Pollock: Fisiologia Clínica do Exercício

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Pollock: Fisiologia Clínica do Exercício foi escrito em homenagem ao Professor Michael Pollock, pesquisador norte-americano pioneiro nas áreas de aptidão física e reabilitação cardíaca, que foi diretor de pesquisa do Institute for Aerobics Research (Dallas), diretor do Programa de Reabilitação Cardíaca e do Laboratório de Desempenho Humano no Mount Sinai Medical Center (Milwaukee) e diretor do Programa de Reabilitação Cardíaca, Medicina do Esporte e Desempenho Humano no Travis Medical Center (Houston). A obra é dividida em 52 capítulos, organizados em sete seções: • Fundamentos básicos para a prescrição de exercícios físicos • Distúrbios cardiocirculatórios • Distúrbios cognitivos, emocionais e sensoriais • Distúrbios imunológicos • Distúrbios metabólicos • Distúrbios ósteo e neuromusculares • Distúrbios pulmonares Considerando a cultura da prática baseada em evidências, a obra contempla as mais importantes recomendações práticas das principais modalidades de exercícios físicos, não somente em termos de tipo, frequência, duração e intensidade, mas também com relação a fatores extrínsecos e intrínsecos na prescrição e monitorização do exercício físico de acordo com a condição ou doença.

 

52 capítulos

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1. Fundamentos em prescrição de exercícios físicos

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Fundamentos em prescrição de exercícios físicos

capítulo

Marcos Doederlein Polito

Juliano Casonatto

A conduta para a prescrição de exercícios físicos é ampla e deve considerar alguns aspectos, tais como: características individuais de quem está submetido ao treinamento (status de saúde, dados antropométricos, disponibilidade de tempo, alimentação e repouso), recursos disponíveis (infraestrutura para o treinamento) e objetivos (objetivos desejados versus objetivos possíveis).

Não obstante, é importante definir alguns termos comumente utilizados no âmbito da prescrição de exercícios. Eventualmente,

“atividade física” é confundida com o termo “exercício”. Atividade física significa qualquer forma de movimento voluntário em que haja gasto energético. Nessa perspectiva, atividade física pode ser desde tarefas domésticas até um esporte de alto rendimento. Por outro lado, “exercício” significa o controle da atividade física. É quando são estabelecidos valores para a duração (volume) e para o nível de esforço (intensidade) da atividade física. Em linhas gerais, esses valores devem ser prescritos de acordo com as características e os anseios do praticante.

 

2. Fundamentos em avaliação da capacidade funcional cardiorrespiratória

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Fundamentos em avaliação da capacidade funcional cardiorrespiratória

capítulo

Danilo Marcelo Leite do Prado

Rodrigo Gonçalves Dias

Luciana Diniz Nagem Janot Matos

INTRODUÇÃO

O exercício físico é fisiologicamente reconhecido como estímulo estressor e os ajustes cardiovascular, respiratório e metabólico podem ser avaliados por meio da mensuração da capacidade funcional do indivíduo. A análise integrada dos sinais biológicos reflete a demanda energética aumentada, desencadeada como consequência da prática do exercício físico. Essa análise se caracteriza como avaliação importante e necessária a partir do momento em que variações na tolerância ao esforço físico, indicativas de graus variados de capacidade funcional, podem refletir um estado fisicamente ativo, sedentário ou até mesmo de presença de doenças. A partir desse raciocínio fica evidente que, para a prescrição segura e eficaz do programa de exercício físico, torna-se importante tanto a estratificação de possíveis anormalidades na função cardiorrespiratória e metabólica como a determinação daqueles parâmetros utilizados para o controle de intensidade do exercício físico. Tal conduta pode ser conseguida utilizando-se a avaliação da capacidade funcional cardiorrespiratória em testes de esforço físico.

 

3. Fundamentos em mecanismos de adaptação no músculo esquelético

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capítulo

3

Fundamentos em mecanismos de adaptação no músculo esquelético

Vitor Agnew Lira

INTRODUÇÃO

A prevalência de doenças metabólicas como o diabetes melito do tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares vem aumentando na população adulta em todo o mundo1-4. Igualmente preocupante é o fato da incidência de obesidade e resistência à insulina, esta última determinante para o desenvolvimento do diabetes melito do tipo 2 e também fator de risco importante para doenças cardiovasculares, estar em crescimento em crianças e adolescentes5-7. Esse quadro reflete o estilo de vida predominante em países desenvolvidos e em desenvolvimento, em que o consumo exagerado de alimentos ocorre em paralelo à redução dos níveis de atividade física. Não é, portanto, por acaso que a prática regular de exercícios físicos e a alimentação adequada são o principal meio de prevenção e tratamento de tais desordens metabólicas8-10.

Embora o exercício físico cause adaptações em vários tecidos11-15, as adaptações no músculo esquelético estão entre as mais estudadas e importantes16-18. O músculo representa aproximadamente 45% da massa corporal de um homem adulto jovem e é responsável por 65 a

 

4. Fundamentos em plasticidade neuromuscular aplicados aos exercícios com pesos

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Fundamentos em plasticidade neuromuscular aplicados aos exercícios com pesos

capítulo

Thiago Luiz de Russo

Ao longo de todo este texto teremos contato com importantes conceitos sobre a plasticidade muscular, ou seja, a capacidade que nossos músculos possuem para se adaptar a diferentes estímulos ou demandas. Veremos que o músculo é um tecido extremamente adaptável

(plástico) e que essas mudanças geralmente partem de adaptações moleculares e fisiológicas que podem ser posteriormente refletidas em modificações morfofuncionais. Além disso, observaremos a importância do sistema nervoso para a adaptação do músculo. Inicialmente serão focadas a diversidade e as características dos tipos de fibras que compõem nossos músculos e, subsequentemente, os mecanismos envolvidos no ganho de força muscular decorrente do exercício físico.

O MÚSCULO ESQUELÉTICO E A DIVERSIDADE DOS TIPOS DE FIBRAS

Um indivíduo normal é capaz de executar diferentes atividades durante o dia, como correr, ficar várias horas em pé ou desempenhar tarefas extremamente minuciosas e repetitivas. Essa capacidade de realizar tarefas distintas reflete a diversidade de nossos músculos.

 

5. Fundamentos em flexibilidade

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Fundamentos em flexibilidade

capítulo

Sabrina Peviani Messa

Anna Raquel Silveira Gomes

A flexibilidade pode ser definida como a máxima variação da amplitude de movimento (ADM) de uma ou de várias articulações, sendo também definida como a relação entre a alteração do comprimento e da tensão do músculo quando este é passivamente alongado1. Vários são os fatores que influenciam a flexibilidade, tais como os músculos, os tendões, os ligamentos, os ossos, as articulações, bem como a temperatura, a idade, o sexo, os reflexos espinhais e o controle do sistema nervoso central.

O alongamento muscular é uma técnica amplamente utilizada para aumentar a flexibilidade, tanto em indivíduos saudáveis como na reabilitação, por meio da aplicação de uma força de tração em um músculo (ou mais), de modo a afastar sua origem da inserção, posicionando-o em um novo comprimento e mantendo-o nesta posição por determinado período de tempo. Sua efetividade tem sido atribuída a mecanismos neurais, como a regulação de alguns reflexos que podem facilitar a habilidade do músculo de ser alongado, e mecanismos mecânicos, envolvendo o comportamento da unidade músculo/tendão como um material viscoelástico2*.

 

6. Fundamentos em exercícios na água

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capítulo

6

Fundamentos em exercícios na água

Luiz Fernando Martins Kruel

Stephanie Santana Pinto

Cristine Lima Alberton

INTRODUÇÃO

Os exercícios físicos realizados em ambiente aquático têm sido indicados para diversas populações, tanto como forma de reabilitação quanto como forma de promoção de saúde. Sabe-se que um programa bem planejado nesse ambiente pode incrementar a força muscular, a capacidade cardiorrespiratória, melhorar parâmetros relacionados com o perfil lipídico e com o equilíbrio corporal e também tornar os indivíduos mais independentes, aumentando a sua qualidade de vida.

É importante salientar que esse meio tem impacto reduzido sobre os membros inferiores, quando se compara o mesmo exercício físico rea­ lizado nos meios aquático e terrestre. Dessa forma, exercícios físicos realizados nesse meio são de grande utilidade para indivíduos com distúrbios musculoesqueléticos. As respostas cardiorrespiratórias durante os exercícios físicos no meio aquático podem ser atenuadas ou maximizadas quando se comparam às obtidas em meio terrestre. Os fatores que influenciam a magnitude dessas respostas estão vinculados

 

7. Fundamentos em criança e adolescente

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Fundamentos em criança e adolescente

capítulo

Flavia Meyer

Paulo Lague Sehl

INTRODUÇÃO

As respostas agudas e as adaptações da criança ao exercício físico e ao treinamento nem sempre são de similar magnitude àquelas do adulto. Estudos vêm esclarecendo várias dessas respostas e as diversas aplicações do exercício, da atividade física e dos esportes não apenas na criança esportista, mas também naquela fisicamente ativa, ou naquela que apresenta alguma doença crônica, incluindo a obesidade, e com maior risco para o sedentarismo.

Muitas crianças com menos de 13 anos de idade participam de atividade física em quantidades adequadas, mas tendem a diminuir a partir da adolescência, de maneira que muitos jovens não atingem as recomendações atuais de atividade física1,2. Isso é preocupante, pois a obesidade e o sedentarismo são fatores de risco cardiovasculares que, quando presentes na criança, tendem a permanecer na fase adulta.

Um aspecto distinto na criança e no adolescente não é somente aquele correspondente a determinada idade cronológica, mas principalmente ao processo da maturação biológica. As mudanças decorrentes dos estímulos hormonais e do avanço maturacional repercutem acentuadamente no tamanho e na composição corporal e, consequentemente, nas respostas fisiológicas e metabólicas que influenciam o desempenho e a treinabilidade de diversas atividades físicas e esportivas. A maturação psicossocial também apresenta impacto nas atividades físicas e esportivas que são representativas para diferentes grupos etários. Dessa forma, os profissionais e educadores envolvidos com o atendimento de crianças devem conhecer essas respostas para ajudar nas recomendações sobre os tipos de exercícios físicos eficazes e segu-

 

8. Fundamentos em envelhecimento

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Fundamentos em envelhecimento

capítulo

Paulo de Tarso Veras Farinatti

Walace David Monteiro

Pedro Paulo da Silva Soares

INTRODUÇÃO

Acumulam-se evidências sobre a prática regular do exercício físico como estratégia eficaz à prevenção e ao tratamento de diversas doenças. Além disso, é fundamental para a manutenção da aptidão física e funcional em todas as idades. São muitos os estudos que se preocuparam em entender como o organismo que envelhece reage aos estímulos do treinamento físico, tanto quanto em definir as formas pelas quais o exercício físico deveria ser prescrito para uma ótima relação risco-benefício.

De forma geral, enfatizam-se os componentes mais gerais da aptidão física relacionada à saúde, em função do impacto sobre a independência funcional e por constituírem em variáveis de exposição epidemiológica importantes para a predição da morbidade e da mortalidade em idades avançadas. Assim, existe certo consenso sobre a necessidade de se resguardarem os níveis de aptidão cardiorrespiratória, força muscular e flexibilidade durante o processo de envelhecimento.

 

9. Fundamentos em gravidez

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capítulo

9

Fundamentos em gravidez

Marco Antonio Borges Lopes

Marcelo Barros

Marcelo Zugaib

INTRODUÇÃO

A prática regular e moderada de atividades aeróbicas e de exercícios com pesos é considerada segura, tanto para o concepto quanto para a gestante, segundo os maiores centros de referência na área (ACOG2,

SOGC/CSE3, RCOG4, SMA5). Assim, o exercício físico desempenha um importante papel no sentido de promover saúde e bem-estar no decorrer do ciclo gestacional. Dentre os benefícios, é importante citar:

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Diminuição de complicações obstétricas.

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Menor ganho de peso e adiposidade materna, além de maior facilidade em retornar ao seu peso pré-gestacional.

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Diminuição do risco de desenvolvimento de diabetes gestacional e hipertensão arterial.

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Menor incidência de desconfortos gerados pela gravidez, como dor lombar, dor nos pés e inchaços.

��

Menor risco de parto prematuro.

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10. Fundamentos em síndrome pós-poliomielite

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capítulo

10

Fundamentos em síndrome pós-poliomielite

Márcia Pradella-Hallinan

Tatiana Mesquita e Silva

INTRODUÇÃO

A poliomielite é uma doença inflamatória aguda causada por um vírus da família picornaviridae, do gênero enterovírus, que ocasiona principalmente necrose dos neurônios motores inferiores, conhecida pelo termo técnico poliomielite anterior aguda, também denominada paralisia infantil, mielite dos cornos anteriores, paralisia da manhã ou, simplesmente, pólio.

A erradicação global da poliomielite teve início em 1988 pela Organização Mundial da Saúde, após as campanhas de vacinação em massa em todo o mundo. É uma doença que deixou muitos sequelados, não somente no Brasil, como em muitos lugares do globo1.

SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE

Os indivíduos com história de poliomielite paralítica tinham sequelas consideradas crônicas e estáveis referentes à perda da motricidade residual e da estabilidade da lesão nervosa. Após a doença aguda e um período de reinervação, os indivíduos geralmente alcançam um platô de recuperação neurológica e funcional, que se acreditava tratar-se de melhora permanente. Porém, pesquisas mais recentes mostraram que parte dos sobreviventes da pólio paralítica apresentam novos sintomas ou piora dos sintomas residuais relacionados à doença original1-3.

 

11. Fundamentos em eletrocardiograma

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capítulo

11

Fundamentos em eletrocardiograma

José Grindler

Antonio Américo Friedmann

INTRODUÇÃO

O eletrocardiograma (ECG) é o registro gráfico da atividade elétrica do coração. Apesar de ter sido inventado há mais de 100 anos, continua sendo o primeiro e um dos principais exames complementares utilizados para a avaliação do coração.

Em condições normais, cada impulso elétrico é produzido no nó sinusal, propaga-se para os átrios e os ventrículos, determinando a contração dessas câmaras, e se extingue. A pequena corrente elétrica gerada pela ativação das câmaras cardíacas pode ser captada na superfície corpórea por eletrodos conectados a um eletrocardiógrafo que amplifica o sinal elétrico e transforma-o em registro gráfico, que pode ser visualizado em uma tela ou impresso em papel. O ECG é um gráfico das variações da corrente elétrica em função do tempo, em torno de uma linha horizontal denominada linha isoelétrica. As oscilações para cima são consideradas positivas e as deflexões para baixo, negativas. O ECG normal é formado por um conjunto de ondas que se repetem a cada ciclo cardíaco, sendo denominadas pelas letras do alfabeto P, Q, R, S e T.

 

12. Fundamentos em farmacologia

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Fundamentos em farmacologia

capítulo

Dielly Catrina Favacho Lopes

Carolina Demarchi Munhoz

As alterações fisiológicas provocadas pelo exercício físico, como o aumento da frequência cardíaca1-3, com consequentes alterações hemodinâmicas, e as alterações no metabolismo basal dos indiví­duos3-7 que se exercitam com regularidade, afetam diretamente os princípios básicos da farmacologia: a farmacodinâmica (a ação do fármaco sobre seu sítio-alvo, seja ele receptor ou enzima) e a farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo e eliminação dos fármacos) de substâncias importantes.

Como o exercício físico tem se tornado uma prática comum entre indivíduos de todas as idades e até mesmo em pacientes com doenças crônicas, é essencial conhecer alguns princípios da farmacologia e como o exercício físico pode modulá-los.

FARMACOCINÉTICA: VIAS DE ADMINISTRAÇÃO, ABSORÇÃO E

ELIMINAÇÃO DE FÁRMACOS

O objetivo da terapia medicamentosa é prevenir, curar e controlar vários estágios da doença. Assim, as ações farmacológicas dos medicamentos estão primeiramente relacionadas às concentrações plasmáticas dos fármacos. Para isso, é importante ter conhecimento sobre a velocidade de início de ação do fármaco, a intensidade de seus efeitos e a duração da ação do fármaco, mecanismos controlados por quatro vias fundamentais de movimento e modificação do fármaco no corpo8-10: a) a absorção do fármaco a partir do sítio de administração permite a entrada de agentes terapêuticos (direta ou indiretamente) na corrente sanguínea; b) o fármaco pode ser distribuído para dentro dos fluidos intersticial e intracelular; c) o fármaco pode ser metabolizado pelo fígado,

 

13. Fundamentos em genética

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Fundamentos em genética

capítulo

Rodrigo Gonçalves Dias

INTRODUÇÃO

São clássicos na literatura científica estudos que comprovam que a intervenção com exercício físico diminui a prevalência e minimiza os sintomas de doenças relacionadas ao estilo de vida sedentário, como obesidade, doença arterial coronariana, hipertensão arterial e dislipidemia. No entanto, algo que dificilmente era compreendido, previamente à real possibilidade de investigação e análise do código genético, é o fato de que o alívio dos sintomas em resposta ao exercício físico varia substancialmente entre aqueles indivíduos com determinadas doenças. Essa variabilidade interindividual reflete o que é conhecido como individualidade biológica, um conceito sustentado em parte por diferenças no código genético humano.

No momento em que os avanços tecnológicos em biologia molecular permitem investigar as particularidades dos indivíduos a partir de sua origem (DNA), a pesquisa genética no campo da ciência do exercício se orienta basicamente em quatro sentidos: 1) identificar a contribuição relativa do componente inato (genes) versus o componente ambiental na adaptabilidade induzida pelo exercício físico; 2) identificar a contribuição relativa de cada um dos genes envolvidos nessas adaptações; 3) compreender como genes interagem entre si

 

14. Fundamentos em células-tronco

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capítulo

14

Fundamentos em células-tronco

Tiago Fernandes

Edilamar Menezes de Oliveira

INTRODUÇÃO

As pesquisas envolvendo células-tronco têm sido muito exploradas nos últimos anos, demandando total atenção dos pesquisadores e da mídia. Esse crescente interesse está relacionado às possibilidades que as células-tronco oferecem em terapias celulares, principalmente na medicina regenerativa, em que se busca a substituição de células ou tecidos lesados para a restauração da função. Além disso, as doenças que afetam a sociedade moderna, tais como as doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, entre outras, consideradas as principais causas de morte e de morbidades no mundo, vêm sendo usadas como alvos para o tratamento com células-tronco, o que pode representar uma revolução no entendimento dos mecanismos de reparo e regeneração tecidual, podendo trazer a cura de doenças até então sem tratamento eficaz1-3.

As células-tronco podem ser definidas como células indiferenciadas com capacidade de se autorreplicar (gerar cópias idênticas de si mesma) e se diferenciar em diversas células do organismo. Quanto ao potencial de diferenciação celular, podem ser classificadas como: totipotentes, pluripotentes, multipotentes e unipotentes (Tabela 1)1-6.

 

15. Fundamentos em processos alérgicos induzidos pelo exercício físico

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Fundamentos em processos alérgicos induzidos pelo exercício físico

Mauro Walter Vaisberg

André Luis Lacerda Bachi

INTRODUÇÃO

Ainda que pouco valorizadas, manifestações da hipersensibilidade induzidas pelo exercício físico podem assumir grande importância, especialmente se associadas a manifestações respiratórias ou cardiovasculares severas. Tais quadros podem ser divididos em três grupos: o primeiro engloba o acometimento de vias respiratórias, asma, broncoespasmo e rinite; o segundo provoca manifestações cutâneas, como urticária e angioedema, e o terceiro acomete o sistema cardiovascular com manifestação de anafilaxia1.

Apesar da baixa taxa de mortalidade desses quadros, existe elevada probabilidade de que a prática de exercícios físicos sob as mesmas condições volte a desencadear a mesma reação de hipersensibilidade, de modo que, caso os indivíduos não sejam orientados de maneira adequada, provavelmente apresentarão recorrência do quadro1.

 

16. Fundamentos em enfrentamento da doença

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Fundamentos em enfrentamento da doença

capítulo

Elisa Maria Parahyba Campos

INTRODUÇÃO

Na antiguidade, Hipócrates propunha uma Medicina que visse o homem como uma totalidade, em que mente e corpo funcionassem harmonicamente propiciando o bem-estar e a saúde. O rompimento dessa harmonia traria a doença. Os estados de humor poderiam ser responsabilizados por essa quebra de equilíbrio entre o corpo e a mente.

A história da doença no Ocidente mostra como a mente e o corpo, inicialmente vistos como um todo, foram gradativamente abordados como entidades separadas. A doença passou a pertencer ao domínio do físico, enquanto que o mental se constituiu como outra instância vista separadamente.

No transcurso dos séculos, diversos autores assinalaram que as questões da interação entre mente e corpo refletiram várias concepções, desde um dualismo interacionista, cujo principal representante seria Descartes, no qual mente e corpo são substancialmente distintos, mas interagem entre si, até concepções posteriores, que tiveram início nas primeiras décadas do século XX, quando surgiram as primeiras evidências de que o organismo seria um todo contínuo interagindo ininterruptamente.

 

17. Doenças cardiovasculares

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Doenças cardiovasculares

capítulo

Maria Urbana Pinto Brandão Rondon

Apesar do conhecimento adquirido nas últimas décadas, as doenças cardiovasculares continuam sendo uma das principais causas de morte, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Além dessa estatística, elas estão classificadas no grupo de doenças que mais trazem prejuízo social, familiar e financeiro, sendo, portanto, um importante problema de saúde pública no Brasil. De fato, dados do Ministério da Saúde mostram que, no país, a doença cardiovascular é responsável por 32% do total de mortes, principalmente em função da doença cerebrovascular e da doença isquêmica cardíaca e que, a insuficiência cardíaca, via final das doenças cardiovasculares,

é uma das principais causas de internação hospitalar em decorrência dos frequentes episódios de descompensação dos indivíduos.

Como parte do tratamento da doença cardiovascular e dos diferentes fatores de risco, que contribuem para seu desenvolvimento e progressão, tem sido crescente o reconhecimento da reabilitação cardiovascular como componente integral na terapêutica dos indivíduos.

 

18. Acidente vascular cerebral

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capítulo

18

Acidente vascular cerebral

Tânia Correa de Toledo Ferraz Alves

Tipo de exercício

Evidência

I

Certeza

Recomendação

Aeróbico

Pesos

Flexibilidade

Aquático

50 

45

47 

II1

II2

II3

40 

III

Alta

43

Moderada

40 

45

47 

Baixa

50

A

40

B

47,42

47 

C

D

I

INTRODUÇÃO

A prática regular de exercícios físicos tem sido associada à redução do risco cardiovascular de forma geral, em especial de evento cardíaco

(acidente vascular cerebral [AVC] e infarto agudo de miocárdio)1. Diversos estudos apontam redução de risco cardiovascular e de AVC em indivíduos ativos em comparação a sedentários2, na mesma direção diversos estudos apontam para a melhora da qualidade de vida com implementação de atividade física em sujeitos pós-AVC2-5.

Acidente vascular cerebral 247

 

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