Psicoterapias

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Um dos principais livros brasileiros sobre psicoterapias chega à sua 4a edição totalmente atualizado. Como uma abordagem abrangente das psicoterapias disponíveis e sua aplicação aos transtornos mentais mais comumente encontrados na prática clínica, traz inúmeros exemplos de caso que auxiliam o leitor a contextualizar as informações apresentadas.

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Capítulo 1. Aspectos conceituais e raízes históricas das psicoterapias

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Aspectos conceituais e raízes históricas das psicoterapias

1

Nuno Pereira Castanheira

Eugenio Horacio Grevet

Aristides Volpato Cordioli

As psicoterapias têm suas raízes na história da filosofia, da medicina, da psiquiatria e da psicologia. Neste capítulo, descrevemos a evolução do conhecimento que nos permitiu ter um conceito de mente ligada ao funcionamento cerebral, passo essencial para o surgimento de intervenções psicoterapêuticas racionais para o tratamento dos transtornos mentais. São abordados conceitos como mente, dualismo, monismo e método científico. Dessa forma, o leitor poderá ter uma visão sucinta dos pressupostos filosóficos e científicos que são as bases teóricas das diferentes formas de psicoterapia. Entender tais pressupostos é essencial para uma leitura crítica dos capítulos que se seguem a este, assim como para iniciar a construção de uma racionalidade mínima, necessária para o exercício do papel de psicoterapeuta. Também são descritas as origens históricas das principais correntes de psicoterapia − a psicanálise, a terapia comportamental, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia existencial.

 

Capítulo 2. As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações

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As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações

2

Aristides Volpato Cordioli

Lucas Primo de Carvalho Alves

Lucianne Valdivia

Neusa Sica da Rocha

Este capítulo apresenta um breve panorama da psicoterapia e seus diversos tipos na atualidade, incluindo a origem, a evolução, o conceito e os elementos que caracterizam esse importante método de tratamento de problemas emocionais e transtornos mentais. Aqui, são descritos os principais modelos, os fundamentos teóricos e técnicas, bem como as indicações e as contraindicações da psicoterapia.

Originalmente chamada de cura pela fala, a psi­ coterapia tem suas origens na medicina antiga, na religião, na filosofia, na cura pela fé e no hip­ notismo. Foi, entretanto, no final do século XIX que ela passou a ser usada como método de tra­ tamento dos transtornos mentais, com um re­ ferencial teórico, uma técnica ou um método aplicado por um terapeuta treinado e adepto de um modelo definido. Com base no modelo mé­ dico e nas teorias e nos métodos de tratamento desenvolvidos por Freud, as terapias de orienta­

 

Capítulo 3. As psicoterapias modificam o funcionamento cerebral?

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As psicoterapias modificam o funcionamento cerebral?

Lorenna Sena T. Mendes

Luis Souza Motta

Giovanni Abrahão Salum Júnior

As psicoterapias modificam o funcionamento cerebral dos pacientes? Este capítulo tem a intenção de discutir essa questão. Para tanto, o capítulo é dividido em três partes. Na primeira, fazemos uma breve discussão sobre a relação mente-cérebro, uma vez que diversos pressupostos das seções subsequentes terão relação direta com esse tema. Na segunda parte do capítulo, apresentamos as perspectivas teóricas de como as psicoterapias poderiam modificar o cérebro dos pacientes. Por fim, na terceira parte, abordamos as evidências da ação da psicoterapia em quatro importantes transtornos psiquiátricos a partir dos exames de neuroimagem.

A psicoterapia pode ser definida como uma in­ tervenção para modificar problemas de natu­ reza emocional, cognitiva e comportamental.

Dessa forma, a psicoterapia como campo de es­ tudo assume que o homem é passível de mo­ dificação e transformação. Ainda assim, quais transformações biológicas no corpo podem ex­ plicar as mudanças nos estados mentais e que fatores do ambiente podem modificar os esta­ dos mentais? Essa pergunta sempre intrigou a humanidade.

 

Capítulo 4. Fatores comuns e específicos das psicoterapias

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4

Fatores comuns e específicos das psicoterapias

Luciano Isolan

Lívia Hartmann de Souza

Aristides Volpato Cordioli

As psicoterapias são um importante recurso para o tratamento dos transtornos mentais e de problemas de natureza emocional. Em algumas situações, são o método de escolha; em outras, um importante coadjuvante a outras abordagens de tratamento, como a farmacoterapia. Questionadas no passado, hoje as psicoterapias são amplamente aceitas como tratamentos eficazes para uma grande variedade de condições psiquiátricas e psicológicas. Além da eficácia, diversas pesquisas vêm tentando elucidar a forma como ocorrem as mudanças promovidas pela psicoterapia, bem como quais são os fatores envolvidos nesse processo.

Até a segunda metade do século passado, havia um debate acerca de quais seriam os verdadeiros fatores responsáveis pelas mudanças obtidas com a psicoterapia: os fatores específicos, ou seja, as técnicas, em oposição aos não específicos, também chamados de fatores comuns, ou seja, a pessoa do terapeuta, o contexto, o tipo de relação estabelecido e as condições do paciente. Na atualidade, existe relativo consenso de que ambos os grupos de fatores têm importante peso nos resultados.

 

Capítulo 5. O paciente e a escolha da terapia

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O paciente e a escolha da terapia

Aristides Volpato Cordioli

Stefania Pigatto Teche

Fabiano Alves Gomes

Este capítulo descreve como é feita a escolha da psicoterapia com maior chance de resultados positivos baseando-se na questão: “Para quem e em quais circunstâncias?”. Nessa perspectiva, aborda a avaliação do paciente para esclarecer os aspectos decisivos nessa escolha, que incluem o diagnóstico, as características pessoais e o contexto social. Além disso, apresenta as evidências de eficácia e de resultados das pesquisas em psicoterapia que auxiliam na tomada de decisão.

As psicoterapias constituem, assim como os psicofármacos, um dos principais recursos dos quais dispõem os profissionais da saúde para o tratamento de transtornos mentais e problemas emocionais. Em algumas situações, a terapia é o método mais efetivo e de escolha preferencial; em outras, é um importante coadjuvante de outros tratamentos, como os medicamentos.

A eficácia das psicoterapias foi muito questionada no passado, mas, na atualidade, está bem estabelecida para várias modalidades e é utilizada, cada vez mais, nos cenários mais diversificados. Ensaios clínicos bem conduzidos e metanálises recentes têm confirmado a referida eficácia1-3 e mostrado redução de custos na saúde pública em países que implementaram a terapia em larga escala.4

 

Capítulo 6. A relação terapêutica e a aliança de trabalho nos principais modelos de psicoterapia

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A relação terapêutica e a aliança de trabalho nos principais modelos de psicoterapia

Igor Alcantara

Katiane Silva

Leandro Timm Pizutti

A psicoterapia é um método de tratamento que utiliza meios psicológicos para auxiliar pacientes a modificar problemas emocionais, cognitivos e comportamentais. Ela é realizada no contexto de uma relação interpessoal, a relação terapêutica, que as evidências têm apontado ser tão relevante quanto as técnicas utilizadas para o sucesso de todas as psicoterapias. A relação terapêutica depende de aspectos do paciente e da pessoa do terapeuta para que se estabeleça e sustente o tratamento. Alguns desses fatores ficaram conhecidos como fatores não específicos, fatores rogerianos ou fatores comuns e são determinantes dos resultados de todas as terapias, especialmente as terapias cognitivo-comportamentais (TCCs).

Para as terapias psicodinâmicas, a relação terapêutica assume uma importância ainda maior, uma vez que o paciente repete, na relação com o terapeuta, padrões de relacionamentos primitivos, o que permite sua identificação e seu tratamento. Neste capítulo, vamos abordar os vários aspectos da relação terapêutica: neutralidade e abstinência, transferência e contratransferência, aliança terapêutica e relação real, bem como os fatores do paciente e do terapeuta que influenciam o estabelecimento da relação terapêutica. Vamos descrever também as evidências da pesquisa que comprovaram a importância da relação terapêutica para os resultados das psicoterapias.

 

Capítulo 7. Questões cruciais para o início, o curso e o término da psicoterapia

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Questões cruciais para o início, o curso e o término da psicoterapia

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Katiane Silva

Marianna de Barros Jaeger

Lucia Helena Machado Freitas

Aristides Volpato Cordioli

Neste capítulo, são discutidas as questões essenciais do início, do curso e do término da psicoterapia, considerando-se as principais abordagens terapêuticas, com o objetivo de sistematizar as informações encontradas na literatura e identificar os procedimentos recomenda­dos. Os aspectos comuns e as especificidades das diferentes abordagens são descritos em cada uma das fases, sem perder de vista a compreensão do processo terapêutico como um todo.

A origem da psicoterapia, se considerada como um tipo especial de interação humana, remete a civilizações bastante remotas. Os curandeiros, figuras presentes em diversas culturas primitivas e reconhecidos por sua empatia, sabedoria e maturidade, ofereciam alívio ao sofrimento por meio da palavra falada.1 Posteriormente, Freud descreveu a “cura pela fala”, e esse conceito de proporcionar alívio para problemas psíquicos por meio da palavra pode ser considerado como nuclear para as diferentes modalidades de psicoterapia.

 

Capítulo 8. O local onde ocorrem as psicoterapias: descrevendo os diferentes settings psicoterápicos

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8

O local onde ocorrem as psicoterapias: descrevendo os diferentes settings psicoterápicos

Eugenio Horacio Grevet

Fernando M. Schneider

Gabriela Lotin Nuernberg

Gustavo Schestatsky

Aristides Volpato Cordioli

Neste capítulo, abordamos os limites físicos onde os diferentes tipos de psicoterapias ocorrem. Primeiramente, vamos descrever aspectos arquitetônicos e construtivos gerais que estão associados a melhora no estado emocional do paciente e a resultados mais satisfatórios das psicoterapias. Entre essas características, tratamos de elementos como acessibilidade, cores do ambiente, iluminação e mobília. Posteriormente, caracterizamos os espaços físicos onde os principais tipos de psicoterapias ocorrem, à luz das necessidades técnicas dessas diferentes modalidades. Nesse sentido, expomos as características de salas destinadas ao atendimento grupal, familiar, de crianças e adolescentes, assim como daqueles espaços destinados aos dois principais tipos de psicoterapias individuais, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a psicoterapia de orientação analítica (POA). Além disso, especificamos alguns aspectos do consultório das psicoterapias no espaço virtual.

 

Capítulo 9. Evidências em psicoterapia

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Evidências em psicoterapia

9

Mário Tregnago Barcellos

Lúcio Cardon

Christian Kieling 

Por meio de uma revisão de aspectos clínicos, de pesquisa e de evidências referentes ao campo das psicoterapias, este capítulo busca fornecer substrato para uma melhor compreensão do processo de construção do conhecimento científico psicoterápico. Esse mergulho, ainda que parcial, tendo em vista a imensidão do tema, pode ajudar a fazer de nós não apenas leitores e consumidores de publicações e evidências, mas leitores críticos e consumidores criteriosos capazes de identificar o que pode ser realmente transferido da literatura para o dia a dia da atividade clínica.

Hoje, há um número crescente de intervenções psicoterápicas, bem como uma série de sub­ divisões técnicas e teóricas dentro das formas clássicas de psicoterapia. Essa realidade, asso­ ciada aos diversos campos do conhecimento interessados na psicoterapia e ao aumento de pesquisadores e publicações que abordam a efi­ cácia dos tratamentos, torna praticamente in­ viável a realização de uma catalogação de todos os estudos e revisões.1 O montante de literatura sobre o assunto, bem como a escassez parado­ xal de boas evidências, dificulta, de certa forma, responder à pergunta frequentemente formula­ da: “Qual a melhor técnica de psicoterapia para cada transtorno mental?”.

 

Capítulo 10. Psicoterapias e bioética

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Psicoterapias e bioética

10

Ana Cristina Tietzmann

José Roberto Goldim

Júlia Schneider Protas

As psicoterapias são um campo fértil para reflexões bioéticas. Frequentemente, há confusão e desconhecimento relativos aos conceitos e à importância desse tipo de reflexão na prática profissional. A qualidade da interação entre terapeuta(s) e paciente(s) e a adequação ética de suas ações e consequências precisam ser pensadas cotidianamente. Neste capítulo, após a introdução dos aspectos históricos e alguns referenciais básicos do campo da bioética, são discutidas questões relacionadas a prática da psicoterapia, formação e exercício profissional, consentimento informado, confidencialidade, privacidade em tempos de internet, entre outras, uma vez que configuram aspectos importantes no processo psicoterápico.

BIOÉTICA

A palavra bioética (bioethik) foi utilizada pela primeira vez em um artigo publicado em alemão.1 O autor caracterizou a bioética como o reconhecimento de obrigações éticas não apenas em relação ao ser humano, mas em relação a todos os seres vivos. Esse texto, encontrado por Rolf Löther, da Universidade Humboldt, de

 

Capítulo 11. Terapia comportamental no tratamento dos transtornos mentais

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Terapia comportamental no tratamento dos transtornos mentais

11

Aristides Volpato Cordioli

Marianna de Barros Jaeger

Inicialmente, neste capítulo, será apresentado um breve histórico do desenvolvimento da terapia comportamental (TC), destacando-se os principais autores e suas contribuições.

Além disso, serão descritas as teorias da aprendizagem mais relevantes, que embasam tanto modelos etiológicos como as principais técnicas comportamentais usadas no tratamento dos transtornos mentais. Será abordado brevemente como é a TC, as etapas do tratamento, suas indicações e contraindicações e as evidências de eficácia. O capítulo se encerra com a discussão da TC e de suas limitações, bem como das perspectivas futuras dessa modalidade de psicoterapia.

A psicologia científica iniciou-se com a fundação do primeiro laboratório de pesquisa em

Leipzig, por Wundt, em 1879. Até então, a psicologia era considerada um ramo da filosofia

(psicologia filosófica), e fenômenos mentais ou psicológicos, como a percepção, a memória, a inteligência e a aquisição do conhecimento, eram estudados com o uso da introspecção, método sujeito a erros por ser essencialmente subjetivo. Com a criação do laboratório, W

 

Capítulo 12. Terapia racional-emotiva, cognitiva e do esquema

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Terapias racional-emotiva, cognitiva e do esquema

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Bernard Rangé

Conceição Reis de Sousa

Eliane Mary de Oliveira Falcone

Este capítulo tem como objetivo abordar três métodos psicoterápicos desenvolvidos a partir dos modelos cognitivos, ou seja, cuja base é a noção de que são as interpretações que os pacientes fazem que estão na origem de suas perturbações emocionais, seus comportamentos problemáticos e seu funcionamento desajustado.

A primeira versão de um modelo cognitivo foi a de Epicteto, no século I d.C., que afirmava que os homens se perturbam não pelos fatos em si, mas pelas opiniões que têm sobre os fatos. Já a primeira versão moderna de um modelo cognitivo foi a de Albert Ellis, que, desencantado com a psicanálise, concebeu um modelo de psicoterapia que se baseava em conceitos de crenças racionais versus irracionais, envolvendo uma distinção entre exigências e preferências.

A segunda versão foi a de Aaron T. Beck. Ele criou um modelo cognitivo para o tratamento da depressão que depois passou a ser aplicado em outros quadros clínicos, como transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, esquizofrenia, etc. Jeffrey Young desenvolveu um modelo integrativo derivado do modelo de Beck e fortemente calcado no conceito de esquema, ao qual deu o nome de terapia do esquema, que, no início, foi usado em transtornos da personalidade, mas hoje pode ser aplicado em uma variedade de condições mentais. Este capítulo abordará esses três modelos de terapia cognitiva.

 

Capítulo 13. Terapias contextuais comportamentais: mindfulness, terapia de aceitação e compromisso, terapia comportamental dialética, terapia metacognitiva e terapia focada na compaixão

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Terapias contextuais comportamentais:

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mindfulness, terapia de aceitação e

compromisso, terapia comportamental

dialética, terapia metacognitiva e terapia focada na compaixão

Marianna de Abreu Costa

Tiago Pires Tatton-Ramos

Leandro Timm Pizutti

Este capítulo aborda a definição e a base teórica das chamadas terapias contextuais e

­mind­fulness. Também apresenta, de forma mais detalhada, a terapia de aceitação e compromisso (ACT) e, de forma mais resumida, a terapia comportamental dialética (DBT) e as técnicas de terapia metacognitiva e a terapia focada na compaixão. Ainda, este capítulo revisa, de forma sucinta, as principais indicações dessas técnicas baseando-se na literatura atual e traz alguns exemplos práticos.

Nas últimas décadas, vimos o surgimento das chamadas “terapias de terceira onda”, “terapias contextual-comportamentais” ou simplesmente “terapias contextuais”.1 Apesar de elas emergirem associadas às tradições comportamental

 

Capítulo 14. Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica

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Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica

Cláudio Laks Eizirik

Simone Hauck

Camila Piva da Costa Cappellari

A psicanálise e a psicoterapia de orientação analítica (POA) têm suas raízes no trabalho realizado por Sigmund Freud, que, a partir da observação de pacientes psiquiátricos e da aplicação sistemática do método psicanalítico, fundou a psicanálise como ciência no início do século XX. Uma grande variedade de abordagens terapêuticas foi desenvolvida desde então para o tratamento de psicopatologias e perturbações de natureza emocional. No entanto, a

POA se caracteriza por buscar ampliar a capacidade da mente e as possibilidades de escolha do indivíduo, além da melhora dos sintomas. Metanálises recentes evidenciam que diversos modelos de psicoterapia fundamentados na teoria psicanalítica são tão eficazes quanto outras psicoterapias tradicionalmente consideradas como “baseadas em evidências” no tratamento de uma série de transtornos mentais. Neste capítulo, apresentaremos a história da elaboração teórica e técnica da psicanálise e da POA a partir dos estudos de Freud, os desenvolvimentos posteriores de maior relevância e os aspectos que caracterizam o método psicanalítico. Serão também revisadas evidências disponíveis de sua eficácia.

 

Capítulo 15. Psicoterapia baseada na mentalização

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Psicoterapia baseada na mentalização

Christian Kieling

Simone Hauck

A teoria da mentalização foi desenvolvida a partir da integração da teoria psicanalítica com as pesquisas do desenvolvimento e achados da neurociência. A capacidade de mentalizar envolve a compreensão de si mesmo e dos outros de forma implícita e explícita. Baseia-se na ideia de perceber e interpretar o comportamento humano em relação aos estados mentais intencionais (p. ex., necessidades, desejos, sentimentos, crenças, objetivos, propósitos, razões). A habilidade de mentalizar se desenvolve no contexto de uma relação de apego e está diretamente ligada à capacidade do cuidador de dar significado aos estados mentais do bebê/da criança e de comunicar essa compreensão de volta para o bebê/a criança por meio do espelhamento contingente marcado. Falhas na mentalização estão relacionadas a diversos transtornos psiquiátricos que envolvem patologias do self, como os transtornos da personalidade borderline (TPB) e antissocial, os transtornos alimentares, a depressão e o trauma. A melhora da mentalização pressupõe maior capacidade de regulação do afeto, controle de impulsos e assertividade. A terapia baseada na mentalização (TBM) propõe uma estrutura que organiza as intervenções conforme o entendimento do desenvolvimento e adverte claramente sobre técnicas psicoterápicas que podem ser prejudiciais na vigência de patologia central associada à mentalização. Neste capítulo, são revisadas as bases teóricas que deram origem à TBM e seus desenvolvimentos, as características desse tipo de tratamento e sua aplicação, bem como evidências disponíveis e perspectivas futuras.

 

Capítulo 16. Terapia interpessoal: bases para sua prática e resultados dos principais estudos

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Terapia interpessoal:

bases para sua prática e resultados dos principais estudos

Antônio Augusto Schmitt Júnior

Lívia Hartmann de Souza

Neusa Sica da Rocha

Marcelo Pio de Almeida Fleck

Neste capítulo, são apresentadas, inicialmente, as origens da terapia interpessoal (TIP), bem como as bases teóricas que contribuíram para seu desenvolvimento e nas quais ela se fundamenta. A seguir, são descritas as fases do tratamento, a definição de seu foco (área de problema), além das principais técnicas usadas na TIP e o contexto em que são utilizadas. Por fim, são apresentados os resultados dos principais estudos com a TIP.

A TIP é uma forma de psicoterapia breve, inicialmente desenvolvida para tratar a fase aguda da depressão unipolar não psicótica. Foi c­ riada por Gerald Klerman e Myrna Weissman no final dos anos de 1970 e publicada sob a forma de um manual em 1984. Inicialmente, sua eficácia foi demonstrada na depressão maior por meio de vários ensaios clínicos randomizados

 

Capítulo 17. Dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares e hipnose

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Dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares e hipnose

17

Daniela Tusi Braga

Matheus X. Provin

Lucas Primo de Carvalho Alves

Este capítulo, em um primeiro momento, aborda um breve histórico, o conceito, os pressupostos e os fundamentos teóricos subjacentes ao tratamento chamado de dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares (Eye Movement Desensitization and Reprocessing [EMDR]). Apresenta também alguns exemplos de casos clínicos e o protocolo-padrão de oito fases desenvolvido por Francine Shapiro. Além disso, resume as indicações e contraindicações, salientando a eficácia já estabelecida da EMDR, bem como as indicações sugeridas pela experiência clínica. Em um segundo momento, de maneira semelhante, debate a respeito da hipnose como forma de tratamento, centrando-se em seu histórico, sua prática clínica e suas respectivas sete fases, bem como a eficácia e as indicações clássicas relacionadas a essa abordagem terapêutica.

 

Capítulo 18. Psicoterapias em grupo

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Psicoterapias em grupo

Elizeth Heldt

Andressa S. Behenck

Ana Cristina Wesner

Este capítulo descreve um breve histórico das psicoterapias em grupo e os fatores terapêuticos que são comuns a todas elas. São abordadas as principais modalidades em uso no tratamento dos transtornos mentais – as terapias cognitivo-comportamentais (TCCs), a psicoterapia de orientação analítica (POA) em grupo e os grupos de autoajuda. Além disso, são apresentados os fundamentos, as técnicas, as indicações e contraindicações e o papel do terapeuta em cada um desses modelos, bem como as evidências empíricas de eficácia. Por fim, são discutidas as questões em aberto e as perspectivas futuras dessa modalidade de psicoterapia.

O interesse pela psicoterapia de grupo o

­ correu principalmente na década de 1940, fruto da

­alta demanda gerada por condições psiquiátricas durante a Segunda Guerra Mundial, quando os profissionais eram escassos e a necessidade de tratamento se tornava cada vez maior.

 

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