Avaliação Psicológica da Inteligência e da Personalidade

Visualizações: 124
Classificação: (0)

Novo livro da Coleção Avaliação Psicológica, esta obra reúne destacados pesquisadores e professores brasileiros que abordam, em um texto didático e abrangente, os principais conceitos, questões, técnicas e ferramentas usadas no processo de avaliação da inteligência e da personalidade.

FORMATOS DISPONíVEIS

36 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1. Avaliação da inteligência: uma introdução

ePub Criptografado

Um processo seletivo apresentou aos candidatos a seguinte questão: “Fabio, David e Pedro estavam alegremente conversando sentados ao redor de uma mesa redonda. David não estava à direita de Pedro. Quem estava à direita de Fabio? Alternativas: a) David, b) Pedro e c) Não dá para saber”. Trata-se de uma pergunta simples, mas 30% dos candidatos erraram a resposta. Perguntas similares a essa são rotineiramente apresentadas em processos seletivos de recursos humanos realizados em contextos organizacionais, clínicos ou educativos. Entretanto, qual seria a utilidade desse tipo de pergunta?

Hoje em dia sabemos com alto grau de precisão que os processos mentais que subjazem ao êxito da resposta a perguntas que requerem raciocínio são os mesmos que subjazem à solução de problemas cotidianos. Veja-se, por exemplo, o resultado do estudo de letramento científico realizado no País pelos institutos Abramundo e Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa (Gomes, 2015). No nível 4 de letramento científico (em geral pessoas com ensino superior que poderiam avaliar propostas que exigem o domínio de conceitos e elaborar argumentos sobre a confiabilidade ou a veracidade de hipóteses formuladas), encontrou-se que 8% tiveram dificuldade de interpretar uma conta de luz, 27% teriam dificuldade de apagar um incêndio seguindo as instruções de equipamentos contrafogo e 35% teriam dificuldade de interpretar os resultados de um exame de sangue a partir dos valores de referência fornecidos pelo laboratório. Dificuldades essas não explicadas pelo nível de instrução.

 

Capítulo 1. Avaliação da inteligência: uma introdução

ePub Criptografado

Um processo seletivo apresentou aos candidatos a seguinte questão: “Fabio, David e Pedro estavam alegremente conversando sentados ao redor de uma mesa redonda. David não estava à direita de Pedro. Quem estava à direita de Fabio? Alternativas: a) David, b) Pedro e c) Não dá para saber”. Trata-se de uma pergunta simples, mas 30% dos candidatos erraram a resposta. Perguntas similares a essa são rotineiramente apresentadas em processos seletivos de recursos humanos realizados em contextos organizacionais, clínicos ou educativos. Entretanto, qual seria a utilidade desse tipo de pergunta?

Hoje em dia sabemos com alto grau de precisão que os processos mentais que subjazem ao êxito da resposta a perguntas que requerem raciocínio são os mesmos que subjazem à solução de problemas cotidianos. Veja-se, por exemplo, o resultado do estudo de letramento científico realizado no País pelos institutos Abramundo e Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa (Gomes, 2015). No nível 4 de letramento científico (em geral pessoas com ensino superior que poderiam avaliar propostas que exigem o domínio de conceitos e elaborar argumentos sobre a confiabilidade ou a veracidade de hipóteses formuladas), encontrou-se que 8% tiveram dificuldade de interpretar uma conta de luz, 27% teriam dificuldade de apagar um incêndio seguindo as instruções de equipamentos contrafogo e 35% teriam dificuldade de interpretar os resultados de um exame de sangue a partir dos valores de referência fornecidos pelo laboratório. Dificuldades essas não explicadas pelo nível de instrução.

