Tratado de Fisioterapia em Saúde da Mulher, 2ª edição

Visualizações: 128
Classificação: (0)

Por ser uma ciência aplicada a estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento das disfunções dos órgãos e sistemas, a fisioterapia integra equipes multiprofissionais para oferecer qualidade e completude à assistência da saúde humana, particularmente da mulher._x000D_
A segunda edição de Tratado de Fisioterapia em Saúde da Mulher, revisada e atualizada, além de manter a elaboração multidisciplinar dos capítulos, conta com atividades complementares para fixação dos conteúdos, que abordam oncologia, obstetrícia, uroginecologia, cuidados paliativos, políticas públicas, entre outros temas de relevância na área. _x000D_
A experiência das autoras proporciona uma perspectiva dinâmica da complexidade do cuidado da mulher, o que torna esta obra fundamental a todos os profissionais que buscam conhecimentos novos e diversificados para melhor atender suas pacientes._x000D_
Novidades da segunda edição_x000D_
• Encarte com fotografias coloridas_x000D_
• Atividades complementares de fixação do conteúdo ao final de cada seção_x000D_
• Temas revisados e atualizados

 

43 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1 - Cuidados em Saúde da Mulher

PDF Criptografado

1

Cuidados em Saú­de da Mulher

Maria Silvia Vellutini Setubal  •  Andrea de Vasconcelos Gonçalves

Introdução

As mudanças históricas nos últimos tempos tornaram as mulheres do ­século 21 mais livres que suas antepassadas nas suas escolhas pessoais, sociais e políticas. Entre os vários direitos conquistados, pode-se citar o direito ao voto, ao prazer sexual e ao controle da natalidade.

As mulheres atualmente têm protagonizado diversos novos papéi­s que se ampliaram para além da esfera privada, como, por exemplo, no mercado de trabalho, alcançando carreiras profissionais antes ocupadas apenas por homens e atingindo patamares decisivos nas á­ reas política, econômica e social. Atualmente, é possível ver mulheres empresárias, presidentes, estadistas, primeiras-ministras e jogadoras de futebol.

O horizonte feminino se ampliou para muito além do reservado e esperado pela sociedade: ser mãe. A maternidade tornouse uma das muitas escolhas possíveis e não mais o destino da mulher.1

 

2 - Fisiologia do Ciclo Hormonal Feminino

PDF Criptografado

2

Fisiologia do Ciclo

Hormonal Feminino

Andrea de Vasconcelos Gonçalves

Menstruação

A menstruação e o ciclo hormonal feminino são definidos por alguns autores, médicos e pesquisadores como uma orquestra que deve funcionar harmonicamente, e a mulher precisa utilizar seus ciclos em prol de uma inteligência hormonal. Outros autores caracterizam a menstruação como inútil e alegam que

“ciclar” muitas vezes pode causar o surgimento de doen­ças.1

Por mais paradoxal o assunto, as próprias mulheres revelam que, mesmo sendo um incômodo, a menstruação está associada à saú­de, à fertilidade, à feminilidade e à juventude. Ela marca, portanto, a distinção entre os sexos de modo par­ticular, expressando uma natureza diferente, à parte dos atributos físicos, pois é cíclica. Define as mulheres, permitindo-lhes agir em causa própria, sem o julgamento dos homens, e representa um testemunho recorrente e intrusivo da feminilidade reprodutiva, ou seja, a essência de seu estado reprodutivo.2

 

3 - Sexualidade Humana e Disfunção Sexual Feminina

PDF Criptografado

3

Sexualidade Humana e

Disfunção Sexual Feminina

Marcela G. Bardin  •  Virgínia Piassaroli

Introdução

A sexualidade humana é tão complexa e relativa quanto a riqueza que compõe o próprio ser humano e provavelmente sua definição sofrerá tantas alterações quanto a sociedade e a história político-social no decorrer do tempo. Entretanto, a definição mais atual elaborada pela Organização Mundial da

Saú­de (OMS) é:

Sexualidade é um aspecto central da vida do ser humano e abrange sexo, identidades e papéi­s de gênero, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. É experimentada e expressada nos pensamentos, nas fantasias, nos desejos, na opinião, nas atitudes, nos valores, nos comportamentos, nas práticas, nos papéi­s e nos relacionamentos. Embora a sexualidade possa incluir todas estas dimensões, nem sempre todas são vivenciadas. A sexualidade sofre in­fluên­cia da interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais,

 

4 - Anatomia da Mama e Complexo Articular do Ombro

PDF Criptografado

4

Anatomia da Mama e

Complexo Articular do

Ombro

Marco Cesar Somazz

Introdução

As descrições tratadas neste capítulo se referem especialmente

à região axilar, que apresenta inúmeros elementos anatômicos importantes para a funcionalidade de todo o membro superior. Por outro lado, as á­ reas e as estruturas adjacentes que têm relação morfofuncional com a axila também serão descritas.

Axila

É uma subdivisão do ombro pertencente ao membro superior. O ombro, que também pode ser denominado raiz, une o membro superior e o tórax. As demais re­giões são a escapular e a deltói­dea.1

A região axilar, ou simplesmente axila, é um espaço interposto entre a face interna da ar­ticulação escapuloumeral e a parede lateral do tórax. De forma piramidal, essa cavidade contém os elementos vascula­res e nervosos que transitam para o membro superior e parte do tórax, a partir da raiz do pescoço ou viceversa (Figura 4.1). É constituí­da por um ápice, uma base e paredes anterior, posterior, lateral e medial. O ápice está dirigido para cima e tem como limites: anterior à clavícula; posterior à borda superior da escápula; e medial à borda externa da primeira costela. Por esse espaço, vasos, nervos e linfáticos entram ou saem do membro superior (ver Figura 4.1). A base apresenta-se limitada à frente pela prega axilar anterior, formada pelo ­músculo peitoral maior, atrás pela prega axilar posterior, constituí­da pelo tendão dos músculos latíssimo do dorso e redondo maior. Medialmente, está delimitada pelas quatro ou cinco costelas supe­ úsculos serrátil anterior e intercostais.2,3 As pareriores e pelos m des da axila podem ser descritas da seguinte forma:

 

5 - Epidemiologia e Fatores de Risco do Câncer de Mama

PDF Criptografado

5

Epidemiologia e

Fatores de Risco do

Câncer de Mama

Natalie Rios Almeida  •  Fabrício Palermo Brenelli  •  Marcela Ponzio Pinto e Silva  • 

Maria Salete Costa Gurgel

Epidemiologia

Quadro 5.1  Fatores de risco para o câncer de mama.

O câncer de mama (CM) representa o segundo tipo de neoplasia maligna mais comum em todo o mundo e o mais prevalente entre as mulheres. Em 2012, foi estimado aproximadamente 1,7  milhão de casos no mundo, cerca de 25% dos cânceres naquele ano.1

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o órgão do Ministério da Saú­de responsável pela criação e pela adoção de estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da doen­ça e, segundo dados relatados recentemente, o CM

(excluí­dos os tumores de pele não melanoma) é a neo­pla­sia mais incidente no país, em todas as re­giões, exceto no Norte, onde fica atrás apenas do câncer de colo uterino.2

A mortalidade associada é va­riá­vel. Nas re­giões Sul e Sudeste, ela tem diminuí­do, provavelmente em decorrência do acesso facilitado ao tratamento e ao diagnóstico precoce.3

 

6 - Diagnóstico, Rastreamento e Prevenção do Câncer de Mama

PDF Criptografado

6

Diagnóstico,

Rastreamento e Prevenção do Câncer de Mama

Maria Virginia Thomazini de Figueiredo  •  Fabrício Palermo Brenelli  • 

Laura Ferreira de Rezende   •  Maria Salete Costa Gurgel

Introdução

Atualmente, o câncer de mama (CM) é considerado uma doen­

ça curável em boa parte dos casos graças ao diagnóstico preco­ ce, aos avanços das técnicas cirúrgicas e dos tratamentos com­ plementares. Entretanto, para as mulheres serem beneficiadas pelos avanços terapêuticos e terem excelente prognóstico após o tratamento, a doen­ça precisa ser detectada precocemente, com consequente reflexo no aumento da sobrevida. A mulher tem papel fundamental no diagnóstico inicial da doen­ça ao rea­li­zar exame clínico e mamografia periodicamente.1,2

