Manual da residência de cuidados paliativos

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Este livro agrega os temas fundamentais que envolvem os processos de tomada de decisões nos pacientes em cuidados paliativos. Com capítulos divididos de acordo com diversas especialidades (como enfermagem, psicologia, serviço social e fisioterapia), aborda o conteúdo de maneira completa e multidisciplinar. Além disso, diversos temas são tratados sob a perspectiva pediátrica, pois o cuidado e a atenção em cuidados paliativos devem ser praticados a todos os pacientes que necessitem, independente da patologia ou da faixa etária.

12 capítulos

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Seção 1. Conceitos gerais

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Seção 1

Conceitos gerais

13/11/17 11:44

1

Cuidados paliativos – conceitos e princípios

Ricardo Tavares de Carvalho

Em 2002, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reformulou a definição de cuidados paliativos:

“Cuidado paliativo é uma abordagem que visa melhorar a qua­lidade de vida de pacientes e familiares no contexto de uma doença grave e ameaçadora da vida por meio da prevenção, do alívio do sofrimento, da identificação precoce e do tratamento impecável da dor e de outros sintomas e problemas físicos, psíquicos, sociais e espirituais”.

Foram definidos princípios de atuação:1

■■ Promover alívio da dor e outros sintomas responsáveis por sofrimento.

■■ Afirmar a vida e reconhecer a morte como um processo natural.

■■ Não antecipar e nem prolongar ou adiar a morte.

■■ Integrar aspectos psicológicos e espirituais ao cuidado.

■■ Oferecer um conjunto de cuidados e suporte para ajudar o paciente a viver da maneira mais ativa possível até a morte.

 

Seção 2. Controle de sintomas

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Seção 2

Controle de sintomas

13/11/17 11:44

1

Princípios no controle de sintomas

Camila Cristófero Yamashita

Milena dos Reis Bezerra de Souza

Toshio Chiba

INTRODUÇÃO

Estudo publicado por Walsh et al.1 recentemente demonstra a efetividade da equipe no controle de sintomas difíceis, comunicação e auxílio na tomada de decisões, tanto de condutas terapêuticas quanto de prognóstico.

Tendo em vista a importância de um controle de sintomas eficaz, especialmente para a manutenção da qualidade de vida e funcionalidade, torna-se necessária a compreensão dos ­sintomas e os eventos relacionados a eles. Kaasa e Logl2 demonstraram o impacto dos sintomas na qualidade de vida e na autonomia do paciente, embora a maior parte dos trabalhos que mensuram a qualidade de vida não incluam a avaliação dos sintomas.

Os sintomas apresentados pelos pacientes que estão em tratamento de cuidados paliativos (CP), em geral, são os mesmos independentemente do diagnóstico apresentado, sobretudo quando se tratam de sintomas de fase final de vida. Em geral, os pacientes apresentam múltiplos sintomas, mas a maior parte das publicações na área descrevem o manejo deles de forma isolada, analisando cada sintoma individualmente. Pesquisas recen-

 

Seção 3. Síndromes clínicas e tópicos específicos

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Seção 3

Síndromes clínicas e tópicos específicos

13/11/17 11:44

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Nutrição e hidratação em cuidados paliativos

Henrique A. Parsons

INTRODUÇÃO

Nutrição e hidratação estão relacionadas à manutenção da vida e portanto, são consideradas fundamentais na atenção à saúde. Por ser um tema intimamente ligado a normas culturais, discussões a respeito da alimentação podem se tornar complicadas.1-3

Perda de peso é comum em pacientes sob cuidados paliativos, ainda mais naqueles que estão mais ao final da vida,4,5 e está associada a questões relacionadas à própria imagem corporal do paciente6 e a questões psicossociais do paciente e seus familiares.7

Pacientes em cuidados paliativos podem estar em diferentes momentos da trajetória de suas doenças, tendo então diferentes necessidades nutricionais e de hidratação. Ambas podem ser reduzidas em pacientes com doenças que limitam a vida, por variadas razões (Quadro 1).

 

Seção 4. Interface dos cuidados paliativos com outras especialidades

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Seção 4

Interface dos cuidados paliativos com outras especialidades

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13/11/17 11:44

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Cuidados paliativos em pacientes com HIV/aids

Elisa Miranda Aires

INTRODUÇÃO

Como sabemos, a aids é uma doença infecciosa causada pelo vírus HIV, que causa imunossupressão grave, afetando principalmente a imunidade celular e predispondo o paciente a infecções e tumores oportunísticos.

A doença sofreu progressivamente pauperização, feminilização, cronificação e atualmente, estabilização no número de casos.

No mundo, há mais de 41 milhões de infectados, com 20 milhões de óbitos. No Brasil, até junho de 2014, eram notificados um total de 734.000 casos de doentes de aids (e não os soropositivos assintomáticos), 54,4% dos quais se encontravam na região sudeste. A média de idade era entre 20 e 39 anos. Apesar da estabilização dos casos, nos últimos 10 anos tem ocorrido um aumento em jovens masculinos e pessoas acima de 60 anos e uma diminuição em crianças (queda de 35,7% nos casos).