 

Capítulo 2. Avaliação da inteligência no ciclo vital

ePub Criptografado

A avaliação da inteligência é um dos grandes temas de estudo da psicologia e uma prática psicológica existente desde os primórdios da psicologia científica. Excelentes revisões podem ser encontradas em Segabinazi e Zamo (2016), Primi (2006) e Pasquali (2002). A evolução da produção científica em psicologia nas áreas de avaliação psicológica, psicologia do desenvolvimento, psicologia cognitiva e neuropsicologia permite, atualmente, construir um conjunto de conhecimentos que subsidiam a avaliação da inteligência ao longo do ciclo vital, tema deste capítulo.

Com o desenvolvimento das áreas da psicologia citadas e o crescimento do conhecimento acerca do tema, os estudos relacionados à inteligência passaram a focar também nas funções cognitivas, como atenção, percepção, memória, imaginação, organização do conhecimento, linguagem, pensamento, resolução de problemas, criatividade, raciocínio e tomada de decisão. Atualmente, o conceito de inteligência está relacionado à habilidade de utilizar o conhecimento para resolver problemas (Eysenck & Keane, 1994; Matlin, 2004; Sternberg et al., 2000).

 

Capítulo 2. Avaliação da inteligência no ciclo vital

ePub Criptografado

A avaliação da inteligência é um dos grandes temas de estudo da psicologia e uma prática psicológica existente desde os primórdios da psicologia científica. Excelentes revisões podem ser encontradas em Segabinazi e Zamo (2016), Primi (2006) e Pasquali (2002). A evolução da produção científica em psicologia nas áreas de avaliação psicológica, psicologia do desenvolvimento, psicologia cognitiva e neuropsicologia permite, atualmente, construir um conjunto de conhecimentos que subsidiam a avaliação da inteligência ao longo do ciclo vital, tema deste capítulo.

Com o desenvolvimento das áreas da psicologia citadas e o crescimento do conhecimento acerca do tema, os estudos relacionados à inteligência passaram a focar também nas funções cognitivas, como atenção, percepção, memória, imaginação, organização do conhecimento, linguagem, pensamento, resolução de problemas, criatividade, raciocínio e tomada de decisão. Atualmente, o conceito de inteligência está relacionado à habilidade de utilizar o conhecimento para resolver problemas (Eysenck & Keane, 1994; Matlin, 2004; Sternberg et al., 2000).

 

Capítulo 3. O problema da dimensionalidade no estudo da inteligência e como resolvê-lo utilizando o Exploratory Graph Analysis (EGA)

ePub Criptografado

Um dos aspectos fundamentais da pesquisa em psicologia envolve a verificação do número de dimensões, ou fatores, subjacentes aos instrumentos psicológicos. Há duas definições principais, e interligadas, de dimensionalidade: (1) conjunto reduzido de variáveis que explicam a maior parte da variabilidade de um conjunto de variáveis correlacionadas (James, Witten, Hastie, & Tibshirani, 2013) e (2) fonte subjacente da variabilidade presente em dados multivariados. Ambas as definições são compatíveis com o termo “fator”, comumente utilizado na psicologia, devido principalmente ao conjunto de técnicas estatísticas amplamente utilizado denominado “análise fatorial” (Thompson, 2004, 2007). Portanto, no presente capítulo os termos “dimensão” e “fator” serão utilizados para representar o mesmo conjunto de fenômenos. No entanto, é importante apontar que o termo “dimensão” é geralmente utilizado para representar variáveis latentes independentemente do tipo de técnica estatística utilizada, enquanto o termo “fator” em geral diz respeito a variáveis latentes estimadas por meio de técnicas de análise fatorial de traços latentes (p. ex., na análise de eixos principais).

