luto. A viuvez. Os enfermeiros e os doentes de etnia cigana. Considerações finais. Referências. Bibliografia.

Introdução

Este capítulo sobre a etnia cigana surge nesta coletânea, que se dedica às populações mais vulneráveis, uma vez que os ciganos também são um dos grupos que, apesar de sua forte coesão, continuam a marginalizar-se e a ser marginalizados.

O primeiro documento que assinala a presença de ciganos em Portugal data de 1510 e é um poema de Luís da Silveira, intitulado “As Martas de D. Jerónimo”. Contudo, a data de sua chegada a Portugal pode ser anterior, pois decorreram 85 anos des284

11  O doente de etnia cigana  285

de sua entrada na vizinha Espanha. Como nos relata Elisa Lopes da Costa, 1425 é a “data da mais antiga prova documental para o país vizinho, ora, a travessia fronteiriça era, ao tempo, de tal forma simples que se nos afigura quase impossível não ter sucedido antes”.1

 

12. Vulnerabilidade LGTBI e de outras diversidades sexuais

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Vulnerabilidade LGTBI e de outras diversidades sexuais

Manuel Antonio Velandia Mora

Palavras-chave  Gêneros; corpo; sexualidades; orientação sexual; identidade;

LGTBI; HSH; MSM.

Estrutura dos tópicos.  Introdução. Vulnerabilidade. Risco. Risco social.

Vulnerabilidade individual e grupal. Vulnerabilidade programática. Vulnerabilidade social. Populações vulneráveis. Definições. Direitos humanos são também direitos sexuais. Princípios, vulnerabilidade e saúde. Delito ou legalidade. Estratégias para a não discriminação. Alternativas de solução. Referências.

Introdução

Os gêneros, os corpos e as sexualidades estão sendo utilizados em lutas de poder político, dentro e fora dos países e instituições. Nos trabalhos de acadêmicos como Foucault, Butler e

Fausto-Sterling, entre outros, se demonstra que sexo, corpo e gênero produzem significados sociais e, simultaneamente e de forma recíproca, o sexo, o corpo e o gênero são produzidos por tais significados. Desde seus inícios pré-natais e neonatais, incluindo os infantes intersexuados, a cultura, a economia, a política, a

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13. Vulnerabilidade e envelhecimento

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Vulnerabilidade e envelhecimento

Flávia de Oliveira Motta Maia

Yeda Aparecida de Oliveira Duarte

Palavras-chave  Vulnerabilidade social, envelhecimento populacional, políticas públicas para o idoso, avaliação de vulnerabilidade.

Estrutura dos tópicos  Introdução. Condição de vulnerabilidade do idoso.

Identificação da vulnerabilidade. Considerações finais. Referências.

introdução

O envelhecimento da população mundial apresenta dados sem precedentes. Atualmente, as pessoas idosas representam cerca de 7% da população mundial, e é esperado que, em menos de 30 anos, essa relação dobre, atingindo, em 2040, aproximadamente 1,3 bilhão de idosos.

Desde 1950, a esperança de vida ao nascer, em todo o mundo, aumentou 18 anos (de 47 anos em 1950, para 65 anos em

2000), e a projeção para 2050 é que alcance os 75 anos.1 Entre os

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13  Vulnerabilidade e envelhecimento  365

idosos, o subgrupo que mais expressivamente aumenta é o dos denominados idosos longevos, aqueles com idade igual ou superior a 80 anos. Em termos mundiais, espera-se que esse grupo cresça quase 233% entre 2008 e 2040. O crescimento da população total, contudo, será de 33%,2 e o grupo de zero a 14 anos sofrerá um decréscimo, passando de 28%, em 2005, para 20%, em

 

14. Revista Médico-Social: tecnologia com humanidade nos discursos e práticas médico-hospitalares, 1942-1945

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Revista Médico-Social: tecnologia com humanidade nos discursos e práticas médico-hospitalares, 1942-1945

André Mota

Palavras-chave  História das práticas médicas e de saúde; Hospital das

Clínicas-SP; tecnologia médico-hospitalar; enfermagem hospitalar.

Estrutura dos tópicos  Revista Médico-Social: interesses paulistas em uma perspectiva internacional. A enfermagem hospitalar nos anos de 1940: um saber tecnológico entre a máquina e o homem. O corpo e o cuidado: as entrelinhas de uma história possível. Referências.

Revista Médico-Social: interesses paulistas em uma perspectiva internacional

Em meio a inúmeros percalços, lançou-se a pedra fundamental do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da

Universidade de São Paulo, em 18 de setembro de 1938, construção prevista havia mais de dez anos, pelos acordos assinados já na década de 1920 entre a Faculdade de Medicina, a Fundação Rockefeller e o governo do estado de São Paulo.1 As reper388

 

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