Atualização em cirurgia geral, emergência e trauma

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Os aspectos mais comuns e que representam os desafios diários de um cirurgião geral constituem os capítulos deste livro. São analisados controvérsias em cirurgia, problemas complexos da parede abdominal, temas da oncologia cirúrgica de interesse para o cirurgião geral, particularidades do doente cirúrgico idoso, do atendimento do doente traumatizado e do portador de emergências não traumáticas. Dos assuntos gerais que envolvem basicamente todas as especialidades cirúrgicas são apresentados capítulos relacionados a infecção em cirurgia, doente cirúrgico em UTI e a importância dos cuidados paliativos. O livro contém ainda capítulos relativos ao valor da pesquisa na formação do cirurgião e do Mestrado profissional em cirurgia.

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1. Qual o valor do Mestrado e Doutorado profissionais em cirurgia?

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1

Qual o valor do Mestrado e Doutorado profissionais em cirurgia?

Lydia Masako Ferreira

Professora Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Escola Paulista de Medicina da

Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp). Coordenadora de área – Medicina III –

Capes. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – nível 1A.

Jorge Eduardo F. Matias

Médico Cirurgião do Aparelho Digestivo. Professor Associado IV do Departamento de

Cirurgia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Coordenador Adjunto – Mestrado

Profissional – Medicina III – Capes.

INTRODUÇÃO

Ao longo do tempo, a evolução e os avanços conquistados pela ciência e tecnologia naturalmente formaram uma demanda consistente por saber e pesquisa que transcendessem as barreiras e fronteiras impostas pelas disciplinas e seus

“universos estanques” de atuação e inovação. Tornava-se cada vez mais imperativo unir estes universos, por meio da multidisciplinaridade e interdisciplinaridade, para alcançar objetivos desafiadores voltados ao desenvolvimento de processos e produtos que se tornassem verdadeiras ferramentas de ação para o progresso de setores do mundo produtivo, como serviços de saúde, setor privado e terceiro setor1,2. Foi nesta conjuntura única que surgiu inicialmente o Mestrado profissional como o fomentador da interação entre universidade, empresa e governo, visando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de novos conhecimentos, desta vez, que fossem capazes de contribuir e transformar as vidas de cidadãos e sociedades3.

 

2. Valor da pesquisa na formação do cirurgião

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Valor da pesquisa na formação do cirurgião

Alberto Schanaider

Professor Titular, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Cirúrgicas e

Chefe do Centro de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia da Faculdade de

Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutor e Livre-Docente em Cirurgia.

INTRODUÇÃO

Conceitualmente, a pesquisa pode ser definida como um estudo metódico destinado a ampliar o conhecimento sobre determinada área do saber e que visa

à obtenção de respostas aos problemas de natureza científica1. O exercício da medicina une-se, visceralmente, ao ato de investigar. Portanto, para desenvolver o seu mister, o cirurgião precisa não só adquirir competências e habilidades técnicas específicas, per si insuficientes para delinear um profissional qualificado, mas também manter um oportuno contato com a pesquisa científica que lhe enriquecerá, dotando-o de requisitos basilares para uma formação plena.

 

3. Publicação na pesquisa

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3

Publicação na pesquisa

Marcia Kiyomi Koike

Bióloga pela Universidade Mackenzie. Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com especialização em medicina comportamental, saúde da família, anatomia, fisiologia e pesquisa clínica. Especialista no Laboratório de

Investigação Médica da Disciplina de Emergências Clínicas (LIM-51) no Departamento de

Clínica Médica da FMUSP. Orientadora de Mestrado e Doutorado e Docente responsável pela Disciplina de Bioestatística do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do

Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (IAMSPE).

Edna Frasson de Souza Montero

Professora Associada, Livre-Docente do Departamento de Cirurgia, Responsável pelo

Laboratório de Fisiopatologia Cirúrgica – LIM-62 da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médica da Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica e Coordenadora do

Centro de Experimentação Cirúrgica Professor Saul Goldenberg do Departamento de

 

4. Cuidado paliativo: só para doença terminal?

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Cuidado paliativo: só para doença terminal?