 

Capítulo 3. O problema da dimensionalidade no estudo da inteligência e como resolvê-lo utilizando o Exploratory Graph Analysis (EGA)

ePub Criptografado

Um dos aspectos fundamentais da pesquisa em psicologia envolve a verificação do número de dimensões, ou fatores, subjacentes aos instrumentos psicológicos. Há duas definições principais, e interligadas, de dimensionalidade: (1) conjunto reduzido de variáveis que explicam a maior parte da variabilidade de um conjunto de variáveis correlacionadas (James, Witten, Hastie, & Tibshirani, 2013) e (2) fonte subjacente da variabilidade presente em dados multivariados. Ambas as definições são compatíveis com o termo “fator”, comumente utilizado na psicologia, devido principalmente ao conjunto de técnicas estatísticas amplamente utilizado denominado “análise fatorial” (Thompson, 2004, 2007). Portanto, no presente capítulo os termos “dimensão” e “fator” serão utilizados para representar o mesmo conjunto de fenômenos. No entanto, é importante apontar que o termo “dimensão” é geralmente utilizado para representar variáveis latentes independentemente do tipo de técnica estatística utilizada, enquanto o termo “fator” em geral diz respeito a variáveis latentes estimadas por meio de técnicas de análise fatorial de traços latentes (p. ex., na análise de eixos principais).

 

Capítulo 4. Avaliação da inteligência: aspectos não verbais

ePub Criptografado

Na literatura produzida acerca da avaliação da inteligência, costuma-se utilizar a expressão “avaliação não verbal da inteligência” para se referir em geral a uma avaliação na qual o uso da leitura, da escrita e da fala na interação avaliador-avaliado, por algum motivo, é inexistente, precário ou secundário. Da mesma forma, usa-se a expressão “avaliação da inteligência não verbal” para os casos em que a escrita, a leitura e a fala não estão explícitas nos processos cognitivos envolvidos, ou seja, tanto a tarefa quanto a demanda cognitiva para resolvê-la não se sustentam nessas habilidades, mas, sim, em componentes pictóricos ou imagéticos.

Entretanto, em sentido amplo, o componente verbal, ou linguagem, sempre está presente na cognição humana. Dito de outra forma, mesmo uma operação cognitiva inicialmente evocada por imagens envolve um processamento inteligível verbalmente mediado. Por exemplo, em uma tarefa visuoespacial como a que ocorre no subteste Cubos da Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC-IV) (Rueda, Noronha, Sisto, Santos, & Castro, 2013), não há orientação e entendimento da tarefa a ser feita sem a mediação verbal. E mesmo que não houvesse uma orientação falada ou escrita da tarefa a ser realizada, o avaliado utilizaria compreensões verbais, como se ele dissesse interiormente: “a tarefa que eu preciso realizar é construir uma certa figura geométrica a partir dos elementos contidos no item”. Além disso, a resolução desse tipo de tarefa demanda tanto conceitos que se aplicam ao tema, tais como reta, ângulo e preenchimento de cor, quanto outros conceitos, como de ordenamento, alinhamento e agrupamento.

 

Capítulo 4. Avaliação da inteligência: aspectos não verbais

ePub Criptografado

Na literatura produzida acerca da avaliação da inteligência, costuma-se utilizar a expressão “avaliação não verbal da inteligência” para se referir em geral a uma avaliação na qual o uso da leitura, da escrita e da fala na interação avaliador-avaliado, por algum motivo, é inexistente, precário ou secundário. Da mesma forma, usa-se a expressão “avaliação da inteligência não verbal” para os casos em que a escrita, a leitura e a fala não estão explícitas nos processos cognitivos envolvidos, ou seja, tanto a tarefa quanto a demanda cognitiva para resolvê-la não se sustentam nessas habilidades, mas, sim, em componentes pictóricos ou imagéticos.