 

Seção 5. Interação com o paciente e a família

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Seção 5

Interação com o paciente e a família

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13/11/17 11:44

1

Cuidados paliativos em domicílio

Keila Tomoko Higa-Taniguchi

Angélica Massako Yamaguchi

Letícia Andrade

Ivone Bianchini de Oliveira

INTRODUÇÃO

As intervenções de cuidados paliativos podem ser de curto a longo prazo, dependendo da fase do processo de adoecimento em que a equipe de assistência domiciliar é acionada e do curso de evolução da doença de base, seja oncológica ou não oncológica. O ideal é que a linha de continuidade de cuidados não sofra interrupção na transição entre os vários setores institucionais de saúde (hospital, ambulatório, centro-dia e assistência domiciliar). Há, na literatura, relatos de vários fatores que interferem na decisão e na possibilidade do local em que os cuidados no final da vida são realizados.1 De preferência, grande parte dos pacientes deseja passar seus últimos dias de vida em suas residências, mas nem sempre esse desejo é realizado ou é possível de ser realizado (Figura 1).1 Variáveis como grau de dependência do paciente, retaguarda social, estágio e complexidade da doença são descritos.2 Por outro lado, países com políticas públicas que fomentem as atividades das equipes de atenção domiciliar com foco em cuidados paliativos conseguem propiciar aumento das taxas de óbito em domicílio, e esse efeito parece ser

 

Seção 6. Tópicos específicos de enfermagem

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Seção 6

Tópicos específicos de enfermagem

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13/11/17 11:44

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Avaliação de enfermagem em cuidados paliativos

Maria Fernanda Ferreira Angelo

Ednalda Maria Franck

INTRODUÇÃO

A avaliação é utilizada pelos indivíduos de forma constante e em várias situações da vida diária. Dependendo da situação e do que se queira avaliar, o ato pode assumir um caráter formal ou informal, objetivo ou subjetivo, sistemático ou assistemático, profundo ou superficial, entre outros, a partir do ponto de vista e sistema de referências do avaliador.1

A avaliação é uma atividade metodológica que, no sentido mais amplo, pode ser definida como um processo que visa à coleta e ao uso de informações que permitem a tomada de decisão.1

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

A morte não se apresenta igualmente para as pessoas e varia ainda ao longo da vida de cada uma delas, dependendo da cultura e das experiências pessoais e familiares. Com a evolução da doença, o núcleo de cuidados passará por situações que causarão sofrimento e, muitas vezes, isso se dá em decorrência da perda progressiva de funcionalidade e da progressão da doença,

 

Seção 7. Tópicos específicos em psicologia

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Seção 7

Tópicos específicos em psicologia

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13/11/17 11:44

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Avaliação e registro da psicologia nos diferentes cenários em cuidados paliativos

Ana Beatriz Brandão

Débora Genezini

Luciana Suelly Barros Cavalcante

Daniela Cristina Rodrigues Bernardes

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PRELIMINAR EM CUIDADOS

PALIATIVOS NO CONTEXTO DE INTERCONSULTA (FIGURA 1)

A avaliação psicológica preliminar em cuidados paliativos no contexto interconsulta é uma ferramenta utilizada como percepção situacional psicoemocional do paciente e de seus familiares e cuidadores (FC), visando levantar sintomas de ordem física, emocional e psíquica e uma breve história de vida do doente, seu contexto familiar, compreensão do processo de adoecimento em que se encontra e como familiares e pacientes enfrentam esse processo.

O foco se dará nas questões/queixas físicas inicialmente, que definirão se haverá ou não avaliação psicológica, tendo em vista sintomas ainda não controlados como: dor, dispneia, náusea e vômito, delirium, entre outros, que impossibilitam a abordagem. Em seguida, se o paciente está apto a ser avaliado, as questões supracitadas serão levantadas, com atenção ao relato de demandas diversas, para que haja encaminhamento às devidas especialidades, como serviço social e capelania, por exemplo.

 

Seção 8. Tópicos específicos em serviço social

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Seção 8

Tópicos específicos em serviço social

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13/11/17 11:44

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O papel do assistente social em equipes de cuidados paliativos: visão geral

Letícia Andrade

Elaine de Fátima Barbalho Melo Portela

Fernanda de Souza Lopes

Francimar Felipa da Silva Costa

Márcia Bovaroti Armando Maranho

Tatiana de Oliveira Lima

INTRODUÇÃO

Cuidar paliativamente de alguém, em nosso entender, seja em hospitais – ambulatório, enfermaria, pronto-socorro e hospice (unidade de internação direcionada ao paciente em fase final de vida)

–, seja em domicílio, requer prioritariamente um trabalho interdisciplinar; trabalho este que prima pela complementação dos saberes, pela partilha de responsabilidades, tarefas e cuidados e pela negação da simples sobreposição entre as áreas envolvidas. O reconhecimento de que o cuidado adequado requer o entendimento do homem como ser integral, cujas demandas são diferenciadas e específicas, podendo, e devendo, ser solucionadas conjuntamente, oferece às diferentes áreas do conhecimento a oportunidade e a necessidade de se perceberem incompletas. A percepção das necessidades múltiplas do indivíduo em cuidados paliativos, além da certeza de que somente uma área não oferecerá as respostas a essas necessidades, faz crescer e se consolidar a busca inegável por um trabalho efetivo em equipe interdisciplinar.1,2

 

Seção 9. Tópicos específicos em fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e nutrição

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Seção 9

Tópicos específicos em fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e nutrição

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13/11/17 11:44

1

Papel da fisioterapia em cuidados paliativos

Janete Maria da Silva

INTRODUÇÃO

A atuação do fisioterapeuta dentro da equipe interdisciplinar responsável pela assistência em cuidados paliativos é mandatória e fundamenta-se, basicamente, em dois grandes pilares: a capacidade funcional e a qualidade de vida do paciente, de sua família e da própria equipe assistencial.

Estudos têm evidenciado que o prejuízo da capacidade funcional pode conduzir o paciente a uma percepção negativa de sua qualidade de vida, além de aumentar a demanda de cuidados por conta da dependência funcional, onerar os custos do cuidado e aumentar o risco de complicações associadas ao imobilismo. Nesse contexto, a fisioterapia tem papel importante para a prevenção, a manutenção e, quando possível, o restauro da condição funcional, oferecendo maior dignidade aos dias que esses pacientes terão.

 

Seção 10. Tópicos específicos em odontologia

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Seção 10

Tópicos específicos em odontologia

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13/11/17 11:44

1

Avaliação orofacial e tratamento odontológico

Sumatra Melo da Costa Pereira Jales

Patrícia Domingues Vilas Boas

INTRODUÇÃO

A boca desempenha diversas funções, como falar, mastigar, além de ter grande importância estética e social e é afetada direta ou indiretamente por uma doença ativa, progressiva ou pelo seu tratamento; por isso, constitui fonte de dor e desconforto nos pacientes em cuidados paliativos.

Esses pacientes são vulneráveis a doenças bucodentais em razão de piora da saúde global, perda funcional progressiva, polifarmácia e sofrimento. Além disso, não verbalizam todas as suas queixas em relação à saúde bucal, o que dificulta o acesso aos cuidados odontológicos. Por esse motivo, têm qualidade de vida relacionada à saúde bucal comprometida.

A avaliação orofacial e o cuidado bucal são imperativos nos pacientes em cuidados paliativos e têm o objetivo de prevenir ou reduzir a dor e o desconforto, melhorar as funções bucais e a qualidade de vida dos pacientes.

 

Seção 11. Assistência à fase final da vida

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Seção 11

Assistência à fase final da vida

13/11/17 11:45

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Identificação da fase final de vida e processo ativo de morte

Célia Maria Kira

INTRODUÇÃO

A fase final de vida é definida na literatura como as últimas duas semanas de vida, a última semana ou as últimas 48 horas de vida. A terminologia depende do estudo conduzido, porém, o que importa é que nessa fase avançada e irreversível de doença, seja oncológica ou não, é que o paciente entra num estado de catabolismo acelerado. Isso ocorre em razão da ação de várias citocinas, principalmente de interleucinas (IL-1 e IL-6) e fator de necrose tumoral (TNF). A Figura 1 mostra essa cascata de eventos que culmina com perda de massa gorda inicialmente e depois da massa magra (muscular), com evolução para caquexia e queda de energia vital e evolução para falência de múltiplos órgãos.

O que determina os sintomas mais exuberantes na fase final de vida e o quadro clínico de morte depende da doença de base.

 

Seção 12. Anexos (conteúdo complementar)

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Seção 12

Anexos

(conteúdo complementar)

13/11/17 11:45

Avaliação preliminar do paciente pediátrico

1

Pilar Lecussan Gutierrez

Ligia Pereira Saccani

INTRODUÇÃO

Doenças crônicas graves e de longa duração acarretam sofrimento a pacientes, familiares e, frequentemente, aos profissionais que estão envolvidos em sua assistência. Elas afetam a vida em todas as dimensões, como física, afetiva, social e econômica, determinando uma reconstrução cotidiana de rotinas, projetos e possibilidades.

Essa demanda de reformulação constante também atinge a assistência que é prestada ao paciente. Diferentes momentos de evolução da doença necessitam de diferentes alternativas de abordagem terapêutica.

Alcançar o momento em que se esgotam as alternativas terapêuticas – e até mesmo as possibilidades de resgatar-se a condição clínica anterior a uma intercorrência – requer um novo funcionamento da equipe de saúde diante do paciente e de sua família. A incorporação da equipe de cuidados paliativos na assistência ao paciente e sua família pode ser pensada como uma alternativa para o enfrentamento desse momento.

 

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