Daniel Neves Forte

Médico Intensivista e Paliativista. Doutor em Ciências e pós-doutorando em Bioética pela

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Coordenador do Programa de

Assistência, Ensino e Pesquisa em Cuidados Paliativos do Hospital Sírio-Libanês (desde

2008). Presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2017-2019).

CUIDADO PALIATIVO NO SÉCULO XXI

Até o século passado, cuidado paliativo (CP) era visto como sinônimo de cuidado de fim de vida ou de cuidado restrito para pacientes que não tinham mais cura. Profissionais da saúde e público em geral pensavam sobre CP de maneira dicotômica, procurando “o” momento em que o paciente “virava” CP. Discussões acaloradas entre equipes e profissionais sobre qual era este momento consumiram muitas horas e muita energia de muita gente. Este pensamento dicotômico sobre CP felizmente foi ultrapassado quando chegamos ao século XXI.

 

5. Peritonite encapsulante: como tratar

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5

Peritonite encapsulante: como tratar

Dario Birolini

Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

INTRODUÇÃO

Cabe assinalar, inicialmente, que existem algumas opções quanto à denominação desta síndrome, incluindo as seguintes: peritonite esclerosante (PE), peritonite encapsulante, peritonite esclerosante encapsulante (PEE), esclerose peritoneal (EP), esclerose peritoneal encapsulante (EPE) e “abdominal cocoon”

(cápsula ou casulo abdominal). Como norma, adota-se, como rotina, a denominação peritonite esclerosante encapsulante (PEE).

De acordo com trabalho publicado por Machado1 em 2016, a PEE é uma doença inflamatória crônica, rara, de etiologia desconhecida. Caracteriza-se pelo envolvimento das alças intestinais por uma cápsula fibrótica e costuma levar a episódios recorrentes de obstrução intestinal acometendo o intestino delgado.

Embora os mecanismos etiopatogênicos responsáveis por ela sejam desconhecidos, ela pode ser primária, de natureza idiopática, ou secundária, desencadeada por fatores predisponentes como a tuberculose peritoneal ou, mais comumente, a diálise peritoneal.

 

6. Neoplasia intraductal mucinosa papilífera do pâncreas: quando operar?

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Neoplasia intraductal mucinosa papilífera do pâncreas: quando operar?

Paulo Roberto Savassi Rocha

Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

Cirurgião do Hospital Lifecenter e Rede Mater Dei, Belo Horizonte (MG).

INTRODUÇÃO

As lesões císticas do pâncreas se dividem em cistos não neoplásicos (pseudocistos, doença policística, fibrose cística e cisto congênito verdadeiro) e neoplasias císticas. As principais neoplasias císticas do pâncreas (Figura 1) incluem:

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Neoplasia cística serosa (cistadenoma seroso).

Neoplasia cística mucinosa (cistadenoma mucinoso).

Neoplasia sólida pseudopapilar (tumor de Frantz).

Adenocarcinoma ductal cístico.

Neoplasia intraductal mucinosa papilífera (NIMP ou IPMN).

A IPMN, assim como as demais lesões císticas do pâncreas, com o advento dos modernos métodos de imagem, vem sendo cada vez mais diagnosticada (ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada e ressonância magnética).

 

7. Tumores císticos do pâncreas: controvérsias

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Tumores císticos do pâncreas: controvérsias

José Marcus Raso Eulálio

TCBC – Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da

Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM-UFRJ).

José Eduardo Ferreira Manso

ECBC – Professor Associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da

Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM-UFRJ).

CONCEITO, DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Pâncreas e controvérsia andam lado a lado. Um cisto pode ser definido como uma cavidade fechada, contendo material líquido ou semissólido. No pâncreas, aceita-se uma flexibilização dessa definição, sendo os cistos cavidades que podem ou não ter conexão com os ductos pancreáticos, o que já cria certa controvérsia com a definição básica do que é um cisto. O conceito de tumor cístico não é menos controverso. Diversos autores tentaram classificar as lesões císticas pancreáticas de forma objetiva, mas a diversidade de etiologias possíveis e a aquisição de informações relativas a formação e estrutura destas lesões levaram

 

8. Como tratar a hérnia inguinal recidivada após colocação de prótese?

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Como tratar a hérnia inguinal recidivada após colocação de prótese?

Jocielle Santos de Miranda

Médico Assistente do Grupo de Parede e Conteúdo Abdominal do Hospital das

Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Professor

Colaborador do Departamento de Cirurgia da FMUSP – Disciplina de Cirurgia Geral e do

Trauma. Membro da American Hernia Society.

INTRODUÇÃO

A hérnia inguinal é uma doença da parede abdominal relativamente comum na população, principalmente na população masculina, sendo seu tratamento efetivo e com baixa incidência de complicações como recidivas. Nos últimos 35 anos ocorreu uma melhora importante nos índices de recorrência ou recidiva, principalmente com a incorporação de técnicas com uso de próteses de polipropileno. Apesar de ter ocorrido há mais de 30 anos o primeiro reparo de hérnia inguinal por laparoscopia, as taxas de recorrência não diminuíram de forma consistente no mundo neste período. Essa situação precisa melhorar, principalmente pela reorientação do pensamento do cirurgião, que entende a recorrência como uma complicação rotineira e não uma situação grave, que deve ser enfrentada de forma incansável para prevenir tal situação, frequentemente associada a falha técnica relacionada ao procedimento cirúrgico1,2.

 

9. Gastrectomia vertical: ponte para correção da hérnia incisional gigante em obesos

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Gastrectomia vertical: ponte para correção da hérnia incisional gigante em obesos

Abel Hiroshi Fernandes Murakami

Médico Assistente do Grupo de Parede Abdominal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Médico Assistente do Pronto­

‑Socorro de Cirurgia Geral do HCFMUSP.

HÉRNIA GIGANTE

A definição de hérnia gigante varia de acordo com a classificação utilizada, porém todas as definições estão relacionadas com a dificuldade em reduzir o conteúdo herniado à cavidade abdominal e com a dificuldade em se obter o fechamento da parede sem complicações e recidivas. Evidentemente, as hérnias gigantes com perda de domicílio apresentam as maiores dificuldades e o retorno das vísceras herniadas para o abdome pode acarretar complicações clínicas graves e até óbito. De forma geral, são hérnias volumosas com mais de 10 cm de largura do anel herniário e a perda de domicílio é caracterizada pela incapacidade de redução em decorrência das aderências do saco herniário1.

 

10. Reconstruções não regradas da parede abdominal

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Reconstruções não regradas da parede abdominal

Claudio A. V. Birolini

Chefe do Grupo de Hérnias e Parede Abdominal da Divisão de Clínica Cirúrgica III do

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

DEFINIÇÃO

São reconstruções de defeitos sequelares da parede abdominal que não seguem uma abordagem técnica padronizada ou predeterminada. Estão indicadas em pacientes com múltiplas tentativas de reparos herniários malsucedidos, em pacientes com sequelas de ressecções de tumores e naqueles com perdas teciduais ou lesões resultantes do tratamento de traumas abdominoperineais graves.

O fator comum a esse grupo de pacientes é a perda tecidual decorrente de destruição ou ressecção de todas as camadas da parede abdominal, com impossibilidade de reparo primário do defeito.

Para efeito didático, dividiremos os defeitos em três categorias, cada uma com características distintas.

Hérnias multirrecidivadas (casos 1 e 2)

 

11. Fechamento da parede abdominal na fase imediata após peritoniostomia

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Fechamento da parede abdominal na fase imediata após peritoniostomia

Fernando da Costa Ferreira Novo

Médico Assistente Doutor da Divisão de Clínica Cirúrgica III e Cirurgião do Pronto­

‑Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São

Paulo.