Entretanto, em sentido amplo, o componente verbal, ou linguagem, sempre está presente na cognição humana. Dito de outra forma, mesmo uma operação cognitiva inicialmente evocada por imagens envolve um processamento inteligível verbalmente mediado. Por exemplo, em uma tarefa visuoespacial como a que ocorre no subteste Cubos da Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC-IV) (Rueda, Noronha, Sisto, Santos, & Castro, 2013), não há orientação e entendimento da tarefa a ser feita sem a mediação verbal. E mesmo que não houvesse uma orientação falada ou escrita da tarefa a ser realizada, o avaliado utilizaria compreensões verbais, como se ele dissesse interiormente: “a tarefa que eu preciso realizar é construir uma certa figura geométrica a partir dos elementos contidos no item”. Além disso, a resolução desse tipo de tarefa demanda tanto conceitos que se aplicam ao tema, tais como reta, ângulo e preenchimento de cor, quanto outros conceitos, como de ordenamento, alinhamento e agrupamento.

 

Capítulo 5. Escalas Wechsler na avaliação da inteligência

ePub Criptografado

Neste capítulo, serão apresentadas as versões completas das Escalas Wechsler de Inteligência. Para tal, serão contextualizadas historicamente, incluindo as adaptações realizadas para o contexto brasileiro. Em seguida, as características comuns às escalas serão descritas. Tópicos específicos serão dedicados a cada uma das versões em uso no Brasil.

As Escalas Wechsler de Inteligência englobam versões para diferentes grupos etários, existindo uma versão para crianças pré-escolares, outra para crianças e adolescentes e uma terceira para adultos. Mais recentemente, foi desenvolvida uma versão abreviada, que pode ser aplicada em diferentes faixas etárias. Além do objetivo comum de medir a inteligência, as versões originais para cada faixa etária têm estrutura semelhante, embora variem quanto ao número de tarefas e ao conteúdo dos itens.

A primeira escala desenvolvida por David Wechsler foi a Escala Wechsler-Bellevue Forma I (W-B I). Ele se baseou nos testes individuais existentes à época (anos 1920 e 1930) e desenvolveu uma bateria que incluía tarefas verbais e de execução. Conforme aponta Kaufman (1990), o mérito de Wechsler foi ter reunido em um único instrumento tarefas verbais e não verbais para fins clínicos, antecipando, assim, as necessidades futuras dos profissionais da área.

 

Capítulo 5. Escalas Wechsler na avaliação da inteligência

ePub Criptografado

Neste capítulo, serão apresentadas as versões completas das Escalas Wechsler de Inteligência. Para tal, serão contextualizadas historicamente, incluindo as adaptações realizadas para o contexto brasileiro. Em seguida, as características comuns às escalas serão descritas. Tópicos específicos serão dedicados a cada uma das versões em uso no Brasil.

As Escalas Wechsler de Inteligência englobam versões para diferentes grupos etários, existindo uma versão para crianças pré-escolares, outra para crianças e adolescentes e uma terceira para adultos. Mais recentemente, foi desenvolvida uma versão abreviada, que pode ser aplicada em diferentes faixas etárias. Além do objetivo comum de medir a inteligência, as versões originais para cada faixa etária têm estrutura semelhante, embora variem quanto ao número de tarefas e ao conteúdo dos itens.

A primeira escala desenvolvida por David Wechsler foi a Escala Wechsler-Bellevue Forma I (W-B I). Ele se baseou nos testes individuais existentes à época (anos 1920 e 1930) e desenvolveu uma bateria que incluía tarefas verbais e de execução. Conforme aponta Kaufman (1990), o mérito de Wechsler foi ter reunido em um único instrumento tarefas verbais e não verbais para fins clínicos, antecipando, assim, as necessidades futuras dos profissionais da área.

 

6. Outros modelos de avaliação de inteligência

ePub Criptografado

A Bateria de Provas de Raciocínio (BPR-5) (Almeida & Primi, 2000) é um instrumento de avaliação das capacidades cognitivas, especialmente do raciocínio fluido. Por meio de tarefas que exigem o emprego de diferentes tipos de raciocínio, o indivíduo obtém escores nos subtestes específicos e um escore geral, o que permite comparar seus resultados com uma amostra normativa e classificar seu desempenho. Desde sua publicação, foram realizados vários estudos de evidências de validade e de fidedignidade da BPR-5, conforme será exposto adiante neste capítulo, o que garante a qualidade do instrumento para a sua aplicação em indivíduos que tenham escolaridade a partir da 6ª série (ou 7º ano) do ensino fundamental, incluindo adolescentes e adultos. Provas similares têm sido usadas em Portugal e, mais recentemente, na Espanha e em Moçambique, contando sempre com estudos de adaptação e validade.