A incidência do CM nos últimos anos aumentou mais de

20%, representando um em cada quatro cânceres na popula­

ção feminina. Segundo estimativas da International Agency for Reseach on Cancer (IARC), 1,7  milhão de mulheres foi diagnosticado com CM em todo o mundo em 2012. Vale res­ saltar que as maiores taxas de incidência são as dos paí­ses mais desenvolvidos.3

 

7 - Fatores Prognósticos, Classificação Molecular e Estadiamento do Câncer de Mama

PDF Criptografado

7

Fatores Prognósticos,

Classificação Molecular e

Estadiamento do Câncer de Mama

Nicoli Serquiz de Azevedo  •  Fabrício Palermo Brenelli  •  Laura Ferreira de Rezende  • 

Marcela Ponzio Pinto e Silva  •  Maria Salete Costa Gurgel

Fatores prognósticos

O câncer de mama (CM) tem grande impacto na saú­de das mulheres e pode se apresentar e evoluir de maneiras muito diversas. Algumas pacientes experimentam uma longa sobre­ vida livre de doen­ça após o tratamento oncológico adequado, enquanto outras sofrerão com recidivas da doen­ça e óbito, al­ gumas vezes precocemente.

Os fatores prognósticos do CM são parâmetros mensu­ ráveis no momento do diagnóstico capazes de prover infor­ mações sobre o curso da doen­ça e sobrevida da paciente, independentemente do tratamento. São exemplos de fato­ res prognósticos: idade, tamanho do tumor primário, aco­ metimento linfonodal, grau histológico, estádio da doen­

ça, índice de proliferação celular, receptores hormonais e invasão linfovascular.1 Alguns fatores prognósticos, como receptores hormonais e HER2, podem ainda ter papel de fator preditivo quanto à probabilidade da resposta de um

 

8 - Tratamento Cirúrgico do Câncer de Mama

PDF Criptografado

8

Tratamento Cirúrgico do Câncer de Mama

Natalie Rios Almeida  •  Fabrício Palermo Brenelli  • 

Laura Ferreira de Rezende  •  Maria Salete Costa Gurgel

Registros iniciais

As primeiras descrições de cirurgia para tratamento do câncer de mama (CM) datam de 3.000 a 2.500 a.C., registradas em papiros egípcios. Em toda a História Antiga, a cirurgia era considerada algo não padronizado e com poucos benefícios para os pacientes. Apesar disso, alguns registros gregos e persas trazem à tona a cirurgia como modalidade curativa, em casos selecionados, embora nunca tenha sido considerada um tratamento-padrão, por exemplo, para o CM.

Durante toda a História Antiga e a Idade Média, a cirurgia sempre se caracterizou como algo pouco convencional e de caráter excepcional.1 No ­século XVIII, o cirurgião francês

Jean-Louis Petit (1674-1750) foi o primeiro a rea­li­zá-la como modalidade curativa em vez de simplesmente retirar um tumor. O princípio de excisão completa da mama com o tumor intacto e a retirada dos linfonodos axilares e supraclaviculares para tratamento da doen­ça foram amplamente aceitos.1

 

9 - Reconstrução Parcial e Total da Mama

PDF Criptografado

9

Reconstrução Parcial e

Total da Mama

Natalie Rios Almeida  •  Maria Virginia Thomazini de Figueiredo  •  Nicoli Serquiz de Azevedo  • 

Renato Torresan  •  Cesar Cabello dos Santos  •  Fabrício Palermo Brenelli

Introdução

O câncer de mama (CM) é um problema mundial de saú­de pública, além de representar o segundo tipo de câncer mais comum em todo o mundo e o mais prevalente entre as mulheres.1 No

Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), excluí­dos os tumores de pele não melanoma, trata-se da neo­pla­ sia mais incidente em todas as re­giões, exceto no Norte, estando atrás apenas do câncer de colo uterino.1,2 Nesse contexto, as diversas técnicas de reconstrução mamária têm o objetivo de oferecer melhor resultado estético-funcional e de restituição da imagem corporal, sendo representadas por reconstruções ba­seadas no uso de implantes mamários e retalhos miocutâ­neos.

História da reconstrução

Retalhos miocutâ­neos

 

10 - Terapias Adjuvantes

PDF Criptografado

10

Terapias Adjuvantes

Maria Virginia Thomazini de Figueiredo  •  Fabrício Palermo Brenelli  • 

Mariana Maia Freire de Oliveira  •  Maria Salete Costa Gurgel

Introdução

O câncer de mama (CM) deve ser abordado por uma equipe multiprofissional com o objetivo de oferecer um tratamento integral para a paciente. A combinação das terapias locorregionais (cirurgia e radioterapia) e terapia sistêmica (quimioterapia, hormonoterapia e terapia-alvo específica) no tratamento do

CM visa a erradicar a doen­ça residual ou reduzir volumes tumorais existentes, repercutindo em melhor sobrevida.1-3

Tratamento local

Radioterapia

É utilizada com o objetivo de erradicar as células neoplásicas remanescentes após a ressecção (cirurgia conservadora ou mastectomia), reduzindo os riscos de recorrência e de morte por CM.1-3

A radiação danifica o ácido desoxirribonucleico (DNA), os cromossomos e a membrana plasmática das células, o que

é transmitido à divisão celular, havendo, portanto, acúmu­lo dessas alterações, que conduz à morte celular ou à lenta progressão. As células cancerosas se reproduzem mais, porém têm menor capacidade de reparar danos em comparação às células sadias.

 

11 - Abordagem Fisioterapêutica em Pré e Pós-operatório

PDF Criptografado

11

Abordagem

Fisioterapêutica em

Pré e Pós-operatório

Maria Teresa Pace do Amaral  •  Marcela Ponzio Pinto e Silva  • 

Mariana Maia Freire de Oliveira

Avaliação fisioterapêutica no pré-operatório

No Centro de Atenção Integral à Saú­de da Mulher (CAISM) da Universidade de Campinas (Unicamp), as mulheres com câncer de mama têm acesso às primeiras informações sobre a doen­ça e seu tratamento no momento do diagnóstico. Recebem também o apoio de profissionais de saú­de especializados que farão parte do programa de reabilitação após a cirurgia.

A equipe de fisioterapia acompanha as pacientes desde o pré-operatório, sendo o contato estabelecido na enfermaria, após a internação para rea­li­zar a cirurgia. A avaliação préoperatória tem como objetivo identificar alterações preexistentes e potenciais fatores de risco para as complicações pósoperatórias.1 Ademais, o contato entre terapeuta e paciente contribui para a continuidade da abordagem fisioterapêutica e reintegração da mulher às suas atividades profissionais, domésticas, sociais e de lazer.

 

12 - Fisioterapia nas Complicações do Tratamento para Câncer de Mama

PDF Criptografado

12

Fisioterapia nas

Complicações do

Tratamento para

Câncer de Mama

Marcela Ponzio Pinto e Silva  •  Mariana Maia Freire de Oliveira  • 

Maria Teresa Pace do Amaral  •  Laura Ferreira de Rezende

Introdução

As cirurgias por câncer de mama, bem como as terapias adjuvantes, podem resultar em complicações, como infecções, lesões nervosas, distúrbios cicatriciais e vascula­res, seroma, disfunções sensitivas e motoras do ombro e dor, além de serem consideradas a principal causa de estresse emocional e prejuí­zo funcional das mulheres acometidas por câncer de mama.1,2 Em relação ao fator tempo, as complicações são divididas em:

• Imediatas: surgem nas primeiras 24 h

• Mediatas: surgem até o sétimo dia

• Tardias: acontecem depois da retirada de pontos e de alta hospitalar definitiva.

A fre­quência de complicações cirúrgicas é proporcional

à afecção clínica associada, ao tipo de anestesia, ao grau de lesão e aos cuidados pós-operatórios. O fisioterapeuta é fundamental como integrante da equipe multiprofissional que acompanhará o processo de reabilitação, atuando na prevenção e recupe­ração físico-funcional da paciente.1 A seguir, serão descritas as complicações mais comuns no pós-operatório e no tratamento para o câncer de mama e a abordagem fisioterapêutica.

 

13 - Linfedema

PDF Criptografado

13

Linfedema

Mariana Maia Freire de Oliveira  •  Laura Ferreira de Rezende

Anatomia e fisiologia do sistema linfático

Em conjunto com o sistema arterial e venoso, o sistema linfático representa um importante componente do sistema circulatório.1 Sistemas vascula­res, sanguí­neo e linfático, desempenham trabalho interdependente em muitos tecidos, entretanto, sua organização e funcionamento são distintos.1 O sistema cardiovascular forma uma rede con­tí­nua pela qual o coração bombeia o sangue, ao passo que o sistema linfático é via de mão única, tem trânsito final aberto, sem força motriz central.

O sistema linfático compreende uma rede de capilares linfáticos, que se originam no parênquima te­ci­dual e se localizam próximos às arterío­las (Figura 13.1). Os capilares têm parede simples, composta por uma camada de células endoteliais, que se sobrepõem em suas extremidades formando um caminho valvulado. As válvulas endoteliais, também conhecidas como válvulas primárias, permitem que o fluido intersticial entre nos capilares linfáticos e previnem seu escape. Estudos comprovaram que as microesferas podem entrar no sistema linfático, mas não podem sair. Outro recurso anatômico dos capilares linfáticos inclui os filamentos de ancoragem, que anexam esses vasos às fibras colágenas da matriz extracelular.2

 

14 - Considerações e Aspectos do Tratamento para Câncer de Ovário, Tuba Uterina e Endométrio

PDF Criptografado

14

Considerações e Aspectos do Tratamento para

Câncer de Ovário, Tuba

Uterina e Endométrio

Joana Fróe­s Bragança Bastos  •  Maria Teresa Pace do Amaral  • 

Diama Bhadra Vale

Câncer de ovário e tuba uterina

O aspecto mais significativo do câncer de ovário é a sua agressividade decorrente da natureza biológica do tumor e sua disseminação precoce na cavidade intraperitoneal.

O câncer peritoneal primário e o de tuba uterina são atualmente designados, estadiados e manejados de forma semelhante ao carcinoma epitelial de ovário. Isso porque, em hipótese recente, muitos dos tumores epiteliais de alto grau do ovário (que representam a maior parte dos cânceres de ovário) surgiriam de precursores originados da tuba uterina. Ademais, tanto os tumores dos ovários quanto os das tubas uterinas e o peritoneal primário possuem uma origem embriológica comum: o epitélio mülleriano.1 Neste capítulo, essas três entidades serão abordadas simultaneamente.

 

15 - Considerações e Aspectos do Tratamento para Câncer do Colo do Útero, Vulva e Vagina

PDF Criptografado

15

Considerações e Aspectos do Tratamento para

Câncer do Colo do Útero,

Vulva e Vagina

Joana Fróe­s Bragança Bastos  •  Maria Teresa Pace do Amaral  • 

Diama Bhadra Vale

Câncer do colo do útero

Epidemiologia

Em todo o mundo, a cada ano, meio milhão de mulheres é vítima de câncer do colo do útero e a taxa de mortalidade chega a 50%.1 Não por acaso, 84% das novas ocorrências/ano incidem em paí­ses em desenvolvimento, evidenciando a relação entre as condições socioeconômicas e a dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento desse tipo de câncer.1,2

Na América Latina e Caribe, o câncer do colo do útero está atrás do de mama em fre­quência, mas, excetuando-se o carcinoma de pele, é a causa mais comum de câncer em mulheres, com marcada variação geográfica dessas taxas. Contudo, observou-se, nessa região, uma significativa redução da incidência nos últimos 30 anos.3

No Brasil, o número de casos novos estimados para

2016 foi de 16.340 mulheres, o que representa uma incidência de 16/100.000  mulheres; é a quarta neo­pla­sia mais frequente, atrás dos cânceres de pele, mama e colorretal.4 Entre as diferentes re­giões, há variação significativa das taxas, o que reforça a vinculação direta entre o desenvolvimento socioeconômico, a precariedade da estrutura de assistência à saú­de e a ocorrência desse tipo de câncer. A região Norte destaca-se por apresentar a maior incidência, chegando a 24/100.000  casos novos por ano, ocupando a segunda posição entre os cânceres mais frequentes em mulheres, atrás apenas do de pele.4 Dados de 2003 a 2012 sobre mortalidade mostram uma taxa corrigida de 7,2/100.000 mulheres-ano, apontando para uma tendência significativa à redução das taxas no perío­do em todas as re­giões do Brasil, exceto no Norte.5

 

16 - Fisioterapia no Tratamento do Câncer Ginecológico

PDF Criptografado

16

Fisioterapia no Tratamento do Câncer Ginecológico

Maria Teresa Pace do Amaral  •  Camila Schneider Gannuny  • 

Marcela Ponzio Pinto e Silva  •  Mariana Maia Freire de Oliveira  • 

Ana Beatriz Francioso Oliveira do Monte  •  Marcela G. Bardin  •  Mariana Almada Bassani

Introdução

A abordagem da paciente com câncer tem se modificado e, atualmente, além do controle/cura da doen­ça, prioriza também a qualidade de vida. Mesmo assim, mulheres submetidas ao tratamento para câncer ginecológico frequentemente vivenciam sintomas físicos e psicológicos, como baixo nível de atividade física, sintomas no assoalho pélvico, prejuí­zo físico, fadiga e estresse psicológico, sintomas que podem afetar significativamente a funcionalidade e estão diretamente relacionados à qualidade de vida.1

As complicações pós-operatórias das cirurgias por câncer ginecológico mais frequentes na literatura são: dor, distúrbios de cicatrização, linfedema, disfunções do assoalho pélvico, principalmente incontinência urinária e prolapso de órgãos pélvicos, estenose vaginal e alterações respiratórias.2-4

 

17 - Fisioterapia em Cuidados Paliativos

PDF Criptografado

17

Fisioterapia em

Cuidados Paliativos

Marcela Ponzio Pinto e Silva  •  Mariana Maia Freire de Oliveira  • 

Jussara de Lima e Souza  •  Mariana Almada Bassani  • 

Ana Beatriz Francioso Oliveira do Monte  •  Kátia Melissa Padilha  • 

Antonio Francisco de Oliveira Neto  •  Maria Teresa Pace do Amaral

Introdução

Segundo a Organização Mundial da Saú­ de (OMS), em

2012  havia mais de 14  milhões de pessoas com câncer no mundo, sendo mais de 8,8 milhões dos diagnósticos feitos em paí­ses economicamente menos desenvolvidos.1

Em todo o mundo, a maioria dos in­di­ví­duos diagnosticados com neo­pla­sias apresenta doen­ça avançada e incurável no momento do diagnóstico.2 Dos 56,4 milhões de mortes no mundo em 2015, 78% do grupo de doen­ças não transmissíveis aconteceram em paí­ses com a economia menos desenvolvida.3

Cerca de 15,6% das mortes (8,8 milhões) foram decorrentes do câncer e este número vem crescendo independentemente do paí­s ou continente.4

 

18 - Recursos Eletrotermofototerápicos e Bandagem Neuromuscular em Oncologia

PDF Criptografado

18

Recursos

Eletrotermofototerápicos e

Bandagem Neuro­muscular em Oncologia

Mariana Maia Freire de Oliveira  •  Laura Ferreira de Rezende  • 

Marcela Ponzio Pinto e Silva  •  Maria Teresa Pace do Amaral

Fotobiomodulação | Laser de baixa potência

A primeira evidência do uso terapêutico da luz laser de baixa potência, ou fotobiomodulação, tem origem na Hungria, em 1967, na Semmelweis Medical University. Consiste na aplicação da luz com o objetivo de promover reparo te­ci­dual, estimular a angiogênese, diminuir o processo inflamatório e edematoso, além de produzir analgesia. Em função da baixa potência (em geral inferior a 500 mW), não há evidências de aumento de temperatura te­ci­dual e, por essa razão, nenhuma alteração significativa é observada na estrutura do tecido.1

A luz laser é caracterizada como coerente, colimada, monocromática e polarizada, com grande concentração de energia, capaz de provocar alterações físicas e biológicas no tecido.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000269534
ISBN
9788527734653
Tamanho do arquivo
30 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados