Farmácia hospitalar

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Os destaques desta edição são novos capítulos pautados em referências atuais sobre abordagem em erros relacionados a medicamentos, prescrição médica eletrônica, antimicrobianos e infecção hospitalar e humanização no ambiente hospitalar. Certamente, a utilização e a reflexão acerca dos assuntos abordados neste livro contribuirão para a profissionalização e o aperfeiçoamento das farmácias hospitalares e a sua colocação em posição de destaque nas Ciências Farmacêuticas e na Administração Hospitalar.

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1. Organização hospitalar

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1

ORGANIZAÇÃO

HOSPITALAR

1. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR

Em relação à instituição hospitalar do ponto de vista histórico, há registros indianos e egípcios datados do século VI a.C. dos primeiros locais de isolamento de pessoas doentes do contato com o restante da comunidade.

Na antiguidade, desde antes e até muito tempo depois da era hipocrática (Hipocrátes, grego considerado o pai da medicina), um traço de profundo misticismo relacionava o sofrimento humano à direta e inflexível vontade das divindades, que assim puniam as criaturas julgadas faltosas. Nesse período, os templos religiosos acolhiam os doentes e os incapacitados, sobretudo em momentos críticos em que as comunidades se sentiam ameaçadas.

A filosofia cristã de “amar ao próximo como a ti mesmo” na Itália (Roma) da Era Cristã inspirou a edificação do primeiro hospital. Essa filosofia continha uma diferença radical em relação às anteriores, que se preocupavam apenas em confinar os doentes para evitar o contágio dos que se julgavam com saúde e das pessoas de classe social mais elevada. Também foram encontradas informações a respeito de locais de refúgio para tratamento de enfermos na Grécia hipocrática, iniciando uma nova fase na medicina. Também consta da literatura his-

 

2. Administração farmacêutica-hospitalar

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2

ADMINISTRAÇÃO

FARMACÊUTICAHOSPITALAR

N

o dia a dia da farmácia hospitalar, é necessária a aplicação constante de conhecimentos administrativos, desde conhecimentos básicos, fundamentos, até teorias administrativas, planejamento, controle, administração de recursos humanos, desenvolvimento e gerenciamento de projetos.

Os diversos sistemas de saúde vêm buscando um perfil mais gerencial nos farmacêuticos contratados, embora a grande maioria dos profissionais, por uma questão cultural e curricular do curso de graduação em farmácia, não apresente tal característica. Apesar de todo o lado técnico das atividades desenvolvidas pelo farmacêutico, seu crescimento e sua evolução profissionais dependem, atualmente, de uma ampla visão administrativa e empresarial.

O farmacêutico admitido em um hospital deve fazer um planejamento para galgar posições gerenciais dentro da estrutura, talvez assumindo a gerência da farmácia hospitalar, a gerência de materiais ou um cargo de diretoria e, até mesmo, de empresário.

 

3. Administração de recursos materiais

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3

ADMINISTRAÇÃO

DE RECURSOS

MATERIAIS

A

administração de recursos materiais no ambiente hospitalar confunde-se com as funções desempenhadas pela farmácia hospitalar. Muitas empresas prestadoras de serviços na área da saúde entendem que a questão logística é responsabilidade única e exclusiva de uma gerência de suprimentos ou de materiais, podendo o gerente ser um profissional farmacêutico, pois ninguém entende mais de medicamentos e materiais correlatos do que esse profissional, e esses itens chegam a representar, financeiramente, até 75% do que se consome em um hospital geral.

O conveniente gerenciamento das atividades de administração de materiais e de medicamentos em um hospital representa diferencial de gestão e economia de recursos financeiros, os quais, na maioria dos hospitais, são escassos.

1 . A B O R D A G E M L O G Í S T I C O - H O S P I TA L A R

Para assumir ações de gerência de logística, é necessário que o farmacêutico ou administrador hospitalar possua grande vivência e cursos de especialização na área, de modo que se garanta o emprego conveniente das modernas técnicas de gestão de materiais. Os profissionais que acreditam que a administração de materiais limita-se à

 

4. Administração de compras

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4

ADMINISTRAÇÃO

DE COMPRAS

1. A FUNÇÃO COMPRAS

A função compras é um segmento essencial do departamento de materiais ou suprimentos. Tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços, planejálas quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as quantidades corretas. É importante salientar que, nas modernas organizações hospitalares, essa função pode e deve ser exercida por farmacêuticos ou pessoas da área administrativa, gabaritadas para a atividade e com ampla experiência.

OBJ E TI VOS DO SE TOR D E C O M P R AS

1. Manter um fluxo contínuo de suprimentos, a fim de atender à demanda.

2. Coordenar o fluxo de maneira que seja aplicado um mínimo de investimento, sem afetar a operacionalidade da empresa.

3. Comprar materiais e insumos pelos menores preços, obedecendo a padrões de quantidade e qualidade definidos.

4. Procurar, sempre dentro de uma negociação justa e honesta, as melhores condições para a empresa, sobretudo quanto a condições de pagamento.

 

5. Padronização de medicamentos

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5

PADRONIZAÇÃO

DE

MEDICAMENTOS

O

s medicamentos representam uma das maiores parcelas dos custos hospitalares. A racionalização dos gastos com medicamentos garante que o usuário receba a melhor terapêutica ao menor custo, de acordo com a realidade nacional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a cobertura terapêutica da população, em uma política de assistência médico-farmacêutica, com cerca de 270 fármacos básicos.

Entende-se por padronização de medicamentos a constituição de uma relação básica de produtos que atendam aos critérios propostos pelo Ministério da Saúde. Constituindo os estoques das farmácias hospitalares, esse tipo de relação objetiva o atendimento médico-hospitalar de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada instituição. Assim, os itens selecionados devem ser de amplo aproveitamento, desde que seja de forma equilibrada e qualitativa.

Tal medida acarreta a utilização racional do arsenal terapêutico, proporcionando como vantagens precípuas, entre outras, as seguintes:

 

6. Abordagem sobre o erro com medicação na área hospitalar

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6

ABORDAGEM

SOBRE O ERRO

COM MEDICAÇÃO

NA ÁREA

HOSPITALAR

P

odemos definir os erros com medicações como eventos que podem causar uma situação inadequada com provável dano ao paciente, mas também como eventos que podem ser evitados.

Muitos dos erros ocorridos com medicamentos geralmente não são detectados, podendo levar a um significado clínico mínimo, mas outros podem trazer sérias consequências à vida do paciente.

Dados na literatura especializada mostram a importância econômica e humanística do impacto produzido pelos erros, além do grande número de erros evitáveis, que acabam contribuindo para o aumento da morbidade e mortalidade dos pacientes.

O cuidado com o uso de medicações deve ser contínuo, devendo fazer parte dos sistemas de saúde, além de envolver todos os profissionais que estejam direta ou indiretamente ligados aos medicamentos.

Os erros com medicamentos podem ocorrer em várias fases do processo hospitalar: prescrição, padronização

(seleção), preparo, dispensação e administração dos medicamentos.

 

7. Prescrição médica eletrônica

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7

PRESCRIÇÃO

MÉDICA

ELETRÔNICA

1 . A I N F O R M AT I Z A Ç Ã O N A

Á R E A H O S P I TA L A R

Atualmente, os sistemas de informatização são utilizados com pouca frequência nos processos hospitalares no

Brasil.

Sabe-se que existe um grande impacto na qualidade dos serviços de farmácia quando estes possuem os processos de utilização de medicamentos já informatizados. Portanto, a informatização é uma ferramenta que deve ser utilizada para a redução de eventos adversos e erros com medicamentos, embora sejam poucos os hospitais brasileiros que já possuem um sistema de prescrição eletrônica.

O sistema de identificação por código de barras para medicamentos, materiais médicos hospitalares (correlatos) e pacientes, apesar de ter um custo elevado, pode reduzir erros com medicações, podendo agregar informações de extrema importância, como a entrada do medicamento no hospital, o controle das validades e dos lotes no armazenamento, além da dispensação dos medicamentos e da administração, que envolve a equipe de enfermagem.

Existe um vasto volume de informações sobre medicamentos, uma vez que o mercado nacional apresenta aproximadamente mil e quinhentos fármacos e seis mil marcas, representando cerca de quinze mil apresentações

 

8. Sistemas de distribuição de medicamentos

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8

SISTEMAS DE

DISTRIBUIÇÃO DE

MEDICAMENTOS

1. A IMPORTÂNCIA DE UM

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

Um sistema de distribuição de medicamentos deve ser racional, eficiente, econômico, seguro e deve estar de acordo com o esquema terapêutico prescrito. Quanto maior a eficácia do sistema de distribuição, mais garantido será o sucesso da terapêutica e da profilaxia instauradas no hospital.

O sistema a ser escolhido e implantado no hospital pelo profissional farmacêutico deve seguir alguns critérios, de acordo com os aspectos relacionados a seguir.

ASPECTOS ADMINISTRATIVOS

Para haver racionalidade e eficácia na distribuição, é fundamental que o setor de compras esteja diretamente envolvido no processo. Além disso, são aspectos importantes: o controle de estoque, a padronização, o envolvimento de recursos humanos treinados e capacitados para o exercício das funções e o controle da qualidade de todos os processos abordados. É de extrema importância que se consiga atender a todas as áreas do hospital.

 

9. Farmácias-satélites: serviços especializados em dispensação de materiais e medicamentos

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FARMÁCIASSATÉLITES:

SERVIÇOS

ESPECIALIZADOS

EM DISPENSAÇÃO

DE MATERIAIS E

MEDICAMENTOS

E

m um hospital, existem setores diferenciados, com características específicas e necessidades próprias de um sistema de dispensação de materiais e medicamentos. São exemplos de setores hospitalares: centro cirúrgico (CC), unidade de terapia intensiva (UTI), ambulatório e pronto-socorro. Em cada um desses setores, os pacientes devem receber materiais e medicamentos de forma diferenciada, pois são setores que se caracterizam por aspectos como:

• estoques elevados de materiais e medicamentos sem controle efetivo (por exemplo: fios cirúrgicos, no CC; sondas, seringas e agulhas, na UTI);

• o consumo, tanto de materiais como de medicamentos,

é excessivo;

• o custo unitário do que é consumido é alto;

• o uso inadequado de alguns itens determina a ocorrência de desperdícios;

• muitos itens necessitam de cuidados especiais no armazenamento e no controle.

 

10. Preparações de misturas parenterais

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10

PREPARAÇÕES

DE MISTURAS

PARENTERAIS

1. A NUTRIÇÃO PARENTERAL

O principal objetivo da nutrição parenteral – a administração intravenosa de nutrientes – é melhorar o estado nutricional dos pacientes. Podemos conceituar nutrição parenteral (NP) como o método de alimentação através de fluidos administrados por via parenteral e que contêm elementos nutricionais para a manutenção do metabolismo corporal normal, como glicose, lipídios, aminoácidos, eletrólitos, oligoelementos. O uso da via parenteral é recomendado quando o trato gastrintestinal está impossibilitado de cumprir sua função ou quando a capacidade digestiva está comprometida a ponto de não suprir as necessidades metabólicas básicas. Assim, indica-se a nutrição parenteral quando:

a alimentação oral não é possível; a absorção de nutrientes é incompleta; há situações associadas à desnutrição; há condições especiais.

O aprimoramento das soluções de nutrição parenteral, em especial na pediatria, aliado ao desenvolvimento da tecnologia de novos cateteres, ocasionou uma mudança

 

11. Quimioterapia

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11

QUIMIOTERAPIA

A

tualmente, os cânceres já rivalizam com as doenças cardíacas como patologias que mais produzem óbitos e diminuem a qualidade de vida da sociedade.

O preparo, a administração e a eliminação dos dejetos de agentes quimioterápicos requerem uma prática altamente especializada e conhecimentos técnicos de profissionais farmacêuticos.

Os profissionais de saúde que trabalham com quimioterapia devem possuir os seguintes conhecimentos e habilidades:

• conhecimentos sobre o mecanismo de ação, o modo de administração, o método de metabolismo e excreção, as indicações de uso e as potenciais reações adversas;

• excepcional técnica de venopunctura e manutenção de acesso venoso;

• competência no manuseio seguro dos dejetos de quimioterápicos;

• educação de pacientes e familiares.

1 . GENERALIDADES SOBRE QUIMIOTERÁPICOS

• Muito frequentemente, as dosagens de quimioterapia são calculadas em relação à área de superfície corporal,

 

12. Antimicrobianos e infecção hospitalar

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12

ANTIMICROBIANOS

E INFECÇÃO

HOSPITALAR

O

s antimicrobianos são produtos capazes de destruir micro-organismos ou de suprimir sua multiplicação e crescimento. A tendência atual é de denominar antimicrobianos dois tipos de produtos:

• Antibióticos: antimicrobianos produzidos por microorganismos (bactérias, fungos, actinomicetes). Ex.: penicilinas.

• Quimioterápicos: antimicrobianos sintetizados em laboratório. Ex.: sulfas, quinolonas.

A antibioticoterapia, portanto, é o tratamento de pacientes com sinais e sintomas clínicos de infecção pela administração de antimicrobianos. Tem a finalidade de curar uma doença infecciosa (cura clínica) ou de combater um agente infeccioso situado em um determinado foco de infecção (cura microbiológica).

Pode ser utilizada de forma terapêutica, que implica na utilização de antimicrobianos a partir de um diagnóstico preciso ou presuntivo da etiologia do processo infeccioso, fundamentado na anamnese e nos exames clínicos e laboratoriais.

 

13. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)

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13

COMISSÃO DE

CONTROLE

DE INFECÇÃO

HOSPITALAR

(CCIH)

1 . O QUADRO ATUAL

As infecções hospitalares são os sintomas mais evidentes da inadequação do sistema de saúde, embora a responsabilidade seja, em geral, atribuída ao profissional de saúde ou à instituição prestadora de assistência.

Evidentemente, o profissional de saúde ou o hospital não contaminam voluntariamente seus pacientes, mas a inobservância de princípios básicos do controle das infecções hospitalares pode ter consequências drásticas. Assim,

é importante ter profissionais conscientes, que se adaptem ao trabalho em equipe – respeitando cada indivíduo em sua função –, que se atualizem com frequência e tenham capacidade de autoavaliação.

A maioria das infecções hospitalares tem origem endógena, em razão do desequilíbrio da relação que o homem estabelece com sua microbiota, o que é favorecido pela patologia de base, utilização de procedimentos invasivos e pressão seletiva em favor dos germes resistentes, exercida pelos antibióticos. A infecção exógena é limitada pela pequena capacidade que essa microbiota apresenta de sobrevivência no meio ambiente, na ausência de matéria orgânica que favoreça sua proliferação, sobretudo de sangue, secreções e excretas eliminados pelos pacientes.

 

14. Humanização na área hospitalar

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14

HUMANIZAÇÃO

NA ÁREA

HOSPITALAR

N

os dias de hoje, é impossível lidar com as práticas de promoção, prevenção e recuperação da saúde sem tocar no assunto do atendimento humanizado aos pacientes.

Muitos hospitais constatam que são muitos os benefícios proporcionados pela prática do atendimento humanizado, principalmente para crianças e idosos.

Quem visita algumas unidades pediátricas pode imaginar que entrou por engano em um ambiente que não seja o hospital, pois se depara com palhaços e pessoas vestidas como personagens infantis nas enfermarias e UTIs, com profissionais da saúde vestidos com aventais coloridos e com crianças pintando. Há também pessoas contando histórias infantis nas pediatrias ou lendo livros de apoio nas enfermarias de adultos.

É evidente que o ambiente hospitalar precisou ser modificado e adaptado ao longo dos anos para se tornar mais aconchegante, dentro das possibilidades possíveis e permitidas. Assim, as frias paredes receberam tons mais coloridos e estimulantes aos olhos.

 

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