INTRODUÇÃO: O ABDOME ABERTO

É frequente deixar-se o abdome aberto (AA), quer em cirurgia de controle de danos (em urgências traumáticas ou não traumáticas), quer na prevenção ou no tratamento da síndrome compartimental abdominal (SCA). O termo peritoniostomia ou abdome aberto refere-se ao defeito na parede abdominal criado sempre que, intencionalmente, deixa-se a incisão abdominal aberta após laparotomia ou se abre (ou reabre) a cavidade peritoneal para tratar a síndrome compartimental abdominal. A necessidade de peritoniostomia pode também decorrer de lesão ou infecção da parede abdominal, que leva à perda significativa de partes moles e impede o fechamento do abdome. A indicação de tratamento com peritoniostomia pode variar de uma região para outra. Por exemplo, nos Estados Unidos, a principal indicação de peritoniostomia é a operação de controle de danos no trauma abdominal, enquanto no Reino Unido a peritoniostomia é mais frequentemente indicada na sepse abdominal1. Entre as principais indicações para deixar o abdome aberto, podemos citar: necessidade de concluir rapidamente uma operação de controle de danos (mais frequentemente no trauma), peritonite de qualquer etiologia, pancreatite grave, complicações de cirurgia eletiva com necessidade de reoperação, destruição e perda de parede abdominal (por necrose, infecção ou trauma) e reoperações, programadas ou por demanda, quando há necessidade de preservar a parede abdominal. Naturalmente, a prevenção e o tratamento da síndrome compartimental abdominal podem implicar também deixar o abdome aberto. Uma indicação controversa de peritoniostomia é o tratamento da hipertensão intracraniana associada ao trauma de crânio. Há relatos

 

12. Disparidade em câncer: o que leva o doente cirúrgico oncológico à emergência?

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Disparidade em câncer: o que leva o doente cirúrgico oncológico à emergência?

Sérgio Dias do Couto Netto

Membro do Grupo de Cirurgia Oncológica da Divisão de Clínica Cirúrgica III do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Membro do Serviço de Cirurgia de Emergência do Pronto-Socorro do HCFMUSP.

Cirurgião Colaborador do Grupo de Cirurgia de Sarcoma e Melanoma do Instituto do

Câncer do Estado de São Paulo (ICESP-HCFMUSP).

Frederico José Ribeiro Teixeira Jr.

Cirurgião Oncologista. Diretor Técnico do Grupo de Cirurgia Oncológica da Divisão de

Clínica Cirúrgica III do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Membro do Grupo de Cirurgia de Sarcoma e Melanoma do

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP-HCFMUSP).

INTRODUÇÃO

A complexidade do tratamento de pacientes oncológicos leva-os com bastante frequência a procurarem atendimento no pronto-socorro. Controle de sintomas, piora clínica, evolução da doença, recorrência e complicações inerentes ao tratamento cirúrgico, químio ou radioterápico são algumas das causas dessa procura1-7.

 

13. Readmissões em cirurgia oncológica abdominal

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13

Readmissões em cirurgia oncológica abdominal

Felipe José Fernández Coimbra

Chefe do Departamento de Cirurgia Abdominal do AC Camargo Cancer Center e

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

Igor Correia de Farias

Cirurgião Oncológico. Titular do Departamento de Cirurgia Abdominal do AC Camargo

Cancer Center.

Mateus de Almeida Moreira da Silva

Residente de Cirurgia Oncológica do AC Camargo Cancer Center.

INTRODUÇÃO

Readmissões em cirurgia oncológica abdominal, apesar de ser um tema pouco estudado em nosso meio e, portanto, ainda com pouca evidência na literatura atual, vem ganhando força, principalmente nos Estados Unidos. Têm impacto direto tanto na qualidade do atendimento ao paciente oncológico quanto no custo total do tratamento em decorrência das elevadas despesas associadas ao tratamento das complicações e suas consequências.

Nos Estados Unidos, cerca de 1,6 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer a cada ano, com perspectiva de aumento considerável desse número em decorrência do envelhecimento populacional global. Calcula-se que em 2020 os gastos com tratamento oncológico nos Estados Unidos cheguem a 173 bilhões de dólares. Isso vem fazendo com que protocolos de atendimento oncológico que enfatizam a alta hospitalar precoce e a redução de suas readmissões hospitalares sejam cada vez mais frequentes, uma vez que estão diretamente relacionados a redução de gastos e melhor qualidade do atendimento.

 

14. Doente idoso de alto risco operatório: quais os limites?

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14

Doente idoso de alto risco operatório: quais os limites?

Wilson Jacob Filho

Professor Titular da Disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de

São Paulo.

INTRODUÇÃO

Nunca em nossa história pudemos esperar viver tanto. Dados da Organização

Mundial da Saúde mostram que, no ano 2000, havia no mundo 600 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais, número que deverá dobrar até 2025 e atingir 2 bilhões em 2050.

De acordo com estes dados, a Divisão Populacional da ONU mostra que a idade média da população mundial, que aumentou 2,8 anos nos últimos 50 anos

(de 23,6 para 26,4 anos), deverá apresentar um aumento de 10,4 anos no mesmo período de 50 anos, atingindo 36,8 anos em 2050. A proporção de crianças (i. e., até 14 anos) cairá de 30% para 20% da população mundial de 2000 a 2050, ao passo que a população de idosos deverá subir de 10% para 21% no mesmo período. Dos segmentos etários da população mundial, o dos idosos é aquele que mais cresce – e, dentro deste, o grupo dos mais idosos (i. e., pessoas de 80 anos ou mais) é o que mais se destaca: dos atuais 69 milhões de pessoas de 80 anos ou mais no mundo, passaremos para cerca de 377 milhões em 2050. Longe de ser uma questão exclusiva dos países mais ricos, o envelhecimento é de especial importância para os países em desenvolvimento: neles vivem atualmente cerca de

 

15. Cálculo biliar assintomático no idoso: nunca se opera?

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15

Cálculo biliar assintomático no idoso: nunca se opera?

Júlio C. U. Coelho

Professor Titular e Chefe do Serviço de Clínica Cirúrgica da Universidade Federal do Paraná.

Christiano M. P. Claus

Ex­‑Fellow de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Laparoscópica, Montpellier – França.

Professor da Pós­‑Graduação em Cirurgia Minimamente Invasiva da Universidade Positivo

– Instituto Jacques Perissat.

Leonardo Dudeque Andriguetto

Cirurgião do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba. Ex­‑Fellow do Departamento de Cirurgia da Universidade de Montpellier – França.

Jacqueline de Pauli Berbardin

Médica do Departamento de Cirurgia do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba.

Jorge E. F. Matias

Professor Adjunto da Disciplina de Clínica Cirúrgica e Coordenador do Curso de Pós­‑Graduação de Clínica Cirúrgica da Universidade Federal do Paraná.

INTRODUÇÃO

Apesar da litíase biliar ocorrer em pacientes de qualquer idade, de recém-natos a idosos, sua prevalência aumenta acentuadamente com a idade. A colelitíase acomete entre 25 e 40% das pessoas na 7ª década de vida e cerca de 50% daqueles com mais de 80 anos de idade1,2.

 

16. Idoso e trauma por queda acidental

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Idoso e trauma por queda acidental

Octacilio Martins Junior

Médico Assistente Doutor do Serviço de Cirurgia de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

INTRODUÇÃO

A população de idosos – pacientes com mais de 65 anos de idade em países ricos e 60 anos em países subdesenvolvidos – tem aumentado significativamente no mundo. Estatísticas americanas mostram que em 1990, 4,1% da população dos Estados Unidos tinha 65 anos de idade ou mais (3,1 milhões); em 1960 esse percentual aumentou para 9,2% (16,7 milhões); em 1965 era de 9,3% (18,1 milhões). Atualmente, mais de 12% da população americana possui 65 anos ou mais e a previsão é que ocorrerá um aumento para 20% até 2030. No Brasil, o quadro não é diferente; no ano de 2000 os idosos correspondiam a 8% da população (14,5 milhões) enquanto o Censo de 2010 mostrou que essa população de idosos aumentou para 12% (18 milhões).

Hoje, a população idosa brasileira ultrapassa os 14 milhões. No ano 2020, teremos aproximadamente 31,8 milhões de habitantes com mais de 60 anos. A população com mais de 60 anos crescerá 15 vezes no período de 1950 a 2020, enquanto a população total crescerá apenas 5 vezes. Com esses números, calcula-se que o Brasil será o sexto país do mundo com maior população idosa1.

 

17. Uso de antibióticos em vítimas de trauma: quando, como e qual?

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17

Uso de antibióticos em vítimas de trauma: quando, como e qual?

Cornelius Mitteldorf

Docente do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina e Chefe Técnico da

Divisão de Cirurgia do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.

INTRODUÇÃO

Até meados do século XX, o tratamento de feridas traumáticas era realizado pela aplicação de substâncias tópicas como mel, óleo de oliva, vinho e, durante a Segunda Guerra Mundial, sulfas e penicilina. Até então, os recursos terapêuticos eram muito mais limitados e poucos pacientes vítimas de trauma tinham a possibilidade de ter suas lesões reparadas por procedimentos operatórios (laparotomias, toracotomias, reparação de fraturas expostas...). A partir da década de

1950, o enorme avanço na medicina como um todo, na cirurgia e na anestesia, e o desenvolvimento de antibióticos em particular fizeram com que essas substâncias passassem a ser utilizadas rotineiramente, principalmente na forma injetável por via endovenosa e, também, nos pacientes traumatizados, uma vez que a infecção era a causa mais importante de óbito nos pacientes que sobreviviam à fase aguda do trauma. No entanto, já no final da década de 1950, relatava-se o aparecimento, cada vez mais frequente, de resistência bacteriana: nessa época, não havia a preocupação de se racionalizar o uso dos antibióticos, vistos como armas que eliminariam o fantasma da infecção. Certamente, pacientes traumatizados também contribuíram para o desenvolvimento dessa resistência bacteriana, uma vez que eram submetidos a procedimentos cada vez mais complexos e recebiam antibióticos de amplo espectro por tempo prolongado, por exemplo, no tratamento de fraturas cominutivas expostas com perda extensa de partes moles.

 

18. Abscessos abdominais: drenagem percutânea ou aberta? Quando?

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18

Abscessos abdominais: drenagem percutânea ou aberta? Quando?

Alberto Bitran

Médico Assistente Doutor da Clínica Cirúrgica III do Hospital das Clínicas da Faculdade de

Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Grupo de Urgências não Traumáticas.

DEFINIÇÃO DOS ABSCESSOS ABDOMINAIS

Abscessos abdominais não são sinônimos de peritonites secundárias. São coleções líquidas confinadas por uma parede inflamatória, diferentemente da presença de líquido peritoneal contaminado ou infectado sem a presença de contenção por uma parede inflamatória.

Os abscessos ocorrem numa fase intermediária da resposta natural do organismo às infecções e contaminações. Infecções podem naturalmente persistir, disseminar-se e matar o paciente. No outro extremo, as infecções podem ser totalmente controladas e superadas pelas defesas do paciente e pelo tratamento. Durante esse processo natural de resolução das infecções, os abscessos podem se formar.

Nos abscessos, a presença de grandes quantidades de bactérias, o ambiente com hipóxia e acidose, restos necróticos e celulares, hemoglobina e fibrina permitem a persistência da infecção, podendo ser fatal, caso não ocorra a drenagem espontânea ou cirúrgica1,2.

 

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