A BPR-5 originou-se da versão portuguesa Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial (BPRD) (Almeida, 1986, 1988), que, por sua vez, originou-se dos Testes de Raciocínio Diferencial, de Meuris (1969). A adaptação para uso no Brasil iniciou-se em 1995 (Primi, Almeida, & Lucarelli, 1996) e, a partir da seleção de conjuntos de itens com base na sua eficácia em função da adequação da dificuldade e do poder discriminativo, foram construídas as duas formas da BPR-5 (A e B) em sua versão brasileira (Almeida, Antunes, Martins, & Primi, 1997). Desde o início, e com a autorização do Prof. Georges Meuris, da Université Catholique de Louvain-la-Neuve, houve substituição do termo “teste” por “prova”, para apoiar uma avaliação mais dinâmica das habilidades cognitivas em face da diversidade de conteúdos nas provas para os mesmos processos cognitivos. Além disso, retirou-se o termo “diferencial” da designação da bateria, pois, mais do que explicados por fatores autônomos, os desempenhos dos sujeitos nas provas eram explicados por um fator geral de habilidade cognitiva (Meuris, Almeida, & Campos, 1988).

 

Capítulo 6. Outros modelos de avaliação de inteligência

ePub Criptografado

A Bateria de Provas de Raciocínio (BPR-5) (Almeida & Primi, 2000) é um instrumento de avaliação das capacidades cognitivas, especialmente do raciocínio fluido. Por meio de tarefas que exigem o emprego de diferentes tipos de raciocínio, o indivíduo obtém escores nos subtestes específicos e um escore geral, o que permite comparar seus resultados com uma amostra normativa e classificar seu desempenho. Desde sua publicação, foram realizados vários estudos de evidências de validade e de fidedignidade da BPR-5, conforme será exposto adiante neste capítulo, o que garante a qualidade do instrumento para a sua aplicação em indivíduos que tenham escolaridade a partir da 6ª série (ou 7º ano) do ensino fundamental, incluindo adolescentes e adultos. Provas similares têm sido usadas em Portugal e, mais recentemente, na Espanha e em Moçambique, contando sempre com estudos de adaptação e validade.

A BPR-5 originou-se da versão portuguesa Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial (BPRD) (Almeida, 1986, 1988), que, por sua vez, originou-se dos Testes de Raciocínio Diferencial, de Meuris (1969). A adaptação para uso no Brasil iniciou-se em 1995 (Primi, Almeida, & Lucarelli, 1996) e, a partir da seleção de conjuntos de itens com base na sua eficácia em função da adequação da dificuldade e do poder discriminativo, foram construídas as duas formas da BPR-5 (A e B) em sua versão brasileira (Almeida, Antunes, Martins, & Primi, 1997). Desde o início, e com a autorização do Prof. Georges Meuris, da Université Catholique de Louvain-la-Neuve, houve substituição do termo “teste” por “prova”, para apoiar uma avaliação mais dinâmica das habilidades cognitivas em face da diversidade de conteúdos nas provas para os mesmos processos cognitivos. Além disso, retirou-se o termo “diferencial” da designação da bateria, pois, mais do que explicados por fatores autônomos, os desempenhos dos sujeitos nas provas eram explicados por um fator geral de habilidade cognitiva (Meuris, Almeida, & Campos, 1988).

 

Capítulo 7. Avaliação na deficiência intelectual

ePub Criptografado

A definição de deficiência intelectual (DI) tem sido debatida desde o início das classificações dos transtornos mentais (Harris & Greenspan, 2016). Acompanhando as mudanças na compreensão sobre suas causas, seus prejuízos, suas manifestações e suas intervenções, a terminologia para se referir ao grupo denominado atualmente “deficiências intelectuais” (American Psychiatric Association [APA], 2013) passou por muitas mudanças ao longo do tempo (Spruill & Harrison, 2016). Tais mudanças também refletem a necessidade de tratar o assunto de forma não pejorativa e lidar com o estigma associado a tais condições (Harris & Greenspan, 2016).

O termo DI, utilizado no plural, reflete um espectro de condições, uma vez que se trata de quadros bastante heterogêneos no que tange às suas etiologias e níveis de prejuízos cognitivos e adaptativos (American Association on Intellectual and Developmental Disabilities [AAIDD], 2010; APA, 2013; Salvador-Carrulla, Reed, ­Vaez-Azizi, Cooper & Martinez-Leal, 2011). De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da APA (2013), o grupo de condições denominado deficiências intelectuais é composto pelas seguintes categorias: deficiência intelectual (ou transtorno do desenvolvimento intelectual), atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual (ou transtorno do desenvolvimento intelectual) não especificada.

 

Capítulo 7. Avaliação na deficiência intelectual

ePub Criptografado

A definição de deficiência intelectual (DI) tem sido debatida desde o início das classificações dos transtornos mentais (Harris & Greenspan, 2016). Acompanhando as mudanças na compreensão sobre suas causas, seus prejuízos, suas manifestações e suas intervenções, a terminologia para se referir ao grupo denominado atualmente “deficiências intelectuais” (American Psychiatric Association [APA], 2013) passou por muitas mudanças ao longo do tempo (Spruill & Harrison, 2016). Tais mudanças também refletem a necessidade de tratar o assunto de forma não pejorativa e lidar com o estigma associado a tais condições (Harris & Greenspan, 2016).

O termo DI, utilizado no plural, reflete um espectro de condições, uma vez que se trata de quadros bastante heterogêneos no que tange às suas etiologias e níveis de prejuízos cognitivos e adaptativos (American Association on Intellectual and Developmental Disabilities [AAIDD], 2010; APA, 2013; Salvador-Carrulla, Reed, ­Vaez-Azizi, Cooper & Martinez-Leal, 2011). De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da APA (2013), o grupo de condições denominado deficiências intelectuais é composto pelas seguintes categorias: deficiência intelectual (ou transtorno do desenvolvimento intelectual), atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual (ou transtorno do desenvolvimento intelectual) não especificada.

 

Capítulo 8. Explorando a relação entre inteligência e criatividade

ePub Criptografado

Consideradas habilidades do século XXI (Partnership for 21st Century Skills, 2013), a inteligência e a criatividade vêm sendo reconhecidas, cada vez mais, como competências essenciais para o sucesso pessoal, escolar e laboral, baseando-se na constatação de que o conhecimento total do potencial individual somente poderá ser descoberto quando ambas as habilidades forem estudadas conjuntamente.

Nas concepções mais atuais, a criatividade é definida como um construto multidimensional, presente em todas as pessoas, ao menos enquanto potencial, ocorrendo em diferentes graus e domínios nos indivíduos (Robinson, Shore, & Enersen, 2007). É originada a partir da interação de diversos fatores, tais como processos cognitivos, traços de personalidade e contexto ambiental (Eysenck, 1999; Lubart, 2007; Wechsler, 2008), e considerada uma característica que emerge, espontaneamente, desde que não seja inibida ou bloqueada. As abordagens atuais desse construto o definem considerando quatro categorias de investigação:

 

Capítulo 8. Explorando a relação entre inteligência e criatividade

ePub Criptografado

Consideradas habilidades do século XXI (Partnership for 21st Century Skills, 2013), a inteligência e a criatividade vêm sendo reconhecidas, cada vez mais, como competências essenciais para o sucesso pessoal, escolar e laboral, baseando-se na constatação de que o conhecimento total do potencial individual somente poderá ser descoberto quando ambas as habilidades forem estudadas conjuntamente.

