Exercícios na Saúde e na Doença

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Os autores objetivam com Exercícios na Saúde e na Doença colaborar para a formação do educador físico, elemento fundamental para o sucesso do trabalho de uma equipe de saúde. A intenção é oferecer-lhe os subsídios para que seja capaz de elaborar programas de promoção de saúde, de prevenção de doenças e de reabilitação em conjunto com os demais profissionais envolvidos. A concepção deste livro partiu da experiência com equipes multidisciplinares que envolveram profissionais de medicina, fisioterapia, psicologia, nutrição e educação física. Constatou-se que essa atuação multifacetada permite alcançar resultados que, certamente, não seriam apresentados por meio de trabalhos individuais.

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1. O educador físico como agente promotor de saúde

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capítulo

1

O educador físico como agente promotor de saúde

Marco Túlio de Mello

Mauro Vaisberg

Sionaldo Eduardo Fer reir a

O gesto motor e sua sistematização: exercício físico

O funcionamento normal do organismo requer uma integração harmônica entre sistemas e funções. Como o desenvolvimento da espécie humana se deu em ambiente em que se alternavam períodos de movimento e de repouso, a atividade física agiu como força evolutiva, moldando o funcionamento do organismo.

Apesar da importância desse fato, ele acaba sendo negligenciado, talvez pelo automatismo das ações diárias. Desse modo, as pessoas não se dão conta da importância do movimento no funcionamento geral do organismo, limitando-se a valorizar suas funções mais aparentes, como capacidade de transporte e locomoção, relegando o sistema musculoesquelético a um papel secundário.

O sedentarismo vem aumentando rapidamente, nos países desenvolvidos e naqueles em desenvolvimento,1 sobretudo nas regiões urbanas onde ocorre subutilização dos mecanismos normais inerentes à atividade muscular. Dessa maneira, independentemente do mecanismo que leve ao desencadeamento de uma doença, de maneira genérica, pode-se afirmar que a doença é um estado de desequilíbrio do organismo e, certamente, a perda de uma função como o movimento é um fator importante para o estabelecimento desse

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2. O aluno desmotivado como desafio ao educador físico

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capítulo

2

O aluno desmotivado como desafio ao educador físico

Tânia Maria José Aiello Vaisberg

Maria Christina Lousada Machado

Fabiana Follador e Ambrosio

Como se sabe, de um modo geral, as pessoas muitas vezes fazem afirmações sobre si mesmas que, mesmo sendo sinceras, não correspondem ao modo como verdadeiramente se comportam na prática. Esse fenômeno é claramente observado no mundo da política, na medida em que raramente as promessas feitas às vésperas das eleições são cumpridas ao longo dos anos do cargo público eventualmente conquistado. Na vida privada, muitas dificuldades conjugais têm a ver com a incoerência existente entre aquilo que foi idealizado durante o namoro e o real cotidiano do casamento. Do mesmo modo, quando se considera o uso do exercício físico como prática que pode manter, recuperar ou promover a saúde,

é comum constatar uma situação análoga: poucas pessoas emitem, atualmente, opiniões contrárias à atividade física, mas uma grande maioria não é capaz de aderir a práticas regulares e continuadas que, reconhecidamente, produzem resultados positivos e gratificantes.

 

3. Fisiologia do exercício

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capítulo

3

Fisiologia do exercício

Antonio Car los da Silva

Fer nando Car melo Tor res

Marília dos Santos Andr ade

BIOENERGÉTICA

Uma das áreas relevantes no campo da fisiologia do exercício é o estudo da produção de energia humana. Pode-se melhorar muito a saúde e o desempenho físico por meio do treinamento, mas o tipo de programa mais adequado a ser desenvolvido exige uma boa compreensão sobre as demandas específicas da atividade a ser realizada, quais suas fontes energéticas e como se comportam.

O trifosfato de adenosina (ATP) é a fonte energética direta para a realização de trabalho biológico (contração muscular e outras atividades orgânicas), mediante a quebra da ligação entre adenosina difosfato (ADP) e fosfato inorgânico (Pi), de modo que ocorre a liberação da energia armazenada nesse composto.1

Bioquimicamente, em torno de 50 a 55% da energia proveniente dos nutrientes é armazenada na forma de ATP, havendo a perda do restante na forma de calor (Figura 3.1).

 

4. Metabolismo do exercício

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capítulo

4

Metabolismo do exercício

Ronaldo Vagner Tomatieli

Marcos Gonçalves de Santana

Marco Túlio de Mello

Introdução

O interesse pela prática de exercícios físicos vem crescendo nos últimos anos, principalmente em virtude das crescentes descobertas científicas a respeito dos seus benefícios. O exercício físico realizado de forma crônica tem papel indiscutível na prevenção de inúmeras doenças crônico-degenerativas, como diabete, hipertensão e outras, além de ser um mecanismo alternativo para o tratamento dessas doenças. Outros benefícios gerados pelo exercício físico são a redução no consumo de fármacos e, conseqüentemente, a minimização de seus efeitos colaterais, os quais geram uma economia dos recursos gastos, pelos sistemas federal, estadual e municipal de saúde, no tratamento dessas enfermidades.

Os efeitos do exercício físico no tratamento e na prevenção dessas doenças se devem ao fato de que, como todos os agentes estressantes, induz alterações agudas e crônicas, preparando o organismo para uma resposta futura adequada. Assim, promove um desequilíbrio homeostático, obrigando o organismo a gerar inúmeras alterações fisiológicas e bioquímicas para responder ao estímulo.

 

5. Sistema imune e prática de exercícios físicos

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capítulo

5

Sistema imune e prática de exercícios físicos

Mauro Vaisberg

Ronaldo Vagner Tomatieli

André Luis Lacerda Bachi

Sistema imune e exercício agudo

Tradicionalmente, o sistema imune é considerado um sistema de defesa. No entanto, estudos da segunda metade do século passado demonstraram uma grande interação entre este e outros sistemas orgânicos. Essa interação ocorre graças à existência de receptores para citocinas em muitos tipos celulares e pelo fato de células do sistema imune apresentarem receptores para hormônios e neurotransmissores, sugerindo um papel deste também na regulação do metabolismo1 e da homeostase corpórea.2

O sistema imune possui vários componentes celulares e humorais em diferentes compartimentos corporais3 e pode ser dividido, didaticamente, em dois ramos: inato e adaptativo. O sistema imune inato é composto de células fagocíticas como neutrófilos e macrófagos, além das células natural killer (NK), proteínas do sistema complemento e defensinas constituindo a primeira linha de defesa contra agentes estranhos.2 Vários estudos sugerem que o sistema imune inato é muito influenciado pelo exercício físico, enquanto no adaptativo, composto por linfócitos e anticorpos, as alterações em função do exercício são mais discretas.4

 

6. Adaptações endócrinas e neuromusculares ao exercício

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6

Adaptações endócrinas e neuromusculares ao exercício

Luiz Antonio Luna Júnior

André Luis Lacerda Bachi

Daniel Paulino Venâncio

Ricardo Mario Arida

Mauro Vaisberg

Adaptações endócrinas ao exercício

Os efeitos benéficos do exercício físico na saúde física e mental têm sido demonstrados em grande número de estudos científicos. Entretanto, é preciso lembrar que o exercício sempre representa uma situação estressante à qual o corpo deve encontrar, de maneira dinâmica, um novo patamar de equilíbrio.1 Devido à diversidade de fatores que são ativados quando a integridade do organismo é desafiada pela demanda do exercício, diversas vias neuroendócrinas são ativadas no processo de busca do equilíbrio (homeostase), gerando respostas adaptativas de vários desses fatores.1,2 Os sistemas nervoso e endócrino são os principais sistemas homeos­táticos envolvidos no controle e na regulação das funções cardiovascular, renal e metabólica, de modo que ambos são estruturados para receber informações, organizar uma resposta adequada e, em seguida, enviar uma mensagem ao órgão ou tecido apropriado.3

 

7. Patogênese das doenças

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7

Patogênese das doenças

Marcello Fr anco

Edson S. Dalur

INTRODUÇÃO

O corpo humano, como todo ser vivo, possui mecanismos fundamentais de sobrevivência. O fato de que o homem permaneça vivo, por vezes, foge de seu próprio controle, quando uma série de manifestações instintivas e reflexas ajuda a manter sua integridade e suas funções. É assim na busca de água, quando se sente sede, ou de calor, quando se sente frio. Esse processo ocorre de modo automático, o que lhe permite sobreviver em condições variáveis e, muitas vezes, desfavoráveis.

Todos os órgãos e tecidos têm funções que contribuem para a manutenção das condições constantes de normalidade do organismo, processo denominado homeostasia. Os processos homeostáticos, de automatismo do corpo, cooperam para a integridade e funcionalidade dos órgãos e sistemas, de modo automático e rápido, ante agressões endógenas ou exógenas.

A anatomia patológica estuda as alterações estruturais e funcionais das células e dos tecidos, quando as defesas homeostáticas não são suficientes para impedir e controlar rapidamente as conseqüências das agressões, o que acarreta a instalação de doença, com o desenvolvimento de sinais e sintomas.

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8. Prescrição de exercício e treinamento físico para populações especiais: diabete, hipertensão arterial e osteoporose

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Prescrição de exercício e treinamento físico para populações especiais: diabete, hiper tensão ar terial e osteoporose

João Paulo Limongi F. Guilher me

Regis Pinho de Brito

Marcelo Janini Or tiz

Marco Túlio de Mello

Introdução

O aparecimento de doenças crônico-degenerativas está inversamente relacionado à prática regular de exercícios físicos,1 sendo este um comportamento essencial para o desenvolvimento e a manutenção de uma boa saúde.2

Nas últimas décadas, uma série de pesquisas tem mostrado que exercícios aeróbicos moderados e intensos aliados a exercícios de força promovem benefícios importantes sobre a saúde cardiovascular, respiratória, muscular e óssea, sendo, portanto, indicados para a população adulta saudável2 ou com necessidades especiais.3 Esse último grupo em particular exige uma atenção específica no momento de realizar a prescrição do exercício por causa da presença de uma patologia.

Neste capítulo, serão discutidos os efeitos das diferentes modalidades de exercícios e as suas formas de aplicação para os portadores de diabete, hipertensão arterial e osteoporose.

 

9. Nutrição

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capítulo

9

Nutrição

Anielle Cristine Agnelo D'Angelo

Marina Andrea Prieto

Crianças e adolescentes

A infância é a fase em que o indivíduo precisa receber os estímulos mais adequados para atingir seu máximo potencial genético, e, nesse ponto, a nutrição e o exercício são fatores de extrema importância. Atualmente, a nutrição possui um papel significativo no combate

à obesidade infantil e ao desenvolvimento das doenças crônicas, como cardiopatias e o diabete tipo 2, enquanto o esporte incentiva crianças e adolescentes contra o sedentarismo, além de ser um importante fator no desenvolvimento corpóreo e cognitivo. Dessa forma, a nutrição e o exercício são ferramentas fundamentais na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes, principalmente por contribuírem para a manutenção de uma vida mais saudável na fase adulta.

A adequação nutricional de jovens inseridos em um programa de atividade física deve estar voltada não só para o bom rendimento esportivo, mas também para a máxima otimização do seu crescimento e desenvolvimento corpóreo, de acordo com as diversas faixas etárias.

 

10. Estresse, exercício físico e o uso de técnicas de meditação e relaxamento

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10

Estresse, exercício físico e o uso de técnicas de meditação e relaxamento

Elisa Har umi Kozasa

Marcia Mar tins

Mauro Vaisberg

estresse

Em 1936, o pesquisador Hans Selye publicou um artigo em que descrevia a síndrome geral de adaptação biológica (SGA), que consistia em uma resposta padrão do organismo quando o animal era confrontado com um estímulo nocivo. Inicialmente, observou-se que animais de laboratório nos quais eram injetadas diversas substâncias apresentavam sempre a mesma resposta: engrossamento do córtex das glândulas supra-renais, atrofia de órgãos do sistema imunológico e úlceras gástricas e duodenais.1

Elucidou-se depois que essas alterações ocorriam em resposta a muitos outros estímulos, como agentes físicos (frio ou calor excessivo), traumas mecânicos, hemorragia, dor, atividade física forçada ou restrição de movimento, além de estímulos psicossociais.1

A síndrome geral de adaptação é constituída de três fases:

 

11. Exercício físico e sua importância para o sono

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11

Exercício físico e sua impor tância para o sono

Marcio Vinícius Rossi

Marco Túlio de Mello

Sergio Tufik

Introdução

Nas últimas décadas, têm aumentado o conhecimento sobre o sono e suas funções e também sobre o exercício físico e suas características, bem como o reconhecimento da importância de ambos para a saúde humana. Estudos têm mostrado que tanto a prática do exercício físico quanto uma boa qualidade do sono durante a noite podem refletir na qualidade de vida. Além disso, parece haver uma importante interação entre ambos, apesar de muitas vezes não existir consenso na literatura a respeito do modo como um comportamento pode influenciar o outro.

Para um melhor entendimento do assunto, este capítulo revisará o tema abordado. Para tanto, será apresentada uma breve discussão sobre o sono e o exercício físico e a importância da interação entre ambos para a saúde humana.

Sono

Durante décadas, assumiu-se que a atividade cerebral era amplamente reduzida ou mesmo ausente durante o sono.1 No entanto, o conhecimento sobre o sono e seus distúrbios aumentou de maneira significativa a partir da metade do século passado, com a

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12. Hipertensão arterial sistêmica

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Hiper tensão ar terial sistêmica

Susimeire Buglia

Mario Canalez

Introdução

O controle da pressão arterial (PA) é resultado da interação de diversos mecanismos e sistemas do organismo. Entre eles, estão o controle do débito cardíaco e da resistência vascular periférica mediado pelos mecanismos neurorreflexo e simpático, o controle de volume e da complacência vascular mediado pelo sistema renal e metabólico, e o controle da resistência vascular mediado pelo endotélio e pela musculatura lisa. O desenvolvimento do estado hipertenso decorre do desequilíbrio de pelo menos um desses fatores, sendo freqüente haver mais de um fator envolvido.1

O estilo de vida afeta os mecanismos que determinam os níveis de PA. O controle de peso, abandono do tabagismo, alimentação saudável e equilibrada, baixo consumo de bebida alcoó­lica e a prática regular de exercícios físicos contribuem tanto para a prevenção como para o tratamento da hipertensão, principalmente para pessoas com síndrome metabólica.

 

13. Reabilitação cardiovascular

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capítulo

13

Reabilitação cardiovascular

Japy Angelini Oliveir a Filho

Denise Maria Ser vantes

Xiomar a Mir anda Salvetti

Introdução

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a reabilitação cardiovascular (RCV)

é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes cardiopatas as melhores condições físicas, mentais e sociais, de forma que eles consigam, por seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.

Os programas de RCV foram desenvolvidos com o propósito de trazer esses pacientes de volta às atividades diárias habituais, com ênfase na prática de exercícios físicos acompanhada de ações educacionais para mudanças no estilo de vida.1 Esses programas devem ser executa­ dos por equipe multiprofissional, incluindo médicos, fisioterapeutas, professores de educação física, psicólogos e nutricionistas. A despeito da importância da equipe multiprofissional, cabe exclusivamente ao médico dirigir o treinamento, diagnosticar, solicitar exames, prescrever terapêutica e dar alta aos pacientes (Conselho Federal de Medicina, Resolução nº 1.236/87).

 

14. Exercícios nas doenças pulmonares

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capítulo

14

Exercícios nas doenças pulmonares

Ana Cristina Gimenes

Danilo C. Ber ton

Eloar a Vieir a Machado Fer reir a

José Alber to Neder

LIMITAÇÃO AO EXERCÍCIO NAS PNEUMOPATIAS OBSTRUTIVAS

Nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva, a limitação expiratória ao fluxo aéreo pode ser crônica e pouco reversível, como no enfisema e na bronquite crônica (doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC), ou reversível (parcial ou totalmente), como na asma.

A limitação ao exercício, em geral lentamente progressiva com o avançar da doença, é a principal característica da DPOC. As causas dessa intolerância são multifatoriais e incluem:

• limitação ventilatória decorrente da capacidade ventilatória mecânica reduzida, disfunção da musculatura ventilatória e hiperinsuflação pulmonar;

• anormalidades metabólicas e das trocas gasosas;

• disfunção muscular periférica;

• anormalidades cardiovasculares;

• dispnéia e/ou fadigabilidade em baixas intensidades de esforço.

 

15. Hiperlipidemias

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15

Hiperlipidemias

Simão Augusto Lottenberg

Gustavo Damásio Magliocca

Rodrigo Tallada Ibor r a

Introdução

A comunidade médico-científica inicia o século XXI com uma palavra de ordem: prevenção. A elevada incidência mundial de doença aterosclerótica coronariana (DAC) levou profissionais de saúde de todo o mundo a classificá-la como a grande epidemia das sociedades contemporâneas. Para se ter uma idéia da gravidade do problema, metade das mortes de indivíduos adultos de meia-idade, nos países desenvolvidos, é provocada atualmente pela DAC. Outro dado alarmante demonstra o quanto é importante preveni-la: mais de 1/4 das mortes provocadas por obstruções das artérias coronárias ocorre em indivíduos com menos de 65 anos. Assim, para iniciar uma discussão sobre como agir na prevenção das doenças coronarianas, além da regra básica de manter uma vida saudável, torna-se fundamental conhecer de perto os seus fatores de risco:

• fatores de risco não-passíveis de controle: idade, sexo masculino e predisposição genética (histórico da incidência nos pais e parentes próximos);

 

16. Obesidade

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16

Obesidade

Ana Dâmaso

Danielle Arisa Car anti

Marco Túlio de Mello

Introdução

A obesidade é uma doença com múltiplas alterações fisiopatológicas e representa um sério problema de saúde pública. Tem sido associada ao desenvolvimento de várias comorbidades, incluindo as doenças cardiovasculares, o diabete tipo 2, a síndrome metabólica e, mais recentemente, a esteatose hepática não-alcoólica.1-4

Estudos epidemiológicos têm demonstrado que o estilo de vida sedentário associado à alta ingestão calórica e dietas ricas em gorduras são fortes determinantes no desenvolvimento da obesidade.5,6 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), outros fatores contribuem para o desenvolvimento da obesidade; entre eles, estão as diferenças entre os grupos

étnicos e os fatores genéticos.

Por outro lado, o exercício físico sistematizado ou a atividade física espontânea têm sido associados ao consenso de que podem ser úteis como estratégia terapêutica nãomedicamentosa, prevenindo a obesidade e outras doenças correlacionadas. Dessa forma, o objetivo deste capítulo é abordar principalmente os efeitos da terapia multidisciplinar de longo prazo, incluindo o exercício físico sobre o controle da obesidade.

 

17. Síndrome metabólica

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capítulo

17

Síndrome metabólica

Maria Teresa Zanella

Marcelo Hiroshi Uehar a

Tiago Leoni Capel

aspectos clínicos

A síndrome metabólica (SM) foi relatada inicialmente por Reaven, em 1988.1 Em sua descrição, a condição, denominada síndrome X, caracterizava-se por alterações hemodinâmicas e metabólicas verificadas em pacientes com obesidade.

Após essa primeira descrição, autores diversos propuseram várias outras denominações, como síndrome plurimetabólica e síndrome de resistência à insulina. Atualmente, a SM, assim reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza-se por um conjunto de anormalidades que se associam à resistência à insulina – obesidade, intolerância

à glicose, hipertensão arterial e dislipidemia. No entanto, alterações como hiperuricemia, microalbuminúria e distúrbios da coagulação têm sido preconizadas como integrantes da chamada síndrome metabólica ampliada.2

Recentemente, estudos têm sugerido uma influência genética complexa e significativa nos componentes individuais da SM.3 Tais genes manifestam-se em um ambiente com fartura de alimentos e estilo de vida sedentário, e indivíduos nessas condições apresentariam um estado de hiperinsulinemia, o que, por sua vez, favoreceria o aparecimento das alterações metabólicas relacionadas à síndrome.4 No entanto, sua real fisiopatologia ainda

 

18. Exercícios e diabete

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capítulo

18

Exercícios e diabete

Mauro Vaisberg

Luiz Antonio Luna Júnior

Maria Teresa Zanella

Introdução

O diabete melito, doença crônica que cursa com alterações metabólicas, sendo essas alterações principalmente relacionadas ao metabolismo da glicose, é, no caso do diabete tipo 1, decorrente da deficiência de produção de insulina. Já o diabete tipo 2 está associado principalmente a um mecanismo de resistência à ação da insulina nos tecidos. A evolução desse quadro provoca complicações especialmente vasculares e neurológicas. Assim, denomina-se diabete um conjunto de alterações com mecanismos fisiopatogênicos distintos, cujo denominador comum é a hiperglicemia associada à redução da ação do hormônio insulina, o que tem importância fundamental no desequilíbrio metabólico que caracteriza essa doença.1

Em 1998, uma estatística norte-americana estimava o número de diabéticos em 16 milhões, ou 6% da população. Destes, 90% dos casos são de portadores de diabete tipo 2, doença associada à resistência à insulina. Nos últimos anos, o número de casos tem apresentado grande aumento, principalmente em função do aumento de obesidade, fator de grande importância para o desencadeamento da doença.2

 

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