Suporte básico de vida

Autor(es): Ana Paula Quilici
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O atendimento rápido e eficiente a vítimas em situações de risco é fundamental. Os
momentos entre a situação de emergência e a chegada do atendimento especializado
são cruciais para aumentar as chances de sobrevivência da vítima. Sabendo da
importância do primeiro atendimento, este manual oferece, de maneira clara, o suporte
teórico de como agir em diferentes situações de risco. Ao final de cada capítulo, questões
com gabarito comentado permitem que o leitor teste os conhecimentos adquiridos.

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1. A importância do atendimento inicial de emergência

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1

A importância do atendimento inicial de emergência

Rita Simone Lopes Moreira

Vinicius Batista

Cassia Vancini

José Marcos Moreira

Introdução

O atendimento inicial de um paciente em situação de emergência demanda uma avaliação sistemática e objetiva. Define-se paciente grave aquele que procura ou é levado a um serviço de emergência por causa de alguma condição clínica e/ou cirúrgica que impõe um grande risco de mortalidade ou sofrimento intenso, assim exigindo diagnóstico e ações imediatas.1

Os serviços devem estar preparados para atender esses pacientes com uma estrutura física e assistencial que possibilite um atendimento de êxito satisfatório.

Vários fatores devem ser considerados nos atendimentos de emergência, sendo um deles a qualidade da assistência. Para que seja possível ter um atendimento de emergência de qualidade é necessário um modelo definido, que possibilite agilidade e o emprego das melhores práticas, por meio de uma tomada de decisão rápida e precisa.2

 

2. Prevenção de emergências clínicas: doenças cardiovasculares

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2

Prevenção de emergências clínicas: doenças cardiovasculares

João Fernando Monteiro Ferreira

Introdução

Emergência, segundo o dicionário Houaiss: situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito; combinação inesperada de circunstâncias imprevistas (ou o que delas resulta) e que exigem ação imediata.

Conforme o conceito descrito, as emergências médicas são situa­

ções de risco de morte para o indivíduo, e que necessitam de rápidas intervenções visando modificar a história natural de um evento e evitar a morte. Entre as emergências clínicas, o destaque indiscutivelmente é para a causa cardiovascular, tanto pela frequência como pela gravidade de suas apresentações. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, em especial nos Estados Unidos e no Brasil,1,2 com perspectiva de aumento de sua incidência e mortalidade para as próximas décadas.3 A doença cardiovascular (DCV) é uma das mais estudadas pela ciência médica nas últimas décadas, com incríveis progressos e benefícios nos diferentes níveis de atuação dos profissionais de saúde – prevenindo o seu aparecimento (prevenção

 

3. Prevenção de emergências traumáticas

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Prevenção de emergências traumáticas

Marcos Belotto de Oliveira

Tercio De Campos

Introdução

O conceito de trauma como doença se difundiu progressivamente a partir da década de 1960, mas ainda hoje é visto por muitos como algo acidental.1 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trauma como doença está em quarto lugar entre as causas de morte, sendo que, no Brasil, é a segunda causa de mortalidade, superada apenas pelas doenças cardiovasculares.2 Entre os adultos jovens até a 4a década de vida, o trauma permanece como a primeira causa de morte.

Segundo dados fornecidos pelo Datasus, de janeiro de 2008 a novembro de 2009 foram gastos quase 32 milhões de reais diretamente com pacientes internados vítimas de trauma, sendo 13 milhões apenas na região Sudeste. Em 2008, foram registrados cerca de 130 mil óbitos decorrentes de trauma e estima-se que, para cada vítima fatal, haja de 3 a 4 sequelados. Há uma crescente população de amputados, paraplégicos, cegos e outras enfermidades igualmente incapacitantes que implicam cifras incalculáveis para o governo federal e, principalmente, determinam um sofrimento inestimável aos familiares e à sociedade como um todo.

 

4. Avaliação do cenário e abordagem da vítima

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Avaliação do cenário e abordagem da vítima

Elaine Peixoto

Introdução

O atendimento pré-hospitalar apresenta algumas peculiaridades que devem ser revistas pelo socorrista antes de abordar a vítima. Estima-se que 84% das paradas cardiorrespiratórias (PCR) ocorram nos domicílios e 16% em locais públicos.1 Há ainda os acidentes por causas externas: segundo o Datasus, no período de 2008 ocorreram, nas capitais do Brasil, 41.098 óbitos, sendo que destes, 6.355 foram na capital de São Paulo.2

Tendo em vista a grande ocorrência de acidentes e mortes súbitas no ambiente pré-hospitalar, observa-se a importância do treinamento intensivo para os socorristas profissionais da área da saúde e para os socorristas leigos, a fim de garantir um atendimento imediato com segurança e qualidade.

Esse atendimento inicia-se ao identificar uma situação de emergência contendo uma ou mais vítimas, que geralmente é presenciada por um circunstante que deverá chamar o serviço médico de emergência (SME).

 

5. Corrente da sobrevivência

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Corrente da sobrevivência

Ana Paula Quilici

Elaine Peixoto

Fátima Gil Ferreira

Introdução

As ações realizadas durante os minutos iniciais de atendimento a uma emergência são críticas em relação à sobrevivência da vítima. O suporte básico de vida define essa sequência de ações para salvar vidas. Por mais adequado e eficiente que seja um suporte avançado, se as ações de suporte básico não forem realizadas de maneira adequada, será extremamente baixa a possibilidade de sobrevivência de uma vítima em situação de emergência.

Descreveremos neste capítulo a corrente da sobrevivência, abordada nas diretrizes internacionais de ressuscitação cardiopulmonar e cuidados cardiovasculares de emergência, estabelecidas em 2010.

Dentre algumas modificações ocorridas na diretriz de 2010, a

American Heart Association (AHA) alterou, após anos de utilização, a corrente de sobrevivência acrescentando o quinto elo (cuidados pós-ressuscitação), por considerar este um fator fundamental para a sobrevida das vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR).

 

6. Reanimação cardiopulmonar no adulto

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6

Reanimação cardiopulmonar no adulto

Tatiane Christine Nunes Barral

Introdução

Na vigência de uma parada cardiorrespiratória (PCR), a realização imediata de reanimação cardiopulmonar (RCP), inclusive apenas com compressões torácicas por socorristas leigos da comunidade no pré-hospitalar, contribui sensivelmente para o aumento das taxas de sobrevivência das vítimas de parada cardíaca.1-7 O maior desafio é ampliar o acesso ao ensino de RCP, estabelecer processos para a melhora contínua de sua qualidade, além de minimizar o tempo entre a RCP e a aplicação do primeiro choque.

Dados epidemiológicos

Cerca de 60 a 80% dos ritmos de PCR no âmbito pré-hospitalar ocorrem em fibrilação ventricular (FV). O sucesso da ressuscitação está intrinsicamente relacionado a uma desfibrilação precoce, idealmente dentro dos primeiros 3 a 5 minutos após o colapso. A cada minuto transcorrido do início do evento arrítmico súbito sem desfibrilação, as chances de sobrevivência diminuem em 7 a 10%.1,8 Com a RCP, essa redução é mais gradual, entre 3 e 4% por minuto de PCR.1,2,9

 

7. Acesso público à desfibrilação

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Acesso público à desfibrilação

Luiz Fernando Fagundes Gouvêa Filho

As paradas cardiorrespiratórias (PCR) ocorrem predominantemente em ambiente extra-hospitalar, em sua maioria em ritmo de fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), cujo tratamento é a desfibrilação.1 As taxas de sobrevida

­decaem em torno de 7 a 10% a cada minuto diante de uma parada cardiorrespiratória2 quando nenhum suporte de vida é realizado. O suporte básico de vida, incluindo o uso dos desfibriladores externo automáticos (DEA), realizado por socorristas treinados, tornou-se uma arma poderosa para o aumento da sobrevida em pacientes vítimas de paradas cardiorrespiratórias.

O conceito de acesso público à desfibrilação surgiu por meio da força-tarefa Futuro da RCP3 da American Heart Association (AHA) conduzido pelo Dr. Leonard Cobb, de Seattle, Washington, publicada em 1992.

Na ocasião, observou-se que a maioria das paradas cardiorrespiratórias fora do hospital ocorria em casa. Assim, quando elas ocorressem em locais públicos, a utilização de DEA por pessoas leigas reduziria o tempo entre a PCR e a desfibrilação, obtendo minutos preciosos.

 

8. Técnicas e dispositivos complementares para manobras de RCP

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Técnicas e dispositivos complementares para manobras de RCP

Renán Gianotto de Oliveira

Maria Margarita Castro Gonzalez

Sergio Timerman

Introdução

Diversas alternativas para a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) manual têm sido desenvolvidas nos últimos anos a fim de melhorar a pressão de perfusão coronariana (PPC) durante a ressuscitação e a sobrevida de uma vítima de parada cardíaca. O uso desses dispositivos complementares, contudo, pode retardar ou interromper a RCP e a desfibrilação, portanto, comparados com a RCP manual, requerem, no mínimo, mais pessoal, muito treinamento e mais equipamentos.

A eficácia de certas técnicas e dispositivos complementares vem sendo descrita em casos específicos ou para pacientes em condições particulares. Porém, nenhuma dessas alternativas mostrou-se rotineiramente superior à RCP convencional, realizada no suporte básico de vida, em ambiente extra-hospitalar. Caso um desses complementos circulatórios seja utilizado, os socorristas precisam ser muito bem treinados e deve haver um programa de vigilância contínua a fim de garantir que seu uso não prejudique a vítima.

 

9. Obstrução das vias aéreas

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Obstrução das vias aéreas

Thatiane Facholi Poalstri

Introdução

Entende-se por obstrução de vias aéreas toda situação que impeça total ou parcialmente o trânsito de ar ambiente até os alvéolos pulmonares. A restauração e a manutenção da permeabilidade das vias a­ éreas nas vítimas de trauma são essenciais e devem ser feitas de maneira rápida e prioritária,1,2 podendo resultar em morte em minutos se não forem tratadas.

Uma vítima pode desenvolver obstrução de vias aéreas devido a causas intrínsecas (obstrução das vias aéreas por relaxamento da língua) ou extrínsecas (aspiração de corpo estranho).

No primeiro caso, o relaxamento da língua associado ao rebaixamento do nível de consciência permite que a língua caia por causa da ação da gravidade, ocluindo a hipofaringe. Essa obstrução frequentemente se apresenta como roncos durante a respiração.3 No segundo caso, a causa mais comum está associada à aspiração de alimentos e ocorre quando a vítima está comendo, sendo a carne a causa mais comum. Outras causas de obstrução extrínseca podem ser próteses dentárias deslocadas, fragmentos dentários, chicletes e balas.1,2

 

10. Reconhecimento e abordagem inicial das principais emergências clínicas

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Reconhecimento e abordagem inicial das principais emergências clínicas

Andre Feldman

Cibele Chuery Machado

Introdução

As emergências clínicas são um grande desafio ao médico assistente, uma vez que demandam atendimento rápido e organizado visando

à estabilização inicial do doente para posterior investigação etiológica, prognóstica e programação de tratamento a médio e longo prazos.

Há vários anos, a American Heart Association padronizou uma sistematização de atendimento a pacientes vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR) com o objetivo de organizar o atendimento prestado aos que se encontram em situação de extrema gravidade e necessitam de atendimento rápido e eficiente. Da mesma forma, as emergências clínicas podem caracterizar-se como situações de extrema gravidade, nas quais um atendimento prático e sistematizado pode ser crucial entre uma boa ou má evolução clínica a curto prazo. De forma didática, este capítulo está dividido em itens que contemplam as diferentes apresentações das principais emergências clínicas encontradas no dia a dia do médico que atende em serviços de pronto-socorro.

 

11. Imobilização da vítima

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Imobilização da vítima

Rosimey Romero Thomaz

Introdução

Na avaliação inicial, a prioridade é identificar e realizar o atendimento rápido ao paciente que apresenta risco à vida. As lesões traumáticas que acometem exclusivamente o sistema musculoesquelético, em geral, não determinam risco à vida, mas podem levar a incapacidade temporária ou permanente. Em geral, 90% das vítimas de trauma têm lesões isoladas, como fratura de membro superior ou ferimentos leves.1

Após avaliação da cena e segurança do local, a avaliação da vítima deve seguir esta ordem de prioridade:2

1. Condições que possam resultar em risco à vida.

2. Condições que resultem em perda do membro lesionado.

3. Outras condições que apresentam risco à vítima e ao membro.

A história do local do incidente e o exame físico da cabeça aos pés fazem o diagnóstico de lesões musculoesqueléticas que demandam

11  Imobilização da vítima

atenção logo que possível por poderem, quando não adequadamente tratadas, resultar em invalidez permanente ou complicações decorrentes de hemorragia.

 

12. Ferimentos e choque

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12

Ferimentos e choque

Luís Fernando Corrêa Zantut

Paulo Roberto de Arruda Zantut

Fabio Luís de Arruda Zantut

Introdução

Toda situação de hipoperfusão tecidual sistêmica na qual exista diminuição da liberação de oxigênio em nível celular suficiente para não mais atender às necessidades metabólicas é definida como choque, ou seja, sempre que houver hipóxia celular por hipofluxo tissular tem-se um paciente em choque.1 A Figura 1 mostra a história natural do choque se não for tratado adequadamente.

Choque

Diminuição da perfusão tecidual

Hipóxia celular

Disfunção orgânica

Óbito

Figura 1. História natural do choque se não tratado.

12  Ferimentos e choque

O choque é classificado em hipovolêmico ou hemorrágico, cardiogênico, neurogênico e séptico, sendo estes dois últimos incluídos entre a classificação de choque distributivo.2 Quando considerados pacientes traumatizados, o tipo de choque predominantemente encontrado

 

13. Queimaduras

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13

Queimaduras

Tatiane Christine Nunes Barral

Introdução

As queimaduras são lesões teciduais decorrentes da transferência de energia de uma fonte calórica para o corpo que podem ser ocasionadas por agentes térmicos, elétricos, radioativos ou químicos. Podem variar desde lesões pequenas até catastróficas, abrangendo extensas

áreas do corpo. Em vítimas de incêndio, a lesão por inalação e as complicações pulmonares inerentes contribuem significativamente para a morbimortalidade por queimaduras.1

Embora o óbito nem sempre seja o desfecho desse tipo de trauma, pode acarretar ao indivíduo sofrimento físico e sequelas permanentes, que exigem terapias por período prolongado. O trauma psicológico pode advir em função das incapacidades geradas.2

Dados epidemiológicos

O trauma por queimaduras representa a quarta causa de óbito no mundo, acometendo predominantemente pacientes jovens, na faixa etária de 1 a 40 anos, e repercutindo com danos muitas vezes irrever-

 

14. Amputação traumática

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14

Amputação traumática

Tatiane Christine Nunes Barral

Paula Dal Maso Altimari

Introdução

A amputação traumática envolve a perda total ou parcial de uma parte do corpo, geralmente um dedo, braço, pé ou perna, que ocorre como resultado de um acidente ou lesão.

Figura 1. Amputação de um dedo da mão.

14  Amputação traumática

Se o acidente ou trauma ocasionar amputação completa, a parte do corpo decepada deve ser preservada porque a equipe médica pode ser capaz de reimplantá-la. A amputação traumática pode ser causada por objetos cortantes, esmagamento e forças de tração. Dentre as complicações mais importantes estão o sangramento, choque e infecção.1-3

Os cuidados imediatos, além dos cuidados intensivos, bem como o advento de novas técnicas cirúrgicas, reabilitação precoce4 e novos modelos de próteses têm contribuído sensivelmente para melhores resultados a longo prazo.

Dados epidemiológicos

As amputações são, na grande maioria, decorrentes de alterações vasculares por diabetes, seguidas do traumatismo urbano por acidentes automobilísticos, motociclísticos, atropelamentos e violência, sendo a amputação transfemoral a sequela mais comum.5-7 A amputação traumática acomete preferencialmente indivíduos jovens, do sexo masculino, na faixa etária dos 25 aos 49 anos de idade, mas também é significativa em jovens e crianças.6-9

 

15. Afogamento

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15

Afogamento

Henrique Grinberg

Epidemiologia

Em todo o mundo, o afogamento é causa de aproximadamente 500 mil mortes por ano, estatística subestimada pela falta de notificação adequada.1,2 Na faixa etária dos 5 aos 14 anos, afogamento é a principal causa mortis entre homens e a 5a entre mulheres do mundo todo.3

No Brasil (Figura 1), com 176 milhões de habitantes, ocorreram 6.688 mortes por afogamento em 2003 (3,8/100.000 habitantes).4 Foi a 2a causa de morte na faixa etária de 1 a 14 anos e a grande maioria (88%) foi não intencional.

Definição

Afogamento é um distúrbio respiratório causado pela aspiração de líquido durante submersão ou imersão indesejada. É um continuum que tem início quando a via aérea do paciente está abaixo do nível da superfície líquida, e o desfecho final, caso não haja interrupção do processo, é a morte por insuficiência respiratória, uma das principais causas de morte externa em todo o mundo.

15 Afogamento

Mortalidade por afogamento no Brasil

 

16. Acidentes com animais peçonhentos

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16

Acidentes com animais peçonhentos

Serpentes, escorpiões e aranhas

Giuseppe Puorto

Waltecir Lopes

Introdução

Acidentes com animais peçonhentos são um problema de saúde não só pela incidência, mas principalmente pela gravidade e sequelas que podem deixar. O tema “animais peçonhentos” é tratado com certo exagero na maioria dos casos, em consequência do mito e das falsas histórias que envolvem esses animais, não só pela população em geral como por parte dos profissionais de saúde, visto que a maioria dos animais assemelhados é desprovida de venenos.1

O problema com os peçonhentos não é atual, já na época da colonização do Brasil o jesuíta José de Anchieta, em carta dirigida a seus superiores datada de 31 de maio de 1560, relata suas observações sobre o comportamento e a ação da peçonha de algumas espécies de cobras, entre elas a jararaca, a cascavel e a coral, como também sobre aranhas.

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade e, por essa razão, há um pequeno grupo de animais que produzem veneno. Entre os venenosos com maior incidência de acidentes humanos pode-se destacar as serpentes, aranhas e escorpiões, entre outros.

 

17. Conceitos básicos do atendimento de desastre

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17

Conceitos básicos do atendimento de desastre

Rosimey Romero Thomaz

Antonio Cláudio Oliveira

Sergio Dias Martuchi

Introdução

A palavra desastre é de origem francesa, “desastre”. É composta do prefixo “des” e de “astre”, derivada do latim “astrum”, que significa estrela. Dessa maneira, desastre significa literalmente “estrela ruim”, que corresponde na astrologia a um evento extremamente desfavorável. O conceito astrológico para a palavra desastre foi perdido com o passar do tempo.1

De acordo com o dicionário Michaelis, desastre tem como definição “acidente, desgraça, fatalidade”. Já calamidade é definida como

“grande mal comum a muita gente, infortúnio público, desastre em grande escala”.2

O termo desastre é muito difundido e tem significados diferentes para diversas culturas. É muito utilizado para destaque de notícias na mídia televisiva, impressa ou no rádio e sugere, quase sempre, um evento que aconteceu com uma pessoa ou coletividade.

 

18. Emergências na paciente grávida

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18

Emergências na paciente grávida

Karen Abrão

Introdução

A gestação constitui período de alterações anatômicas e fisiológicas que impactam todo o organismo feminino e podem interferir na resposta ao atendimento de emergências clínicas e traumáticas de qualquer natureza. O parto em si, apesar de se tratar de evento fisiológico, também pode envolver situações de risco à saúde da gestante e do bebê, cuja pronta assistência é essencial para salvaguardar a vida de mãe e filho, além de prevenir sequelas graves.1

Além disso, as emergências na gestante apresentam a particularidade de que as decisões tomadas devem levar em consideração o melhor interesse de dois indivíduos – mãe e feto –, o que muitas vezes constitui um dilema para o prestador da assistência.2

Felizmente, as pacientes grávidas, em sua grande maioria, são jovens, saudáveis e evitam expor-se a riscos desnecessários, o que faz as emergências clínicas e traumáticas tornarem-se menos comuns do que na população em geral.2 No entanto, apesar da baixa frequência de eventos e de se tratarem de pacientes jovens, as taxas de sobrevivência são baixas. Não há disponíveis dados nacionais a respeito; no entanto, estudos internacionais relatam taxa de sobrevivência menor que 7%.3

 

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