Nas concepções mais atuais, a criatividade é definida como um construto multidimensional, presente em todas as pessoas, ao menos enquanto potencial, ocorrendo em diferentes graus e domínios nos indivíduos (Robinson, Shore, & Enersen, 2007). É originada a partir da interação de diversos fatores, tais como processos cognitivos, traços de personalidade e contexto ambiental (Eysenck, 1999; Lubart, 2007; Wechsler, 2008), e considerada uma característica que emerge, espontaneamente, desde que não seja inibida ou bloqueada. As abordagens atuais desse construto o definem considerando quatro categorias de investigação:

 

Capítulo 9. Avaliação assistida da inteligência

ePub Criptografado

A avaliação assistida, dinâmica ou interativa, tem por objetivo avaliar o desempenho cognitivo dos sujeitos e ampliar a visão sobre o seu potencial de aprendizagem. Dessa forma, fornece estimativas do resultado de possíveis estratégias reabilitadoras (Boosman, Bovend’Eerdt, Visser-Meily, Nij­boer, & Heugten, 2014; Grigorenko, 2009). As discussões sobre o método iniciaram-se considerando, principalmente, a avaliação da inteligência e da aprendizagem. Nesse sentido, fundamenta-se, sobretudo, em dois conceitos: o de “experiência de aprendizagem mediada”, de Feuerstein, e o de “zona de desenvolvimento proximal”, de Vygotsky. Esses conceitos serão discutidos ao longo do presente capítulo, o qual objetiva apresentar os procedimentos de avaliação assistida e suas formas de apresentação para mensuração de construtos relacionados com a inteligência. Pretendemos, dessa forma, contrapor este com outros métodos existentes na área de avaliação da cognição, aprendizagem e inteligência. Neste capítulo, focalizaremos tais construtos por já apresentarem estudos mais consistentes na literatura. No entanto, a área é promissora, podendo englobar outros, tais como habilidades sociais e autoconceito. Ressaltamos que no presente capítulo adotou-se a terminologia “avaliação assistida”, que é a denominação mais utilizada no Brasil.

 

Capítulo 9. Avaliação assistida da inteligência

ePub Criptografado

A avaliação assistida, dinâmica ou interativa, tem por objetivo avaliar o desempenho cognitivo dos sujeitos e ampliar a visão sobre o seu potencial de aprendizagem. Dessa forma, fornece estimativas do resultado de possíveis estratégias reabilitadoras (Boosman, Bovend’Eerdt, Visser-Meily, Nij­boer, & Heugten, 2014; Grigorenko, 2009). As discussões sobre o método iniciaram-se considerando, principalmente, a avaliação da inteligência e da aprendizagem. Nesse sentido, fundamenta-se, sobretudo, em dois conceitos: o de “experiência de aprendizagem mediada”, de Feuerstein, e o de “zona de desenvolvimento proximal”, de Vygotsky. Esses conceitos serão discutidos ao longo do presente capítulo, o qual objetiva apresentar os procedimentos de avaliação assistida e suas formas de apresentação para mensuração de construtos relacionados com a inteligência. Pretendemos, dessa forma, contrapor este com outros métodos existentes na área de avaliação da cognição, aprendizagem e inteligência. Neste capítulo, focalizaremos tais construtos por já apresentarem estudos mais consistentes na literatura. No entanto, a área é promissora, podendo englobar outros, tais como habilidades sociais e autoconceito. Ressaltamos que no presente capítulo adotou-se a terminologia “avaliação assistida”, que é a denominação mais utilizada no Brasil.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
ePub
Criptografado
Sim
SKU
BPE0000270823
ISBN
9788582714881
Tamanho do arquivo
9,7 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
ePub
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados