O Novo Modelo de Treinamento Funcional de Michael Boyle

Autor(es): Michael Boyle
Visualizações: 113
Classificação: (0)

Um dos pilares do treinamento funcional é o fortalecimento do core, o centro de força do corpo, que inclui os músculos do abdome, dos quadris e da região lombar e responde pela estabilização da coluna vertebral. Michael Boyle, um dos principais treinadores do esporte de alto rendimento, reúne conceitos, métodos, exercícios e programas que maximizam o rendimento de atletas e ajudam no aprimoramento dos padrões fundamentais do movimento humano. Iniciando por uma série de avaliações funcionais úteis na elaboração de planos individuais de treinamento, são apresentadas ainda progressões de exercícios de fortalecimento para membros inferiores e superiores e core, proporcionando aos atletas e às demais pessoas equilíbrio, estabilidade, força e potência. As mais recentes pesquisas e a vasta experiência do autor também são aqui contempladas.

FORMATOS DISPONíVEIS

Impresso
eBook

11 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1. Tornando o treinamento mais funcional

PDF Criptografado

CAPÍTULO

1

Tornando o treinamento mais funcional

Treinamento funcional é, essencialmente, treinar com um propósito. Quando usamos a palavra função, estamos dizendo que algo tem um propósito. Assim, quando aplicamos o termo ao treinamento para esportes, estamos falando sobre treinamento intencional para os esportes. A ideia de treinamento funcional ou exercício funcional, na verdade, originou-se no mundo da medicina esportiva. Como é sempre o caso, as ideias e exercícios usados na reabilitação encontraram seu caminho a partir da clínica de fisioterapia e sala de treinamento atlético para a sala de pesos. A ideia mais básica era que os exercícios usados para fazer um atleta retornar sem lesão também poderiam ser os melhores exercícios para manter e melhorar a saúde.

Desde que o conceito de treinamento funcional foi primeiro aplicado aos esportes, tem sido mal interpretado e erroneamente interpretado por muitos atletas e treinadores. Expressões como específico do esporte (que implica que determinados movimentos e padrões de movimentos são específicos para esportes individuais) foram usadas para descrever alguns conceitos de treinamento funcional. Mas o treinamento específico do esporte ocorre com o atleta no tatame, campo ou quadra, ao passo que, na força e no condicionamento, trabalhamos para tornar o atleta mais forte e para melhorar o condicionamento específico. Na verdade, o treinamento funcional pode ser mais bem representado pelo termo treinamento geral esportivo do que pelo termo treinamento específico do esporte.

 

Capítulo 2. Análise das demandas do esporte

PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

Análise das demandas do esporte

Antes de iniciar a montagem de um programa de treinamento funcional efetivo, você deve primeiro analisar e entender as demandas do esporte. Pense no esporte. Veja um quadro em sua mente. Que tipo de esporte é esse?

A maioria dos esportes classifica-se como de resistência ou de velocidade e força. Quase todos os esportes coletivos são modalidades de velocidade e força. Esportes individuais, como ginástica e patinação artística, também se baseiam principalmente em velocidade e força. Esportes com raquetes, incluindo tênis, são esportes de velocidade e força.

Agora, pergunte a si mesmo quem são os jogadores ou atletas dominantes no esporte? São os atletas com a melhor resistência e melhor flexibilidade? Com frequência, a maioria não é um nem o outro. Em geral, os melhores jogadores ou atletas de elite são os que se movem com melhor eficiência e explosão. Velocidade e agilidade são as qualidades mais estimadas em quase todos os esportes intermitentes de potência.

 

Capítulo 3. Avaliação da força funcional

PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Avaliação da força funcional

Conforme afirmado no Capítulo 1, o treinamento funcional é o treinamento que faz sentido. Após analisar as demandas do esporte, a próxima etapa é avaliar seus atletas.

Os testes neste capítulo permitem que você realize uma boa avaliação.

É bastante raro encontrar um atleta que tenha força, potência ou velocidade excessivas para seu esporte. Raras vezes você ouve um comentarista de televisão dizer “Minha nossa, ele era tão rápido que correu direto para aquela bola”. Pense no treinamento de força como um pré-requisito para a velocidade e potência. É importante desenvolver força funcional, a força que um atleta pode usar.

A mensuração objetiva de força funcional pode ser humilhante até para os melhores atletas. Para avaliar a força funcional, os atletas devem se mover contra uma resistência de uma maneira que provavelmente ocorrerrá no esporte ou na vida. Portanto, faz sentido que o próprio peso corporal seja a forma mais comum de resistência a ser empregado

 

Capítulo 4. Montagem de um programa

PDF Criptografado

CAPÍTULO

4

Montagem de um programa

Com frequência, converso com treinadores sobre programas de desempenho no esporte. Em geral, a conversa inicia com algo do tipo “Eu uso um pouco do teu método, eu pouco do método de Mark Verstegen e uma combinação de...”. Isso quase sempre soa como um elogio, mas sai de um modo diferente.

Quando se trata de desenvolver novos programas de desempenho ou adotar a totalidade ou partes de programas coexistentes, uma analogia da área da culinária se aplica.

Algumas pessoas conseguem realmente cozinhar; outras precisam de livros e receitas.

Algumas pessoas escrevem livros de receita; outras os leem. Mesmo no mundo dos restaurantes, existem cozinheiros e existem chefes de cozinha. Cozinheiros seguem receitas, chefes as criam.

Então, você é um cozinheiro ou um chefe de cozinha? Se você está montando seu primeiro programa para si mesmo ou para uma equipe, você é um cozinheiro. Ache uma boa receita que satisfaça suas necessidades e siga-a com exatidão. Além disso, na culinária, todo ingrediente em uma receita tem um propósito. A maioria das comidas assadas requer farinha, por exemplo. Você não assaria um bolo e deixaria a farinha de fora, deixaria?

 

Capítulo 5. Foam rolling, alongamento e aquecimento dinâmico

PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

Foam rolling, alongamento e aquecimento dinâmico

Sobre a prescrição de atividades e aparatos pré e pós-treinamento, você pode ter certeza de uma coisa: continuará mudando e melhorando à medida que mais pontos de vista funcionais permeiam o treinamento esportivo. Os velhos dias de trabalhar uma série dos mesmos alongamentos estáticos para todo o esporte, só porque deve ser assim, não se aplicam mais.

FOAM ROLLING

Um grau de ceticismo é justificado quando se trata de novos equipamentos e dispositivos. Para cada inovação útil, três ou quatro outras são lixo e não merecem sequer um minuto de exposição nos infomerciais (comerciais informativos) televisivos. No entanto, também precisamos ser receptivos a invenções e soluções criativas, mesmo que inicialmente pareçam estranhas.

Quando a primeira edição de Treinamento Funcional para os Esportes foi publicada em 2004, não tínhamos ainda sequer começado a usar um rolo de espuma (foam roller) em nossa sequência pré-séries. Na verdade, há 10 anos os treinadores de força e condicionamento, os preparadores físicos e fisioterapeutas teriam olhado de modo zombeteiro para um pedaço cilíndrico de espuma de 90 cm de comprimento e perguntado: O que eu devo fazer com isso?

 

Capítulo 6. Treinamento para região inferior do corpo

PDF Criptografado

CAPÍTULO

6

Treinamento para a região inferior do corpo

As minhas perspectivas sobre o treinamento para membros inferiores mudaram drasticamente desde a publicação da primeira edição deste livro. Durante a última década, passamos de um programa bem convencional orientado ao agachamento livre (back squat) para um programa orientado ao agachamento pela frente (front squat) e, por fim, a um programa centrado, principalmente, em torno de levantamento terra unilateral e variações de agachamento unilateral. Em determinadas situações, primeiro usamos agachamentos bilaterais e levantamentos terra bilaterais, mas a ênfase passou para exercícios mais unilaterais quando se trata de desenvolver a força nos membros inferiores.

A razão primária para essa evolução na estratégia de treinamento da região inferior do corpo é nosso desejo de atingir, com mais objetividade, estas três metas:

■ Ausência de lesões no treinamento. Quase todas as dores nas costas de nossos atletas

 

Capítulo 7. Treinamento do core

PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Treinamento do core

Um dos objetivos deste livro é fornecer ideias que você possa imediatamente colocar em prática. A informação neste capítulo pode ser usada para melhorar a saúde e a função do core de um atleta e será, de particular interesse, para treinadores e atletas de esportes que envolvam movimentos de rebatida, como beisebol, golfe, tênis, hóquei de campo e gelo e críquete.

Os exercícios do core aqui apresentados são projetados para desenvolver um tronco mais estável durante os gestos de rebater ou arremessar um objeto. Além disso, os programas do core ajudam qualquer atleta que sofre de dores lombares. Os exercícios com a medicine ball melhoram a força e a coordenação de todos os grupos musculares usados em habilidades de rebatida e arremesso. O treinamento do core é necessário para desenvolver a potência para rebater mais longe uma bola de beisebol ou golfe ou um disco de hóquei ou uma bola de tênis com mais força e rapidez. Além disso, trabalhar os músculos do core pode ser um elemento-chave para uma carreira esportiva mais longa e saudável.

 

Capítulo 8. Treinamento para região superior do corpo

PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Treinamento para a região superior do corpo

Muitos livros e artigos detalham como realizar exercícios de força para os membros superiores. Infelizmente, apesar de todos os avisos, os atletas ainda colocam excessiva ênfase no desenvolvimento dos “músculos superficiais” que aparecem no espelho, como o tórax e braços que contribuem para a criação de uma aparência muscular. Este capítulo reforça a necessidade de um equilíbrio entre empurrar e puxar e enfatiza o uso de barras, remadas e variações para prevenir as lesões no ombro.

O exercício funcional para membros superiores pode ser primariamente dividido entre empurrar e puxar. Outros movimentos que envolvem apenas uma articulação podem não ser verdadeiramente funcionais por trabalharem os músculos apenas de forma isolada. Embora os movimentos de uma articulação possam ser necessários em exercícios corretivos ou de estabilização, a chave para o treinamento funcional da região superior do corpo é o equilíbrio entre empurrar e puxar.

 

Capítulo 9. Treinamento pliométrico

PDF Criptografado

CAPÍTULO

9

Treinamento pliométrico

O treinamento para potência pode ser a parte mais importante do treinamento. Primeiramente, a força final deve ser obtida para permitir a produção de potência e velocidade. Os aumentos na força que não produzem um aumento simultâneo na potência são de uso limitado, em particular nos esportes sem contato. Com frequência, atletas gastam muito tempo com treinamento de força e pouco tempo treinando potência.

A questão não é “Devemos treinar potência?”, e sim “Como treinamos potência?”.

Em um mundo perfeito, com um atleta saudável, o treinamento de potência é feito de várias maneiras. Pliométricos, arremessos de medicine balls (Cap. 7) e levantamentos olímpicos (Cap. 10) são todos modos efetivos pelos quais se desenvolve produção de potência. Cada método pode ser essencial na criação de um atleta forte e todos têm seu lugar em um programa bem-projetado. O melhor programa usa um pouco de cada um dos seguintes três métodos.

 

Capítulo 10. Levantamento de peso olímpico

PDF Criptografado

CAPÍTULO

10

Levantamento de peso olímpico

Os atletas e treinadores estão sempre procurando os melhores e mais seguros métodos para desenvolver potência. Um maior nível de potência traduz-se em um atleta mais rápido, mais explosivo. A evidência continua sustentando que levantamentos de potência, como os levantamentos olímpicos e suas variações, podem ser os melhores métodos para melhorar rapidamente a potência.

O aspecto negativo é que o levantamento olímpico requer muito tempo de aprendizagem e constante supervisão. Diversos treinadores adicionaram o levantamento olímpico aos seus programas por causa da evidência significativa de seus benefícios; infelizmente, alguns desses mesmos treinadores não conseguem ou não querem ensinar aos seus atletas a técnica apropriada. Mais recentemente, alguns treinadores começaram a usar levantamentos olímpicos como se fosse trabalho de hipertrofia ou aeróbico utilizando-se de altos volumes de repetições e não para melhora de potência. Estamos em um período de grande popularidade e exposição do levantamento olímpico, mas muitas vezes o que vemos é semelhante a observar alguém tentando martelar um prego com uma chave de fenda.

 

Capítulo 11. Programas para melhorar o desempenho

PDF Criptografado

CAPÍTULO

11

Programas para melhorar o desempenho

A programação específica para o esporte é um dos maiores equívocos no atletismo atualmente. A noção de que cada esporte precisa de seu próprio programa individual

é basicamente falha. A maioria dos esportes coletivos, e mesmo muitos esportes individuais, tem necessidades gerais similares. Todos se baseiam na velocidade e potência, com a força agindo como base subjacente. O desenvolvimento de velocidade, força e potência não varia e não deve mesmo variar muito de esporte para esporte.

A maioria dos melhores técnicos de força e condicionamento no país usa programas bastante similares para treinar atletas em uma ampla variedade de esportes. Raras vezes, os técnicos encontram atletas muito fortes, muito rápidos ou muito eficientes em movimentos laterais. Pense sobre isso deste modo: um jogador de beisebol rápido é, em qualquer aspecto, diferente de um jogador rápido de futebol ou futebol americano? Enquanto técnico, você desenvolveria velocidade para o beisebol de uma forma diferente da qual desenvolveria para um jogador de futebol ou de futebol americano?

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
MFPP000001890
ISBN
9788582714492
Tamanho do arquivo
39 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados